Crossfire

42 A festa - Parte 1


Notas iniciais
Olá! Primeiramente, quero dedicar o capítulo de hoje a menina Greek pela linda recomendação que abalou os meus feelings. Entrei para postar o capítulo e quando vi tinha a recomendação desta criatura ungida. Muito obrigada por todas as palavras maravilindas! Fico muito happy em saber que está curtindo meus devaneios e minha forma de psicografar! Valeu! Segundamente, desculpem por não ter postado no finde, mas não deu... A coisa foi meio tumultuada... Terceiramente, terminei o capítulo final de Crossfire! Ai meu Loki! Acho que vou ter um troço. Modéstia à parte, ficou muito legal eheheheheh Quartamente, hoje vou postar só este capítulo, mas quarta-feira eu posto dois, ok? Quintamente, obrigada por todos os coments dos capítulos anteriores! Sextamente, no capítulo de hoje teremos uma surpresa. Uma não, duas gratas surpresas. Sétimamente, hoje a noite vou ler e comentar as fics que acompanho, ok? Eu não tive tempo esses dias porque estava focada em terminar a fic, mas agora vou retomar as leituras. Oitavamente, chega de enrolar. Lá vai o disco voador...

Depois da cerimônia dos dois casamentos, todos se reuniram do lado de fora da capela. Havia várias mesas espalhadas por um imenso jardim onde os convidados podiam se acomodar para beberem, comerem e conversarem uns com os outros.

Bobby estava em uma dessas mesas, sentado de frente para o caçador Irv Franklin, conversando com ele. De vez em quando, Bobby olhava na direção de Claire e de Sam e sorria satisfeito diante da felicidade dos dois.

O casal estava na pista, dançando lentamente ao som de Warning Sign do Coldplay, música escolhida por Chloe. Kevin estava ao lado da namorada na mesa de som, a auxiliando na escolha das próximas músicas enquanto outras pessoas dançavam perto de Sam e de Claire.

De repente, a Xerife Jody Mills se aproximou a passos largos de Bobby, parou diante dele com uma expressão um tanto severa, como alguém que espera por uma explicação.

Ele olhou para ela surpreso e se levantou da cadeira. Era a primeira vez que os dois se encontravam desde que Bobby voltou da morte, embora eles tivessem se visto de relance durante a cerimônia na capela.

Antes que o caçador dissesse qualquer coisa, Jody acertou o rosto dele com um tapa bem forte que fez Bobby levar uma das mãos até a bochecha dolorida e resmungar ainda mais surpreso:

– Balls!

Irv fez uma careta de dor franzindo o cenho e riu um pouco do amigo. Em seguida ele levantou da cadeira, bateu levemente no ombro de Bobby e disse antes de se afastar:

– Eu acho que vocês dois precisam conversar.

Quando ficou sozinho com a Xerife, e ainda massageando a bochecha com uma das mãos, Bobby questionou:

– Posso saber o que diabos foi isso?

– Você sabe muito bem o que foi isso, Bobby Singer! É o que acontece quando você volta da morte e não procura as velhas amigas. Você tem ideia do que eu passei quando você se foi? Custava ter ligado quando despencou das nuvens?! — expôs a Xerife revoltada por Bobby não ter lhe dado notícias.

– Desculpe. — lamentou ele sem saber o que dizer para contornar aquela situação.

Ainda mais nervosa, Jody continuou:

– Eu fiquei sabendo que você tinha ressuscitado porque o Garth me contou. Então eu liguei para o Dean há alguns dias e ele confirmou tudo. E ele também não entendeu porque você não me avisou nada. Eu nem quis falar com você naquele dia porque antes eu precisava te dar este tapa. E você mereceu, Bobby Singer! Você sabe que mereceu.

Bobby afastou a mão do rosto e sem conseguir formular uma boa explicação para o que fez, apenas lamentou arrependido:

– Eu sinto muito, Jody. Eu nem sei o que te dizer.

Pela primeira vez, a Xerife abandonou a expressão séria que mantinha até então, sorriu levemente lembrando de algo e o tranquilizou:

– Tudo bem, a Mia já me explicou tudo.

