Cronicas de Uma Odalisca
3 Capítulo 3: Ele
Notas iniciais
Gente, desculpa se as palavras estiverem sem aceno, é que quando eu colo aqui pra posta novo capitulo os acentos saem e eu so percebi agora =/
Desculpe o incoveniente,e boa leitura
-Está atrasado garoto. -disse-me o atirador de elite com um arco na mão como se estivesse prestes a atirar em mim. –Você vai ajudar uma garota na recuperação. Infelizmente, apenas ela não conseguiu.
-Desculpe o atraso- respondi com a respiração acelerada. Apoiei minhas mãos nos meus joelhos e parei para retomar o fôlego antes de continuar.
– Quem eu terei de ajudar?
Ele não me respondeu de imediato. Continuei observando enquanto ele guardava seu arco e retirava de sua mochila um envelope amarelo levemente amassado nas bordas.
-Aqui esta a ficha dela. Seu nome é Mitiko. Perdeu os pais e mora em um antigo orfanato Não é tão boa com o arco. Se decidisse se tornar uma caçadora, não se daria bem no ofício- resmungou enquanto acariciava o falcão em seu ombro e estendia o envelope para mim com a outra mão.
Peguei-o examinando o mesmo. Abri cautelosamente lendo a ficha dela. Havia uma foto também. Esboçava um lindo sorriso e tinha os cabelos louros com os olhos azuis. Ela realmente não sabia como usar um arco, mas isso não importava para mim.
-Onde terei de ... –mal acabei de falar, ele já estava andando para algum lugar. Os ventos constantes balançavam seus cabelos e seus passos ecoavam pelo lugar.
Ainda virado de costas, disse a mim para que eu fosse até a escola de arqueiros, e que eu devia me encontrar com uma tal de Layla no campo de tiro ao alvo.
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Tinham conseguido matá-lo, mandaram-no para Niflheim, mas mesmo assim ele continuava lutando. Mesmo assim, os que morreram lutando para defender Rune Migard, foram amaldiçoados a continuarem lutando. Os que sobreviveram, foram arrastados para la, pelo Satan Morroc, que renascera, e mesmo muitos acreditando que aquele fora o fim dele, estavam enganados.
Naquela cena sangrenta, onde sempre era noite por causa da tristeza, onde as terras estavam amaldiçoadas, um clarão ilumina os céus. Então, no horizonte, aparece um menestrel, que aparentava ser descendente ou ate mesmo um elfo. Trajava uma roupa verde, um chapéu com grandes abas acompanhado de uma pena, do qual servia para escrever.
Levou suas mãos as costas e pegou sua harpa. Ela era feita dos mais belos ramos de yyagdrasil, com detalhes de cenas históricas em emperiun e as cordas, que pareciam ser feitas de oridecons, emitiam uma forte onda de paz, mesmo naquele ambiente hostil. Começou a dedilhar as cordas do instrumento com seus dedos que pareciam achar tão normal tocar tal instrumento como respirar. Sua musica era suave como uma pena, mas ao mesmo tempo impactante como uma ira de Thor, tornando difícil definir a sensação ao ouvi-la já que causava impressões tão opostas.
Parecia que a música que o misterioso menestrel tocava, cortava o céu. Um feixe de luz desceu a terra, mesmo naquele mundo, onde eram sempre trevas. Um portal abriu-se: essa era sua chance. Correu ate o mesmo contra gosto.
Estava respirando de um jeito abafado e mais rápido do que o normal por causa do cansaço. Mas não dava para se importar com tal coisa no momento. Estava com um bebê nas costas e com as mãos dadas a duas crianças. Apesar do cenário sangrento em sua volta, dormia tranquilamente em volto de um delicado cobertor enquanto as outras duas crianças não entendiam o que se passava, ignorando o fato de suas vidas e da linda mulher que a carregava estarem por um fio. Ela sabia que não tinha muito tempo até ele notar o portal e detê-la. Tirou sua armadura para diminuir seu peso e ganhar agilidade, péssimo erro.
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Nem preciso dizer que fui prontamente ate o lugar.La, estava a minha espera, uma aprendiza, que aparentava ser um ano mais nova que eu, e uma atiradora de elite com seu arco empunhado e seu falcão.
-Desculpe o atraso- disse pela milésima vez naquele dia.
-Tudo bem... ahn... –parou vagamente, gesticulando com a mão em círculos.
-Rofu. –respondi gentilmente.
-Ok Rofu, sou a Layla e esta é a Mitiko. Você ira ajudá-la na prova de recuperação de pontos. –hesitou mostrando a aprendiza de cabelos louros.
-Ola- cumprimentou-me esboçando o mesmo sorriso da foto.
Abanei minha mão no ar levemente em resposta.
Você terá de ajudá-la a matar zumbis na caverna a oeste daqui e pegar suas unhas- disse com náusea na voz e enjoando ambos os três — Vai ser uma árdua tarefa. Há algum tempo, os aventureiros pararam de ir la por causa da grande quantidade de zumbis, então terão de ter cuidado.
Dito, entregou a ela um arco de iniciantes e um aljave e voltou ao campo de tiro ao alvo.
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Ele tinha os cabelos bagunçados, mas eram bonitos, ela gostara de ter a sensação, de um primeiro amigo. Na escola de aprendizes não conhecia ninguém. Sempre estivera só, mesmo conhecendo brevemente a garota ao seu lado. Ela acabou saindo no final do curso. Arqueira não era sua vocação, ou deve ter desistido.
Os ventos sopravam de novo anunciando que o tempo iria esfriar. Ela, com o arco na mão, viu o noviço afastar-se ate uma loja de utilidades próxima dali. Recostou-se em uma arvore próxima e fechou os olhos suavemente, sentindo a brisa acariciar seu rosto, enquanto vagava em seus pensamentos.
Haviam-nos dado o resto do dia para arranjarmos provisões, e conseqüentemente, nos conhecer melhor. Fui ate uma casa de utilidades perto dali. Eu comprei algumas poções para alguma ahn...emergência ocasional. Voltei onde Mitiko me esperava. Parecia estar dormindo.Coloquei minha mochila produzindo um leve baque.
-Demorou não? Achei que você tinha virado comida de lobo – disse esboçando aquele sorriso, enquanto ria inocentemente. Ri em resposta junto a ela e em seguida, pegou seu arco e partimos rumo a caverna.
Ir ate a caverna não iria demorar, mas tentei ir bem devagar, para que eu a conhecesse melhor. Mas eu não achava o que falar a ela, então permaneci em silencio.
-Então, por que decidiu se tornar um noviço? –perguntou-me quebrando o silencio.
-Eu gosto de ajudar as pessoas
-Um típico pensamento de um típico noviço- complementou gentilmente
— E você? Porque quer ser uma arqueira?
-Não sei, mas algo me disse que essa poderia ser minha vocação. Mas eu não poderia ser uma caçadora, eu não me daria bem no ofício. – respondeu como se ela e aquele atirador de elite pensassem a mesma coisa.
Continuamos a conversar, e nem notamos que já estávamos chegando na caverna.
Notas finais
quero me desculpar pelo capitulo curto, infelizmente =/
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