Crossfire

43 A festa - Parte 2


Notas iniciais
Oi! Antes de mais nada (nada mesmo) quero dedicar este e o próximo capítulo para a menina Gi47, que recomendou a fic e me deixou jogada no chão (sério que os meus devaneios poderiam virar um filme, um episódio? Ai meu Lokiiiiiiiiiii). Muito obrigada, criatura! E quero mandar um beijo especial e um cheiro para a muchacha Biiah Arc que tinha sumido um pouquinho, mas voltou e deixou um comentário muito instigante no capítulo anterior. Valeu! Ah! E só para constar a fic irá até o capítulo 57. Então não fiquem tão tensos achando que já está acabando. Ainda tem chão pela frente e muita água vai rolar... E em alguns momentos, vocês vão me odiar, mas tudo bem, é um preço que eu vou ter que pagar em alguns capítulos aí... Enfim, né? Sobre o capítulo de hoje, ele foi escrito ao som de duas musiquetas: How do we do do Swank (http://www.youtube.com/watch?v=bDO1LZ1E4ts&feature=kp) kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk simplesmente amo este clipe! E a segunda musiqueta é Until the last falling star do Matthew Perryman Jones (http://www.youtube.com/watch?v=5iTNU3xtDFA). Não vou me estender muito, mas saibam apenas que eu AMO esta musiqueta e outras do Matthew. A voz dele é muito linda, as letras são lindas e bem emblemáticas. #MeGusta Por fim, sobre este primeiro capítulo de hoje, conhecem aquele ditado "Antes tarde do que mais tarde"? Oi? Pois é. Have fun!

Os irmãos Winchester e os irmãos Salvatore ainda se encaravam em silêncio quando Chloe colocou How do we do do Swank para tocar e Charlie quebrou o silêncio dizendo empolgada:

– Ai meu Deus! Eu adoro esta música!

– Eu também! — confessou Garth sorrindo. E olhando para ela, o caçador perguntou — Você me daria a honra desta dança?

– Claro. — assentiu a ruiva sorrindo de volta. Em seguida, Charlie olhou para Sam e Dean e, percebendo que eles ainda estavam inexplicavelmente tensos, ela ficou séria e desejou — Boa sorte, bitches. — e olhando para Damon e Stefan, sorriu e finalizou — Prazer em conhecê-los.

– E aproveitem a festa! — completou Garth sorrindo para eles antes de se afastar com Charlie.

– Obrigado. — agradeceu Stefan enquanto Damon acenava para os dois. — Eles são muito simpáticos.

– Bem diferente dos anfitriões. — provocou Damon e com os olhos fixos ora em Sam, ora em Dean, acrescentou ironicamente — Olha, eu sei que vocês estão eufóricos de tanta felicidade por nos reverem, mas, por favor, controlem um pouco esta empolgação porque eu e o meu little brother aqui não gostamos muito destas recepções calorosas demais.

– Se vocês não gostam, podem dar meia volta e irem embora. — respondeu Dean duramente.

– Sr. Awesome! — repreendeu Natalie achando aquela resposta grosseira demais.

Damon olhou para ela com certo interesse, depois para Dean e adivinhou:

– Humm... Esta deve ser a sua noiva.

– Esposa! — corrigiu Dean.

– Oh! É verdade. Eu perdi o casamento. Que pena. — prosseguiu o vampiro. Em seguida, ele se aproximou, segurou e beijou a mão de Natalie sob o olhar furioso de Dean e a cumprimentou — É um prazer te conhecer...

– Natalie. — apresentou-se ela sorrindo gentilmente para Damon.

Sem gostar daquela aproximação, Dean segurou a mão da esposa a afastando do vampiro e o encarou severamente.

Sem se intimidar, Damon voltou-se para Claire e fez o mesmo com ela. Segurou e beijou a sua mão enquanto Sam observava aquilo apavorado com a ideia de que um vampiro estava assim tão perto da sua mulher. E claro, com raiva da audácia daquele sujeito.

