Cronicas de Uma Odalisca
2 Capítulo 2: A Fuga
-Nhaam, que sono... – grunhia para si mesma, revirando-se pela milésima vez na cama- que horas são? Ah, ainda são 8:50... 8:50!! Meu deus, to atrasada para o teste!!-gritou desesperada enquanto se trocava e escovava os dentes. Largou o pijama em cima da cama desarrumada, pegou sua mochila e sua adaga e começou a correr.
-Ate logo ama!-gritou para a mulher que aparentava ter por volta dos 50 anos que estava com um vestido de um rosa da mesma tonalidade das flores de cerejeiras e avental branco como a neve recém caída– estou atrasada!
-Tchau querida. –disse num tom mais calmo, e esboçando um sorriso na boca disse a ela antes de sair correndo do orfanato, com um sopro de tristeza- tomara que você consiga passar no seu teste!
Mitiko parou por um instante notando o ar de tristeza, parou retribuir o sorriso consolador e tornou a correr.
-Não vou conseguir chegar a tempo nessa velocidade!-pensou desesperada. Logo depois de dizer isso avistou um lobo sozinho. –Não acredito que vou fazer isso, eu devo estar louca, eu nem vou ser uma Ranger*suspiro de ‘deus, agora é que eu morro’ *
“Sacou” a sua adaga de aprendiza e cortou um bambu próximo da onde ela estava. Desmanchou a costura de uma parte de sua blusa e pegou dois pedaços de fios, que, apesar da aparência frágil era mais resistente que um fio de aço mesmo sendo igualzinho a um pedaço de linha comum. Amarrou-o na extremidade do bambu e na outra ponta um pedaço de carne.
Com isso, andou silenciosamente por trás do lobo e pulou em cima dele amarrando o fio sobressalente na boca criando uma rédea improvisada. Segurou bem firme a “vara de pescar” e o lobo correu atrás do pedaço de carne.
-Droga seu lobo idiota! Vai pelo caminho certo!- gritava ela com o pobre animal que não seguia o caminho certo. –Por isso que eu não sirvo para ser uma caçadora, não sei me dar bem com animais!
-Vejo que esta tendo problemas maninha...*risadinha quase maléfica*-disse o templário que montava um grand-peco com as penas das mais variadas cores e tonse cujos cabelos lisos e longos da cor de carvalho estavam presos na ponta. Sua armadura reluzia fazendo-a cerrar ligeiramente seus olhos e o escudo que sempre carregava, com o desenho de um leão em postura de ataque gravado em metal do próprio escudo e ouro que o tornava ainda mais reluzente.
-Ahn...?- disse ela tonta já que o lobo corria agora em círculos- Ah, é você*suspiro*. O que faz aqui?Tira essa galinha defeituosa de perto de mim — complementou descendo*caindo* do lobo que estava tonto também.
-Porque tanto ódio nesse seu coraçãozinho?-disse num tom sarcástico segurando a risada depois de levar uma bordoada na nuca — e o que você tem contra o Giwell?
-Ah, eu não tenho nada contra ele, é que... Ok, eu sou contra essa sua galinha gigante e retardada. –hesitou antes de tornar a falar- você não respondeu minha pergunta.
-Eu estava passando por aqui, e... – Mitiko olhava feio sabendo que mentia — Ok, eu vim procurar o Demoniesh. E o que você fazia em cima desse lobo?
-Bem, eu estava atrasada para a escola e preciso chegar la em... 2 minutos? Preciso ir! Tchau!-despedia-se com pressa, logo apos olhar o sol. Havia aprendido a olhar as horas por ele com um homem que andava pela rua, e que ao ajuda-lo, retibuiu o favor, ensinando-lhe.
-Espere um pouco — disse antes de ela sair correndo feito louca- monte no Giwel, ele te leva ate la. Não é Giwell?
-Cráááááááá??!!*Como assim?Vou ter que levar ela?Acho que Ela me odeia tanto quanto eu odeio ela!!*- grunhiu a ave
-Só uma coisa — tornou a falar o templário — comece a tratá-lo melhor: senão ele é capaz de te deixar em umbala*risada*
-Tudo bem, galinha idio... — mal acabara de completar a frase que o grand-peco a encarava- quer dizeer... Giwell. Agora vamos para a escola de aprendizes ta bem?
-Crááá.*fazer o que, meu dono vai me obrigar de qualquer maneira e você não me chamou de galinha fedida, por mim esta bem.*
Assim, levou-a ate a escola deixando ela na porta da classe. Acenou a cabeça para ele agradecendo enquanto se afastava. Virou para ir ate seu lugar e deparou se com a sala olhando para ela.
-Err... por que estão me olhando desse jeito?- falou constrangida
-Voce pergunta o motivo de estarmos te olhando? Não é todo dia que aparece uma aprendiza montada em um grand-peco que só os grandes templários possuem. Como teve o privilegio de andar em um?- disse a menina que se sentava ao meu lado. Eu não a conhecia direito, nem seu nome. “Se eu contasse o que aconteceu, acho que ela e nem ninguém iria acreditar...” pensou com seus botões.
