Crossfire

34 Brinquedos - Parte 2


Notas iniciais
Oi, gente! Estou meio sem inspiração para escrever as notas hoje, mas não é nada (nada mesmo). Só estou meio cansadinha, enfim. Espero que gostem do capítulo e obrigada pelos comentários do anterior.

Eram dez horas da noite e Natalie começou a acordar. Percebeu que tinha dormido sobre a mesa e com a cabeça ao lado do notebook depois de algumas horas pesquisando sobre hudu. Sentiu o seu corpo todo doer quando se acomodou melhor na cadeira. Olhou para a cama e viu que ela estava vazia. Lembrou que talvez Dean ainda estivesse conversando com Sherwin. Com certeza aquele senhor sabia muitas histórias sobre o hotel e sobre a Sra. Rose.

Resolveu levantar e tomar um banho. Foi até a mala, que estava em um dos cantos do quarto, abriu e pegou uma toalha e um dos seus clássicos pijamas. Em seguida entrou no banheiro.

Quando Natalie saiu de lá vestindo uma camisa preta do Led Zeppelin e um short azul claro relativamente curto, Dean já havia voltado para o quarto. Ele estava sentado na cama com as costas apoiadas na cabeceira enquanto mexia no notebook da loira e lia o que ela havia pesquisado.

Ao perceber que Natalie havia saído do banheiro, o caçador olhou na direção dela e não conseguiu parar de olhar. Ah... Aquelas pernas...

– É um dos meus favoritos. — confessou Dean se referindo ao pijama depois que conseguiu se concentrar em outra coisa que não fosse aquelas pernas e aquele corpo embaixo daquela roupa.

– Obrigada. — agradeceu Natalie um pouco sem graça. Em seguida, ela deu a volta na cama, deitou e se cobriu com o cobertor rapidamente para que Dean não a olhasse mais daquele jeito. — Então, você descobriu alguma coisa com o Sherwin? — indagou a caçadora querendo mudar de assunto.

Dean percebeu que Natalie ainda estava chateada porque ele riu da situação com as bonecas e a observou por alguns instantes antes de responder:

– Sim. Ele me mostrou algumas fotos e em uma delas tinha a Rose com uns dez anos, sentada no colo de uma babá que usava um colar com um símbolo hudu. Provavelmente, foi ela que iniciou a Rose na feitiçaria. Eu tentei ir até o quarto dela, mas a Susan estava lá. Eu acho melhor nós esperarmos até amanhã e tentarmos de novo.

– Tudo bem. — concordou Natalie depois de pensar em tudo que o caçador relatou. — Boa noite. — encerrou se virando para o lado oposto ao de Dean.

O Winchester fechou os olhos por um instante sem acreditar que a loira estava o tratando daquele jeito. Depois fechou o notebook e o colocou sobre o criado-mudo. Então se aproximou de Natalie com certo cuidado, passou um braço em volta dela, arriscou e beijou o seu pescoço carinhosamente.

– O que você está fazendo? — perguntou ela surpresa com aquela atitude e se encolhendo um pouco devido ao arrepio que sentiu.

Dean passou o seu nariz pelo pescoço de Natalie, sentindo o cheiro bom que ela exalava e elogiou:

– Você está tão cheirosa.

– E você está de castigo, lembra? — ressaltou ela se enrolando ainda mais com o cobertor.

Dean se afastou um pouco, respirou fundo e pediu:

– Naty, olha, me desculpe por hoje. Eu não devia ter te colocado naquela situação e rido, mas tenta entender...

De repente, Dean parou de falar e Natalie olhou na direção do caçador para descobrir o motivo da interrupção. Percebeu que ele estava segurando o riso e antes de lhe dar as costas de novo, ela resmungou chateada:

– Você é inacreditável, Dean Winchester. Boa noite.

– Desculpe. — pediu ele novamente, desta vez conseguindo conter aquela vontade de gargalhar.

Mas Natalie o ignorou e fechou os olhos. Então Dean voltou para o seu lado da cama e ficou olhando para o teto. Algum tempo depois ele recomeçou:

– Posso te perguntar uma coisa?