– E você é? — quis saber Damon se afastando um pouco.

– Claire. — respondeu ela enquanto Sam a protegia atrás de si.

– Vocês tem esposas muito lindas, Winchesters. — elogiou Damon sorrindo sedutoramente para elas. — Eu só não entendo o que elas viram em vocês. — provocou olhando para os caçadores.

– Era para ser engraçado? — perguntou Sam um tanto seco.

– Não liguem para o Damon. Vocês sabem muito bem como ele é e como gosta de provocá-los. — interveio Stefan tentando acabar com aquela tensão que rondava o ambiente. Em seguida, ele olhou para Claire e Natalie e as cumprimentou a certa distância — É um prazer conhecer vocês duas. E felicidades ao dois casais.

– Obrigada. — disseram as duas ao mesmo tempo.

Em seguida, Stefan estendeu a mão para Castiel que permanecia em silêncio e perguntou:

– E você como vai?

– Sem as minhas asas. — respondeu o anjo enquanto o vampiro permanecia com a mão estendida.

– Cas. — chamou Mia percebendo que ele hesitava em apertar ou não a mão de Stefan.

Castiel olhou para a garota com uma expressão vazia e antes de se afastar disse secamente:

– Com licença.

Stefan colocou as mãos no bolso um tanto constrangido por Castiel não ter o cumprimentado e Damon questionou:

– O que deu no anjinho sem asas?

– É o que eu vou descobrir. — afirmou Mia.

Mas quando ela ia se afastar, Dean ordenou:

– Você fica. Nós temos muito o que conversar.

– É, você tem muito o que nos explicar, Mia. — completou Sam.

A caçadora olhou para os dois sem entender por que eles ainda estavam com aquelas caras de quem tinham chupado limão azedo e respondeu indignada:

– Eu não acredito que vocês estão assim só porque eu convidei o Stefan e o Damon para a festa.

– Só? — repetiu Dean irritado.

– Mia, a questão não é só ter convidado. É não ter nos avisado e ter trazido estes dois para um lugar cheio de caçadores. — expôs Sam.

– Vocês acham que eles correm perigo? — preocupou-se Mia só então se dando conta de aquilo poderia terminar em um grande desastre.

– Eles e a nossa reputação. — respondeu Dean ainda mais tenso. — O que você acha que vão pensar da gente, se alguém aqui descobrir que nós somos amigos destes dois?

– Ah! Então você admite que nós temos uma amizade? — aproveitou-se Damon percebendo que Dean tinha falado demais.

– Conhecidos! Eu quis dizer conhecidos! — tentou consertar o Winchester mais velho.

– Talvez seja melhor nós irmos embora. — opinou Stefan.

– Ótima ideia. — apoiou Sam.

– Não! Eles ficam. — protestou Mia.

– Eu fico. — apoiou Damon.

Natalie e Claire se entreolharam confusas e a loira interrompeu aquela discussão pedindo um tanto impaciente:

– Será que dá para alguém me explicar o que diabos está acontecendo aqui?

– Sam, Dean, vocês são amigos destes dois? — perguntou Claire. — Quem são estes dois de verdade? Por que eles correm perigo aqui? E por que a reputação de vocês está em jogo?

As duas continuaram olhando para os maridos esperando uma explicação. Mas diante do silêncio deles, Mia resolveu esclarecer as coisas e revelou:

– Ok, isso vai ser meio chocante... Ou não, mas... De qualquer jeito, o Damon e o Stefan são... Vampiros.

– Vampiros?! — surpreenderam-se Natalie e Claire dando um passo para trás.

– Exato. E agora que eu soltei a bomba, eu vou procurar o meu anjo. Com licença. — disse Mia antes de se afastar dali o mais depressa possível.

Natalie e Claire começaram a se lembrar da história da transformação de Mia em vampira. Elas tinham ouvido aquela história por alto, na época em que Crowley afirmou que existia uma cura para o vampirismo. Mas na ocasião, só o nome de Silas tinha sido citado.

