Criminal
12 Where The Lonely Ones Roam
Notas iniciais
Você não vai sair?
Podemos pintar a cidade de vermelho
Matar um pouco de tempo
Você pode dormir quando estiver morto
Porque isso ainda não acabou
Tire isso da sua cabeça
Perseguir alguns corações
Podemos deixá-los em pedaços
Encontre-me na sarjeta
Faça do diabo seu amigo
Basta lembrar o que eu disse
Porque isso ainda não acabou
Diga que você tem um pouco de fé em mim
Apenas feche os olhos e me deixe te levar
Me siga até em casa
Precisa ter um pouco de confiança em mim
Só feche os olhos e me deixe te levar
Me siga até em casa onde os solitários perambulam
Você não vai sair?
Eu estive esperando por você
Segurando a respiração até meu corpo ficar azul
Temos tudo a perder
Sim, eu estou esperando por você
Perambule comigo
Desça para onde todos os outros caíram
Se perca no escuro para encontrar-se
Sonhos são reflexos de nossos pensamentos pertinentes, eles refletem uma situação que desejamos ou tememos. E ás vezes, acabam nos levando para lugares maus, o que nos leva até o que chamamos de pesadelo.
Eu estava em casa novamente, tudo parecia perfeito. Meu pai cozinhava o jantar e minha mãe estava sentada no sofá bebendo uma taça de vinho branco. Klaus... ele me abraçava no sofá com seu sorriso mais confiante no rosto. Seu cabelo estava bem cortado assim como sua barba.
''Você tem que sair daqui! Meus pais vão te ver!'' Foi a minha primeira reação ao perceber que Klaus me abraçava na minha sala, na frente dos meus pais. Em desespero, o empurrando para longe com medo do que o meu pai poderia fazer quando o visse ali.
Klaus riu sem entender a minha reação.
''Klaus, coloque no jogo.'' Ouvi meu pai dizer e ver ele me abraçando.
Klaus se esticou no sofá para pegar o controle da TV, sem me soltar por nenhum momento. Ele mudou o canal e eu vi que estava passando o Super Bowl. Era Ação De Graças e Klaus estava na minha casa.
''Estamos tão felizes que Caroline tenha encontrado um menino tão bom como você.'' Minha mãe sorriu orgulhosa para Klaus.
Olhei para a cena sem entender nada, mas foi impossível não sorrir, eu estava em casa. Tudo estava bem, tudo perfeito.
Puxei Klaus para mais perto, abraçando-o com mais força, respirando seu cheiro de perfume masculino com whisky.
''Amo você.'' Ele sussurrou com seus lábios na minha testa.
''Eu amo você.'' Falei de volta. Me sentindo quente e segura.
A campainha tocou e eu sorri ainda mais, imaginando Elena, Stefan, Damon e os outros Mikaelson na porta.
''Eu atendo.'' Soltei Klaus e fui aos pulos até a porta.
A puxei sem medo e a abri completamente. As largas costas que eu reconheci na hora, o cabelo preto que chegava a brilhar azul. Se virou lentamente com aquele sorriso mal no rosto.
''Baltazaar.'' Sussurrei, perdendo a cor e o ar.
''Olá Caroline, posso entrar? Eu trouxe um vinho inglês para o seu pai.'' Ele entrou na casa sem eu dizer nada.
Se encaminhou até a sala e eu o segui, quando chegamos na sala a cena era de filme de terror. Klaus estava parado ali com a mesma faca que meu pai estava usando para cortar legumes, suja de sangue. Meus pais estavam no chão com as gargantas cortadas, se afogando em seu próprio sangue.
''Me desculpe Caroline, eu tive que fazer.'' Klaus disse sem preocupação.
''Como você pode?'' Perguntei com os olhos cheios de lágrimas.
''Você quer um pouco de vinho, Caroline?'' Ouvi a voz de Baltazaar e me virei.
Não havia mais Baltazaar, era apenas um corpo carbonizado segurando uma garrafa de vinho.
''Você quer um pouco de vinho, Caroline?'' O corpo carbonizado repetiu, sorrindo e exibindo uma fileira perfeita de dentes brancos, o sorriso de Baltazaar.
O barulho alto do som de corte de um machado me fez olhar em outra direção. Klaus havia arrastado o corpo dos meus pais até o meio da sala e agora estava os mutilando com um machado de cozinha.
''Klaus, o que você está fazendo?'' Gritei e ele gargalhou.
''Jantar!'' Respondeu ainda rindo e todo sujo de sangue.
''Você quer um pouco disto, Caroline?''
Ouvi o som da voz de Baltazaar novamente, então um cheiro horrível de queimado invadiu minhas narinas e as fez arder. Me virei para Baltazaar de novo e ele estava em chamas no meio da sala, sorrindo.
''Agora, eu vou foder você como eu havia prometido.''
Ele se aproximou de mim, as chamas em seu corpo queimando ainda mais. Baltazaar me puxou com as duas mãos, me deixando em chamas também.
