Criminal Ways
28 28. Doce Lar
Notas iniciais
Damon Salvatore
*
Estava caminhando de um lado para o outro no quarto, tentando acalmar a ansiedade que me atormentava.
No fundo, bem no fundo, eu sabia que Nik não tinha motivos para machucá-la. Apesar de ser um babaca, provavelmente só estava fazendo tudo isso para nos torturar. Por outro lado, eu tinha aquela sensação estranha de que estava prestes a perde-la, como se fosso tudo acabar e me lançar de volta ao vazio...
Eu sabia que algo ruim estava prestes a acontecer.
Parei ante à janela observando a noite lá fora, e puxei outra longa respiração. Por que eu ainda me sentia tão partido? Por que eu não estava inteiro? Mesmo antes, depois de Rebekah? Eu tinha Sara, e apenas sua existência fazia minha vida no mundo valer a pena, então porque diabos eu ainda sentia que era errado? Tudo à minha volta, tudo em que tocava, parecia ser infectado por uma grande onda de erro e caos. Onde aquele inferno havia começado? Suspirei mais uma vez me afastando da janela e fui até Sara que ainda dormia tranquilamente.
Eu não me lembrava de já ter dormido assim. Será que um dia isso iria acabar? Quando ela soubesse soubesse de tudo que aconteceu comigo e sua mãe? Bem, provavelmente ela me odiaria por algum tempo e quem sabe, para sempre, mas eu não podia dizer que não merecia isso no final das contas. Podia? Por mais que eles tentassem, por mais que fingissem e fizessem parecer que estava tudo bem, eu sabia que nenhum deles havia me perdoado, nem mesmo Josie, ou Elijah. Podiam não ser tão diretos quanto Nik, mas toda a família ainda me culpava por tudo que houve, e eu nem sequer conseguia discordar deles.
Saí do quarto, ainda pensando em tudo aquilo sentindo todo aquele peso queimar minha garganta talvez um pouco de ar me fizesse bem, talvez ficar um tempo sozinho ajudasse. Talvez fosse a primeira vez em todos aqueles anos em que a casa estava tão cheia, mas mesmo assim estava mais silenciosa do que eu conseguia me lembrar.
Havia acabado de atravessar a cozinha indo em direção à varanda quando os vi. Elijah estava parado lá ao lado da mãe dele. Eu teria recuado, mas eles me viram e ele abriu a porta.
— Eu só vim pegar um pouco de água para a Sara.
— É, mas eu preciso falar com você — Elijah murmurou. Assenti lentamente e fui até eles, dando um olhar receoso à Esther, mas ela me encarou por alguns segundos antes de suspirar e me puxar para um abraço.
— É bom tê-lo em casa, filho — Fiquei um tanto atônico no início, mas acabei retribuindo o abraço. Ela não se afastou imediatamente, e eu senti uma onda de gratidão tão intensa por isso, que mal consegui me mover quando ela se afastou — Tenho sentido a sua falta.
— Eu também.... Mãe.
Ela me mostrou um curto sorriso:
— Será que eu posso ver minha neta? Eu sei que ela deve estar dormindo, mas...
— A Sara vai ficar feliz em te ver.
Ela sorriu outra vez e deu um olhar longo à Elijah e então saiu.
— Vem — Ele começou a andar indicando que o seguisse pelo jardim — Precisamos conversar.
— Eu sei que ainda deve estar irritado, mas a Katherine...
— Não, irmão — Ele continuou encarando o chão enquanto andávamos — Eu não estou irritado. Há algo que eu preciso contar.
— O que é? É sobre o Nik? Eu acabei lembrando daqueles galpões que ele mantinha no deserto nos limites da cidade, talvez a Elena...
— Ela vai ficar bem com o Niklaus — Me interrompeu — Talvez ele seja o mais lúcido de nós. Nós nunca tentamos entendê-lo de verdade, o que perder a Rebkah fez a ele...
— Talvez... — Parei onde estava e o encarei com alguma cautela — Tudo bem, me fala. O que há de errado?
