Criminal
13 Beautiful Pain
Notas iniciais
Posso sentir o calor aumentando
Tudo está em chamas
Hoje é uma lembrança dolorosa do por quê
Podemos somente ficarmos mais flamejantes
Quanto mais você se prende
E agora estou aqui dentro
Tomando cuidado, porque
A encontrei em chamas
Há um tipo de dor bela
Incendiando o ontem
Encontre a luz, encontre a luz, encontre a luz
A tempestade passou por você
O seu tempo não quis abrir os olhos
Com o espinheiro que você
Cheirava as rosas, parava para inspirar
Não posso nem dizer que o seu nariz está entupido
Tão focado em seu lado positivo, depois você pisa
No acelerador e vai para a curva rapidamente
Mais severo, sem olhar para trás
Pode bater no meio fio
Mas todo o dia é uma nova curva de aprendizagem
Enquanto você conduz a sua vida
Às vezes, você pode não querer se desviar
Mas você precisa evitar um desastre
Ainda bem, que não é um dano permanente
Porque te machucam tanto
É como se tivessem assassinado a sua bunda
E jogado lixo no seu caixão
Mas você ressurgiu das cinzas
E essa ferida que você tem, se transformou em gasolina
E enquanto você está queimando o passado
No inferno e cantando
À medida que o tempo passa as coisas mudam todos os dias
Mas as feridas? As feridas saram
Mas as cicatrizes ainda permanecem as mesmas
Mas amanhã, hoje se queimará em chamas
Jogue o fósforo na passagem daquele lugar
Então, sinta o fogo debaixo dos seus pés
Enquanto você mal transpira do calor
Expire profundamente e solte um suspiro de alívio
E assim que você diz adeus ao sofrimento
É como assistir as paredes se derreterem
Na cela da sua prisão
Mas você foi extinguido dessa vida infernal
Ainda um pequeno pedaço de você morre, você grita
A encontrei em chamas
Há um tipo de dor bela
Incendiando o ontem
Encontre a luz, encontre a luz, encontre a luz
A encontrei em chamas
Há um tipo de dor bela
Incendiando o ontem
Encontre a luz, encontre a luz, encontre a luz
Sinto a queimadura, vejo a fumaço enquanto ressuscito
Uma fênix das chamas
Chamas do amor, vamos lutar pela palavra
Agora parece que com essas asas eu vou voar
A encontrei em chamas
Há um tipo de dor bela
Incendiando o ontem
Encontre a luz, encontre a luz, encontre a luz
― O que você vai fazer agora?
Eu sabia que minhas palavras o acertaram como as balas de uma arma. Klaus estava parado diante de uma janela, em um quarto afastado de toda a conversa e agitação que estava acontecendo ali. Nós havíamos contado a ele. Contado que fora Esther que havia matado Mikael, Esther que havia dado a ordem para que eles me matassem e haviam planejado uma emboscada para matá-los em seguida e tudo para colocar o seu filho no comando dessa família.
Depois que nós contamos, ele simplesmente se afastou em silêncio, sem dizer uma palavra que fosse. Ficou ali mais de meia hora e quando eu já havia começado a me preocupar com seu silêncio, achei que seria melhor falar com ele. Klaus não era como uma pessoa comum que em um momento desse explodia de raiva, ele era incontrolável, poderia estar surtando agora ou apenas sentir raiva em silêncio. Mas dessa vez, ele parecia de certo modo... perdido.
Os olhos azuis focavam em algum lugar distante do lado de fora da janela. O sol escondido atrás de uma nuvem de chuva dava um iluminação cinza em seu rosto dourado.
― Você está bem? ― Sussurrei, preocupa com o seu silêncio. Dei um passo em sua direção mas ele rapidamente se virou para mim.
― Não, eu não estou. ― Seus olhos azuis queimavam feito fogo. Ele nunca havia me olhado da forma com que ele me olha agora, como se eu fosse o inimigo. ― O que é a honra comparada com o amor de uma mulher?
― O que? ― Perguntei ainda confusa com o que ele havia dito.
― Mikael costumava dizer isso. Que o amor é morte do dever. ― Continuou, eu ainda não conseguia entender sobre o que ele estava falando.
― Eu não faço ideia do que você está falando e... ― Eu ia continuar falando mas ele me interrompeu.
― Estou falando sobre você. Sobre mim. Sobre nós. Olhe a sua volta, Caroline. ― Ele deu um passo na minha direção. ― Já havia se imaginado em uma situação assim em sua vida?
― Não mas... ― Eu abri a minha boca para responder mas ele me interrompeu novamente.