No entanto, logo elas deduziram que aqueles dois vampiros deviam ter alguma relação com aquela fase da vida de Mia, deviam ter conhecido Sam e Dean e então se tornaram amigos deles. Mas aqueles dois eram vampiros e os Winchester caçavam vampiros. Então Stefan e Damon eram exceções? Eles realmente construíram uma amizade com Sam e Dean?

Ao perceber que as duas ainda estavam confusas com tudo aquilo, Damon tentou tranquilizá-las dizendo:

– Não se preocupem, garotas. Eu não mordo. — mas depois de uma pausa, provocou — Bem, na verdade, eu mordo sim. Mas eu não tenho intenção de morder ninguém por aqui. A não ser, é claro, que vocês peçam com jeitinho.

Ao ouvirem aquilo, Sam e Dean olharam irritados para Damon e deram alguns passos na direção dele. Mas Stefan ficou entre eles e o irmão, e esclareceu olhando para Claire e Natalie:

– O que o Damon quis dizer é que nós não nos alimentamos de pessoas. Pelo menos, não mais. Nós não machucamos ninguém e viemos em missão de paz.

Claire e Natalie permaneceram em silêncio, pensando em tudo que tinham visto e ouvido. Em seguida, Claire segurou a mão de Sam o puxando sutilmente para perto dela e Natalie fez o mesmo em relação à Dean.

– Então vocês são mesmo amigos? — perguntou a loira olhando para Dean.

– Conhecidos! — esclareceu o Winchester mais velho. — Apenas conhecidos, ok? Eles ajudaram a Mia em uma fase difícil, nós nos conhecemos em uma situação complicada e tivemos que combater um monstro juntos. Só isso.

Claire voltou-se para Sam e perguntou:

– Então eles não são ameaças?

O Winchester mais novo pensou um pouco enquanto observava os dois vampiros, depois olhou para Claire, suspirou vencido e respondeu:

– Não. Eles são um pouco espaçosos e inconvenientes, especialmente o Damon, mas não. Eles não representam perigo. Mas tem outros caçadores aqui, Claire. Se eles souberem o que esses dois são...

– A nossa reputação já era. — temeu Dean.

– Mas se ninguém descobrir? — questionou Natalie.

Os quatro ficaram em silêncio pensando enquanto Stefan e Damon permaneciam parados, de frente para eles, com os braços cruzados, esperando a solução para aquele impasse.

Um tanto impaciente, Damon resolveu se intrometer:

– Ok, eu prometo que eu vou ser menos espaçoso e inconveniente, e tentar ser mais discreto. Mas eu já vou avisando que é meio difícil passar despercebido com este rostinho que eu tenho.

Natalie franziu a testa e disse para Dean:

– Ele é tão metido.

– Ele é um son of a bitch. — xingou Dean.

– Ei! Também não precisa ofender. — protestou o Salvatore mais velho.

– O Stefan parece ser mais legal. — opinou Claire. — Mais sensato, sei lá.

– É porque vocês não viram a fase ripper dele. — intrometeu-se Damon.

– Obrigado por me lembrar, brother. — disse Stefan incomodado pelo irmão ter dito aquilo.

Claire, Sam, Dean e Natalie se afastaram um pouco para terem mais privacidade e continuaram a conversa aos sussurros.

– A audição dos vampiros é apurada. — lembrou Damon.

Os quatro pararam de conversar e se entreolharam durante alguns instantes. Em seguida, eles deram alguns passos a frente e Sam anunciou:

– Vocês podem ficar.

– Mas se alguém perguntar, vocês são caçadores. Entenderam? Caçadores. — estabeleceu Dean.

– Sejam discretos. — pediu Claire.

– E você, menos metido. — pediu Natalie olhando para Damon com desdém.

– Ninguém pode saber o que vocês são de verdade, entenderam? — ressaltou Sam.

– Porque se alguém souber que vocês são vampiros e que são nossos... Conhecidos, não é só a nossa reputação que vai morrer hoje. — ameaçou Dean.

