Crossfire

35 Brinquedos - Parte Final


Notas iniciais
Oi! Vim mais cedo porque não sei se amanhã terei tempo de postar. Espero que gostem! Lá vai...

Susan via o seu carro se aproximando em alta velocidade e não conseguia se mexer. Estava surpresa demais com o fato de que não havia ninguém dirigindo para conseguir esboçar qualquer reação.

Quando o carro estava quase se chocando com ela, Dean surgiu no jardim, correu até Susan e se jogou sobre a mulher a desviando do veículo no último instante. Os dois caíram no chão. O carro bateu em um dos brinquedos do playground e finalmente parou.

– Você está bem? — perguntou Dean se afastando um pouco.

– Eu acho que sim... — respondeu Susan ainda atordoada diante do que tinha presenciado.

De repente, Natalie também apareceu no jardim correndo e se aproximou dos dois. Tanto ela quanto Dean tinham fingido que haviam ido embora, mas na verdade eles estavam por perto o tempo todo. O casal sabia muito bem que aquele caso não havia acabado e que mais cedo ou mais tarde Susan precisaria de ajuda para lidar com aquela ameaça sobrenatural que rondava o Hotel Pierpont.

Susan e Dean se levantaram e momentos depois entraram no hotel junto com Natalie. Susan puxou uma cadeira e sentou. Seu corpo inteiro tremia e o seu coração estava muito acelerado.

Ela pediu que Natalie lhe desse um pouco de uísque. Estava em choque com o que havia presenciado e precisava relaxar um pouco. Então a caçadora caminhou até um balcão com algumas bebidas e instantes depois se aproximou da mulher e lhe entregou o copo com o uísque.

Depois de beber alguns goles, Susan perguntou ainda trêmula:

– O que foi aquilo lá fora?

– Você quer a verdade? — indagou Dean em pé perto da mesa onde ela estava.

– É claro. — assentiu Susan.

– Primeiro nós pensamos que fosse algum tipo de praga hudu. Mas aquilo lá fora? Com certeza foi um espírito. — explicou o caçador.

Depois de observar o casal por alguns instantes e tomar mais um pouco do uísque, Susan murmurou:

– Vocês são loucos.

– É o que dizem. — respondeu Dean dando de ombros.

– Desculpe, Susan. Nós não temos tempo para explicar tudo, mas precisamos saber quando a sua mãe teve o derrame. — disse Natalie querendo entender o que estava acontecendo naquele lugar.

– O que isso tem a ver com... — começou a dizer a mulher um pouco confusa.

– Apenas responda a pergunta. — pediu a loira.

– Há mais ou menos um mês. — respondeu Susan.

– Pouco antes das mortes. — observou Natalie se afastando um pouco da mesa. Dean a seguiu e ela perguntou — Sr. Awesome, e se a Sra. Rose não praticasse hudu para machucar alguém e sim para proteger este lugar?

– É... E ela usava aqueles vasos com os símbolos quincunce para afastar o espírito. — prosseguiu Dean finalmente encontrando algum sentido em tudo aquilo.

– Aí ela teve o derrame e não pôde mais continuar. — acrescentou Natalie.

Susan observou os dois mais uma vez, tomou mais uísque e relutou:

– Eu não acredito nisso.

Dean e Natalie se reaproximaram dela e o caçador tentou explicar:

– Olha, Susan, aquele carro não atropelou você sozinha, ok? Até foi. Tecnicamente. Mas o espírito... — Dean parou e pensou um pouco. Sem conseguir explicar aquilo de uma forma que a mulher pudesse compreender sem achar maluco, ele desconversou — Esquece.

– Acredite no que quiser, mas você e a sua família estão em perigo. Você precisa tirar todos daqui. Seus empregados, sua mãe, suas filhas, todo mundo. — avisou Natalie.

Susan encarou os dois visivelmente confusa e esclareceu:

– Eu só tenho uma filha.

– Uma? — estranhou a caçadora.

– Eu pensei que a Tyler tinha uma irmã. Maggie? — lembrou Dean que ouviu a garotinha e a mãe mencionando este nome quando foi ao quarto delas no dia anterior.

– Maggie é imaginária. — explicou Susan.

Dean e Natalie se entreolharam preocupados entendendo a gravidade do que Susan havia contado. Em seguida, a loira voltou-se para a mulher e perguntou:

– Onde a Tyler está?

