Criminal
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Elsa sempre mantivera respeito em seu local de trabalho. Um laboratório de autópsia não era lugar para fazer piadas ou discutir a saída da noite anterior, e ela não tolerava tão comportamento, um olhar severo seu era capaz de subjugar o tira mais desrespeitoso. Sabia que não eram insensíveis, que o humor era o meio que usavam para lidar com o lado sombrio de seu trabalho.
Ela levantou o olhar encarando os dois detetives a sua frente. Hiccup como sempre estava afastado da mesa, como se pronto para fugir. Jack estava ao lado de Hiccup, a expressão resoluta, o corpo de ombros largos parecia marcado pelo avental cirúrgico, estava próximo a mesa como se a imagem da mulher estendida sobre o metal frio não o abalasse, mas seu rosto não transmitia sua postura centrada, a pele sob os olhos estava escurecida pela fadiga, ele levantou o olhar a observando, ela apenas desviou os olhos quando os olhos azuis se encontraram.
— Vamos começar — ela falou enquanto colocava um par de luvas, Anna se aproximou centralizando a luz para o ferimento do abdômen, o sangue havia sido enxugado previamente e as bordas da incisão tinham um tom rosa-claro.
— Houve evidência de residuo? — indagou Jack.
— Colhemos algumas fibras antes de lavarmos o corpo. Havia um fio de cabelo colado à margem do ferimento.
Jack a encarou com um súbito interesse — Era dela? — ele perguntou e a viu negar com a cabeça.
— Era de tamanho curto e castanho.
— Já enviamos para o laboratório detetive — Anna se intrometeu e Jack concordou com a cabeça.
— Vou requisitar uma amostra de cabelo de todos que tiveram contato direto com o corpo — Hiccup se pronunciou.
A continuação da autópsia se seguiu em um silêncio absoluto, todos atentos a cada movimento que Elsa fazia enquanto Anna ficava postada ao seu lado pronta para lhe estender o que ela precisava, ao final nada de novo para nenhum deles, todos os indícios mostrava o que havia sido revelado na autópsia de Jane Potter.
— Pode retornar o corpo para a sala refrigerada — ela falou enquanto retirava o par de luvas, Anna concordou com a cabeça enquanto se aproximava com um lençol jogando sobre o corpo antes de sair puxando a maca em direção a porta.
Os três continuaram em silêncio enquanto retiravam os aventais cirúrgicos, a porta foi aberta por onde passou um homem moreno e elegante que sorria para os três.
— Que bom que os encontrei juntos, facilita meu trabalho — ele falou animado — Não sei se sabem mas essa será minha última semana trabalhando aqui, consegui um lugar bem melhor. Então hoje irei fazer uma festa de despedida na minha casa e espero a presença de vocês.
Jack cruzou os braços enquanto balançava a cabeça com um sorriso, já havia tido o prazer de trabalhar com o Doutor Breu Black, era um homem legal, sério quando precisava e um tanto exibido.
— Acho que não poderei — a voz de Elsa soou fazendo o sorriso no rosto do homem sumir.
— Elsa, sem sua presença a festa não valera a pena — ele falou enquanto se aproximava da loira segurando sua mão que estava ao lado do corpo a puxando para perto.
Essa atitude fez Jack levantar uma sobrancelha contrariado, Hiccup apenas encarou a cena assustado pela atitude do homem, viu Elsa levantar uma sobrancelha antes de sorrir de lado.
— Acredite valera sim — ela falou enquanto se distanciava dele.
— Vamos, assim você e Gothel poderão conversar melhor.
— O que sua mulher quer comigo? — ela perguntou curiosa.
— Ela disse que quando veio aqui quase não conseguiram conversar, acho que ela foi com sua cara — ele falou e ela balançou a cabeça sorrindo — Vocês também vão ? — ele perguntou enquanto voltava a atenção para Jack e Hiccup.
— Não sei, combinei de sair com Astridd — Hiccup comentou enquanto coçava a nuca de forma sem graça.
— Pode levá-la, eu iria adorar conhecê-la — ele falou aumentando o sorriso — E você Frost? — ele perguntou e Jack suspirou.
— Não sei.
