Criminal Monsters: One Case to Solve

3 Capítulo 3 - Twenty ways to start a fight


Notas iniciais
Não consegui postar ontem por causa do computador, que só de birra resolveu excluir o capítulo ;-; Enfim, aproveitem ^^

Mais um dia longo de trabalho. Giu e eu praticamente cruzamos o país para matar um transmorfo que estava causando problemas em uma floresta. Aparentemente, esse lindo ser do universo (se não percebeu, isso era para ser sarcástico.) estava matando os jovens que acampavam na floresta que ele morava. Essas criaturas são basicamente lobisomens, porém podem se transformar de homem para cão quando bem entenderem. Como eu odeio transmorfos.

O único lado bom disso foi que finalmente conseguimos ir para Los Angeles. Agora posso tirar isso da minha lista de “coisas que tenho que fazer antes de morrer.”

Enfim, lá estávamos nós, ainda na Califórnia (San Diego, mais especificamente), quando nosso querido Bobby Singer nos liga com um caso:

— Alô? – Atendi o telefone, desligando o rádio e recebendo um olhar fuzilante de Giulia por isso. – Oi Bobby! – Pausa. – Sim, ela está aqui comigo. – Outra pausa. – Ok, vou colocar na viva-voz.

— Garotas, conseguem me ouvir? – Bobby perguntou ao telefone.

— Alto e claro. – Giulia respondeu sem nem tirar os olhos da estrada.

— Tudo bem. Ao que parece, tem um wendigo em um parque florestal em San Francisco. Todos os outros caçadores já tinham casos, e vocês estavam sem um, então eu pensei que...

— Nem tenta disfarçar que éramos sua milionésima opção. – Eu ri e pude ouvir Bobby bufando.

— Enfim, eu quero que vocês vão lá e matem o desgraçado. Acho que vão gostar do lugar, é o famoso Golden Gate Park. Procurem pelo guarda florestal Jones, ele vai saber o que fazer.

— Obrigada. – Giulia agradeceu e eu desliguei o telefone. – Seria bom ele ter me dito isso quando estávamos em Nevada, eu não precisaria fazer esse retorno enorme.

— Pelo menos já paramos em Vegas. – Comentei. – Já ganhei muito dinheiro nos cassinos, no pôquer e na sinuca da última vez.

— Mas isso não é uma coisa boa? – Giu riu.

— Pode ser, mas lá é meio chato e tem luzes demais. É muito chamativo.

— Mesmo assim, viva Las Vegas! – Giulia riu alto e ligou o rádio novamente, que por ironia do destino estava tocando Viva Las Vegas. Fomos para São Francisco gargalhando, ouvindo músicas e, sempre que podíamos, parando em bares na estrada.

Aliás, para quem não sabe, um wendigo é uma criatura sobrenatural que faz parte da mitologia do povo indígena da América do Norte Ojíbuas. De acordo com a mitologia, o wendigo é formado a partir de um humano qualquer, que passou muita fome durante um inverno rigoroso, e para se alimentar, comeu seus próprios companheiros. É mais a história de um canibal filho da mãe, mas com poderes de invisibilidade, rapidez sobre-humana e que é feio que nem o Diabo. Além dessas habilidades, estão estas: imitar a voz humana, escalar árvores, suportar cargas muito pesadas, e, além disso, tem uma inteligência sobre-humana. E para matar esses desgraçados é preciso esquartejá-los. Mas pode queimá-los também, eu acho infinitamente mais fácil.

Nós basicamente íamos tocar fogo nele e rezar para que não pegasse em nenhuma árvore por perto.

Enfim, acabou que tivemos que nos meter no meio do mato para procurar uma caverna e finalmente acabar com a raça daquele desgraçado. Mas o que foi mais legal é que quase fomos presas e cada uma ficou com milhares de cortes e hematomas no corpo. Esse foi o ponto alto da viagem.

*Giulia invadindo o diário*

Tenho que admitir, esse caso não foi um dos melhores. Eu vou dar um breve resumo do que aconteceu quando chegamos no parque:

Tudo já começou mal, as viaturas da polícia podiam ser vistas na frente do lugar, o que era um péssimo sinal. Pelo menos estávamos com os nossos ternos e as credenciais falsas do FBI. Naquele dia os nomes seriam Harrison e Young (juro pra vocês que Giovanna teve um ataque histérico quando viu o nome “Giovanna Harrison” na carteira).

–-— Como se você não tivesse feito isso também, senhorita Giulia.

Ok, ok, eu talvez tenha feito isso em alguma ocasião, mas mesmo assim. O parque.

Chegamos lá já vestidas, com tudo pronto e fomos direto ao encontro dos policiais para saber o que estava acontecendo.

— Posso ajudar? – Um home de meia-idade estava sentado em frente em uma mesa em sua sala. Ele era meio careca, com um pouco de cabelo ao redor da cabeça e era magro.

— Boa tarde, somos as agentes Harrison e Young, do FBI e viemos para saber dos assassinatos dos adolescentes que aconteceram aqui. – Giovanna disse e mostrou sua credencial e fiz o mesmo. – Sabe de alguma coisa?

— Não muito. – O homem admitiu. – Só que esse foi o quarto jovem que morreu nesse mês e que eu me lembre, foi a primeira vez que ele veio acampar por aqui.

— Você pode nos mostrar a sala do guarda Jones? – Pedi. – Precisamos falar com ele.

