Criminal
9 Little Lion Man.
Notas iniciais
Chore por si mesmo, meu amigo
Você nunca será o que está em seu coração
Chore, pequeno homem leão
Você não é tão corajoso quanto era inicialmente
Avalie-se e recomponha-se,
Pegue toda a coragem que te sobrou
Desperdiçada em consertar todos os problemas que você criou em sua própria cabeça
Mas isso não foi sua culpa, mas sim minha
Era seu coração na linha
Eu realmente fodi tudo dessa vez
Não foi, minha querida?
Estremeça por si mesmo, meu amigo
Você sabe que já viu isso tudo antes
Estremeça, pequeno homem leão
Você nunca conquistará nenhuma de suas metas
Sua graça é desperdiçada no seu rosto
Sua audácia permanece sozinha dentre os destroços
Agora aprenda com sua mãe, ou então gaste seus dias mordendo seu próprio pescoço
Mas isso não foi sua culpa, mas sim minha
Era seu coração na linha
Eu realmente fodi tudo dessa vez
Não foi, minha querida?
Sentada diante da cômoda de madeira eu estava olhando o meu reflexo no espelho, o hematoma era evidente no meu rosto. A linha fina em roxo que se formou do lado direito onde Baltazaar me acertou um tapa ontem. Fechei os olhos e respirei fundo, tentando mandar aquelas imagens da noite passada para longe.
Levantei minha mão na altura do meu rosto e deslizei a ponta do meu dedo indicador sobre o hematoma roxo claro. Como era capaz? Como um homem poderia bater numa mulher? Se a situação já me irritava sem nunca ter acontecido comigo, quando aconteceu foi pior ainda. Olhei para a cômoda e vi dois potinhos de maquiagem, um de base e outro de pó. Eu ia pegar a base na mão quando ouvi o som da porta do meu quarto se abrindo, me levantei rapidamente e puxei o cabelo para frente do meu rosto, escondendo o hematoma.
Era Klaus quem estava ali. Ele fechou a porta e me olhou ali parada de pé, me assistindo de longe por um momento, depois não se conteve e em quatro longos passos atravessou o quarto e chegou diante de mim.
― Meu anjo. ― Disse ele, segurando meu rosto delicadamente com as duas mãos. Seus olhos estavam baixos e tristes, sua sobrancelhas arqueada em preocupação. ― Me torturou ontem não me deixando cuidar de você, não consegui nem dormir essa noite. Está machucada? ― Klaus afastou meu cabelo do meu rosto e viu o hematoma em meu rosto. Ele abriu a boca em espanto como se não acreditasse no que via. Então puxou minha cabeça para mais perto e beijou minha testa. ― Eu vou matá-lo, vou matá-lo da pior forma possível. ― Klaus sussurrou com os lábios sobre a minha testa.
Meu coração se derretia toda vez que ele mostrava se importar, que ele mataria quem fosse por mim. Ele estava tão nervoso, eu podia sentir a raiva correndo por todo o seu corpo, suas mãos tremiam e seus lábios estavam roxos. Esses momentos que faziam esquecer da situação em que estávamos e que não lutávamos do mesmo lado, isso me fazia amá-lo cada vez mais.
― Ninguém machuca a minha rainha e vive. Ninguém.
― Está tudo bem, eu estou bem. Ele não me machucou. ― Sussurrei para ele, segurei suas duas mãos sobre meu rosto e beijei o seu pulso de forma carinhosa.
― Sim, ele machucou. Olhe o que ele fez com seu rosto e é minha culpa, eu não estava com você e deixei isso acontecer.
― Não é sua culpa que ele seja mal. Maquiagem pode esconder isso, não se preocupe.
― Maquiagem não muda o fato do que ele fez com você. Eu sinto tanto.
― Está tudo bem, eu juro. ― Sorri para ele e me estiquei, dando um rápido beijo em seus lábios. Eu não queria falar sobre meus pais e sabia que ele também não queria.
― Esther quer ver você. Ela também ficou preocupada. ― Ele disse com sua testa encostada na minha. ― Está nos esperando lá embaixo.
― Tudo bem, já vamos descer. ― Entrelacei meus dedos da mão nos dele. Afastei meu rosto do dele apenas o suficiente para olhá-lo por inteiro e aquilo me fez querer chorar, porque eu estava pensando meus pais novamente.
― Qual o problema? Não chore, meu anjo. ― Ele limpou as lágrimas que escorriam pelo meu rosto.
― Isso tudo é o problema. Porque não te conheci de outra forma? De um jeito diferente? Porque você não era apenas o garoto mau pelo qual eu me apaixonei que meus pais não aprovam. Isso... isso é impossível. Um dia algo vai acontecer e estamos de lados diferentes, e o que vai acontecer? Vamos lutar um contra o outro? Porque eu não quero isso, eu não quero que esse dia chegue nunca. Não quero perdê-lo. Posso ter me apaixonado por você no momento errado e na forma errada mas ainda assim é verdadeiro.
― Um de nós dois vai ter que desistir da vida que conhece e que leva. Um de nós dois vai ter que abrir mão de nossa família. Realmente está disposta a ficar comigo? ― Ele fez essa pergunta com bastante clareza, colocando cada palavra no momento certo.
