Notas iniciais
Mais um capítulo meninas, me desculpem a demora de novo! Mas vocês sabem o jeito que eu sou, não posto o capítulo até estar do jeito que eu espero e que acredito que vocês vão gostar, então melhor demorar um pouquinho mais do que fazer um capítulo de qualquer jeito. Bom, coloquei um pouquinho de tudo nesse capítulo, tem hot, tem um pouquinho de romance, tem família Original, sim isso mesmo! Também tem algumas revelações sobre a história de um dos personagens, enfim, espero que gostem e boa leitura!

Sou amiga de um monstro que está debaixo da minha cama

Me dou bem com as vozes dentro da minha cabeça

Você está tentando me salvar

Pare de prender a sua respiração

E você acha que sou louca, sim, você acha que sou louca.

Bem, isso não é nada

Bem, isso não é nada.

Apenas o que ele enxergava era a fumaça branca que saia da xícara de café quente bem na sua frente, mal conseguia ouvir as conversas paralelas a sua volta com um assunto que lhe interessava tanto. A cabeça estava apoiada nas duas mãos para se manter de pé. Bill Forbes estava em choque por perder a sua garotinha.
A dor no peito do tiro que ele havia tomado? Ele nem sentia mais, tudo o que machucava-o era a dor no coração e o desespero de nunca mais vê-la, mas ele ia. Ele iria procurar em cada canto dessa cidade e do mundo se fosse preciso para encontrá-la. Olhou para o sofá da sua sala e viu que sua mulher ainda dormia profundamente ali depois de dias acordadas, ela havia tomado alguns remédios o que explicava que ela finalmente tivesse conseguido dormir. Na verdade, ela nem sabia que tomou pois o próprio Bill colocou em seu café sem que ela percebe-se.

― Bill! ― A porta de vidro da sua sala se abriu bruscamente o tirando do seu transe. Ele olhou e viu o detetive Saltzman.

Ele conhecia o garoto desde quando ele estava na academia de polícia, sabia do que ele era capaz e que era muito centrado em seu trabalho um dos melhores no assunto. O rapaz parecia tão cansado quanto ele e sua mulher, pois também não havia parado de trabalhar desde o acontecido. Seu cabelo castanho claro estava bagunçado e sua barba grande, a camisa com as mangas dobradas de qualquer jeito e uma cara de sono.

― Eu descobri algo.

― Você a encontrou? ― Uma chama de esperança ardeu no peito do pobre homem, ele quase sorriu.

― Sim. ― Ele fez uma pausa, deixando claro que havia algo mais e algo ruim. Alaric Saltzman o olhou como se lamentasse por Bill, como se tivesse perdido todas as esperanças e era hora de desistir. ― Klaus saiu do país hoje pela manhã e levou Caroline. Ele foi esperto, ele já tinha tudo planejado caso não conseguisse recuperar Elijah.

― Para onde ele a levou? ― A voz de Bill era fria como gelo. Seu lábio tremeu temendo pela resposta que ele iria ouvir.

― Onde você acha? Ele a escondeu no único lugar que sabe que você não pode pegá-la.

― Mikael. ― Bill sussurrou engolindo em seco. ― Aquele filho da puta a levou para Mikael! ― Ele gritou a segunda frase com toda a força em seus pulmões.


Tudo bem! Ótimo! Pensei. Encostei minha cabeça na pequena janela do jatinho e me concentrei na paisagem que se repetia na maior parte do trajeto. Eu estava sentada em uma poltrona de canto, abraçando as minhas pernas. Já estávamos voando a pelo menos duas horas. Elena estava sentada no sofá com Damon, eles já estavam com intimidade o suficiente porque ele até já tinha passado o braço por trás do encosto do sofá nas costas dela e eles estavam num papo super animado e interessante, pelo menos para eles. Afinal, eles ficavam dando risadinhas e cochichando um na orelha do outro. Stefan estava sentado do outro lado da sala de costas para mim, lendo um livro. Ele não tinha falado comigo desde o acontecido ontem a noite. Hayley, Rebekah e Matt estavam sentados perto de Stefan e assistiam a TV, pelo menos as garotas já que Matt achava mais interessante o jogo no celular do que o noticiário da manhã. Klaus se trancou em outra sala desde que embarcamos e estava lá até agora.
Nesse momento estávamos dentro do luxuoso jatinho de Klaus a caminho de Londres, para encontrar o resto da família Mikaelson. Eu mal imaginava o que me esperava quando chegasse lá. Minha mente estava tão longe que nem percebi que vinha alguém na minha direção e se sentou na poltrona da minha frente.

― Aproveitando a viagem? ― Klaus perguntou, sorrindo com covinhas.

