Crimson Light

3 O Humano mais poderoso


Notas iniciais
Nada a declarar, apenas... boa leitura...

Após o assustador anúncio, Cristian se pôs em posição de luta prestes a lutar com o homem de cabelos grisalhos.

– CAI DENTRO, TIOZÃO!!! – gritou Cristian enquanto sorria e avançava para cima do homem.

Cristian pulou, girou no ar, e tentou dar um chute no rosto do homem, que defendeu facilmente com apenas um braço.

— Um chute sem Arktonimus?! – pensou o homem, levemente surpreso.

Cristian pousou no chão e desferiu vários socos na barriga do homem que não reagiu de forma alguma.

— Ei garoto… – disse o homem de cabelos grisalhos com um olhar frio – essa é uma luta de vida ou morte, então use seu Arktonimus… ou vai morrer.

— ARGH!!! O que é isso?! Minhas mãos estão sangrando como se eu tivesse batido em pedra. – pensou Cristian, assustado ao ver o estado de suas mãos.

— Já que insiste com essa brincadeira… te matarei agora. – afirmou o velho, com o mesmo olhar frio, enquanto de repente, começava a emitir um calor extremamente forte estando perto de Cristian.

— COF, COF!!!O que é isso? – pensou o ruivo – Está tão quente que não consigo respirar…

Cristian observou que Miguel, paralisado pelo medo, e um pouco longe dele, ainda estava respirando, então, fez várias acrobacias para trás e voltou a respirar.

— Você foi esperto. – elogiou o velho – Percebeu que só gerei calor em um curto espaço, não? Mas se não usar seu Arktonimus, não há hipótese de me derrotar.

— Qual é a desse cara? Pensei que o tipo dele fosse potência, pelo modo como deixou meus punhos sangrando, mas ele acabou de usar elemental. Ele é um Arktos? Não, é claramente humano – Pensou Cristian, ainda mais assustado do que antes.

Desta vez, Cristian sacou sua adaga de pedra e correu em direção do homem. Depois jogou a adaga entre os olhos do homem que defendeu com sua espada vermelha. Cristian deu um mortal de frente que o fez pousar atrás do homem, e então, Cristian virou-se rapidamente e tentou chutá-lo nas costelas, mas o homem segurou sua perna. Cristian ficou surpreso e assustado e se distanciou pulando pra trás.

— Não foi um plano ruim. Você bloqueou minha visão no seu primeiro ataque e se posicionou atrás de mim de surpresa. Depois me golpeou com velocidade suficiente para que uma pessoa comum não tivesse tempo de reação. – explicava o homem, em tom de elogio – E seu chute não foi ruim, teria quebrado minhas costelas se eu não tivesse reagido a tempo… mas você não contava que eu tinha compreendido seu plano desde o momento em que você pulou, não é?

Miguel, que ainda estava apenas assistindo apavorado, pensou – Ele descobriu o plano do Cristian no momento em que ele pulou?! Impossível, ele deveria ter o tipo Analítico pra isso! Como ele mesmo disse, não deveria ter tempo de reação sem o tipo Analítico!

– O que está acontecendo?? Ele já mostrou ter os tipos elemental e potência. Não é possível que ele também tenha o analítico!!! – Pensou Cristian, suando frio, mas depois recobrou seu sorriso confiante e disse em zombaria – Hehe, só estou começando, velhote.

— Hm! Já que se recusa a usar seu Arktonimus contra mim, deixe-me mostrar como realmente se surpreende um inimigo. – disse o velho enquanto apontava sua espada para Cristian, que permanecia longe.

De repente, a espada se esticou em direção ao coração de Cristian, mas o mesmo conseguiu desviar de última hora e a espada perfurou apenas seu ombro, fazendo-o gritar de dor. – ele possui até mesmo o tipo transferência? – Pensou o garoto.

— Bem, acho que é isso, então… MORRA!!! – gritou o homem, que começou a golpear Cristian com vários socos, derrubando o garoto, e quando parou, virou-se de costas, em seguida virando seu olhar frio para Miguel, que por sua vez, fez uma expressão de puro medo.

— Você é o próximo. – afirmou o velho, friamente.

— Espere – Disse Cristian, sangrando, enquanto se levantava – Eu ainda não morri.

O homem ficou surpreso, mas deu outro soco em Cristian, derrubando-o novamente, só pra vê-lo se levantar de novo. O mesmo processo se repetiu várias vezes.

— Por quê? Por quê você insiste em lutar? – perguntou o velho, espantado – Eu já entendi faz um tempo… você não sabe usar Arktonimus, certo?

– Hehe, acertou na mosca, tio. – embora aquilo fosse uma situação desfavorável para Cristian, o garoto disse aquilo com seu típico sorriso presunçoso.

— E por que tá rindo, Cristian? – pensou Miguel, que permanecia paralisado pelo medo – Você não tem chance de vencer justamente por causa disso!

— Por quê não desiste? – perguntou o velho – Ainda posso poupar sua vida se fugir.

— Isso mesmo, Cristian. Vamos fugir, ainda podemos ser poupados, não seja teimoso. – pensou Miguel.

— Se eu fugir (ARF, ARF), significa que eu nunca serei capaz de realizar o meu sonho (ARF, ARF). – afirmou o ruivo, ofegante de tanto sangramento – Eu prometi a mim mesmo que o realizaria (ARF, ARF), e se eu realmente não puder realizar esse sonho (ARF, ARF)… prefiro morrer aqui e agora.

De repente, Miguel passou de um olhar de pavor, para um olhar de admiração com as palavras do amigo.