― Gostaria que fosse só eu e você. ― Me segurei em sua nuca e massageei a mesma com a ponta dos dedos. ― Não quero desistir da minha família tanto quanto você não quer desistir da sua. Vamos fazer isso juntos, vamos lutar contra o mundo e... ― Meus olhos brilhavam com os planos impossíveis que eu estava fazendo e me empolgava a cada imaginação que vinha em minha mente numa situação que fosse só eu e ele e nada disso.
― Eu também gostaria que fosse assim, meu amor. ― Ele baixou os olhos. ― Mas um de nós vai perder, não importa o que aconteça.
Espera... eu não havia pensado nisso ainda. Oh meu Deus, como eu fui tão cega a ponto de não ver isso? Existia uma maneira de eu e Klaus ficarmos do mesmo lado. E a chave para isso era Elijah, quando Elijah estiver em casa, Klaus me deixaria ir e eu ficaria com ele por vontade própria. Mesmo que meus pais obviamente não iriam gostar nenhum pouco disso mas ainda era um começo. Mas eu não podia contar a Klaus sobre Elijah porque eu provavelmente acabaria estragando tudo. Então o que eu precisava fazer era trazer Elijah de volta, era mais simples do que parecia. O tempo todo eu não consegui ver o plano dessa forma. Foi quando eu simplesmente comecei a rir sozinha e chorar de alegria e não de tristeza, ao me ver gargalhar, Klaus sorriu também.
― O que foi? ― Ele perguntou, sorrindo.
― Não importa os lados que vamos tomar agora, no final, somos nós dois. ― Puxei seu rosto para perto do meu e lhe dei um beijo com um sorriso nos lábios.
Logo em seguida nós descemos porque Esther estava nos esperando e Klaus disse que se tem uma coisa que ela odeia é esperar, ninguém gostaria de ver a mamãe Mikaelson de mal humor logo cedo. Quando chegamos a sala, Esther estava sentada no sofá com Mikael de pé ao seu lado. Alaric também estava na sala, sentado em uma poltrona.
― Caroline, é bom saber que está viva. ― Esther forçou um sorriso simpático. ― Ficamos preocupados com você.
― Estou bem, inteira e viva. Pronta para outra. ― Sorri de volta para ela.
― Ótimo. E você e Niklaus também fizeram as pazes? Não queremos outra cena na festa de amanhã. ― Esther se levantou do sofá. ― Temos problemas mais importantes do que drama adolescente. ― Fiquei surpresa com a forma que ela colocou a morte dos meus pais como drama adolescente. ― Um deles... é o fato de nossos queridos rapazes estarem disputando o comando da família e outro é se você realmente vai ser capaz de matar Baltazaar.
― Uma surpresa vinda de Alaric, não é? Afinal, você nunca demonstrou interesse nenhum sobre os negócios da família. ― Disse Klaus a Alaric.
― Eu tenho interesse em muitas coisas, primo. Mas não preciso demonstrar febre fervorosa na causa a todo momento. Então mãe, como vamos decidir isso?
― Como vamos decidir isso? Alaric nunca pegou uma arma em sua mão! ― Klaus cuspiu com raiva, mal ele sabia de tudo o que Alaric já fez.
― Niklaus! ― Mikael o advertiu, fazendo ele se calar.
― Eu tenho uma solução para isso... ― Disse Esther e então ela se virou para mim. ― foi por isso que eu quis você aqui quando eu falar isso, Caroline. O novo chefe da família será quem vingar Elijah primeiro, ou seja, quem matar os seus pais primeiro.
O silêncio na sala se estendeu assim que Esther terminou de falar. O único som que havia ali era o da lareira queimando a todo vapor, não se ouvia nem o som de respiração porque todos estavam segurando sua respiração.
― O que? ― Eu dei um passo em sua direção, os punhos cerrados. Sem acreditar no que ela estava falando.
― Você me ouviu, criança. ― Ela disse sem me olhar.
― Eu não acho que essa seja uma situação apropriada, Esther. É claro que eles tem que pagar pelo que fizeram, mas não faça disso um torneio de vingança. ― Mikael quem se manifestou dessa vez.
― Eu ainda dou a última palavra nessa família, Mikael. Você se casou comigo, não se lembra? Enquanto eu der a última palavra vocês vão obedecer. ― Esther cruzou os braços e olhou para Klaus que parecia espantado com o que ela propôs, assim como Alaric.
― Não! ― Eu gritei e me aproximei dela, apontando o dedo diretamente para o seu rosto. ― Você não se atreva a fazer isso!
― Quem você acha que é para apontar o dedo para mim, menina? ― Esther me olhou com desprezo. ― Não pense que pode dar ordens dentro da minha casa, porque se eu disser que você, seus pais e qualquer tipo de parentesco vivo que você tenha vai morrer, isso vai acontecer! ― Ela gritou comigo.
― Eu acho melhor todos nos acalmarmos, para começar. ― Disse Alaric se levantando da poltrona.
― Como futuro comandante desta família, eu acho que devemos ser justos e não estamos sendo agora. Não existe necessidade de matar o pai e a mãe de Caroline, sendo que apenas Elijah foi morto. ― Disse Klaus, ficando do meu lado. Aquilo me aliviou.
― Nós não somos justos. ― Esther sorriu para Klaus.
― Klaus está certo. Dois não devem pagar pelo preço de um.
