Criminal Monsters: One Case to Solve

2 Capítulo 2 - Taking everything in my stride... Or not


Notas iniciais
Ok, não aguentei e resolvi postar mais um :3 Muito obrigada, Giu por gostar da fic, isso ajuda muito

Winchesters POV:

— Finalmente! – Dean falou descendo do Impala. – Estou morto de sono.

— Vamos pegar as chaves e dormir. – Sam comentou, passando reto pelo irmão. Eles haviam chegado tarde da noite no motel, que por coincidência, era o mesmo das irmãs Brooks.

— Quarto de solteiro duplo. – Dean disse batucando no balcão, enquanto Sam trazia as malas para dentro do hotel. – Para o mês. Reserva no nome Lennon.

— Quarto 16. – A moça jogou as chaves para ele, sorrindo. Ele retribuiu o sorriso.

— 16! – Dean gritou para o irmão e foi direto para o quarto. Abriu a porta ruidosamente e ligou a TV em um volume relativamente alto.

— Tenta não fazer muito barulho. – Sam comentou, entrando no quarto. – Acho que ouvi as pessoas do quarto ao lado reclamando.

— Ninguém reclama de barulho em um motel, Sammy! – Dean retrucou.

— Que seja. – Ele bufou. Se atirou na cama, fazendo um barulho alto e ouviu alguma coisa ser atirada contra a parede.

Brooks POV:

— Mas que droga é essa? – Giovanna acordou com a barulheira do quarto ao lado. Viu que sua irmã dormia tranquilamente e não percebia o barulho. Pegou o celular e viu o horário: três horas da manhã. – Giu... Giulia, acorda.

— Hmmm... – A irmã resmungou e sentou na cama, olhando para Gio. – Que foi?

A caçula nem precisou responder, os seres irritantes do outro quarto fizeram o favor de fazer ainda mais barulho do que antes.

— O quê esses desgraçados estão fazendo? – Giulia atirou um travesseiro na parede com força. – Eu estou tentando dormir!

— Correção, eu estou tentando dormir. Você está hibernando aí do lado e não escutou nada do que fizeram antes da senhorita acordar. – Giovanna reclamou. Giu apenas a encarou com o olhar de morte.

Giulia começou a andar pelo quarto, perdendo completamente o sono.

— Eu não quero saber o que esse animal está vendo! – Giovanna socou a parede. – Eu só quero dormir mais do que quatro horas! – choramingou frustrada. – Será que é pedir demais?

A mais velha resolveu ligar o rádio no volume máximo, e começou a escutar Fuel de Metallica.

— Vamos ver se eles curtem essa banda. – Giu riu com escárnio. A barulheira do outro quarto cessou por alguns instantes, fazendo com que as irmãs sorrissem com alívio.

Mas tudo que é bom, dura pouco.

Conseguiam ouvir a música deles tocar ainda mais alto do que a delas. Identificaram Some Kind of Monster, também de Metallica.

— Parabéns, você conseguiu piorar tudo, Giulia Brooks. – Gio encarou a irmã com o olhar de “vou te matar no meio da noite” que só ela conseguia fazer. Socou a parede ainda mais forte, cheia de raiva.

Giulia deitou na cama, sem saber o que fazer. Já eram quatro da manhã e o sol já iria nascer. Estavam surpresas pelo fato de que ninguém estar incomodado pela música incrivelmente alta que ecoava pelos corredores. Giovanna levantou da cama, arrumou o pijama (que era basicamente uma camiseta preta do Pink Floyd e um shorts cinza de pijama) e foi em direção à porta.

— O quê você vai fazer? – Giu perguntou curiosa, mas sem levantar a cabeça da cama.

— Ah, você vai ver... – A caçula falou com a voz baixa, porém assustadora, e saiu do quarto.

Winchesters POV:

— Quero ver se eles aprendem agora. – Dean aumentou o volume da música até que sentiu a parede estremecer. Novamente batiam, mas com muito mais força do que antes.

— Vão quebrar a parede desse jeito. – Sam falou, quase gritando para ser escutado. O som estava muito alto.

Ouviram batidas fortes na porta. Desligaram o rádio, pensando que era o gerente do motel e perceberam que o ser do outro quarto havia desistido da briga.

— Vai abrir, Dean. – Sam sussurrou para o irmão.