Acordei do meu pesadelo, me afogando com a água do balde de água fria que foi despejado em mim.
''Hora de acordar loirinha!'' Uma voz grossa falou.
Comecei a tossir com a água que engoli. Abri meus olhos e levantei a cabeça lentamente, observando quem estava parado bem na minha frente. Ele era alto, moreno, forte e com um sorriso lindo e arrogante.
''Sorria para mim, você não deve estar triste até Sophie chegar.''
Apenas o analisei com os olhos. Se tem uma coisa que eu tenho aprendido com o tempo é que ás vezes, é melhor ficar calada se não quer levar um soco.
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''O que você está fazendo?'' Elijah se dirigiu a Klaus.
Ele estava parado na porta de uma espelunca de apartamento. Com eles estavam Damon e Stefan, todos os homens da família haviam se dividido para procurar por pistas de onde Caroline poderia estar, onde a família de Baltazaar a escondeu.
Klaus segurava uma doze e apontava para a fechadura da porta.
''Al Caponne já dizia: É sempre melhor perguntar com uma arma na mão do que sem.''
''Abaixe a arma.'' Elijah falou.
''O que você espera? Que eu bata na porta e pergunte gentilmente?'' Klaus disse com raiva.
''Talvez.'' Elijah deu de ombros.
''Gentileza gera gentileza.'' Damon falou, sorrindo.
''O problema é que eu não estou no clima para ser gentil.''
Klaus guspiu as palavras com raiva e atirou na fechadura da porta, estourando-a. Chutou a porta e invadiu o apartamento, mirando.
O rapaz que estava dentro do apartamento tentou correr mas Stefan atirou na sua panturilha, fazendo-o cair no chão. Klaus foi até ele e olhou para ele caído no chão de bruços. Klaus então pisou no seu rosto, pressionando-o contra o chão.
''Qual é o seu problema, filho da puta?'' Gritou o rapaz moreno de olhos verdes.
''Você é meu problema, seu merda!'' Klaus abaixou a doze e apontou para o seu rosto, o rapaz se encolheu. ''Sabe com quem está falando? Não é mais tão engraçadinho com um cano apontado para o seu rosto né?'' Então pisou com mais força no rosto do rapaz, fazendo ele grunhir de dor.
''Eu sei quem você é, Mikaelson.'' Respondeu o rapaz de forma arrogante. ''Não trabalho para você, o que quer comigo?''
''Você sabe o que eu quero, as notícias correm por aqui. Então vou perguntar uma vez só, porque não estou de bom humor. Onde está minha garota?'' Klaus disse firme, a voz grossa e o sotaque forte.
''Eu não sei de nada, caralho! Me deixa em paz!''
Klaus suspirou sem paciência e então chutou o rapaz com força na costela. O rapaz de contorceu e gritou de dor.
''Você poderia ter evitado isso, sabia?'' Damon disse olhando para ele no chão, fazendo cara de dor só de imaginar.
''Vamos lá, meu caro.'' Elijah se abaixou até o garoto e o ajudou a se sentar, ele ainda estava desnorteado com a pancada. ''Qual é seu nome?''
''Jesse.'' O rapaz respondeu.
''Tudo bem Jesse, me escute'' Elijah falava com ele como se falasse com uma criança. Tentando convencê-la a comer. ''Meu irmão é um cara de muita pouca tolerância e paciência, tem um temperamento horrível e provavelmente sofre de alguns problemas psicológicos, sua paciência está praticamente esgotada, então ele não vai pensar duas vezes para explodir a sua cabeça aqui mesmo. Se quer viver sem mais algum dano além de sua perna é claro, nos desculpe por isso, não costumamos atirar nas pessoas por nada, você tentou correr, comece a falar agora. '' Elijah fez uma pausa e sorriu para Klaus, como se estivesse dizendo: É assim que se faz. ''Onde está a garota? Deixe-me refrescar a sua memória... loira, bonita, cabelos cacheados, sorriso inocente, fala pelos cotovelos.''
''Eu já disse que não sei, porra!'' Ele gritou.
''Isso vai doer pra caralho. Não diga que eu não avisei.'' Elijah se levantou e se afastou dele.
Foi então que Stefan entrou em ação, puxou Jesse pelo colarinho da camisa, fazendo-o se levantar. Então lhe acertou três socos seguidos no rosto com força, depois o jogou sobre uma mesa de vidro que havia no meio do apartamento, fazendo ela quebrar e ele cair no chão sobre os cacos.
''Nós te fizemos uma pergunta.'' Stefan falou o chutando.
''Vocês quebraram a mesa da minha mãe.'' O garoto disse com a voz fraca e guspindo sangue. Stefan deu um suspiro impaciênte e então chutou seu rosto e o rapaz gritou de dor. ''Eu já disse que não sei de nada.''
''Olha, você vai dizer ou vai morrer. E se for a segunda opção, vou garantir que seja tão doloroso que vai implorar para que eu faça rápido. ''Stefan disse ao rapaz como um últimato. ''Posso arrancar seus olhos e fazer com que você os coma, enquanto esteja vivo e bem acordado.''