— Eu não sei bem como fazer isso — Ele ergueu os ombros enfiando as mãos nos bolsos com um sorriso forçado ainda sem me encarar.
— E eu não imagino algo que você não saiba bem como fazer.
— Isso não é justo — Elijah suspirou e por fim me encarou — Na verdade, é sim sobre a Katheriene — Ele assumiu uma postura tennsa — E sobre a Nadia.
— Ah... — Nos encaramos por algum tempo até que passei as mãos pelo rosto e cabelo tentando absorver tudo que aquilo deveria significar. Uma tensão nova tomou meus músculos aumentando minha ansiedade enquanto olhava para ele — Eu sei que a ama, tudo bem e sei que para você...
— Ela é minha filha, Damon.
— Eu sei Elijah, e isso nunca vai mudar, não é isso que eu quero, mas a Katherine...
— A Nadia não é sua filha, Damon — Ele ergueu a voz num tom definitivo e sólido que ele costumava usar para dar um assunto por encerrado. Encarei-o por mais alguns instantes tentando ver por trás de suas palavras e da minha confusão.
— Elijah...
— Antes de a Nadia nascer... — Ele parou por alguns instantes e então recomeçou — Antes de ela nascer, a Katherine me disse que ela podia ser sua filha.
— E pode, eu sei.
— Mas não é — Ele correu o dorso da mão pelo queixo — Ela não é sua filha. Eu fiz os testes, faz alguns anos, na verdade.
— O quê?
— A Katherine queria ter certeza — Franziu a testa — Bem, ela não é sua.
Eu sentia como se uma corrente de água gelada me atasse os movimentos, eu não podia falar, pensar ou respirar direito.
— E você sequer pensou em me contar? — Percebi que estava gritando quando minha voz se propagou ao vento — Você sabe... Você imagina o quanto eu sofri todos esses malditos anos?
— É, eu sei — Ele murmurou parecendo quase arrependido — Eu queria que sofresse Damon, foi por isso que eu não contei!
— Você queria que eu sofresse? — Repeti com um riso incrédulo.
— É Damon, eu queria! Era tudo que eu mais queria! O que você acha? A Rebekah também era minha irmã, e eu ainda estava com tanta raiva na época que quando você começou a dizer que minha filha era sua e a Katherine quis te contar a verdade eu não deixei! Eu achei que viver com a dúvida seria um castigo apropriado para você!
— Por cinco anos?! — Gritei — Cinco malditos anos?
— No começo, sim... Mas depois eu... Eu só queria que tivesse esperança. E acabei percebendo que achar que era pai da Nadia te trazia alguma paz, como se compensasse todo o resto. Eu só... Eu não sei Damon eu não tenho uma boa desculpa.
— Uma boa desculpa é o mínimo que você me deve Elijah! Você me deve cinco anos!
— Eu sei — Ele disse passando as mãos pelo cabelo — E porra, eu não posso mudar isso. Você sabe melhor do qualquer um que arrependimento não muda nada, irmão.
— Eu não sou seu irmão! — Tentei encontrar a raiva além do choque. Eu queria gritar mais e bater nele, e gritar de novo e esfaquear alguém, mas onde estava a raiva? Eu só conseguia sentia uma onda pesada de torpor — Eu... Eu estou tão cansado disso tudo...
— Eu não espero que me perdoe — Suspirou — Só percebi que isso já tinha ido longe demais.
— Sabe de uma coisa, Elijah? Eu não me importo! Eu... Eu não me importo, tudo bem. Faça o que quiser com sua esposa e sua filha e essa droga de família. Eu não me importo!
— Damon! — Ele me chamou quando comecei a me afastar, mas eu não parei. Continuei andando sem rumo certo e quando estava sozinho acabei percebendo que eu não iria surtar e matar duas garrafas de vodka. Eu não ia socar a cara de alguém até desmaiar. Eu estava bem. E grato. Aquilo havia sido mais um peso por anos, e eu estava livre. E só então percebi como era libertador se ver livre de todo aquele maldito peso.