Damon suspirou e disse com deboche:

– Eu nunca me senti tão bem vindo em um lugar.

– Nem eu. — ironizou Stefan. — Mas, obrigado mesmo assim.

Houve um momento de silêncio durante o qual os Winchester e os Salvatore se entreolharam, até que Sam lembrou de tudo o que aqueles vampiros fizeram por Mia e até por eles, quando ele e Dean estavam em maus lençóis por causa do Silas. Então ele resolveu ser mais maleável:

– Obrigado por virem. É um dia muito importante para mim e para o meu irmão. Eu vou acreditar que vocês vieram aqui porque estão felizes pela gente.

– Eu estou. — assegurou Stefan.

– Eu também. Felicíssimo! Eu mal me aguento de tanta felicidade! — garantiu Damon lançando um sorriso sarcástico para os dois.

Dean o olhou irritado, mas em seguida também começou a se lembrar do que ele e Sam passaram em Mystic Falls, de tudo que aqueles dois fizeram por Mia antes deles finalmente encontrarem a garota. Lembrou da caçada a Silas e que... Bem ou mal, Damon e Stefan salvaram as suas vidas. Sentiu-se incomodado ao lembrar deste último detalhe, mas infelizmente, ou melhor, felizmente, era verdade.

Ao lembrar de tudo isso, Dean saiu um pouco da defensiva e resolveu dizer:

– Se vocês vieram mesmo em paz, então... Vocês são bem vindos.

Damon sorriu vitorioso, passou perto de Sam e de Dean, bateu nos ombros dos dois e antes de se afastar, insinuou:

– Paz? Paz é o meu sobrenome, amigos.

Stefan ergueu as sobrancelhas preocupado e antes de se afastar os tranquilizou:

– Não se preocupem. Eu vou ficar de olho nele.

Depois que Stefan sumiu do seu alcance de visão, Dean refletiu preocupado:

– Um vampiro de olho em outro vampiro. Awesome!

xxx

Enquanto isso, Mia caminhava apressada entre os convidados, esticando o pescoço, olhando tudo em volta, procurando por Castiel. De repente, ela o avistou a alguns metros e apressou o passo, enquanto o chamava:

– Anjo! Espera! Ei! Anjo! Calma aí! Espera! Cas!

Apesar de ter ouvido Mia o chamando incessantemente, Castiel continuou olhando para frente, caminhando apressado, sem rumo certo e visivelmente magoado.

Decidida a descobrir de uma vez por todas o que estava acontecendo com o anjo, Mia empurrou alguns convidados abrindo caminho entre eles, andou ainda mais depressa, correu em dado momento e finalmente conseguiu alcançar Castiel.

– Espera! — pediu a caçadora novamente enquanto segurava a mão do anjo com receio de que ele tentasse fugir. — Por favor... Fala comigo. — pediu ela ofegante e sentindo-se culpada por ter magoado Castiel de alguma forma.

O anjo virou-se na direção dela, fazendo Mia soltá-lo instintivamente e perguntou de uma forma rude:

– Sério?! Quer dizer que você finalmente conseguiu um espaço na sua agenda para mim, Mia? Nossa! Isso sim é um milagre!

A garota recebeu aquelas palavras com profunda tristeza e desviou o olhar de Castiel, surpresa por ele ter falado com ela daquele jeito tão ríspido.

Depois de se recuperar um pouco do choque, ela voltou a olhar para ele e perguntou com certo receio:

– O que aconteceu com você?

– O que aconteceu comigo? Você quer dizer o que aconteceu com você, não é? — devolveu Castiel soando ainda mais ríspido. Mas ao perceber que Mia ficou ainda mais magoada ao ouvir ele gritar daquele jeito, Castiel se acalmou e tentou encerrar a discussão — Me desculpe, Mia. Eu só não quero conversar agora. Não é um bom momento. Nós vamos acabar brigando e eu não quero isso.