Jesse olhou para Stefan apavorado.
''É melhor você começar a falar, o meu irmão aqui foi uma vítima de sequestro de guerra. Ele conhece algumas formas de tortura que você nem sabia que existia.'' Damon o alertou.
Jesse olhou todos os rostos ali, a procura de um aliado mas viu que suas únicas opções eram falar ou falar.
''Olha, eu vou falar o que eu sei e vocês vão dar o fora do meu apartamento.''
''Muito justo.'' Elijah falou.
''Ótimo, temos um acordo, agora fale!'' Ordenou Klaus.
''As notícias voam aqui, valeu? Quando os pais dela apareceram na TV todo mundo viu uma oportunidade ali. Mas ela estava com vocês Mikaelson, então você tem que ser muito babaca para ir atrás dela e para se meter com vocês, é como assinar sentença de morte.'' O garoto fez uma pausa, respirando fundo. Criando coragem para falar o que era realmente importante. ''Todo mundo a queria para entregá-la aos pais dela e limpar a sua ficha, mas é como eu disse, ninguém é tão idiota, nem mesmo Baltazaar. Quando ele sumiu na boca do leão, todo mundo ficou tenso para começar uma guerra por isso, mas não rolou porque sabiam que ia dar merda como agora. O que eu sei é que a família dele não tá sozinha nisso, se a morte do seu chefe não foi motivo o suficiente para ele abrirem fogo para vocês. Eles não estão sozinhos nisso, isso foi planejado e ninguém ali tem cabeça para armar isso. Quem seria louco o suficiente para se meter com vocês e tem força de fogo contra vocês? Bem, aí está.''
Klaus ficou pensativo por um momento e então suspirou. Os quatro olharam para ele.
''É só o que você sabe?'' Stefan perguntou.
''É tudo o que eu sei, agora se mandem daqui.''
''Obrigado pelas informações.'' Klaus sorriu gentilmente. Então, quando Jesse relaxou pela primeira vez, ele pegou a arma que estava na mão de Elijah e atirou na cabeça de Jesse.
''Qual é seu problema?'' Elijah se virou para Klaus que o olhava sem entender. ''Porque fez isso?''
''Se eu usasse a minha arma a cabeça dele ia explodir e vários pedaços do cerebro dele voariam em Stefan. ''Cortem as mãos dele, joguem em ácido e seu corpo, bem... sei lá. Joguem em algum lugar.''
Ele então se virou para sair do apartamento para sair mas Elijah segurou em seu braço, impedindo-o.
''E agora, o que vai fazer?'' Questionou.
''Vou fazer a única coisa que me resta fazer. Vou falar com o pai de Caroline. Se isso for mesmo um golpe contra nós, vou querer a polícia do nosso lado.''
''Vai falar com o sogro.'' Damon riu e Klaus olhou sério para ele, fazendo-o perder a graça na hora.
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''Eu estou tão preocupada, não consigo parar de pensar nisso.'' Elena disse sentada no sofá de uma das salas da mansão Mikaelson, encolhida no canto e abraçando as próprias pernas como se isso fosse lhe dar conforto.
''Você precisa relaxar, Elena. Os garotos vão trazer ela de volta.'' Bonnie a confortou, oferecendo-lhe uma xícara e indo se sentar ao seu lado.
''Obrigado Bon.'' Ela aceitou a xícara de bom grado, esperando um chá calmante para acalmar suas entranhas que pareciam ter vida própria agora.
''Eles vão encontrá-la, você vai ver. Depois de tudo ainda vamos rir disso sobre como Caroline é atrai sequestradores.'' Rebekah disse a ela com um sorriso esperançoso, tentando lhe passar calma.
Mas ela não podia negar que ela mesma se sentia em angústia por dentro. Nunca na história de sua família alguém havia dito coragem de tomar algo de um Mikaelson. Ela estava preocupada, todos ali estavam. Alguns só sabiam disfarçar melhor que outros.
Era um território novo para eles e novo era desconhecido, desconhecido era assustador.
''Eu espero que sim.'' Elena sorriu de volta e então deu um gole na xícara, fazendo uma careta assim que sentiu o gosto. ''O que tem aqui? Veneno?''
''Você nem quer saber. Bebe aí!'' Bonnie sussurrou bebendo da sua própria xícara.
''Sage.'' Rebekah ficou surpresa ao ver Sage ali na porta da sala. ''Onde estão Davina, Henrik e Hayley?''
''Eles estão na sala do lado.'' Sage falou olhando por cima dos ombros para onde eles estavam e entrando na sala. Tirar os olhos da filha fazia Sage congelar, depois da ameaça de Esther ela se afastava o menos possível com medo do que ela pudesse fazer quando ela não estava por perto. ''Essa casa fica está tão vazia e silênciosa, é assustador. Parece que não é... seguro.''
