Criminal
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Notas iniciais
Segure-se em mim enquanto vamos
Enquanto descemos por este caminho desconhecido
E embora esta onda esteja nos amarrando
Apenas saiba que você não está sozinho
Porque eu vou fazer deste lugar o seu lar
Acalme-se, tudo vai ficar claro
Não preste atenção aos demônios
Eles enchem você de medo
O problema pode arrastá-lo para baixo
Se você se perder, você sempre pode ser encontrado
Apenas saiba que você não está sozinho
Porque eu vou fazer deste lugar o seu lar
Acalme-se, tudo vai ficar claro
Não preste atenção aos demônios
Eles enchem você de medo
O problema pode arrastá-lo para baixo
Se você se perder, você sempre pode ser encontrado
Apenas saiba que você não está sozinha
Porque eu vou fazer deste lugar o seu lar
― Ela é minha única filha, sabe. Eu faria qualquer coisa por ela, daria minha vida sem pensar pela dela. Eu realmente espero que um dia ela não veja as coisas dessa forma, como um castigo.
Sage Mikaelson deu um gole relutânte em sua taça de vinho tinto. Assistir a filha comprar o vestido de seu noivado como escolher o vestido que ela vai usar em seu enterro.
― Nós somos mães, fazemos qualquer coisa para afastar nossos filhos da morte. ― Esther sussurrou em sua orelha como a serpente sussurrava na orelha de Eva para morder a maçã. ― Não tem com o que se preocupar, ela vai ser tão feliz e seus melhores dias vão ser com ele. E quando ele lhe der um filho...
― Ela só tem dezesseis anos! ― Sage arregalou os olhos e se virou, encarando de maneira assustadora Esther. ― Ela ainda é só uma menina.
― Ela vai se tornar uma mulher em breve. ― Esther deu um sorriso, o prazer sádico e doentio em sua voz era evidênte. ― Deveria estar orgulhosa e não preocupada. Ela se casando com Henrik vão ser a próxima geração de sangue puros da família depois de Mikael e eu.
― Isso é só uma tradição velha que já perdeu a validade. ― Sage cuspiu as palavras de forma ríspida e terminou a sua taça num só gole.
― Eu acho que não... ― Esther se fingiu pensativa. ― Se você pesquisar um pouquinho sobre as tradições de nossa família, verá que os mais bem sucedidos são os sangue puro.
― Você acha? Eu tenho que discordar. ― Sage decidiu lhe alfinetar onde mais dói. Se tinha uma coisa ela também era é venenosa, tão venenosa quanto Esther quando se tratava de sua filha e seu marido, Finn. ― Olhe o caso de Robert e Judy, eles tiveram seis filhos, já você e Mikael que são dois legítimos Mikaelson tiveram apenas um que ainda não queria ficar.
― Judy era uma puta! ― Esther respondeu rangendo os dentes. ― Era evidente que ela não seria uma mulher de um filho só, você sabe as táticas desse tipo de mulher... Elas acham que um filho vai segurar um homem.
― Se um segura, imagine seis. ― Sage segurou um riso.
― Ela era tão gananciosa que mal podia se deitar em uma só cama. ― Esther se serviu de uma taça de vinho também.
― Você acha que só Klaus é filho de Mikael? Eu tenho dúvidas sobre Rebekah, ela nasceu um ano depois. Tem o mesmo cabelo loiro e os olhos azuis da mãe. ― Assim que ela terminou, isso vez Esther sorrir.
― Se você dizer algo assim de novo, a farei ser estrangulada enquanto ela dorme. ― Ela então olhou para a jovem Davina, a filha de Sage. Isso fez a cor sumir do rosto de Sage, ela mal sabia com o tipo de cobra venenosa ela estava se metendo. ― Ajude ela escolher um vestido bem bonito, vou dizer para Henrik escolher uma joia para ela.
― Você é o diabo. ― Sage sussurrou, tremendo da cabeça aos pés pela filha.
― Obrigado. ― Esther sorriu. ― Se agora me dá licença, tenho coisas mais importantes para fazer.
