Criminal Ways

25 25. Eu sinto Muito


Notas iniciais
Oi :3 Eu nem sei se ainda tenho leitores :// Esse capítulo é mais um dos de "revelações" Como já faz um tempo, indico que leiam o capítulo "21. Culpa"( mais especificamente a conversa entre o Damon e a Katherine) que dá margem à todas as coisas abordadas aqui. Bem, me desculpem pela demora. Eu queria postar o resto da história toda de uma vez, mas não vai dar. De qualquer modo, estamos na reta final, mais dois ou três capítulos e acaba. BOA LEITURA ♥

Elena Gilbert

O cheiro forte de café era uma das coisas que mais gostava nessa “nova vida”. Naquele instante, eu estava bastante distraída com o noticiário matinal apresentado por dois caras de sotaque forte e cabelo tingido. Ouvia ao fundo a risada de sara enquanto lia os quadrinhos na embalagem de cereal, e o som de panquecas fritando mesclado ao doce odor de canela.

— Buon giorno, zio! — Kai abriu um sorriso ao cumprimentar alegremente, então virei o pescoço à tempo de ver Damon se aproximando pelo estreito corredor.

Eu adorava como ele parecia calmo pela manhã, seus olhos costumavam conter tanta expressividade, ele era tão passional que naqueles instantes, quando estava ainda sonolento e risonho, era gratificante ver o modo como seus olhos de cor semi-cristalina combinavam bem com a bagunça de seus fios negros.

— Nós falamos inglês, Malachai — Damon respondeu menos ríspido que devia ser sua intenção, então se inclinou sobre mim beijando-me a testa e depois os lábios. Kai começou a assobiar uma canção do Kenny G enquanto voltava a atenção à comida, e desviei os olhos dos de Damon para encontrar Bonnie nos encarando com uma expressão surpresa. Tudo bem que à aquela altura era bem óbvio que estava acontecendo algo entre nós, mas não éramos muito explícitos sobre isso e evitávamos demonstrações públicas de afeto.

— Isso é pra você— Kai serviu uma porção de panquecas com calda e frutas para Sara com um sorriso.

Grazie — Ela respondeu segurado o garfo, o que fez com que Damon lançasse um olhar repreensivo sobre ambos.

— Sara — Ele entoou naquele tom que usava para dar broncas.

— O Kai disse que eu precisava aprender a falar italiano, igual a vovó e o vovô Salvatore — Ela explicou com sorriso.

— O Kai não sabe o que diz — Damon disse com os olhos fixos no sobrinho — Continue falando inglês como a vovó e o vovô Mikaelson, que tal?

Ela pareceu chateada, mas apenas voltou a comer. Damon suspirou e se voltou para mim, puxando a cadeira para sentar mais perto.

— Vamos ao hospital mais tarde? A Josie disse que você precisa assinar alguns papéis sobre o Jeremy — Assenti uma confirmação, e ele sorriu acariciando meu cabelo.

— Vocês querem panquecas normais, ou em formato de coração?

— Quem é que te contratou como cozinheira, Malachai?

— Eu não tenho culpa se a Elena odeia a sua comida, tio.

Ambos de nós rimos, mesmo sabendo que Kai era farinha do mesmo saco das pessoas a quem devia temer ou odiar, às vezes era bom esquecer tudo e apenas aproveitar os raros momentos de boa paz.

— Esperem, vejam isso! — Bonnie ficou de pé e aumentou a tevê, fazendo com que todos nós repetíssemos o ato.

Na tela estavam estampados dois rostos que eu conhecia bem, o primeiro era o Tyler, o segundo, Vicky Donavan.

A matéria durou menos de trinta segundos, enquando um dos âncoras repetia a legenda da matéria “ Testemunhas alegam ter visto Tyler Lockwood, suspeito de assassinar a jovem Victoria Donavon, e considerado foragido pelo estado do Arkansas, nas imediações de um famoso hospital de luxo em Atlanta. Não ouve tumulto e até o presente momento, não há mais informações. Se você viu esse homem ligue para o seguinte número....”

