Crossfire

11 Baby I need you


Notas iniciais
Oi! Baby I need you é o nome de uma musiqueta (lá vem eu de novo com as musiquetas) da Kim Taylor e a primeira vez que eu ouvi foi em Smallville quando o Clark diz "Eu te amo" para a Lois pela primeira vez (Ai que saudade daquela série... Tenho todos os DVDs eheheheheh e já assisti umas quatro vezes cada temporada, mas enfim.) Uma musiqueta meiga para um capítulo meigo (exceto a parte do Crowley...) Adorei os comentários do capítulo anterior, as sugestões de outras musiquetas e adorei saber que não sou só eu que estou sofrendo com o calor. E também adorei saber que vcs estão todas espalhadinhas por esse Brasilzão de meu Loki! Legal saber que eu tenho mishamigas em outras localidades! Não se esqueçam de ler as notinhas finais porque eu tenho algo importante para dizer. Lá vai o devaneio... PRE-PA-RA que agora é hora do show das poderosas... Exorcizamus te, omnis immundus spiritus... Passou!

A luz do Sol entrava pela janela e o vento balançava levemente as cortinas do quarto do hotel onde Sam e Claire dormiam depois de terem feito as pazes na noite anterior.

Os dois estavam na cama, envoltos por lençóis, dormindo profundamente até que em dado momento Claire começou a acordar. Ela estava abraçada ao corpo de Sam, com a cabeça apoiada em seu ombro e uma das mãos sobre o peito do caçador enquanto um dos braços dele transpassava a cintura dela.

Sam acordou sentindo os dedos da garota contornando o desenho da sua tatuagem contra possessão sobre o seu peito. Segurou a mão dela e seus dedos se entrelaçaram em seguida. Sam observou a tatuagem idêntica a sua que Claire tinha na parte interna do pulso e os dois suspiraram antes de se olharem e dizerem ao mesmo tempo:

– Bom dia.

Claire se aproximou e tocou os lábios de Sam com um selinho demorado antes de se aconchegar melhor nos braços dele e suspirar mais uma vez.

Após um momento em silêncio, e lembrando de tudo que havia acontecido até os dois chegarem ali, Sam começou a dizer:

– Claire... Se você for embora de novo...

Mas ele não terminou a frase porque antes disso a garota colocou um dedo sobre os lábios do caçador e afirmou:

– Eu não vou. — e depois de afastar o dedo, ela propôs — Se você quiser, pode me amarrar na cama só por garantia.

Sam sorriu e avisou maliciosamente:

– Não me provoque.

Claire sorriu de volta e o abraçou mais uma vez. E após pensar mais um pouco, Sam recomeçou:

– Claire, quando a gente se reencontrou, eu falei algumas coisas... E eu só quero que você saiba que eu não penso daquele jeito. Eu estava com raiva e fui muito duro com você. Me desculpe.

– De qual patada exatamente você está falando, Sam? — brincou ela.

– De todas elas, mas principalmente por ter insinuado que você não é uma boa caçadora. — respondeu ele. — Eu não estava falando sério quando disse aquilo, Claire. Na verdade, eu estou muito orgulhoso de você e da caçadora que você se tornou.

Ela sorriu ao olhar para Sam, apoiou o queixo no ombro dele e retribuiu:

– Deve ser porque eu aprendi com o melhor.

Sam segurou o rosto da garota e pressionou seus lábios contra os dela. Em seguida, ela repousou a cabeça no ombro dele e Sam ficou acariciando os cabelos castanhos acobreados da garota enquanto acrescentava:

– O que eu estou querendo dizer é que eu sempre soube que você era uma guerreira, Claire. Uma Singer de verdade.

– Obrigada. — agradeceu ela. — Mas se não for pedir muito, quando nós voltarmos para o bunker, eu gostaria muito de ter umas aulas extras. Você sabe... Eu estou apenas começando, tenho muitas dúvidas e ainda tenho muito a aprender, professor.

– Eu estou à disposição, aluna. Para tudo o que você precisar. — respondeu Sam a olhando com carinho.

