Notas iniciais
Meninas mais um capítulo!! Me desculpem a demora para postar, bom final de ano vocês sabem como é... fica corrido para todo mundo fora que eu fui viajar por uns dias e fiquei sem computador mas estou de volta com mais um capítulo para vocês!! Espero que gostem e boa leitura. Obrigado as meninas que favoritaram a fic

Apaixonada por um cara, caí

Do céu

Auréola em volta de sua cabeça

Penas em uma cama

Em nossa cama, na nossa cama

É um sacrilégio, sacrilégio, sacrilégio,

Você diz

É um sacrilégio, sacrilégio, sacrilégio,

Você diz

É um sacrilégio, sacrilégio, sacrilégio,

Você diz

É um sacrilégio, sacrilégio, sacrilégio,

Você diz

Perguntado se gostaria de tentar

Para deixar tudo isso para trás

Auréola em volta de sua cabeça

Penas em uma cama

Em nossa cama, na nossa cama

É um sacrilégio, sacrilégio, sacrilégio,

Você diz

É um sacrilégio, sacrilégio, sacrilégio,

Você diz

É um sacrilégio, sacrilégio, sacrilégio,

Você diz

É um sacrilégio, sacrilégio, sacrilégio,

Você diz

E eu imploro e rezo

E eu imploro e rezo

E eu imploro e rezo

E eu imploro e rezo

O luto não é para sofrer, é na verdade para se acostumar. Acho que o luto é o tempo que leva para a sua cabeça entender que alguém se foi, é claro que algumas pessoas demoram mais que as outras para entender isso. Porque tudo em seu corpo, e na sua mente, e você por inteira fica se lembrando das coisas que você passou com alguém e então aquilo é apenas... memórias. É algo que existe apenas em sua cabeça porque aquela pessoa não está mais lá para ocupar o espaço vazio que ficou na sua vida quando ela partiu. Leva um tempo para aceitar a morte. E o mais difícil de tudo isso é se desapegar de alguém que você ama. Acho que se desapegar de alguém que você ama é uma das coisas mais díficeis do mundo, é um grande desafio. Superar não é fácil. As vezes nossos corações se dispõem, mas nossos corpos dizem não.
Toquei a maçaneta que estava quase tão fria quanto o vento que estava lá fora e abri a porta para o quarto de Klaus. Tudo estava no seu devido lugar, não tinha um grão de poeira fora do lugar. A cama estava arrumada e intocada já que a última noite não tinha sido de sono para ninguém. Eu imagino porque ele não ter dormido, em uma situação como essa eu também não dormia, deitar na cama seria como deitar no fogo.
Havia apenas uma coisa que não estava no comum cenário do quarto de Klaus: ele. Deitado no chão, com os olhos fechados e seu corpo tão imóvel que eu poderia achar que ele estava morto. Os dedos das suas mãos entrelaçados sobre sua barriga. Vestindo um terno preto com uma gravata com o pior nó que eu já vi na minha vida, sapatos bem engraxados, já vestido para o funeral.

― O que você está fazendo? ― Perguntei baixo, temendo que ele estivesse finalmente dormindo e isso fosse acordá-lo. Eu não gostaria de ser acordada para enterrar uma pessoa que eu amo.

― Aproveitando o pouco de sanidade que me sobrou. ― Klaus respondeu em tom sombrio, sem se dar o trabalho abrir os olhos e mover um músculo que não fosse dos seus lábios. ― Gostaria de se juntar a mim?

Fiquei ali parada por um momento, temendo qual seria a melhor coisa a ser dita agora.

― Eu adoraria! ― Com uma adrenalina de coragem eu respondi e me aproximei dele. Meus saltos estalando pelo carpete de madeira e rompendo o silêncio, aquilo me fez encolher.

Baixei meus olhos e o corpo como as sombras se baixam com o sol, primeiro fiquei de joelhos ao seu lado e depois me deitei por completa, na mesma posição que ele. Até mesmo as mãos. Fechei os olhos em seguida.

― Eu não sei o que fazer. ― A voz saiu sem animo e cansada, como se Mikael tivesse levado toda a sua força com ele.

― Eu também não saberia se estivesse no seu lugar. ― Abri os olhos e virei o meu rosto, para olhar para ele. Mesmo com toda a sua tristeza e dor ele ainda continuava lindo, acho que não existe nada no mundo que o deixasse feio.