— Claro. Sigam-me. – O guarda nos levou a uma sala afastada, onde um homem de mais ou menos 30 ou 40 anos estava lidando com alguns papéis. – Senhor Jones, essas duas agentes querem ver você.

— Podem entrar. – Jones nos respondeu sem tirar os olhos da papelada. – Faça-me o favor de ir acalmar os policiais ali fora.

— Sim. – O homem que nos trouxera naquela sala saiu e nos deixou sozinhas com aquele cara. O guarda Jones levantou e se aproximou. Ele era magro e alto, e parecia simpático.

— Então Bobby ficou sabendo do wendigo. – Ele riu. – Vocês devem ser as irmãs Brooks, Giulia e Giovanna. Já ouvi falar muito ao seu respeito.

— Espero que sejam coisas boas. – Sorri. – Mesmo assim, sabe alguma coisa sobre o caso?

— A hora do ataque se repetiu todas as vezes: meia-noite e dez.

— Bom saber do denominador em comum. – Gio bufou. – Acho melhor irmos lá hoje à noite.

Então lá fomos nós procurar aquele bastardo no meio da noite. Pensamos que seria fácil, mas quem disse que facilitam as coisas para as irmãs Brooks? Justamente naquela noite, a polícia resolveu investigar a mesma área em que estávamos. Eles não acreditaram em nós ao ver que as credenciais eram falsas e estavam logo nos levando para a viatura quando o wendigo nos atacou, matando alguns policiais. Tenho que admitir, ele chegou na hora certa. Para nós.

Atacamos o monstro com tudo, obviamente conseguindo milhares de cortes pelo corpo e inutilmente o cortando também. Giovanna distraía o wendigo enquanto eu fazia a fogueira e tentava passar o fogo para a tocha ao meu lado.

— Anda, anda... – Eu praticamente rezava para aquela desgraça acender. Até que houve um estalo e o fogo começou. – Isso!

Peguei a tocha e atirei no wendigo, vendo-o inchar até explodir. Não foi uma cena muito bonita de se assistir.

— Aleluia. – Giovanna deu um meio-sorriso. Ela estava com um corte enorme no rosto e uma mancha de sangue estampada na parte de trás das costas. – Vamos voltar para o hotel, pelo amor de Deus.

— Esse foi o caso mais rápido da história. – Comentei. – Resolvemos em um só dia.

— Pois é. – Ela concordou. – Agora eu necessito de um banho e tratamento, essa droga dói demais.

— Nada que um whisky não resolva. – Começamos a rir enquanto mancávamos até o Caprice. Gio estava pior do que eu, mas ela mascarava a dor completamente. Isso é o que eu chamo de ser forte.

*Fim dos relatos do diário*

Reid ficou besta com aquilo. Estava completamente cético a respeito daqueles relatos e até pensou que era brincadeira, mas folheou algumas páginas e percebeu que aquilo parecia ser sério. Ainda não acreditava, mas queria ver se era real ou não.

— Garcia, procure por Giulia e Giovanna Brooks. – Reid pediu à mulher pelo telefone. – Acho que elas podem ajudar na investigação.

— Não consegui encontrar tanto quanto gostaria, mas aqui vai. – Garcia respondeu após alguns segundos. – As duas irmãs nasceram no Kansas, em Wichita mais especificamente, moraram com a mãe sempre mudando de cidade, por conta de uma invasão e incêndio, na qual ficaram órfãs de pai. – Garcia fez uma pausa, claramente penalizada pelas garotas. – Elas estudaram em muitos colégios por conta da mudança constante de emprego da mãe. Meu Deus, elas moraram praticamente em todos os estados do país! A mãe morreu há 5 anos. – Mais uma pausa. – Depois dos 17 anos da mais nova, não existem mais registros das duas. Pelo registro de nascimento, Giulia tem 26 anos e Giovanna tem 22. Elas já foram vistas dirigindo um Chevy Caprice 1970 da cor preta.

— Consegue mandar uma foto das duas e do carro? – O rapaz perguntou.

— Já estão no seu celular. – Ela respondeu. – Chame se precisar de algo.

— Obrigado e avise se encontrar mais alguma coisa. – Ele respondeu e desligou a ligação. A foto começou a baixar e aos poucos os cabelos castanhos da mais velha e os ruivos da mais nova eram mostrados, logo os olhos verdes da mais alta e os castanhos da mais baixa e então o corpo delas. Na foto, as irmãs seguravam casquinhas de sorvete e riam para a câmera, abraçadas.

— Meu Deus... – Spencer levou a mão à boca ao ver a foto. Ele as reconhecera da lanchonete há poucos dias atrás, a moça dos olhos verdes havia derrubado água nele. Logo a foto do carro foi baixada e podia-se ver claramente o contorno de duas pessoas dentro dele. A placa não era muito visível, mas era possível distinguir as letras e os números: SBS 062.

O rapaz foi correndo até Hotch e mostrou as fotos, contando tudo o que Garcia havia lhe dito.

— Eu já vi essas duas moças antes. – Hotch falou impressionado. – Elas se passaram por agentes do FBI de Clarksburg quando fomos ao necrotério.

— Eu as encontrei em uma lanchonete hoje cedo. Uma delas esqueceu esse diário, então resolvi pegar. E parece que essa não foi a única vez que elas se passaram por agentes. – Reid entregou o diário para Hotch, que o folheou, lendo os casos por cima.

— Reid, esse tipo de coisa é besteira. Essas criaturas não existem. O que te faz pensar que elas podem nos ajudar? – Hotch perguntou sério.