― Não, nem pense. Não venha aqui com essa carinha de cachorrinho fofo. Ainda estou brava com você. ― Fiz questão de continuar olhando pela janela e não olhar para ele.

― Brava comigo? O que eu fiz de errado? ― Ele sabia o que ele fez de errado.

― Se continuar se fazendo de inocente o tempo todo vai me deixar mais brava ainda. ― Me virei para ele. ― De qualquer forma, estou tão entediada que até brigar com você pode ser mais interessante. ― Klaus riu com o que eu disse.

― Na verdade, estou aqui para convidá-la a se juntar a mim na minha suíte para tomar uma taça de champagne comigo. ― Ele piscou de maneira extremamente charmosa, sorrindo daquele jeito.

― Sério? Sem segundas intenções? ― Eu sabia que ele tinha segundas intenções nisso e muito mal intencionadas.

― Sem segundas intenções, pode ser bem natural. É o clima perfeito, eu e você em uma sala pequena e fechada, uma garrafa de champagne, música para dar um tchan e dai por diante... ― Ele sorriu malicioso.

― Você é o diabo disfarçado, Klaus. ― Sussurrei, escondendo meus olhos com as duas mãos. Esperei um momento para que ele parasse de sorrir e não me ganhar tão fácil mas bastou eu espiar entre os dedos da minha mão e ver que ele ainda sorria, sorria mais bonito agora.

― É uma longa viagem, ainda tem um longo caminho pela frente. Pegar ou largar, você me daria a honra? ― Ele deu um ultimato final, se levantando da confortável poltrona e oferecendo sua mão para mim.

Pegar ou largar, Caroline. Vamos lá. Tirei minhas mãos do meu rosto e o enxerguei por inteiro de novo, de pé a minha frente. Seu cabelo loiro estava bagunçado e um pouco mais comprido do que o normal, sua barba tinha sido feita pela manhã o que lhe dava um cara de mais jovem ainda. Eu podia sentir o cheiro da sua loção pós barba daqui. Ele arqueou as sobrancelhas loiras em sinal de duvida.
Me levantei de um salto da poltrona e peguei em sua mão. Todos os olhares no cômodo do jatinho foram direcionados a nós, principalmente Elena. Ela me olhou com aquela cara e estava segurando uma gargalhada, quando nós demos as costas para sair dali, tive certeza de que Hayley revirou os olhos. Bastou que nós passamos pela porta e ela ser fechada para Klaus perder o controle.
Ele me empurrou contra uma escrivaninha, me prensando entre a mesma e seu corpo. Uma das minhas pernas entre as duas sua, uma mão dele apertando a minha cintura e a outro subiu pelas minhas costas até chegar na minha nuca, depois entro meu cabelo e o puxou para trás. Um gemido abafado escapou de meus lábios e Klaus riu.

― Já está assim? ― Ele disse calmo, sua voz e sotaque mais sedutores do que nunca. ― Temos muito tempo e eu tenho muito a te ensinar.

Tirou sua mão da minha nuca e usou as duas mãos para me levantar pela cintura e me colocar sentada na escrivaninha, minhas pernas afastadas e ele de pé entre elas. Klaus tirou sua camiseta de manga comprida e a jogou em um canto, deixando a mostra seu lindo tórax musculoso. Ele não me parecia o tipo de homem que frequentava constantemente a academia, bem diferente de Stefan. Klaus tinha traços naturais de seu músculos, um peito bem definido, ombros deliciosamente largos e braços grossos. Ele me lembrava um guerreiro medieval, era o tipo de homem que não precisava fazer exercícios constantemente para ter um corpo definido, era de sua natureza. Outra coisa interessante sobre ele eram suas tatuagens que ficavam escondidas. Havia uma pena em seu braço de onde pequenos passarinhos pareciam sair voando dela, no outro braço havia um rosto de um leão. Um leão era a descrição perfeita sobre ele. Ele tinha pequenas pintinhas no pescoço que desciam pelo seu peitoral e se espalhavam por todo o mesmo. Cheguei mais perto dele até que minha boca podia finalmente tocar em seu pescoço, dei um beijo sobre uma das pintinhas e depois outra e outra... fui beijando uma por uma.
Klaus tirou minhas sapatilhas e as jogou no chão, quando levantei meu rosto para olhar para ele novamente havia um sorriso sacana em seus lábios. Eu ficava um pouco envergonhada quando ele me olhava dessa forma, com um tipo de paixão no olhar ou eu não sei dizer, era algo fora do normal olhar para o seu rosto quando ele me olhava, era simplesmente maravilhoso. Apesar de que toda vez que ele me olhava assim eu me sentia nua na frente do mundo inteiro. Ainda assim eu adorava, era como se eu fosse a única no mundo para ele e ele o único no mundo para mim. Sem perder mais tempo ele chegou mais perto e puxou minha blusa para cima, a tirando com facilidade com a liberdade que lhe dei. Segurando meu rosto com as duas mãos ele teve de se curvar para ficar na minha altura. Me beijou de novo, meu Deus, eu poderia morrer sem respirar com seus lábios nos meus que não ia me importar. Agarrei sua nuca com as duas mãos e a apertei até ele sentir dor e morder meu lábio inferior, desci com as unhas arranhando suas costas, deixando certamente um caminho de vergão ali.

