Crossfire

33 Brinquedos - Parte 1


Notas iniciais
GENTEMMMM Eu não tinha reparado, mas o capítulo anterior ficou enoooooorme. But pela qualidade dos comentários, eu concluo que vocês não acharam ele entediante, né? Que bom! Eu estava com saudade de escrever capítulos assim. E muito obrigada por todas as reviews instigantes, viram? Vocês são awesome! Bem, o capítulo de hoje não é tão graaaaande quanto o devaneio passado, mas também acontece bastante coisinhas nele. Como eu disse antes, os capítulos 33, 34 e 35 serão exclusivamente Deanalie. Neles, veremos o casal Awesome numa adaptação do episódio 2X11 Playthings. Lembram dele? É um dos meus favoritos dentre os favoritos. Aliás, estes episódios mais antigos de SPN são tão legais. Não que agora a série não seja legal, mas é que antes eu realmente ficava com medo dos paranauês cabulosos e agora é mais difícil me assustar. Tipo, os monstros aparecem e eu digo "Bitch, please." kkkkk Ah! Por falar em medo, vocês lembram que a Natalie tem fobia de bonecas, né? Pois então... PRE-PA-RA!

Cornwall — Connecticut — Final da tarde

Dean estacionou o Impala em frente ao hotel onde tinham acontecido duas mortes misteriosas recentemente. Natalie parou o Camaro logo atrás do Impala. Os dois olharam a placa pendurada na frente do estabelecimento que dizia "Hotel Pierpont — Desde 1930" antes de saírem de seus respectivos carros. Em seguida, eles abriram os porta-malas e pegaram suas bagagens, além de duas mochilas.

– Sabe, eu acho que eu nunca peguei um caso assim antes. — começou Natalie enquanto caminhava até Dean e observava o hotel grandioso e sombrio logo a frente.

– Assim como? — quis entender Dean pegando a mala de Natalie.

Enquanto os dois caminhavam lado a lado até o hotel, ela explicou visivelmente empolgada:

– Você sabe... Velhos hotéis assombrados, neblina, passagens secretas, sotaques refinados. Nós podemos até encontrar o Fred e a Daphne lá dentro!

– Uhh... A Daphne... Eu adoro ela. — deixou escapar Dean.

– Cala a boca. — cortou Natalie batendo no ombro dele fazendo o caçador rir do seu ciúme.

Em seguida, os dois subiram alguns degraus, mas antes que Dean empurrasse a porta de entrada do hotel, algo chamou a atenção de Natalie. Então ela indicou um enorme vaso na varanda e disse:

– Ei, Sr. Awesome. Dá uma olhada nisso.

Dean caminhou até o vaso e Natalie mostrou um símbolo gravado na borda interna do objeto. Era um X com cinco pontos destacados, um no centro e um em cada ponta. Então a loira explicou:

– É um quincunce. Ele é usado em alguns feitiços de hudu junto com algumas ervas.

– Você acha que isso pode ter alguma relação com as mortes? — indagou Dean.

– Bem, este é um símbolo usado em feitiços de proteção. Sei lá. Pode ser um começo. — respondeu Natalie.

Em seguida, ela e Dean caminharam até a porta, a empurraram e entraram. Dean foi até a recepção e Natalie ficou um pouco afastada examinando o lugar. Logo uma mulher de aparentemente trinta anos, bonita e com cabelos lisos até os ombros apareceu. Seu nome era Susan Thompson e ela era a dona do hotel que passou de geração em geração.

– No que eu posso ajudá-los? — perguntou a mulher entrando na parte de trás do balcão da recepção.

– Nós queremos um quarto. Por alguns dias. — explicou Dean tirando os documentos falsos de uma das mochilas e pegando um cartão de crédito também falso.

Em seguida ele os entregou para a mulher que disse:

– Parabéns. Vocês podem ser os nossos últimos hóspedes.

– Isso é meio agourento. — estranhou o Winchester.

– Desculpe. É que nós vamos fechar no fim do mês. — explicou Susan.

Enquanto ela preenchia as fichas e registrava o pagamento das diárias, sua filha Tyler, que tinha aproximadamente nove anos, passou correndo pela recepção fugindo de Maggie que corria atrás dela e que aparentava ter quase a mesma idade. Tyler acabou esbarrando em Natalie e logo sumiu do alcance de visão de todos.