― Então Caroline, quem vai morrer? Seu pai ou sua mãe? ― Esther me perguntou de uma forma tão fria que me deu uma pontada no peito.
― Eu acho que isso é algo que Caroline precisa pensar, ela não pode responder isso agora. ― Klaus entrou na minha frente de forma protetora e respondeu a Esther, ele sabia que eu não tinha forças para responder.
― Vou lhe dar até amanhã para que você resolva os seus problemas, Caroline. O mundo não pode parar de girar por você. Mate Baltazaar, escolha um dos seus pais. Até amanhã. Com licença. ― Ela então saiu da sala e Mikael foi atrás dela logo em seguida.
― Esther. ― Mikael continuou seguindo sua esposa em passos longos, enquanto ela ignorou seu chamado e continuou. ― Esther! ― Ele gritou, a fazendo parar. ― O que você está fazendo com essa menina? Já não acha que ela sofreu o bastante, tanto quanto nós? Não faça da morte de seus pais uma piada de mal gosto.
― Me poupe de ouvir sua pena por aquela garota, Mikael. Você tem um fraco por gente podre, porque não adota ela também? Já que os pais vão morrer também.
― Meça suas palavras, Esther! ― Mikael gritou.
― Não vou receber ordens suas ou de uma garota idiota, eu sou tão Mikaelson quanto você! ― Esther gritou de volta, se virando para o marido e caminhando em sua direção.
― Então é esse o problema? ― Mikael começou a rir. ― Você está com medo dela, está se sentindo ameaçada por uma garota.
― Eu pareço com medo para você? ― Ela disse irônica, revirando os olhos.
― Você está com medo porque sabe que se Klaus casar com ela, vou deixar ele assumir a família como é por direito, então você vai estar fora do seu trono de ouro. O que você vai fazer além de dar ordens o dia inteiro, já que é a única coisa que você sabe fazer direito, não é? E agora, Alaric! Por quanto tempo você ficou falando na cabeça dele para que ele brigar pelo trono com Klaus? Ele nunca se interessou por isso, um interesse da noite para o dia é suspeito. Não, não é nem suspeito, é culpado.
― Eu não disse nada ao meu filho, ele apenas está fazendo o que é correto e pegando o que é seu por direito.
― Alaric não quer isso para a sua vida! ― Mikael gritou.
― E Niklaus não é meu filho! ― Ela gritou de volta. ― Não vou mais fazer as suas vontades, Mikael. Estou cansada! Cansada de sua família ser colocada em segundo plano por Niklaus, mime o seu bastardo o quanto quiser. Se está do lado dele, fique. Eu estou do lado do meu filho.
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― Ela não pode fazer isso, pode? ― Sussurrei para Klaus. Eu estava sentada no sofá e ele estava ajoelhado diante de mim, suas mãos em meus joelhos enquanto eu escondia meu rosto com as duas mãos.
― Não posso dizer a Esther o que fazer mas talvez eu possa convencer Mikael de falar com ela. ― Disse Klaus, lamentando.
― Klaus, vá pedir a um dos empregados um copo de água para ela. ― Alaric estava de pé ao nosso lado.
― Eu já volto. ― Klaus se levantou rapidamente e saiu da sala.
Alaric o assistiu sair dali e quando ele já saiu ele se ajoelhou diante de mim.
― Caroline, enlouqueceu? Não coloque tudo a perder por causa de minha mãe, ela é só uma mulher entediada que quando vê uma oportunidade não a perde.
― Ela me mandou escolher, Alaric! Como alguém pode fazer isso? ― Perguntei indignada. ― Ela escolheria entre você e Mikael?
― Você viu o que você fez? Caroline, estamos trabalhando nisso, nada vai acontecer com sua família se seguir o plano. Você fez mais do que deveria, você apontou o dedo para o rosto dela. Estou surpreso que você ainda tenha o seu dedo. ― Ele sorriu. ― Mas é isso que ela admira em você, sua coragem. Ela sabe que Klaus gosta de você, ela sabe que você vai assumir o lugar dela se Klaus se tornar herdeiro.
― Mas... ― Eu abri a minha boca para falar e ele me interrompeu.
― Você falou com seus pais?
― Sim.
― Ótimo. Então até amanhã a tarde eles vão estar em Londres, enquanto isso, mantenha-se na linha, controle-se.
― Aqui está, Caroline. ― Klaus entrou na sala, fazendo Alaric se afastar de mim em um salto, ficando de pé.
Enquanto Klaus se ajoelhou na minha frente com um copo de água fresca que aceitei de bom grado, bebendo metade dele de uma vez só.
― Eu preciso ir. Com licença. ― Foram as palavras de Alaric antes dele sair da sala e deixar eu e Klaus sozinhos.
― Se sentindo melhor? ― Klaus perguntou com um pequeno sorriso, vendo a cor de volta ao meu rosto.
― Sim, estou um pouco melhor. ― Sorri.
― Tudo bem, então... vamos começar isso pelo menor problema e o mais fácil de se resolver no momento, o que você quer fazer sobre Baltazaar? ― Klaus deu um longo suspiro.
― Eu não sei. ― Encostei minhas costas no sofá e joguei a cabeça para trás, fechando os olhos. ― O que você acha que eu devo fazer?