Então o anjo deu as costas para Mia, mas parou quando ela insistiu:

– É por causa dos Salvatore? Ou melhor... É por causa do Stefan? Porque se for, me desculpe, mas você está sendo muito ridículo.

Castiel hesitou um pouco, pensando se respondia ou não. Mas ele conhecia Mia muito bem e sabia que ela não ia desistir de ter aquela conversa naquele momento.

Então ele se convenceu de que talvez fosse melhor mesmo eles conversarem de uma vez, ficou de frente para Mia e respondeu mais calmo:

– Eu confesso, eu estou com ciúmes.

– Eu e o Stefan somos só amigos. Você sabe muito bem disso. Eu achei que tudo tinha ficado bem claro em Mystic Falls. — defendeu-se ela e depois de uma breve pausa, acrescentou com a voz um tanto trêmula e carregada de emoção — Droga, Cas... Eu te amo. Você ainda tem alguma dúvida disso? Porque eu me sinto péssima por você duvidar, só por um instante, que eu não te amo como eu te amo.

– Eu não duvido, Mia. — respondeu Castiel sentindo-se mal por ter magoado a garota e se aproximando um pouco dela. — Eu também te amo. — declarou enquanto mantinha a sua mão no rosto da caçadora.

– Então por que nós estamos brigando no meio de uma festa de casamento? — quis entender ela.

Castiel afastou a mão do rosto de Mia e tentando ser o mais sincero possível, expôs com calma:

– Porque, como eu disse, eu estou com ciúme, Mia. Ciúme da sua amizade com o Stefan, com o Damon, com o Sam e o Dean, até com a Xerife Mills. Ciúme da atenção que você deu para eles hoje. Ciúme porque todos eles conseguiram pelo menos cinco minutos da sua atenção. Todos, menos eu.

– Me desculpe. Eu não fiz por mal, anjo, mas hoje foi um dia atípico e tumultuado. Um dia especial. — explicou-se a caçadora.

– Você não tem ideia de como eu queria que ele fosse ainda mais especial, Mia. — deixou escapar Castiel.

– Como assim? — quis entender a garota. E diante do silêncio do anjo, ela lembrou de tudo que aconteceu naquele dia entre os dois, e recomeçou — Cas, você queria me perguntar uma coisa, não queria? Você ainda quer? Porque se você ainda quiser, eu prometo que agora eu vou ouvir até o fim.

Castiel ficou em silêncio por um tempo, olhando seriamente para Mia. Até que aos poucos, aquele resquício de raiva e ciúme que ele ainda sentia se dissipou completamente.

Por fim, o anjo sorriu levemente e sentindo uma emoção muito forte crescer em seu peito, respondeu:

– Sim, Mia. Eu ainda quero te perguntar uma coisa.

A música que tocava até então terminou e houve um breve momento de silêncio até que Chloe anunciou que a próxima a tocar seria uma balada romântica. Enquanto ela selecionava a música, Mia segurou Castiel pela mão e propôs:

– Então vem comigo.

– Pra onde? — estranhou ele. — O que você tem em mente? — indagou intrigado com o sorriso misterioso que se formou nos lábios da caçadora.

– Uma festa não é uma festa de verdade se Mia e Castiel não dançarem juntos pelo menos uma vez. Então vem comigo, dança comigo e me pergunte o que você quiser. — respondeu ela o olhando de um jeito apaixonado e profundo.

Castiel sorriu enquanto também a olhava de um jeito profundo, segurou a sua mão com mais força, entrelaçando os seus dedos nos de Mia, e assentiu:

– Tudo bem.

Então os dois saíram dali e caminharam no meio dos convidados. Mia passou perto da mesa onde a Xerife Mills e Bobby ainda bebiam e conversavam empolgados. Deixou a sua bolsa com eles, para que o seu celular não interrompesse mais nenhuma tentativa de Castiel de lhe perguntar a tal coisa importante.

Logo, os dois alcançaram a pista e se posicionaram de frente um para o outro. Sam e Claire já estavam a postos, assim como Dean e Natalie, entre outros casais.