― Essa não é a sua vida, essa não é a minha vida. ― Ele gritou, caminhando até mim. ― Volte por todo o caminho que fizemos, me diga um momento em que não ficou um rastro de destruição no caminho. Eu desapontei minha família e você desapontou seus pais! Estava no seu plano de faculdade matar um homem?
― Pare de gritar comigo! ― Gritei de volta para ele, batendo em seu peito com as duas mãos mas ele nem se mexeu. ― Porque está falando isso? ― Foi inevitável a minha voz falhar, os meus olhos já começavam a arder.
― Porque é a verdade, amor. ― Ele disse em tom calmo e baixo novamente. Suas mãos se levantaram lentamente e pararam nos meus braços, tocando-os levemente. Eu podia sentir que ele não queria me tocar. ― Você me trouxe amor mas também me trouxe desgraça.
Ao ouvir isso eu senti meu coração se quebrar em um milhão de pedaços, frágil como um copo de vidro caindo no chão. As lágrimas quentes escorreram lentamente pelo meu rosto e Klaus pareceu sofrer junto comigo quando elas caíram.
― Não chore. ― Ele sussurrou, aproximando seu rosto do meu. Senti meu hálito quente queimar onde as minhas lágrimas passaram. Lentamente ele encostou seus lábios em meu rosto e beijou o rastro que minhas lágrimas haviam deixado. O toque áspero de sua barba não parecia nada comparado ao calor de seus beijos.
― Não se atreva. ― Falei entre soluços. ― Não se atreva! ― Disse firme. Sem perceber minhas mãos já o envolviam num abraço apertado, não o deixando se afastar de mim.
― Não sou capaz de enxergar meus inimigos ao seu lado, não consigo ver maldade e nem escuridão. Porque eu só vejo você e tudo o que você é. Linda, forte e iluminada. Você me deixa cego de amor, Caroline. ― Ele dizia as palavras e as minhas lágrimas não paravam de descer a cada palavra que saia de seus lábios.
― Me desculpe! Me perdoe! Por favor! ― Eu implorava entre o desespero e o choro. Não conseguia assimilar meus sentimentos de forma correta enquanto tudo que ele dizia era um adeus.
Não, ele não poderia me deixar, não agora. Não depois de tudo que nós passamos. Não depois de eu desistir da minha família por ele.
― Não percebe o quanto você é importante para mim? ― Ele falou, levando suas mãos até o meu rosto. ― Temo por sua vida, amor. Não posso aceitar que as pessoas machuquem você porque sou capaz de mover montanhas para garantir sua segura, sou capaz de deixar tudo de lado por você. Exatamente como fiz hoje. Mas isso vai continuar se repetindo toda vez, porque você... ― Sua voz falhou por um momento e percebi que seus olhos estavam cheios de lágrimas também. ― você é minha fraqueza. As pessoas sempre vão machucar você para ferir a mim. Acha que isso o que aconteceu hoje foi para ferir você? Não, foi para ferir a mim. Porque qualquer um sabe que se eu perder você, perco tudo.
― Você não vai perder a mim! Eu... ― Gaguejei. ― eu estou aprendendo a cuidar de mim também. Eu prometo que você não terá que se preocupar mais comigo. Por favor, apenas não me deixe.
― Eu preciso. Porque me importo mais com você do que comigo. Assim que terminarmos aqui, você voltará com seu pai para New Orleans...
― Não! Não! ― Fui eu que o interrompi dessa vez, aos gritos e tapas em seu peito mas de nada adiantava.
― Você vai voltar. Terá uma vida segura sem mim. Nunca mais precisará passar por isso, eu prometo.
― Não! ― Gritei. Soluçando e chorando ao mesmo tempo. ― Por favor! Não me deixe.
― Sinto muito. ― Ele sussurrou, beijando a minha testa de leve.
O ar pareceu fugir dos meus pulmões por um momento e minhas pernas perderam a força, elas simplesmente pararam de funcionar. Eu desabei em seus braços, se Klaus não tivesse me segurado eu ia cair diretamente ao chão mas ele me manteve de pé, com seus dois braços em volta de mim. Escondi minha cabeça no seu peito, inspirando seu perfume uma última vez e molhando sua camisa com minhas lágrimas. Meu peito soluçando contra o dele.
― Por favor... ― Implorei uma última vez contra seu peito, sentindo seu coração bater acelerado e forte. ― por favor...
Ele não respondeu, apenas me apertou mais firme em seu abraço. Não precisavam de palavras, pela forma com que ele me segurava eu conseguia sentir que isso era tão duro para ele quanto para mim. Eu não sei por quanto tempo ele me segurou e eu nem me importava com tempo naquele momento, eu só não queria que ele me deixasse.