― Você sabe que eu não sou a melhor pessoa para pedir esse tipo de conselho, não é? Sabe o que eu sou e o que eu faço, nesse momento estou me segurando para não o matar. Mas se você disser que não quer fazer isso, eu mesmo vou matá-lo com minhas mãos.
― Eu quero fazê-lo sofrer mas... ― Gaguejei. ― mas, eu não sei se eu seria capaz. ― Sussurrei, olhando em seus olhos azuis.
― Pense sobre isso, converse com alguém. Você poderia conversar com Bonnie, ela já passou por isso e se saiu muito bem.
― Bon? Bon que adora roupas e joias já matou alguém? ― Eu sorri, imaginando uma versão badass da pequena Bon.
― É! Bonnie é uma garota muito forte e corajosa, ela já provou isso muitas vezes. Meu irmão não se apaixonou por ela apenas por sua beleza. ― Klaus sorriu. ― Você pode falar com Elena, ela realmente gosta de falar muito, acho que ela iria adorar te ouvir e falar um pouco. ― Ele disse, rindo e me fazendo rir. ― Tem minha irmã também.
― E Hayley. ― Completei, com um sorriso sem graça.
― É e Hayley também. ― Ele disse estranhando. ― Apesar de ainda não estar acostumado com o fato da amizade de vocês.
― Ela salvou minha vida, acho que isso é mais do que amizade e sim uma dívida eterna.
― Você pode ter a chance de salvar a dela também.
― Eu? Sério? ― Dei risada, como se ele tivesse contado uma ótima piada.
― É! De qualquer forma, converse com Bon, ela é muito boa com as palavras. Ela vai saber o que dizer nessa situação, diferente das outras garotas. Certo?
― Certo.
― Tudo bem, tenho coisas a fazer. Vejo você depois. ― Klaus me deu um rápido e estalado beijo na testa e saiu da sala, me deixando ali.
Depois que Klaus me deixou, eu fiquei mais alguns minutos ali sozinha na sala. Refazendo os últimos acontecimentos em minha cabeça, eu pensei na situação em que nos encontrávamos. Rezei para que meus país chegassem com Elijah a tempo e evitassem o derramamento de sangue inocente. Mas não haviam só inocentes nessa história, também tinha Baltazaar Barletta, um famoso mafioso que acabou por se meter no lugar errado e agora era minha obrigação matá-lo.
Matar alguém não é fácil, eu ouvi isso de meus próprios pais, matar exige mais coragem do que para morrer. Decidi então ir falar com Bon, Klaus disse que ela também esteve na mesma situação, obviamente, não era tão ruim quanto a minha mas decidi ir falar com ela. Fui até seu quarto e de Kol onde ela estava, ela me pediu para entrar assim que me anunciei.
― Caroline, você está bem? ― Ela me olhou e se aproximou de mim assim que entrei no quarto. ― Eu ouvi sobre o que aconteceu ontem. Eu realmente lamento. ― Bon pegou minhas mãos e as segurou.
― Eu estou bem. ― Sorri para ela. ― Não tem com o que se preocupar. Você está muito ocupada agora? Eu gostaria de conversar.
― Não, de maneira alguma, vem. ― Ela pegou em minha mão e me acompanhou até um sofá no canto do quarto.
Quando eu já estava sentada e confortável ela me ofereceu uma bebida que eu aceitei de bom grado.
― Aqui... ― Ela me entregou um copo com uma pequena dose de whisky, enquanto ela tinha outro em sua mão.
― Acho que nunca vou me acostumar com isso. ― Sorri, olhando para o copo na minha mão.
― Com o tempo você vai se acostumar. Então, sobre o que você quer conversar?
― Bem... ― Eu comecei mas achei melhor dar um gole na minha bebida antes de começar. Dei um longo gole, o cheiro forte e o gosto pior ainda, a bebida não era boa mas era como coragem líquida. ― Eles querem que eu mate Baltazaar. ― Falei com os olhos longe, fitando o vazio.
― Isso é... ― Bon deu um gole no seu copo também. Ela fez uma pausa e olhou para mim. ― Você quer matá-lo?
― Eu não sei. É por isso que estou aqui. ― Encolhi os ombros e me virei para ela.
― Bom, obviamente, não sou eu e nem ninguém quem pode te responder essa pergunta. Mas posso te aconselhar, de certa forma.
― Klaus me disse que você também passou por isso.
― Sim, ele está certo. ― Bon deu um longo suspiro, como se fosse horrível falar sobre isso. ― Nossa situação é mais parecida do que você imagina, Caroline.
― Em que sentido?
― Bem, minha vida não foi sempre assim. A de nenhum de nós foi, todos temos uma história e um motivo para estar aqui. Na maioria das vezes, não é bonito. ― Ela disse isso e imediatamente eu me lembrei de Stefan. Da forma com que ele foi descartado do exército depois de tudo que passou. Então pensei em mim e qual era o real motivo de eu estar ali, não era porque Klaus se apaixonou por mim ou por que eu quis, eu estava ali porque eu era a prisioneira deles.
― Porque você está aqui? ― Perguntei com curiosidade.