Chloe colocou Until The Last Falling Star do Matthew Perryman Jones para tocar, enquanto Mia e Castiel se aproximavam mais um pouco um do outro. Em seguida, a caçadora passou os braços em volta do pescoço do anjo e ele segurou carinhosamente na cintura dela.

Quando a música começou, Mia fechou os olhos e apoiou a cabeça no ombro de Castiel. Não pensou em mais nada. Nada mesmo. Apenas nos movimentos sutis que ela e o anjo faziam para um lado e para o outro, além de girarem lentamente em volta deles mesmos como se eles fossem o centro do universo e nada mais importasse. Nada mesmo.

XXX

Kevin chamou Chloe para dançar quando percebeu que ela olhava para os casais na pista com um leve sorriso. Então os dois se juntaram a eles e começaram a dançar lentamente.

Enquanto guiava a namorada, Kevin ficou pensando na proposta que ela fez mais cedo e na sua total incapacidade de se afastar de Chloe novamente.

Ele não queria se afastar dela nunca mais e ao mesmo tempo não podia condenar Chloe a viver no bunker para sempre.

Além disso, ela estava certa. Sem a Tábua dos Anjos, os dois não tinham muito o que fazer por lá, Chloe precisava dar notícias para os seus pais antes que eles resolvessem procurá-la e voltar para Princeton podia ser um bom disfarce para ela e Kevin.

Pensando em tudo isso, o profeta anunciou:

– Chloe, eu já tomei a minha decisão.

A garota que até então estava com a cabeça apoiada no ombro de Kevin, olhou para ele um tanto ansiosa e perguntou:

– E qual é?

Próximo dos dois, e enquanto dançavam com suas esposas, Sam e Dean viram Chloe sorrir e beijar Kevin carinhosamente depois de ouvir algo que o profeta lhe disse.

No começo da festa, Kevin havia chamado Sam e Dean para conversar sobre a proposta de Chloe. Os Winchester ouviram atentamente todos os argumentos que Kevin expôs e depois de pensarem um pouco sobre o assunto, disseram para o profeta que o quê ele decidisse fazer, teria o apoio dos dois.

Claro que se pudessem escolher, Sam e Dean iriam querer que Kevin continuasse no bunker, até para a própria segurança dele. Mas os irmãos sabiam que esta decisão não cabia à eles, mas sim à Kevin.

Além disso, o profeta estava completamente apaixonado por Chloe, e Sam e Dean queriam a felicidade dos dois. E eles sabiam que quando precisassem de ajuda para traduzir a Tábua dos Anjos, poderiam contar com o casal mais uma vez.

Eles também sabiam que Kevin não estava fugindo do family business, como tentou fazer no passado. Agora finalmente Kevin tinha aceitado o seu destino e estava tentando se adaptar à ele com a ajuda e o apoio de Chloe.

Por fim, Sam e Dean sabiam muito bem como era bom ter aquele tipo de apoio, ter alguém especial ao seu lado para compensar o que o sobrenatural fazia com as suas vidas, ter alguém para amar e ser amado de volta.

Por tudo isso, Sam e Dean sabiam muito bem o que Kevin havia decidido e que, provavelmente, quando voltassem da lua de mel, Kevin e Chloe não estariam mais no bunker.

XXX

Mia começava a estranhar o silêncio de Castiel. A música já estava quase terminando e o anjo ainda não havia dito nem uma palavra. Logo Mia começou a notar outra coisa estranha no comportamento dele. Um tanto preocupada, ela abriu os olhos, voltou-se para o anjo e perguntou:

– Cas, por que você está tremendo?

– É que eu estou meio nervoso. — confessou ele parando de dançar.

Automaticamente, Mia parou também. Observou Castiel por alguns instantes e notou que a expressão dele era mesmo de alguém que estava sofrendo com um grau bem elevado de nervosismo e ansiedade. Ela só não entendia por que ele estava daquele jeito.

