Criminal

7 Capítulo 7


O som irritante de um celular tocando despertou Elsa, ela abriu os olhos assustada, permaneceu deitada sem se mover quando sentiu um movimento ao seu lado, virou o rosto ainda agarrando a coberta contra seu corpo vendo as costas de Joshua enquanto ele se sentava na cama.

— Quem era? — ela sussurrou com a voz ainda grogue de sono.

— Ninguém — ele falou enquanto virava em direção a ela, voltou a se deitar na cama ao seu lado com os olhos azuis o observando.

— Vou preparar o café — ela falou enquanto se levantava.

— Pode deixar que eu faço — ele falou enquanto a impedia de sair da cama, ela apenas suspirou.

Joshua se levantou e saiu pela porta com passos calmos enquanto ela observava suas costas, suspirou extremamente cansada, ainda estava no meio da semana e já sentia suas forças se esvaírem, fechou os olhos recordando a noite passada, o desespero e a carência a fizera dar um passo em cego e agora só a restava esperar e ver onde esse passo iria dar, se para um próximo degrau sólido e firme ou um imenso buraco escuro e frio.

Jogou a coberta para o lado e suspirou quando o cheiro de sexo se ergueu, se levantou andando com calma em direção ao banheiro.

Quando terminou de descer as escadas o cheiro de café recém-passado tomava conta da casa, seguiu o aroma até a cozinha, onde Joshua já havia tirado duas canecas do armário, parou ao lado da bancada o observando pegar o bule e servi, as costas largas voltada em sua direção, ele se virou lhe estendendo uma caneca e ela a pegou em silêncio.

Os primeiros goles foram em completo silêncio, ela apenas o encarava enquanto ele observava o jardim, parecia mais interessado com o que ocorria fora da casa do que dentro.

— O que vai acontecer agora? — ela perguntou e o viu virar o rosto em sua direção.

— Sobre o quê?

— Nós? — ela perguntou direta, o viu suspirar e segurou a xícara com mais força entre suas mãos.

— Irei embora daqui a uma semana — ele falou e ela abaixou o olhar — Podemos continuar nos encontrando, mas não podemos tentar algo mais sério.

Ela permaneceu em silêncio enquanto terminava o café, colocou a caneca já vazia dentro da pia, lhe deu as costas pronta para sair do cômodo:

— Vou me arrumar e ir pro trabalho — falou parando na saída do local.

— Elsa — ele a chamou e ela se virou o encarando, Joshua colocou a caneca sobre a bancada e andou em direção a mulher a puxando pela cintura, ela continuou com as mãos firmes ao lado do corpo — Não é mentira quando disse que senti sua falta quando nos separamos — ele falou e ela concordou com a cabeça antes de ter os lábios capturados pelos dele, o gosto de café deliciando a boca de ambos.

(...)

Jack bateu a mão no despertador que tocava sem parar ao lado da cama, passou a mão no rosto ainda cansado, quase não havia dormido na noite passada — embora tenha voltado cedo da festa de Breu — a reação que tivera e o quase beijo que iria dar na mulher o atormentara a noite toda, até mesmo em seus sonhos.

Se levantou irritado ao descobrir onde seus pensamentos iria dar novamente, seguiu em direção a cozinha pegando um copo de água, com goles generosos conseguiu dar um alivio a garganta seca.

O som de seu celular tocando o fez colocar o copo dentro da pia e seguir em direção a seu quarto, olhou para o visor onde o nome de Hiccup aparecia:

— Alô.

— Jack, acabei de ligar para a clinica, podemos ir na hora do almoço.

— Como? — ele perguntou um tanto confuso, a cabeça doía pela noite mal dormida.

— A Sra. Mermaid trabalhava em uma clinica no centro, liguei perguntando se poderíamos fazer uma visita, você realmente esqueceu? — Hiccup parecia surpreso, afinal Jack sempre fora o mais responsável de todos.

— Está bem, vou tomar um banho e podemos ir.

(...)

