Criminal Ways

29 29. Eu te amo


Notas iniciais
PENÚLTIMO CAPÍTULO PESSOAL ♥ Não tenho muito o que dizer agora, então: Boa leitura :3

Pov Elena

*

Damon segurou minha mãe enquanto me guiava através da casa até seu antigo quarto. Ele entrou primeiro, hesitei um instante em o seguir, mas o fiz.

— Onde está a Sara? — Perguntei — E a Bonnie e o Jer?

— Estão todos aqui — Ele acariciou meu rosto — Estão todos bem, devem estar dormindo agora.

— Isso é bom... — Murmurei baixando os olhos — Deve ser bom.

— Elena — Damon segurou meu queixo me obrigando a encará-lo — Você está...bem? Droga eu sei que não está, mas não sei se devo perguntar o que houve.

— Não deve — Sussurrei — Eu vou ficar bem.

Damon suspirou e me puxo para mais um abraço, meus olhos se fecharam e finalmente me senti aliviada, como eu jamais imaginei que conseguiria outra vez. Aliviada e segura. Em paz. Damon tomou um pouco de espaço e envolveu meu rosto com ambas as mãos, seus olhos estavam quentes e expressivos outra vez, cheios de palavras não ditas e transbordando as coisas que senti. Ele beijou minha testa antes de deslizar os lábios até os meus.

— Acabou — Sussurrei — É como se... Eu não sei, é estranho — Desviei meus olhos dele só então notando a decoração estranha do quarto. Em primeiro lugar, não tinha uma cama, mas o lugar onde devia haver uma estava marcado pela presença de uma em algum tempo distante.

Também nas paredes se mostravam espaços vazios que eu imaginava terem sido ocupados por quadros ou porta retratos.

— Eu sei que é, mas nós vamos ficar bem. Podemos fazer isso juntos... — Ele franziu as sobrancelhas — O que há? Elena?

— O que houve com esse quarto?

Damon seguiu meu olhar e então suspirou recuando alguns passos enquanto passava as mãos pelo queixo.

— A Esther se livrou de tudo que lembrava a Rebekah... E a mim. Ela não queria lidar com a dor, acho que optou por tentar esquecer... Não foi muito justo.

— Então você não quer esquecer? — Abracei meu próprio corpo me forçando a não desviar o olhar. Eu realmente já havia passado pelo inferno, e superado coisa muito pior. Aquilo não podia parecer tão difícil. Eu sabia que era só toda a loucura de Nic ainda me fazendo hesitar — Damon, eu preciso saber se...

— O que é que o Klaus te disse? — Damon estreitou os olhos — Aquele desgraçado...

— Eu não me importo com o que o Nic diz, Damon. Me importo com você... Olha nós dois, nós dois juntos..? Eu não sei se isso vai dar certo, eu gosto de estar com você, eu gosto de você Damon, mas eu não sei como isso é para você. E eu não estou pedindo que faça ou diga o que acha que eu espero ouvir, está bem? Eu só... Preciso... Que tenha certeza do que sente, não pela Rebekah, não pela Katherine, por mim, eu preciso ter certeza, eu preciso... — Meus olhos estavam vertendo outra vez, e de repente eu estava chorando por tudo. O sangue nas minhas roupas me fazia lembrar de Tyler e que ele não estava mais lá, e que ele não iria voltar, e que tinha feito aquilo... Abracei meu próprio corpo outra vez tentando conter os soluços, mas logo Damon me abraçou tentando procurar meus olhos, mas continuei os evitando. Eu sabia que no fundo não deveria me sentir culpada, mas ainda me sentia.

— Elena...

— Eu preciso me livrar de todo esse sangue — Murmurei entre as lágrimas, mas tive a sorte de ele entender. Damon apenas assentiu, me segurou e levou até o banheiro anexo ao quarto.

Eu estava tremendo, encolhida, chorando tanto que minha visão era turva, senti meus pés tocarem o piso gelado quando ele me fez tirar os sapatos, e em seguida, ouvi o chuveiro abrir.

— Vem aqui — Seus polegares afastaram minhas lágrimas, então seus olhos se ficaram nos meus e ele me mostrou um sorriso preocupado, mas verdadeiro — Eu me importo com você. Com você, Elena. Eu nunca vou esquecer o meu passado, sim? Mas eu aprendi a conviver com ele, e ele me trouxe até você. Isso é parte de mim, e você é parte de mim também. E agora, você faz parte da minha vida, e eu nunca vou deixar você escapar pelos meus dedos, não porque eu preciso, não porque eu quero, mas porque eu amo você, Elena. Eu te amo. E você nunca, nunca vai precisar duvidar disso outra vez.

Eu ainda o via através das lágrimas, mas de uma forma completamente diferente. Eu estava paralisada, por tudo que sentia, por todo o conflito, toda a montanha russa emocional... Eu pisquei algumas vezes sem realmente achar o que queria dizer.

— Damon, eu...

— Shh — Ele descansou um dedo sobre meus lábios e sorriu outra vez — Não precisa pensar nisso agora.