― Você está ficando boa nisso. ― Ele disse sorrindo, enquanto me dava um selinho demorado no canto dos lábios.

― Boa em que? ― Dei um sorriso largo com seu elogio.

― Em ser minha. ― Ele gargalhou baixinho e voltou a me beijar, sem esperar pela minha reação que ele já sabia qual seria, a de uma adolescente boba e apaixonada. ― Vem cá...

Ele me segurou pela cintura com as duas mãos e me tirou de cima da mesa, então me puxou para o seu colo e automaticamente envolvi minhas pernas em torno da sua cintura e o abracei, minhas mãos deslizando por suas lindas e largas costas. Klaus se sentou na mesa comigo sentada sobre seu colo de frente para ele, naquela posição e naquele ponto da situação eu já havia me perdido completamente. Ele poderia fazer o que quisesse de mim e eu não ia ter o bastante. Delicadamente ele tocou meu queixo com a mão, empurrando minha cabeça para trás deixando meu pescoço completamente exposto, Klaus fazia questão de me torturar beijando meu pescoço bem devagar com os lábios tão molhados quanto eu, enquanto ele empurrava seu quadril contra o meu para mostrar o quão duro estava, para mostrar a forma que eu o deixava. Sua mão pousou sobre o meu peito enquanto ele ia deslizando a mesma por ali até chegar na alça do meu sutiã e ele puxá-la para baixo, fazendo-a cair pelo meu ombro. Ele mordeu seu lábio inferior ao ver minha pele exposta e me deu um beijo sobre o ombro. Sua mão continuou a descer, sobre um dos meus seios e depois entre os dois, passando pela minha barriga até chegar no botão do jeans que eu usava. Ele abriu o botão com tanta facilidade que aquilo até me assustou, com a calça aberta tinha total acesso a mim. Me beijando uma última vez de maneira selvagem e desesperada, uma mão deslizando de maneira lenta e dura pela extensão das minhas costas que parecia tão pequena em sua mão enquanto a outra estava envolta nos meus cachos. Quando sua mão chegou no fim das minhas costas ele a deslizou pela lateral da minha cintura até chegar na minha barriga e descer para a minha calça, ele a puxou pelo cós para a frente dando mais liberdade para colocar sua mão dentro da mesma que parecia até grande demais para caber ali. Sua mão estava dentro da minha calça, quando senti sua mão tocar minha pele mesmo que por cima da calcinha foi inevitável o tranco e o pulo que dei em seu colo, como se tivesse recebido um choque. Klaus sorriu e levantou seus olhos, olhando para mim com certa curiosidade da forma como eu me endureci como uma pedra.

― Você quer que eu tire minha mão? Não está se sentindo confortável? ― Ele sussurrou. Klaus não queria tirar sua mão dali tanto quanto eu não queria que ele tirasse.

― Não, é só... você meio que me pegou de surpresa. ― Falei engolindo o pouco de saliva que ainda tinha na boca, tentando olhar para outro lugar que não fosse sua mão dentro da minha calça.

― Então fique preparada. ― Ele disse com um sorriso sacana nos lábios.

Mal ele terminou de falar e sua mão estava se movimentando dentro da minha calça. A ponta dos seus dedos deslizando sobre mim por cima da calcinha fez eu me contorcer inteira com a intensidade do seu toque. Joguei a cabeça para trás e apertei os olhos, mordendo meu lábio inferior para segurar um gemido. Mas isso não era o suficiente não para mim e não para ele, ambos sabíamos disso. Então ele fez um pouco mais, sua mão tirou do caminho a única barreira que nos separava, que não permitia ele me tocar. Klaus colocou sua mão por dentro da minha calcinha e fez o mesmo movimento com a ponta dos dedos garantindo que sentisse o quão molhada por ele eu estava.

― Oh meu Deus! ― Gemi ofegante.

― Não é Deus, sou eu. E eu nem comecei ainda. ― Ele disse com a boca na minha orelha, mordiscando a mesma bem devagar.