Dirigiam sentido ao centro, Jack permanecia em silêncio ao lado de Hiccup enquanto o moreno esperava o farol abrir.

— E então? Como foi a festa? — Hiccup perguntou alegre tentando puxar conversa com o amigo.

— Fiquei por pouco tempo — ele o respondeu um tanto seco, fato que fez Hiccup levantar uma sobrancelha em sua direção.

— A doutora estava presente?

— Sim — a resposta monossilábica de Jack e o tom de sua foz fez desistir de sua próxima pergunta.

— Eu e Astridd passamos a noite em casa mesmo — ele começou a relatar seu fim de tarde- Pedimos uma pizza e ficamos assistindo alguns filmes.

— Que emocionante — Jack falou um tanto sarcástico e Hiccup riu.

— É bom finalmente estar com alguém — ele falou e o silêncio se apoderou sobre eles, com um suspiro Hiccup o quebrou — Ela aceitou morar comigo, vamos começar a fazer a mudança essa semana.

— Irão continuar em seu apartamento? — Jack perguntou encarando seu perfil, Hiccup sempre possuía um sorriso gentil nos lábios e aceitava as coisas que a vida lhe oferecia de bom grado.

— Não pretendemos ter filhos por enquanto, talvez daqui um ano, ou mais — ele falou dando de ombros e Jack tentou imaginar o amigo rodeado de crianças, ai estava uma coisa que ele desejava ver.

O carro estacionou em uma pequena vaga destinada a pacientes, Jack desceu do carro, o sol forte o fez colocar o antigo ray ban, detestava o verão, faltava poucos dias para entrarem em setembro e ele ansiava pelos dias de outono.

Levantou o olhar para a clínica a sua frente, onde possuía um letreiro de cor clara onde estava escrito " Clinical Woman Atlanta", começou a andar em direção a porta que se abriu com a aproximação deles, entrou no local olhando ao redor, era uma sala pequena, uma única recepcionista atrás do balcão, cinco poltronas confortáveis — na qual duas estavam ocupadas por pacientes — viradas estrategicamente para a televisão na parede oposta, se aproximou do balcão tendo a atenção da mulher.

— Eu sou o Detetive Frost, ligamos marcando com a Doutora Elizabeth Geller.

— Ela pediu para aguardarem quando chegassem — a mulher o respondeu e ele concordou com a cabeça, voltou sua atenção para as poltronas vendo que ambas as mulheres os encaravam, não podia culpá-las, ali era um santuário feminino, uma clínica feita apenas para elas e ali estavam eles, dois homens invadindo o santuário sagrado no qual não entendiam nada, andou em direção a uma das poltronas se sentando com Hiccup ao seu lado.

Parou os olhos sobre a pilha de revistas que estavam a sua frente, a revista que estava ao topo da pilha vinha uma mulher apenas de lingerie na capa, diversos títulos em negrito, 'como cuidar da boa forma', 'alimentos saudáveis', mas apenas um título o fez desviar os olhos daquela revista, desconfortável " Sexo e Brinquedos: Saiba como deixar um homem louco" , voltou o olhar para o lado vendo que as duas mulher o encarava um tanto horrorizadas, o título da matéria ainda preso em sua mente enquanto se perguntava se elas realmente liam esse tipo de coisa.

Olhou para Hiccup vendo que ele estava com as bochechas vermelha e desconfortável, seguiu o olhar dele parando sobre um grande cartaz colorido onde havia a imagem da genital feminina totalmente exposta, se remexeu na cadeira desconfortável, sabia que as mulheres na sala o observava enquanto ele olhava para o cartaz.

— Detetives — a voz da recepcionista soou e eles a encararam — Ela vai receber vocês, a sala fica no final do corredor a direita.

Jack andava na frente no pequeno corredor, passavam por paredes no tom de rosa onde tinha diversos cartazes, torcia para a hora de sair daquele local, bateu na porta onde estava escrito " Doutora Elizabeth Geller — Médica Chefe", o fraco "Entre" o fez girar a maçaneta e adentrar o local encontrando uma mulher já de meia idade atrás da mesa de carvalho.