— Eu não! Vai você, Sam. – Dean retrucou e empurrou-o para a porta. Sam fuzilou-o com o olhar e abriu a porta. Não era o gerente, mas sim uma moça.

Uma moça que estava para matar os dois.

— Er... Posso ajudar? – Sam perguntou sem jeito para a jovem que estava parada na porta. Ela era muito bonita, com os cabelos ondulados castanhos puxados para o mel, olhos verdes e a pele clara. Era esbelta, com curvas bonitas do corpo, principalmente as da cintura.

— O que vocês pensam que estão fazendo? – Ela perguntou, fazendo com que os dois conseguissem sentir o ódio em cada sílaba que dizia. – Sabem que têm outras pessoas nesse lugar que querem dormir, não é?

— Me desculpe boneca, mas sabe que aqui é um motel, não é? – Dean rebateu com um sorriso convencido no rosto. Ele também havia reparado nas curvas da moça, mas não como o irmão, que praticamente babava.

— Cala a boca. – Ela o encarou com o olhar de morte e ele estremeceu. A jovem olhou para os dois e começou a andar lentamente em sua direção. – Se eu escutar mais um barulho vindo desse quarto, eu juro que vocês não passam de amanhã. – Ela disse ameaçadoramente e saiu batendo a porta com força.

— O quê foi aquilo? – Dean perguntou surpreso.

— Não tenho ideia e não quero descobrir. – Sam falou indo em direção à sua cama. – É melhor dormirmos também, Dean. Temos muito trabalho a fazer amanhã.

Brooks POV:

— Giovanna Brooks, levanta dessa cama agora mesmo! – Giulia se atirou na cama da irmã caindo por cima da caçula.

— Daqui não saio, daqui ninguém me tira! – Gio empurrou a moça da cama e cobriu-se com as cobertas até a cabeça.

— Nós. Vamos. Ver. Os. Corpos. – Giulia começou a saltar na cama da irmã, cuidando para não cair em cima dela. – Levanta daí criatura!

— Sabe que não é legal dormir só quatro horas por noite. – Giovanna resmungou, rolando e caindo no chão. – Hmmmf...

— Não faz drama. – Giu puxou a irmã para ficar de pé. – Troca de roupa de uma vez, que eu vou estar te esperando no carro.

— Tudo bem.

Giovanna se trocou relativamente rápido. Colocou uma camiseta xadrez azul, calças jeans e seu inseparável All Star. Ao contrário da irmã, que usava uma jaqueta de couro por cima de uma camiseta vermelha, shorts jeans e botas curtas.

— Vamos comer? – A mais nova perguntou esfregando a barriga e entrando no carro.

— Você só pensa nisso né? – A mais velha riu. – Eu vi uma lanchonete aqui perto que parece ser muito boa. Também fica perto do necrotério.

— Yaaaay! – Giovanna vibrou. Giulia só ria. – O quê está esperando? Liga o carro!

— É pra já! – Elas saíram rindo do motel.

BAU POV:

A equipe estava reunida em uma lanchonete qualquer, indo tomar o café da manhã antes de ir interrogar as famílias das moças mortas e ir ao necrotério.

— Acho que seria um homem caucasiano com a idade entre 30 e 40 anos. – JJ arriscou. – Provavelmente ele deve ter outro parceiro, precisaria estar em uma ótima forma física para arrastar os corpos para sarjetas tão longes.

— Talvez esse “outro parceiro” esteja servindo só de motorista. – Reid observou. – Percebam como os crimes aconteceram em lugares distantes, mas em um espaço de tempo curto.

— Conseguiu fazer o perfil geográfico? – Morgan perguntou.

— Ainda não, mas estou trabalhando nisso. – Spencer respondeu.

— Acho difícil ser o trabalho de só uma pessoa. – Rossi balançou a cabeça. – Como a JJ disse, ele precisaria estar em uma ótima condição física para arrastar os corpos. Porém, ele também precisaria de ajuda para imobilizar as mulheres e torturá-las sem que gritassem. Alguém deveria estar tapando as bocas e segurando-as.

— Podem ter sido duas pessoas, mas ele poderia tê-las nocauteado com uma pancada na cabeça ou algum sedativo. – Morgan sugeriu. – E então o motorista as levaria para serem mutiladas.

— Posso ajudar? – Uma garçonete chegou exatamente quando Derek disse “serem mutiladas”. Ela não pôde deixar de encará-los com uma expressão estranha.