''O que te faz pensar assim?'' Rebekah perguntou, a espera do real motivo.
''Esther, eu não confio nela. Nem que ela fosse a última pessoa no planeta.'' Assim que ela deu nome ao seu medo, Rebekah e Bonnie tiveram uma troca de olhares, falando sem usar palavras.
''Ela ameaçou Davina.'' Sage sussurrou entre dentes com raiva, tremendo.
''E você contou isso a Finn?''
''Não.'' Ela engoliu a bola de sentimentos que apertava em sua garganta. ''Se tivesse dito Finn teria a matado, você conhece seu irmão.''
Rebekah conhecia e ela estava certa. Finn era seu irmão mais velho e se tinha algo que ele protegia como um leão Mikaelson era sua família.
''Como ela pode ameaçar minha filha daquele jeito?'' Sage falou sem crença em suas palavras. ''Ela é mãe, não existe nada no mundo mais importante do que nossos filhos.''
''O que ela disse?'' A curiosidade venceu os nervos de Bonnie e ela perguntou.
''Ela disse que mataria Davina enquanto ela estivesse dormindo.'' Sage sussurrou como se fosse uma maldição. ''Deus, eu... eu quero matá-la.'' Ela cuspiu com raiva. A raiva era evidênte, bastava olhar para os seus olhis e vê-los em chama.
''Mikael morreu dormindo.'' Elena sussurrou bem baixinho como se não quisesse que ninguém escutasse mas, todos os olhos na sala foram direcionados para ela como se ela tivesse matado uma pegadinha. Envergonhada, deu um sorriso amarelo e se escondeu atrás da xícara.
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''Eu estou indo com você.'' Stefan falou enquanto seguia os passos de Klaus para fora do prédio.
''Não, você não está.'' Klaus disse sem nem se dar o trabalho de olhar para trás.
''Sim, eu vou e você não vai me impedir.'' Stefan confirmou e sorriu confiante.
Os dois saíram do prédio e Klaus parou a beira da rua, esperando por um táxi com Stefan ao seu lado.
''Você está puto comigo.'' Stefan disse, olhando para a expressão no rosto de Klaus. ''É por isso que estou indo, você é uma montanha russa quando está puto, se matar o pai de Caroline vai foder com tudo de vez.''
''Não estou puto, estou mais do que puto, se é que isso é possível.'' Klaus se virou para ele.
''Acredite ou não, eu me importo com ela, é só uma garota. Não merece se machucar.'' Stefan disse com as mãos no bolso da jaqueta de couro preta.
''Deveria ter ajudado quando estava com ela. Só tinha um trabalho, protegê-la. E nem isso foi capaz de fazer.'' Klaus se virou para a rua novamente e fez um sinal para o táxi parar.
Stefan o olhou entrar primeiro no táxi em silêncio e o seguiu em seguida.
Klaus tinha os seus contatos então bastou algumas ligações para saber em qual hotel Bill Forbes estava. Uma viagem de meia hora pela parte comercial e nobre da cidade até chegar ao hotel. Assim que eles saíram do táxi entraram direto no prédio. Uma desculpa e um pouco de charme para a recepcionista do hotel e eles já sabiam qual era o quarto.
''Então, qual é o plano?'' Stefan perguntou quando eles saíram do elevador.
''Não tem plano, eu bato na porta e explico a situação a ele. Ele diz sim ou não, vou encontrar Caroline de qualquer jeito.'' Klaus disse convencido, fazendo Stefan rir.
''Se estivesse tão certo disso não estava aqui agora. Bata na porta.'' Stefan apontou para a porta, sorrindo.
Klaus arqueou as sombrancelhas como se dissesse: Eu aceito o desafio!
Levantou a mão e bateu na porta, então falou:
''Serviço de quarto.''
Stefan segurou o riso. Alguns instantes depois a porta se abriu, quando Bill que era Klaus ali ele agiu como um reflexo indo para cima dele. Prendendo Klaus entre a parede e seu braço contra a sua garganta, pressionando com força. O mafioso tinha que usar a força dos dois braços para conseguir respirar um pouco.
''É assim que você recebe todas as visitas?'' Klaus disse humorado e sufocado, com a voz falhando.
''Eu deveria atirar na sua cabeça.'' Bill o ameaçou, pressionando o braço com mais força contra a sua garganta e Klaus grunhiu.
''Uh, agora tá machucando.'' Klaus sussurrou engasgado, dando um tapinha no braço dele como se estivesse se rendendo.
''Acho melhor começarmos a nos controlar. Bill, você poderia por favor?'' Stefan interveio. ''Mesmo ele merecendo isso.''
Klaus sorriu irônico para o amigo e acenou positivamente.
''Cala a boca!'' Bill gritou com Stefan.
''É melhor soltar ele, estamos aqui para falar sobre Caroline e temos pouco tempo.''
Assim que Bill ouviu o nome da filha já afrouxou o braço, atento ao que ele ia falar. Bill soltou Klaus com um empurrão, fazendo ele bater contra a parede.