― Parece que ele esperou tudo estar bem para partir, sabe? Como se ele soubesse que em algum momento ia acontecer, ele decidiu passar o comando da família para outro e esperou até que Elijah voltasse para a casa. ― Ele disse com um nó na garganta. ― Ele sabia que ia morrer, não fez isso por acaso.

― Mas eles disseram que foram causas naturais, ele morreu dormindo. ― Falei receiosa com medo da reação de Klaus, falando o mais macia possível. Não queria que a reação dele fosse a pior.

Klaus era a pessoa mais instável que eu já conheci nos meus dezoito anos de vida, ele mudava com um estalar de dedos e essa era uma situação muito delicada. Os médicos disseram que Mikael morreu de causas naturais enquanto dormia, aos sessenta e cinco anos de idade. A morte foi descoberta quando todos já levantaram para o café da manhã e ele não, então Esther foi chamar o marido e ele não quis acordar e bom... daí em diante vocês podem ter uma idéia.

― Isso é besteira, Caroline. ― Klaus continuou com amargura na voz. Ele não dormira a noite inteira juntando os fragmentos de tudo o que vinha acontecendo a morte de Mikael. ― Mikaelsons não morrem de causas naturais. Ele foi assassinado e eu vou descobrir quem foi.

― Você já parou para pensar que talvez isso seja coisa da sua cabeça? Que talvez seja apenas porque... ― Mas ele se levantou de um salto e foi para cima de mim, cada uma das suas mãos postadas ao lado do meu rosto. Enquanto o rosto dele estava alguns centímetros acima do meu.

― Alguém o matou, Caroline! Eu sei disso! Marque minhas palavras... quem fez isso vai pagar com a sua vida. ― Klaus respondeu tão certo de suas palavras. Eu podia ver o gelo azul dos seus olhos queimar em fogo e fúria. Então ele se afastou de mim, se sentado enquanto permaneci deitada por um momento. ― É como se estivessemos enterrando nossos país outras vez, toda aquela merda se repetindo. ― Ele respirou fundo e desviou seus olhos dos meus, então uma lágrima escorreu pelo seu rosto.

― Está tudo bem. Está tudo bem. ― Me sentei ao seu lado e segurei seu rosto com as duas mãos, limpei a lágrima que escorreu com o polegar. ― Tudo bem. ― Ele fechou os olhos, enquanto eu o abraçava forte e sussurrava em sua orelha que tudo ia ficar bem.

Quando eu pensei que Elijah tinha morrido isso tinha sido realmente horrível mas no fim tudo ficou bem e ninguém se machucou, nem minha família e nem a de Klaus. Isso me deu uma falsa sensação de que tudo estava bem por algumas horas sabe? De que todos poderiam viver numa boa e que todos nos juntariamos no dia de Ação de Graças para rir dessa situação mas foram só fantasias.
Eu gosto de fantasiar essas ideias na minha cabeça porque no mundo real as coisas são diferentes, no mundo real cada um joga pelo seu time e tem os seus interesses e nesse jogo você ganha ou você morre.
Acredito que Mikael realmente tenha morrido de causas naturais mas eu ainda tenho minhas dúvidas. É claro que os mafiosos levam uma vida diferente de uma pessoa normal mas nunca ouvi nenhuma história de alguém assim morrer de causas naturais. Se Mikael não morreu disso, Klaus está certo, ele sabia que algo estava prestes a acontecer e realmente estava.

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― Você não parece muito desapontada para alguém que acabou de perder o marido. E porque está bebendo? Sabe que horas são? O enterro é daqui a pouco. ― Alaric disse parado no meio da sala.

Esther vestia um maravilhoso vestido negro e longo, de mangas compridas e colado ao seu corpo jovem. Sua inseparável melhor amiga, uma taça de vinho já estava em suas mãos mesmo a essa hora da manhã. O sol ainda nem estava no alto do céu e ela já bebia.
De alguma forma, hoje ela parecia mais bonita do que esteve em toda a sua vida. Radiante, é a palavra perfeita para se definir como ela parecia. Vestindo preto em luto pelo falecido marido e os mesmos maravilhosos diamantes que usava desde a noite passada.

― O que você esperava? Me ver chorar até vomitar, me jogar no chão e fazer uma cena? ― Ela respondeu ao filho, bem humorada.