— FBI, não se preocupe. – JJ mostrou as credenciais e a garçonete pareceu se acalmar.

— Graças a Deus vocês estão aqui. Eu fiquei sabendo do assassinato de Kat Burke e das outras moças. Kat trabalhava aqui e nós éramos amigas. – A garçonete disse um pouco triste.

— Sinto muito. – Morgan respondeu empático.

— Sem problemas. – A garçonete sorriu. – Então, o que vão querer?

— Panquecas e café. – Reid pediu.

— Torta. – Rossi sorriu.

— Dois sanduíches. – Morgan pediu para ele e JJ.

A garçonete saiu para pegar a comida dos agentes, enquanto eles ainda discutiam sobre o caso. Duas moças jovens, ambas com os cabelos castanhos entraram pela porta, chamando a atenção de Reid. Elas sentaram em uma mesa próxima a deles e pegaram um notebook de uma mochila, o qual estava com a mais nova das duas.

— Parece que um certo alguém está interessado nelas. – JJ riu.

— Claro que não! – Spencer negou nervoso. – Não seja boba.

— Não fique encarando, tente ser discreto. – Ela cutucou o rapaz. Percebeu que uma das moças olhava para a mesa deles, mas logo desviou o olhar.

— Nosso garoto está crescendo. – Morgan riu, também olhando para a mesa das garotas e depois para Spencer.

— Enfim, onde estão Hotch e Blake? – Reid disse já vermelho.

— Estão na estrada, indo para o necrotério, mas não mude de assunto. – Rossi disse rindo. Uma das moças saiu do balcão, tentando levar um copo de água em direção à mesa exatamente na hora que Reid levantou. Eles esbarraram e a moça acabou derramando a água nele.

— Meu Deus, me desculpe! – Ela cobriu a boca com as mãos, completamente envergonhada. Pegou um guardanapo de uma das mesas e começou a passar na roupa do rapaz, tentando fazer com que secasse pelo menos uma parte da roupa.

— Calma, está tudo bem. – Ele riu, tirando o cardigã que usava, ficando só com a camisa social.

— Não está não, eu te molhei todo! – A moça continuava se desculpando.

— Foi só o cardigã mesmo, viu? – Ele mostrou a camisa, que estava totalmente seca. Ela pareceu se acalmar um pouco.

— Ainda bem. – Ela riu, um pouco sem jeito.

— Giovanna, vamos embora! – A irmã chamava. – Consegui o que precisava.

— Já estou indo, Giu! – A jovem gritou de volta. Ela sorriu para o rapaz, ainda um pouco sem graça. – Até mais.

Ele a viu sair atrás da outra moça, entraram em um Chevy Caprice 70 da cor preta e então sumiram na estrada. Reid olhou para a mesa e viu que a moça havia esquecido um pequeno caderno, um diário talvez, que estava lacrado por uma faixa de couro.

Brooks POV:

As irmãs finalmente chegaram na lanchonete que Giulia havia dito que era decente. Realmente, ela não tinha mentido: parecia ser aconchegante e conseguiam ver tortas, bolos e outras guloseimas na vitrine.

Pegaram uma mesa próxima a um grupo de pessoas que pareciam compenetrados em algo sério.

— Trouxe o notebook? – Giu perguntou.

— Nunca saio sem ele. – Gio pegou a mochila, que tinha deixado apoiada na cadeira ao seu lado. Tirou o computador da mochila e percebeu que havia um rapaz olhando em sua direção, mas ela rapidamente desviou o olhar.

— Ui ui, tem alguém olhando para minha maninha! – Giu provocou.

— Giulia Brooks, não enche. – Giovanna a repreendeu. – Provavelmente ele está olhando para você, não para mim.

— Você não está acostumada com esse tipo de tratamento, então não consegue identificar. – Giulia riu, um pouco convencida.

— E eu te perguntei? – A irmã riu sarcástica e recebeu uma cotovelada de Giu. – Vadia.

— Idiota.

Uma garçonete se aproximou das duas, perguntando o que iriam comer e elas pediram torta de limão. A garçonete prontamente trouxe os dois pedaços, deixando as moças felizes da vida.

— Enfim, vamos nos concentrar no caso. – Giovanna disse massageando a lateral de sua cintura. – Conseguiu descobrir mais alguma coisa sobre as mulheres?