XXX

Momentos depois, os três entraram no quarto de Susan. Pararam ao ver que todas as bonecas que haviam no quarto estavam quebradas e espalhadas pelo chão.

Natalie revirou os olhos diante daquela cena e murmurou incomodada:

– É por isso que eu não gosto destas coisas... Macabras...

Os três olharam em volta procurando por Tyler. Susan chamou a filha algumas vezes antes de subir até o quarto da mãe rapidamente. Mas infelizmente, ela não encontrou a filha por lá.

Então Susan voltou e encontrou o casal de caçadores abrindo os armários. Talvez a menina estivesse escondida em algum deles. Logo esta possibilidade foi descartada porque Dean e Natalie não encontraram nenhum sinal da menina.

Susan, que já estava nervosa, começou a se desesperar cada vez mais. Olhava todos os brinquedos destruídos, passava as mãos pelos cabelos, pelo rosto e lembrava das inúmeras vezes em que Tyler falou sobre a amiga imaginária. E agora aqueles dois estavam dizendo que Maggie era um espírito?! Era muita coisa para Susan digerir e a preocupação com a filha apenas crescia quando ela imaginava o que um espírito poderia querer com a menina.

De repente, Dean caminhou até ela, segurou em seus ombros e pediu:

– Susan, diga tudo o que você sabe sobre a Maggie.

– Eu não sei muita coisa. A Tyler fala dela desde que a mamãe ficou doente. — respondeu Susan.

– Você ouviu falar de alguém com o mesmo nome? — quis saber Dean.

– Não. — respondeu a mulher visivelmente atordoada.

Natalie se aproximou e insistiu:

– Pense bem. Pode ser alguém que morou aqui. Pode ter morrido aqui...

– Meu Deus! — exclamou Susan interrompendo a caçadora ao lembrar de algo importante. Então ela olhou para o casal apreensivo à sua frente e contou — A minha mãe tinha uma irmã chamada Margaret. Ela quase não falava sobre isso.

– E a Margaret por acaso morreu aqui quando era criança? — quis confirmar Natalie.

– Ela se afogou na piscina. — revelou Susan ficando ainda mais preocupada ao imaginar o que aquilo poderia significar.

XXX

Tyler e Maggie estavam apoiadas na parte interna de um extenso corrimão, segurando na estrutura e olhando a enorme piscina do hotel cerca de dez metrôs abaixo dos seus pés. A piscina estava coberta por um tipo de plástico bem fino e que certamente afundaria se alguma coisa ou alguém caísse sobre ele.

Um pouco assustada com aquela situação, Tyler olhou para a amiga imaginária ao seu lado e confessou:

– Eu não gosto daqui. Eu estou com medo.

– Está tudo bem. Você só tem que pular. — tentou tranquilizar Maggie.

– Eu não sei nadar. — avisou a outra.

– Eu sei, mas não vai doer. Eu prometo. E depois nós vamos ficar juntas para sempre. Ninguém vai nos perturbar. — argumentou Maggie.

Tyler olhou para baixo e sentiu certa vertigem. Depois voltou-se para Maggie e perguntou:

– Por que você não quer vir comigo e com a mamãe?

– Porque eu não posso sair daqui. E você não vai sem mim. — respondeu Maggie um tanto ríspida. E como percebeu que Tyler tinha ficado mais assustada, ela resolveu dizer com mais cuidado — Por favor. Eu não quero ficar sozinha.

Tyler olhou para baixo mais uma vez ao mesmo tempo em que Dean, Natalie e Susan apareceram na porta que dava acesso para aquela área do hotel.

Através do vidro da porta, os três olharam a menina sozinha pendurada no corrimão. Dean tentou abrir a porta, mas ela estava mais do que trancada, estava sob o efeito de uma força sobrenatural e por mais que ele a empurrasse, ela não abria de jeito algum.

– Tyler! — chamou a mãe desesperada.

Maggie olhou na direção dos três e rapidamente soltou um dos braços de Tyler do corrimão fazendo a menina se desequilibrar e cair na piscina.

Desesperados, Natalie, Dean e Susan tentaram à todo custo fazer a porta se abrir. Porém não tiveram sucesso.

– Tem outra entrada? — indagou Dean olhando para Susan.

– Nos fundos! — respondeu ela já correndo com ele enquanto Natalie ainda tentava abrir aquela porta.