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Hayley voltou correndo para a sala onde encontrou as garotas ainda ali, todas olharam surpresas para ela ao voltar. Esperando uma boa explicação do porque o desespero. Ela lentamente voltou para o seu lugar no sofá e todas as cabeças no recinto a acompanharam com o olhar em silêncio absoluto.
― Ninguém vai mesmo dizer nada? ― Elena quebrou o silêncio quando viu que ninguém se manifestou. ― Tudo bem, eu falo. Todas queremos saber porque você correu ao saber que Elijah estava indo.
― Elena! ― Rebekah a advertiu.
― O que? ― Elena olhou para ela sem acreditar que ela estava mesmo a advertindo. ― Vai dizer que você também não está morrendo de curiosidade.
― Não. Talvez. Só um pouco. Ok, eu estou curiosidade também. ― Rebekah admitiu.
― Eu também! ― Bonnie levantou a mão.
― É, talvez eu esteja também. ― Sage admitiu e Hayley riu.
― Vamos, fala logo. Estamos esperando. ― Elena a cutucou com o indicador.
― Eu... ― Ela gaguejou por um momento. ― eu acho, na verdade, eu tenho certeza que eu estou grávida. E é do Elijah. ― Hayley ficou vermelha e envergonhada assim que soltou isso.
― Uau! Uau! Sério? ― Elena olhou para ela surpresa. ― Uau!
― Grávida? Do Elijah?― Rebekah repetiu, sem acreditar no que estava falando. ― Uau mesmo!
― Tem dois meses... ― Ela falou, ainda envergonhada. ― Eu fiz as contas.
― Meus parabéns! ― Bonnie disse extremamente animada e batendo palminhas.
― Meus parabéns! ― Elena também se manifestou, rapidamente abraçando Hayley.
― Uau! ― Rebekah repetiu novamente, sem acreditar e Sage riu.
― Uau! Meus parabéns também! ― A voz mais grossa se sobrepondo as das garotas e o som alto de palmas se espalhando pelo salão chamou a atenção das garotas.
Alaric entrou na sala com cinco dos guardas o seguindo. Ele exibia um sorriso diabólico nos lábios e parou na porta.
― Grávida? Veja só, mais um Mikaelson a caminho! ― Alaric falou, esfregando as mãos.
― Mais um para me divertir. Amarrem ela separada das outras. ― Ele ordenou para os guardas.
Rebekah foi a primeira a se levantar para intervir mais os guardas foram mais rápidos, eles agiam como profissionais. Imobilizavam as garotas com facilidade e excesso de força, algumas gritavam e outras lutavam mais era em vão.
― O que você está fazendo? Você ficou louco? ― Rebekah gritou já dominada por um dos guardas.
― Não prima. Não, louco é o que as pessoas denominam o desconhecido. Essa é apenas a nova ordem. ― Ele abriu um largo e insano sorriso.
― Onde está minha filha? ― Sage cuspiu, olhando pela porta da outra sala sem ver Davina ou Henrik ali. ― Onde está minha filha seu desgraçado? ― Ela rugiu.
― Não se preocupe com sua filha, Sage. Tenho planos especiais para as crianças, isso inclui a sua, Hayley. Vamos colocá-la na festa também, sem que eu mesmo tenha que te abrir de fora a fora e trazer o mais novo Mikaelson ao mundo!
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Klaus ainda me segurava em seus braços, tentando me acalmar. Mesmo que eu já havia parado de chorar, eu ainda soluçava. Meus olhos queimavam e ardiam e eu me agarrava a ele como se me agarrasse a minha vida.
― Niklaus! ― A voz de Elijah ecoou longe, o som de passos se aproximando chamou nossa atenção para a porta do quarto aberta. Elijah apareceu ali logo em seguida, ofegante. O peito subia e descia com a respiração ofegante e descompassada. ― Nós precisamos ir.
― O que está acontecendo? ― Enquanto ele perguntou, atrás dele vieram Finn e Kol.
― Sua família precisa de você. ― Elijah falou.
Klaus olhou para mim uma última vez, bastava olhar em seus olhos e não precisava de palavras para dizer o que ele sentia. Beijou meu rosto uma última vez e então se afastou, tentei segurar sua mão mas nossos dedos se soltaram e ele passou pela porta junto com os irmãos.
Quando percebi que ele estava indo para valer, rapidamente obriguei as minhas pernas a começarem a caminhar e segui-lo. Essa não seria a última vez que eu o veria, eu não iria permitir. Rapidamente, comecei a correr e o alcancei.