— Claro que não! É exatamente por isso que estamos procurando agora, idiota. – Giulia zombou, também recebendo uma cotovelada da irmã. Elas pareciam crianças de 7 anos brigando.

— Estúpida. – Gio olhou feio para a mais velha. – Vai procurando aí que vou pegar um pouco mais de água.

— Ta.

A moça foi até o balcão e quando estava voltando para a mesa, o rapaz que a observava mais cedo esbarrou nela e a jovem derrubou seu copo d’água nele.

— Meu Deus, me desculpe! – Ela cobriu a boca com as mãos, sentindo suas bochechas começarem a arder. Ela estava muito envergonhada. Pegou um guardanapo da mesa ao seu lado e começou a passar freneticamente no local molhado.

— Calma, está tudo bem. – Ele ria enquanto tirava o cardigã, ficando apenas com uma camisa social.

— Não está não, eu te molhei todo! – Ela continuava se desculpando, corando cada vez mais. Não conseguia acreditar no que fizera.

— Foi só o cardigã mesmo, viu? – Ele mostrou a camisa e depois o cardigã, comparando os dois. Gio conseguiu se acalmar um pouco.

— Ainda bem. – Ela continuava sem graça.

— Giovanna, vamos embora! – Giulia chamava. – Consegui o que precisava.

— Já estou indo, Giu! – Ela gritou de volta. Sorriu para o rapaz, ainda um pouco sem graça. – Até mais.

Saiu correndo para alcançar a irmã que já entrava no carro, sem checar se havia pegado tudo.

— FBI? – Giovanna pegou as credenciais no porta-luvas.

— Sempre. – E se dirigiram ao motel para trocar de roupa.

Winchesters POV:

Sam e Dean foram do hotel até o necrotério, parando apenas para pegar um pedaço de torta e um sanduíche no caminho. Emparelharam com um Chevy Caprice 70 preto, que insistia em se manter ao seu lado, quase como se quisesse apostar corrida. Dean virou para o lado e viu duas moças cantando ao som alto e estridente de Highway to Hell.

— Sam, olha pro lado. – Ele disse chacoalhando o irmão que se ocupava com os mapas. – As garotas são bem bonitas.

— Não discordo. – Sam riu. Ele olhou para a passageira, que também estava cheia de mapas, e ela lhe pareceu familiar. – Dean, vira à esquerda.

Ele virou, mas não tirou os olhos da motorista, que usava óculos de sol e tinha os cabelos curtos, castanhos. No momento ela usava uma camiseta vermelha, blazer preto e calças jeans, assim como a irmã. O carro, assim como a dona, também era muito bonito. Assim como o deles, também era um Chevy, porém não era um Impala. A moça virou o carro na mesma direção que eles.

— O carro é lindo, mas não ganha de você. – Dean murmurou, quase abraçando o volante.

Eles passaram o Caprice e chegaram no necrotério, estacionando o carro algumas quadras à frente.

— Agentes Deacon e Grose. – Dean mostrou as credenciais ao legista, e Sam fez o mesmo.

— Mais agentes? – O homem assoviou, surpreso. – Nunca vi tantos no mesmo caso!

Por uma fração de segundo, os Winchesters congelaram.

— Gostamos de ter visões diferentes de outros departamentos para ajudar na investigação. – Sam falou com o homem, tentando parecer profissional.

— Enfim, sigam-me. – O legista os levou até uma salinha onde mais um homem e uma mulher estavam. Os Winchesters começaram a suar frio. – Como eu estava dizendo aos agentes Blake e Hotchner, os cortes parecem ter sido feitos há pelo menos quatro dias, com algumas horas de diferença. O assassino usou uma faca para cortá-las e as amarrou com correntes em uma cadeira. – Ele mostrou o pulso de uma das mulheres, que estava vermelho e rasgado pelas lascas de madeira que tinham sido retiradas. – Ele usou algumas drogas para conseguir dopá-las, mas essa não foi a causa da morte.

— Interessante. – O agente Hotch comentou, falando pela primeira vez. Olhou os relatórios. – No exame toxicológico não apareceu nenhum uso de drogas.

— Tivemos que refazer o exame nelas, tinha sido inconclusivo.