― Ao menos deveria se importar um pouco, foi casada com ele a vida toda. ― Ele respondeu a mãe, cabisbaixo. Desapontado pela frieza que ela tinha pela morte do pai.

― Casada com um porco, a melhor coisa que Mikael já fez em todos os seus dias de vida foi me dar você. Você é quem não deveria estar aí, sofrendo como um deles. Quando as pessoas contarem histórias sobre o homem mais bem sucedido desta família vão dizer que o seu reinado começou hoje. ― Ela sorriu orgulhosa para o filho. ― Isso não é um velório sobre Mikael, isso é um velório sobre toda a merda que está nessa família nos últimos anos. Vamos enterrar tudo junto com ele.

― O que você quer dizer com isso?

― Sem Mikael aqui para defender Niklaus aqui, o caminho está livre para você. Hoje vou confirmar você como o chefe dessa família.

― Você acha que Niklaus vai desistir fácil assim? Ele é como um cachorro com um osso, orgulhoso e mal educado. ― Alaric cuspiu as palavras como se fossem veneno.

― Ele é orgulho e sabe o que fazemos com pessoas orgulhosas? ― Ela fez uma pausa para esboçar um sorriso e dar um gole em sua taça. ― Nós quebramos as suas pernas para que elas se curvem sobre nós! ― A última frase foi como uma sentença de morte, o modo como ela disse as palavras fariam os ossos de alguém congelar.

― Ao menos na presença dos outros interprete seu papel como esposa. ― Foi a única coisa que Alaric teve a dizer.

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Não fui em muitos enterros na minha vida mas fui no suficiente para saber que não tem nada muito especial no de um mafioso, talvez a única diferença seja o fato de ter mais pessoas do que a maioria. Eu não cheguei a conhecer Mikael muito bem para dizer grande coisas sobre ele mas se tem algo que eu pude ver nele nesses poucos dias que convivemos juntos é que ele não era uma pessoa má, ruim de coração. Ele era educado e atencioso, atento a tudo a sua volta, bem parecido com Klaus. Muitas pessoas pareciam gostar dele pela quantidade que havia ali, é claro que mafiosos tem muitos inimigos mas esse enterrou provou que eles também tem muitos amigos, pessoas que os respeito e admiram quem eles são e o que fazem.
É estranho ver desse jeito, sentada entre a família do morto. Eu cresci com a ideia de que hérois são apenas pessoas boas como políciais, bombeiros e todas essas coisas, porque é essa a imagem que nós temos. Quando vemos na televisão tal coisa como um bandido ter matado alguém nunca pensamos nos seus motivos e nem na vida que ele leva fora disso. Porque fomos condicionados a ver apenas a história pelo lado dos bons.
Não dizendo que todos são pessoas boas, porque não são. Baltazaar é a prova disso. Mas apesar de todas as merdas ainda se tem pessoas boas ai, afinal, ninguém perfeito.
Eu estava sentada ao lado de Klaus, nós estávamos na segunda fileira de cadeira. Na primeira estava Esther que era uma máscara, reservada. Apenas um rosto ali que nada revelava entre todas aquelas emoções, escondendo os olhos com óculos escuros. Ao seu lado estava seu filho único filho e de Mikael, Alaric. Ele um pouco diferente da mãe mostrava tristeza evidente, olhos baixos, os lábios uma linha fina de silêncio. Mas quem mais parecia sofrer ali eram seus sobrinhos. Finn era consolado pela mulher e a filha, que seguravam suas mãos com carinho e apoiavam a cabeça em seus olhos. Klaus estava apenas desvastado e desnoteado, seus olhos não desviavam do caixão. Enquanto tudo que eu poderia fazer era ficar sentada ao seu lado segurando sua mão em absoluto silêncio. Elijah se apoiava em Hayley assim como Kol fazia o mesmo com Bon. Rebekah abraçava o irmão mais novo Henrik pelos ombros e repousava a cabeça no seu ombro, enquanto o irmão chorava ainda um pouco confuso. Henrik tinha apenas um ano de vida quando seus pais morreram, então o mais próximo que ele conheceu de um pai em toda a sua vida foi Mikael. Damon abraçava Elena que parecia também triste, olhando para todos eles ali perdendo família. E Stefan e Matt, sentados mais afastados. Eles eram mais na deles mas também não pareciam nada bem.
Olhei por cima dos ombros para onde Stefan estava e ele me cumprimentou com um mínimo aceno com a cabeça e depois olhou para Klaus, que ainda olhava apenas para o caixão. Klaus e Stefan eram grandes amigos, eles se importavam muito um com o outro. Klaus ajudou Stefan quando ele não tinha nada, deu a ele um proposito e uma família e Stefan ajudou Klaus a aprender o valor da família. Mesmo ambos sendo mal humorados e estressados, se importavam um com o outro e isso era bonito.
Mais cedo antes que virmos para o enterro, Stefan disse para que eu ficasse ao lado de Klaus. Que ele precisaria de mim agora mais do que nunca e que ele estava feliz por eu estar ali agora ou acha que Klaus perderia sua cabeça.
Um padre disse algumas palavras sobre a morte, a vida e também sobre Mikael, que lhe pareceu um amigo próximo. Na verdade, ele parecia um amigo próximo para todas essas pessoas.
Mais algumas palavras de amigos da família e Alaric foi o único que falou, Esther disse que não queria falar e os sobrinhos não estavam em condições de falar. Antes de enterrar o caixão um manto vermelho com o brasão da família foi colocado sobre o caixão. Era lindo, vermelho sangue e no centro havia um grande dragrão dourado, com um M de Mikaelson em torno dele como se fosse uma armadura. Agora eu entendia o motivo da tatuagem de leão de Klaus.
Nós ficamos lá até o último momento, até que estivesse tudo enterrado. Algumas pessoas comprimentaram a família no caminho até a limo e eles pareciam realmente agredecidos disso. Quando chegamos em casa eu achei que cada um deles iria para um canto novamente, sofrer da sua maneira mas não. Todos ficamos na sala em silêncio. Exceto por Esther que disse que ia dormir e Alaric também.
Alguns minutos depois que ele se retiraram, Klaus simplesmente se levantou do meu lado e atravessou a sala em silêncio até a porta, fechando a mesma.