— Eu também não acredito nisso, mas incrivelmente o M.O do assassino se encaixa. – Reid pegou o diário das mãos do chefe e folheou até a última página que as duas tinham escrito:

Novo caso em Nova York. Parecem ser vampiros ao julgar pelas mordidas nos pescoços e com todo o sangue ter sido drenado do corpo. Pelas fotos que eu consegui dos arquivos do governo (são muito fáceis de conseguir, eles tem que melhorar a segurança), elas tiveram todos os órgãos removidos, foram estripadas e largadas em sarjetas depois de terem sido amarradas com correntes em cadeiras. Ele quer parecer o mais normal o possível ao tentar cortar as vítimas e dar uma de “Jack, o Estripador” para cima de nós. Ou o próprio Jack resolveu voltar, dessangrou as vítimas e então fez o seu trabalho.

Eu e Giu estamos fazendo as malas para ir para Nova York amanhã. O que vai ser bom, já que quero visitar a Estátua da Liberdade e o Empire State, mas com certeza não vai ser para o vampirinho. Ele que se cuide.

— Entenda senhor, nós estamos tentando resolver este caso apenas com o perfil psicológico do assassino, enquanto elas sabem mais do que nós. Além disso, se não conseguirmos acabar este caso a tempo, podemos prendê-las por tentarem se passar por agentes federais em diversos estados do país. – Reid disse tentando convencer o chefe.

Hotch hesitou. Ele sabia que deveria confiar no rapaz, mas ainda não acreditava naquilo que lera no diário.

— Tudo bem, reúna a equipe, vamos procurar por essas garotas. – Hotch cedeu. – Mas sem essas coisas sobrenaturais.

Reid ia responder quando o telefone começou a tocar, era Garcia.

— Reid, eu consegui descobrir mais uma coisa. – A voz da mulher era ouvida pelo viva-voz do telefone. – Encontrei algumas gravações dos motéis e lugares que elas se passaram por agentes federais.

— Ótimo! – O rapaz exclamou.

— Enfim, elas sempre usam os sobrenomes de membros de bandas, como “Jett”, “Harrison”, “Scott” e “Young”. E baseado nisso, resolvi ligar para alguns motéis por aqui e encontrei o que elas estão ficando. – Sua voz tinha um ar triunfante. – Podem dizer que sou demais.

— Você é Garcia, muito obrigado. – Spencer agradeceu.

— Antes que pergunte, já passei o endereço para vocês. – Ela riu. – Chamem quando precisar.

Os dois desligaram o telefone e reuniram toda a equipe, contando todas as informações que tinham.

— Esse é o endereço do motel que as duas estão. Não ataquem, a menos que elas tentem alguma coisa. – Reid aconselhou. – Lembrem-se, nós queremos a ajuda delas para resolver o caso.

Todos pegaram os coletes a prova de balas e foram direto para o hotel das moças. Encontraram o Caprice estacionado na frente do motel e ao seu lado, um Impala.

— Tem alguma reserva de quartos no nome Jett, Scott, Young ou Lennon? – Morgan perguntou. A recepcionista se assustou com a quantidade de pessoas paradas no balcão. Eles mostraram as credenciais e ela relaxou um pouco.

— Bom, temos reservas nos nomes Jett e Lennon nos quartos 15 e 16. – Ela respondeu olhando o computador. A mulher sorriu e passou as chaves para os agentes, que agradeceram e saíram.

Eles pararam na frente dos quartos e contaram até três para então derrubarem as portas com um chute. As luzes estavam acesas, então tomaram um susto com a cena vista: As moças haviam prendido os rapazes em cadeiras e os amordaçado.

Winchesters POV:

— Rose e Scott... – Dean murmurava enquanto voltavam para o motel. – Já ouvi esses nomes em algum lugar, não estavam juntos, mas com certeza já ouvi.

— Dean, elas não vão aparecer. – Sam riu e balançou a cabeça. – Não importa o quanto você repita, elas não vão aparecer.

Dean ignorou o comentário do irmão, ainda tentando descobrir de onde vinham os nomes. Estava tão próximo de lembrar, mas a memória não cooperava. Resolveu ligar o rádio e Welcome to The Jungle de Guns N’ Roses começou a tocar.

— Axl Rose é muito... – Dean parou no meio da frase. – Meu Deus, Guns e AC/DC!

— O que foi? – Sam se assustou com o grito repentino de Dean.

— Axl Rose e Bon Scott. Os sobrenomes das duas “agentes”, – ele fez aspas com os dedos. – eram Rose e Scott.

— O que quer dizer que são caçadoras. – Sam concluiu.

— Exatamente! – Dean exclamou. – E sabe, acho que uma delas me parecia familiar.

— A de cabelos compridos? – Dean confirmou a pergunta do irmão. – Pois é. Ela parece aquela moça que nos xingou na noite passada... – Sam parou no meio da frase. Ele e Dean trocaram olhares e aumentaram a velocidade do Impala, chegando em poucos minutos no hotel. Pararam no estacionamento ao lado do Caprice das moças e o reconheceram de quando haviam ido ao necrotério.

— Definitivamente são elas. – Sam comentou. – Se não me engano, elas estão no quarto ao lado do nosso.