''É bom vocês começarem a falar agora, antes que eu bata nos dois e leve minha filha embora.''
Stefan sorriu para Klaus, esperando ele começar o seu plano de simples.
''E se eu disser que alguém pegou Caroline?'' Klaus falou como se fosse uma piada.
''O que?'' Bill falou sem acreditar no que tinha acabado de ouvir.
Foi então que ele acertou um soco com força no rosto de Klaus e Stefan gargalhou.
''Isso é sua culpa.'' Bill gritou com Klaus. ''É tudo sua culpa seu filho da puta! Vou matar você!''
''Você sabe que se me matar suas chances de encontrar Caroline caem, na verdade, elas deixam de existir. Tenho certeza que eu nem você deseja isso.'' Klaus sussurrou de forma ameaçadora para Bill, pronunciando palavra por palavra bem lentamente.
''As pessoas temem mais um sobrenome do que um polícial, é muito interessante, não?'' Stefan observou, ao perceber o medo brilhar nos olhos de Bill. Ele não conseguiu conter um pequeno sorriso.
''Eu não perguntei nada pra você, seu merda!'' Bill se virou para Stefan e olhou em seus olhos com o sentimento de desprezo e vergonha. ''Você era um soldado, deveria ter vergonha!''
''Ainda sou um soldado. Apenas sirvo a ideais diferentes.'' Stefan respondeu levantando o queixo, mesmo com o orgulho ferido.
''Deixando nossos problemas de lado, vamos ao que interessa senhores... Caroline.'' Klaus falou, cortando os olhares raivosos dos dois.
Bill respirou fundo tentando se acalmar. Ele era um polícial, foi treinado para isso, para lidar com situações de pressão e pensar de forma racional. Mas essa não era a vida de um desconhecido que estava em perigo, era a vida da sua filha.
Fez uma pausa e se recuperou.
''Vocês acham que ela foi pega para ser entregue a mim? Para o sequestrador limpar sua ficha? Qualquer um que vê televisão sabe que ela estava sendo procurada com recompeça. Foi pedida a minha presença.''
Stefan e Klaus olharam um para o outro, nenhum dos dois dispoto a dar o real motivo.
''Talvez se você não tivesse feito do sequestro dela uma caça do tesouro para todos os criminosos do mundo...'' Klaus improvisou.
''Não tente jogar a culpa em mim, nada disso estaria acontecendo se você não tivesse a sequestrado.''
Stefan pigarreou, interrompendo-os.
''Vocês estão brigando de novo.''
Klaus se deu por vencido e olhou para Bill como se sentisse muito.
''O problema é que Caroline pode não ter sido pega para um acordo.'' Informou Klaus.
''E para que seria?'' Bill perguntou confuso.
''Uma cobrança.'' Completou Stefan.
''Cobrança? Porque diabos alguém ia cobrar alguma coisa da minha filha?'' Bill ficou mais confuso ainda.
Stefan e Klaus trocaram olhares. Stefan exibia um sorriso irônico no rosto.
''Você quer dar a notícia ou eu dou? Tenho certeza que vai deixar ele muito orgulhoso.'' Stefan perguntou a Klaus, cruzando os braços sobre o peito.
''Saboreire bastante esse momento, porque ele não vai se repetir.''
''Será que dá para vocês me falarem logo?'' Bill reclamou, sem paciência para os dois.
''Isso vai deixá-lo extremamente orgulhoso Bill.'' Klaus disse em tom debochado e relaxado, tentando manter o bom humor diante da situação tensa. ''Ela também não gosta de caras maus, não nega que é sua filha.'' Bill apenas o olhou sério, esperando ele falar logo. ''E se eu disser que um cara foi rude com ela e ela decidiu matá-lo?''
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A porta se abriu com um rangido agoniante, levantei meus olhos e vi a sombra de alguém passar pela porta. Assim que a sombra se afastou, permitindo a luz entrar, vi uma garota.
Eu ainda vestia o mesmo vestido preto que usei no enterro, ele agora estava molhado e colada ao meu corpo. A água fria se fundiu com meu suor transformando-o em um pano gelado. Eu tinha fios de cabelo fora do lugar grudados no meu rosto e estava descalço.
''Sophie, essa é Caroline. Caroline, esta é Sophie.'' Reconheci a primeira sombra.
Era Marcel, fora ele quem me capturou e veio falar comigo primeiro. Seu sorriso arrogante era inconfundível.
''Caroline. Ouvi algumas coisas sobre você.'' Sophie me olhou com ódio evidente queimando em seus olhos.
''Ótimo, sempre que alguém começa uma conversa comigo assim nunca acaba bem.'' Antes que eu pudesse segurar a língua já havia soltado.
''Para você, não é? Afinal, basta um olhar para si mesma e perceber que sua situação não é das melhores.'' A forma com que ela disse deixou bem claro quem era que estava por cima ali. ''Você sabe porque está aqui?'' Ela sussurrou a pergunta, ameaçadoramente.
