Criminal Ways

3 3- Distante


Notas iniciais
Capítulo novinho saindo

Flashback on

– Tyler – Gritei correndo atrás dele enquanto se afastava a passos largos com uma expressão contrariada – Tyler, você precisa falar comigo.

– Brigar, você quer dizer. É o que vai acontecer.

– Você precisa me dizer o que está acontecendo Tyler

– Você sabe o que está acontecendo Elena...

Minha voz falhou, quando tentei falar, e depois, não soube o que dizer. Sim eu sabia o que estava acontecendo só não tinha coragem o suficiente para acreditar. Senti um nó estomago pensando no quanto aquilo era ruim.

– Onde você está indo? Você acabou de chegar... Onde você estava? – Eram as perguntas erradas, mas eu não queria deixa-lo ainda mais irritado, e não queria ouvir as respostas certas.

– Eu fui procurar seu padrasto. Ele não pode sumir com o dinheiro de vocês e ficar tudo bem.

– Se você esperava ajuda dele.... Eu não quero. Não quero nada que venha dele

– Ele não pode ajudar nem a si mesmo, perdeu tudo em jogos... – Ele me interrompeu desviando os olhos – Deve mais do que pode pagar. Como nós.

Eu o encarei, muda. Eu não esperava grande coisa de Rick, nunca esperei, e nem mesmo fiquei surpresa quando ele foi embora levando o dinheiro quando Jenna morreu, Nossa mãe adotiva não era um modelo a ser seguido, mas crescer vendo-a apanhar de Rick não havia me dado boas lembranças, ou grandes esperanças a seu respeito.

– Só isso? Foi até lá vê-lo só pra ter certeza de que ele é um merda? Nós já sabíamos disso.

– Não, não foi por isso.

– Então por que foi procurar meu ex padrasto fodido?

– Eu só estou tentando... Ah quer saber Elena? Você consegue ser uma vadia mal agradecida quando quer...

Ele pulou na moto e arrancou numa velocidade perigosa... Mas que droga. Eu não estava tentando brigar com alguém por causa do babaca do Rick... Principalmente com Tyler, tinhas coisas mais urgentes pelas quais brigar com ele.

Entrei em casa tentando espairecer, eu precisava dar um jeito de não enlouquecer, precisava manter o Jeremy sobre controle, ele já havia se recuperado da morte da Jenna, mas depois que sua namorada Anabelle morreu num incêndio Jer parecia ter voltando ao fundo do poço, e eu estava preocupada que, como antes, ele começasse a buscar as pessoas erradas, mais necessariamente as coisas erradas.

Parece que quanto mais eu esperava por coisas boas, mais as coisas más me seguiam, Jer estava jogado no sofá com olheiras fundas e cheirando a vodka barata e com uma expressão vazia no rosto.

– Jeremy...

– Olha Elena, eu realmente não quero ouvir sermão...

– Ah você não quer? Eu também não queria atender dez ligações por dia da sua escola que aliás está te ameaçando de expulsar, e só não o fez por respeito a nossa família.

– Ótimo, quem sabe assim você para de me obrigar a ir.

– Jeremy, que tipo de merda você pensa? Está difícil pra todo mundo ok? Mas eu já cansei de tentar fazer a compreensiva com você.

– Eu não quero que você compreenda porra, só me deixa em paz.

– Só que eu não fico em paz desse jeito – gritei pra ele tentando-o fazer olha pra mim – Eu não sei onde você anda, com quem sai, à que horas volta, ou deus me livre, se volta ou não. Você podia pelo menos....

– Dá para você falar baixo? Eu estou com dor de cabeça.

– Falar baixo? – Gritei quando ele passou por mim e começou a vasculhar a geladeira – Isso é alto o bastante?

– Vai se foder Elena, você não é a droga da minha mãe.

– Boa sorte achando ela então – Ele olhou pra mim com raiva e depois jogou o copo que segurava na parede fazendo o vidro estilhaçar, depois, como se nada houvesse acontecido, pegou um dos potes de sorvete e começou a comer se jogando no sofá e aumentando o som da tv.

– Você está chapado? – perguntei passando a mão em sua testa para afastar o cabelo dos olhos – Puta merda Jer – Dei um tapa na mão dele que fez o sorvete se derramar no chão – Você sabe o quanto é difícil? O quanto eu estou tentando?

– O que você está tentando? Ser hipócrita? É isso? Acho que está indo bem.

– Hipócrita? – Franzi o cenho – Eu sou hipócrita?

– Sim, você. Me dando lições quando seu namorado está trabalhando pro Nick.

Era aquilo. O que eu estava evitado ouvir por toda semana, e agora Jeremy estava jogando na minha cara. Eu não tinha como lidar com aquilo. Precisa ignorar, precisar me agarrar a ideia de que com Tyler, estava segura e longe de tudo aquilo.

– Tyler não venderia drogas para o Nick.

– Não. Se vendesse eu não precisaria ir tão longe comprar – Jeremy grunhiu num tom de escárnio. Minha reação foi involuntária, antes que eu pudesse evitar, havia lhe dado um tapa em cheio.

Ele riu e deu um passo pra trás com a mão no rosto.

– Ele não vende drogas pro Nick. Faz algo muito pior – Disse aquilo e saiu de casa tão rápido que mal tive tempo para replicar.

Pior? Que merda podia ser pior que aquilo?

Notas finais
E então? Onde acham que isso vai dar?