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― Hoje a noite eu estou vestindo preto, como num funeral. ― Falei parada diante do espelho, segurando o vestido preto contra meu corpo, tendo uma ideia de como ele ficaria no meu coro pelo reflexo.
― Eu acho, apenas acho, que isso vai deixar Klaus irritado. ― A voz de Elena disse atrás de mim, me virei e olhei para ela por cima dos ombros. Ela estava sentada na minha cama, me assistindo decidir que vestido eu usaria hoje no meu noivado sem meu consentimento.
― É essa a intenção. ― Falei tranquilamente.
― Se você quer se vingar pelo o que ele fez, não acha que deveria matar ele? ― Elena perguntou confusa, sem saber direito o que ela estava falando.
― Sabe de uma coisa? ― Me virei completamente para ela e baixei o vestido. ― Eu não me sinto mal por Baltazaar. Eu... eu acho que eu deveria, mas ele disse coisas e isso me faz pensar que ele mereceu.
― Não querendo ser a estraga prazeres ou a sua amiga que vai ficar dizendo que você é culpada, porque eu também acho que ele merece. Viva o feminismo! ― Ela deu uma risada nervosa rapidamente, tentando fazer uma piada para não deixar o clima tão pesado. ― Mas assim como nós achamos que ele mereceu, ele deve ter uma família que vai achar que você também merece morrer, não é? É aquela coisa de que toda ação tem uma consequência.
― Você está certa. Mas, não vamos pensar nisso agora. De acordo com o meu plano e de Alaric, tudo vai acabar hoje. Meus pais estão em Londres, vamos fazer a troca depois do noivado e então... eu não vou me casar com Klaus, vou para a casa e então nós podemos recomeçar do zero como pessoas normais e não como sr. e sra. Smith. ― Eu disse empolgada.
Eu estava empolgado, tudo estava indo perfeito como o planejado e de alguma maneira o que aconteceu com Baltazaar me deu um certo alívio e poder, como Bon disse. É claro que é errado pensar nisso e eu sou um pecadora que tirei a vida de outro independe de qualquer coisa, mas se as autoridades tem o direito de tirar a vida de um criminoso, porque outra pessoa não pode? Bem, é um mundo confuso. Tudo que eu quero pensar é que esse pesadelo acaba hoje.
― Então, o que você vai usar hoje? ― Perguntei a Elena.
― Se depender de Damon, nada. ― Ela deu uma risadinha maliciosa, me fazendo rir também.
― Oh, então está tão bom assim? ― Arqueei as sobrancelhas.
― Bom? Está ótimo! Isso pode me fazer uma pessoa má mas Caroline, ás vezes eu costumo pensar que ele é a melhor coisa que me aconteceu. Nas últimas noite quando nós estamos juntos e eu estou deitada perto do seu peito, escutando seu coração bater eu desejo que isso nunca acabe para eu não precisar deixá-lo. ― Ela fez uma pausa e suspirou. ― Isso me faz pensar que coisas ruins acontecem para nós darmos mais valores nas boas, sabe? Eu estive pensando em... sabe... ― Elena encolheu os ombros um pouco envergonhada. ― ficar.
― Ficar? ― Olhei para ela, surpresa com o que ela disse.
― Sim. Caroline, ele é diferente de tudo... ele me faz sentir viva, ele me consome. Nada se compara ao que nós criamos, os outros garotos bem, eu gostava de brincar com outros garotos mas Damon é real. Essa pode ser a coisa mais egoísta que estou dizendo mas eu estou apaixonada por ele e se fosse necessário isso acontecer de novo para eu e ele ficarmos juntos, eu gostaria que acontecesse mil vezes. ― Ela disse as palavras com um sorriso enorme nos lábios, era evidente que ela estava feliz e apaixonada. ― Você não se sente da mesma maneira por Klaus?
― Sim... ― Falei sem muita certeza.