― Nik, o que está fazendo? ― Ela o olhou de um modo estranho, sem saber direito o que ele estava fazendo.

― O que vou falar a seguir não deve sair daqui. ― Klaus pediu, se virando para nós e olhando em cada rosto que estava ali. Todos nós o olhavamos sem entender o que estava prestes a acontecer. ― O que eu vou dizer tem a ser uma acusação muito séria. ― Todos estavamos em um silêncio mortal a espera do que ele iria dizer. ― Acredito que Mikael não tenha simplesmente morrido, ele foi assassinado.

O choque era claro no rosto de todos na sala.

― Niklaus essas são palavras muito sérias para dizer sem ter certeza. ― Elijah disse.

― Eu tenho certeza! ― Afirmou, com o rosto escuro de fúria.

Os olhares surpresos na sala mudaram para pensativos.

― E o que te faz pensar dessa maneira? ― Finn questionou.

― Não é obvio? ― Klaus respondeu, irritando-se com ele.

― Nik, essa não é a melhor hora para falar sobre isso. ― Rebekah disse, olhando todos os rostos ali que também concordavam.

― Ah, não é? E quando vai ser? Se vocês querem ficar aí e chorar, pois que fiquem! Eu vou encontrar quem fez isso, com ou sem vocês. E então vou matá-lo. ― Klaus brandiu as palavras imediatamente como se fosse uma prece. ― E vou começar agora. ― Ele pegou o seu terno que estava no sofá ao meu lado e saiu da sala batendo a porta com força.

Eu me levantei para ir atrás dele mas Elijah me impediu.

― Deixe-o, Caroline. É assim que meu irmão lida com a morte, com sua paranóia. Ele não é capaz de confiar em sua própria sombra, já perdeu pessoas demais. Sempre vai enxergar alguma coisa onde não tem.

Respirei fundo vencida pelo cansaço, Elijah deveria saber lidar melhor com Klaus do que eu nessas situações. Apenas soltei um suspiro cansado e me deixei cair no sofá.

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Klaus entrou na igreja com o pé direito, se encolhendo como o diabo teme a cruz. Ele conhecia a religião mas nunca foi um seguidor, diferente do tio Mikael, que era um homem temente a Deus e insistia em dizer que para todos havia uma salvação. Ele no entanto, tinha um único Deus, a morte. Que salva ou castigava qualquer um que fosse.
No altar o homem vestindo o negro da batina se ocupava em acender as velas que ali haviam e parecia não ter notado a sua presença mas Klaus sabia que sim. Padre Kieran, que mais cedo falou bonita palavras sobre seu tio em seu enterro. Ele e seu tio foram grandes amigos, Kieran agora era um homem da igreja mas um dia a um tempo não fora diferente de Klaus.