― O que está acontecendo? ― Perguntei quando encontrei todos na sala.
― Isso não é sobre você! ― Klaus falou de forma forme. O comandante da família estava de volta e o Klaus do quarto já havia sumido. ― Bill, vocês estão partindo.
― O que? ― Falei sem acreditar que ele realmente estava dando ordens para o meu pai e simplesmente me ignorando.
― Tire sua filha daqui, volte para New Orleans e vamos fingir que isso nunca aconteceu. ― Klaus tirou uma chave do bolso e jogou na direção do meu pai, que a apanhou ainda no ar. ― Pode deixar o carro no aeroporto. O resto, vocês estão partindo comigo.
― Não! Eu estou indo com vocês! ― Caminhei na direção deles, tentando segui-los para fora da casa.
― Não, você não está. ― Stefan interveio, não me deixando passar. ― Está indo para casa com seu pai.
Ele me deu um daqueles olhares sérios uma última vez e então saiu da casa, junto os últimos que ainda estavam ali. Eu fui tentar acompanhá-los mas meu pai segurou em meu braço, me impedindo de continuar.
― Nós estamos indo. ― Meu pai falou sério, liberando a pressão em meu braço lentamente. ― Sua família precisa de você.
Essas foram as palavras do meu pai, de alguma forma eu consegui ouvir o eco longe da voz de Elijah, chamando pelo irmão da mesma forma. Talvez Klaus estivesse certo ao dizer que colocávamos a nós mesmos e aqueles que amamos em perigo por querer o que queremos.
Éramos egoísta com aqueles a nossa volta, se importando apenas com nós mesmo e o que queremos. Talvez fosse esse o sinal que eu precisava para realizar de que era hora de desistir e voltar para a casa.
Ele me deu um daqueles olhares sérios uma última vez e então saiu da casa, junto os últimos que ainda estavam ali. Eu fui tentar acompanhá-los mas meu pai segurou em meu braço, me impedindo de continuar.
― Nós estamos indo, Caroline. ― Repetiu, liberando levemente a pressão no meu braço quando os carros saíram dali.
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Klaus assumiu o volante da Land Rover preta, ligando-a rapidamente e saindo dali com os pneus queimando no asfalto. Elijah estava sentado no banco do carona ao seu lado, atrás estavam Kol, Finn e Stefan.
Ele soltou o volante do carro por um momento, mesmo com o mesmo estando em alta velocidade. De algum modo Klaus conseguiu mantê-lo na linha sem precisar das mãos. Tirou um masso de cigarros do bolso da jaqueta e puxou um da caixa com os lábios, deixando o mesmo preso entre eles. Jogou o masso em cima do painel do carro e então pegou o celular do bolso da frente da calça. Colocou uma mão sobre o volante enquanto fazia uma curva em alta velocidade.
― O que vai fazer? ― Elijah perguntou quando viu o celular na mão do irmão mais novo.
― Declarar guerra. ― Klaus respondeu, sem olhar nos olhos do irmão.
Com a mão livre do volante, ele digitou algo no celular e em seguida o levou a orelha. O celular tocou três vezes até ser atendido, nenhum palavra saiu do outro lado, nem mesmo um simples sussurro de medo.
― Saudações dos mortos, primo! ― Klaus iniciou a conversa.
Todos os olhos no carro foram direcionados a Klaus. O olhar que Elijah deu para ele confirmava que ele não aprovava essa atitude. Eles sabiam que Alaric estava com as garotas na casa e havia fechado o perímetro, provocá-lo nessa situação seria como acender um esqueiro em um galpão cheio de dinamite.
Klaus conseguiu sentir o medo e o desespero de Alaric sem precisar de palavras, o seu silêncio já era mais do que suficiente.
― O que é isso? É algum tipo de piada? ― Alaric cuspiu, sem querer acreditar no que estava ouvindo e isso fez Klaus gargalhar.
― Sim, é uma piada dos mortos com você. Dando uma festa sem convidar os anfitriões? É muito mal educado da sua parte, posso entender os seus modos afinal, você foi criado por uma cadela que chama de mãe.
― Não se atreva! ― Alaric gritou do outro lado. ― Nunca mais se atreva a dizer isso, bastardo! Cortarei sua língua ou melhor... ― Foi a vez de Alaric gargalhar. ― Corto a de alguém que está aqui. Que tal do seu jovem irmão Henrik? Imagine o quanto ele vai implorar? Tão novo. E que tal Davina? Acha que seu irmão algum dia o perdoará por isso?