— Se me permitem perguntar, agentes, de que área vocês são? – A agente Blake perguntou aos irmãos, que no momento analisavam o corpo. Eles rapidamente trocaram olhares e se prepararam para responder quando outras duas moças entraram na sala.

— Agentes Scott e Rose. – Elas disseram mostrando as credenciais, parecendo confiantes. O legista se surpreendeu com as duas, nunca tinha visto tantos agentes em um só caso.

— Trabalhamos com análise comportamental e tecnologia. – Giovanna disse antes que Blake pudesse perguntar. – Na unidade de Clarksburg, Virgínia.

— Que coincidência, trabalhamos em Quantico. – Blake apertou a mão das duas agentes e se virou para os irmãos. – E os senhores? Não responderam a minha pergunta.

— O mesmo que elas. – Sam respondeu. Estavam na frente de quatro agentes de verdade, então precisariam parecer profissionais.

— Enfim, o que temos aqui? – Giulia perguntou, parando ao lado de Dean.

— Ele usou correntes para amarrá-las e as estripou com uma faca. – Giovanna respondeu, parando ao lado de Sam e olhando o relatório. – Parece que usou clorofórmio para fazê-las adormecer.

— É bem comum alguns torturadores fazerem isso. – Sam comentou pegando as fichas.

— Parece que ele retirou todos os órgãos das vítimas e roubou as cabeças. – Dean observou. As duas moças trocaram olhares. – E drenou o sangue.

— Ele pode ser sádico. Esse tipo de pessoa gosta de fazer outras sofrerem. – Giu olhou para a outra moça que a fitava preocupada. – Ele sente prazer em machucar as pessoas.

— Esperem um segundo. – O telefone de Hotch começou a tocar. – Morgan, vocês já estão na casa? Ele deixou alguma pista ou evidência? – Houve silêncio ao ouvir a resposta. – Espere um pouco, vou colocar na viva-voz.

— Então, nós encontramos um bilhete na casa de todas as mulheres dizendo assim: “Vou matar todas da sua raça, nem que seja a última coisa que eu faça.” Chega a ser um pouco estranho, não?

— Muito obrigado, peça para Garcia e Reid analisarem o bilhete. Quando chegarmos aí, nós ajudamos vocês. – O homem agradeceu.

— Ele já definiu seu M.O – Giu falou para todos ali presentes. – Ele irá evoluir em breve e mais pessoas serão machucadas. Pela força que ele usou, acho que deve ter uns 30 ou 40 anos, ou talvez ele possa ter sido ajudado.

— Ele é canhoto ao julgar pelas marcas da faca no corpo delas. – Gio observou. Seus olhos verdes faiscavam, preocupados e pensativos. – Também estava inseguro ao cometer seu primeiro crime, porém foi ficando cada vez mais confiante.

Enquanto todos discutiam o perfil do assassino, Blake tirava fotos dos corpos com o celular para mandá-las ao resto da equipe.

— Acho que todos já temos um bom parecer. – Ela comentou. – Foi muito bom trabalhar com vocês.

— Igualmente. – Os quatro caçadores falaram ao mesmo tempo. Os agentes mais velhos saíram da sala, deixando apenas os jovens na sala.

— Bom, temos que voltar e notificar a equipe. Boa sorte para vocês. – Giovanna apertou a mão dos dois e saiu. – Scott, eu estarei esperando no carro.

— Tudo bem. – Giulia viu a irmã mais nova sair da sala e abrir a porta do Caprice. – Boa sorte. – Giulia fez o mesmo, deixando os dois sozinhos com caras de besta.

— Eu já vi uma delas antes, tenho certeza. – Dean disse pensativo. – E também já ouvi os nomes Rose e Scott em algum lugar.

— Verdade. Acho que era aquela mais alta. – Sam concordou. – Mas mesmo assim, não podemos ficar pensando nisso agora, vamos voltar para o hotel.

Os dois se dirigiram à saída e entraram no Impala, imersos em pensamentos.

***

Brooks POV:

— Serial killer uma ova. – Giulia disse já dentro do carro. – O cara pode até ter prendido as mulheres ali, mas com certeza não foi um humano.

— Quais as opções? – Giovanna perguntou revirando a mochila atrás do diário. Não conseguia encontrar em lugar nenhum.

— Você viu que o sangue foi drenado e que as cabeças foram roubadas. – Giulia respondeu revirando os olhos. – Acho que é meio óbvio.