''Tenho um palpite...'' Fiz uma pausa e sorri. Um surto de coragem correndo pelo meu corpo. Eu já estava me acostumando a pensar racionalmente sob momentos de pressão. Olhe nos olhos, pareça confiante, não demonstre medo, calcule cada movimento dez jogadas a frente. ''Posso arriscar? Aposto que você está na lista da Interpol, ai você achou que me sequestrando poderia me devolver aos meus pais para limpar a sua ficha? É, eu já conheço essa.''
''O nome Baltazaar significa alguma coisa para você?'' Ela aumentou seu tom de voz, se sobrepondo ao meu. A raiva e o ódio pesavam em suas palavras.
Senti meu coração na garganta com a menção deste nome que atormentava meus pensamentos e me caçava em pesadelos. Achei que nunca mais teria que reviver esse fantasma. Meu estomago se revirou ao lembrar do cheiro horrível do seu corpo queimando.
''Acho que sim.'' Sophie se curvou, aproximando-se de mim como se fosse compartilhar um segredo.
''É por isso que estou aqui? Pelo que fiz?'' Suor frio escorreu pelas minhas têmporas. Seus olhos se fixaram nos meus.
''Você confessa o que fez?'' Perguntou, com um tom de voz ímplacável. ''Confessa? Confessa?'' Berrou.
Mantive minha boca fechada, sabendo que era perigoso falar agora. Engoli em seco e levantei meu rosto.
''Qual foi o meu crime para eu confessar?'' Sussurrei, temendo o que vinha a seguir mas sem demonstrar uma partícula de medo.
''Você sabe o que você fez!'' Sophie berrou novamente e abriu um sorriso cheio de ódio.
''Eu não cometi crime nenhum!'' Rugi como uma leoa, olhando dentro dos seus olhos.
Sophie me olhou a beira de um ataque de fúria. O que quer que eu falasse a seguir ia salvar a minha vida ou acabar de cavar a minha cova.
Calculei as minhas ações, a procura do jogo de palavras apropriadas para tirar a menye dela desse foco e me ouvir falar. Todos os músculos do meu corpo estavam tensos, eu estava com medo do que viria a seguir.
''Sabe porque o matei?'' Minha voz não saiu mais alta que um sussurro.
A máscara de ódio que era o rosto de Sophie se quebrou e ela me olhou de volta forma. Seus olhos no meu foram um sinal para eu continuar.
''Ele tentou me estuprar, ele me bateu, ele me disse coisas horríveis!'' Minha voz aumentava a cada motivo. ''Imagine-se no meu lugar, imagine um ódio tão intenso que te faz matar!''
''Você está mentindo!'' Ela disse da primeira vez em tom calmo. Eu sabia que ela não estava falando para mim, eu sabia que era para si mesma. Ela sabia do que Baltazaar era capaz. ''Está mentindo!'' Ela gritou.
''Olhe nos meus olhos e diga se estou mentindo.'' Gritei de volta, olhando em seus olhos mas ela os desviava.
''Não. Não. Não. Não. Não. Ela me disse que você fez porque quis. Não. Não.'' Entre os delírios de negação de Sophie encontrei a oportunidade.
''Ela? Ela quem?''
Sophie me olhou assustada.
''Ela quem?'' Perguntei com mais firmeza na voz. ''Me diga!''
''Esther me contou. Ela me ajudou a sequestrar você.'' Sophie sussurrou.
Meu coração deu um salto e eu me senti em desespero por um momento. Porque diabos Esther queria me matar agora? Eu sabia que ela não era minha maior fã mas não achava que isso fosse motivo para me matar. A não ser que eu já fosse partr de um dos seus planos.
Agora eu podia ver, conseguia ligar uma coisa a outra. Alaric tentando me ajudar e depois a pessoa mais próxima a ele na casa tentando matar meus pais. A morte de Mikael. Tudo vinha acontecendo desde o dia em que Mikael disse que Klaus iria assumir seu lugar na família.
Eu estava começando a aprender que ali era cada um por si, uma disputa sem fim e sem limites para o poder. Se é assim que funciona, é assim que vou jogar.
''Ela mentiu para você. Baltazaar ia morrer de qualquer jeito, ela só me fez matá-lo para depois você me matar. Ela me obrigou a matá-lo.'' Falei, em falso desespero. ''Ela disse que se eu não fizesse ia matar meus pais. Eu sinto muito que ele era a sua família mas eu estava tentando proteger a minha. Vamos fazer um acordo? Se me soltar, eu e os Mikaelsons te ajudamos a matar Esther.''
Sophie me olhou como se eu estivesse louca.
''Os Mikaelson não matam Mikaelsons.''
''Esther matou Mikael! O que você espera? Garanto que terá sua vingança.'' Sophie me olhou, me analisando e pensando em minha propósta.
Ela e Marcel trocaram um rápido aceno positivo e ela então disse a ele:
''Entre em contato com Niklaus. Diga para ele vir sozinho. Diga que temos um acordo.''