Elena Gilbert
*
— Pare! Você não vai fazer isso — gritei para Nik que me encarou de volta segurando a arma assim como eu.
— Se você fizer eu faço. Imagine a reação da família. Eu sempre quis um velório duplo.
— Você está blefando — Chorei.
— Niklaus Mikaelson não blefa — Ele me ergueu uma sobrancelha — Mas eu não espero que uma garota egoísta entenda isso!
— Parem já com isso vocês dois! — Hayley gritou — Isso é insano!
— Vamos Elena, puxe o gatilho, Vamos lhe dar um show.
— Você me chamou de egoísta? Eu não sou egoísta — Senti meus dedos tremerem, mas me obriguei a continuar segurando o metal.
— Não é? Você sequer pensou no Jeremy? O que ele vai fazer quando não estiver aqui? Ele precisa de uma irmã. Não vai querer transformá-lo em mim, vai Elena?
— Ele tem a Katherine.
— A Katherine não se importa! — Gritou — E ainda assim vai estar sendo ingrata, acha que ir atrás de você não nos custou tempo!?
— Eu não pedi por nada disso — Voltei a chorar embaralhando a fala — Vocês não precisam de mim.
— E quanto ao Damon?
— Damon?
— Ele não vai aguentar uma nova perda, Elena. Pense nisso, conhece o Damon. Ele perderia a cabeça.
— Cala a boca, Nik. Para com isso. Você está tentando me manipular!
— Estou? Puxe o gatilho Elena! Vamos ver — Me desafiou com um sorriso deformado. Hayley estava gritando e chorando, mas eu não conseguia prestar atenção, meus olhos estavam presos aos de Nik e todo o resto parecia um borrão estanho e disfoque “atire” ele moveu os lábios sem emitir som eu quase o fiz. Quase o fiz mesmo, mas algo me parou.
Aquilo não fazia o menor sentido. Eu estava confusa, triste, destruída. E não sabia o que fazer, eu via apenas um longo caminho triste e escuro á frente, como um abismo onde eu caía e caía sem parar.
— Isso não é o que eu devia fazer — Sussurrei e Nik riu — Eu devia fazer isso:
Apontei a arma para ele e fechei os olhos com força disparando tantas vezes quanto podia. Todo o barulho cessou, os gritos de Hayley, o som dos cachorros, tudo. Como uma pausa de alguns segundos nos imergindo num congelamento instantâneo.
Esse congelamento cessou a risada intensa e calorosa de Nik.
— Uau! — Ele gritou ficando de pé — Você achou mesmo que ia dar certo! — E voltou a rir.
— Mas...
— Ela tentou me matar! — Ele estava se movimentando quase sem parar enquanto ria — Você viu, Hay? Ela realmente, realmente tentou me matar! Não tentou Elena? Ora, sua trapaceira!
— Como...? — Balbuciei encarando minhas mãos.
— Quando se planeja atirar em três pessoas, Elena — Disse num tom de desdém — Você conta as porras das balas! Quantas vezes atirou no Matt antes de atirar no Tyler? Você contou, querida? Ou acha que essas belezinhas são movidas à força de vontade? — Ele balançou a arma em minha direção.
— Teria valido à pena.
— Teria valido a pena? — Ele repetiu sorrindo — Teria fodidamente valido muito à pena?
Nik apontou a arma para mim e quando achei que me atingiria, os dois tiros acertaram o cadáver de Tyler à minha frente.
— Você achou que valeria à pena?
— Achei! Eu achei que valesse à pena, Nik. E eu adoraria que estivesse sangrando no chão agora!
Ele atirou outra e outra vez até que gritei para que parasse.
— Já chega! Já chega Nik, eu entendi, tudo bem? — Senti as lágrimas quentes amornarem meu rosto — Por favor. Por favor, Nik, Por favor.