― Se tocar em qualquer pessoa que está ai, garanto que irá sofrer a pior morte que pode imaginar e sua mãe menos ainda passará impune por isso. ― Klaus praguejou.
― Vamos esperar e ver quem se sairá melhor. Quem será capaz de fazer mais danos. ― Alaric sussurrou e então desligou.
Klaus jogou o celular em cima do painel do carro com raiva, então deu um soco no volante.
― O que ele falou? ― Elijah perguntou.
― Minha filha está lá, Niklaus! ― Finn gritou no banco de trás. ― Minha mulher está lá! Nossos irmãos, nossa família! Acha que fazer joguinhos de poder com ele vai ajudar? Só vai colocar aqueles que amamos em maior risco.
A maioria dos homens mais depressa nega uma verdade dura do que a enfrente mas não ele, não Klaus. O irmão estava certo, ele já havia lidado com isso antes, sabia que isso só poderia piorar a situação daqueles que ele ama e que estão lá dentro. Apertou as duas com força no volante até doer e engoliu em seco. Pensou em Caroline, se ela estivesse ali ela não teria o deixado fazer isso.
― Eu sei. ― Ele falou baixo, respirando fundo para manter a calma. ― Vamos dar um jeito nisso, vamos tirar todos de lá. Eu prometo.
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― Maldito bastardo! ― Alaric gritou.
A fúria que corria por seu corpo era sobre humana, ele pegou o objeto que estava mais próximo a ele e o atirou no chão, quebrando um vaso em vários pedaços. Com o barulho as portas da biblioteca da mansão se abriram e Esther entrou, observando o filho ali. Parado no meio da sala, se matando em fúria e se afogando em medo.
― Ele está vivo. ― Disse em tom baixo. ― Todos eles estão vivos! ― Gritou, chutando um mesa proxima e a atirando longe.
― O que? ― Esther falou sem acreditar.
― Sim, sim, sim. Todos eles estão vivos! E tudo porque você não é capaz de fazer uma coisa só! Uma simples coisa que eu te pedi! ― Ele gritou com a mãe, furioso.
― Mas... ― Ela gaguejou. ― Eu estava certa de que eles estavam mortos. Eu fiz um acordo com Sophie Devereaux. Ela é quem não cumpriu a sua parte.
― Por sua culpa! ― Alaric gritou e apontou para a mão. ― Por sua culpa, por ser tão burra quanto eles. Por fazer um acordo com Sophie Devereaux. Olhe para ela, não existe nada para ela e sua família, eles não são capazes de absolutamente nada! ― Alaric fez uma pausa, passando as mãos pelo rosto. ― De agoro em diante, nós vamos seguir o meu plano. Você vai seguir o meu plano. Até o fim do dia todos eles vão estar mortos! Até lá, tudo que você tem que fazer, é calar a boca e assistir a minha glória.
Ele então passou ao lado da mãe, pisando duro no chão e batendo a porta da biblioteca. Caminhou em passos longos e rápidos até a sala onde as garotas se encontravam amarradas e com a boca colada com fita.
― Vejamos só! Se essa não é uma imagem linda, não? ― Alaric disse quando entrou na sala, olhando para elas ali no chão. ― Michelangelo poderia pintar essa imagem. O meu problema é, os seus queridos heróis... ― Ele fez aspas com os dedos ao dizem heróis. ― estão vindo aqui resgatá-las. O que é um problema para mim, entendem? Então talvez eu precise começar a matar pessoas. Mas não levem isso pelo lado pessoal tudo bem, até porque a maior parte de vocês são só vagabundas que deitaram na cama errada. ― Ele riu. ― Então, o que vocês acham que pode ser mais doloroso para eles assistirem? Eu queimar uma de vocês viva ou explodir a sua cabeça com uma bala?
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Meu pai e eu fomos até o hotel que ele estava hospedado com o carro que Klaus havia deixado. A viagem foi longa e silenciosa, nós nem mesmo trocamos alguma forma de olhar. Meu pai estava sério, concentrado nas ruas e eu olhava o mundo passar pela janela, deixando uma lágrima ou outra escapar de vez em quando. Quando nós chegamos no hotel ele me fez subir com ele, provavelmente com medo de que eu pudesse simplesmente fugir. Entramos no quarto ainda em silêncio, eu não queria falar tanto quanto ele.
― Eu só vou pegar algumas coisas que eu trouxe e fazer algumas ligações, você está sem passaporte. Não vai ser fácil embarcar assim, então... ― Ele explicou, quando entramos no quarto.