Após um momento de silêncio, Claire recomeçou:

– Posso te perguntar uma coisa?

– Claro. — assentiu Sam.

Ela não sabia como tocar naquele assunto e por mais que a resposta fosse óbvia, resolveu perguntar mesmo assim:

– Quando você me pediu em casamento, você estava falando sério?

Sam riu levemente e respondeu:

– Sim, muito sério. Mas aquilo foi uma oferta única e você recusou, lembra?

Claire se enrolou em um dos lençóis, sentou na cama ficando de frente para Sam e indagou:

– Oferta única? Sério?

Sam franziu a testa e sentou na cama com as costas apoiadas na cabeceira antes de continuar:

– Não, na verdade tudo é negociável. Por acaso você quer que eu peça a sua mão novamente?

– Eu não te pediria uma coisa dessas, Sam. Não depois do que eu fiz. — respondeu Claire e depois de uma pausa esclareceu — Por isso que eu pensei em fazer o pedido desta vez.

– Pensou em fazer ou já está fazendo? — quis entender Sam sorrindo levemente e em seguida zombou — Eu aposto que você nem tem um anel decente para colocar no meu dedo, Claire. Mas tudo bem, tendo em vista que eu joguei o seu anel na beira daquela estrada, eu acho que nós podemos pensar neste detalhe depois.

– Você jogou o meu anel fora? — indagou ela.

– Você disse não, lembra? E eu fiquei cego de raiva. Mas se serve de consolo, as suas coisas ainda estão no bunker. Eu acho que no fundo, eu sempre soube que você voltaria para a minha vida. — explicou-se Sam fazendo Claire sorrir. — Mas e então? Este pedido de casamento sai ou não sai?

Claire voltou a si e se reaproximou de Sam. Sentou em volta da cintura dele e começou a beijar o pescoço do caçador enquanto dizia em seu ouvido:

– Sam Winchester, você quer se casar comigo e me dar a honra de ser sua para sempre? Juntos na saúde, na doença, na pobreza... Fraudando cartões de crédito e no family business?

Os dois se olharam por alguns instantes e Sam brincou:

– Eu não sei o que dizer.

– Diga que sim. — sugeriu Claire.

– Sim. — respondeu ele finalmente.

Então Claire tocou os lábios de Sam com um beijo e depois brincou:

– Você aceitou muito rápido.

– Você pediu direitinho. — argumentou ele a abraçando. — Além disso, eu não me imagino vivendo de outra forma que não seja com você, futura Sra. Winchester. — completou enquanto a olhava com carinho.

E foi então que Sam viu uma mancha no ombro de Claire e perguntou preocupado:

– Ei! O que é isso?

Claire se afastou ficando de lado para Sam e olhou por cima do ombro. Havia um hematoma ali. Não só no ombro, mas em vários pontos das costas da garota que o lençol não estava cobrindo. Então ela lembrou o que havia acontecido e explicou:

– Ah! Não foi nada de mais. Eu só bati as costas naquele túmulo ontem, lembra? Quando o fantasma de Samara Lewis me empurrou.

Sam se aproximou e passou as mãos pelas costas da noiva visivelmente preocupado enquanto dizia aflito:

– Claire, você se machucou muito. É melhor eu te levar ao médico... Você pode ter fraturado alguma coisa? Está doendo muito?

Ela riu diante da preocupação exagerada do noivo e voltou-se para ele antes de dizer:

– Sam, eu estou bem.

Ele não parecia convencido, mas não teve tempo de protestar porque Claire apoiou a mão no ombro dele e o empurrou um pouco fazendo o caçador deitar na cama. Em seguida debruçou-se sobre ele e insinuou:

– Além disso, outras partes do meu corpo precisam da sua atenção agora.

Ao ouvir isso, a preocupação de Sam se dissipou e ele respondeu com certa malícia:

– Outras partes, hein? Entendi.

Claire riu e Sam a abraçou forte. Virou-se ficando por cima da garota. Então jogou um dos lençóis sobre eles e resolveu dar toda a atenção que a garota merecia.