– Boa noite. — cortou Natalie. Mas após um longo momento de silêncio e tomada por certa curiosidade, ela se virou na direção de Dean mais uma vez e assentiu — Tudo bem, pergunta logo.

Dean hesitou um pouco, mas em seguida ficou de lado para olhar a caçadora nos olhos e indagou:

– Que nome você daria?

– Como assim? — não entendeu Natalie. Mas ao observar o olhar do Winchester mais atentamente, ela deduziu do que ele estava falando e começou a dizer — Dean...

– Numa possibilidade remota de que um dia isso pudesse acontecer, é claro. — esclareceu ele a interrompendo. — Que nome você daria para... A nossa mini pessoa?

A loira pensou um pouco e sem conseguir evitar, deu um leve sorriso antes de responder:

– Henry. Porque era o nome do meu pai e eu acho bonito.

– Eu gosto de Henry. Era o nome do meu avô também. — disse Dean achando aquilo curioso. — Tudo bem, mas e se fosse menina?

Natalie pensou mais um pouco e respondeu:

– Eu acho que seria menino.

– Por quê? — interessou-se o caçador.

– Sei lá. Sexto sentido, talvez. Eu não me imagino sendo mãe de uma garotinha. Não que eu me imagine sendo mãe de alguma coisa... Não que seja uma coisa... Eu quis dizer, de uma pessoa. De uma mini pessoa. Enfim, você entendeu. — tentou explicar a loira atrapalhando-se um pouco.

Dean ficou em silêncio por alguns instantes e depois refletiu:

– Faz sentido. Já pensou? A coitadinha te chamando para brincar de boneca e você saindo correndo como fez hoje? Seria traumático. Para as duas.

Dean sorriu com deboche ao terminar de dizer isso e Natalie fechou os olhos por um instante sem acreditar que ele tinha mesmo dito aquilo. Em seguida, ela abriu os olhos, respirou fundo e encerrou:

– Eu te odeio. E pela última vez, boa noite.

Então a loira deu as costas para Dean e fechou os olhos. Ele tentou se reaproximar e pediu:

– Naty, desculpe... Eu só estava brincando.

– Tudo bem, Sr. Awesome. É o único tipo de brincadeira que você pode fazer mesmo. Espero que tenha se divertido. — respondeu a loira sem abrir os olhos.

Ao ouvir aquilo e se lembrar da forma que Natalie encontrou para castigá-lo, foi Dean que respirou fundo. Ele percebeu que tinha acabado com qualquer chance de se reconciliar com a loira aquela noite e se arrependeu por ter falado demais.

Instantes depois, Dean levantou derrotado e anunciou sem ânimo:

– Eu vou tomar um banho frio.

No dia seguinte

Natalie acordou devagar, abrindo os olhos lentamente e se acostumando com a claridade pouco a pouco. A janela estava apenas com o vidro fechado e uma cortina branca permitia que a luz do dia iluminasse o ambiente. Pelo frio que estava no quarto, ela deduziu que não faria um dia ensolarado. Isso se confirmou quando ela prestou mais atenção e ouviu o barulho de alguns pingos de chuva do lado de fora.

Natalie se encolheu um pouco e só então percebeu que estava abraçada a Dean na cama. Ergueu a cabeça e viu que estava com um braço em volta do abdômen do caçador e sentiu que uma das suas pernas estava sobre uma das pernas dele. Aquela proximidade e o cobertor até a cintura eram as únicas coisas que a mantinham aquecida naquela fria manhã.

Rapidamente, a loira sentou na cama e olhou para Dean. Ele já estava acordado, se espreguiçou e sorriu ao perceber que Natalie estava constrangida e irritada ao mesmo tempo. Lembrou de uma situação parecida com aquela. Quando ele e Natalie nem sonhavam em ser um casal e tiveram que dividir uma cama em um quarto de hotel. E ela acordou daquele mesmo jeito pela manhã. Agarrada a ele. Se esfregando nele constantemente.

Por mais que não tenha admitido na ocasião, Dean tinha gostado muito daquilo. Gostava da tensão sexual que sempre sentiu em relação à Natalie mesmo antes deles terem alguma coisa de fato.