– Desculpe por isso. — lamentou Susan.

– Está tudo bem. — tranquilizou Natalie e então começou a olhar tudo em volta de novo.

Em seguida, a loira se aproximou mais da recepção e ficou ao lado de Dean, mas continuou observando cada detalhe do hotel com interesse e se perguntando o que poderia explicar as recentes mortes que aconteceram no lugar. Em menos de três semanas, uma mulher se afogou na banheira e um homem caiu da escada e a sua cabeça virou para trás.

– Deixa eu adivinhar. Vocês estão aqui por causa das antiguidades. — supôs Susan.

– Como você sabe? — indagou Dean.

– Vocês fazem o tipo. — respondeu a dona do hotel. — Então, vocês querem uma cama bem grande?

– E bem resistente. — ressaltou o caçador.

Natalie pisou no pé dele e o repreendeu extremamente sem graça:

– Dean!

Susan riu levemente e perguntou:

– Recém-casados?

– Noivos. — esclareceu Natalie mostrando com certo orgulho o anel que usava na mão direita.

– Parabéns. E vocês pensam em ter filhos? — perguntou Susan fazendo um silêncio aterrador se instalar em seguida.

Dean e Natalie se entreolharam um pouco atordoados com aquela pergunta e disseram ao mesmo tempo:

– Filhos?!

– Desculpe, isto não é da minha conta. Eu sinto muito. — lamentou Susan.

– Não, tudo bem. — tranquilizou Dean, embora ainda estivesse surpreso com aquela pergunta. — É que na verdade... Eu nunca tinha pensado nisso...

– Nem eu. — acrescentou Natalie. — Filhos? Não... Acho que não. Seria muita... Loucura. Você sabe, neste mundo perigoso em que vivemos.

– É uma pena. Um casal tão bonito com certeza teria filhos igualmente bonitos. — opinou Susan fazendo Dean e Natalie se entreolharem de novo um pouco incomodados.

Então a caçadora decidiu mudar de assunto rapidamente antes que aquilo ficasse ainda mais embaraçoso:

– Você tem um vaso bem interessante na varanda. Onde o conseguiu?

– Eu não faço ideia. Está lá há muito tempo. — respondeu Susan, depois entregou uma chave para Dean e disse — Aqui está. Quarto 237. Aproveitem a estadia. — em seguida olhou para um senhor de aproximadamente sessenta anos que se aproximava e que trabalhava no hotel e pediu — Sherwin, por favor, leve o casal até o quarto.

– Deixa eu adivinhar. Antiquários? — supôs o senhor observando Dean e Natalie com um sorriso simpático.

Instantes depois, os três subiram as escadas e começaram a caminhar por um enorme corredor em direção ao quarto. Sherwin fez questão de levar as malas e o casal se encarregou apenas das mochilas.

– Então o hotel vai fechar mesmo? — sondou Natalie.

– Sim, a Sra. Thompson tentou continuar, mas não tem mais hóspedes como antes. O que é uma pena. Pode até não parecer, mas este lugar era um palácio. Dois vice-presidentes deitaram as cabeças nos nossos travesseiros. Meus pais trabalharam aqui. Eu praticamente cresci aqui. Vou sentir falta. — respondeu Sherwin e depois de parar diante de uma porta anunciou — Este é o quarto de vocês.

Natalie entrou primeiro, depois Dean. O caçador colocou as malas em um canto e ficou parado na porta observando Sherwin que tinha estendido a mão esperando a gorjeta. Dean franziu a testa e encarou o homem por mais alguns instantes até que o senhor questionou:

– Você não vai ser sovina comigo, vai, rapaz?

Sem outra alternativa, Dean colocou a mão no bolso e deu algum dinheiro para o funcionário antes de sorrir sem graça e fechar a porta. Então ele observou Natalie abrindo a mochila e lembrou do que Susan disse há alguns minutos. A loira também pensava naquilo, mas nenhum dos dois teve coragem de fazer qualquer comentário sobre o assunto.

Ao invés disso, Natalie pegou o notebook dentro da mochila e sentou na cama enquanto Dean examinava o quarto minuciosamente. Em uma das paredes havia um vestido (sim um vestido) emoldurado. Provavelmente tinha sido deixado por algum hóspede importante.