― Nunca achei que fosse vê-lo em uma igreja, Niklaus. ― Ele disse com a voz áspera. ― A morte faz todos nós procuramos algo em que acreditar.

― Não estou aqui para rezar. ― Klaus se limitou a dizer e o olhou de cima abaixo. Ele vestia o terno novamente mas estava amarrotado dessa vez, com a gravata torta e larga. ― Você e Mikael eram grandes amigos. Tenho certeza que se algo estivesse acontecendo com ele, a única pessoa que ele poderia deixar uma mensagem é você.

Padre Kieran limitou-se apenas a lhe responder com um olhar pensativo e até orgulhoso, como se Klaus tivesse acabado de matar uma das charadas mais díficeis do mundo.

― E então? O que ele te disse antes de morrer? ― Klaus continuou, esperando uma resposta.

― E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. João 8:32 ― O padre respondeu causando mais perguntas na cabeça de Klaus.

― É só isso o que tem para me dizer? ― Klaus perguntou incrédulo com a resposta. ― Não tem um nome? Um suspeito? Nada? Mikael não seria tão estúpido a esse ponto.

― Um homem não é feito de nomes e execuções, para que isso ocorra. Ele precisa pensar e encontrar a verdade, para isso tem que abrir seus olhos e olhar a sua volta.

― Isso não me serviu de nada. Uma citação da bíblia não faz justiça a morte de Mikael. ― Klaus cuspiu.

― Justiça? Aí está... se está falando sobre justiça é porque sabe que tem um crime. Olhe a sua volta, Niklaus. Verá a verdade por trás da mentira.

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― O que está fazendo aqui?

Levantei a cabeça apenas o suficiente para enxergar as pernas magras e longas de Stefan. Ele estava parado de pé ao meu lado, me olhando de cima com curiosidade. Eu estava sentada nos degraus da entrada da mansão Mikaelson. Havia um maravilhoso jardim ali na frente e uma fonte que ficava no meio da entrada, fazendo uma rotatória.

― Aproveitando a paísagem. ― Menti, com um sorriso educado.

― Não, você está esperando por Klaus. ― Stefan já sabia a verdade, então se sentou ao meu lado.

― Sim, eu estou. ― Falei um pouco envergonhada.

― Não precisa se preocupar com ele o tempo todo ou vai enlouquecer, ele é assim mesmo. Em breve vai estar em casa. ― Stefan disse. ― É o modo que ele encontrou para sofrer. Vem, vamos dar uma caminhada pelo jardim. ― Ele se levantou e me ofereceu a mão para mim.

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― De o sinal agora, eles estão indo para o jardim dos fundos. ― Alaric assistia a cena pela janela do quarto de sua mãe. Escondido pela cortina ele via tudo, os dois caminhando por ali.

Esther o olhou e foi até a janela. Viu enquanto Caroline e Stefan caminhavamos pelo jardim, ela pegou seu celular e discou um número que atendeu no primeiro toque.

― Agora. ― Foram as únicas palavras que ela disse antes de desligar e manter os olhos fixos no que acontecia lá fora. ― Olhe com atenção. ― Ela sussurrou para o filho.

Três homens se esgueiraram por trás dos dois em silêncio, Stefan se virou antes surpreso com eles ali. Stefan pareceu confuso quando um dos homens deu a volta atrás dele o segurou, ele tentou se soltar mas o que estava de frente para ele colocou um pano sobre sua boca e nariz. Enquanto um homem só foi preciso para segurar Caroline e colocou o pano sobre o nariz dela, fazendo-a desmaiar.

― Esses homens são nossos. ― Alaric olhou para a mãe confuso.

― Poder, Alaric. Poder nos garante lealdade comprada e o que eu disser eles tem que obedecer, quando eu disser peguem os dois e os levem até a casa da família de Baltazaar. Eles tem que obedecer.