Ainda em silêncio eu caminhei até uma poltrona na sala e me sentei ali, sem dar resposta para ele. Meu pai apenas acenou positivamente, aceitando o meu silêncio como resposta, indo até o quarto.
Klaus não havia nem mesmo dito adeus, ele simplesmente se fez de forte e me afastou para longe. Eu não conseguia lidar com a ideia de que havia acabado, de que ele havia me deixado dessa maneira. Vi um telefone fixo do outro lado da sala, sobre um criado mudo. Rapidamente olhei por cima dos ombros só para ver se meu pai ainda estava no quarto.
Saltei do sofá e corri até o telefone, digitando os números conhecidos. Chamou, chamou, chamou mas ninguém atendeu. Com raiva, bati o telefone contra a base, fazendo barulho.
― O que você está fazendo? ― Meu pai perguntou, me vendo parada ao lado do telefone.
― Estava tentando ligar para ele? ― Ele falou sem acreditar, me olhando com pura descrença.
Eu não podia aguentar ver meu pai me olhando daquela forma. Com vergonha de mim mesma, simplesmente abaixei a cabeça, desviando meus olhos dos dele. Eu não sabia o que dizer.
― Porque está agindo assim, Caroline? Essa não é você. O que está acontecendo? O que ele fez para você? ― Meu pai deu um passo na minha direção. ― Ele ameaçou você?
― Pai, não é isso. Nada aconteceu. ― Falei rápido demais, me atrapalhando com palavras simples.
― Ele machucou você de alguma forma? Porque vai ficar tudo bem agora, querida. Você só precisa me dizer. ― Meu pai se aproximou mais, tentando pegar na minha mão.
― Não, pai! ― Eu gritei e me afastei dele, do meu próprio pai. ― O problema é que ele partiu meu coração.
Meu pai me olhou sem acreditar que eu havia realmente dito aquilo. Ele se apoiou no sofá e desviou seus olhos para longe, eu percebi que o punho da sua mão se fechou em raiva.
― Você não disse isso. ― Ele falou mas para convencer a si mesmo do que a mim. ― Você não, você não pode ter se envolvido com ele dessa maneira. Não. ― Meu pai continuou falando, ainda sem acreditar.
― Pai, nós precisamos conversar. Por favor. ― Sussurrei com a voz carregada de choro.
― Não. ― Ele repetiu, balançando a cabeça negativamente.
― Pai, por favor. ― Eu implorei entre lágrimas.
― O que você tem para dizer? Eu não quero ouvir. ― Ele disse, levantando seu rosto para me olhar. ― Não vamos falar sobre isso, nós vamos para a casa.
Respirei fundo e passei as mãos pelo rosto, limpando as lágrimas que insistiam em escorrer. Eu precisava ter coragem, nós precisávamos falar. Era tão difícil para mim quanto era para ele.
― Eles te disseram o porque? O real motivo do porque eu fui sequestrada? ― Falei. Esse seria o único modo de iniciar essa conversa, já jogando tudo de ruim que tinha acontecendo de uma vez só. Ele não respondeu, simplesmente continuou olhando para mim. Seus olhos brilhavam enquanto ele segurava as lágrimas. ― Me diga, pai. ― Ele se recusou a responder, apenas acenou negativamente e manteve o silêncio. ― É porque eu matei um homem, pai.
As palavras saíram da minha boca com mais confiança do que eu esperava. Não achava que eu fosse realmente capaz de dizer isso um dia para os meus pais e com tanta facilidade, mas agora eu precisava. Eu sabia quem eu era, eu sabia quem eu tinha feito e eles também precisavam saber. Meu pai reagiu com um ataque de fúria, quebrando tudo que estava a sua volta. Enquanto eu permaneci em silêncio, assistindo a cena sem acrescentar nada. Quando ele finalmente se acalmou, se sentou no sofá e escondeu o rosto com as duas mãos.
― Eu tive uma escolha, poderia não ter feito para ser sincera. Mas eu fiz, eu fiz porque queria que ele sofresse. Eu sinto muito, pai. Sinto muito mesmo. ― Falei, limpando as lágrimas do meu rosto novamente e engolindo o choro. Me aproximei e me sentei ao seu lado no sofá. Meu pai respondeu com o silêncio. ― Não posso simplesmente voltar para a casa e fingir que nada disso aconteceu. Não posso ir para a faculdade e começar a brincar de ser a antiga
Caroline, porque eu não sou mais aquela garota, pai. Aquela garota se foi e não importa o que você faça, não vai trazê-la de volta.
― Podemos dar um jeito nisso. Eu tenho os meus contatos, podemos fingir que nunca aconteceu. ― Ele falou, ainda sem olhar para mim mas já tirando as mãos do rosto.