A mulher se levantou e ele a observou, devia ter no máximo seus 50 anos, vestia roupas elegantes e confortável, uma saia social e um blazer, ambas de costura fina e elegante.

— Olá detetives — ela falou enquanto estendia a mão e os cumprimentava — Podem se sentar.

Jack se sentou na pequena cadeira a sua frente, a encarou por um segundo enquanto a via passar a mão pelo perfeito coque.

— Me disseram que gostariam de perguntar sobre Ariel — ela falou e Jack concordou a mulher abaixou a cabeça suspirando pesadamente — Entendam, não sei como algo assim foi acontecer, eu a conhecia a anos.

— Conversavam bastante?

— Claro, vivíamos nossos dias juntas, não era como se fossemos estranhas uma para a outra.

— Ela nunca comentou algo com a senhora? Se algum homem havia a ameaçado? — ele perguntou e a viu franzir as perfeitas sobrancelhas.

— Oh céus não, Ariel era a pessoa mais amável que conhecia.

— A quanto tempo ela trabalhava para a senhora? — Jack perguntou enquanto apoiava um dos cotovelos sobre o descanso de braço da cadeira, Hiccup ao seu lado anotava a breve conversa em seu pequeno bloquinho.

— Desde que abri a clínica, isso faz oito anos.

— Como se conheceram? — ele perguntou e a viu o encarar com os olhos apertados.

— Dava aulas na universidade onde Ariel estudava, era uma de minhas melhores alunas, construímos uma pequena amizade e quando abri a clínica lhe fiz uma proposta e ela aceitou no mesmo momento.

— Ela já trabalhava em algum local antes? — ele perguntou.

— Acredito que tenha visto a lista completa sobre ela, até o local onde já trabalhou — ela falou firme enquanto sustentava o olhar sobre Jack.

— De fato e o único local que consta no registro é esse — ele se inclinou um pouco mais para frente.

— Porque é apenas isso, ela não tinha um emprego antes de eu a ligar, estava prestes a se casar e havia concordado com o marido de ficar um tempo em casa para se dedicar aos preparativos e eles conseguirem uma lua de mel com um tempo generoso, nada que um plantão a impedisse — ela falou e Jack viu um leve brilho em seu olhar.

— O que costumam fazer aqui? São apenas vocês duas?

— E Lily nossa recepcionista, temos consultas marcadas, vez ou outra atendemos um caso de emergência, quando isso acontece são em casos raros como estupros e abortos, temos uma clínica pequena detetive, nosso estabelecimento é apenas disponível para consultas de rotina.

— Mais nenhum funcionário? — Jack perguntou um tanto contrariado.

— Não precisávamos, realizamos apenas as consultas, caso aparecesse algo realmente grave mandávamos a paciente para o hospital Medical Center — o simples nome do hospital fez Jack a encarar com mais atenção.

— E quando isso ocorre a paciente vai sozinha? — ele perguntou e ela concordou com a cabeça.

— Quando está com algum acompanhante, poucas vezes a acompanhamos, apenas para explicar o caso ao próximo profissional.

— Quantas vezes isso já ocorreu? — ele perguntou e ela o encarou com uma sobrancelha levantada.

— Como disse poucas, três ou quatro se não me engano.

— Alguma ambulância vem buscar a paciente? — Hiccup perguntou e ela o encarou suavizando o olhar.

— Somos vinculados com o hospital, possuímos um túnel no subsolo que nos leva para a unidade — ela apontou para a janela e ambos olharam para o lado onde o hospital se erguia majestosamente — Era apenas isso? Me desculpem mas com o que aconteceu a Ariel tenho de atender a agenda dela — ela falou já se levantando dando a conversa por encerrada, ambos se despediram com cortesia e eles saíram da pequena clínica.

— O que acha? — Hiccup perguntou enquanto mudava a marcha do carro saindo do estacionamento, Jack permaneceu em silêncio apenas por alguns segundos.

— Acho que conseguimos uma ligação, mas não podemos tirar conclusões precipitadas.