― Porque eu estou aqui hoje? Por Kol. Mas antes... eu só estava porque era o paraíso para o mundo em que eu cresci. Cresci em New Orleans com uma família muito pobre, nunca tive uma vida de princesa como a sua, não conheci meus pais e fui criada com minha avó. Eu comecei a crescer e não tive muitas oportunidades, de acordo com a vida que levei era meio óbvio onde eu iria acabar. Eu trabalhei como stripper em um buraco de pulgas em New Orleans, eu apanhei de homens, eu fui estuprada e espancada diversas vezes. Até que eu conheci Kol, em seu aniversário de dezoito anos ele foi até o maldito clube de stripper, todos os homens de sua família estavam lá. O pai dele, Robert Mikaelson, que ainda era vivo, Mikael e Alaric, Elijah, Klaus, Damon e Stefan. Eles queriam lhe dar um presente, disseram para ele escolher qualquer garota que estava ali para foder e ele escolheu a mim. Mas não era foder o que ele queria. Nós fomos para o quarto naquela noite e ele viu que eu estava machucada, então perguntou porque, eu não queria contar mas eu tinha tanto guardado dentro de mim que contei, contei tudo a ele. Cada momento de sofrimento que eu passei. Então ele prometeu me ajudar, disse que ia me tirar dali e ia fazer eu me vingar de todos que me machucaram. Eu tinha apenas dezesseis anos na época e uma vida fodida, então achei que ele estivesse brincando comigo, tirando uma com a minha cara. Ele foi embora naquela noite e no dia seguinte eles voltaram mas não para outra noite de diversão, eles voltaram e massacraram quem quer que estivesse ali. As garotas gritavam enquanto eles atiravam a sangue frio em todos aqueles homens, foi um banho de sangue. Então eles amarram Kanye, o dono daquele lugar e um desgraçado filho da puta que me estuprou e me espancou tantas vezes que eu mal poderia contar. Então Kol me chamou até ele e me entregou uma arma, disse que eu poderia me vingar de tudo o que ele fez, disse que eu poderia ser livre e então eu fui... Eu atirei bem no centro da sua cabeça. E eu me senti livre.
Bon tinha tanto ódio nas palavras que ela dizia, sobre sua história. Sobre o modo como ela matou aquele que a fez sofrer tantas vezes, a forma com que a morte dele parecia reconfortante para ela, um prazer intenso.
― Não estou dizendo que você deve matar Baltazaar porque isso vai mudar o que aconteceu, porque não vai. Você não vai esquecer só porque ele não vai estar vivo todo dia para te lembrar, assim como matar Kanye não mudou para mim, mas ele pagou pelo que fez e isso foi o suficiente para mim.
― Eu quero fazê-lo pagar. ― Sussurrei.
― Mas qual é o preço que você acha que ele deve pagar? Porque quando você mata, Caroline, não tem como voltar atrás, não tem segunda chances. É apenas morte e você tem que carregá-la com você pelo resto da sua vida. E você vai pagar também, está disposta a pagar esse preço?
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― O que está fazendo? ― Stefan ''invadiu'' o escritório em que Klaus se encontrava. Ele estava sentado e pareceu surpreso ao ver Stefan ali.
― Estou cuidando das finanças. Elijah está morto, se lembra?
― Não estou falando sobre isso! Estou falando sobre Caroline. Está louco? Se não quer matar Baltazaar deixe que eu mesmo faço o serviço.
― Isso é sobre Caroline? ― Klaus arqueou as sobrancelhas em dúvida.
― Eu sei que foi você, está a manipulando. Ela é só uma menina, Klaus! Não faça isso com ela, não a obrigue a matar.
― Eu não estou a obrigando, lhe dei o direito de escolher o que ela quer fazer. Ela só vai matar ele se ela quiser.
― Você nem ao menos deveria ter perguntado isso a ela.
― Porque não? Ela pode querer a sua vingança pessoal. ― Klaus deu de ombros.
― Nós podemos fazer isso por ela, pare com isso agora! Não obrigue essa menina carregar uma morte com ela por toda a vida que ela tem pela frente Klaus, você é um homem. Está na hora de agir como um.
― Eu estou agindo. ― Klaus sorriu.
― Você só está permitindo isso como uma iniciação, não negue! Você tem segundas intenções, quer que a garota o mate para ela se tornar uma de nós e você se casar com ela e assim, finalmente sentar no seu trono de merda.
― Exatamente. ― Ele se levantou da cadeira. ― Esse é meu ponto. Eu quero uma rainha, quero meu trono e vou ter isso. Minha primeira conquista como o novo líder da família Mikaelson é derrubar a família Barletta. Matar Baltazaar é a desculpa perfeita para se iniciar uma guerra.Ou seja, vou matar três coelhos com uma cajadada só.
― Uma guerra em que não vão lutar contra você, vão lutar contra ela! Você está fazendo ela cavar a cova de Baltazaar e a dela também.
― Klaus? ― Chamei seu nome e entrei no escritório. Ele estava de pé atrás da escrivaninha que havia ali e Stefan parado no meio da sala, assim que entrei os dois olharam para mim. ― Eu tomei uma decisão.
― Estamos falando sobre isso agora. ― Klaus me deu um sorriso satisfeito. ― E qual foi a sua decisão?
― Eu vou matá-lo. ― Falei com firmeza na voz.
― Tem certeza? ― Stefan me questionou.
― Absoluta. ― Falei levantando o queixo.