Mas ao perceber que, assim como aconteceu naquela época, agora Natalie também o fuzilava com o olhar, ele resolveu se defender:

– Ei, não me olha assim. Eu estava quieto no meu lado da cama. Foi você que me agarrou. Pelo visto, você continua sofrendo daquela síndrome das pernas inquietas.

Sem dizer nenhuma palavra, Natalie respirou fundo, se levantou, pegou algumas roupas na mala e foi tomar um banho. Frio.

Depois foi a vez de Dean fazer a mesma coisa e meia hora depois os dois abriram a porta do quarto e caminharam em silêncio pelo corredor.

Natalie se aproximou da escada, se apoiou no corrimão e conseguiu ver que Susan estava na recepção. Com certeza, Tyler e Maggie deviam estar perto dela brincando.

Acreditando nisso, Natalie e Dean seguiram novamente pelo corredor e logo pararam diante da porta do quarto de Susan. O Winchester girou a maçaneta. Estava trancada. Então Natalie pegou um grampo que trazia no bolso já imaginando que seria necessário e inseriu uma parte dele dentro do moinho da fechadura. Momentos depois, a porta finalmente abriu e os dois entraram.

Natalie sentiu um arrepio ao rever aquelas bonecas macabras e rapidamente desviou o olhar delas. Dean tentou não rir.

Em seguida, a loira caminhou rapidamente, mas sem fazer barulho, até uma escada no canto do quarto. A escada levava ao andar superior onde ficava o quarto da Sra. Rose.

Natalie e Dean subiram os degraus e logo abriram, com certa facilidade, a porta do quarto da mãe de Susan. Os dois hesitaram ao ver, no centro do quarto, uma senhora sentada em uma cadeira de rodas, de costas para eles e de frente para uma janela, com os vidros fechados, por onde uma chuva fina e constante escorria.

O casal se entreolhou até que Dean deu o primeiro passo e Natalie o seguiu dizendo num tom baixo de voz:

– Sra. Thompson? Está tudo bem. Nós não vamos machucá-la.

Logo Natalie parou ao lado da senhora e Dean do outro lado. Observaram a mulher. E notaram que ela estava catatônica. Por mais que eles a chamassem, Rose apenas movia os olhos visivelmente assustada. Então a loira fez sinal para o caçador e os dois se afastaram um pouco.

– Sr. Awesome... Esta mulher teve um derrame. — disse Natalie.

– É, mas tem dedo de hudu aqui. Alguém misturou ervas, cantou e fez um altar. — ressaltou Dean.

– Então pode não ter sido a Rose. Talvez nem seja hudu. — cogitou a loira.

– Sabe, ela pode estar fingindo. — imaginou Dean depois de um momento em silêncio.

– E o que você quer fazer? Espetar a velhinha? — indagou Natalie e ao perceber que o caçador tinha ficado pensativo ao ouvir aquilo, esclareceu preocupada — Sr. Awesome, você não pode espetar a velhinha!

Neste momento, Susan entrou no quarto e ao ver o casal ali, indagou surpresa e com certa rispidez:

– O que é isto? O que vocês estão fazendo aqui?

– A porta estava aberta... — começou Natalie tomada pelo susto.

– Nós só viemos conversar com ela... — tentou explicar Dean também tenso diante daquele flagra.

Susan se aproximou da mãe e enquanto o casal se olhava sem saber ao certo como sair daquela situação, ela disse indignada:

– Ela está morrendo de medo. — e olhando para os dois, avisou duramente — Eu quero vocês fora do meu hotel em dois minutos ou eu chamo a polícia.

Rapidamente Dean e Natalie saíram do quarto. O argumento " eu chamo a polícia" funcionou perfeitamente bem e os dois arrumaram as suas coisas o mais rápido possível. Minutos depois, eles deixaram o hotel.

Da varanda, Susan observou os dois veículos se afastando. Quando teve certeza de que eles tinham ido embora mesmo, voltou para o hotel.

Ela caminhou um pouco, mas parou ao ver Tyler sentada no corredor do andar superior, próximo à escada. Ela estava brincando com Maggie, mas foi interrompida quando a mãe perguntou:

– Você já arrumou as suas coisas?