Ele ficou quieto durante algum tempo e suspirou, depois veio até mim e me ajudou a levantar mesmo contra à minha vontade. Chorei mais, esperneei e tentei me afastar, mas Nik continuou me segurando enquanto me encarava em silêncio.
— Está tudo bem agora — Ele sussurrou e me abraçou — Eles não podem mais te machucar, nem eu. Ninguém pode, Elena. Você é forte e consegue lidar com isso. E mesmo se não conseguir estaremos aqui. Todos nós.
Continuei chorando enquanto ele me abraçava, tentando acreditar no que dizia:
— E nunca quis que fosse como a Rebekah, que acabasse como ela. Nem o Damon acha isso. Você vai ficar bem Elena. E eu estou feliz por isso.
[…]
As próximas horas passaram por mim como borrões sem que eu tivesse certeza do que estava acontecendo.
Quando me dei conta, estávamos em algum lugar por perto. Uma casa poco mobiliada sem fotos, tapetes ou quaisquer coisas decorativas. Uma mesa, tevê, sofá, fogão e geladeira eram tudo.
Hayley estava atônica, tremendo sem fazer qualquer coisa, eu não deveria parecer muito diferente, e Nik, que ocupava o ultimo lugar à mesa parecia igualmente perturbado, o que era uma surpresa.
— Por que você atirou no meu guarda costas? — Nik perguntou enquanto segurava uma das xícaras de café que havia nos preparado. Ele parecia genuinamente triste.
— Oh meu deus — Hayley tentou secar as lágrimas como havia feito por toda a madrugada.
— Você teria matado o Tyler, não teria? — Perguntei me agarrando a esperança de ouvir a resposta que me acalentaria.
— Teria. Ele sabia disso quando veio. Ou teria o deixado para o Elijah. Você fez aquilo por ele, não fez?
— Ele merecia uma morte limpa depois de tudo.
Ele assentiu e ambos de nós suspiramos.
— Por que ela está aqui? — Perguntei encarando Hayley.
Ela olhou de volta para nós, enquanto Nik enchia e virava o que devia ser o quinto copo de uísque, para depois acender um novo cigarro.
— Ele queria que eu visse.
— Eu queria — Ele disse antes de virar a dose — Você causou toda essa merda. Se não quer se unir à família? Tudo bem, mas fique longe! Não vai querer mentir para nós outra vez.
— Você devia matar a todos nós, Nik — Eu disse por fim — E queimar a casa com os corpos dentro.
Ele sorriu para mim e eu sorri de volta, então acendeu um cigarro e soprou a fumaça: — Hoje não, querida.
[…]
Ainda era madrugada quando o carro estacionou em frente à uma mansão em algum lugar quente e úmido. Eu ainda estava suja de sangue, e minha aparência não devia ser das melhores, mas o casaco cobria muita coisa.
— Eu não devia estar aqui — Hayley sussurrou quando descemos do carro — Eu não venho aqui, desde...
— Um último jantar de família — Nik disse num tom triste — Todos devemos estar aqui. Depois faça o que fizer e não me importo.
Atravessamos o jardim até uma área coberta, com algumas flores e árvores baixas. Apesar do escuro da madrugada, Elijah, Damon e Katherine estavam lá. Sentados numa mesa de madeira. E Nik parecia saber que os encontraria ali.
Damon e Elijah estavam conversando aos cochichos e Katherine havia adormecido descansando a cabeça sobre o ombro de Elijah que a mantinha em seus braços.
Damon ficou de pé assim que me viu e veio até a passos largos, mas se interrompeu assim que percebeu o sangue. Ele parou onde estava e então encarou Nik assustado.
— Ela está bem.
No segundo seguinte ele estava me abraçando. Senti seu corpo quente, a brisa fria, o cheiro familiar. Eu quis chorar mais que nunca, mas não o fiz. O abracei de volta, ainda sentindo-o. Sentindo que estava lá comigo, por mim, e sempre estaria.
— O que houve? — Ele recuou alguns passos — Não está ferida?