-Ahn... Encontrei-o perdido por ai... — respondeu convicta de que ninguém realmente aceitaria isso como explicação.
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Parou seu ataque com um único movimento e arremessou-a para longe, rebatendo-a contra as arvores. -Não! –gritou o homem correndo ate a mulher caída, banhada de sangue. Apoiou a cabeça dela, em seu colo. “Ágatha! Você esta bem? Fale comigo...” sussurrou ao ouvido da mestra. Lagrimas brotaram dos olhos de ambos.
-Dylan... Quero que... Quero que você leve-o para a igreja de prontera... Padre Bamph será um bom tutor... –respondeu, tossindo sangue em sua roupa, e com muito esforço, apontou para um tronco oco, morrendo em seguida.
-Bastardo... Como ousa fazer isso?!- exclamou o homem com toda sua força ao mostro, girando seu corpo em direção ao mesmo. Ouviu uma risada debochada e abafada em resposta, e uma serie de ataques.
-Preciso que você me faça um favor... –disse a paladina, que estava se defendendo. Afastou ele com seu escudo e foi ate o sábio. – Preciso que leve meu filho ate a igreja de prontera.
-Natsume... Leve nossos filhos também. Saia desse buraco. Abrirei um portal e você levara os três...-disse o menestrel, com o rosto oculto pela sombra, impossibilitando ver seu rosto.
-Não! Vou ficar aqui e lutar! Eu não vou te abandonar! Eu...
Sem que notasse, enquanto falava seus lábios se encontraram. “Vai ficar tudo bem... Vá, você se tornou a esperança deles” disse com o rosto tão perto do dela que podia ouvir a respiração um do outro. “Antes...” continuou: “iremos matá-lo. Mandaremos ele para Niflhein, nem que isso custe nossas vidas. Esconda-se ali, ate conseguirmos... se ficar aqui e morrer conosco, não quero nem pensa o que poderia acontecer...”
-Morraam, malditooss... Eu vou acabar com todos vocês... – Satan Morroc estava recuperando as forças e voltando. “Esconda-se” disse a Natsume mais uma vez. Ela correu ate as crianças e se abrigaram ali mesmo.
-Benção protetora!- conjurou criando um escudo invisível ao redor de si. –Vulcão de Flechas!- gritou pegando seu arco e atirando velozmente nele.
O arquimago,pegou seu cetro e o mesmo começou a brilhar, mas para a surpresa de todos, o jogou em um canto próximo dali. Com seus olhos faiscando em fúria, estendeu sua mao em direção a ele, e, num movimento rápido e brusco, conjurou uma nuvem de mescla de branca e cinza em cima dele , congelando-o. Com ele imóvel, ergueu seus braços fazendo cair milhares de pedras fulmegantes atordoando-o apenas.
Aproveitando que ele estava aturdido, tirou do bolso interno de seu casaco, uma corrente e segurando em suas mãos, correu velozmente ate o monstro, prendendo algemas, que aumentaram de tamanho drasticamente, em seus pulsos, ajustando nos mesmos.
As correntes, amaldiçoadas, prenderam-no. A paladina, sem pensar duas vezes, pulos com sua espada matando-o. O monstro rugiu de dor. Urrou aos céus, por causa do ferimento. Estava dissipando-se no ar, estava sendo levado para Niflheim. O monstro, enraivecido, puxou o sábio consigo, com uma de suas monumentais mãos. Foi avançando com suas energias restantes a paladina. No momento em que levantou as mãos, para seu ultimo golpe, ela sentiu um empurrão. ”Não!” foi a ultima coisa que ouviu antes de ser levado para o reino dos mortos. Um vórtice, de cores nunca vistas, surgiu no chão. Ela correu ate as crianças, abraçando-as, todavia, não foi o bastante. Foram arrastados para la, junto com todos.
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-Hoje, como sabem, é o dia do teste para se tornarem arqueiros. Primeiro vocês farão um teste escrito e depois irão usar um arco para atirarem nos alvos, não se preocupem, irão ensiná-los a usar um arco. — disse a professora num tom serio. — vocês têm uma hora para acabarem tudo. São vinte questões, boa sorte... — disse um pouco forçada e começou a entregar as folhas.
“Não parece tão difícil assim... São questões bem fáceis.” Pensou Mitiko ao olhar a prova com as questões, que iam desde ‘cite cinco tipos de flechas’ a ‘qual o melhor arco para matar orcs e com que flecha?’
-Psiu, Mitiko. Você sabe a resposta da questão 14?- sussurrou a garota ao seu lado cujo nome continuava a ser desconhecido.
-Não posso falar... — respondeu ela
-Por que não?
-Porque isso seria colar e se a professora pegar a gente...
-A prova é individual, Mitiko! – gritara a professora especialmente a ela. Realmente, ela não gostava da menina, e o pior é que ela não sabia o motivo.