— nesse caso, realizarei seu desejo. – disse o homem, friamente, enquanto se preparava para perfurar Cristian com sua espada vermelha, quando de repente, o homem foi acertado de surpresa por uma explosão de chamas, que não causou dano algum. O mesmo olhou pra trás e viu que quem causou isso, foi Miguel, com sua besta.

— Você ainda tem… outro oponente. – exclamou o loiro.

O homem avançou até Miguel tentando socá-lo, mas o mesmo desvia.

— Entendo, ele é do tipo analítico e aumentou seus sentidos para prever meu ataque. Nada mal, embora não seja uma técnica que funcione sempre... – pensou o homem.

Miguel deu um tiro de besta no homem, desta vez, sendo uma bomba de gás de atordoamento.O loiro aproveitou para correr até Cristian, que estava ajoelhado e sangrando no corpo todo.

— Ei, Cristian, ainda consegue lutar? – perguntou.

— Quem você pensa que eu sou? É claro que consigo – gabou-se com um sorriso no rosto – mas sendo sincero, acho que só vou conseguir dar mais uns cinco golpes.

— é o suficiente, tenho um plano. – tranquilizou Miguel – Escute, acho que ele não possui todos os tipos de Arktonimus, sei que pode parecer loucura, mas parece que ele troca seu tipo.

— Que?! Pera, Como assim?! – exclamou Cristian, surpreso.

— Lembra de quando ele segurou seu chute? Ele disse que tinha entendido seu plano logo quando você pulou nele, mas ele defendeu seu chute com a mão. – Miguel começou sua explicação – Se ele realmente pudesse usar mais de um tipo ao mesmo tempo, bastava ele aumentar a resistência do corpo, daí seu pé teria se quebrado, mas ele não o fez, então se o atacarmos com velocidade o suficiente para que ele não possa trocar seu tipo, podemos vencer.

— Wom, entendi! – exclamou Cristian, contente – E como vamos fazer isso?

— Vamos fazer o seguinte… – sussurrou o loiro, no ouvido do amigo.

Enquanto isso, o homem se recuperou do atordoamento e avançou em direção da dupla.

— vamos, Cristian!!! – gritou Miguel.

— Sim!!!

Cristian pulou no homem com um chute dando um mortal de frente, mas o mesmo defendeu facilmente.

— Tolo. O que estava pensando quando me deu um ataque frontal? – insultou o velho.

Miguel atirou uma bomba de fumaça com sua besta e Cristian deu um mortal de costas para não pegar nele também.

— devo sair dessa fumaça? Não. Devem estar me esperando com alguma emboscada. Vou aumentar minha audição com o tipo analítico pra saber suas posições. – Pensou o homem. – Um deles está a minha direita e o outro, a dez metros a minha frente, nesse caso, vou me mover pra trás.

— Cristian, ele foi pra parte de trás da cortina de fumaça!! — Gritou Miguel.

— Entendido!! – respondeu o ruivo, que correu em direção do homem.

— Entendo, o outro também aumentou seus sentidos para saber pra onde eu iria, e esse de cabelo carmesim pegou de volta sua adaga. – pensou o homem, ainda dentro da cortina de fumaça – Bom... mas não o suficiente.

De repente, o homem foi surpreendido quando Cristian jogou uma pedra no mesmo, que obviamente, não teve efeito nenhum.

— O quê?! O que ele pretendia com isso?! — pensou o homem, surpreso. – Vou usar o tipo analítico pra pensar nisso. Quando Miguel apareceu atrás do homem apontando sua besta pra ele, o mesmo percebeu tudo – É isso! não restam dúvidas, eles descobriram as regras do meu poder!!

Cristian e Miguel atiraram a adaga e uma seta da besta ao mesmo tempo, mas o homem trocou para o tipo potência bem a tempo e não sentiu nada.

— Ufa, foi por pouco… – pensou o velho, aliviado – fazia tempo que eu não sentia o perigo.

— … AINDA NÃO!!! – gritou Cristian que deu um soco no homem que não sentiu nada novamente, mas o choque destruiu tudo ao redor. Depois, o ruivo desmaiou.

— Você venceu… nos mate. – Disse Miguel, ajoelhado de desânimo.

De repente, o homem deixou sua expressão fria começou a rir alto como se tivesse ouvido uma piada engraçada. Miguel observou sem entender nada.

— fazia tempo que eu não encontrava visitantes tão interessantes. – Disse o velho, sorrindo.

— Hein? Que história é essa? Você não ia nos matar? – esbravejou Miguel.

De repente, as criancinhas que estavam assistindo também riram.

– E-ei, o que foi? – perguntou Miguel.

— Sempre que vem gente aqui na nossa ilha, o mestre faz esse teste. – disse a garotinha, ainda rindo um pouco.

— Sim, ele faz isso para saber se o visitante é digno de ser treinado por ele. Se for só alguém querendo furtar nosso poder, ele mata. A propósito, o Mestre não usou quase que nadica de nada do poder dele – disse o garotinho, deixando Miguel assustado.

— Beeeeeem? Então, qual é seu veredito, senhor? – perguntou o loiro, ainda com um pouco de medo.

— Vocês já tinham passado assim que eu percebi o plano de vocês, mas esse garoto dormindo agora foi o que mais me surpreendeu. – afirmou o velho – Ele não só usou uma técnica de Arktonimus poderosa por puro instinto, como tem uma grande determinação. Meus parabéns. Ambos foram escolhidos como meus aprendizes, o treinamento começa assim que o dorminhoco aqui acordar. Hehe.

Miguel derramou algumas lágrimas de alegria e alívio.

Notas finais
Obrigado a quem leu até aqui. Lembrando que quaisquer comentários contendo dúvidas ou críticas construtivas são sempre bem-vindos.