Criminal Ways

12 12 - Resquícios


Notas iniciais
Não. Vocês não estão alucinando, é capítulo novo mesmo. Então gente, demorei muito mesmo, eu sei. Eu queria ter vindo aqui antes, mas a verdade é que estava muito desanimada, e em outros capítulos que postei com pressa acabei fazendo algumas coisas de que me arrependi, então pensei muito mesmo antes de fazer esse. Também fiquei desanimada em ver a proporção de reviews em relção aos leitores. Mas é isso, se ainda tiver alguém lendo, boa leitura! Beijos

~ Pov Damon ~

– Não estou dizendo que ela não precisa de ajuda. Estou dizendo que ela não quer – Expliquei pelo que me parecia a décima vez enquanto esfregava os olhos tomado pelo cansaço. Por mais que eu odiasse admitir as explosões sentimentais de Elena haviam mexido comigo. Algo dentro de mim quebrou ao vê-la chorar daquele jeito, fazendo uma dose de raiva correr por minhas veias. Era como reviver algo que eu queria acreditar ter deixado para trás, mas no fundo sabia que levava comigo.

– Então você a convence, Damon! Não é isso que os advogados fazem? Vendem uma ideia?

– Ela é sua irmã, afinal de contas – Ergui os ombros – É difícil fazê-la ouvir, às vezes penso que estou olhando pra você quando ela fala. Como se fosse uma cópia menos usada – Sorri de lado tentando amenizar a amargura na minha voz com o sarcasmo.

– Eu duvido muito – Ela riu me encarando de soslaio – Ouvindo assim Damon – Ela se inclinou perto de mim e correu os dedos pelo meu rosto puxando meu lábio inferior – Parece que ainda está apaixonado por mim.

– Ah estou? – Ergui uma sobrancelha e ela mordeu os lábios em resposta. Ri incrédulo do quão persuasiva ela podia ser quando queria e a empurrei pra longe – Depois do que você fez comigo não tem a menor chance.

– Então minha irmãinha talvez tenha – Provocou sentando na beira da cama, meneei a cabeça negativamente puxando a cortina para observar o movimento de um carro estacionando na calçada.

– Tem razão, ela não se parece com você – Ri largando o tecido e me encaminhando pra fora do quarto – Não é uma vadia manipuladora.

– Assim você me magoa, Dam.

– Ah, não era a intenção querida – Espelhei seu tom sarcástico – Talvez consiga algum consolo. Seu marido acabou de chegar.

– Aah Damon, você costumava gostar de mim – Ela franziu os lábios numa expressão infantil – Não tem saudades? Talvez você devesse voltar mais tarde...

– Talvez você devesse ir pro inferno.

– Talvez – Ela riu enquanto me seguia de longe. Desci as escadas apressado com ideias novas rondando minha cabeça. Precisava voltar e falar com Elena, e também era melhor não deixá-la sozinha por muito tempo, ainda não sabia quanta influência Tyler tinha sobre ela.

***

Pov Elena

Eu estava completamente furiosa enquanto andava de um lado para o outro no quarto. Damon havia me trancado! Dizia a mim mesma que devia ficar calma, mas havia uma voz insistente na minha cabeça dizendo que devia ligar para Tyler, ele certamente daria um jeito de me tirar Dalí.

Bati insistentemente na porta por um tempo e chamei por ajuda, mas ninguém me socorria, ele devia ter cuidado disso também. Caí na cama com a irritação queimando cada vez mais, até que comecei a ler as mensagens que Tyler havia me mandando por toda a noite, as primeiras perguntavam onde eu estava, as seguintes imploravam para que eu ligasse de volta, em seguida vinham ameaças desconexas seguidas de pedidos de desculpas e coisas como “Você não pode levar meu filho para longe de mim”

A bateria estava acabando. E a raiva não me deixava pensar direito. Fui até o banheiro e lavei o rosto, me sentia tonta e enjoada então, pelo que me parecia a milésima vez, liguei pra Damon que dessa vez atendeu:

– Não me diga que está sentindo minha falta?

– Não me diga que quer ser processado por cárcere privado.

– Eu tenho mais chances de ser assassinado por um de seus amigos, antes que você consiga um advogado melhor que eu, Elena.

– Acredite, está bem perto de você ser assassinado por mim. Onde você está... Ou melhor, onde eu estou?

– Num quarto, querida – Ele usou aquele tom irritante que eu odiava – E eu dirigindo, sabe o que dizem sobre dirigir e telefonar não é?

– Não se atreva a desligar o celular Damon!

– Se eu bater o carro, Elena, quem vai abrir a porta? Chego em vinte minutos...

Damon! Damon... Damon?!

Pouco depois de ele ter desligado a bateria acabou, e eu voltei a perambular no quarto procurando me acalmar. Estava indo até a janela quando o barulho da porta destrancando me distraiu. Ele tinha dito vinte minutos, então o quê...?

– Desculpe – Uma garota loira com olhos assustados sussurrou depois de abrir de abri a porta então saiu de lá o mais rápido possível, sem me dar chance de fazer perguntas.

– Ei... – Caminhei em direção à porta, mas antes que chegasse a ela, ele o fez. Quando o vi, dei dois passos pra trás, mas ele apenas sorriu ao entrar no quarto para depois sentar na cama.

– Quarto bonito...

Encarei seus olhos cristalinos e risonhos, assustada enquanto tentava entender o que ele estava fazendo ali.

– Nick?

– Olá Elena, precisamos conversar. Você não acha? Estive te procurando por um longo, longo, longo tempo querida.

Notas finais
Primeiro preciso agredir muito à Lia, essa linda que me ajudou com esse capítulo e me incentivou a continuar CW... Bem, gente. O que eu tenho pra dizer a vocês talvez não seja tão legal. Eu estava decidida a excluir Criminals e recomeçar a postar ela outra hora, mas então me dei conta de que devia alguma explicação a vocês e por isso resolvi continuar. Mas eu só continuo mesmo se tiver leitores, do contrário não tem muito sentido né? Preciso saber se ainda estão aqui e principalmente, preciso da opinião de vocês pra me guiar, tá legal? A história acaba aqui? É com vocês. Beijos