Criminal Ways

9 9- Longe daqui


Notas iniciais
Esse até que foi rápido vai? Olha: eu estou correndo com as postagens, mas logo, logo respondo todos os comentários okay? beijinhos .

– Grávida do tipo bebê?

– Eu não sei de que parte do país você veio, Damon. Mas aqui grávida tem um único significado.

– Que merda eu tenho com isso?

– Como assim que merda você tem com isso, Matt?

– Quanto tempo de cadeia eu levo se jogar ele da janela agora? –Tyler perguntou fazendo uma visível força para se manter parado.

– Isso depende da disponibilidade das testemunhas em depor a seu favor, é claro – Damon respondeu parecendo falar sério, ou não.

– Não precisa se preocupar com isso, vai ser sem nenhuma intenção de matar. Isso conta, não conta?

– Você está me ameaçando na frente da porra do seu advogado, garoto? – Matt se aproximou com o olhar fixo.

– Se me é permitido esclarecer as coisas – Damon ergueu os braços em sinal de defesa e veio até mim – Eu sou advogado da garota grávida – Ele passou o braço por meus ombros – No caso do candidato a marginal te jogando da janela, eu sou um simples expectador prestando consultoria.

– Pelo amor de Deus – Gritei empurrando Damon – Vocês não podem falar sério? Eu estou grávida.

– Olha aqui sua... Você e esse marginal mataram minha irmã, e agora você vem com esse papinho de " Estou grávida " Quer que eu faça o quê? Cara de feliz e bata palmas? Se vira.

Matt saiu de lá sem olhar pra trás e comecei a achar que realmente, havia sido uma péssima ideia ter chamado ele até ali.

– Elena – Tyler me chamou – Você chamou ele aqui porque descobriu a gravidez?

– Foi, eu achei que... Eu estava confusa.

– Presta atenção Lena, esse filho pode não ser do filho da puta do Donavan.

– Gênio – Damon riu passando a mão pelo cabelo – Eu não ganho o suficiente pra isso.

– Ganha mais do que o suficiente pelo que eu soube.

– Espera, você sabe quem está por trás disso? – Damon e Tyler se entreolharam – Quer saber? Ou vocês me explicam o que está acontecendo aqui agora, ou vão os dois procurar outra pessoa pra enlouquecer.

– Eu só falo na presença do meu advogado – Damon sorriu com aquele ar irônico e tive uma séria vontade de enforca-lo.

– Lena, escuta – Tyler segurou minha mão – Eu só estou tentando ajudar, e agora nós vamos ter um filho – Aquilo só podia ser brincadeira, os níveis de possessão do Tyler não paravam de variar.

Damon riu andando pela sala: – Olha aqui, vocês são uma comédia. Eu devia ter escolhido uma carreira melhor, se eu fosse escritor, e não advogado, eu estaria rico com vocês. Umas câmeras no apartamento e daria um ótimo reality show... Se bem que acabariam todos na cadeia e ainda iriam precisar de um advogado.

– Sai da droga da minha casa, Agora! – Gritei pra ele que continuou rindo – Eu estou falando sério Damon. Dá o fora aqui.

– Controla a mãe do ano Lockwood. Amanhã cedo eu volto pra te levar pro depoimento oficial já que aquele não valeu.

Damon foi embora e me foquei em Tyler. Ele iria me explicar o que estava acontecendo por bem, ou por mal.

– Vai ficar tudo bem Lena, eu prometo. O Matt vai ser preso, e depois nós dois vamos criar o nosso filho longe daqui.

– Quem disse que o meu filho é seu Tyler? Okay, as opções não são boas, mas é melhor não tirar conclusões tão cedo.

– Você prefiro um filho do Matt? – Ele pareceu magoado. Droga, Tyler magoado era péssima ideia, isso significava Tyler agressivo.

– É claro que não Tyler. Mas e se for? Agora senta,e me conta, onde diabos você conseguiu esse advogado.