― Pai, você não está entendendo o meu ponto.
― É claro que eu estou, você não quer voltar. ― Ele disse, se virando para mim. Eu fiquei sem silêncio, porque aquela era a verdade. ― Caroline, filha... ― Sua mão tocou o meu joelho. ― Essa vida é uma mentira, você não foi criada para viver nesse tipo de mundo, com esse tipo de gente. O dinheiro, o luxo, é só uma fachada para esconder o que eles realmente são e um dia não haverá dinheiro o suficiente para isso. Não cave a sua própria cova. Não seja como eles.
― Sinto muito, pai. Mas eu já sou. ― Sussurrei, olhando em seus olhos.
Meu pai acenou positivamente pela primeira vez. Desviou seus olhos para longe dos meus e encostou as costas no apoio do sofá, simplesmente fitando o nada, entrelaçou seus dedos da mão e permaneceu quieto. Acho que essa era a forma dele dizer que entendeu.
― Você não está ficando por isso, está ficando por ele. ― Meu pai falou, me surpreendendo.
― Pai, tem Elena também... ― Talvez ele estivesse certo mas eu não poderia admitir isso para ele, só o machucaria mais.
― Não pode mentir para o seu pai. Não está ficando por Elena, está ficando por ele. ― Ele fez silêncio por um momento. Então se levantou do sofá. ― Vou terminar de arrumar as minhas coisas.
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Klaus estacionou a Land Rover na frente da mansão Mikaelson, do outro lado da rua. Ainda dentro do carro ele podia ver os guardas fechando os pontos estratégicos da mansão, ele sabia que o sistema de segurança que havia ali agora era praticamente infiltrável, afinal, ele mesmo havia o projetado. Olhou pelo retrovisor e viu Marcel e Sophie no carro atrás.
― Qual vai ser o plano agora? ― Elijah perguntou.
― Eu vou até lá sozinho. ― Klaus começou.
― Você vai sozinho? Ficou louco? ― Kol gritou com ele no banco de atrás.
― Preciso encontrar uma forma de nós entrarmos. Eu vou negociar com esses homens e que forma melhor de ganhar a confiança deles do que eu ir lá desarmado? ― Klaus explicou, se virou no banco para olhar para o irmão.
― E o que faz eles não pensarem duas vezes e atirarem na sua cabeça assim que você tentar uma conversa? ― Finn disse.
― Lealdade, irmão. ― Klaus respondeu. ― Não há dinheiro que compre isso. ― Ele fez uma longa pausa, colocando a sua arma sobre o painel do carro. ― Esse é o meu plano, se eu morrer lá, quero que abram fogo? Me entenderam? Cada um aqui é bom no que faz e podem facilmente entrar lá abrindo fogo, não vamos fazer ainda porque não quero colocar em perigo a vida delas. Mas se acontecer, não exitem! Assim que eu sair do carro, passem o plano para Sophie e para Damon. Se eu não voltar em dez minutos, abram fogo.
Essas foram suas últimas palavras antes dele deixar o carro. Fechou a porta atrás de si e deu uma boa olhada nos irmãos uma última vez, se fosse para morrer, não havia razão melhor do que a sua família. Observou as armas já sendo apontadas para a sua direção, levou as duas mãos acima da cabeça e deu um passo para a frente. Nada aconteceu, então ele deu outro e continuou lentamente até o portão. Haviam pelo menos dez guardas concentrados ali, apontando armas de todos os portes para ele.
― A minha intenção aqui é a das melhores, eu estou desarmado. Podem me revistar. ― Ele olhou por cima dos ombros, onde os irmãos assistiam a cena de dentro dos carros blindados. ― Parte da minha família está aí dentro, vocês estão sob um código de ataque que eu mesmo criei. Sei os pontos fortes e os pontos fracos, eu poderia facilmente entrar aí sem a ajuda de nenhum de vocês mas prefiro vir aqui e pedir a vocês, os homens que me servem junto comigo. Não façam isso! Tem crianças lá dentro! Tem pessoas inocentes. Deixe que eu e meus irmãos resolvamos isso para vocês, ninguém precisa morrer hoje. ― Klaus gritou em alto e bom som, para que todos que estivessem ali ouvir.
Os guardas olhavam um para o outro confusos, esperando alguém dar o primeiro passo e o resto apenas seguirem. Foi então que um deles abaixou a arma que apontava para Klaus e assim por diante todos foram baixando.