— Bom eu irei esperar todos vocês, avise a Anna — ele falou antes de se retirar.
O interfone tocou e a voz da secretária de Elsa soou pelo alto-falante.
— Dra. Snow? — chamou Aurora.
— Sim?
— Acabaram de passar um e-mail do laboratório com o resultado do fio de cabelo, eu o imprimi e está sobre a sua mesa, devo passar outro para o detetive Frost? — ela perguntou e Elsa encarou Jack que permanecia em silêncio a observando.
— Imprima mais um, ele está aqui.
— Está bem — ela falou e logo desligou.
— Podem me acompanhar até minha sala? — ela perguntou e Jack concordou com a cabeça.
— Posso esperar você lá fora? Preciso de um pouco de ar puro — Hiccup falou e Jack o encarou, ele parecia mais pálido que o normal, concordou com a cabeça e o moreno saiu da sala, ele voltou o olhar para Elsa que lavava a mão em uma pia a um canto.
— Vamos detetive — ela falou e ele a seguiu, andaram pelo corredor longo em um completo silêncio, apenas os saltos em contato com o chão ecoava, assim que entraram no elevador Jack a encarou.
— Pretende ir na festa de Breu? — ele perguntou e a viu virar o rosto em sua direção.
— Ainda não sei, por quê a pergunta? — ela perguntou unindo as perfeitas sobrancelhas.
Ele colocou as mãos no bolso da calça e balançou os ombros.
— Só queria saber — ele a respondeu sorrindo de lado e ela desviou o olhar, o silêncio pairou sobre eles novamente até a porta do elevador se abrir e eles saírem em um corredor muito mais aconchegante, Jack se perguntava se a loira e Breu já estivessem tido algo ou eram apenas bons amigos.
— Olá Doutora — uma mulher falou e Elsa sorriu para sua secretária enquanto enfiava a mão em um pote sobre a mesa da mulher retirando duas pequenas barras de chocolate — Não vai almoçar?
— Acabei de pegar meu almoço — ela falou enquanto mostrava as duas barras para a mulher que sorriu balançando a cabeça — Com a ausência de Breu terei trabalho extra.
— Os papéis estão sobre sua mesa — a mulher falou e ela concordou com a cabeça enquanto abria a porta que ficava ao lado da mesa de sua secretária, entrou suspirando, se aproximou da mesa pegando um dos envelopes que possuía um post-it escrito "resultado" se virou rapidamente quase derrubando o envelope ao constatar quão perto o detetive estava, perto demais.
Ela prendeu a respiração por um segundo enquanto o via a encarar atentamente, Jack Frost era um homem belo e atraente e nesse momento ele focava todo seu poder de atração sobre ela, e estava funcionando. Nunca em toda sua vida um homem a deixará tão confusa e excitada ao mesmo tempo, sentiu o hálito dele próximo e se obrigou a afastar poucos centímetros.
— Aqui está — ela sussurrou baixo estendendo o envelope em sua direção, ele o pegou com um maneio de cabeça antes de lhe dar as costas e ir em direção a porta.
Jack parou com a mão na maçaneta, por um segundo tão próximos sentiu a vontade de experimentar aqueles lábios pintados de vermelho, virou o rosto a observando sobre o ombro, ela permanecia parada no mesmo local encarando o chão.
— Espero lhe ver na festa de Breu — ele falou e a viu levantar a cabeça, sorriu em sua direção antes de se retirar da sala.
Elsa se jogou em sua cadeira com um suspiro, o coração um tanto acelerado pelo acontecimento, não poderia se distrair com uma simples atração momentânea, tinha muito
trabalho a fazer.
(...)
Jack estava sentado em sua mesa ainda lendo o resultado do fio que recebera, bagunçou os cabelos tentando entender as diferentes anotações.
Abriu a gaveta de sua mesa retirando um mapa, o colocou sobre sua mesa e pegou o compasso, marcou os dois locais e logo traçou um circulo, se tinha uma distancia de dez quilômetros, uma distância considerada pequena.
— Jack — ele levantou a cabeça vendo Hiccup se aproximar — Você vai na festa de Breu? Acabei de falar com a Astridd ela não curtiu a ideia então vamos sair.