– É complicado Lena... Olha só. A gente vai pra minha casa, eu e você. E amanhã a gente conversa sobre isso.

– Como assim ir pra sua casa? – Eu tinha de admitir que ele estava se esforçando, mas eu ainda preferia me virar sozinha – Você perdeu o juízo?

– Você que perdeu se acha que vou deixar minha namorada grávida sozinha em casa depois do que houve.

– Acorda Lockwood, eu não sou sua namorada...Sabe o que eu acho Tyler? – Fui até a geladeira e enchi um copo de água, depois procurei alguma comida, mas estava tudo acabando – Eu acho que você está me enrolando pra não falar do advogado.

– É o melhor pra você, Elena.

– O melhor pra mim, seria pegar um ônibus pela manhã, ir embora e nunca mais olhar pra qualquer um de vocês, agora, você vai falar de uma vez, ou prefere nunca descobrir se esse filho é mesmo seu, ou não?

– Eu... – Ele andou de um lado para o outro, depois passou as mãos pelo pescoço e praguejou como sempre fazia quando estava tentando tomar alguma decisão. – Não é tão simples Elena.

– Isso é coisa do Nick? Outra vez?

– Se fosse coisa do Nick, pelo menos eu saberia como lidar com isso... É bem pior.

– Tyler...

– Okay, eu vou contar. Você só precisa lembrar de não ser negativa sobre isso sim? – Ele parecia realmente preocupado, mordiscando os cantos dos dedos.

– Eu estou sendo negativa sobre isso agora.

– Quando estávamos juntos... Você ficou brava quando tentei achar sua família biológica. Lembra disso? O caso é esse, eu achei eles.

– Eu... – Pestanejei sem saber o que dizer – Você não fez isso...

– Na verdade eu fiz, e eles meio que querem ajudar – Tyler abriu um sorriso esperançoso que logo e desfez quando visou minha expressão.

– Ah, eles querem ajudar? Em troca de quê?

– Por obrigação, você é da família... Eu fui até New Orleans e falei com eles, quando os conhecer...

– New Orleans? Mas que merda você foi fazerm em New Orleans? Tyler, me ouve; ninguém atravessa o país para ajudar uma garota ferrada do interior.

– Eles são a sua família. E nós não precisamos da ajuda deles depois disso, eu sei que minha mãe vai ficar feliz em ter um neto.

– Acorda Tyler – Gritei dando tapas por seu torso – Esse filho pode não ser seu.

– Mas você é minha, porra! – Ele segurou meus punhos – E ninguém além de mim pode ser pai dos seus filhos.

– Você é completamente maluco... – Suspirei – Eu estou morrendo de fome.

– Eu e levo pra comer algo... Vamos – Ele segurou minha mão e me puxou através da sala.

– Espera, para– soltei sua mão – Onde o Advogado entra nisso? Vai dizer que é meu irmão?

– Não exatamente – Tyler franziu o cenho – Ele é... Algo como amigo da sua irmã mais velha.

– Algo como amigo? O que isso quer dizer? – Irmã mais velha? Eu realmente não esperava por irmãos, se meus pais biológicos podiam criar outros filhos, porque não eu e Jeremy? E aliás, meus pais não estavam mortos?

– Mais do tipo, amante. Agora vamos. Você não pode deixar meu filho com fome, não é? Sabia que os bebês Lockwood geralmente são muito, muito fofos? Eu era...

Caminhei ao lado de Tyler com a cabeça cheia de perguntas sobre minha nova família descoberta. E tentando imaginar como ia me livrar do caso Vicky, e como diabos ia fazer Tyler entender que não éramos mais um casal e que não íamos ter um lindo bebê Lockwood. Como afinal de contas, da noite para o dia, um assassino de aluguel havia se transformado no pai do ano?

De uma coisa eu tinha certeza: Estava muito mais ferrada.

Notas finais
É isso aí gente. Peguei leva no clima desses últimos caps, mas logo o clima volta a ficar tenso. Ahh, e vou deixar os capítulos mais longos também, okay? Bjx