Com seu dedo do meio ele fazia questão de ser bem lento e intenso em cada movimento que fazia, sentindo cada centímetro de minha intimidade. Minhas duas mãos estavam em suas costas a apertando constantemente, procurando uma forma de saciar esse sentimento que eu estava sentindo mas era cada vez mais prazeroso e eu o apertava cada vez mais força, quanto mais eu o apertava melhor ele era com seu dedo em mim, me dando cada vez mais prazer. Seu dedo já estava quase tão molhado quanto eu, Klaus sabia quando era o momento certo para se fazer tudo. E para ele era o momento certo para me penetrar, eu só não sabia disso ainda.

― Klaus! ― Gemi seu nome como se estivesse recebendo uma injeção de sonífero quando senti a ponta do seu dedo me penetrar.

Minhas unhas desceram pelas suas costas as esfolando e Klaus entendeu que aquele era o meu pedido por um pouco mais, ele me penetrava de maneira lenta e dolorosa. Não apenas porque ele queria mas porque ele era cuidadoso, sabia que eu era virgem e que tinha que tomar cuidado ou poderia me machucar mas longe disso, parecia que a cada milímetro do seu dedo dentro de mim me dava mais e mais prazer. Quando ele viu que chegou no seu limite foi quando ele começou a recuar, me dando tanto prazer quanto antes. Bastou que ele fizesse isso só mais três vezes, que me penetrasse só mais lentas três vezes para que eu fosse a loucura e chegasse no meu ápice.
Assim que terminamos nós fomos até o banheiro para nos lavarmos, primeiro eu e depois Klaus, para finalmente tomarmos aquela taça de champagne que ele havia me oferecido. Eu estava sentada na cadeira do escritório enquanto ele estava de costas para mim, ainda sem camiseta. Suas costas estavam marcadas pelas minhas unhas e foi inevitável eu não dar um sorriso satisfeito, como missão cumprida. Afinal, eu tinha deixado ele marcado como um animal marca seu território, sua propriedade. Deixando bem claro que ele tinha dona mesmo que não soubesse disso ainda. Pensei em como Hayley reagiria quando visse as costas dele completamente arranhadas por alguém que não era ela. Ele era lindo, maravilhoso e eu estava apaixonada por ele e por quem ele era.
Klaus serviu duas taças com Cristal Louis Roederer, me entregou uma e ficou com a outra. Dei um pequeno gole na minha taça apenas para molhar minha boca que estava seca, talvez de tanto babar por ele. O champagne tinha um sabor delicioso que associei aos sabor do beijo de Klaus e imaginei como seria beijá-lo depois de beber um pouco desse champagne. Suas calças pendiam abaixo da cintura e eu podia ver o cós da sua cueca.

― O que tem de tão interessante aqui que você não para de olhar, hum? ― Ele sorriu, dando um gole na sua taça.

― Nada, só estou aproveitando o show. ― Sorri um pouco envergonhada por ele perceber que eu estava o secando, mas quem não perceberia? Eu estava o comendo com os olhos. Ele riu, eu me sentia tão idiota quando ele ria de mim e acho que ele percebeu. ― Qual o problema, Caroline?

É claro que eu não ia falar a verdade mas já que estamos aqui e falando sobre isso, não vou perder a oportunidade, né?

― Ah, é só que... deixa para lá. ― Falei com a cabeça baixa, dando outro pequeno gole na minha taça.

― Vamos lá, me conte. ― Ele forçou um sorrisinho, me encorajando a falar. É claro que eu ia falar, eu só precisava fazer um charme antes.

― É que ontem eu tive uma... ― Fiz uma pausa, pensando se isso deveria se encaixar como uma briga e sim, devia. ― briga com Stefan.

― Uma briga? ― Klaus sorriu como se já estivesse esperando por isso e tivesse demorado demais para acontecer. ― Não se preocupe, Stefan é meio ranzinza mesmo. Ele não é de jogar conversa fora.

― Porque? ― Questionei, eu sabia que Stefan tinha algum problema que o deixou traumatizado ou sei lá eu, mas eu queria saber o que era. Klaus apenas me deu um olhar esperando eu fazer a pergunta de maneira mais direta. ― Porque ele é assim?

― Você parece ter um certo interesse nele... ― Ele não respondeu a minha pergunta, na verdade parecia que ele estava me testando como se tivesse com ciúmes mas é óbvio que não, nunca que ele sentiria ciúmes de mim.

― Na verdade não, é mais por... curiosidade. Quer dizer, no começo ele foi legal comigo e então quando eu tentei conhecê-lo melhor ele meio que me deu um soco me jogando longe. ― Literalmente, mas Klaus não precisa saber dos detalhes do ocorrido.