— Mas por que um vampiro drenaria outro?

— Ele tem seus motivos. – Giulia deu de ombros.

— Giu, você tem ideia onde está o diário? – Gio perguntou começando a ficar preocupada, não dando ouvidos à irmã. – Eu não consigo encontrar!

— Já procurou na mochila? No banco de trás, ou sei lá?

— Revirei cada centímetro dessa desgraça! – A mais nova entrou em pânico As duas trocaram olhares percebendo a gravidade da situação. – Eu não estou achando, droga!

— Fica tranquila, acho que alguém encontrou. – Giulia tentava acalmá-la, mas ela mesma não conseguia se controlar muito. – Onde foi a última vez que você o viu.

— Naquela lanchonete, hoje de manhã.

— Vamos para lá então. – Giulia acelerou o carro e foi o mais rápido que a velocidade permitia ir.

Elas praticamente derrubaram a porta do lugar, correram até o balcão e chamaram um garçom.

— Senhor, você viu algum caderno de couro largado naquela mesa ali? – Giulia disse tentando não parecer desesperada. – Acho que o esquecemos aqui hoje de manhã.

— Ah sim, um rapaz o levou. Ele voltou aqui há pouco tempo e me pediu para entregar isso para vocês. – O homem respondeu e entregou um cartão na mão de Giulia. Ela congelou ao ver do que era.

— Obrigada. – Ela agradeceu ainda mais preocupada e saiu do lugar, arrastando a irmã pela mão.

— O quê foi? – Giovanna perguntou, percebendo que a irmã estava alterada.

— Tenho boas e más notícias, qual quer ouvir primeiro? – A moça respondeu, tentando se acalmar.

— A boa notícia. – A mais nova respondeu hesitante.

— Bom, encontramos seu diário. – Antes que a caçula pudesse soltar um suspiro de alívio, a mais velha continuou. – A má notícia é que o FBI o encontrou antes de nós. – Giulia entregou o cartão para Giovanna, que congelou ao ler aquelas palavras: Dr. Spencer Reid – BAU, FBI.

BAU POV:

Reid havia ficado com Blake e Garcia analisando o papel que haviam encontrado na casa das mulheres mortas. Além do fato de ter sido escrito com sangue, não havia nenhuma outra marca de que poderia ter sido feito por alguém. Não havia digitais, nem marcas de amassado no papel. Estava novo em folha.

— Não consegui encontrar nada. – Garcia bufou cansada.

— Blake, tente encontrar algo na caligrafia dele, algo que o denuncie. – Spencer suspirou. Não conseguira pensar em qualquer outra coisa além do caderno que aquela moça havia esquecido na lanchonete. – Tentem achar alguma coisa, vou fazer o perfil geográfico.

Spencer andou até uma sala mais reservada, onde tinha um painel com as fotos das vítimas e o mapa da cidade, sentou em uma das cadeiras e ficou encarando o painel.

— Por que isso me incomoda tanto? – Ele perguntou para si mesmo, pegando o caderno. Resolveu abrir e dar uma olhadinha, afinal, não ia fazer mal a ninguém.

Nem tente ler esse diário se você não sabe o que somos ou não acredita nesse tipo de coisa. Mas se você sabe: 1) Que dó de você, e 2) Você continua não tendo permissão para ler o diário. Mas se tem alguém fuçando essa desgraça, já vou me apresentando: meu nome é Giovanna Brooks. Sou dona desse diário e aqui escrevo, junto com minha irmã, Giulia Brooks, todos os nossos casos e acontecimentos de nossas vidas. Isso um dia pode servir de ajuda para alguém, se essa pessoa estiver tendo um dia bem ruim ou sendo perseguida por um fantasma. Enfim, se você quiser ser um caçador assim como nós, leia e encontre as dicas. Divirta-se e boa sorte.

— Mas o quê...? – O rapaz se surpreendeu. Ficou curioso e começou a ler os relatos contidos naquele diário, mesmo sabendo que tinha trabalho a fazer.

Notas finais
Então, gostaram do capítulo? Alguma opinião especial ou sugestão? (Sim, eu usei uma parte da letra - um pouco modificada - de "Highway to Hell". Vocês vão me ver fazendo isso muitas vezes xD). Provavelmente eu volte amanhã à noite para postar o próximo, se não no domingo ^^ Beijos de torta :3