— Não faça nenhum barulho. – Dean pegou um clipe de papel e começou a arrombar a fechadura. Um clique foi ouvido quando a porta foi aberta e os dois sorriram vitoriosamente. O quarto estava escuro, não conseguiam enxergar nada além dos contornos de algumas poucas coisas, como as camas e a TV. Acenderam as luzes, mas antes que pudessem reagir a qualquer coisa, algo os derrubou no chão e então sentiram uma dor forte em seguida, apagando na hora.

— Eu avisei que eles iriam nos seguir. – Giovanna falou convencida. – Você me deve cinco pratas.

— Chata. – Giulia resmungou. – Mas enfim, o quê os dois estão fazendo aqui?

Eles abriram os olhos, ainda atordoados e com a visão turva. Conseguiram distinguir as formas de duas garotas apontando armas em suas direções. Tentaram se mexer, porém perceberam que estavam amarrados em cadeiras.

— Nem tentem escapar. – Ela apontou a arma para os Winchesters. – Agora respondam, o quê estão fazendo aqui?

— Que fofa, ela acha que vamos responder. – Dean zombou e a moça lançou um olhar de morte em sua direção.

— Dean, acho que não é uma boa hora para isso. – Sam o repreendeu, percebendo o olhar e a arma da outra, fixos em seu rosto.

— Bom, “agentes” Deacon e Grose, seria melhor vocês começarem a falar. – Giulia começou a falar e a rodear as cadeiras. – A começar pelos seus verdadeiros nomes.

Ao ouvir a irmã falar isso, Giovanna pegou as credencias dos rapazes com um gesto rápido e passou uma delas para Giulia.

— Mas como... – Sam a olhou impressionado.

— Mãos leves, meu bem. – Ela deu um riso sem humor. – Agora vamos ver, você – Ela apontou para Sam. – deve ser Sam Deacon.

— E você é Dean Grose. – Giulia finalizou apontando para Dean. Eles assentiram em resposta. As duas moças trocaram olhares e gargalharam alto, fazendo com que os dois não entendessem essa reação.

— O que tem de tão engraçado nos nossos nomes? – Dean perguntou com a sobrancelha levantada.

— “Muito prazer, Srs. Queen!” – Giulia fez uma voz afetada. – Ah, conta outra!

— E vocês, Srtas. AC/DC e Guns N’ Roses. – Dean rebateu. Elas pararam de rir com muito esforço.

— Sabe, nós não nascemos ontem. – Giovanna recomeçou, desta vez ela rodeava as cadeiras. – Conseguimos reconhecer caçadores de longe.

— Sobrenomes reais. Agora. – Giulia inquiriu.

— Não antes de vocês dizerem seus nomes. – Dean sorriu convencido para Giulia. – Qual é, nós dissemos os nossos, então temos direito de saber os seus.

Elas trocaram olhares.

— Giulia.

— Giovanna.

— Tudo bem, agora os sobrenomes de vocês. – Dean continuou. Giulia teve que se segurar para não quebrar aquela cara-de-pau na mesma hora.

— Eu pedi primeiro. – Ela respondeu e novamente apontou a arma em sua direção. – Sejam justos.

— Winchester. – Sam soltou, vendo que não tinham outra escolha. Dean lançou um olhar incrédulo ao irmão, do tipo “mas por que raios você vez isso?!”. Elas congelaram por meia fração de segundo, mas logo voltaram ao jeito durão. Abaixaram as armas, mas não os soltaram das cadeiras.

— Brooks. – Giovanna revelou, quase levando um tapa da irmã mais velha. Eles também tiveram uma alteração nas expressões, mas também logo voltaram ao normal.

— Sam e Dean Winchester, filhos de John Winchester. – Giulia falou como se estivesse filosofando. – Interessante.

— Giulia e Giovanna Brooks. – Dean comentou no mesmo tom. – Filhas de Carol Brooks. Bom saber.

— Eu geralmente faria as perguntas do tipo “como conhecem nossa mãe” “como ouviram falar de nós”, mas estou com preguiça agora. – Giovanna deitou na cama e pegou um livro na cabeceira. – Acho que consigo conviver com a dúvida.

Os dois pareciam curiosos e Giulia percebeu isso.

— Dando um resumão, seu pai conhecia a nossa mãe e eles caçaram juntos. – Ela suspirou. – Fim da história.

— Agora sei quem era a moça de quem o pai sempre falava no diário. – Dean falou para Sam.

— Calem a boca, estou tentando ler aqui. – A mais nova reclamou sem nem tirar os olhos do livro que lia.

Sherlock Holmes? – Sam se impressionou. – Não imaginei que lia isso.

— Mas Giulia, por favor, coloca a droga de uma mordaça na boca desses dois? Eu não agüento mais ouvir a voz deles! – A moça reclamou.

— Achei que nunca fosse pedir. – A mais velha rasgou alguns pedaços de pano de um dos lençóis velhos e amarrou ao redor das bocas dos irmãos, fazendo duas mordaças improvisadas. – Prontinho.

Um estrondo foi ouvido e a porta foi aberta bruscamente. Toda uma equipe com coletes à prova de balas se encontrava ali. E, por ironia do destino, era exatamente a equipe que as duas procuravam.

POV da Autora:

— FBI, NÃO SE MEXAM! – Morgan gritou ao quase quebrar a porta com o pé. O mesmo sentimento foi sentido pelos quatro caçadores: agora eles estavam ferrados. – Giulia e Giovanna Brooks, vocês estão sendo procuradas por se passarem por agentes do FBI em quase todo o país.