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Acordei um pouco tonta com a mesma sensação de quando eu fui drogada na boate. Minha cabeça estava doente e meu nariz e boca estava ardendo. Achei que eu estava vendo tudo preto fosse um efeito da droga e fosse passar mas não passou, entrei em desespero e levei minha mão até os meus olhos e vi suas sombras, então percebi que eu só estava em um lugar muito escuro e muito pequeno. Pequeno o suficiente para eu não conseguir mover minhas pernas.
Havia algo ao meu lado, era tão grande quanto eu e ocupava bastante espaço. Então me lembrei de Stefan, levei minha mão até o corpo desacordado ao meu lado e senti as feições do seu rosto, era Stefan. Peguei seu pulso com as duas mãos e senti, ele tinha batimentos cardíacos. Respirei aliviada e comecei a tatear tudo a minha volta, eu sabia onde estávamos, em um porta malas de carro. O carro estava em movimento, eu podia sentir ele vibrando e ouvia o som do motor. Olhei para Stefan e ia tentar acordá-lo mas então me lembrei do problema dele com lugares pequenos. Stefan era claustrofobico, não era preciso muita experiência para saber que ele não ia reagir nada bem se fosse acordado naquele momento.
Sabe quando você está falando da pessoa e ela simplesmente planta do chão? Bem, foi o que aconteceu. Eu pensei em Stefan e na sua situação e ele começou a se mexer, acordando.

― Caroline? Caroline? ― Ele chamou meu nome.

― Eu estou aqui Stefan, eu estou bem. ― Respondi. ― Stefan, me escuta...

Comecei mas então ele tentou se mover, suas pernas bateram na lataria do porta malas, então ele foi levantar as mãos e as bateu também.

― Eu não consigo enxergar. ― Ele começou a falar, sua respiração mais pesada do que o normal. ― Onde... onde nós estamos? ― Ele gaguejou tateando o porta malas.

― Stefan, nós estamos em um porta-malas. ― Comecei, falando bem devagar e calma para não assustá-lo. Tentando passar algum tipo de tranquilidade para ele. ― Você tem que ficar calmo.

― Não. Não. Não. Não. Não. Não. ― Ele repetiu tentando empurrar a porta para cima.

― Stefan está trancado, você precisa se acalmar. Não pode se agitar, apenas respire fundo... ― Mas ele respirava mais ofegante a cada segundo. ― Stefan, me escuta! ― Falei firme. ― Fica calmo.

― Ok. Ok. ― Ele repetiu respirando mais devagar e se mexendo ali sem parar.

― Apenas, relaxe. Stefan, relaxe. ― Repeti, tentando acalmá-lo mas isso parecia estar o deixando mais nervoso.

― Não. Não. Não. ― Ele começou de novo, batendo no porta malas. ― Abram aqui! ― Ele gritou batendo com cada vez mais força.

― Stefan. ― Continuei tentando acalmá-lo.

― Por favor, por favor, por favor. ― Ele começou a pedir bem baixinho, como se estivesse rezando. Ele ele deu um suspiro parando de respirar. Os tapas pararam e ele começou a dar socos no porta malas, com muita força. Era possível ouvir o som dos ossos dele se chocando contra o ferro.

― Stefan, relaxe... ― Era a única coisa que eu conseguia dizer, eu entrei em pânico. Comecei a tremer e tentei me afastar com medo dele me acertar com um daqueles socos, o som era horrível.

― Stefan, não. Stefan para com isso, está me assustando! ― E ele batia ali cada vez mais rápido. ― Stefan! ― gritei e tentei puxar seus braços mas foi em vão, ele apenas acabou em acertando duas ou três vezes. ― Stefan! ― Gritei novamente e então o porta malas se abriu.

Stefan saltou dali como um tigre enjaulado, ele saltou em cima de quem abriu o porta malas e o derrubou no chão. Me sentei ali e então foi que eu vi. Stefan sentado sobre o peito do homem e socando seu rosto com as duas mãos como se fosse uma massa de pão, ele afundou o crânio do homem para dentro com as mãos. Então veio o motorista do carro, ele foi segurar Stefan que se desviou e o derrubou no chão, chutou sua cabeça com força fazendo ele desmaiar e caiu de joelhos ao seu lado socando sua cabeça até a morte também. Ele continuava batendo e o cérebro do homem já estava exposto para fora do crânio.
Saltei para fora do porta malas e toquei em seu ombro, Stefan se virou para mim completamente cego de raiva e agarrou o meu pescoço com as duas mãos pingando sangue, suas mãos se fecharam na minha garganta como se fosse um graveto.