– Que hotel esquisito. É difícil acreditar que eles tenham ficado neste ramo tanto tempo. — opinou o caçador antes de sentar em uma poltrona e quase cair dela quando o assento afundou mais do que ele imaginava.

Natalie riu da cena e em seguida voltou-se para o notebook enquanto Dean a olhava discretamente e voltava a pensar no assunto levantado por Susan. Sorriu levemente ao imaginar como seria um filho ou filha dele com a loira. Mas em seguida afastou aquele pensamento, pois sabia que não tinha fundamento cogitar algo assim. Natalie estava certa. Era loucura. Caçadores não podiam ter filhos. Era perigoso e egoísta. Eles já tinham muita sorte de ter um ao outro. Filhos estavam fora de cogitação.

– Escuta isso, Sr. Awesome. — anunciou Natalie fazendo Dean voltar a si. — Vítima número 1, Joan Edison, 43 anos, corretora. Cuidava da venda do hotel. E vítima número 2, Larry Williams. Transportava as coisas que foram doadas. — relatou ela depois de ler rapidamente sobre os acidentes em um site de um jornal local.

– Tem uma ligação. Os dois estavam envolvidos no fechamento do hotel. — observou Dean.

– Vai ver que alguém não quer ir embora daqui. E está usando o hudu para isso. — cogitou a loira.

– Quem você acha que é o feiticeiro? A Susan? — questionou o caçador.

– Pouco provável já que é ela que está vendendo o hotel. — lembrou Natalie.

– Então quem? Sherwin? — prosseguiu Dean.

– Eu não sei. — respondeu a caçadora fechando o notebook e olhando para o noivo.

Dean encontrou o olhar dela e automaticamente os dois lembraram do que Susan havia dito na recepção. Em seguida, desviaram o olhar por alguns instantes e voltaram a se encarar em seguida.

– Nós não precisamos falar sobre aquilo. — disse Natalie de repente. — Eu quero dizer... É normal as pessoas fazerem este tipo de pergunta para um casal, mas a Susan não nos conhece de verdade, não sabe o que nós fazemos e por isso não sabe por que nós não podemos... Você sabe... Ter aquelas mini pessoas.

– Crianças? — corrigiu Dean.

– É. Isso aí. — confirmou Natalie um pouco incomodada com aquele assunto.

Após um momento de silêncio, Dean recomeçou:

– Mas você, alguma vez, pensou nisso?

– Dean, eu vou me casar com você. Isso pra mim já é mais do que suficiente. — desconversou a loira.

– Não foi isso o que eu perguntei. Você já pensou em filhos ou não? — insistiu o Winchester.

Depois de pensar um pouco, Natalie respondeu:

– Eu sempre evitei pensar nisso para não... Criar ilusões. — e depois de uma pausa acrescentou — Você sabe que ter um filho seria loucura, não sabe, Sr. Awesome? Um filho de caçadores? Que futuro ele teria? Virar caçador também? Ser a nossa fraqueza? Um alvo para demônios e para mais uma série de inimigos? Não... Isso seria loucura demais até para a gente. Casar tudo bem, eu caso. Caso feliz, aliás. Mas filhos... Filhos, não... Filhos... Nunca.

Dean pensou um pouco e depois concordou:

– Você está certa. Eu nem sei por que nós estamos conversando sobre isso se você disse que nós não precisávamos conversar sobre isso e quer saber? Você estava certa também. Nós não devíamos ter começado este assunto.

– Então vamos esquecer. — propôs Natalie.

– E nos concentrar no caso. — completou Dean se levantando.

– Ótima ideia! — apoiou a loira se levantando da cama. — Nós podemos dar uma olhada no hotel e ver se encontramos alguma pista ou mais daqueles símbolos de hudu.

– Tudo bem, vamos. — concordou Dean e em seguida os dois deixaram o quarto.

Depois de caminhar alguns metros, Natalie parou e mostrou para Dean um outro vaso que tinha o mesmo símbolo que eles viram no vaso da varanda. Em seguida, eles andaram mais um pouco e pararam diante de uma porta onde lia-se "Privado." Dean bateu algumas vezes e Susan abriu a porta instantes depois. Ficou surpresa ao ver o casal ali e perguntou:

– Está tudo bem com o quarto de vocês?