— Ainda não sei.
— Não custa nada, quem sabe a doutora não vai também.
— Por que você está com essa história de que possa ocorrer algo entre eu e ela? — ele perguntou enquanto se encostava na cadeira.
— Talvez possa.
— Somos diferentes demais.
— Nem tanto, eu a vi encarando hoje.
Jack suspirou dando-se por derrotado, quando Hiccup queria lhe convencer de algo não parava.
— Conseguiu ir na sua mãe ontem? — ele perguntou e Jack concordou com a cabeça.
No meio da visita de Hiccup se lembrara que combinara com a mãe de jantar na casa dela, havia chego quase uma hora atrasado o que fez a mulher ficar uma fera.
— Tive de ouvir um bocado da parte dela e de Sophie mas no final Jamie me ajudou a resolver a situação.
— Ele vai ficar até quando?
— Disse que até semana que vem, a mulher não pode vir e ele trouxe Lily para nos visitar.
— Ela já está com quantos anos?
— Dois anos, está linda, minha mãe quase não a deixou solta noite passada queria ficar com a neta a todo minuto, isso quando Nathaniel não estava acordado.
— Agora só falta um filho seu, ela já tem Lily da parte de Jamie e Nathaniel da parte de Sophie.
— E ela vai continuar apenas com esses — ele falou e Hiccup riu antes de lhe dar as costas.
(...)
Mesmo através da porta fechada do apartamento de Breu, Jack podia ouvir a batida da música disco, só se perguntava como os vizinhos ainda não reclamara, " Staying Alive " era a última música que ele imaginava escutar aquela noite, com toda certeza pensava que a festa de um renomado médico seria recheada de música clássica e conversas cobre novos casos da medicina, bateu à porta e esperou.
Breu abriu a porta e Jack olhou para sua camisa de seda brilhante, levantou uma sobrancelha segurando a vontade de rir, sempre vira esse gomem com roupas escuras e formais.
— Você veio — ele falou alegre.
Jack entrou e se viu sobre luzes psicodélicas de um globo giratório de discoteca. Na penumbra viu cerca de vinte convidados em pé na sala segurando copos de bebidas e alguns sentados no espaçoso sofá de couro, então ao final da música de " Staying Alive" ele viu a um canto uma mulher loira de costas para ele enquanto conversava com outra mulher de cabelos cacheados.
— Vêm vou te apresentar minha mulher — Breu falou enquanto o empurrava em direção as mulheres.
Se aproximaram e Jack parou os olhos sobre a loira, a luz psicodélica conseguia a deixar com um ar misterioso e incrivelmente sexy, a encarou de cima a baixo enquanto se aproximavam, odiaria concordar com Hiccup mas a mulher conseguia lhe chamar a atenção, ele a encarou de cima a baixo para não perder nenhum detalhe. Nos pés um belo sapato de salto em detalhes pretos, a calça estilo folgada em uma cor salmão, compondo o visual uma regata fina em cor pastel, aberta ao lado deixando a mostra o sutiã na cor cinza, os cabelos ainda soltos, ele engoliu em seco tentando pensar em algo para falar mas não conseguia.
— Gothel esse é Jack Frost detetive de homicídios — Breu falou e a mulher de cabelos cacheados sorriu lhe estendendo a mão, Jack a pegou a levando aos lábios em um galanteio.
— Olá Jack — ela falou educada e ele sorriu antes de voltar o olhar para a loira que encarava outra direção enquanto levava o copo de bebida aos lábios — Breu pode me ajudar com uma negócio na cozinha? — a mulher falou e o homem concordou antes de a seguir, deixando os dois sozinhos, Jack se virou indo em direção a mesa de bebidas se servindo antes de voltar ao lado da loira.
— Achei que não iria vir doutora — ele comentou acima da nova música antiga que começava a tocar.
— Achei que poderia me distrair um pouco — ela falou enquanto encarava a sua frente — E você ? — ela perguntou enquanto virava o rosto para o encarar pela primeira vez.
— Achei o mesmo.