― Bem, é isso que Stefan é. Você só vai conhecer a parte de fora e quando tentar se aproximar mais ele vai te afastar para longe. ― Klaus deu de ombros como se fosse comum quando se tratava de Stefan.

― E eu pergunto de novo, porque? E se você puder me responder dessa vez, não acho ruim. ― Arquei minhas sobrancelhas como um ponto de interrogação.

― Não acho que seja de meu direito sair por ai contando a vida dele para todo mundo que pergunta. ― Klaus disse frio, como se estivesse tentando cortar o assunto. O que ele queria era tirar a atenção de Stefan e voltar para ele, homens são sempre homens!

― Bom, no caso que agora sou sua prisioneira e vou passar o resto da minha vida com você, acho que pelo menos tenho o direito de saber a que tipo de pessoas vou ser exposta. Vamos lá Klaus, me conte a história de Stefan.

― Tudo bem! ― Ele cuspiu as palavras, vencido pelo cansaço. Ponto para mim. ― Apenas não diga a ele que te contei, Stefan não gosta das pessoas sabendo sobre sua vida pessoal. Especialmente garotas curiosas.

Klaus falou de uma maneira que chegou a me arrepiar, como se Stefan tivesse um segredo assustador, que assusta-se até alguém como Klaus. Antes de começar Klaus respirou fundo, como se estivesse se preparando para começar a falar.

― Stefan é o irmão mais novo de Damon, ele é o filho perfeito, pelo menos costumava ser. O pai até gostava mais dele do que do irmão. ― Klaus sorriu como se aquilo fosse engraçado e finalizou sua taça, então foi encher a mesma novamente. ― Com dezoito anos ele foi para o exército ser o orgulho do papai ― Por um momento me perguntei como alguém no exército vem parar num mundo como esse. ― enquanto Damon ficou em New Orleans sendo a decepção do pai. Stefan era jovem e acima de tudo tinha vontade, não demorou para ele se destacar no exército. Passou três anos sendo o Capitão América ― Klaus era tão irônico as vezes que até irritava. ― mas Stefan era impiedoso e nenhum pouco misericordioso, ele gostava de ter o sangue nas mãos. Mas ele não chamou só a atenção do exército mas também do inimigo, um dia o pelotão dele estava indo para um área pacificada e seu pelotão foi atacado e ele foi o único que sobreviveu. Então foi pego como refém e foi torturado dia após dia por três meses e quando eles acharam que não era o bastante, Stefan foi enterrado vivo. ― Levei minha mão a boca sem perceber, horrorizada com possível crueldade como essa, imaginando a agonia e me sentindo sufocada só de pensar e me colocar na situação dele. ― Agoniante, não? Bom, Stefan ficou embaixo de um caixão dentro da terra por quase sete dias quando finalmente o resgate chegou. Mas Stefan nunca mais foi o mesmo depois de toda aquela tortura e sofrimento, ele passou por um exame psicológico depois para saber se poderia voltar para o exército já que tudo que ele sabia fazer era matar mas ele foi colocado como incapacitado por insanidade, ― Klaus fez aspas com os dedos ao dizer a palavra incapacitado. ― então ele veio trabalhar para mim e se tornou o soldado perfeito. Um pouco problemático mas um ótimo soldado e fiel amigo.

― Meu Deus. ― Falei ainda um pouco chocada com a história que havia acabado de ouvir. ― Agora entendo o motivo dele ser assim. ― Me encolhi na cadeira, como se para me proteger do mesmo não acontecer comigo.

― É por isso que ele é fechado. Sua história não é bonita, não tem nenhum ponto feliz. ― Klaus disse como se sentisse a dor do amigo. ― Satisfeita? É o suficiente para você? Ou você precisa ouvir os detalhes? ― Ele me perguntou, irônico.

― Mais do que o suficiente. ― Falei pensando em todo o horror e dor que ele deveria ter passado.

― Ótimo! ― Klaus riu da minha cara de espanto.

Passei o resto da viagem com Klaus, nós terminamos o champagne e conversamos um pouco sobre coisa paralelas, depois enquanto eu assistia a um filme na TV do escritório ele dava uns telefonemas e resolvia negócios no computador. Depois fui me deitar na sua suíte e dormi assistindo a um filme na TV, só acordei quando finalmente chegamos. O jatinho pousou no aeroporto de Londres Heathrow. A primeira pessoa a sair do avião foi Stefan que obviamente estava agoniado de estar preso dentro de uma caixa de metal por horas, depois Rebekah, Matt e Haley, Damon e Elena e então eu e Klaus. Já haviam duas limousines de luxo pretas ali nos esperando onde o avião havia pousado, então não precisaríamos passar por dentro do aeroporto, esperto Klaus! Um dos motoristas cochichou alguma coisa para Klaus que eu não consegui ouvir e ele apenas assentiu positivamente para o motorista.
Numa limo fomos eu e Klaus, Damon e Elena. Na outra foram Hayley, Stefan, Rebekah e Matt. Já era noite em Londres quando deixamos o aeroporto.