Tentando tranquilizá-lo, Mia tocou o seu rosto com carinho e disse:

– Cas, seja lá o que for que você queira me perguntar, apenas pergunte.

O anjo assentiu com um meneio de cabeça e respirou fundo enquanto procurava algo no bolso.

– Ok... Eu vou perguntar. — respondeu Castiel tentando conter a nova onda de nervosismo que o dominou quando ele encontrou uma certa caixinha no bolso do smoking.

Mia franziu a testa sem saber o que Castiel procurava no bolso, e lembrou que não era a primeira vez que ele fazia aquilo naquele dia.

A música acabou e os casais pararam de dançar. Mas isso não impediu Castiel de prosseguir com o seu plano. Nem de se ajoelhar diante de Mia que olhou assustada para aquela cena finalmente entendendo aonde Castiel queria chegar. A sua suspeita se confirmou quando o anjo abriu a caixinha, que tinha retirado do bolso momentos antes, revelando um delicado anel em seu interior.

Mia engoliu em seco, discretamente passou os olhos pela pista e percebeu que todos começavam a olhar para aquele homem ajoelhado ali, diante dela. E que assim como ela, eles tinham deduzido do que se tratava e olharam ainda mais atentamente para os dois.

Castiel hesitou lutando contra o nervosismo que ainda o atormentava, enquanto Mia sentia o seu coração batendo tão forte que tinha certeza de que era possível ouvir os seus batimentos a quilômetros dali.

Castiel a olhou com carinho finalmente se acalmando o suficiente para conseguir começar:

– Eu sei que isso é meio inesperado. Afinal... Eu sou um anjo. Mas você me ensinou que anjos também podem amar. E se anjos podem amar, por que eles não podem dar este passo também?

– Cas... — começou a dizer a caçadora, mas a sua voz quase não saiu.

– Mia Clarke, minha coelhinha... — interrompeu o anjo. — Eu te amo e quero dar este passo com você. Mas primeiro eu preciso saber se você quer também. E é por isso que eu te pergunto... Você quer se casar comigo?

Mia sentiu que o seu coração estava batendo tão forte que a qualquer momento ele sairia pela sua boca e iria parar embaixo de alguma das mesas do buffet.

Perceber que todos os convidados, e agora não só os casais que permaneciam na pista, olhavam para ela e Castiel, a deixou ainda mais nervosa. Sentia o seu rosto queimar e ao mesmo tempo um suor frio escorrer por suas costas. O mesmo suor frio que encharcava as suas mãos. Olhou para o anel e depois voltou a olhar para Castiel ajoelhado na sua frente. O nervosismo aumentou. Sentiu-se extremamente tonta como se tivesse levado um golpe violento na cabeça. Engoliu em seco mais uma vez.

– Por favor, diga alguma coisa. — pediu Castiel aflito diante do silêncio da caçadora.

– Eu não sinto as minhas pernas... Nem meus braços... — foi o que Mia conseguiu dizer enquanto sua visão ficava turva.

– O quê? — não entendeu Castiel enquanto a garota fechava os olhos.

Ao entender o que estava acontecendo, Castiel agiu rápido. Soltou a caixinha com o anel de noivado, tirou um dos joelhos do chão, se erguendo um pouco e abriu os braços a tempo de segurar Mia, que havia acabado de desmaiar.

Ele a acomodou melhor em seus braços e com uma das mãos afastou algumas mechas de cabelo que tinham caído pelo seu rosto. Percebeu que ela estava muito pálida e gelada. Preocupado, ele a chamou:

– Mia?

Todos começaram a se aproximar do casal preocupados com a caçadora e ao mesmo tempo achando aquela reação bem romântica e engraçada.

Notas finais
Mia? Gente, a bichinha não aguentou e desmaiou... E como eu sei que vocês devem estar ansiosos para saber o que vai acontecer agora, não vou dizer mais nada (nada mesmo) nas notinhas finais. Corram para o próximo capítulo em 3, 2, 1...