Ela o encarou atentamente, era a primeira vez que o via sem a roupa social que usava, embora a arma permanecesse no coldre preso a calça jeans, ele parecia mais despojado, uma calça jeans larga e uma camiseta azul escura que a permitia ver leves contornos de um músculo e uma tatuagem na forma de um lobo com olhos incrivelmente azuis a encarava.
— Não sabia que tinha uma tatuagem — ela comentou e ele a encarou antes de encarar o próprio braço.
— Foi uma aposta idiota que fiz na faculdade, quem perdesse iria ter de tatuar algo, o lobo foi a única imagem que se salvava — ele comentou rindo logo em seguida.
— Uma aposta? — ela perguntou sorrindo de lado.
— Sim, sabe um bando de jovens bêbados, me desafiaram a me vestir de ninja e subir no telhado, eu fiz mas estava tão bêbado que cai antes de gritar a frase que valia a aposta.
— E qual era? — ela perguntou curiosa.
— Vão se foder — ele falou como se não fosse nada de mais — e depois abaixar a calça, foi uma ida ao hospital humilhante.
Ela o contemplou com um olhar calmo e profissional sobre as luzes coloridas.
— Você ainda faz essas coisas?
Ele gargalhou — Qualquer um estaria rindo de mim, mas você não, pelo contrário me faz uma pergunta lógica dessas, você intimida qualquer um doutora — ele continuou ainda sorrindo enquanto balançava a cabeça.
Ficaram em silêncio enquanto uma nova música começava a tocar.
— O que você quis dizer quando falou que sou intimidante? — ela perguntou enquanto virava o rosto para o encarar.
— Você é focada demais doutora, nunca a vir rir alto, ou ao menos se irritar o suficiente a ponto de mandar todos se foderem, chega a ser assustador seu alto controle, parece que tem controle sobre toda sua vida, fico admirado — ele falou e ela concordou com a cabeça.
Pensou naquelas palavras, nos policiais que sempre se calavam quando a viam chegando à cena de crime, nas festas que ia e se limitava a apenas uma taça de champanhe ou um copo de bebida. O público nunca veria Elsa Snow bêbada, falando alto ou impulsiva, mas apenas quando ela lhes permitisse ver. Uma mulher controlada. Uma mulher intimidante.
— Isso não é um defeito — ela se defendeu.
— Não disse que era, lhe admiro por ser tão centrada, mas a vida é curta doutora, temos de aproveitar cada oportunidade e momento — ele falou enquanto a encarava.
Continuaram em silêncio, Elsa apertava o copo de plástico já vazio em sua mão enquanto observava as pessoas a frente, talvez a ideia de ir embora fosse a mais plausível, as luzes coloridas já estavam começando a lhe dar leves dores de cabeça, uma nova música começou a tocar, dessa vez uma lenta e ela viu a imagem de Breu e Gothel dançando juntos.
— Não sei o que você costuma fazer em uma festa, mas o que acha de me acompanhar em
uma dança? — Jack falou próximo a ela a fazendo se virar o vendo sorrir em sua direção, a mão estava estendida em sua direção.
Ela pensou por uns segundos enquanto encarava a mão dele e observava o rosto masculino.
— Não sou de dançar detetive — ela falou e o viu revirar os olhos antes de sorrir em sua direção.
— Também não sou bom, podemos ser dois pés esquerdos dançando juntos — ele falou divertido e ela sorriu de lado — Sem desculpas doutora — ele falou enquanto se aproximava e pousava uma mão na cintura fina sem nem ao menos esperar pela resposta dela.
I know it's late
I know you're weary
I know your plans don't include me
Still here we are
Both of us lonely
Longing for shelter from all that we see
Elsa o encarou um tanto relutante antes de pousar cada mão no braço masculino, os passos começaram calmos, ambos em silêncio com seus próprios pensamentos.
Why should we worry?
No one will care, girl
Look at the stars now, so far away
We've got tonight
Who needs tomorrow?
We've got tonight, babe, why don't you stay?
Jack aproximou mais os corpos a fazendo sentir o cheiro de menta e sabonete que ele emanava, ela se permitiu erguer as mãos as enlaçando ao redor da nuca masculina sentindo os fios curtos do cabelo de Jack.