Cobri a boca com ambas as mãos impedindo qualquer som, e podia bem ter desmaiado se não fossem os braços de Damon ao meu redor. Inconscientemente minha mão deslizou até o meu ventre. A gravidez ainda não perceptível à olhos desatentos, mas já fazia mais de um mês e eu estava começando a me acostumar com a ideia.

— Isso é sério? — Sussurrei assustada — Vocês entregaram o caso para a polícia? Vão deixar o Tyler ser caçado como um animal? Isso não... — Se continuasse, começaria a falar então apenas busquei o olhar de Damon.

— Eu não sei de nada — Ele encarou Kai — Talvez ele tenha brigado com o Niklaus.

— O tio Nik e seus cães de guarda — Kai riu meneando a cabeça — Desculpe, também não ouvi nada sobre isso.

— Acho melhor ligar para o Elijah — Damon se desvencilhou de mim, mas mal deu dois passos antes de todos sermos pegos de surpresa com o som da campanhia.

Aquilo já estava se tornando um hábito.

.

Katherine Mikaelson

Tristan estacionou o carro na calçada da antiga casa dos Salvatore e enquanto a janela descia lentamente tive de inibir a presente onda de memórias que me assombrava de épocas passadas, quando eu costumava ser mais jovem e irresponsável.

— Nós chegamos, mamãe? — Nadia se remexeu inquietamente ao meu lado, então suspirei e deslizei os óculos de sol, fingindo um sorriso enquanto tomava uma decisão.

— É, acho que sim — Respondi e voltei a fitar a casa onde eu e Damon costumávamos nos encontrar na época em que ele e Rebekah se afastaram. Ainda lembrava claramente do dia que o convenci à ir áquela maldita festa.

Flashback.

— Continue andando — Ele riu enquanto puxava meu pulso me conduzindo através das escadas, Damon sorriu ao encontrar um quarto vazio e ao entrarmos me puxou para perto de si selando nossos lábios. Eu tive medo naquele instante, sabia que tudo dependia daquele momento. Todo o passado que tive e todo o futuro que havia planejado.

— Você perdeu o juízo? — Reclamei rindo, enquanto o segurava perto o suficiente — Estão todos em casa.

Acariciei o tecido azul escuro de sua gravata enquanto ele tentava me beijar outra vez.

— Eu não me importo com os outros, eu quero você.

— Eu? — Sorri e desviei o olhar.

Mais cedo eu havia conversado com Elijah, ele nunca tinha dado muita importância para minhas investidas, e apesar de termos tido bons momentos juntos, parecia estar mais interessado na minha meia irmã sem graça. Hayley não era mais interessante do que eu, e eu nunca iria admitir perder um homem como ele para minha própria 'irmã'. Eu sabia que Elijah era tudo que eu queria e na época estava tão focada em conseguir alcançar minhas metas que Damon não passava de um meio para um fim, nunca tentei ver a situação por uma ótica ética. Eu achava que se era era babaca o suficiente para trair a esposa comigo, merecia ser usado no meu plano bobo para seduzir seu irmão. Então naquela tarde eu havia chamado Elijah com a desculpa de estar preocupada com Rebekah. Disse que sabia que ele gostava tanto de mim quanto eu dele, e que devia no fundo ser só uma paixonite de menina boba , mas que precisava da sua ajuda. Ele, como sempre, se mostrou muito prestativo e solícito então comecei a contar minha história.

“ O Damon veio falar comigo há uns meses” Eu disse pra ele “ Me dizendo que estava preocupado com Rebekah, que ela estava ausente, e agindo de maneira estranha. Você sabe que somos muito próximas, sim? Mas eu não percebi nada de diferente e disse isso para ele, desde então o Damon tem me procurado sempre para essas conversas e eu tentei ajudá-lo no início, porque queria o melhor para a Rbekah, mas ultimamente ele vem parecendo obcecado, não para de me ligar, pede que eu o encontre, me manda flores, ele até tentou me beijar outro dia, acho que está confuso e triste, eu só queria o melhor pra todo mundo, entende?”