― Já estamos indo para a casa? ― Perguntei a Klaus quando saímos do aeroporto.

― Só uma pequena parada para encontrar a família antes, Caroline. Depois vamos direto para a casa. ― Ele deu uma piscadinha para mim e então foi se sentar do outro lado da limo junto com Damon e Elena veio se sentar ao meu lado.

― Então... o que vocês estavam fazendo lá esse tempo todo? ― Elena me olhou com um sorriso safado.

― Elena, shiuuuu!! ― Falei rindo. ― Eles estão ouvindo. Não posso falar agora.

― Como não? O que tem? Eles não estão ouvindo, anda, fala!

― Lógico que estão! Depois eu te falo, não vou contar com Klaus e Damon ali do lado.

― Ih, nojo. To vendo que não foi nada de bom porque você não quer contar. ― Ela revirou os olhos e fez um bico, emburrada.

― Não foi bom, foi ótimo! ― Eu tive que gargalhar.

― Caroline Forbes, sua safada! ― Ela riu e tapou a boca com as duas mãos quando os rapazes olharam na nossa direção devido a animação excessiva de Elena.

Elena foi o caminho inteiro insistindo para que eu contasse alguma coisa para ela mas eu estava certa de que eu não ia abrir minha boca enquanto Klaus estivesse ali, ele poderia não estar ouvindo mas em algum momento ele poderia ouvir. Quando nós finalmente chegamos eu dei aleluia porque não aguentava mais Elena.
Damon e Elena saíram primeiro, depois eu e Klaus. Na hora de sair Klaus ofereceu sua mão para me ajudar a sair da limo, que eu peguei de bom grado.

― Onde nós estamos? ― Perguntei olhando o lugar que nós estávamos, parecia com a frente de uma boate. Especialmente a julgar pelas pessoas que faziam fila ali e os homens fortões na porta.

― Em casa. ― Klaus deu um sorriso largo, como se realmente estivesse em casa. Então ele ofereceu seu braço para mim. ― Vamos, uma mulher bonita como você não pode andar desacompanhada por aqui.

O segurança pareceu conhecer Klaus de cara e entramos todos nós naquela boate, havia um corredor escuro e longo que tivemos de atravessar para chegar lá e a cada passo que dávamos a música ficava cada vez mais alta e mais barulhenta, cada pedaço de mim vibrava ao som de Heads Will Roll do Yeah Yeah Yeahs. O fim do corredor era na verdade a verdadeira entrada da boate. Era a maior e mais luxuosa boate que eu já vi até na TV, havia muita gente, muita gente mesmo. O lugar tinha lustres no teto, um camarote no alto, sofás na pista e um camarote fechado onde também ficava a cabine do DJ. Nesse camarote fechado haviam sete seguranças espalhados ali, quem quer que fosse que estivesse ali era muito importante. Nós descíamos uma longa escada enfeitada com luzes azuis até chegar na pista, andando pela pista foi então que eu percebi para onde estávamos indo, o camarote com os sete seguranças. Havia uma escada com seis degraus para subir e entrar nele, bastou os seguranças olharem para Klaus e já abrirem caminho para todos nós. Foi só dentro do camarote que eu vi as letras M gravadas nas grades de segurança que cercavam o camarote, M de Mikaelson.
Quem foi nos receber foi um homem de pelo menos cinquenta anos, ele tinha os cabelos loiros e ondulados como os de Klaus mas num tom mais escuro. Usava cavanhaque e um terno que certamente era feito sob medida, sem a gravata. Fumava um charuto e bebia whisky. Bastou colocar meu olhos nele e a primeira coisa que veio na minha cabeça foi, Tony Montana, Scarface. Ele e Klaus foram ao encontro um do outro. Eu já tinha visto seu rosto em algum lugar só não lembrava onde, eu conhecia esse homem.