Stefan e Klaus assentiram com a forma com que eu disse, com muita certeza e clareza em minhas palavras. Determinada e eu sabia exatamente o que eu queria. Nós saímos do escritório direto em rumo até onde Baltazaar estava. Klaus e Stefan foram na minha frente como sempre, postados diante de mim como uma muralha ou seguranças particulares. Nós começamos a descer por dentro da mansão, até chegar em um porão. O lugar era muito parecido com aquele em que eles me deixaram presa em New Orleans, se não fosse pelo fato de que o lugar era pelo menos cinco vezes mais frio, úmido e assustador. Nós caminhamos até o fim do corredor onde haviam dois guardas guardando a porta. Klaus apenas fez um sinal com a mão para que eles saíssem do caminho e abrissem a porta. Outra diferença era que as acomodações desse porão não chegavam nem perto do de New Orleans. O lugar era uma sala enorme e vazia, suja e gelada. As únicas coisas que haviam ali era Baltazaar que estava amarrado pelos braços e pernas por correntes, deixando seu corpo parecer a letra X e no canto havia uma mesa com algumas coisas em cima, que pareciam instrumentos de tortura. Havia um saco preto na cabeça de Baltazaar. Um dos seguras entrou na sala e fechou a porta, a única luz que havia ali era de uma grande luz branca no teto. O segurança puxou o saco da cabeça de Baltazaar, que assim que nos viu ali, deu um sorriso largo.
― O rei Klaus, seu escudeiro Stefan e sua puta Caroline. ― Ele gargalhou. ― Isso me lembra uma história, vocês já leram Rei Arthur?
― Cala a boca porra! ― Stefan gritou com ele e lhe deu um soco na boca, o barulho foi tão forte que eu jurava que tinha quebrado sua mandíbula. Mas não, foi apenas um dente que Baltazaar cuspiu com sangue. ― Se falar de novo quando não deve, não vai ser só um dente que vai perder.
Eu estava tão focada na violência que estava acontecendo ali que não vi o que acontecia a minha volta. Klaus segurou minha mão e colocou algo nela. Gelado e firme, pesado. O formato era inegável, eu não precisei nem olhar para a minha mão para saber que eu estava segurando uma arma.
― Atire no coração. Ele vai agonizar por um minuto ou dois. ― Klaus sussurrou em minha orelha.
― Um tiro na cabeça é melhor, vai matá-lo na hora. O cérebro é a última parte do nosso corpo que morre, se acertar na cabeça o cérebro vai ser afetado e ele vai morrer na hora. ― Stefan sussurrou na minha outra orelha.
― Será que vocês podem pelo menos me dar uma morte digna? Não fiquem aí sussurrando na orelha dela como se fossem um anjinho e um diabinho. Vamos lá, Caroline, escolha a forma que quer me matar. Me surpreenda! ― Baltazaar deu um sorriso, seus dentes estavam cobertos de sangue e aquilo me enojou.
― Mandei você falar? ― Stefan foi dar outro soco nele, mas eu o impedi.
― Não! Ele está certo. Quero fazer da minha maneira. ― Falei olhando para ambos.
― E como você pretende fazer? ― Klaus cruzou os braços, com um sorriso nos lábios se divertindo.
― É disso que estou falando! ― Baltazaar sorriu novamente, empolgado. Como alguém poderia ser assim quando sabia que ia morrer? ― Me mate da pior maneira que você achar possível. Ou será que você não é capaz? Porque não se lembra do que eu fiz com você ontem, hum? Eu ia te foder com tanta força e você ia gritar tão alto que o mundo inteiro ia ouvir, você deveria ter deixado. Eu seria um verdadeiro homem pra você, sua putinha.
A cada palavra que ele dizia as imagens voltavam em minha mente, era como se eu estivesse lá novamente. Eu sentia ele beijar e morder o meu pescoço, suas mãos deslizando pelo meu corpo e eu tive uma ânsia de vômito que fez Baltazaar gargalhar. Eu deixei a arma cair no chão.
― É isso tudo que você tem? Vai me matar vomitando em mim? ― Ele gargalhava. ― Sua puta estúpida, um de vocês dois me façam um favor e me matem para eu não ter que olhar mais para a cara dela.
― Caroline, nós podemos fazer isso. Você não tem que fazer isso. ― Disse Stefan.
― Não, deixe ela! ― Klaus confrontou Stefan. ― Ela consegue.
― Ela não consegue nem foder com um homem, vai conseguir matar um! ― Baltazaar falou e logo em seguida tentou cuspir em mim.
Aquilo foi o fim. Aquilo foi o ponto mais alto da minha irritação e eu não conseguia me segurar, eu nunca briguei com ninguém fisicamente, eu mal sabia como dar um soco até agora que sabe Deus onde eu tirei forças e coragem. Eu corri até ele e lhe soquei o rosto diversas vezes seguidas, coloquei toda a minha força e frustração daquele dias socando seu rosto com tanta raiva. O sangue espirrava do seu rosto em pequenas gotas que vinham direto para o meu rosto e ensopava minhas mãos. O sangue escorria da sua boca, do seu nariz e de um corte fundo na sobrancelha, quando eu finalmente parei de bater nele e me afastei, ele continuava sorrindo.
― Garota, você é má.
― Vou fazer você morrer gritando. ― Falei respirando fundo, ainda tentando me recuperar do que eu havia acabado de fazer.