Decidiram passar o resto do dia em Topeka enquanto Dean e Natalie se aproximavam de Lebanon. E no fim do tarde, os dois finalmente chegaram no bunker.

Dean carregava uma mochila no ombro e arrastava uma mala de Natalie quando eles entraram na sala principal.

– Ah... Lar doce lar! Voltei. — murmurou o Winchester mais velho olhando tudo em volta com saudade.

– Voltamos. — corrigiu Natalie colocando uma mochila que carregava em cima de uma poltrona.

Em seguida ela sentou em um dos sofás e jogou a cabeça para trás. Estava exausta da viagem até ali, mas feliz por ter voltado para o lugar que agora mais do que nunca era o seu lar.

Dean sentou ao lado de Natalie e os dois olharam tudo em volta antes dela resumir:

– Então, o Sam ligou e disse que está com a Claire em algum hotel em Topeka, o Cas está trabalhando em um caso que envolve anjos caídos, que querem a cabeça dele numa bandeja, a Mia não dá noticias desde que fugiu com a Tábua dos Anjos e o Kevin está passando uns tempos em New Jersey com uma garota que ninguém sabe quem é, mas que aparentemente tem feito muito bem para ele. — e depois de um momento em silêncio, acrescentou com certa nostalgia — Nossa... E eu pensando que quando eu voltasse para cá, encontraria toda a família reunida. Ou pelo menos uma parte dela. E não esse vazio...

– Pensa pelo lado positivo, baby. — aconselhou Dean e depois de passar um dos braços em volta dos ombros de Natalie, ergueu um pouco as sobrancelhas, sorriu levemente e insinuou — Nós estamos sozinhos aqui.

Ao ouvir isso, o cansaço que Natalie sentia desapareceu subitamente.

– Sozinhos? — repetiu ela interessada colocando a mão sobre a perna de Dean. — E o que nós vamos fazer durante todo esse tempo sozinhos, Sr. Awesome?

– Eu não sei. Talvez... Brincar? — sugeriu ele antes de tocar os lábios de Natalie com um beijo suave.

Natalie sorriu antes de corresponder ao beijo. Acariciou o rosto de Dean com suas mãos e se aproximou mais dele enquanto o caçador a segurava na nuca carinhosamente. Mas, de repente, Natalie afastou o rosto e lembrou:

– Espera um pouco! E o Crowley? Ele ainda está preso na masmorra?

– Quem é Crowley? — indagou Dean enquanto olhava atentamente para os lábios da garota. Instantes depois, ele voltou a si e prosseguiu — Ah! O Crowley! É mesmo. Será que ele ainda está vivo? Não que eu me importe com aquele son of a bitch, mas é melhor a gente checar.

Então Dean levantou do sofá e segurou Natalie pela mão. Instantes depois, ele abriu a porta dupla da masmorra e os dois entraram.

Crowley estava no centro de uma armadilha do diabo maior do que aquela que ele costumava ficar antes de ter ajudado Mia a se curar do vampirismo.

Ele estava acomodado em um tipo de poltrona reclinável, segurando um copo de uísque enquanto folheava o livro A Arte da Guerra.

Do lado da poltrona havia uma pequena mesa com algumas garrafas de bebida e uma caixa térmica com cubos de gelo.

Ainda dentro da armadilha, havia um toca discos que tinha pertencido aos Homens das Letras e que reproduzia algumas músicas clássicas num volume agradável.

Crowley não tinha mais correntes o prendendo, mas ainda usava as algemas com pequenas Chaves de Salomão gravadas no metal.

– Ah! Aí está você. Por um momento eu pensei que você poderia ter morrido de tédio. Mas infelizmente vaso ruim não quebra... — começou Dean.