– Sim. Tudo perfeito. — respondeu Natalie.

Os três se entreolharam sem dizerem mais nenhuma palavra. Aquilo estava começando a ficar embaraçoso. De repente, Susan notou que Dean olhava para o interior do quarto e resolveu acabar com o silêncio:

– Eu estava arrumando umas coisas da mudança.

– Ei! Aquilo são bonecas antigas? — perguntou Dean de repente olhando para várias bonecas de porcelana espalhadas em prateleiras e armários. — Porque esta aqui é uma grande colecionadora de bonecas, não é, baby? — disse ele indicando Natalie ao seu lado.

Foi então que Dean notou que a noiva tinha ficado pálida e lembrou da fobia que ela sentia em relação à bonecas. Mas ao invés de se solidarizar, ele achou engraçado e ficou olhando para ela a obrigando a responder:

– Sim...

– Será que ela pode... Será que nós podemos entrar para ver? — perguntou Dean voltando-se para a dona do hotel.

– Eu não sei... — respondeu Susan um pouco hesitante.

– Por favor. — insistiu Dean enquanto Natalie o fuzilava com o olhar. — Ela adora. Ela não vai admitir, mas ela sempre troca as roupinhas das bonecas. E ela ia adorar dar uma olhada nessas, não ia, baby? — disse ele voltando-se para a noiva.

Natalie entendeu que era importante para o caso que ela e Dean entrassem e checassem as bonecas, mas por Deus! Eram bonecas! Ela morria de medo daquelas coisas e Dean não só sabia como estava achando aquilo engraçado. Mas, como era importante para o caso, ela acabou fazendo um esforço e respondendo:

– É verdade. Eu ia... Adorar.

– Tudo bem, entrem. — assentiu Susan abrindo espaço para que os dois passassem.

Natalie cruzou os braços e evitou olhar para as bonecas. Mas acabou percebendo que Susan estava estranhando o seu comportamento e tentou relaxar. Se concentrou em uma prateleira qualquer e fingiu interesse enquanto o seu coração acelerava cada vez mais e as suas mãos ficavam suadas a cada instante.

– Uau! São muitas bonecas. — observou Dean caminhando pelo quarto e olhando tudo em volta. — E elas são lindas. Não são estranhas nem nada.

– Eu acho que elas são meio estranhas. Mas estão na família há anos. Tem muito valor sentimental. — explicou Susan.

Natalie caminhou um pouco e olhou para todas aquelas bonecas espalhadas pelo quarto. Parou um tanto assustada. Parecia que todas, todas as bonecas, estavam olhando para ela. A loira sentiu um arrepio percorrer o seu corpo e uma vontade de gritar e sair dali correndo. Mas Natalie sabia que ela e Dean tinham que encontrar mais pistas. E bonecas eram usadas em vários feitiços de vodu e hudu. Além disso, ela não podia fugir dali como uma criança assustada, embora se sentisse exatamente como uma naquele exato momento.

Respirou fundo e procurou outra coisa para se concentrar. Acabou encontrando algo no centro do quarto que lhe intrigou e fez o medo em relação às bonecas se dissipar um pouco.

– O que é isto? O hotel? — perguntou ela diante de uma enorme réplica do estabelecimento.

– Sim. É uma réplica exata feita por encomenda. — esclareceu Susan.

Natalie andou em volta da réplica prestando atenção em cada detalhe e tentando se esquecer de que o quarto estava cercado de bonecas que olhavam constantemente para ela. Mas para seu desespero, ela acabou descobrindo que a réplica do hotel também tinha vários bonecos e bonecas espalhados pelo seu interior. Eram de outro tipo, mas mesmo assim eram aquelas coisas macabras.

De repente, ela viu algo em uma parte da réplica, que simulava a escada e o hall, e pegou um boneco que estava caído. Mostrou para Dean e Susan e ainda sem acreditar que tinha mesmo pegado naquela coisa disse:

– A cabeça dele está torta.

Dean se aproximou e pegou o boneco antes que Susan pudesse notar que as mãos da loira estavam tremendo muito. Então ele perguntou:

– O que aconteceu com ele?

– Deve ter sido a Tyler. — supôs Susan.

Neste momento a filha dela entrou no quarto reclamando:

– Mãe, a Maggie é muito má.