E enquanto a loira continuava tentando, Tyler tentava se desvencilhar do plástico da piscina e emergir. Mas toda vez que ela fazia isso, Maggie colocava a mão sobre a sua cabeça a mantendo submersa.

– Vai acabar logo. — avisou Maggie.

Ao ver Tyler se afogando, Natalie se desesperou e olhou em volta procurando por algo que pudesse quebrar o vidro da porta.

Natalie sentia que aquela era mais do que uma vida a ser salva. Era a vida de uma criança. Bonecas podem ser macabras, mas crianças são criaturas puras que merecem apenas coisas boas, que devem ser protegidas de todo o mal e amadas incondicionalmente. E Tyler era uma garotinha tão adorável. Devia despertar o melhor em Susan. Devia ser tudo para a mãe.

Ao se colocar no lugar de Susan, Natalie sentiu o seu coração ficar ainda mais apertado. E sentiu algo mais. Diferente. Uma espécie de instinto que ela não sabia explicar direito. Tudo o que Natalie sabia era que não queria que Tyler se machucasse, assim como faria de tudo para proteger seu próprio filho um dia. Nenhum fantasma, monstro ou demônio faria mal ao filho de Natalie Jones e Dean Winchester. Claro, se um dia eles tivesse um. O que não era o caso, afinal caçadores não podem ter filhos. Podem, mas não devem.

Natalie balançou a cabeça afastando aqueles pensamentos e Dean e Susan chegaram na porta dos fundos. Porém aquela também estava emperrada. O Winchester xingou visivelmente nervoso enquanto Natalie olhava em volta mais uma vez. Encontrou um vaso. O pegou. O bateu contra o vidro temperado algumas vezes. Até que ele cedeu.

Maggie parou de afogar Tyler quando ouviu alguém chamando o seu nome. O espírito se transportou para o quarto da Sra. Rose enquanto Natalie finalmente abria a porta.

A loira correu até o corrimão e sem pensar duas vezes, pulou na piscina. O plástico, que cobria a piscina, havia afundado em alguns pontos e, por isso, Natalie não teve muita dificuldade para nadar. Mesmo assim, a situação era preocupante porque Tyler estava submersa e desacordada.

A loira nadou o mais rápido que pôde sentindo aquele instinto maternal a dominar de novo. Naquele momento, Natalie era mais do que uma caçadora. Ela se colocou no lugar de Susan. Pensava e agia como uma mãe. Precisava salvar o seu filho. Ou melhor, a filha de Susan.

Talvez Natalie nunca se tornasse mãe um dia, mas pelo menos aquela criança ela queria salvar. Queria mais do que tudo. Prometeu para si mesma que salvaria e continuou nadando com braçadas rápidas e determinadas. Até que ela alcançou a garotinha e a segurou, sentindo uma emoção ainda mais forte ao fazer isso.

Susan e Dean finalmente conseguiram abrir a outra porta e entraram a tempo de ver a loira emergindo com Tyler em seus braços. Mas infelizmente aquilo não significava que o pesadelo tinha chegado ao fim. No fundo, os três sabiam disso. Tyler tinha ficado muito tempo submersa e tinha engolido muita água.

Preocupada com a criança, Natalie nadou até a borda e Dean a ajudou a colocar a menina deitada no chão. Os dois se olharam igualmente apreensivos e atônitos.

Instantes depois, Natalie saiu da piscina e Susan começou a chorar enquanto se abaixava e tentava acordar a filha pálida e imóvel.

Os três se olharam com tristeza, apreensão e desespero por um momento que pareceu durar uma eternidade.

Até que de repente, Tyler tossiu e cuspiu um pouco de água. Abriu os olhos e tossiu mais um pouco cuspindo mais água enquanto a sua mãe a ajudava a se sentar e Dean e Natalie respiravam aliviados.

– Graças a Deus... — murmurou Susan muito emocionada abraçando a criança.

– Mamãe... — balbuciou a menina ainda confusa e assustada com o que havia acontecido.

– Oi, amor. Eu estou aqui... — disse Susan carinhosamente e profundamente aliviada.

Neste momento, Dean olhou para Natalie e percebeu que a loira olhava Tyler com certo carinho. Em seguida, lembrou da caçadora salvando a criança momentos antes e sentiu algo que não soube explicar direito. Uma espécie de instinto.