— O que faremos?

— Continuamos nosso trabalho e esperamos uma próxima pista — ele falou e Hiccup concordou com a cabeça.

(...)

Ela estava em sua cozinha cortando os tomates para a salada, a fragrância da carne na panela preenchia o ambiente, não prestava atenção no que fazia, suas mãos se movimentavam com suavidade e precisão enquanto sua mente ia na conversa que havia tido com Thoothy pelo telefone.

Contara a amiga o ocorrido entre ela e Joshua e a frase que recebera na manhã seguinte, e era isso que estavam fazendo nesses três dias que se seguira, se divertindo as custas um do outro, não era amor o que faziam, era luxúria, puro sexo.

— Não vou poder passar a noite aqui — a voz de Joshua soou enquanto ele colocava uma taça de vinho ao lado de Elsa que largou a faca tomando um generoso gole.

— Por quê? — ela perguntou o encarando e o viu passar a mão nervosamente no cabelo, o conhecia e sabia que esse simples ato significava algo sério.

— Um amigo vai chegar em Atlanta hoje, fiquei de pegá-lo no aeroporto.

Ela apenas concordou com a cabeça, a televisão ligada na sala transmitia o noticiário, ela voltou a atenção para os tomates cortados os despejando em uma vasilha de vidro onde já havia algumas folhas de alface.

Joshua se aproximou lhe dando um beijo casto no pescoço e ela apenas fechou os olhos, um toque baixo o fez cessar a carícia e pegar o celular em mãos, ela o observou enquanto ele encerrava a ligação após ver quem era.

— Não ia atender? — ela falou e ele a encarou.

— Não é nada de importante — ele pousou a taça ainda cheia no balcão, o celular em sua mão voltou a tocar e lhe deu as costas saindo do local, escutou os passos ecoarem na escada enquanto sua voz soava incrivelmente baixa.

Ela andou em direção a sala, se sentou no sofá sentindo o corpo relaxar, olhou para a televisão onde o documentário ainda passava, abaixo uma leve legenda indicando um assalto que ocorrera em um restaurante, na imagem diversas viaturas e policiais, logo a imagem passou rapidamente por um grupo de homens, mas não rápido o suficiente para que ela não reparasse no homem loiro que estava de braços cruzados, ele fora o causador de seu leve conflito interno.

— Tenho de ir embora — Joshua a tirou de seus pensamentos e ela se virou o encarando — Vou para o aeroporto.

— Já? — ela perguntou confusa.

— O voo chegou antes, te ligo quando puder — ele se aproximou do sofá lhe dando um beijo rápido, ela o viu pegar as chaves do carro e sair pela porta, se aproximou da janela o vendo dar ré no carro, trancou a porta e ativou o alarme, voltou em direção a cozinha desligando a panela, seu apetite havia sumido totalmente.

(...)

Desde as sete da manhã estava presa em seu local de trabalho, com a saída de Breu a alguns dias atrás e as geladeiras cheias de corpos, sua rotina havia ficado ainda mais conturbada e o súbito desaparecimento de Joshua a deixava ainda mais agitada, desde quando ele saíra de sua casa alegando que iria buscar um amigo apenas a ligara por volta da meia noite falando rapidamente que estava bem, e então não a ligou mais, no dia seguinte o esperou sentada no sofá, mas ele nem ao menos aparecera.

Suas ligações caiam sempre na caixa postal e quando ligara ao hotel a atendente apenas falava que ele não estava, nunca estava.

O cheiro de colônia emanava da pele do Sr. Piter, que estava deitado na mesa de necropsia. Tinha 60 anos e era divorciado, quadril largo e uma barriga redonda, a pele marcada pela idade.

— A filha quem ligou para a policia, disse que quando chegou em casa o encontrou sentado na cadeira de frente para a televisão.

Ela levantou o olhar para a policial que estava a sua frente, era jovem, loira e com cachos curtos se soltando do coque mal feito. Era a primeira vez que via a policial Charlotte La Bouff no necrotério, na verdade reparando bem, era a primeira vez que a via e se perguntava quando ela entrara para o Distrito Policial.