― Todo homem aqui está livre para ir para a casa. Vão para a casa, passem o resto do dia com as suas famílias. ― Klaus falou quando os portões foram abertos. Ele fez um sinal para os carros estacionados do outro lado da rua.
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Alaric assistiu a chegada do primo pela janela, a ansiedade e o desespero cada vez maiores. Nada estava indo como o planejado, tudo estava fora do controle dele e ele não sabia mais o que fazer. Quando viu os portões serem abertos pelos guardas, era hora da sua melhor jogada. Se ele ia perder, ele não ia perder sem fazer estragos.
― Filho? ― Sua mãe o chamou de forma doce, tentando acalmá-lo.
O suor escorria pela sua testa e pelas suas costas, as mãos tremiam segurando a arma. Olhou a sua volta, as garotas estavam amarradas no chão.
― Eu não vou morrer essa noite! ― Ele gritou em desespero, gesticulando com a mão em sua mão e apontando para todos na sala como seus inimigos.
― Filho... ― Esther o chamou novamente, tentando acalmá-lo. Enquanto ele andava de um lado para o outro na sala.
― Você! Você! Guarda! ― Ele apontou para dois guardas que estavam parados na porta da sala. ― Me traga um galão de gasolina e a garota grávida. Rápido!
― O que você irá fazer, filho? ― Esther perguntou apavorada, olhando para o filho sem nem conseguir reconhecê-lo.
― Vou ganhar! Vou ganhar e vou queimar todos eles! ― Ele gritou novamente.
As garotas se encolhiam no chão, gritando em desespero por debaixo das fitas em suas bocas. Lágrimas escorriam pelos seus olhos.
Os dois guardas voltaram, um carregava um galão vermelho e o outro vinha arrastando Hayley pelo braço. Alaric correu até o guarda com o galão e pegou o mesmo, se aproximou das garotas amarradas no chão e começou a despejar o líquido sobre elas. Elas gritavam e se debatiam da melhor forma que podiam, tentando se afastar mas de nada adiantava, estavam completamente encharcadas com gasolina.
Hayley chorou enquanto assistia a cena e Alaric se aproximou dela.
― Você e as crianças, vocês são especiais. Tenho um plano especial para vocês. ― Alaric disse abrindo um sorriso largo para ela.
Ele então pressionou o cano da sua arma contra o seu ventre e foi acariciar a bochecha de Hayley mas ela cuspiu em seu rosto.
― Seu pedaço de merda! ― Ela rosnou para ele.
Alaric passou a mão pelo rosto limpando a saliva de Hayley, então acertou uma coronhada no rosto dela que a derrubou no chão, logo em seguida a chutou na barriga.
― Vai pagar por isso, sua vagabunda! ― Alaric gritou e se abaixou o suficiente para segurar nos cabelos de Hayley e a fazer se levantar, puxando-a para cima pelos cabelos enquanto ela gritava de dor. ― Hora da reunião em família. ― Ele falou enquanto ainda puxava o cabelo dela com força, fazendo a cabeça dela se virar para trás.
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Klaus completou o carregador da sua arma e a engatilhou, a sua arma favorita. A primeira que ele ganhou do pai, uma Magnum, feita a mão de aço e ouro branco. Antes de passar pelos portões do lugar que ele chamava de lar e agora era um campo de batalha, tomou um momento para fazer um prece por aqueles que ama. Pedindo para que fossem guardados em segurança, especialmente Caroline. Agradecendo por ela não estar lá dentro naquele momento.
Olhou para os homens a sua volta, imaginando que alguns ali poderiam não sair dali com vida. Mas era o um risco a correr, era um risco que corríamos todos os dias, morrer. Não havia como evitar, algumas pessoas só gostavam de viver um pouco mais intensamente porque sabiam que em algum momento ia ser inevitável. Eles não acreditavam em vida, acreditavam em morte.
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Parei o carro na faixa rápida do aeroporto, eu não queria despedidas com meu pai. Não queria mais choro ou mais mágoa e dor. Ele pegou sua mala no banco de trás e me olhou uma última vez, então abriu um sorriso de canto.
― Que Deus te proteja, Caroline. ― Ele se inclinou no banco e beijou o meu rosto.
Então saiu do carro e se misturou na multidão do aeroporto. Por um momento eu simplesmente parei e não realizei que eu estava sozinha e por conta própria agora. O que quer que acontecesse de agora em diante, seria escolha minha.
Um carro buzinou atrás de mim e eu abri meus olhos, saindo com o carro dali. Toquei no GPS do carro enquanto dividia a minha atenção entre a rua e o mesmo, apertei em um dos destinos salvos: Casa. Era hora de ir para a casa.
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