– Tyler, diga para ela ser boazinha, está bem? — sugeriu a mãe.

– Oi, Tyler. Você quebrou o seu boneco. Quer que eu conserte? — indagou Dean.

– Eu não quebrei. Eu encontrei assim. — esclareceu a garotinha.

– Talvez tenha sido a Maggie? — sugeriu o caçador.

– Não. Não foi nenhuma de nós. A vovó ia brigar se a gente quebrasse. — respondeu a menina.

– Tyler, ela não ia brigar. — discordou Susan.

– Vovó? — repetiu Dean interessado enquanto Natalie voltava a olhar para as dezenas de bonecas espalhadas e a ficar incomodada com aqueles olhares em cima dela.

– Vovó Rose. Os brinquedos são dela. — explicou Tyler.

– É mesmo? E onde a vovó Rose está? — quis saber Dean.

– No quarto dela. — respondeu Tyler.

– Sabe, eu ia adorar falar com a Sra. Rose sobre estas bonecas incríveis. — insinuou Dean.

– Não! — disse Susan de repente soando um tanto ríspida. Em seguida, ela explicou com mais cuidado — Eu sinto muito, mas não é possível. Minha mãe está muito doente e não recebe mais visitas.

– Com licença. — disse Natalie de repente saindo do quarto visivelmente atordoada.

Susan encarou Dean um pouco confusa e perguntou:

– Tem certeza que ela gosta mesmo de bonecas?

Dean sorriu sem graça e instantes depois deixou o quarto. Susan e Tyler caminharam até a porta e observaram o casal que seguia pelo corredor.

– Baby, espera. — chamou o Winchester.

A loira não parou e ele andou mais depressa. A alcançou e a segurou pelo braço fazendo Natalie voltar-se na direção dele. Ela se soltou e cruzou os braços contra o peito.

– Ei, o que aconteceu? — indagou o caçador fazendo-se de desentendido.

– O que aconteceu?! — gritou Natalie e em seguida falou mais baixo, porém igualmente indignada — Você sabe muito bem o que aconteceu. Então, achou divertido se aproveitar do meu medo daquelas coisas pavorosas?

– Coisas pavorosas? Eu achei elas tão fofinhas. — provocou Dean e segurando o riso, tentou consertar — Tudo bem... Me desculpe, ok?

Natalie franziu a testa e observou revoltada:

– Ai meu Deus, você está rindo. Você está rindo, seu desgraçado!

– Não... Não estou não. — disfarçou Dean respirando fundo em seguida. — Tudo bem, eu estou tentando não rir. — prosseguiu ele segurando o riso de novo. — Desculpe, Naty... Mas é tão... Engraçado... — falou e logo depois não aguentou mais conter a vontade de rir e riu de fato.

– Para de rir! — ordenou Natalie enquanto batia no peito dele.

Dean segurou os pulsos dela, fez um esforço enorme para parar de rir e quando conseguiu, ele pediu:

– Olha, me desculpe... Eu realmente, sinto... Muito...

Mas Dean não resistiu e voltou a rir. A gargalhar. Natalie se soltou e caminhou até o quarto com raiva. Entrou, mas antes que ela batesse a porta, Dean conseguiu entrar também e fechou a porta atrás de si.

– Mamãe, por que eles estão brigando? — perguntou Tyler olhando para cima para ver a mãe.

– Casais brigam de vez em quando, querida. — respondeu Susan.

Em seguida, ela voltou para o quarto com a filha e fechou a porta.

Dean caminhou até Natalie que estava de frente para a cama abrindo a mochila. Em seguida o caçador fez a loira se voltar para ele mais uma vez e pediu:

– Desculpe.

Natalie o observou atentamente e ao perceber que Dean tentava disfarçar um sorriso, o empurrou e voltou-se para a mochila. Guardou dentro dela o notebook que tinha deixado sobre o travesseiro momentos antes.

– Ei, o que você está fazendo? — indagou Dean enquanto Natalie fechava o zíper.

– O caso é seu. — avisou a loira colocando a mochila em um dos ombros e tentando passar por Dean.

– Como assim? — questionou ele ficando na frente dela e se movendo de um lado para o outro quando Natalie tentava escapar. — Eu não acredito que você vai embora só porque eu ri do seu medo de bonecas.