Voltou o olhar para a assistente que estava a um canto da sala, Anna estava quieta, sempre a vira assim dentro da sala de necropsia, a viu olhar para o relógio na parede de forma impaciente, certamente ansiosa para ir logo embora, abaixou os olhos para o cadáver percebendo pela primeira vez que apesar do tempo em que trabalhavam juntas não conhecia nada sobre a assistente.

Elsa pegou o bisturi e começou a cortar, cortou a gordura subcutânea de um amarelo sedento, a sala voltou ao silêncio habitual, pegou uma tesoura para cortas as costelas e as ergue-las, Anna se aproximou rapidamente com uma bandeja de inox enquanto ela retirava os pulmões com cuidado os colocando dentro da bandeja, a morena a colocou sobre a mesa e ela se aproximou o abrindo com experiência, embora já soubesse o que iria encontrar apenas pela fisiologia do órgão, o tecido estava mais escuro e tinha certeza que a vitima era fumante, e assim que o abriu teve sua confirmação, o tecido interno estava danificado, voltou a atenção para o corpo encarando o coração que estava visivelmente mais inchado.

Uma leve cicatriz estava situada próxima ao ventrículo direito constando o histórico de um antigo infarto, acima a veia cava superior era possível ver um coágulo de sangue e a região aparentar um hematoma, causa da morte, em algum momento de sua manhã uma forte dor no peito avisara suas últimas horas de vida.

— A causa foi natural, o coração não conseguiu bombear sangue suficiente, um grande acúmulo de sangue se formou na veia cava que tentava mandar sangue ao Átrio direito que não aguentou pelo ventrículo já estar danificado.

— Tem certeza? — a pergunta de Charlotte a fez levantar o olhar irritada.

— Não há nada mais para ver aqui — falou séria enquanto retirava as luvas, a policial afirmou com a cabeça antes de sair da sala de necropsia, suspirou aliviada, queria ir embora o mais rápido possível, jogou as luvas no lixo e voltou o olhar para Anna que recolhia tudo — Anna — ela a chamou e a garota levantou a cabeça — Somos amigas correto? — a pergunta fez Anna arregalar os olhos por um instante e ela se arrependeu, poderia ter essa conversa com Thooty, seria bem melhor.

— Claro Doutora — a voz saiu alegre e um sorriso satisfeito brotou nos lábios de Anna.

— Faz um dia que não consigo falar com uma pessoa, acho que devo ir vê-la pessoalmente? — perguntou e viu Anna franzir a testa.

Quem diria, Elsa Snow, pedindo conselhos a uma pessoa quase estranha.

— Acredito que sim, se for algum namorado ou algo assim.

— Não é meu namorado — ela falou rápido e Anna sorriu de lado.

— Se eu fosse a senhora iria — ela falou e Elsa concordou com a cabeça.

(...)

Pegou o elevador para o quinto andar enquanto tentava ligar mais uma vez, como anteriormente sua ligação caiu na caixa postal, suspirou, talvez estivesse perdendo tempo, olhou para o lado onde um casal dividia o elevador com ela, estavam de mãos dadas e pareciam apaixonados, suspirou, até ela já fora assim um dia, a porta se abriu e andou pelo pequeno corredor procurando o quarto 513 como a recepcionista havia indicado, havia pedido que ela não o avisasse que estava subindo e após muito pedir a moça concordara, levantou a mão batendo com firmeza na porta.

Esperou alguns segundo e escutou passos, uma risada e ela juntou as sobrancelhas confusas, mas sua confusão mudou para surpresa quando a porta foi aberta por uma mulher morena que a encarou de cima a baixo.

— Rachel? — ela perguntou ainda chocada.

Notas finais
E ai gostaram? Hahaha, obrigada por lerem... Não esqueçam de comentar por favor, isso me ajuda muito e alegra o meu coração cor de rosa rsrs.... Recomendaçoes? Talvez? Nas fanfics? rsrsrs Obrigadaaaaa