Ver Natalie salvando uma criança daquele jeito, a protegendo do mal, do sobrenatural, da morte, despertou algo em Dean. E despertou algo em Natalie também e era por isso que ela não conseguia parar de sorrir serenamente para a menina. Estava muito feliz por ter a salvado. Tinha odiado aquele caso com todas as suas forças por causa daquelas malditas bonecas, mas ter salvado aquela criança fez tudo valer a pena. Ter salvado Tyler, fez Natalie sentir uma emoção diferente. Diferente de tudo que ela já sentiu em inúmeros casos, salvando inúmeras pessoas.

Então ela e Dean ficaram observando a mãe e a filha interagindo. O carinho e o amor incondicional entre as duas. Até que Natalie finalmente parou de olhar para elas e voltou-se para Dean.

Os dois se olharam profundamente. E não precisaram dizer nenhuma palavra. Tinham entendido muito bem o que o outro havia pensado, sentindo, cogitado. Mas ter um filho continuava sendo uma ideia maluca e arriscada. Os dois sabiam muito bem disso e, por isso, acabaram afastando aquele pensamento antes que ele ganhasse força e se tornasse uma ideia, um sonho, um desejo.

– Tyler, você está vendo a Maggie por aqui? — indagou Dean se aproximando um pouco da criança.

A menina olhou em volta e respondeu:

– Não. Ela sumiu.

XXX

Enquanto isso, no quarto de Rose, Maggie dizia para a irmã catatônica na cadeira de rodas:

– Você faria mesmo isso por mim?

Embora Rose não pudesse falar por conta do derrame que sofreu, Maggie parecia entendê-la perfeitamente através dos pensamentos dela. Então o fantasma continuou:

– Sim. Se você fizer isso, eu deixo elas irem embora. Mas eu não entendo. Você me afastou por tanto tempo. Eu pensei que você não gostava mais de mim. — e após uma longa pausa ouvindo os pensamentos da irmã, Maggie sorriu e concordou com certa serenidade — Tudo bem... Irmãzinha.

Então o espírito se aproximou da senhora na cadeira de rodas e acariciou o seu rosto enquanto mantinha o olhar fixo nos olhos quase sem expressão da senhora.

Algum tempo depois

Natalie saiu do banheiro. Ela havia colocado uma roupa seca e passava uma toalha pelos cabelos úmidos enquanto Dean, sentado na cama, a observava discretamente lembrando dela pulando na piscina para salvar Tyler e do que ele sentiu ao presenciar aquilo.

Os dois haviam voltado para o quarto momentos antes para a loira se recompor enquanto Susan arrumava as coisas para ir embora do hotel o mais rápido possível.

No entanto, uma coisa ainda intrigava Natalie e Dean e ele acabou questionando:

– Então a Maggie simplesmente desistiu?

– É o que parece. — opinou a loira dando de ombros.

– E para onde ela foi? — indagou Dean ainda confuso.

Enquanto isso Susan terminava de arrumar a mala. Ela estava no quarto com a filha e a menina tinha acabado de trocar de roupa.

– Não se preocupe, querida. Nós já vamos embora. Eu só vou buscar a vovó. — anunciou Susan se afastando e subindo a escada em direção ao quarto da mãe.

Instantes depois, o grito de Susan fez Natalie e Dean correrem até lá. Eles entraram no quarto de Susan e subiram até o quarto de Rose. Pararam na porta entendendo o que havia acontecido.

Susan, abraçada com a filha, olhava com tristeza a mãe na cadeira de rodas. Os olhos fechados. A cabeça um pouco inclinada para o lado. Rose estava morta.

Mais tarde

Dean, Natalie e Susan estavam na varanda, perto da entrada do hotel, observando a ambulância colocar o corpo da Sra. Rose na parte traseira do veículo.

– Os paramédicos disseram que foi outro derrame. — contou Susan. — Será que a Margaret teve alguma coisa a ver com isso?

– Nós não sabemos. — respondeu Dean.

– Mas é possível que sim. — acrescentou Natalie.

Neste momento, Tyler apareceu na porta e caminhou até a mãe que perguntou:

– Está pronta, filha?

– Sim. — respondeu a criança.

– Tyler, tem certeza que a Maggie não está mais aqui? — quis certificar-se Natalie.

– Tenho. Eu teria visto. — assegurou a menina.

– Fosse o que fosse, eu acho que acabou. — disse Dean enquanto acompanhava a mãe e a filha até o carro com Natalie ao seu lado.