– Só porque você riu do meu medo de bonecas?! — repetiu ela com raiva, voltando a bater nele com força. Dean aproveitou o momento de distração e pegou a mochila no ombro dela. — Ei! Me devolve isso! Agora, Dean Winchester! — ordenou Natalie ainda mais nervosa.

– Uhh... Eu adoro quando você me chama assim, baby... Tão brava dizendo o meu nome. É excitante, sabia? — provocou ele enquanto afastava a mochila do alcance dela.

Natalie ficou ainda mais nervosa e tentou pegar a mochila de novo, mas toda vez que a loira tentava pegá-la, Dean a afastava mais um pouco dando um pequeno passo para trás. Natalie insistia e dava um passo para a frente em seguida, mas Dean continuava mantendo a mochila longe dela.

– Me dá isso aqui... — pediu Natalie um pouco cansada daquele impasse e ficando mais próxima de Dean a cada instante.

Foi quando os seus olhares se encontraram. E permaneceram fixos um no outro por algum tempo. Um silêncio absoluto reinou no quarto e era cortado apenas pelas respirações ofegantes do casal.

Natalie pareceu se acalmar e sem perceber acabou olhando para a boca de Dean tão próxima do seu rosto. Instintivamente, ele também acabou olhando para os lábios dela. Semiabertos, como se esperassem por alguma coisa. Aos poucos, os dois voltaram a se olhar nos olhos. Profundamente. Como se aquela fosse a primeira vez que estavam se vendo.

Sem se afastar um centímetro sequer, Dean colocou a mochila sobre a cama com uma das mãos e com a outra segurou o rosto de Natalie. Voltou a olhar fixamente para os lábios da loira, fechou os olhos e a beijou com ímpeto. Logo segurou o rosto de Natalie com as duas mãos e ela também envolveu o rosto de Dean com as suas. O abraçou logo depois e Dean a fez deitar na cama caindo por cima da loira em seguida. Suas mãos subiram pelo corpo de Natalie com certa urgência. Voltaram a envolver o rosto dela com carinho. Dean a beijou ainda mais intensamente movido por um desejo que surgiu do nada, durante uma discussão e que ficava incontrolável a cada instante. Precisava dela. Precisava ficar mais e mais perto dela. Precisava fazer uma coisa com ela.

De repente, Natalie se virou e ficou por cima de Dean. Afastou o rosto e sentou em volta da cintura dele antes de dizer um tanto ofegante:

– Olha só. Parece que de repente alguém ficou com vontade de brincar.

– Ah! Você também ficou. Vem cá. — disse Dean um tanto impaciente tentando puxar Natalie para junto dele.

Mas a loira se esquivou e segurou os pulsos de Dean contra o colchão se curvando um pouco sobre o caçador. Então ela aproximou o seu rosto do dele e deixou que Dean ficasse olhando para a sua boca por algum tempo até que resolveu chamá-lo de volta para a realidade e ressaltou:

– Ficou com vontade de brincar depois de ter rido de mim.

– Qual é, Naty? Eu já pedi desculpas. — defendeu-se ele.

– Desculpas não são suficientes. Você merece um castigo. — opinou Natalie.

– Uhh... Você sabe que é exatamente o que eu quero, baby. — respondeu Dean sorrindo com malícia e gostando daquela ideia.

Natalie franziu a testa e esclareceu:

– Não este tipo de castigo, idiota. — e depois de se afastar, levantar da cama, passar as mãos pelos cabelos um tanto bagunçados e respirar fundo recuperando o fôlego roubado por Dean, ela completou — Mas sim este tipo de castigo.

Confuso, Dean observou a loira abrindo a mochila ao lado dele e pegando o notebook. Depois ela caminhou até uma mesinha no canto do quarto, colocou o computador sobre ela, puxou uma cadeira e sentou. Ligou o notebook.

– O que você está fazendo? — questionou Dean sentando na cama.

– Você está certo, Sr. Awesome. Eu não posso abandonar o caso só porque você é um idiota. Então eu vou ficar e nós vamos resolver isso. Mas até lá, a hora de brincar está suspensa. Este será o seu castigo. — respondeu Natalie enquanto pesquisava alguma coisa na Internet.

– Você está brincando, não é? — indagou Dean incrédulo. E quando Natalie olhou para ele o fazendo perceber que ela estava falando sério, o caçador argumentou — Você não aguenta, Natalie Jones!