― Stefan! ― Sussurrei sem ar, minha voz saiu como um chiado fino.

Ele apertou por mais três segundo e então viu o que estava fazendo, ele soltou na hora.

― Meu Deus, Caroline. ― Seus olhos se arregalaram. ― Eu sinto muito. Eu sinto muito. Eu não quis fazer isso, me desculpe. ― Ele disse respirando ofegante e me olhando voltar a minha cor normal.

Meu pescoço estava sujo com o sangue dos homens que Stefan foi capaz de matar com as próprias mãos. Ele estava em choque.

― Me desculpe, você está machucada? Eu vou tirar você daqui. ― Ele segurou meu rosto com as duas mãos me obrigando a olhar para ele, eu ainda estava encolhida de medo.

Medo do rosto que eu vi matar duas pessoas na minha frente com as próprias mãos, esmagar seus crânios como se fossem de borracha. Seu rosto estava sujo de sangue que espirrou.

― Eu estou bem. ― Respondi em tom bem baixo.

― Vem, vamos sair daqui. ― Stefan foi se virar para sair mas então ouvi o som de pancada.

― Vocês não vão em lugar nenhum. ― Stefan caiu desmaiado com a coronhada que levou na nuca. Ele caiu como um corpo morto no chão, eu ia me ajoelhar ao seu lado se não tivesse um cano de arma apontado diretamente para o meu rosto.

Olhei para o homem séria, tentando não demonstrar nenhum tipo de emoção como medo e ele deu um largo, branco e perfeito sorriso para mim.

― Você deve ser Caroline. Eu sou Marcel Gerard, herdeiro de Baltazaar. É um prazer conhecê-la. Seja uma boa garota e eu prometo não fazer nada com você. ― Ele piscou para mim.

Então fez um sinal com a mão e da frente do carro em que eu e Stefan estávamos haviam mais dois carro, dois homens saíram de um deles e pegaram Stefan desacordado do chão pelos braços e o arrastaram pelo asfaltado até o carro.
Marcel veio até mim e puxou meu cabelo, cumprimi meus lábios segurando um gemido de dor e apertei meus olhos. Ele pressionou o cano da arma nas minhas costelas.

― Está apontada para o seu coração, a bala vai ter força o suficiente para atravessar ele com facilidade, então não tente nenhuma gracinha. ― Ele me avisou, me arrastando até o carro.

― Você não vai me matar. ― Cuspi as palavras olhando para a frente. ― Se fosse para matar já o teria feito.

Foi então que ele me deu um puxão de cabelo virando meu rosto para ele e me acertou um tapa na boca com força.

― Não vou te matar mas posso bater bastante em você até lá, para cada coisa que você falar com mais força eu vou te dar um desse, me entendeu? ― Não respondi, apenas continuei o olhando. Segurando as lágrimas e o choro na minha garganta, eu não ia ser fraca. Não dessa vez. ― Você me entendeu? Responda! ― Ele gritou.

― Entendi. ― Respondi, respirando fundo.

Marcel me levou até o carro onde me colocou sentada entre os dois seguranças que carregaram Stefan. Minha boca foi tampada com uma fita e um saco preto foi colocado na minha cabeça. O caminho foi um pouco longo. Quando eu sai do carro ele não me me deixaram andar, um dos homens me pegou e me jogou em seu ombro, me arrastando até o lugar em um fui colocada sentada em uma cadeira de ferro. Com as mãos e pernas algemadas na mesma. Eles tiraram o meu capuz e puxaram a fita adessiva da minha boca com tanta força que ardeu.
O lugar era um porão imundo e úmido, parecia um lugar perto de um esgoto. O cheiro era horrível, haviam ratos e baratas e eu tremia toda vez que eles chegavam perto com medo de subirem em mim e eu algemada.
Podem ter sido cinco minutos ou três horas, eu não tinha noção do tempo ali dentro. Eu só sei que eu fiquei ali por um bom tempo, escutando as goteiras e o roer dos ratos até que finalmente ouvi outra coisa que não era isso.

― Caroline? Você está ai? ― Era a voz de Stefan, ela parecia muito próxima.

― Sim! Stefan, graças a Deus. Você está bem? ― Gritei, meu corpo se arrepiou por finalmente ter alguém ali.