– A Mia? — estranhou ele. — O que a Mia tem a ver com isso? O que aquela maluca te disse?

A Xerife ficou em silêncio, observando o caçador enquanto se perguntava se deveria ou não contar para ele as coisas que Mia havia lhe dito. Mais especificamente, a parte em que a caçadora afirmou com todas as letras que Bobby gostava dela.

Jody se convenceu de que era melhor se reaproximar de Bobby primeiro e procurar uma forma de descobrir se a afirmação de Mia tinha fundamento. E então desconversou:

– Não se preocupe, ela só te defendeu e disse que eu devia compreender.

Surpreso, porém aliviado, Bobby aconselhou:

– Bem, neste caso, eu acho que você devia ouví-la.

– É exatamente isso o que eu estou fazendo. — rebateu a Xerife, se referindo a todas as coisas que Mia lhe disse.

– Me dando um tapa no meio de uma festa? — questionou Bobby.

Jody riu ao se dar conta de como aquilo era contraditório, e só então mostrou para o caçador uma garrafa de uísque que ela tinha mantido escondida atrás de si até aquele momento. Em seguida, ela explicou:

– Eu peguei na mesa de bebidas. Então... O que você acha de nós acabarmos com ela? Como nos velhos tempos.

Bobby sorriu aprovando aquela ideia e puxou uma cadeira para Jody se sentar. Em seguida, ele sentou de frente para ela enquanto Mia, a certa distância dos dois, segurando uma taça de champanhe, sorria satisfeita ao ver aquela cena. Ela tomou um gole da bebida e suspirou.

– Bom trabalho, Mia Clarke. — disse para si mesma antes de se virar e dar de cara com Castiel que se aproximava dela. — Ei, anjo! E então? Está se divertindo?

Castiel olhou tudo em volta com certa satisfação e respondeu:

– Sim, a festa está muito bonita. Com certeza este é um daqueles momentos que os humanos classificam como inesquecíveis. E eu estou feliz por fazer parte disso tudo. Como amigo e como padrinho.

– Bem, eu confesso que eu estou gostando mais da festa. Cerimônias de casamento são meio entediantes, sabe? — opinou Mia.

– É mesmo? — indagou Castiel observando a namorada atentamente com certo ar de dúvida. — É estranho porque eu jurava que você estava gostando muito da cerimônia. Inclusive, eu te vi chorando em um momento. Você parecia bem emocionada.

Mia riu incrédula, como se Castiel tivesse dito algo absurdo, quando no fundo aquilo era a mais pura verdade. Então, se atrapalhando um pouco com as palavras, ela desconversou:

– Eu? Chorando? Bitch, please... Eu não estava chorando. Foi... Foi só um cisco que caiu no meu olho.

O anjo riu levemente ao ouvir aquilo e rebateu:

– Cisco no olho? Você sabia que esta desculpa é mais velha do que a Tábua dos Dez Mandamentos?

Mia o encarou profundamente, tomou mais um gole do champanhe, mordeu o lábio inferior e confessou com um sorriso malicioso:

– Eu adoro quando você fala assim, sabia? Como um Anjo do Senhor. Com essas referências bíblicas... É tão sexy...

Desta vez, foi Castiel que a olhou incrédulo e um tanto surpreso com aquele comentário. Depois de mais algum tempo em silêncio, ele tentou adivinhar:

– Você está completamente bêbada, não está?

– Não. Claro que não. Que calúnia! — negou Mia prontamente e um tanto ofendida. — Esta é só a primeira taça. Eu juro. — garantiu enquanto se aproximava de Castiel.

Ela manteve os olhos fixos nos dele por algum tempo, antes de aproximar o rosto devagar e tocar os lábios do anjo com um selinho demorado, caloroso e com gosto de champanhe.