Ao ver que tinha companhia, Crowley fechou o livro e cumprimentou o casal com ironia:

– Squirrel, Srta. Jones! Nossa! Vocês não podem imaginar o quanto eu estou feliz em revê-los! Como vocês podem ver, eu estou vivo e me comportei muito bem desde que o Moose me deixou aqui completamente sozinho e foi caçar, eu acho. Por sorte, desde que eu ajudei a Mia, eu tenho algumas regalias, então eu até prefiro ficar sozinho do que ter que olhar para a cara de algumas pessoas. Sem ofensa, é claro. Vocês são exceções. Ah! Vocês aceitam uma bebida? Já leram este livro? É ótimo!

Natalie cruzou os braços contra o peito e provocou:

– Então é assim que os demônios burros e pretenciosos terminam? Presos e satisfeitos com poucas regalias? Que triste. E você está preso aqui há meses, não é, Crowley? Deve ter até se acostumado a ser o animal de estimação dos Winchesters.

Crowley ia retrucar, mas algo na mão direita da garota chamou a sua atenção. Então ele observou o casal e mudou de assunto:

– Sério? Vocês dois vão casar? Srta. Jones, me diga, o que você viu no Squirrel?

Natalie riu um pouco antes de responder:

– Você está brincando, não é? Ele é lindo, gostoso, engraçado, gosta de rock como eu, tem um coração puro e um caráter que você nunca vai entender, tem uma bunda linda e faz uma coisa com as mãos que...

– Naty! — interrompeu Dean um tanto sem graça fazendo a garota olhar para ele sem entender o que ela havia dito de errado. — Foi uma pergunta retórica. — esclareceu ele.

Então Natalie voltou a si, encarou Crowley e desconversou:

– Neste caso, não é da sua conta. E eu até te convidaria para o casamento, mas algo me diz que você não vai poder ir. Mas não fique triste. Eu prometo que vou trazer mais livros para você ler, Crowley. Afinal, você tem que passar a sua existência patética de alguma forma, não é?

Crowley voltou-se para Dean e disse:

– Eu gosto dela.

– Eu também. É por isso que nós vamos casar. — respondeu o Winchester sorrindo de forma debochada.

– E quanto tempo você acha que esse clima de romance vai durar, Squirrel? — questionou o demônio fazendo Dean desmanchar o sorriso.

– Cala a boca. — ordenou ele.

Crowley ignorou o aviso e olhando para Natalie prosseguiu:

– Você sabe que este anel no seu dedo é um imã para os inimigos dele, não sabe, Srta. Jones? Então quanto tempo vai demorar para que algum inimigo, talvez até um demônio, use você para atingir o Squirrel? — e ao notar que o casal se entreolhou e ficou um pouco tenso, Crowley voltou-se para Dean e deduziu — Ou talvez isso já tenha acontecido, não é mesmo? Foi por isso que você sumiu, Squirrel. A Srta. Jones estava em perigo e você foi resgatá-la montado no seu lindo cavalo branco. Digo... Com o Impala. Bem, de qualquer forma, você deve estar feliz por ela estar viva, inteira, sem sequelas. Mas como será que as coisas vão terminar da próxima vez? Será que ela vai ter a mesma sorte? E até quando vai durar a sorte de vocês, pombinhos? Até a lua de mel, talvez?

Incomodado e com raiva, Dean deu um passo na direção da armadilha do diabo, mas Natalie colocou a mão na frente dele o impedindo de se aproximar de Crowley. Então ela voltou-se para o demônio e respondeu com segurança:

– Nada disso é da sua conta, Crowley. E nós não vamos entrar no seu jogo. Desista. Além disso, eu gosto de viver perigosamente. Eu sou uma caçadora, lembra? E isso por si só já me coloca em perigo constante, não o Dean.

– O Dean é o agravante. Então se eu fosse você, eu pensaria melhor e fugiria enquanto ainda dá tempo, Srta. Jones. Conselho de amigo. — argumentou o demônio.

– E se eu fosse você, eu cuidaria da sua vida. Mas como não te restou muita coisa, eu acho melhor você simplesmente calar a boca. Conselho de... Amiga. — rebateu Natalie com firmeza e em seguida segurou Dean pela mão e disse — Vamos, Sr. Awesome. Nós estamos atrapalhando a leitura dele. E não tem nada pior do que um demônio sem cultura.