Assenti lentamente e lhe dei as costas com um suspiro. Damon soltou uma longa respiração e veio mais perto, senti seus dedos acariciarem meu cabelo, e então ele o jogou para frente dos meus ombros, em seguida, seus lábios tocaram de leve minha nuca. Eu teria recuado. Com qualquer outro eu teria recuado, mas eu fiquei exatamente onde estava. As mãos dele correram dos meus ombros até seguirem todo o caminho dos braços e seus dedos se enroscaram na barra da minha blusa ao mesmo tempo em que me livrei da calça.

Virei para encará-lo, ele acenou para mim e eu dei um passo à trás, deixando que água me envolvesse levando as lágrimas e o sangue. Em alguns segundos, o chão estava repleto de água vermelha, suspirei fechando os olhos coma esperança de no fim de me sentir tão limpa o quanto precisava.

— Eu vou te buscar uma toalha — Damon sussurrou num tom cortado, e eu abri os olhos abruptamente quando ele já se afastava:

— Não! — Ele parou onde estava, o fitei por algum tempo, mas então a água vermelha escorrendo do meu corpo e voltei a encará-lo — Eu preciso de você — Murmurei ainda incerta, ainda quebrada, ainda ferida, e amedrontada, ainda partida, mas com a certeza de que ele me ajudaria a me curar. Ou que eu o ajudaria a fazer isso.

Ele assentiu sem dizer nada, agarrou um dos sabonetes e começou a esfregar meus ombros, mandando a sujeira para longe numa confusão de espuma e sangue.

— Ele estava lá? — Sussurrou enquanto deixava minha mão limpas, física e não metaforicamente.

— Tyler? Estava.

O sabão levou para longe o vermelho nos meus pulsos e então ele deu atenção às minhas omoplatas e pescoço. Damon suspirou e minha atenção recaiu sobre suas roupas completamente molhadas.

— Onde ele está agora?

Pus minha mão sobre a dele e busquei seu olhar, senti quando o sabonete deslizou entre seus dedos, resvalando em minha perna antes e cair no chão. A água continuou caindo sobre nós, levando todo o vermelho para longe, o cabelo escuro dele estava pingando sobre a testa, evidenciando a confusão em seus tempestuosos olhos translúcidos.

— Morto — Disse simplesmente. Nosso olhar se manteve conectado por alguns instantes mudos até que ele tomou meu rosto entre as mãos, escruciando cada centímetro dele, e sorriu. Foi estranho, como se não fosse certo, mas era.

— Eu também te amo, Damon — Sorri de volta para ele que me puxou para mais perto e me beijou, com mais necessidade do que eu já havia sido beijada um dia. Seus lábios envolveram os meus urgentes e eu respondi com a mesma ansiedade impaciente agarrando-o pelo cabelo e puxando para mais perto — Eu te amo — Sussurrei na primeira brecha, e logo depois senti minhas costas tocarem a parede fria — Eu te amo.

Minhas mãos encontraram o caminho para sua pele por baixo da camisa, e ele voltou a me beijar, mas sem demora tomou algum espaço para me encarar.

— E não quero te fazer reviver coisas ruins.

— Não vai — Confirmei — E mais uma vez sorrimos um para o outro.

[…]

Na manhã seguinte, nos encontramos na cozinha. Eu não duvidava que todos houvessem tido péssimas e poucas horas de sono.

Katherine e Kai estavam sentados de um lado da mesa e Nik e Elijah do outro. Os outros ainda deviam estar dormindo, ou provavelmente as crianças estariam correndo de um lado para o outro.

— Finalmente — Kai sorriu, mas não tinha aquele tom genuinamente humorado de sempre — Nós estávamos esperando.

— E então? — Damon perguntou depois de sentarmos — O que nós fazemos agora?

— Eu não sei irmão... Eu estou tão cansado... Eu estou cansado.

— Então é definitivo agora? — Katherine suspirou o encarando com um pouco de receio. Deveria ser difícil depois de todo esse tempo estarem todos juntos.

— É, eu acho que preciso de paz.

— Espere, do que vocês estão falando?

— Você não está cansado disso? — Katherine ergueu os braços — De tudo? Por que eu estou exausta! Parece... Parece um ciclo, uma espiral de confusão que nos suga colidindo de novo e de novo, é uma torura sem fim.

— No fim das contas — Elijah disse com um sorriso triste — Não somos mais tão jovens, acho que todos precisamos de paz.

— Nós estamos falando sobre isso — Nic suspirou — Mas eu tenho um bom candidato. Tão esperto quanto o Elijah, feroz quanto o Damon e inconsequente quanto eu. Além de ser tão bonito quanto a Elena e tão audaz quanto a Katherine.

— Andou lendo os classificados da Marvel?

— É você não é? — Encarei Kai que sorriu de volta para mim com aceno.

— Ele leva jeito pros negócios, e não acho que precise de nenhum de nós. As coisas vão ficar bem com o Kai no comando.

— E quando à Josett? — Damon interrompeu — Ela sempre quis que os filhos trilhassem um caminho lícito não sei se ela vai engolir fácil o primogênito trilhando os caminhos do crime.