Foi uma fala longa, Elijah ouviu com atenção enquanto seus olhos se enchiam de raiva. E claro, era tudo mentira. Eu sabia que uma ferida no ego de um homem como ele não se curaria facilmente. Ele, mesmo que não estivesse apaixonado por mim como eu por ele na época, não me perderia para o irmão bastardo. Não deixaria que sua irmã fosse trocada por uma garota que, por direito, devia ser dele. Então depois de toda a encenação que fiz, Elijah disse que ficasse tranquila, e que mais tarde, depois da festa, falaria com Damon.

Assim que uma música lenta começou a tocar e Damon me levou pelas escadas, enviei uma mensagem para Elijah...

— Katherine — Damon continuava sorrindo — Eu vim nessa festa boba só pra ficar perto de você.

— Isso é bom, mostra algum carinho — Sorri o provocando, e então percebi passos no corredor — Não vai me dar um beijo de boa noite?

Não deu tempo de me arrepender.

Damon sorriu, me puxou pela cintura e beijou meus lábios com intensidade. Quase na mesma hora ouvi a porta abrindo, então o empurrei com toda a força e gritei:

Você entendeu tudo errado! — Damon me encarou confuso e eu comecei a chorar, Elijah que acabara de entrar no quarto viu toda a cena, mas fingi não ter notado e continuei — Eu não quiz dizer... Céus Damon! Você é casado com a minha melhor amiga!

— Kate? — Damon balbuciou confuso e então Elijah avançou no curto espaço e o empurrou, afastando-o ainda mais de mim.

— Que porra você pensa que está fazendo? — Gritou — A minha irmã, Damon? Quantas vezes...

— Não se mete nisso Elijah! Você não sabe de nada!

— Não me meter nisso? Eu não vou deixar você e sua estupidez foder essa família outra vez. Você é pior que o Niklaus!

Continuei chorando desconsolada, até que Elijah me abraçou me dizendo que ia ficar tudo bem.

— Katherine? — Damon que ainda não tinha entendido, buscou meus olhos, mas Elijah me levou para fora antes de dizer:

— Deixa minha namorada em paz, Salvatore!

….

Flashback off

— Sra Mikaelson? — Tristan pigarreou — Sra Mikaelson?!

— O quê? — O encarei assustada enquanto tentava afastar as memórias indesejadas.

— Quer que eu a acompanhe? — Pensei um pouco na proposta, mas apesar de Tristan ser um bom motorista barra segurança, eu nunca o considerei muito amigável. Prefiria lidar com Damon sozinha.

— Quer saber? Se eu bem me lembro tem uma sorveteria virando a esquina, leva a Nadia pra um passeio, eu não vou demorar.

Tristan assentiu e Nadia não protestou, então agarrei a bolsa, desci do carro e andei até a porta tendo que respirar fundo antes de tocar a campainha.

Porque tudo aquilo parecia péssima ideia?

Elena Gilbert

Damon me encarou depois de olhar para a porta, e então se deu um olhar significativo à Kai, que logo agarrou Sara pela mão e levou para dentro. Depois, se direcionou à porta.

— Espera! Isso é seguro? — Bonnie murmurou assustada, mas Damon não respondeu. Havia uma onda de nervosismo em mim, mas eu não podia negar que ver Tyler me deixaria um tanto aliviada. Mesmo depois de tudo, eu não conseguia odiá-lo e esperava que ele estivesse bem.

Quando ele abriu a porta foi um sopro de surpresa. Parou exatamente onde estava numa postura tensa, e olhar petrificado.

— Desculpem, cheguei em má hora?

— Katherine? — Perguntei confusa. Em todo aquele tempo no qual estava morando alí, ela nunca tinha nem falado em me visitar.

— Oi, Elena — Ela forçou um sorriso voltando a encarar Damon — Não vai me convidar para entrar.

Fui até eles, mas antes que pudesse cumprimentá-la percebi a forma contrariada como Damon a encarava. Adeus bom humor matinal.

— O que você quer aqui? — Ele cruzou os braços deixando claro que ela n~ao era bem vinda — Seu marido sabe onde você está?

— Santo Deus, Damon! — Ela replicou me lançando um olhar suplicante —O Elijah...

— Tia Kat! — Foi a voz de Kai quem nos interrompeu. Ele abriu um sorriso largo e então empurrou Damon para abraçar Katherine. Ela revirou os olhos, mas o abraçou de volta — Por que você não entra?