― Niklaus, meu garoto. ― Ele sorriu para Klaus como um pai sorri para um filho, um pai cheio de orgulho que enche a boca para falar do seu prodígio mafioso. Klaus abriu um sorriso para ele como eu nunca tinha visto antes, ele segurou o rosto de Nik com as duas mãos como se quisesse dar uma boa olhada para ver se nada mudou, depois lhe deu um beijo na bochecha e o abraçou. ― Onde estão os meninos Salvatore, hein? Quero dar um abraço naqueles filhos da puta! Vem, vem cumprimentar sua mãe e seus irmãos! ― O homem disse empolgado se afastando de Klaus e olhando para quem vinha bem atrás de mim, Stefan e Damon.

Não precisou de mais nada para eu me lembrar de onde eu conhecia o rosto desse homem. Ele era Mikael Mikaelson, o chefão da máfia e um dos homens mais procurados do mundo, ele era o Al Capone do século XXI. Klaus poderia estar em casa mas eu definitivamente não estava. Mal podia imaginar do que esse tipo de gente seria capaz se soubesse de quem sou filha. Mikael foi cumprimentar os Salvatore que estavam bem atrás de mim, enquanto Klaus foi cumprimentar quem eu deduzir ser sua mãe. A mulher era jovem, bonita e vestia um maravilhoso vestido preto e um colar de diamantes, ela também abraçou Klaus e beijou ele de forma carinhosa no rosto e na testa e ele fez o mesmo com ela. Depois vieram dois jovens garotos que eram muito parecidos com Klaus, a única diferença era que eles não tinham cabelos loiros. O mais velho dos dois era Kol e o mais novo ainda, com uma aparência de não passar dos dezessete anos era Henrik, o Mikaelson mais novo. E por fim uma garota, provavelmente da minha idade, ela era morena e seu cabelo era loiro bem claro, ela usava um batom vermelho nos lábios que se destaca e tinha olhos verdes, eles a chamavam de Bon. Tinha tanta classe quanto a mãe de Klaus.
Depois de todos os reencontros e conversas da família enquanto eu e Elena ficávamos paradas e encolhidas num canto chegou a nossa vez. Klaus caminhou até o nosso lado e nos apresentou.

― Está é a bela Elena. ― Ele indicou Elena, enquanto eles a cumprimentavam. ― E está a linda Caroline. ― Klaus deu uma piscadinha para mim, como se estivesse me encorajando.

― Maravilhosa! ― Ouvi uma voz dizer e alguém segurar minha mão, dando um beijo na mesma. ― Eu sou Kol, o irmão mais bonito e mais charmoso. ― Ele piscou para mim, brincalhão e bem humorado, me fazendo rir.

― Não! Ele não é não, o mais bonito sou eu! ― Disse o Mikaelson mais jovem, Henrik. A primeira coisa que eu reparei sobre Henrik foram seus olhos, eram tão azuis quanto os de Klaus. ― É um prazer conhecê-la, Caroline. ― Meu nome em sua voz soou diferente devido seu sotaque mais puxado do que o de Klaus.

Depois foi a vez de Mikael que também me cumprimentou com um beijo na mão e um elogio, acho que era coisa de Mikaelson. Então foi Esther, que nos recebeu com um sorriso tão afetuoso quanto o que ela deu para os meninos quando os viu e aquilo me deixou realmente a vontade e depois foi Bon.
Mal eu e Elena sabíamos que ali era um novo começo, um inicio de uma nova vida para nós duas. Era como se daquele momento em diante a nossa antiga vida tivesse acabado e estivéssemos começado uma nova.
Os próximos cinco dias passaram mais rápido do que um piscar de olhos, era como se as horas do meu dia tivessem diminuído mas na verdade era que eu estava sempre ocupada demais para ficar entediada. Nesses últimos cinco dias eu senti que vivi mais do que em todos os meus dezoito anos de vida, só percebi o quando estava perdendo quando tive um pouco de liberdade. Eu passei um bom tempo com Esther nesses dias, quando ela não estava ocupada resolvendo problemas de família, é claro. Passando esse tempo com ela eu realmente percebi que ela é o coração da família, o que os mantém unidos. Ela é mãe, amiga, confidente, mulher... isso dá um certo tipo de liberdade para qualquer um conversar qualquer coisa com ela. Ela é forte, determinada e faria qualquer coisa pela sua família, ela até me lembrou minha mãe. Os irmãos Mikaelson não são filhos dela nem de Mikael de verdade, na verdade, Mikael era irmão do pai deles que faleceu um ano depois que Henrik nasceu, isso foi há dezesseis anos atrás. Os pais deles morreram por algum tipo de coisa envolvendo a máfia que Bon não sabia direito pois eles não falavam sobre isso, ah quem tem me apresentado a história toda da família é Bon, como ela prefere ser chamada, ela diz que Bonnie é um nome de garota inocente como num seriado da Disney, Bon é curto, direto e sexy. Nesses dias eu tenho conhecido os Mikaelson pelo que eles realmente são e não os rótulos imaginários que fiz sobre eles.
Eu realmente me sinto bem aqui, me sinto em casa. Talvez seja pela hospitalidade de Esther ou então pelas brincadeiras sem fim de Kol e Henrik, que sinceramente não perdem a oportunidade de tirar uma com a minha cara sempre que podem. As coisas realmente tem melhorado aqui, até Hayley não está tão venenosa como costumava ser. Talvez seja devido ao fato de que eu não esteja passando muito tempo com Klaus nos últimos dias, afinal, estamos nos vendo muito pouco e quando nos vemos trocamos no máximo cinco ou seis palavras e incontáveis beijos. Ele tem passado muito tempo com os rapazes e Mikael fazendo Deus sabe o que, mas sempre que tem uma oportunidade ele sorri para mim, um daqueles lindos sorrisos que formam covinhas em seu rosto e eu sei que é direcionado somente para mim. A maior parte do tempo eu passei com Elena e Bon, ela está ensinando a mim e a Elena como é ser uma mulher na máfia. Garanto a vocês que não é nada parecido com o documentário 'Casadas com a Máfia', Bon nos contou a história dos Mikaelson. Eles são de uma longa linhagem de uma família que está na máfia geração após geração. Ela também nos mostrou que as mulheres dentro da máfia não são apenas um trófeu que os homens gostam de exibir em uma competição de ego para ver quem tem a mulher mais bonita, muito pelo contrário. As mulheres na máfia são muito importantes, enquanto os rapazes são treinados para serem soldados elas são treinadas para serem líderes. A propósito, Bon é noiva de Kol.