— A mamãe não pode me impedir — Kai se pronunciou — E ela sabe disso, no fundo. Ela pode ficar com raiva por algum tempo, mas não pode me impedir, e todos nós sabemos que é o certo. A família deve permanecer unida.

— E o que vocês pretendem fazer quanto ao Jeremy? — Murmurei — Ele não... Não sei se ele consegue lidar com essas coisas, entendem? Ele devia ficar o mais longe possível disso.

— O Jeremy vai ficar bem — Katherine disse — Quer dizer, ele precisa.

— Do que está falando?

— Quando o papai morreu, deixou um testamento, e nele constava que os bens seriam melhor administrados por seu único filho homem quando esse atingisse maioridade. Então, daqui alguns meses ele vai ser o maior acionista do hospital. Ele precisa estar bem, ou todos nós vamos falir.

— Nós somos uma família. Vamos ficar bem e cuidar uns dos outros — Elijah disse, e eu assenti:

— Parece um bom plano.

[…]

Damon Salvatore

*

Quase um mês depois estávamos em casa. Na nossa casa. Nós quase havíamos nos acostumado à rotina e apesar de às vezes o passado voltar a nos atormentar como uma sombra constante, aprendemos a lidar com ele. Aprendemos a caminhar trilhando um local seguro, nós estávamos realmente indo bem. Até algo ruim acontecer.

Eu e Jeremy estávamos jogando videogame enquanto Bonnie ria cada vez que tirávamos os carros da estrada ou batíamos num poste.

— Isso é impossível — Disse largando o controle — Eu dirijo perfeitamente bem.

— Mas joga horrivelmente mal — Jermemy disse.

— Tudo bem eu desisto — Ergui os braços e desviei o olhar para a cozinha. Josette estava brincando com Sara enquanto Elena e Kai preparavam o jantar. Eu não achava que ela podia ser mais adorável do que quando estava distraída sorrindo. Como se fôssemos unidos por ímã, ou um corrente de forças invisíveis, ela parou o que estava fazendo e olhou para mim. Eu não pensava que gostara tanto de algo como gostava de como ela me encarava. Por fim, Elena sorriu para mim e eu para ela, como costumávamos fazer.

Levei um segundo, até perceber que havia algo de errado.

Seus olhos voaram para longe dos meus, e pareceram perder o foco, até que ela encarou as mãos sobre o balcão, Kai se virou para encará-la e franziu o cenho.

— Você não está meio pálida?

Elena voltou a me encara e sussurrou meu nome me fazendo ficar de pé enquanto Jo fazia o mesmo.

— Mãe! — Kai exclamou uma fração antes de Elena perder o equilíbrio e ele ter de segurá-la.

— O que está acontecendo? — Perguntei assustado vendo partes de seu vestido sujas de sangue enquanto Josie media a temperatura e o pulso.

— Temos que ir para o Hospital — Ela gritou — Agora!

Elena Gilbert

*

Bonnie estava do meu lado quando acordei. Eu estava me sentindo tonta, lenta, e com um pouco de dor, mas ainda parecia melhor do que eu esperava.

Ela estava dormindo na cadeira ao lado da minha cama, então fiquei lá sentada um tempo na maca até que ela despertasse.

— Elena! — Ele sorriu — Finalmente. Está se sentindo bem? Eu posso chamar...

— Eu estou bem — Assenti — Mas eu me sinto... Diferente.

— Ah — Ela baixou os olhos com uma expressão triste — Você perdeu bastante sangue, e... Eles tentaram, mas...

— Eu não estou mais grávida, não é? — Sussurrei tristemente e ela assentiu. Eu sentia triste, mas não do tipo de tristeza que devia sentir. Eu sentia que devia estar triste — O que houve?

— A Josette disse que você esteve sob muito estresse nas últimas semanas — Ela sussurrou — E que é natural durante a primeira gestação além de...

— Tudo bem — A interrompi — Eu vou ficar bem.

— Eu tenho certeza que vai — Ela sorriu — O Damon foi buscar um café, eu vou avisar que você acordou.

Quando Bonnie me deixou sozinha eu percebi que estava mesmo triste. Eu estava devastada, de algum modo achei que aquilo podia dar certo.

Alguns minutos depois Damon entrou no quarto.

Ele olhou para mim com um misto de ansiedade e preocupação então correu até mim e me abraçou.

Suspirei e me senti mais feliz do que nunca por tê-lo por perto. No fundo, eu sabia que por pior que fosse o dia ele estaria comigo e um de um jeito doentio aquilo me tranquilizava. Eu sabia que ficaria bem, eu sabia que estaríamos juntos. Eu sabia que de um jeito ou de outro, daria tudo certo.

Notas finais
aawn sz Isso aí gente. Ta acabando mesmo. Bem, eu espero que tenham gostado Obrigada por me aturar por todo esse tempo Me desculpem os sumiços e o suspense kkk O próximo capítulo é mesmo o último, então se há algo que ainda não entenderam ME CONTEM uashuahsu o capítulo ta fechado, mas se vcs quiserem fazer exigências eu acrescento hahah ESSE CAPÍTULO FOI BEM BONITINHO NÃO FOI? (ou quase) me contem! ♥