― Posso dizer uma coisa? ― Ele falava enquanto eu caminhei até a mesa com os instrumentos de tortura, procurando alguma coisa que fosse ruim o suficiente. ― Isso serve para você também Mikaelson, essa menina... essa menina é má como o diabo, olhe nos olhos dela. Essa garota é cruel e ela gosta de sofrimento, ela é pior que você. ― Ele gargalhou. ― Eu estou honrado de morrer por ela e não por você. Essa menina, ela é o que você nunca foi por natureza... cruel. Cuidado com quem você coloca para se deitar na sua cama, ela pode te matar enquanto você dorme.
Eu procurava na mesa mas nada parecia ser o suficiente, foi então que eu vi um galão velho. Abri o mesmo e cheirei o líquido que havia ali, era gasolina. Olhei para Baltazaar por cima dos ombros e sorri, caminhei até ele e comecei a jogar a gasolina nele.
― Você está louca? O que você vai fazer? ― Ele pareceu entrar em pânico. ― Alguém pare ela, atirem na minha cabeça! ― Baltazaar gritou, enquanto eu gargalhava.
Joguei o galão inteiro nele e olhei para Klaus e Stefan, ambos pareciam surpresos e também espantados. Voltei até a mesa e peguei um velho isqueiro de ferro que havia ali, Baltazaar ficou em mais pânico ainda.
― Não, por favor! Eu imploro! Não deixem ela fazer isso! ― Ele gritava para Klaus e Stefan que nem se moviam.
― Está com medo agora? Medo da putinha? Está com medo de uma garotinha? Eu disse que você morreria gritando.
― Se você me matar, eu garanto que vai pagar. Vai começar uma guerra que não pediu. Klaus, não deixe ela fazer isso! Essa menina vai destruir a sua família! ― Baltazaar gritava veneno e não adiantava, ele sabia que ia morrer agora e nada mudaria isso.
― Não tem com o que se preocupar, Baltazaar. Vamos mandar sua cabeça para sua família. ― Klaus disse com um sorriso no rosto. Acendi o isqueiro e olhei para Baltazaar que engolia em seco, o desespero era evidente nos olhos dele.
― Por favor... por favor... ― Ele implorava, sua voz era um miado fino e baixo.
― Queime no inferno! ― Falei e então joguei o isqueiro sobre seu pés. O fogo se espalhou pelo seu corpo inteiro como num piscar de olhos e ele gritava, gritava com toda a força dos seus pulmões.
― Caroline, não olhe. ― Stefan sussurrou em meu ouvido, tentando me poupar de ver o homem que eu matei morrer.
― Não. ― Falei com os olhos vidrados na chama e em como Baltazaar se contorcia.
― Por favor! ― Ele ainda gritava e chorava. O fogo transformava a sua pele de branca para rosa e depois vermelho e então... preto. Ele gritou por pelo menos mais dez minutos até parar de gritar. Nós três assistimos aquilo em silêncio e quando acabou, quando que se ouvia era o queimar das chamas.
― Caroline? ― Klaus me chamou, ele viu que eu fitava o corpo carbonizado de Baltazaar com tanta ódio.
― Dá próxima vez que um homem levantar as mãos para mim, vai ser a última vez que ele terá mãos.
Assim que saímos dali, nós fomos direto para um dos escritórios da casa onde Mikael e Esther nos esperavam. As portas foram abertas assim que chegamos ao escritório e lá dentro estavam os dois. Esther repousando em uma poltrona, com as pernas cruzadas e uma taça de vinho na mão. Enquanto Mikael estava parado de pé ao seu lado com um copo de whisky.
― Está feito. ― Falei olhando para os dois com certo desprezo.
― Eu posso ver, está bem no seu rosto. Sangue... ― Esther sorriu. ― Então, me conte Caroline, como foi? Como você o matou? ― Ela mantinha o sorriso no rosto, com falso entusiasmo e fascínio pela minha história, apenas por tortura mental.
― Eu soquei a cara dele e então o queimei vivo. ― Falei com tanto desprezo ao imaginar Esther no lugar de Baltazaar, nesse momento eu também gostaria de queimá-la viva.
― Isso é sério? ― Ela gargalhou e deu um gole em sua taça. ― Eu estou surpresa, é tão cruel. Eu nunca imaginei que um rostinho bonito como esse poderia ser tão cruel. Com tanta crueldade sobrando acho que você seja capaz de tomar um decisão adulta, quem vai morrer? Sua mãe ou seu pai?
Agora eu entendia porque, isso era um teste que ela havia feito em mim. Matar uma pessoa era díficil mas depois que uma se foi, duas não seriam problema, nem três e assim por diante. Ela acha que matar alguém vai me tornar uma assassina de sangue frio que vai permitir que os pais morram sem dó nem piedade, mas se é isso o que ela quer, é o que eu vou lhe dar.
― Meu pai. Vocês podem matar meu pai. ― Eu forcei um sorriso. ― Satisfeita, Vossa Graça? ― Fiz uma falsa referencia para ela.
― Eu mal posso esperar para colocar a cabeça dele como um troféu no meu jardim de inverno. ― Ela levantou a taça, como se brindasse a isso.
― Como você ousa! ― Eu gritei e eu iria para cima dela, mas Klaus e Stefan foram mais rápidos me segurando.
― Devagar, Caroline. Está pegando gosto pela coisa? Ou apenas é excesso de confiança? Porque você não é tudo isso, você matou um... eu matei vários.