''Não, não sozinho.'' Intervi rápidamente. Mesmo tendo um acordo não deixaria Klaus vir sozinho. ''Diga a ele para vir com Stefan e meu pai.''
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O celular vibrou no bolso da frente do jeans de Klaus, ele rapidamente pegou o aparelho e viu o número desconhecido. Já havia atraído a atenção de Bill e Stefan para ele. Olhou para os dois antes de atender.
''Niklaus Mikaelson.'' Uma voz conhecida rosnou do outro lado.
''Marcel Gerard, soube que está com minha garota.'' Klaus falou em tom debochado.
Bill já ficou tenso e alerta, se aproximando de Klaus para ouvir melhor a conversa. Stefan se manteve imóvel, analisando o companheiro.
''Quer sua garota de volta? Se sim, é bem simples.''
''O que você quer?'' Klaus se contorceu de raiva.
''Não sou eu que quero. Esteja na rua Louise Garteven, número 1234. Você, Stefan Salvatore e Bill Forbes. Apenas vocês. Esteja lá em duas horas. Caroline está esperando.'' A chamada terminou.
''E então?'' Bill perguntou assim que Klaus afastou o celular do rosto.
''Um novo endereço, eles querem nós três lá em duas horas. Sozinhos.''
''Vou ligar para Elijah e mandar que se preparem.'' Stefan falou.
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''Olha só, o Clube da Luluzinha.'' Kol disse com seu largo e infantil sorriso, da porta da sala da mansão Mikaelson.
''Kol!'' Bon ficou surpresa ao vê-lo ali. Não só ela mais como todas as outras na sala: Rebekah, Hayley, Sage e Elena.
''Kol, o que está fazendo aqui? Vocês a encontraram?'' Rebekah se apressou a perguntar.
''Ela está bem?'' Elena perguntou angustiada.
''Sim, nós a encontramos. Estamos indo buscá-la. Vim com Elijah buscar algumas armas e já estamos indo.''
''Elijah? Elijah está indo?'' Hayley perguntou.
Ela então saltou do sofá com um salto e saiu correndo da sala, passando ao lado de Kol como se fosse um vulto. Todos ali assistiram um pouco confusos.
Hayley atravessou a mansão correndo até os fundos, onde finalmente encontrou Elijah. Ele carregava uma mochila cheia para fora da casa quando a viu. Não parecia mais o mesmo Elijah, já estava recomposto. Vestindo um terno limpo e com um pequeno curativo sobre a sobrancelha.
''Hayley.'' Ele disse surpreso ao vê-la ali. Sua respiração esta a ofegante e suas bochechas coradas devido a sua corrida.
''Onde você está indo?'' Ela pergunto com tristeza já sabendo a resposta. Ele apenas respondeu-a com um olhar, não havia muito o que dizer.
''Não! Não! Não!'' Hayley protestou e se aproximou dele, ficando na sua frente. Ela segurou seu rosto com as duas mãos e olhou em seus olhos castanhos. ''Não você não pode ir de novo. Você acabou de voltar! Meu Deus! Eu nem consegui conversar com você ainda Elijah...'' Ela acariciava seu rosto com o polegar e implorava para que ele ficasse com lágrimas nos olhos e seu corpo no dele.
''Hayley.'' Ele sussurrou seu nome, tocando em suas mãos que estavam no seu rosto, tirando-as dali. Segurou as duas entre as suas e beijou-as. ''Não vou a lugar nenhum.''
''Você não sabe! Eu apenas não estou pronta para deixá-lo ir embora de novo, porque se algo der errado, você será esse mártir idiota que você sempre é para salvar sua família.''
''Eu amo minha família e faço o que for preciso para nos manter unidos, essa é a minha vida. Não posso pará-la e nem vou.'' Uma lágrima escorreu pelo canto do olho de Hayley e Elijah a enxugou. ''Nada vai acontecer. Eu prometo que vou voltar. Sabe que eu sempre cumpro minhas promessas. Não sou homem que fala por falar.''
''Você prometeu. Você prometeu que vai voltar. Estarei esperando.'' Ela sussurrou, encostando sua testa na dele e fechando os olhos.
''Vejo você em breve.'' Elijah envolveu sua mão na nuca dela e a puxou para mais perto.
Selou seus lábios de forma bruta e apaixonante.
''Elijah?'' Finn apareceu, interrompendo o momento.
''Vejo você em breve.'' Elijah beijou seu rosto delicadamente.
Pegou a mochila no chão e se afastou junto com o irmão mais velho. Os dois saíram da mansão e foram direto para fora. Havia uma Land Rover preta estacionada ali na frente, a porta do bagageiro estava levantada e Elijah jogou a mochila ali. Damon já estava no banco do motorista e Matt no do passageiro ao seu lado. Kol saiu pela porta da frente vindo acompanhado pelo primo Alaric.
''Primo? Veio se juntar a diversão?'' Finn perguntou debochado e com um sorriso no rosto.