Momentos depois, quando Mia afastou o rosto, Castiel permaneceu em silêncio, olhando para ela, visivelmente encantado, como se tivesse sido enfeitiçado de alguma forma. Talvez fosse alguma coisa naquele olhar, que ela voltava a fixar nos olhos dele, ou algo naquele sorriso, que se abria esperando que Castiel dissesse alguma coisa, ou talvez fosse simplesmente porque a cada dia ele se sentia mais apaixonado por Mia, e aquilo não tinha mesmo uma explicação muito racional. Ele apenas sentia. Em seu coração.

– Você queria falar comigo. — lembrou Mia de repente, fazendo Castiel voltar a si. — O que era?

Castiel engoliu em seco. Por um momento ele se distraiu e a pergunta de Mia acabou o pegando de surpresa, totalmente desprevenido. Acabou esquecendo tudo que ensaiou até aquele momento, e um tanto hesitante e atrapalhado, ele anunciou:

– Ah... É que eu queria saber... A sua... A sua opinião sobre... Casamentos.

Castiel fechou os olhos por um instante, se sentindo um idiota por ter dito aquilo e daquele jeito. Não era nada romântico, nada mesmo, perguntar para uma mulher qual era a opinião dela sobre casamentos. Pelo menos, não quando o que você queria perguntar mesmo era se ela queria se casar com você.

– Como assim a minha opinião? — não entendeu Mia franzindo um pouco a testa.

– Você sabe... Bem, na verdade... Eu queria saber se você já pensou em casamento. Digo... Quando você era criança... Você sonhava com isso? Em se casar um dia? — explicou Castiel ainda mais atrapalhado e se odiando por parecer um idiota diante de Mia, ainda mais porque os convidados que passavam por perto, pareciam saber o que ele estava tentando dizer e pareciam rir da sua total falta de tato.

Claro que tudo aquilo era imaginação de Castiel. Ninguém estava prestando atenção nele e em Mia ali, no meio daquele jardim enfeitado por lindos arranjos e cercado por mesas, por onde alguns garçons passavam e serviam os convidados.

Surpresa com aquela pergunta, mas principalmente sem entender por que ela era importante, Mia ficou sem reação por alguns instantes. Não entendia por que Castiel queria saber uma coisa daquelas e acabou questionando:

– Cas... Tem certeza que não é você que está bêbado?

– É impossível. Eu sou um anjo. E anjos não ficam bêbados nunca. Não que anjos costumem beber. — respondeu ele.

– Eu estava sendo irônica. — esclareceu Mia.

– Por quê? — não entendeu Castiel. — Ah... Você acha que eu estou agindo como um bêbado. — deduziu ele depois de pensar um pouco. Mas, mesmo assim, ele não entendia por que Mia achava aquilo e insistiu — Mas por quê?

A caçadora abriu a boca para responder, mas as palavras não saíram. Ela não sabia como explicar aquilo para Castiel. Nem sabia o que exatamente ele estava perguntando, muito menos por quê. Sentia-se confusa com aquele assunto e achou melhor recomeçar. Mas quando ia abrir a boca novamente, o seu celular vibrou dentro da bolsa e ela a abriu para pegar o aparelho.

Castiel olhou para aquela cena e suspirou frustrado. Já tinha perdido as contas de quantas vezes tentou entrar naquele assunto com Mia e de quantas vezes eles foram interrompidos.

Mia leu uma mensagem que tinha acabado de receber e sorriu empolgada.

– Eu não acredito! — exclamou a caçadora.

– Nem eu... — murmurou o anjo um tanto desanimado pegando a taça da mão de Mia e bebendo o resto do champanhe.

– Nós temos convidados especiais! — anunciou Mia sem dar muita importância para a atitude de Castiel e fazendo certo mistério enquanto guardava o celular dentro da bolsa.

– Quem? — perguntou o anjo, embora não estivesse interessado de verdade.

– Eu vou buscá-los na entrada e você já vai saber. — avisou Mia. Em seguida, ela ficou um pouco séria, se aproximou sem jeito e deu mais um selinho em Castiel. — Depois nós continuamos esta conversa, ok? — propôs antes de se afastar ainda confusa com o assunto levantado pelo anjo.

– É... Depois. — disse Castiel sozinho.