Dean respirou fundo e olhou com ódio para Crowley antes de voltar-se para Natalie e dizer:

– Antes eu preciso fazer uma coisa.

E então, instantes depois, Dean apontava uma arma na direção de Crowley e começava a recolher as garrafas de uísque e o gelo.

– Isso não é justo! Eu ajudei a Mia, lembra? Trato é trato! — protestou o demônio.

Dean o ignorou, em seguida desligou o toca discos e o empurrou para um canto da sala. Só então abaixou a arma e a colocou na cintura. Então ele se reaproximou da armadilha do diabo e avisou:

– Mais uma palavra e pode dar adeus ao seu livro e à poltrona. E dar boas vindas àquelas correntes que te mantinham preso como o animal que você é. — e como Crowley ficou em silêncio, Dean sorriu com certa satisfação e debochou — Bom menino. Continue se comportando bem e no fim do dia, talvez você ganhe um ossinho.

Crowley o encarou com raiva, mas não disse mais nada. Então Dean saiu da masmorra com Natalie fechando a porta atrás deles.

Depois de levar a mala e as mochilas para seus respectivos quartos, os dois deitaram no colchão do quarto de Natalie, ficaram olhando para o teto por alguns instantes até Dean dizer:

– Eu não entendo o Crowley.

– E eu não entendo por que você ainda não consertou a minha cama. — reclamou a loira vendo o móvel quebrado no canto do quarto.

– Oh! Desculpe, é que eu estava meio ocupado procurando a minha noiva fujona. Mas eu vou consertar hoje, ok? Eu prometo. — explicou-se Dean e depois de um momento em silêncio repetiu — Eu não entendo o Crowley. Às vezes, ele parece ser um aliado e em outras vezes... Ele é um son of a bitch desgraçado.

– Ele é um demônio. Nem Freud explica. Por mais que o lado humano dele tenha sido afetado, ele continua sendo um demônio, Dean. E demônios são uns desgraçados por natureza. — argumentou Natalie.

Dean respirou fundo tentando controlar a raiva que sentia e continuou:

– As coisas que ele disse... Eu queria fazê-lo engolir cada palavra, mas... No fundo, eu sei que ele está certo.

– Não, ele não está. — discordou a loira se apoiando nos cotovelos e olhando para Dean. — E mesmo que ele estivesse, eu não ligo.

Dean a olhou com carinho e confessou:

– Sabe, em outros tempos, eu diria para você seguir o conselho do Crowley. Porque eu sei que eu estou colocando a sua vida em perigo, Naty. Por mais que você seja uma caçadora, se envolver comigo agrava as coisas para o seu lado. O que a Abaddon fez, por exemplo, foi para me atingir. Ela usou você para isso. Mas... A questão é que eu não quero me afastar de você. O meu amor por você é meio egoísta. Mesmo sabendo dos riscos que esta relação vai te trazer, eu não posso ficar longe de você. Eu não consigo e não quero.

Natalie sorriu e envolveu os lábios de Dean com um beijo suave antes de continuar:

– Se isso faz você se sentir melhor, eu não iria embora da sua vida mesmo que você implorasse por isso, Sr. Awesome. Porque eu também não posso mais ficar longe de você. — e sorrindo para ele, completou — Eu te amo, idiota. Então, se conforma e esquece o que o Crowley disse, ok?

Dean sorriu de volta. Ouvir Natalie dizendo que o amava o fez esquecer rapidamente das coisas que o demônio havia dito.

Então, sem pensar duas vezes, ele partiu para cima da loira a abraçando e a beijando apaixonadamente.

No entanto, em dado momento, Natalie o afastou um pouco e sugeriu:

– Mas, apesar de tudo, eu acho que nós temos que conversar sobre o Crowley. Talvez ele ainda possa ser um aliado. Talvez contra Abaddon e esse exército de demônios que ela libertou. Não que eu goste da ideia de trabalhar com esse son of a bitch desgraçado, mas eu acho que ele ainda pode ser útil para alguma coisa. Você sabe, numa guerra, o inimigo do meu inimigo pode ser...