— Morgan, espere. – Reid deu um passo à frente. Ele fez menção de que os outros agentes abaixassem as armas devagar e que não fizessem nenhum movimento brusco, tratando-as como se fossem animais selvagens. Ele tentava analisar a situação: Duas moças de 22 e 26 anos foram encontradas com dois rapazes amordaçados e amarrados em cadeiras em um quarto de hotel. – Nós queremos pedir a ajuda de vocês em relação ao caso.

Elas ainda não se mexiam, na realidade, faziam movimentos imperceptíveis indo em direção às armas debaixo dos travesseiros.

— Como assim? – Giulia perguntou desconfiada. – O FBI quer pedir ajuda para duas garotas comuns?

— Eu li o diário de vocês, sei que não são comuns. – Reid respondeu com calma e pôde perceber que as feições das duas mudaram nitidamente para um misto de preocupação e aceitação.

— Não sei por que, mas sempre soube que os federais leriam o meu diário de caça. – Giovanna comentou sarcástica.

— Pelo amor de Deus, não começa. – Giu a repreendeu, pensando que a irmã ficara maluca por começar a discutir com agentes federais.

— Olha, realmente queremos ajudar, só pedimos que soltem os reféns. – Rossi disse e recebeu um olhar incrédulo das irmãs.

— Reféns? – As duas disseram juntas completamente surpresas, então analisaram a situação. Realmente parecia que iriam torturar e matar os Winchesters.

— Olha, você entendeu tudo errado. Não queremos matar nem machucar ninguém. – Giulia disse lentamente, tentando assegurar a equipe de que não eram psicopatas.

— Então por que tem dois homens amarrados em cadeiras? – JJ perguntou.

— É uma longa história. – Gio bufou. – Teria que ser um caçador para entender.

— Não comecem a falar besteiras. – Hotch interviu. – Sabemos que esse tipo de coisa não existe.

— Desculpe estourar a sua bolha, mas existe sim. – Gio respondeu. Giu a encarou xingando-a mentalmente por começar a discutir com federais. – Tudo isso, cada monstro, cada fantasma, cada criatura horrenda que você tinha medo quando criança existe. Eles estão por aí, matando e machucando pessoas inocentes, e é o nosso trabalho protegê-las.

— Isso é loucura. – Hotch replicou começando a se irritar com aquilo. Estava sendo inútil tentar conseguir a ajuda delas naquele caso. – Acha que vão nos enganar falando besteiras assim?

— Se você acha isso, pergunte à agente Jareau. – A moça respondeu calmamente. Todos os olhares se voltaram para a loira, que parecia ter sido pega de surpresa. – Lembra do que aconteceu há alguns poucos anos atrás?

— Do que ela está falando? – Morgan perguntou à agente.

— Isso foi antes de termos Henry. – Ela começou. – Nós tínhamos nos mudado para essa casa antiga, que muitos diziam que era assombrada, mas como você, eu pensei que era idiotice. Alguns dias mais tarde, começamos a ouvir barulhos na casa e víamos as luzes piscando sem parar. Até que um dia, eu ouvi gritos e coisas sendo quebradas na sala, então eu vi Will jogado no chão sangrando, uma mulher de terno preto e algo invisível estava rasgando o corpo dele. Eu gritei e ela virou para mim, mas antes que pudesse reagir, duas moças entraram na sala e começaram a atirar em sua direção, até que caiu morta no chão. As garotas deveriam ter 18 e 22 anos na época, mas agora eu consigo reconhecer bem vocês duas. – JJ apontou para as garotas que desamarravam os Winchesters.

— Aquela vez era um demônio. – Giulia lembrou. – O seu marido deveria ter feito um pacto, ou sei lá, porque a coisa tava feia naquele dia.

— De qualquer forma, devemos escutá-las. – Spencer deu um passo à frente. – Não vamos prender vocês, só queremos a sua ajuda.

— Com uma condição: quero que nos prometam que não vão nos prender, nem prender os Winchesters. – Giu apontou para os rapazes que assistiam quietos a conversa. Os agentes ficaram bestas com a menção do sobrenome dos irmãos.

— Isso nós não podemos prometer. Sam e Dean Winchester são procurados por matar dezenas de pessoas em todo o país. – Morgan disse.

— Não fizemos isso. – Sam falou pela primeira vez desde que havia sido amordaçado. – Eram leviatãs que tinham tomado a nossa forma.

— Então vamos fazer um acordo: provem que esse negócio sobrenatural é real e vocês não vão ser presos. – Blake ofereceu tentando ser diplomática. – Nenhum de vocês. Caso contrário, adeus liberdade.

— Tudo bem, parece justo. – Giulia e Sam falaram juntos antes que seus irmãos começassem a reclamar.

— Mas, antes de fazer qualquer coisa... – Giovanna andou até ficar frente a frente com Reid. – Eu quero meu diário de volta, Dr.

— Aqui está. – Ele entregou o caderno para a moça.

— Obrigada. – Ela tomou o caderno de suas mãos bruscamente.

— E, aliás, como sabe quem sou eu? – Ele perguntou, finalmente percebendo o que a moça dissera.

— Tem milhares de fotos da equipe de vocês na internet. – Ela deu de ombros. – Até parece que não iríamos procurar por imagens de vocês antes de fazermos qualquer coisa.

— Enfim, acho melhor começarmos a analisar o caso. – Giulia disse. – O que temos pessoas?

— Eu acho que é um vampiro. – Gio deu sua opinião. – Sinceramente, o sangue foi drenado.