Antes que Damon pudesse protestar Kai puxou Kat pelo pulso e gritou:

— Sara! A tia Kat tá aqui!

Vendo o modo alegre como a menina correu e se jogou nos braços da minha irmã, até parecia um gesto simples de amor familiar, mas assim que Sara e Kat começaram a falar uma com a outra, Kai encarou Damon e mostrou um sorriso perverso.

Damon respondeu com uma expressão bem parecida, segurou o sobrinho pelos ombros e lhe deu um meio abraço enquanto sussurrava:

Eu vou te socar até estragar esse rosto de princesa.

….

— Como assim? — Perguntei alternando o olhar de Damon à Katherine. Eu estava sentada à mesa, ela à minha frente, e ele de pé. Bonnie havia ido levar Sara para passear enquanto conversávamos e Kai estava fazendo um chá.

— Sua irmã é uma serpente ardilosa — Damon resmungou encarando Katherine, mas ele parecia tão perdido quanto eu.

— Por favor Damon, não é hora para isso! — Ela parecia genuinamente nervosa.

— Você tem notícias do Tyler? É isso? — Perguntei aflita. Kat mexeu no cabelo nervosamente e ficou de pé ignorando seu celular que tocava.

— O Tyler está irritado porque o Damon está te mantendo longe dele — Ele tentou falar e ela interrompeu — E eu sei que deve estra com saudades, mas Elena, é melhor pra você estar longe de alguém como ele!E antes que me diga que eu não sei, acredite, eu já fui exatamente quem você é agora, jovem, ingênua e audaciosa, mas tudo o que você acha que precisa, no fim das contas... Não é suficiente... — A voz dela se perdeu como se nem se desse conta sobre o que estava falando, achei até ter visto um brilho úmido em seu olhar. Damon a encarou chocado.

— Katherine? Está tudo bem? — Tentei ir até lá e abraçá-la, mas ela recuou um pouco, pigarreou e passou as mãos no cabelo antes de continuar.

— Você não precisa se preocupar comigo...

— É claro que preciso, e depois de tudo que você tem feito por mim sem pedir nada em troca... — Sorri tristemente — Eu sou grata ao Tyler por ter ficado ao meu lado quando a Jenna morreu... Mas eu entendo as coisas más que ele fez, eu sei o monstro que ele parece ser, só... Eu também sou grata a vocês. Vocês dois. Kath, você e o Damon, agora, são algumas das pessoas mais importantes na minha vida, o Jeremy só está aqui pela ajuda de vocês, e eu até sei que vocês têm problemas, mas eu adoraria que pudessem se dar bem.

— O Tyler não é um monstro, Elena — Ela riu, e tive certeza de ver lágrimas dessa vez — Nós somos os verdadeiros monstros. O Tyler não seria um bacaca se não fosse o Nik, o Nik não teria se tornado um maníaco vingativo se a Rebekah ainda estivesse viva, a Rebekah não teria morrido se...

— Como se atreve? — Damon gritou socando a mesma com tanta força que fez uma das cadeiras cair — Como se atreve a falar o nome dela? Nessa casa?

— Damon...

— Ela ainda estaria aqui se você não houvesse fodido seus jogos de manipulação é isso? Não insulte a memória dela com seu falso arrependimento!

— Se você não estivesse tão cego pela raiva... — Ela finalmente deixou as lágrimas rolarem assim como Damon — Eu nunca te disse o que deveria de verdade.... Damon, eu sinto muito.

Ele não respondeu. Apenas desviou o olhar carregado de angústia.

Katherine susṕirou, limpou as bochechas e se voltou para mim.

— O Tyler esteve no hospital, é verdade. Ele esteve com o Jeremy

— O quê? Como ele está? Kathe...

— Ele está bem, recebeu alta... Mas nós não sabemos o que o Tyler disse para ele... O Jeremy disse que só falaria com você.

— Não tem problema! — Eu ri — Eu posso...

— Não... Elena... O Elijah decidou abri o caso para a mídia porque acha que ele pode ser perigoso para todos nós. Houve um conflito no hospital, ele esfaqueou uma das enfermeiras. Bem, nossa meia irmã, a Meredith.