– Ok, depois nós conversamos sobre isso, Naty. Agora vem cá. — interrompeu Dean tentando beijá-la de novo.

No entanto, Natalie colocou a mão no peito dele o impedindo de se aproximar e acrescentou num ritmo frenético:

– E tem outras coisas me incomodando, Dean. Tipo... Por que um anjo me resgataria? E o que aconteceu depois que eu saí do cativeiro? Onde estão Abaddon e esse tal anjo? E esse caso que o Cas foi investigar? Sabe, enquanto eu estava caçando nos últimos meses, eu ouvi algumas histórias. Parece que tem várias facções de anjos espalhadas por aí, brigando entre si e com os demônios também. Eu sei que o mundo sem Natalie Jones seria muito sem graça, mas diante de todas essas coisas acontecendo, por que um anjo resolveu tirar um tempinho e ir me salvar? Será que ele quis fazer uma boa ação ou será que tem mais coisas envolvidas nisso?

Embora os questionamentos de Natalie tivessem importância, Dean não queria pensar sobre eles naquele momento. Então ele reclamou:

– Sabe, Naty... Eu te amo, mas você tem a péssima mania de falar nas horas erradas.

Natalie franziu a testa e ficou pensando sobre aquilo por alguns instantes. E quando Dean estava com o rosto bem próximo ao dela, a caçadora perguntou um tanto ofendida:

– Eu tenho essa mania, é?

Dean respirou fundo e sorriu incrédulo antes de dizer:

– Tem. Mas depois nós conversamos sobre isso também porque... Caso você ainda não tenha percebido, agora não é hora de conversar, baby. — e depois de finalmente conseguir beijá-la, ele afastou os lábios por um instante e esclareceu enquanto olhava para a loira com carinho e malícia — É hora de brincar, Natalie Jones.

Ela riu e finalmente resolveu se calar. Passou os braços em volta do pescoço de Dean antes de tocar os lábios dele. Então suas línguas se encontraram e se envolveram avidamente enquanto seus corpos ficavam mais próximos um do outro a cada instante.

Não demorou muito para que eles começassem a se livrar das peças de roupa e começassem a brincadeira de fato.

Notas finais
Brincadeira de criança, como é bom, como é bom! Guardo ainda na lembrança, como é bom, como é bom! Paz, amor e esperança, como é bom, como é bom! Bom é ser feliz com o Molejão!!! Cuma? Pois é, sociedade, depois de Miastiel com o lance de "fazer nada", Deanalie inventou "a hora de brincar" kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk e eles vão brincar muito, viu? Bem, conforme vocês puderam perceber, Clammy também vai casar. E isso significa que a Claire também precisa de um vestido. Sugestões? Manda ae! Adorei escrever este devaneio!!!! Clammy fofinhos acordando juntinhos, o pedido de casamento, Deanalie chegando no bunker, brincando um pouquinho, a parte do Crowley eheheheheh tudinho! E vcs? Gostaram? Foi um devaneio meigo para "encerrar" a questão casais Clammy e Deanalie, porque no próximo teremos Miastiel... Adianto que o próximo devaneio se passa uma semana depois dos acontecimentos deste aqui e, portanto, outras pessoinhas terão voltado para o bunker. Uma coisa que eu queria dizer (a tal coisa importante) é que até então eu estava com alguns capítulos rascunhados e por isso eu tava postando com mais frequência. Mas agora eu vou postar mais ou menos de cinco em cinco dias, ok? Para dar tempo de organizar os paranauês na minha cachola, escrever, revisar, postar, todo mundo ler e todo mundo comentar. Oi? Mas, porém, no entanto, todavia e doravante, como o próximo devaneio vai mostrar o Cas e a Mia e eu sei que vcs estão ansiosos pela aparição dos dois, vou tentar postar antes disso. This is it, sociedade! Agora é com vocês!