― Eu estou bem, eu só... não consigo mexer uma das minhas pernas. Aguente firme, tudo bem? Eu vou tirar você daí. ― Ele respondeu, sua voz estava mais alta agora.

― Tudo bem. ― Respondi desanimada, olhando para os ratos correndo no chão. ― Deus, as pessoas precisam parar de me sequestrar. ― Resmunguei.

― Definitivamente. ― Stefan disse bem humorado. ― Eu vou tirar você daqui, Caroline. Eu prometo. ― Ele disse tentando me animar.

― Como pode ter tanta certeza? ― Perguntei.

― Eu não faço idéia. ― Ele riu. ― Tem alguém vindo.

Ouvi o som de algo se arrastando, como um corpo sendo arrastado pelo chão. Eu queria dizer alguma coisa mas decidi ficar em silêncio.

― Ei cara, você pode me ajudar? Eu não consigo mover as minhas pernas. ― Escutei a voz de Stefan.

― Cala a boca ou eu vou ai garantir que você nunca mais as mova. ― Respondeu a outra voz.

― Por favor. Por favor, eu estou implorando. ― A voz de Stefan novamente e silêncio. ― Por favor, cara. Eu tenho dinheiro, eu te pago.

Foi então que teve silêncio e eu escutei passos, barulho de luta e então foi um som muito alto de algo batendo contra ferro com força. O som de repetiu várias vezes.

― Stefan? ― Gritei. ― Stefan, o que está acontecendo?

― Estou tirando você daqui. ― Ele respondeu e então eu ouvi o som de um tranca se abrindo.

Stefan saiu da cela em que estava preso matando o guarda batendo sua cabeça na grade até a morte, ele pegou a sua chave e saiu dali, mas quando estava indo atrás de mim um cano de arma foi colocado na sua nuca.

― Vira-se lentamente e com as mãos no bolso. ― Sussurrou o homem com a arma. ― Se não fizer isso eu mato você e garanto que sua garotinha vai sofrer.

Stefan respirou fundo e colocou as mãos no bolso se virando para frente.

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― Já anoiteceu e ela não voltou. ― Klaus gritou, jogando seu copo de whisky na lareira. Fazendo ele se quebrar e o jogo dançar com o incentivo da bebida.

― Vamos procurá-la então, irmão. ― Elijah respondeu.

Ele estava na sala com Elijah, Finn e Damon.

― Stefan não faria algo assim, alguma coisa aconteceu com eles. ― Damon falou.

― Não vamos perder mais tempo então. ― Finn finalizou. ― Vamos agora, juntemos os homens e procuramos pela cidade. Aeroportos, hóteis, delegacias... Você mesmo disse que o pai dela estava na cidade, certo?

― Vamos agora. ― Klaus disse afrouxando mais a gravata e saiu andando na frente.

Os quatro já estavam no saguão de saída com Kol, pronto para dividir os homens nas buscar quando a porta da frente se abriu e Stefan passou por ela, sujo de sangue.

― Onde está Caroline? ― Klaus se aproximou dele.

― A família de Baltazaar a pegou, eles querem negociar com você e com o pai dela ao mesmo tempo. ― Stefan respondeu cabisbaixo, se sentindo mal por não ter sido capaz de me proteger.

― O que? ― Klaus arregalou os olhos. ― Isso não é possível, ninguém além de nossa família sabia disso.

― Alguém contou. ― Stefan respondeu.

O celular de Klaus então vibrou no bolso da sua calça, ele pegou o mesmo e abriu a mensagem de texto com um anexo de imagem.

― Eles pegaram a minha garota... ― Klaus disse, passando a mão pelo rosto sem acreditar no que estava acontecendo. O olhar em seu rosto era insano. ― e eu vou fazer qualquer coisa, qualquer coisa para tê-la de volta.

Com isso Rebekah, Hayley e Bon desceram as escadas e os viram todos parados lá.

― Vou matar quem for, um por um.

Notas finais
Eai, gostaram? É isso aí, Klaus vai ter que trabalhar com o pai de Caroline se quer salvar elas... agora vamos ver se os dois vão conseguir colocar suas diferenças de lado e seu amor por Caroline acima delas ou eles vão acabar um matando ao outro e não salvando ela!! Comentem aí e favoritem a fic para ajudar na divulgação, obrigadoooooo, beijo e feliz Natal atrasado para as melhores leitoras do Nyah!!