― Ignore-a. Vamos sair daqui. ― Klaus disse me empurrando para a porta.
― Espero vê-la na festa de noivado amanhã, Caroline. ― Esther disse antes de Klaus acabar de me tirar dali antes que eu a matasse.
― Eu gostaria de matá-la também, eu posso? ― Perguntei a Klaus quando saímos do escritório.
― Bem vinda ao clube. ― Ele sorriu. ― Mas não tem que se preocupar com isso por muito tempo, em breve Esther vai deixar de ser uma pedra no seu sapato.
― Se você for matá-la, por favor, me deixe assistir. ― Fiz uma pausa enquanto caminhávamos pelos corredores com Stefan ao nosso lado. ― Então, só por curiosidade, é a festa de noivado de quem amanhã? ― Esperei alguns segundos e eles não me responderam. ― Nenhum dos dois vai falar?
Stefan olhou para Klaus que respondeu com um olhar que dizia: O que?
― Vamos ver dois casais felizes amanhã, Caroline. ― Stefan sorriu. ― Você quer contar quem eles são, Klaus?
― Cale a boca. ― Klaus falou como uma ordem para Stefan.
― Não! Deixe-o falar... ― Olhei para Stefan, esperando ele concluir. ― Você matou hoje para ficar noiva dele amanhã. ― Stefan desviou os olhos para longe. ― Não foi Esther quem disse para você matar Baltazaar, foi Klaus. Esther só deu a palavra final.
Eu esperei alguns segundos antes de me virar para Klaus, boqui-aberta. Ele apenas olhava para o chão com certa vergonha.
― Isso é verdade? ― Perguntei uma vez, minha voz era apenas um sussurro fino. ― Olhe para mim e me responda! ― Eu gritei.
― O que você espera que eu diga? Que eu sinto muito? Que eu não quis que isso acontecesse? ― Klaus levantou os olhos e me olhou. ― Porque eu quis, eu manipulei, eu desejei isso para mim, para nós! ― Ele se aproximou de mim e segurou meu rosto com as duas mãos. ― Agora você é uma de nós e nós podemos ficar juntos, nada vai nos impedir agora. É o que você me disse mais cedo.
― Deixe-me colocar as coisas no ponto certo para que você entenda, isso não parece o tipo de coisa que alguém que quer ficar comigo faria. ― Falei tentando me afastar dele mas ele me segurou com força.
― Você sabe que eu manipularia você para matar todos os homens do mundo se isso significa que você vai ficar comigo no final... Eu não me importo. Eu não dou a mínima, porque você é minha.
― Eu não sou sua! Eu não sou sua propriedade e não vou me casar com você até que isso seja de minha vontade! ― Falei tentando me soltar novamente, mas desta vez, Klaus segurou meu corpo com um braço e com o outro segurou em minha garganta.
― Sim, você é. ― Ele sussurrou.
― Está machucando ela! ― Stefan empurrou Klaus, fazendo ele me soltar. ― Você não está contente até foder com tudo, não é?
― Eu não sou um dos seus peões no seu jogo doente! ― Falei apontando o dedo para o seu rosto. ― Essa é a primeira e última vez que faz algo assim comigo, eu juro por Deus, Klaus.
― Eu coloquei a arma na sua mão mas quem apertou o gatilho foi você. ― Ele deu de ombros.
― Não fale comigo até quando você aprender como. ― Dei as costas para os dois e sai dali.
― Isso não era da sua conta para você sair falar por aí! ― Klaus disse encarando Stefan com raiva.
― Não é da minha conta? Está brincando com a cabeça dessa menina, ela matou um homem hoje. Você tem ideia do que é isso? Quantas garotas da idade dela matam homens como passa tempo? Ela não é um dos seus brinquedos Klaus, ela gosta de você independente de toda essa merda e você está fodendo com ela. Se continuar assim, vai manipular e manipular até que ela se transforme em uma pessoa que você não conheça e então... vai ser exatamente como Baltazaar falou, ela vai te matar dormindo, companheiro. ― Stefan deu dois tapinhas nos ombros de Klaus e saiu dali. ― Vai transformar ela na nova Esther.
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― Você estava certo o tempo todo, o plano é perfeito e se desenrola como uma fita de seda sem ser preciso esforços. ― Esther disse empolgada. ― Não precisamos fazer nada para colocar um contra o outro, eles se colocam sozinhos. Klaus e Caroline vão acabar ainda um matando o outro.
― Você precisa confiar mais em mim, mãe. Posso não ter passado meus melhores dias servindo essa família diretamente mas ser um Mikaelson está no meu sangue. ― Alaric disse com um sorriso diabólico no rosto.
― Você está certo, me desculpe por duvidar de você. Isso nunca mais vai acontecer meu filho. ― Esther segurou as mãos do filho e o olhou orgulhosa. ― Em breve tudo isso será seu como é por direito, um verdadeiro Mikaelson de sangue puro. Vamos matar todos eles. ― Ela beijou as mãos do filho.
― Mãe? ― Alaric a olhou com certa desconfiança. ― O que nós vamos fazer sobre o pai?
― Nós vamos matá-lo também. Ou melhor, eu vou matá-lo, meu leãozinho. ― Ela sorriu para Alaric. ― Vamos matar a todos amanhã.
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