– Sabe, por enquanto que eu pesquiso sobre o hudu, você podia ir conversar com o Sherwin. Ele trabalha aqui há tanto tempo, deve ter muitas histórias sobre a Sra. Rose. Por que você não tenta descobrir alguma coisa com ele? — sugeriu Natalie tranquilamente e em seguida voltou-se para o notebook.

Dean respirou fundo, levantou da cama e respondeu com raiva e frustração:

– Tudo bem! Se é mesmo o que você quer... Tudo bem! Mas primeiro eu vou tomar um banho frio. Eu preciso de um banho frio... E nada de me espiar pelo buraco da fechadura, entendeu?! Tarada...

Então ele caminhou até o banheiro, entrou e bateu a porta violentamente. Natalie sorriu satisfeita com aquele desfecho, embora a ideia de espiar Dean lhe agradasse muito.

Notas finais
Greve de brincadeira? Filhos? O que esta louca da Hunter Pri Rosen está aprontando? Nada. Nada mesmo. Bem, mas digamos que a Natalie vai dar um gelo no Dean por um tempinho. Mas quem mandou ele rir da coitada, não é? Isso não se faz, sociedade. Ah! E digamos também que o assunto "filhos" vai aparecer mais vezes na fic. Por um motivo bem simples: eu quero fundir a cabeça do povo. Bem, na verdade não é por isso. O que eu quero mesmo é ver estes casais tendo conversas difíceis e ficando bem mexidos com esses assuntos polêmicos. Eu quero que eles façam perguntas que nunca pensaram que fariam um dia, que pensem e discutam sobre coisas que para eles já estavam mais do que resolvidas. Eu quero que eles se perguntem se realmente não querem e não podem ter filhos. Eu quero que eles se questionem muiiiiiitoooooooo. É, eu acho que eu quero fundir a cabeça do povo... Ah! E sim, esta discussão não será levantada só pelo casal awesome.... Aliás, posso ser sincera e dizer uma coisa que talvez mais para frente eu delete dos meus neurônios e esqueça completamente que um dia eu cogitei algo assim? Então, o negócio é o seguinte: e se a Sociedade dos Homens das Letras não acabar com os Winchesters? E se ela recomeçar com eles? E se ela recomeçar com as mini pessoas que eles podem gerar com suas respectivas muchachas um dia? E se no futuro, estas mini pessoas se tornarem caçadores também? E se isso for o verdadeiro Legado. Os filhos e não os pais? Os netos? Bisnetos? Tataranetos? Oi? Pois é, às vezes, eu fico pensando em como seria interessante escrever algo assim... Louca, né? Mas não se preocupem. Nada disso (nada disso mesmo) significa que a saga está chegando ao fim. Se eu for escrever uma fic com mini pessoas, será uma história à parte, que se passará bem no futuro e que não vai interferir no seguimento desta saga aqui. Seria só para matar a curiosidade mesmo. Já pensou? A Natalie dizendo "Tô grávida" e o Dean quase batendo o Impala num poste tamanho o susto do coitado? Ou se engasgando com a torta? Já pensou em como seriam sedosos os cabelos de um filho ou filha do casal Clammy? Já pensaram que um filho ou filha de Miastiel seria um... Nefilim? Exato... Nem Miastiel escaparia dos meus planos malucos. Aliás, o baby deles seria tão fofis que eu ia querer ser a madrinha. E os dois iriam ficar num impasse porque o anjo ia querer dar um nome bíblico para o rebento e a Mia ia querer algo mais moderno kkkkkk Well, depois de dizer tudo isso e deixar vocês com a pulga atrás da orelha, eu fico por aqui. Reviews? Inté sexta-feira! Bjs! PS: gostaram do spin off de SPN? Eu me senti dentro de uma fanfic. Foi interessante ver um programa dentro de outro programa, uma história paralela, derivada e tal. Mas... De uma forma geral, não comprei muito a ideia não... PS2: Esqueci de uma coisa. Quem quiser me adicionar no Face, estamos aí. Me procurem pelo email que é mais fácil: pri.paiva21@gmail.com, estou como Pri Paiva. Se os nomes de vocês forem diferentes dos nomes no Nyah, me digam quem são vocês exatamente, ok? Kkkkk