— Não é meu sangue — O tranquilizei puxando uma longa respiração.
Elijah não se levantou, parecia confuso, encarando Hayley que evitava seu olhar.
— Elijah? — Katherine despertou e depois de alguns segundos de desnorteio nos percebeu. Ela se retesou na cadeira agarrando o braço de Elijah num susto ao ver Nik.
Elijah a encarou, por alguns segundos, acariciou seu cabelo e lhe beijou a testa. Depois ficou de pé e andou quase até nós.
— Niklaus, você sabe que não vai machucá-la.
— Nós estamos em casa, irmão — murmurou em resposta.
— Nem hoje, nem em qualquer outro dia. Você não vai tocar na minha esposa.
— Eu sei — A voz de Nik rangeu — Eu... — Ele olhou em volta e então um som estranho brotou de sua garganta.
— Acabou — Sua voz parecia tão dolorosa que até eu me encolhi — Acabou.
E logo ele estava chorando. Chorando de verdade, como eu nunca imaginei ver Niklaus mikaelson chorar.
— Irmão? — Elijah parecia ainda mais confuso.
— Acabou — Nik repetiu entre os soluços se deixando cair de joelhos no chão.
O primeiro a ir até eles foi Damon. Que lhe ergueu a mão e ajudou a levantar e então o abraçou.
— Acabou, irmão — Nik repetiu enquanto abraçava Damon — Acabou.
— Eu sei — Damon respondeu e também estava chorando — Eu sei, irmão.
— Foi por ela, foi tudo por ela.
— Eu sei. Eu sinto tanto...
Logo Eijah se juntou a eles e todos estavam chorando.
Eu encarei Katherine, ela estava absolutamente chocada, com as mãos sobre a boca. E então ela me notou. Pouco depois veio até mim.
— Eles não te feriram?
— Isso importa? — Perguntei à meia voz.
— Deus, é claro que importa! — Ele me abraçou com força — Você é minha irmã! Minha irmãzinha. Sabe o quanto eu quis ter uma irmã de verdade por todo esse tempo Elena...? Você é minha irmã, eu me importo com você, eu te amo.
A abracei de verdade imaginando que ela não podia estar mentindo e se estivesse, eu não importava. Era tudo de que eu precisava.
Ela me soltou devagar e então enxuguei suas lágrimas.
— Obrigada — Ela sussurrou — Você me lembrou de quem eu deveria ser.
Depois se virou para Hayley e ofereceu-lhe a mão. Ela relutou um pouco em aceitar, mas o fez. Kath puxou ela para um abraço também e suspirou, e mais uma vez Hayley estava chorando.
— Você também é minha irmã, Hay — Disse — Lembra quando éramos jovens? Nós costumávamos ser uma família.
— Podíamos ter sido sempre.
— Eu não posso te pedir perdão, nenhum dia da vida eu vou me arrepender de tê-lo ao meu lado, e eu sei que pode não te fazer sentir melhor, mas o Elijah e eu nos amamos. De verdade. E tudo que eu fiz para chegar até ele parece certo por isso. Eu não espero que me entenda, mas eu sei que vai ser feliz. Eu não conseguiria sem ele.
— E tive tanta raiva por tanto tempo — Hayley fungou — Era besteira. Eu era uma adolescente boba, e eu não conseguiria viver a vida que vocês vivem. Vocês são bons um para o outro. Eu sei que é melhor desse jeito.
— Eu sinto muito irmão — Nik ainda chorando — Eu...
— Eu também sinto — Damon secou as próprias lágrimas e então pôs a mão no ombro de Elijah — Todos nós sentimos.
Damon assentiu e veio até mim.
— Vem Elena — Damon segurou minha mão — Está frio, e precisa de um banho.
O segui certa de que era o melhor a se fazer. Eu sabia que estava com a família agora, e que estar com a família era o melhor a se fazer. Eu sabia também, que as coisas iriam melhorar agora. Ou pelo menos, era no que eu precisava acreditar.
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