Passada há uma hora dada para realizarem o teste, todos os alunos entregaram o teste para a professora e dirigiram-se para o campo de tiro ao alvo. O campo era amplo, e estava fora preparado especialmente para aquela ocasião.
Algumas pessoas se ofereciam para serem voluntárias, dentre elas, eram noviços que ficavam de prontidão para, caso ocorresse algum acidente, eles poderiam ajudar, também vinham super-aprendizes que auxiliavam a varrer as folhas secas das arvores, e os atiradores de elite, que se ofereciam para ensinar o manuseio dos arcos.
“Estamos todos aqui para ensiná-los a usarem um arco” disse o atirador der elite a um passo a frente de todos os outros, com os braços estendidos mostrando-nos o resto deles. Ele tinha o cabelo, que iam ate um pouco abaixo do ombro, loiro que era tão vibrante como seus olhos azuis. Usava a roupa dos atiradores e tinha um falcão em seu ombro, no qual encarava a todos eles com seus olhos faiscantes. “Primeiro, quero que todos se enfileirem nesta linha” tornou a falar para os aprendizes, apontando para uma linha no chão. É claro que todos eles obedecemos de prontidão.
Dito isso, os eles começaram, um a um, ir ate nos aprendizes. Um atirador, para cada aprendiz, assim começaram a ensiná-los a usar o arco.
Uma atiradora, veio ate Mitiko, com seu arco nas costas e um arco simples na mao. Parou ao seu lado e começou a apresentar-se: “Ola, sou Layla. Vou ser sua tutora para o manuseio do arco. Como você se chama?” perguntou gentilmente.
-Mitiko, prazer- respondeu um pouco nervosa.
-Não fique assim- falou notando a expressão em seu rosto- Vamos, não se encabule. Pegue este arco. Vamos começar a treinar. – disse entregando o arco simples, tão sutilmente quanto da primeira vez.
Ela começou a ajudar Mitiko a segurar o arco. Na primeira vez, derrubou-o quebrando no meio. Apenas na quinta tentativa, encabulada, conseguiu finalmente seguar o arco com uma flecha. Layla, a ajudou a mirar com precisão e puxar o fio do arco ate o final, fazendo-a soltar em seguida.
O teste consistia em 11 tiros. O primeiro era pra demonstração, para que o aprendiz aprenda a atirar. Os dez tiros segiuntes, são por conta própria do aluno, para que seja avaliado pelo tutor. Era preciso pelo menos quarenta pontos para que passasse na segunda fase.
Ela começou a atirar em direção ao alvo. O centro contava como 10 pontos, e o mais externo do alvo valia apenas um ponto. Sete, tres, dois, zero, oito, dez e tres tiros pra fora do alvo foram os resultados de Mitiko. Restou-lhe apenas um tiro. Ela precisava acertar o centro do alvo para que conseguisse passar. Ajustou seu arco, mirou e atirou. A flecha zuniu cortando o ar ate que parou perto da arvore próxima. Ela errara.
-Tudo bem Mitiko, você só terá que passar por um teste a mais para recuperar seus pontos e conseguir virar uma arqueira.
-Ah, obrigada assim mesmo, você é uma ótima tutora Layla- disse num sorriso falso. Ela retribui-lhe o sorriso tentando consolá-la, todavia, a jovem aprendiza não encontrava nada para tornar seu dia melhor.
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-Ate logo padre Bamph! –disse pegando meu bastão. Eu vestia a típica roupa de noviços e tinha os cabelos castanhos lisos, e desarrumados de um jeito, que me caia bem, segundo o padre Bamph. Acabara de me tornar um noviço e estava entusiasmado com a idéia.
-Ate logo rapaz! Estou orgulhoso de você por ajudar os aprendizes a tornarem-se arqueiros! –respondeu animadamente o senhor de toga e chapéu pequeno e oval. Carregava em sua mão, uma bíblia azul escura e em seu pescoço, um rosário.
Às vezes, alguns noviços ofereciam-se para auxiliar os aprendizes em seus testes. Isso era considerado, uma tarefa para apenas noviços devotos e dedicados. Mesmo que eu não fosse assim.
-Rofu, antes que eu esqueça, tome isso, ira ser mais eficaz do que seu antigo bastão- disse para mim, antes de eu sair correndo, arremessando-me um bastão adernado. –ajudara a curar os aprendizes com maior eficiência- continuou a dizer e dando um leve aceno para mim.
Respondi com um rápido movimento com a cabeça, correndo ate a kafra mais próxima. Prontera era um lugar muito cheio de mercadores para meu gosto. Não conseguia dar cinco passos sem tropeçar ou esbarrar em alguém.
“Payon, por favor,” disse quando finalmente achei a kafra, entregando-lhe uma quantia de zennys. No mesmo, fechei os olhos e senti-me leve. Ao abri-los de novo sentia a brisa fresca da cidade. As arvores dançavam ao som do vento. Estava no lugar desejado. Corri apressadamente ate o norte da cidade para o campo de aprendizes a se tornarem arqueiros.
-Esta atrasado garoto.-disse-me
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