Notas iniciais
Tem sido muito corrido, então mal estou conseguindo escrever, mas pretendo continuar a historia do personagem e talvez novas historias.

—Finalmente a paisagem está mudando.

Liv se espreguiçava na carroça puxada por grandes cavalos de carga e conduzida por um empregado. Ao total havia 4 carroças, todas protegidas por alguns empregados armados e dois mercenários. Raed e Jenassa a Dunmer. A mercenária ofereceu os seus serviços em uma das noites de bebedeira de Liv, e ele a contratou.

Raed cavalgava ao lado de Liv vestindo uma capa sobre sua armadura de couro. A paisagem que era antes de campos abertos e trechos de floresta, agora se fechava em caminhos com montanhas próximas e arvores mais densas. O tempo também começava a mudar, ficando mais frio e úmido. Atrás estava Janessa e os demais empregado armados.

Outros mercadores seguiam o mesmo caminho, seja por ser mais seguro ou apenas por terem o mesmo destino até certo ponto. Também seguiam com eles 3 companions. Aela, Vilkas e o nórdico que tinha dado o golpe final no dragão que atacou a torre de Whiterrun.

—Quanto tempo até chegarmos a aldeia?

—Acredito que menos de dois dias de viagem. – Respondeu Liv coçando a barba pensando um pouco. –Talvez menos se partirmos antes do amanhecer.

Houve um atraso na saída devido ao acontecimento espetacular que ocorrera após a morte do dragão. Raed e Aella se apresentaram depois ao tumulto que se formou. Mas aparentemente o Nórdico, que Raed descobriu se chamar Fenris, absorveu a “alma’ do dragão morto, e isso era algo profético, ou coisa do tipo.

O que se seguiu depois foi muito murmúrio e formalidades. Houve um tremor nos céus que disseram ser um chamado, e ele também foi convocado a falar com o Jarl. Logo depois Liv explicou sobre uma antiga lenda sobre o retorno de Dovahkiin e o poder da voz. Ao final após ser liberado os comerciantes, ele, mas dois amigos Companions estavam juntos com a extensa vila de carroças e cavalos. Alguns pegaram caminhos diferentes após kms, mas a maioria seguiu viagem conjunta, inclusive a caravana Khajiit na qual maioria tentava manter uma certa distância.

O fim da tarde se aproxima e com isso alguns insetos irritantes. Liv espantava eles com a mão e o tedio parecia pairar em todos.

—Logo devemos parar e acender uma fogueira. O caminho está ficando entediante.

—O que foi, Liv. Quer a emoção do ataque de bandidos? Uma flecha traiçoeira em suas costelas?

Liv gargalhou se voltando a Raed que cavalgava ao seu lado.

—Sinto a falta do calor da batalha as vezes. Mas minha barriga não permite o desempenho de antigamente. – A carroça balançou ao passar por uma pedra e praguejou – Aquele Fenris vai fazer a caminha dos 7 mil degraus. Me dá um pouco de nostalgia pensar nessa peregrinação que houve na juventude.

Raed olhou para o alto, onde o Pico da montanha mais alta de Skyrim permanecia a vista apesar da paisagem de pequenas montanhas e florestas que os rodeavam.

—Parece uma caminhada árdua.

—E é; muitos não conseguem chegar até o final. Existe um velho monstro nas montanhas. Você nascido no deserto morreria congelado.

—Provavelmente. – Dessa vez Raed se permitiu sorrir.

Com o fim do dia chegando começou uma pequena inquietação de onde poderiam acampar. Quase que adivinhando os pensamentos inquietantes, Aela veio descendo a grande fileira de carroça direto até eles. Raed tentou disfarçar, mas ela o cumprimentou com malicia, mas fez o mesmo com Liv o que deixou ele aliviado. O velho nórdico ficou vermelho e gaguejou ao responder ela, o que a fez gargalhar divertidamente.

—Calma Liv, não foi arrasta-lo para a cama. Só estamos perguntando se não gostariam de acampar dentro do forte Amol. Mesmo que tenhamos que pagar uma pequena taxa, seria mais confortável a todos.

Começou a escurecer. Os sons da floresta mudaram e o tempo começou a ficar mais frio, mais pesado. Ao longe começou a aparecer o contorno do forte, mas parecia que algo não estava certo. Não havia luzes ou qualquer indicação de que ele estivesse ocupado.

Um mercenário argoniano foi se ofereceu para ir como batedor. Em uma hora ele voltou com notícias.

—Não há luzes externas. O pátio estava vazio. Mas há vestígios de Luta. Uso de magia. De alguma forma eles sumiram com os corpos. Não quis forçar a fechadura sem alguém na minha retaguarda.

Raed sentiu que ele estava mentindo nessa última parte. Mas não quis pensar no porquê.

—Acho que vamos ter acampar na floresta então – Falou Liv, que assim como outros comerciantes escutava o que o argoniano relatava.

—Podemos ir lá conferir. –Sugeriu Aella.

—Vocês podem ser bons com as armas. Mas maioria aqui não. Vamos só montar nossas barracas e acender fogueiras. –Sugeriu um dos mercadores

—Nós temos mercenários. Podem resolver isso –Falou outro. Um nórdico barbudo.

Liv acalmou os ânimos.

—Vamos todos lembrar que estamos indo de um lugar para outro. Não estamos um caminho de conquistas ou guerra. Basta a guerra que está acontecendo em nossas terras. Vamos todos montar nossas barracas, acender a fogueira e torcer que ninguém nos importune.

Alguns concordaram. Um mercador forte e que era nórdico também, tentou argumentar.

—O forte seria um ponto seguro para quem estiver passando. E também podemos nos livrar do que está lá.

—Não sabem quem o tomou. –Falou Vilkas. – Não são só Stormcloacks e Imperiais a solta no mundo. Aliás, se fossem um deles o forte não estaria às escuras. Ouvi relatos de vampiros ultimamente.

Isso fez com que uma grande parte se acovardasse.

—Bem..acho que todos agora estamos em maioria em levantar nosso acampamento na floresta não é? –Perguntou Liv.- Temos proteção no fim das contas.

Juntaram os carros como uma barricada em círculo e fizeram algumas fogueiras. Mercenários se revezaram em guardas. Raed foi dispensado essa noite, e por isso se acomodou ao lado de Liv e seus empregados para comer. Um deles levou jantar para Janessa que se acomodou em cima de um dos carros vigiando a floresta com seus altos pinheiros.

Quando terminou a refeição, o redguard puxou sua espada e começou amola-la calmamente, em um ritual quase meditativo. Liv acompanhou calado esse processo por um tempo.

—Imaginei que você pudesse estava curioso sobre o que havia no forte.

Raed suspirou, mas deu um meio sorriso sem deixar seu processo de afiar a lamina.

—Até algum tempo atrás eu não sabia nem se queria encontrar meu irmão. Atrapalhar a nova vida que ele escolheu ter após decidir vir comigo a Skyrim. –Suspirou- Por causa da sombra de nosso pai.

—Em tempos mais jovens e imprudentes eu teria ido no forte. Hoje sou um comerciante com uma família. Quero morrer velho na cama. – Liv tinha um olhar sonhador ao dizer isso. Coçava a barba distraidamente.

—Mas você já é velho Liv. – Respondeu Raed guardando a espada.

Os dois se permitiram sorrir do comentário. Liv se levantou.

—Boa noite meu amigo. Amanhã será um longo dia novamente.

E acenando ele se afastou. Raed permaneceu sentado, perdido em pensamentos e lembranças antes de começar se preparar para dormir.

Notas finais
Desculpem por qualquer erro.