Antes de entrar e se acomodar no banco detrás do veículo, Tyler voltou-se para Natalie e abraçou a caçadora. Apesar de surpresa com o gesto, Natalie a abraçou de volta e sorriu quando a menina abraçou Dean também deixando o caçador meio mexido com aquilo.

Tyler olhou o casal agradecida e os dois caçadores sorriram para ela por alguns instantes até que Susan abriu a porta da frente do veículo e disse:

– Eu nem sei como agradecer.

– Não precisa. — dispensou Natalie e em seguida, colocou as mãos nos bolsos da jaqueta e disse com certo orgulho — É o que nós fazemos. Salvar pessoas, caças coisas...

– O negócio da família. — completou Dean sorrindo levemente.

Susan sorriu para os dois e os abraçou. Antes de entrar no carro, ela olhou para o casal mais uma vez e opinou:

– Apesar do que vocês fazem, e do mundo perigoso em que vivemos, eu continuo achando que vocês teriam filhos lindos. Quem sabe um menino?

– Menino? — repetiu Natalie intrigada com aquela conversa.

– É, eu acho que seria o ideal. Não me leve a mal, mas eu percebi o jeito que você olhou para aquelas bonecas. Então se fosse uma menina... Convenhamos, seria meio complicado. Você sabe... Quando ela te chamasse para brincar. — Susan sorriu enquanto Natalie franzia a testa um pouco ofendida e Dean segurava o riso. — Obrigada por tudo. — encerrou Susan dando partida no veículo.

– Se você rir, eu te mato. — avisou Natalie enquanto ela e Dean observavam o carro indo embora.

Dean respirou fundo e conseguiu se controlar. Em seguida, observou Natalie caminhando até o Camaro e resolveu seguí-la.

– Ei, baby! Posso falar com você?

A loira se virou, percebeu que Dean não tinha intenções de cair na risada como fez inúmeras vezes e então assentiu:

– Pode.

– Me desculpa. — pediu o Winchester e desta vez, Natalie estava convencida de que era um pedido sincero. — Eu não devia ter rido de você. Eu sinto muito. E quer saber? Eu até te entendo. Depois deste caso, eu nunca mais vou conseguir ver aquelas coisas do mesmo jeito. Bonecas são... Macabras.

– Então você também ia preferir um menino? — deduziu Natalie deixando o caçador um pouco atordoado com aquela pergunta. Em seguida, ela riu, bateu no ombro dele e encerrou — Eu só estou brincando, Sr. Awesome. Filhos estão fora de cogitação, lembra?

Dean ficou parado observando Natalie entrar no Camaro e dar partida. Em seguida, sorriu levemente refletindo sobre o que ela disse, caminhou até o Impala, entrou e também deixou o Hotel Pierpont para trás.

XXX

Dentro do hotel, em um dos quartos, os espíritos de Maggie e Rose, que agora aparentava quase a mesma idade da primeira, brincavam de pular corda e sorriam felizes.

Tudo o que Maggie queria era não ficar sozinha e agora ela não ficaria. Ela tinha o espírito da irmã para lhe fazer companhia. Para sempre.

Notas finais
Gostaram??? Instinto maternal e paternal a flor da pele, né? kkkkk Caso solucionado (acho muito emblemático este episódio)... Mas e Deanalie? Não vai acabar com a greve de brincadeiras, não? Ahahahahah aguardem o próximo capítulo no qual teremos não só Deanalie, mas os outros casais também... Atualmente estou escrevendo o capítulo 47... Lua de mel Deanalie... Tá difícil finalizar porque os dois estão muito fogosos, sabe? kkkkkkkkkkkkkkkkkkk Eu queria terminar a fic logo para postar os capítulos com uma frequência maior, mas quando eu olho no meu cronograma e vejo o tanto de coisas que ainda tenho que escrever... Vixe maria! E o pior (ou seria melhor?) é que tem umas cenas da próxima fic na minha cachola e elas estão lutando para saírem e irem para o Word, mas eu não posso escrever enquanto não terminar essa kkkkkkkkk Jesus, Maria, José e Loki do céu, viu? Rezem por mim aí, ok, sociedade? Eu não sei por que, mas eu sinto que estou dizendo coisa com coisa e deve ser o sono que eu estou sentindo... Bem, vou dormir. Bjs e não se esqueçam de me dizerem o que acharam deste capítulo, ok? Fui zzzzzzzzz