— Mas eu não vi as marcas das dezenas de dentes no que restava dos pescoços. – Giulia apontou.

— Deve ser um vampiro clássico, um Drácula da vida. – Dean ironizou. As moças riram, enquanto os agentes se concentravam na visão mais realista do caso. O mais velho dos Winchesters se levantou sem que percebessem e começou a rodear as malas das moças. Pegou um pote contendo um pó e despejou tudo ali dentro. Voltou para o lugar sem que ninguém notasse.

— Tudo bem, já temos o nosso monstrinho, agora o denominador comum. – Sam pegou alguns relatórios que ele tinha conseguido mais cedo com o legista. – As mulheres tinham entre 27 e 30 anos, todas casadas ou comprometidas. Todas foram mortas do mesmo jeito: sangue drenado, órgãos retirados sem o menor cuidado e as cabeças arrancadas.

— O cara poderia ser um açougueiro. Ele leva jeito para isso. – Giovanna deu um riso sem muito humor e Sam sorriu.

— Conseguiram alguma coisa com o bilhete estranho? – Giu perguntou para os agentes do outro lado do quarto. – Poderiam ler para nós?

— “Vou matar todas da sua raça, nem que seja a última coisa que eu faça.” – Morgan releu o papelzinho. – Mas o que isso tem a ver com achar o “vampiro”?

— A raça... – Giovanna murmurava. – Temos que ver os corpos de novo. Acho que sei quem é, se ele tiver feito o que acho que fez.

— Como assim? – Giulia estava confusa. Não entendera nada do que a irmã dissera.

— Quando comecei a caçar, um amigo me ajudou. Ele era um vampiro centenário e que, por acaso, odiava as outras raças. Agora eu acho que ele voltou e está fazendo o trabalho por nós.

— Mas como ela é vadia! – Giu exclamou com um meio-sorriso, olhando para a irmã que ria de sua reação. – Como você nunca me contou, desgraçada?

— Nunca vi a necessidade disso. – Gio deu de ombros, ainda rindo, e recebeu um tapa da irmã.

— Então as mulheres eram vampiras? – Dean interrompeu, fazendo cara de quem entendera até certo ponto.

— Poderiam ser. Ele pode ter matado mulheres que estavam infectadas, que iriam se transformar logo, ou que já eram vampiras. – Giovanna explicou. – De qualquer forma, temos que voltar e ver os corpos. Eu não estou certa disso, mas é o melhor que temos.

— Mas como você sabe que era ele? – Blake perguntou do outro lado do quarto.

— Simplesmente por ter visto o modo do ataque. – Gio respondeu. – Ele foi bruto, drenou todo o sangue delas e tenho certeza de que arrancou as cabeças com as mãos. Agora, por que ele as estripou, eu não sei.

— Aliás, qual o nome do nosso querido vampirinho? – Giulia provocou a caçula. Esta apenas revirou os olhos.

— Sebastian. – A moça respondeu bocejando. – Devo ter alguma foto nossa recente.

Giovanna pegou a bolsa e procurou pelo celular, encontrando-o embaixo de alguns papéis. Abriu uma das fotos e jogou o aparelho para a irmã. Na foto mostrava um rapaz bonito, de cabelos castanhos e olhos azuis usando uma camisa preta antiga, jeans surrados e Giovanna abraçada nele. Os dois apoiavam duas espadas nos ombros e sorriam para a câmera. Giulia abriu um sorriso afetado ao ver a foto da irmã abraçada no vampiro e logo começou a encher o saco da caçula.

— Mas que fofura! Meu bebê arranjou um namorado e não me contou! – Giulia fazia um biquinho e ria da cara de pimentão de Gio.

— Cala a boca. – Ela resmungou. Todos riram de sua reação. – Somos só amigos, ta legal? Mesmo ele sendo um babaca.

— Que coisinha mais amada. – Giu apertou as bochechas da irmã. – Gigi Brooks já está crescidinha.

— Cala a boca, desgraça! – Gio atirou uma almofada na mais velha, aumentando ainda mais as gargalhadas. – Eu odeio que me chamem assim. O apelido é Gio, você sabe disso. – Vendo que isso não adiantara de nada, que só piorara situação, a moça pegou o pijama e foi trocar de roupa. – Que se dane, vou dormir.

— Ah, vem cá Gio, eu só estava brincando! – Giulia se levantou e foi até a direção da irmã que se trancara no banheiro. – Não se irrite tanto.

— Não estou irritada, estou cansada. – Esta fora a resposta obtida. Como se fosse verdade.

Uma música alta foi ecoada do banheiro, e poucos instantes depois a moça saiu com uma regata e uma calça de moletom, indo direto para a cama. Pegou um livro na cabeceira e ligou o abajur. Todos olharam para ela.

— Que foi, nunca viram uma mulher de pijama antes? – Ela perguntou ao ver todos a encararem. A maioria deu de ombros e voltou a trabalhar, porém percebeu os olhares de Sam e Spencer focados nela e sorriu internamente. Eles, envergonhados, viraram para frente, sem antes trocarem olhares desconfortáveis e mensagens silenciosas entre si.

— Isso é... Led Zeppelin? – Dean reconheceu a banda. – Heartbreaker.

— Me ajuda a relaxar.– A moça deu de ombros, sem tirar os olhos do livro que lia.

— Acho melhor acabarmos por aqui. – Reid fechou os livros a sua frente, exausto. – Conseguimos trabalhar em uma parte do perfil.