XXX

Enquanto isso, Dean e Natalie caminhavam em meio aos convidados e se serviam de todos os petiscos e doces que viam pela frente. Eles estavam famintos e não viam a hora de cortarem uma enorme torta perto do bolo de casamento. Exato, eles estavam mais interessados na torta do que no bolo.

Em dado momento, eles acabaram se separando, mas logo se reencontraram perto de uma mesa repleta de todos os tipos de bebidas. Brindaram com a primeira coisa que viram, sorriram e depois trocaram um selinho demorado enquanto Dean passava o braço em volta da cintura da loira e ela tocava o seu rosto com carinho.

De repente, Garth apareceu atrás deles e os interrompeu muito animado:

– Eu nem cumprimentei os recém casados! Venham aqui! Me deixe abraçar vocês direito!

Natalie se afastou de Dean, rindo daquela interrupção, enquanto o Winchester fechou a cara sem muita paciência com o amigo magricela. Sem dar importância para aquilo, Garth abraçou Natalie daquele seu jeito característico e depois partiu para cima de Dean. Ele até tentou escapar, mas Garth o cercou e o abraçou por fim.

– Eu estou tão feliz por vocês. Casal awesome. Parabéns. — disse Garth de uma forma bem meiga quebrando um pouco as defesas de Dean.

– Obrigado. De verdade. — agradeceu o Winchester.

Em seguida, Garth o soltou e perguntou:

– Ei, por acaso você se incomodaria se eu dançasse com a sua esposa?

– Por acaso... Sim. — respondeu Dean sem cerimônia.

Natalie lhe lançou um olhar repreensivo e carinhoso ao mesmo tempo, se aproximou e entre um selinho e outro, tentou tranquilizá-lo:

– Sr. Awesome, você sabe que não precisa ter ciúme. Eu só tenho olhos para você, seu idiota. Foi por isso que eu me casei, no fim das contas. E é só uma dança. O Garth é meu amigo. Nosso amigo, aliás. Relaxa.

– É, Dean. O que eu e a Natalie tivemos, ficou no passado. Eu juro. — intrometeu-se Garth fazendo o casal voltar-se para ele.

– O que nós tivemos? — repetiu Natalie erguendo as sobrancelhas.

– Ah... Você sabe, aquele clima que rolou quando a gente se conheceu. — explicou Garth cheio de si.

– Clima? — repetiu Dean incrédulo e olhando para Natalie, disse — Ok, quer saber? Dança logo com este maluco. Eu me recuso a ficar ouvindo essas provocações.

– Tudo bem. — concordou Natalie rindo um pouco. E depois de beijar Dean mais uma vez, ela se afastou dele e deu a mão para Garth.

– Ei! — chamou Dean quando os dois começaram a caminhar na direção da pista. E quando Natalie e Garth pararam e olharam para trás, Dean encarou o amigo e disse em tom ameaçador — Eu estou de olho em você.

Garth riu e em seguida se afastou levando Natalie com ele, ao mesmo tempo em que Charlie se aproximava de Dean e o cumprimentava:

– Olá, bitch.

– Charlie! — exclamou Dean a abraçando forte. — Eu te vi na igreja. Obrigado por ter vindo.

– Você acha mesmo que eu perderia os casamentos dos Winchester? — brincou ela se afastando um pouco. E olhando na direção de Claire, que ainda dançava com Sam, e de Natalie, que começava a dançar com Garth, ela elogiou — Ainda mais com mulheres tão lindas? Você e o Sam tem muita sorte, Dean. A Claire e a Natalie não são apenas lindas, elas são fortes, especiais e gostam de vocês de verdade. — e olhando para a fenda do vestido de Natalie, acrescentou empolgada — Uau! E eu não tinha reparado, mas a Natalie tem pernas lindas!

– Ei! Ei! — protestou Dean tomando a frente da amiga e assim impedindo que ela continuasse olhando para Natalie. — São lindas, mas só eu posso olhar, entendeu? Eu não quero perder a amizade, Charlie, então pega leve com a minha baby, ok?