Os Mikaelson são pessoas admiráveis apesar da situação deles, até mesmo quando eles descobriram de quem eu era filha em momento algum nenhum deles me tratou diferente ou me olhou com outros olhos. Eu me sentia um pouco culpada por me sentir em casa com as pessoas que provavelmente ainda acabariam matando a minha família.
Uma das atividades que mais tem nos ocupado tempo são as compras, Bon diz que temos que parecer impecáveis e estarmos sempre muito bonitas. Estou comprando roupas que acho que meu pai teria um infarto se me visse usando mas eu gosto, gosto dessa nova eu. Gosto de ser poderosa, gosto de usar vestidos de grife e saltos altos que valem uma fortuna. Estou aprendendo a ser uma nova pessoa e sinto como se realmente pudesse ser quem eu quero, posso usar meu cabelo cacheado naturalmente e me sentir bonita. Eu tenho mudado assim como Elena também, é como eu falei, agora podemos ser quem sonhamos. Falando em Elena, ela e Damon estão em um tensão sexual que pode ser vista e quase tocada por qualquer um que esteja em uma sala com eles dois juntos. Eu gosto de Damon com Elena, ele é bom para ela, sempre um cavalheiro e atencioso quando o assunto é Elena, apesar de ele continuar sendo o bad boy que ele é por natureza. Mas é como dizem, toda boa garota adora um bad boy e comigo não é diferente. Também tem Stefan que continua sendo o Stefan de sempre, evitando qualquer tipo de emoção ou contato humano. Mas eu não desisto com tanta facilidade e nem vou desistir, preciso me aproximar de Stefan novamente.
Esta noite um fiel amigo da família Mikaelson está chegando para passar um tempo com eles, eu sei que não é por nada. Sei que esse tempo que os rapazes passam juntos estão tramando um plano para de alguma forma derrubar meus pais e a cada dia que passa isso me assusta mais, eu só finjo que não sei de nada porque se eu pensar nisso o tempo todo acho que vou morrer de angústia.
Bon, Elena e eu estávamos sentadas na salão da luxuosa mansão Mikaelson, e eu que não achava que não poderia existir lugar mais luxuoso do que a casa deles em New Orleans, porém, era possível. Os rapazes haviam ido pegar esse tal amigo no aeroporto há um bom tempo, em breve eles estariam em casa. Dito e feito, eu mal tinha parado de pensar nisso ao ouvir a agitação vindo em direção a sala. Então eles entraram na sala, rindo e brincando. Primeiro Kol e Klaus, depois Mikael e os Salvatore e então finalmente Matt e o convidado. Meu corpo ficou petrificado quando viu quem era o convidado. Alaric Saltzman, um dos policiais e amigo de meu pai.

Notas finais
Gostou? Então comenta aí, favorita a fic ou recomenda! Só não deixa de mostrar que tá curtindo, hein? Meninas obrigado pelo carinho viu? Fiquei tão feliz por todos os comentários no outro capítulo e vou responder todinhos! Até o próximo cap, bom fim de semana, bjo!