— Já dissemos que não é um ser humano. – Giulia bufou. Será que eles ainda não tinham entendido?

— Não começa. – Gio suspirou. Não estava nem um pouco a fim de discutir tudo aquilo novamente. – Deixa ele falar.

— Bom, se não for o “vampiro”, – ele fez aspas com os dedos. – poderia ser um homem de 30 ou 40 anos, branco, e provavelmente teria um parceiro que o estaria levando para os lugares da desova. Ele é sádico, sente prazer em ver as pessoas sofrerem.

— Tudo bem, trabalhamos demais por hoje, tivemos fortes emoções... Agora quem quer ver Doctor Who? – Giovanna perguntou um tanto animada.

— Você tava reclamando de cansaço há poucos minutos e agora quer ver Doctor Who. – Giulia não acreditou no que ouviu. – Ta me zoando, né?

— Eu nunca estou cansada para essa série, querida irmã. – Gio começou a preparar o computador. – Aliás, a quinta e a sexta temporada são as melhores!

— Só porque o Matt Smith está nelas. – Giu bufou.

— E a Karen Gillian que também é épica. – Gio rebateu.

— Enfim, já que você gosta tanto dessas temporadas, vamos ver o Night Terrors, da sexta.

Giovanna ficou encarando a irmã com cara de besta.

— Nem vem, você sabe que eu odeio aquelas bonequinhas do demônio, projetos de Annabelle.

— Disse o ser que se matava rindo no cinema quando alguém era atacado pela dita cuja. – Giulia revirou os olhos. Todos os outros as olhavam sem entender. – Deixa de drama e vem ver.

— Vadia.

— Idiota.

— Enfim, se não se incomodarem, saiam do quarto, por favor? – Giovanna apontou para fora. – Não ligo se têm policiais aqui, quero todos fora.

— Como ela é educada. – Giulia riu da irmã, que em resposta mostrou a língua. Quando estavam juntas, pareciam que tinham cinco anos.

— Giovanna, você pode me emprestar o seu diário? – Spencer perguntou indo em direção à moça. – Para pesquisar um pouco.

— Você já passou tempo demais com ele. Já teve sua chance. – Ela devolveu.

— É só pesquisa. – Ele pediu. – Precisamos saber mais sobre isso.

A moça trocou olhares com a irmã, desconfiada, mas por fim resolveu entregar.

— Quero que me devolva ele inteiro e sem nenhuma página faltando. – Ela inquiriu. – Estou confiando um dos meus bens mais preciosos a você, Dr. Reid, eu espero que não o estrague.

Todos se dirigiram à porta, saindo um por um e deixando as moças sozinhas no quarto.

— Amanhã a gente se fala. – Sam disse indo em direção à porta. Virou-se para dar mais uma olhada nas duas moças e percebeu que o agente do FBI mais jovem também as observava. Começou a se sentir um pouco estranho de ver aquela cena, como se uma mão invisível apertasse seu coração. Dean percebeu isso e abriu um sorriso malicioso, porém discreto. Saíram do quarto.

— E aí? – Dean perguntou ainda com o sorriso. – O quê está acontecendo com você e a Giovanna.

— O que tem ela? – Sam perguntou quase rápido demais.

— Parece que você e aquele garoto do FBI estão interessados nela. – Dean disse aumentando o sorriso. Adorava incomodar o irmão, ainda mais no quesito “garotas”. – Ah, vai dizer que não é verdade.

Sam ficou encarando o irmão com cara de paisagem. Era verdade, havia percebido que Spencer também estava interessado na moça, tanto que chegou a ficar com um pouco de ciúmes, mesmo ele não sendo sua dona.

— Você está vendo coisa onde não tem. – Ele bufou.

— Sei. – Dean riu. – Eu notei que você ficou nervoso toda a vez que via ou falava com ela.

— E você e a Giulia? – Sam começou a provocar também e Dean fechou a cara. – Eu também percebi isso.

— Ela é bonita. Muito bonita. – Dean devolveu. – Eu não tenho problemas para admitir isso, ao contrário de você.

— Eu nunca disse que Gio não era bonita. – Sam replicou e imediatamente fez a cara de paisagem de novo, percebendo o que o irmão fizera. Aquilo confirmou as suspeitas de Dean.

Um grito foi escutado do quarto das irmãs Brooks e Dean começou a rir.

— O quê você fez? – Sam perguntou desconfiado.

— Deixei um presente para elas. – O mais velho disse dando de ombros, mas com um brilho divertido nos olhos. – Foi por terem nos amordaçado.

— Que presente exatamente foi esse?

Nem bem Sam terminou de fazer a pergunta e batidas frenéticas eram feitas contra a porta.

— ABRE A DROGA DESSA PORTA! – As duas gritavam e esmurravam a porta. Os dois correram para atender as duas moças histéricas.

— O que aconteceu? – Sam estava preocupado com o efeito do “presentinho” sobre as moças.

— O quê vocês fizeram com as nossas roupas?! – Giovanna esbravejou. Sentou na cama, sendo seguida pela irmã. Sam podia ver que os braços delas estavam vermelhos e com marcas de arranhões, e que não paravam de se coçar. Ele lançou um olhar mortal para o irmão, que tentava segurar o riso. Giulia percebeu e parecia que ia explodir a qualquer momento.

— Você... – Ela estreitou os olhos e começou a caminhar ameaçadoramente na direção de Dean. – Você não sabe com o quê se meteu.