A ruiva riu e respondeu:

– Nossa! A Natalie é mesmo uma mulher de sorte. Despertar tanto ciúme assim em Dean Winchester não é para qualquer uma. O que eu posso dizer? Parabéns para o casal. E toda a felicidade do mundo para vocês, viu?

– Obrigado, Charlie. — agradeceu Dean abraçando a amiga mais uma vez, que aproveitou para dar mais uma olhada em Natalie por cima do ombro dele. — Você está com fome? — perguntou Dean passando o braço em volta dos ombros da ruiva e se afastando com ela.

– Na verdade, estou sim. — confessou Charlie.

– Então vamos dar um jeito nisso. — anunciou ele. — Você pode comer e beber o que você quiser, Charlie. Menos a torta. Aquela torta na mesa principal é minha e da Naty, ok?

A ruiva riu e assentiu com um meneio de cabeça lembrando da paixão de Dean por torta, e deduzindo que até nisso, Natalie era parecida com ele.

XXX

Claire e Sam pararam de dançar e enquanto Chloe e Kevin escolhiam a próxima música, eles saíram da pista de mãos dadas, sorrindo um para o outro.

– O que foi? — indagou Claire.

– Apenas... Felicidade. — respondeu Sam parando de frente para ela. — Eu nunca me senti tão feliz, Claire, como agora, como quando eu estou com você.

– Eu também estou feliz. Muito. — respondeu ela sorrindo e passando os braços em volta do pescoço dele enquanto o olhava de um jeito apaixonado.

– Eu nunca pensei que eu fosse dizer isso, mas... Muito obrigado por ter quebrado aquele vaso na minha cabeça. — disse o Winchester rindo ao lembrar daquele incidente que trouxe Claire de volta para a sua vida.

– Obrigada por ter invadido a minha casa. Se você não tivesse feito aquilo, eu nunca saberia como era a sensação. — retribuiu a garota também rindo ao lembrar do passado.

– Sensação? — repetiu Sam um tanto confuso.

– É, a sensação de quebrar um vaso na sua cabeça, de te arrastar depois e te amarrar em uma cadeira. Eu confesso, eu achei divertido. — brincou ela.

– Eu gostei mais de quando você cuidou de mim. Daquele corte na minha cabeça. — relembrou o Winchester franzindo o cenho ao lembrar do corte provocado pelo vaso.

– Eu gostei mais de quando você me ensinou a atirar. Está aí uma lição que eu nunca vou me esquecer. — rebateu Claire em tom insinuante enquanto se aproximava mais um pouco do caçador.

Sam lembrou que foi naquela ocasião que ele e Claire finalmente se beijaram de verdade, sem ela estar compelida por uma vampira maluca, nem ele bêbado e praticamente desacordado. Então ele confidenciou:

– Eu gostei muito daquela aula também. Você foi uma ótima aluna naquela noite.

– Eu posso ser ainda melhor. — garantiu Claire tocando os lábios de Sam com um beijo sútil e carinhoso.

– É mesmo? — indagou o caçador depois que ela afastou o rosto e gostando muito do rumo daquela conversa.

– Claro. Eu ainda tenho tanta coisa a aprender, tantas dúvidas... Mas por sorte, nós teremos a lua de mel pela frente. Você pode me dar umas aulas de reforço. — sugeriu ela.

– Bem... Neste caso, eu prometo que eu vou dar o máximo de mim e ser o melhor professor que você já teve. — garantiu Sam aproximando mais o rosto.

– Você já é o melhor, Sam. — afirmou Claire antes de deixar que ele a beijasse.

De repente, Garth, que também tinha saído da pista de dança com Natalie, apareceu atrás de Sam e Claire e os interrompeu animado:

– Eu nem cumprimentei os recém casados! Venham aqui! Me deixe abraçar vocês direito!

O casal se afastou e Natalie riu quando Garth abraçou os dois, primeiro Claire e depois Sam, daquele seu jeito caloroso e inconveniente.

– Ai meu Deus! — disse o Winchester de repente ao ver algo por cima do ombro de Garth que finalmente o soltou.