''Não, obrigado. Vim apenas desejar a vocês boa sorte.'' Ele disse com um sorriso irônico também.
Elijah bateu a porta do bagageiro e fechou-o.
''Cavalheiros, estamos partindo. Cuide das nossas garotas Alaric.'' Elijah falou antes de entrar no carro seguido por Kol e Finn.
Alaric ficou ali parado, olhando o carro sair da mansão. Assim que ele saiu Alaric foi até o portão onde haviam pelo menos cinco guardas, todos armados.
''Senhores,'' Alaric ganhou sua atenção. ''estamos fechados para balanço.'' Um sorriso diabólico no rosto. ''Tranquem a mansão. Ninguém entra, ninguém sai. Quero seguranças em todas as partes, quero todos em seus pontos. Estamos sob ataque.''
''Mas senhor...'' Um deles foi perguntar e Alaric lhe lançou um olhar de loucura.
''Está me questionando? Está questionando minha família? A ordem de seu superior?''
''Não. Não senhor. Eu só ia dizer quando o resto deles voltarem.''
''Eles não vão voltar. Me assegurei disso. Esta é a minha ordem!'' Alaric olhou para outros dois guardas. ''Vocês dois vem comigo, quero que me ajudem a dar um jeito nos que estão lá dentro.''
Alaric olhou para cima, na direção da janela do quarto de sua mãe e sorriu.
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Depois que fiz o meu acordo com Sophie, eles me soltaram e me deixaram trocar de roupa. Vesti um uma calça jeans, um moletom de frio e botas. Os minutos se arrastavam nesse meio tempo, eu sabia que mesmo confiando neles eu também poderia estar indo para a morte certa. Com essa gente você nunca deve confiar plenamente.
Colocaram um capuz preto em minha cabeça para me levar até onde seria um encontro. Isso realmente me apavorou mais eu sabia que era um protocólo deles. Foi uma viagem não muito longa e quando chegamos ainda mantiveram o capuz em minha cabeça até que eu já estivesse dentro do local.
Do lado de fora, os Mikaelson estavam preparados e posicionados. Com as armas já apontando em lugares estratégicos e todos conectados por escuta. Bill, Klaus e Stefan estavam há uma quadra dali dentro de um carro.
''Eles chegaram.'' Elijah avisou. Ele estava sobre o telhado de um prédio próximo dali.
''Sua garota está inteira, Nik.'' Kol disse brincalhão. ''Ela fica sexy de calça jeans.''
Stefan riu ao ouvir isso e Klaus fechou a cara.
''Uma bala também deve ficar bem em você.'' Bill o alertou e Kol gargalhou.
''É melhor tomar cuidado, Kol.'' Finn riu.
''Cavalheiros, podemos?'' Elijah deu um suspiro cansado.
''Vamos lá.'' Stefan foi o primeiro a sair do carro.
Os três caminharam pelo quarteirão. Não estavam armados já que tinham os outros cuidando de sua reta guarda em pontos estratégicos.
''Hora do show.'' Damon disse empolgado quando os três chegaram no endereço.
Eles se aproximaram da porta da casa antiga, Klaus foi na frente e bateu em uma das portas dublas. Uma das portas se abriu mas os rapazes em seus pontos estratégicos não tinham nenhuma visão de dentro do prédio e poderia muito bem ser uma cilada.
''Eles vão entrar?'' Matt perguntou, soltando um palavrão logo em seguida que eles entraram.
''Niklaus?'' Elijah gritou no comunicador. ''Niklaus?''
''Ele não está com o ponto.'' Damon informou o óbvio.
''Ah, Deus!'' Kol suspirou e bateu a cabeça na própria arma.
''E eu nem sei porque ainda surpreende vocês.'' Finn sorriu.
O som da porta se abrindo me fez tremer, eu podia ouvir os passos se movimentando pra dentro. Era incrível como quando um dos nossos sentidos fica limitado e os outros se intensificam.
A porta bateu e meu capuz foi arrancado. Me acostumando com a pouca luz vi as silhuetas de meu pai, Klaus e Stefan. Me levantei correndo da cadeira que estava sentada indo na direção deles.
''Pai!'' Exclamei alívia, me jogando em seu abraço.
''Caroline, minha filha!'' Ele falou, beijando a minha testa enquanto me apertava junto ao peito. Devagar, o pânico e o medo foi sumindo e eu sabia que tudo ficaria bem.
Do peito do meu pai, desviei meus olhos para o lado e vi Klaus e Stefan sorrindo para mim. Foi inevitável não sorrir de volta.
''Caroline, será que podemos? Não está se esquecendo do nosso acordo?'' Sophie disse de forma ameçadora, indicando os seguranças armados na sala.
''Acordo? O que você fez?'' Klaus perguntou, preocupado.
''O que você me ensinou.'' Falei. Me afastei do meu pai apenas o suficiente para olhar para todos na sala. ''Sophie, vamos começar.''
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