– Não. — respondeu Tyler olhando para a mãe no andar de baixo.

– Por que não? — quis saber Susan.

– Porque eu não quero me mudar. — confessou a garotinha com certa tristeza.

– Eu sei. Mas nós temos que nos mudar. — ressaltou a mãe.

– A Maggie disse que nós não podemos ir embora. — argumentou a menina.

– Tyler, já chega. A Maggie é imaginária. Você já passou da idade de ter uma amiga imaginária e eu cansei de fingir. — repreendeu Susan e em seguida se afastou.

Neste momento, Tyler olhou para Maggie na sua frente. A garotinha aparentava ter a mesma idade que ela e tinha longos cabelos loiros e cacheados.

– Eu não gosto dela. — disse Maggie referindo-se à Susan.

Mais tarde

Tyler estava no quarto, sentada perto da réplica do hotel, brincando de servir chá para algumas bonecas em volta de uma pequena mesa de brinquedo.

Enquanto isso, do lado de fora do hotel, Susan se despedia de Sherwin que iria levar algumas coisas da mudança para o novo endereço dela.

Depois que ele deu partida no carro e se afastou, Susan sentiu um arrepio e cruzou os braços com um pouco de frio. Havia parado de chover há cerca de meia hora, mas o dia estava nublado. No entanto, o calafrio que Susan sentiu não podia ser explicado pelo clima instável. Era outra coisa.

Ela começou a caminhar pelo jardim na direção de um playground que possuía algumas balanças e uma gangorra, além de outros brinquedos.

Parou ao notar que uma das balanças tinha se mexido sozinha. Em seguida, outra balança começou a se mover e Susan olhou em volta assustada como se estivesse procurando uma explicação para aquele misterioso fenômeno.

No quarto, Tyler parou de brincar com as bonecas quando percebeu que algo se movia na réplica do hotel. Se aproximou e observou a pequena gangorra e as balanças se mexendo. Primeiro, devagar. Depois, o ritmo foi aumentando gradativamente até que que por fim os movimentos tornaram-se frenéticos e bizarros.

Um vento forte fez Susan se encolher ainda com mais frio enquanto os brinquedos do playground continuavam se movendo como se tivessem ganhado vida própria ou como se alguém estivesse provocando aquilo de alguma forma que ela não compreendia.

Intrigada, Susan se aproximou da gangorra e colocou a mão sobre um dos assentos fazendo os movimentos cessarem.

Mas foi então que ela ouviu um barulho e olhou para trás ainda mais assustada. E foi então que ela viu que o seu carro estava vindo na sua direção. Porém não havia ninguém dentro dele.

Mesmo assim, ele estava se aproximando. Em alta velocidade. Se movendo sozinho assim como as balanças e os outros brinquedos em volta. O veículo estava cada vez mais perto de se chocar com Susan. E Susan estava paralisada pelo medo...

Notas finais
E aí? O que acharam? Sei que o capítulo ficou mais basiquinho, mas o próximo será melhor. E se minha internet ajudar, vou postar ou amanhã ou no domingo mesmo. Aí, na terça eu posto o seguinte. Bem, no capítulo de hoje, o assunto "mini pessoas" foi abordado novamente e sim... Se um dia Deanalie tiver um rebento, ele será machinho e se chamará Henry... Awnnnttt. Afinal, se fosse menina, como que a coitada ia brincar de boneca com a mãe? kkkkkkkkkkkkkkkk maldade do Dean dizer isso. Nos próximos capítulos, diquinhas sobre a "mini pessoa" do casal Clammy. Gente, mudando de assunto, eu acho que a fic vai ter mais do que 50 capítulos. Não muito mais do que isso, mas talvez uns 53 ou 54. Vocês se incomodam se ela se estender um pouquinho mais do que o planejado? É que quero detalhar bem os paranauês e não deixar nenhum fio solto, além de plantar as sementinhas para a próxima fic, e pelas minhas contas 50 não serão suficientes... Atualmente estou escrevendo o 46... Lua de mel Deanalie e Clammy... Ai ai... Enfim, espero que tenham gostado do capítulo de hoje. Reviews? Bjs!