— A vingança ainda está por vir... – Giovanna disse. – Vocês não passam de amanhã.

— Mas como sabem que fomos nós? – Dean perguntou inocentemente. – Poderiam ter sido aqueles agentes do FBI.

— Claro, e entre eles tinha um que também se chamava Dean Winchester. – Giulia disse sarcástica, pegando no bolso do pijama um pote com os dizeres “propriedade de Dean Winchester”.

— Ah, o quê colocaram aqui? – Gio não parava de se coçar. – Foi pó de mico?

— Talvez? – Sam disse hesitante, mas querendo matar Dean por ter feito aquilo com as garotas.

— Levanta, vamos embora. – Giu chamou, mandando um olhar fuzilante aos Winchesters. – Não vale à pena discutir com esses dois idiotas, temos Doctor Who para ver.

As duas saíram batendo a porta e deixando os dois fitando a porta com cara de besta. Agora eles estavam ferrados.

***

BAU POV:

— Será que podemos confiar nos quatro? – Hotch perguntou quando chegaram no hotel. Estavam em um hotel próximo ao dos caçadores e pensavam em mudar para o mesmo na manhã seguinte. – Quer dizer, eles pensam que é um vampiro que matou todas aquelas mulheres.

— É o melhor que temos até agora. – Reid suspirou. Ele confiava nas garotas, mas não podia dizer o mesmo dos Winchesters. Eles eram procurados por terem matado centenas de pessoas pelo país, mas diziam ser inocentes e que leviatãs haviam cometido esse crime. Aliás, não havia ido muito com a cara de Sam, o mais novo dos dois irmãos. Ele parecia ser um bom rapaz, mas de algum jeito não gostava dele. Spencer havia percebido o jeito que Sam olhava para Gio, estava claramente interessado nela, assim como ele, mas não podia fazer nada a respeito.

Por quê? Pois não tinha coragem o suficiente para fazer qualquer coisa contra aquele gigante, e para falar com a moça fora das conversas intelectuais.

— Elas parecem entender mais do assunto do que nós mesmos. – Morgan admitiu impressionado. – Eles podem não ter um perfil pronto, mas parecem ter mais informações do que nós.

Reid apenas encarou o colega, ainda imerso em pensamentos. Ele ainda estava digerindo as informações dadas pelos caçadores, sobre os ataques do vampiro e das possibilidades do sobrenatural existir. Resolveu abrir o diário da Brooks mais nova, para dar uma pesquisada.

OK, como todo caçador sabe, lidar com vampiros é um pouco chato. É legal de matar? Mas é claro! Dá trabalho? Muito.

Uma técnica boa de matá-los (e a mais eficiente e usada) é da decapitação. O sangue humano também é eficiente, mas não na hora da morte. Ele serve para neutralizá-los brevemente, dando a você mais alguns momentos de vida que poderão ser usados para pensar em algum plano. A luz do Sol também não mata, mas é muito bom para prejudicá-los, porém não é letal e é bem limitada.

Vivem em ninhos de 8 até 10 residentes cada um e têm um companheiro para a vida eterna (até que alguém os mate).

Todos são originados do Vampiro Alfa, mas também podem fazer suas próprias progênies mordendo suas vítimas ou as fazendo beber o seu sangue.

Entre suas habilidades, como todo mundo sabe e conhece, estão a imortalidade, a força sobre-humana e os sentidos extremamente aguçados. Ninguém precisa ser o Einstein para saber o que cada uma dessas coisas significa, mas como eu sou uma pessoa muito querida e legal, eu vou dar uma breve explicação:

Esses sanguessugas têm a força um pouco maior do que humanos e quanto mais velho o vampiro, mais forte ele é. Podem enxergar no escuro, ouvir um coração batendo há quilômetros de distância e tem um olfato tão bom que podem sentir o cheiro de sangue há uma milha de distância.

É mais aconselhável usar um facão na hora de decapitá-los, o fio é bom e a lâmina é grande, então não tem como errar o alvo. Só se você for cego e não tiver nenhuma habilidade com facas e espadas.

Pelo jeito que isso era escrito, era obviamente Giovanna que se manifestava, irônica, porém intelectual. As informações eram detalhadas, mas escritas de um jeito mais largado e despojado, como se fosse alguma coisa comum para ela.

“Elas lidam com isso praticamente todos os dias.”, Spencer pensou ao ler o pequeno texto. Elas eram muito mais experientes do que eles na questão da caça ao sobrenatural, deveriam aceitar seus conselhos. Ele só precisava pensar em um jeito de convencer Hotch de que aquilo era uma boa ideia, o que não seria nada fácil.

— Acho melhor dormirmos um pouco. – Spencer comentou, fechando o diário, exausto. – Tenho certeza de que amanhã teremos um dia bem cheio.

— Não vai ser fácil lidar com aqueles quatro. – Rossi riu, balançando a cabeça. – Na verdade acho que vai ser bem divertido.

— Por que você acha isso? – o rapaz perguntou.

— Vocês são jovens e cabeças-duras. E eu percebi que você e o grandalhão gostaram daquela mocinha... Giovanna.

Reid sentiu seu rosto ruborizar ao ouvir o nome da moça. Rossi abriu um pequeno sorriso.

— Descanse. Como você disse antes, amanhã teremos um dia bem cheio.

Notas finais
E então, mereço comentários e sugestões? Se eu não aparecer nos próximos 10 dias (aproximadamente), quer dizer que peguei alguma recuperação e me tiraram o PC '-'