— O quê? — Damon interrompeu. E de repente me lembrei da presença de Kai quando ele veio até nós, com uma aparência preocupada:

— A mamãe está bem?

— Eu preciso ver o Jeremy.

Falamos ao mesmo tempo.

— Estão todos bem! Olha Elena — Ela ainda parecia lutar contra as lágrimas — O Jeremy está em casa, agora.

— Na sua casa? — Perguntei espantada — Não! O Jer deveria estar comigo! Damon!

— Ela está certa — Ele resmungou desgostoso — Nós não sabemos o que o Tyler queria, é melhor vocês não terem uma ponte.

— Mas isso é ridículo! O Jer é meu irmão, nós sempre... — Tentei não chorar — Por favor.

— Elena, pensa em tudo que aconteceu... Não é bom para o Jeremy estar no meio disso tudo.

— Vocês não podem fazer isso comigo! Não é justo! Você nem conhece o Jeremy direto, ele... Kai? Diz pra eles que isso não é certo!

— Desculpe, tia Elena — Ele sussurrou — Nós não discutimos com a família.

As lágrimas despencaram dos meus olhos numa torrente sem fim.

— Por que você veio até aqui?

— Eu só queria poder concertar as coisas... — Ele mais uma vez passou as mãos pelo cabelo — Assim que tivermos o Tyler sob controle tudo vai melhorar... Desculpe.

Katherine começou a se afastar, mas então Bonnie errou com uma expressão amena.

— Onde está a Sara? — Damon avançou até ela que nos encarou assustada — Bonnie?

— Ela logo alí com a filha da Katherine e o segurança dela... Eu não achei que fosse um problema.

Damon se voltou lentamente para Katherine.

— A Nadia está aqui? — Sua expressão aderiu à uma mascara calma, com um sorriso bobo.

— Damon... — Ela disse num tom suplicante — por favor...

— O Elijah não vai gostar disso, pessoal — Kai disse ainda mais sério que antes — É melhor irem embora. Se o Nik acabar descobrindo que estão se falando...

Cala a boca Malachai — Katherine e Damon repetiram ao mesmo tempo.

— Me deixa ver ela — Damon se aproximou de Katherine quase trêmulo e à beira de um ataque de nervos — Eu nunca vou perdoar você, porque eu nunca vou conseguir me perdoar, mas eu juro Kate, eu posso tentar. Só... Me deixa ver ela por favor.

— Damon não me pede isso — Katherine chorou — Eu não posso...

— O que está acontecendo aqui? — Olhei para ambos que permaneceram se encarando às lágrimas, enquanto o silêncio reinava. Então encarei Kai questionava. Ele suspirou e disse:

— O tio Damon acha que a Nadia é filha dele.

— Ela é.

— Não, ela não é! — Katherine elevou o tom — E vocês deviam parar de falar isso. Foi um erro vir aqui!

Katherine correu em direção a porta, e Damon a seguiu. Kai foi o próximo e então eu.

— Papai! — Sara gritou quando nos avistou do lado de fora — A Nadia está aqui...

Katherine parou de repente, enquanto Damon se agachou ao lado de Sara e Nadia sorriu.

— Tio Damon!

— Damon! — Katherine gritou parecendo apavorada, e eu não entendi até seguir seu olhar.

Do outro lado da rua, um mercedes preto estacionou lentamente e de lá saltou alguém que eu não precisaria olhar duas vezes para reconhecer.

Nik. Ou como eles diziam, Niklaus Mikaelson.

— Ah — Ele riu — Eu adoro reuniões de família.

Notas finais
Por uma série de motivos vinha pensando em desativar essa conta. Mas C.W é uma das primeiras histórias que escrevi e gostaria de terminar a postagem. Seria muito importante para mim que vcs comentassem, sério mesmo. É muito difícil escrever sem incentivo. Afinal tá acabando e não tem muito sentido continuar sem feedback. Eu realmente queria agradecer à todos que vêm lendo todo esse tempo, e também gostaria de agradecer às pessoas que comentaram. Eu andei relendo alguns dos comentários e realmente fiquei feliz. Espero que tenham gostado, até aqui, e que continuem comigo. beijos. Medusa! PS: SOCORRO, O NIK APARECEU.