— Nunca imaginei que Breu curtia essas músicas — ele comentou em seu ouvido em um sussurro e ela sentiu seu estômago revirar como se mil borboletas estivessem batendo asas.
Ela olhou em direção a pista enquanto via a imagem de Breu ainda dançando, nem ela o imaginava com essas músicas.
Deep in my soul
I've been so lonely
All of my hopes now so fading away
I've longed for love
Like everyone else does
I know I'll keep searching after today
So there it is, girl
We've got it all now
And here we are, babe
What do you say?
Ela levantou a cabeça pronta para o responder quando ambos os olhares se encontraram, ela prendeu a respiração ao constatar quão próximos estavam novamente. Jack viu uma leve confusão nos olhos de Elsa e podia jurar que ela veria o mesmo em seus olhos, embora achasse que fosse apenas atração de momento, a mão de Jack se moveu sozinha em direção ao rosto dela retirando uma mecha de cabelo a colocando atrás da orelha enquanto os corpos se aproximavam ainda mais enquanto ele abaixava levemente a cabeça.
O som de algo caindo os fez se separar subitamente, ambos encararam a sala onde alguém havia derrubado a caixa de som, ambos com o coração acelerado.
Elsa respirou fundo antes de voltar o olhar para Jack.
— Preciso ir embora — ela falou rápido enquanto se distanciava.
Jack passou a mão no cabelo ainda assustado enquanto a via se afastar. Ele a beijaria. Beijaria Elsa e ela nunca mais olharia em sua cara, se sentia perdido, fora apenas atração, nada mais, repetia para si mesmo.
(...)
Ela entrou no carro e ficou ali sentada um instante, tentando compreender o que entre ela e o detetive Frost, nada absolutamente nada, apenas uma atração repentina. Mas por que se sentia tão perturbada quanto maravilhada.
Voltou para casa dirigindo pelas ruas calmas, a todo momento seus pensamentos voltavam para Frost, o celular tocou e ela o atendeu enquanto encarava o sinal vermelho.
— Elsa, pensei em fazer uma surpresa e te visitar — a voz de Joshua soou e ela respirou fundo — Onde você está?
— Estou chegando — ela o respondeu, sim, Joshua seria sua escapatória para os tormentos que invadiam seus pensamentos — Pode me esperar?
— Estarei aqui — ele falou e logo desligou.
Quando entrou na rua de casa viu o carro de Joshua estacionado em frente a sua casa, estacionou dentro da garagem e abriu a porta entrando direto em sua cozinha, andou em direção a sala abrindo a porta vendo o homem parado a sua frente, ele a encarou de cima a baixo e ela se perguntou se o cheiro de Jack ficara em si, ela alcançou-lhe a camiseta e puxou-o. Elsa sabia o que aconteceria a seguir, imprudente que fosse, naquele momento ela queria que aquilo acontecesse.
Joshua capturou seus lábios a puxando para mais perto, seus corpos se encaixando como sempre se encaixaram. Ela remia de excitação e adrenalina e ele a puxou ainda mais, entraram pela sala ainda se beijando, a porta bateu com força quando ele a empurrou com o pé.
Não conseguiram chegar na cama.
Bem ali no hall de entrada ela procurou os botões da camisa dele, tirando-a de dentro da calça, a pele se arrepiou quando os dedos longos o tocaram. Ela tirou a camisa de Joshua desesperada pelo seu calor, ansiando para senti-lo. Quando chegaram a sala de estar o cinto de Elsa já estava solto, a regata para fora da calça e esta desabotoada.
A luz da lâmpada brilhava forte quando ele a deitou no chão com calma, ela o viu retirar um pacote de preservativo da calça que estava caída no chão, então isso já estava na mente dele, o viu a colocar com rapidez, mais alguns beijos trocados e ele a invadiu com força.
Seus corpos se moviam em uma dança que já conheciam, sem o embaraço de amantes de primeira viagem, ela conhecia seus toques assim como ele os dela. Ela fechou os olhos escutando-o gemer, ao fazer isso não era o rosto de Joshua que veio a sua mente, mas o de Jack Frost, uma imagem que não permanecia fixa e ela se amaldiçoou mentalmente pelo rosto dele invadir seus pensamentos.
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