– O que foi? — estranhou Claire percebendo que Sam estava branco feito papel.

Ele não conseguiu responder e então Claire, Natalie e Garth olharam na mesma direção que ele, procurando algo incomum que pudesse explicar aquele comportamento estranho.

Dean, que se aproximava deles junto com Charlie, também notou que tinha alguma coisa errada e automaticamente olhou na direção que os quatro pareciam olhar.

– Ai meu Deus! — exclamou o Winchester mais velho parando perto deles e ficando tão pálido quanto o caçula.

– Uau! Pela primeira vez na minha vida, eu estou pensando em virar hétero. — confessou Charlie ao ver dois belos rapazes que entravam na festa de braços dados com Mia, que sorria abertamente mostrando que estava muito satisfeita com a presença deles.

– Quem são eles? — quis saber Natalie.

Ela e Claire olharam para Dean e Sam, esperando uma explicação e sem entender a reação dos dois. Ou melhor, a falta de reação. Os Winchester se entreolharam assustados, incomodados, em choque.

– Eu vou matar a Mia. — ameaçou o mais velho finalmente conseguindo dizer alguma coisa.

– Você quer ajuda? — ofereceu Sam sem tirar os olhos daqueles intrusos que se aproximavam sorrindo para eles como se fossem velhos amigos de infância.

Castiel viu Mia passar por ele, acompanhada por aqueles dois e sentiu algo arder em seu peito. Algo que ele deduziu ser ciúme.

– Dá para alguém explicar o que está acontecendo aqui? — indagou Natalie perdendo um pouco a paciência diante de tanto mistério.

– Eu não acredito que a Mia convidou eles. — revoltou-se Dean.

– Eles quem? — questionou Claire no exato momento em que a caçadora parou diante deles com os dois misteriosos convidados.

Então Mia respirou fundo e explicou animada:

– Oi, gente! Bem, para quem ainda não conhece estas duas beldades do interior da Virginia, eu vos apresento... Stefan e Damon Salvatore!

Sam e Dean encararam os vampiros ainda sem acreditar que eles estavam mesmo ali. Garth, Charlie, Claire e Natalie apenas os olharam com certa curiosidade, e também tentando entender por que os Winchester pareciam tão tensos.

Castiel se aproximou mais um pouco e logo se posicionou perto de Sam e Dean, que eram observados atentamente por Stefan e Damon.

Um silêncio aterrador se instalava a cada instante e começava a incomodar Mia...

Notas finais
WTF????? KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK Lembram que eu tinha falado sobre escrever uma fic curtinha com os Salvatore? Pois é, não sei se vou conseguir fazer isso porque meio que já fiz aqui em Crossfire mesmo. Stefan e Damon são os convidados de honra da Mia e estarão presentes nos próximos capítulos para alegria de Sam e Dean (sqn). Sei que nem todo mundo curte crossover (e esta fic não vai virar crossover), mas encarem as presenças dos vampiros hots como participações singelas e especiais. Garanto que será bem engraçado kkkkk Bem, para variar, gostei muito de escrever este capítulo, ri escrevendo as partes do Garth, da Charlie, do tapa na cara da sociedade, digo na cara do Bobby mesmo, e sofri aqui com mais uma tentativa frustrada do pedido de casamento Miastiel... Bitch, please kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Mas calma, porque vai rolar... Só mais um pouquinho de paciência. Ah! Você viram que o Cas ficou meio enciumado ao ver a Mia com seus amigos, vamps, né? Não é ciúme de verdade, gente. É insegurança e frustração porque ele ainda não conseguiu fazer o famigerado pedido e agora chegaram mais dois para atrapalhar kkkkkkkkkkkk tadinho... Bem, este foi só o primeiro capítulo da festa, acho que teremos mais três. Tudo pode acontecer... Aguardem fortes emoções... Como sempre, eu tinha mais coisas para comentar (sim, eu comento minhas próprias histórias), mas como sempre, me deu branco kkkkkkkkkk Por hoje fico por aqui. Reviews? Bjs!