Eu não tinha parado para pensar dessa maneira, é claro que meus sentimentos por Klaus eram muito fortes e verdadeiros mas sempre tem algo a mais, sempre tem alguma coisa entre nós dois e nosso sentimentos. Não dá para se pensar como um casal normal quando já se não é um por natureza. É como eu disse, se fosse só nós dois seria tão mais simples e fácil. Porém, grandes histórias não vem com simplicidade.
Eu e ele somos iguais. Somos egoístas, orgulhosos e queremos o que queremos, colocando isso em um pedestal acima de qualquer coisa. É por isso que não funciona, nenhum de nós desiste do que quer com facilidade, colocando nossos lados acima dos nosso sentimentos, é claro que nenhum sentimento resiste a isso.
― Eu e Klaus não somos como você e Damon, você e Damon se completam. Já Klaus e eu, é... bem, é como tentar encaixar duas peças de um quebra-cabeça iguais ou tentar apagar fogo com gasolina. Nossos egoísta com o que nós temos e colocamos tudo antes do nosso sentimento, assim ficamos sem espaço para isso.
― Mas é assim que as coisas são, os casais eles brigam. Se tem briga, é porque tem amor. Eu e Damon também não concordamos em muitas coisas mas isso não me impede de gostar dele, porque ambos colocamos sentimento antes dos outros problemas. Porque quando você faz isso vocês podem fazer qualquer coisas juntos e fica mais fácil, mas vocês preferem dar soco em ponta de faca. ― Ela disse me fazendo rir da sua expressão.
― Sabe de uma coisa, talvez você esteja certa. ― Falei com um sorriso esperançoso no rosto.
― Talvez? Meu bem, eu estou absolutamente certa. ― Ela saiu da cama com um pulo. ― Mas agora, quer mesmo passar seu último dia brigada com ele?
― Bem, eu disse que quando acabar eu ainda quero fi... ― Mas Elena nem me deixou terminar.
― Viu? Está colocando em segundo plano, de novo! Acorda Caroline, tá fazendo o que aqui ainda? Vai falar com ele, mas não fale sobre seus problemas ou os problemas dele, na verdade, eu recomendo que vocês mantenham suas bocas ocupadas com outra coisa. ― Ela riu.
― Você acha mesmo? Tem certeza? ― Perguntei receosa.
― Vai me fazer te arrastar até lá? ― Elena revirou os olhos.
― Tudo bem, eu vou lá.
Entreguei meu vestido nas mãos de Elena e sai correndo do meu quarto. Corri pelos corredores da mansão até chegar ao quarto de Klaus sem nem saber se ele realmente estava lá. Abri a porta de seu quarto e a fechei em silêncio, então caminhei quarto adentro. Ele estava ali, de costas para mim e com um copo na mão enquanto olhava alguns papéis sobre uma mesa.
― Eu espero que você não esteja aqui para brigar. ― Ele disse sem se virar para mim. Meu Deus, eu fui tão silenciosa, como ele poderia ser sempre assim? Parece que tinha olhos atrás da cabeça.
― Tem que parar de fazer isso! É esquisito. ― Falei cruzando os braços. ― A próposito, não estou aqui para brigar.
― Não? ― Ele se virou e me olhou, surpreso. ― Bom, eu acho que está porque você está com os braços cruzados e suas sobrancelhas estão fazendo aquela coisa quando você está brava. ― Isso me fez rir pelo simples fato de que ele sabia quando eu estava brava.
― Eu já disse que não estou aqui para brigar. ― Repeti, descruzando os braços e relaxando as sobrancelhas.
― Então está aqui para...? ― Ele perguntou, com um pequeno sorrisinho de canto no rosto.
Caminhei lentamente em sua direção com passos lentos e um na frente do outro, quando havia apenas uma fresta de ar que separava nossos corpos eu peguei o copo de whisky de sua mão e dei um pequeno gole, sem desviar meus olhos dos dele.
― Eu estou aqui para... ― Encostei meu corpo no dele para que eu pudesse alcançar a mesa que estava atrás dele e colocar o copo em cima da mesma. ― fazer isso.
Fiquei na ponta dos pés e pressionei meus lábios contra o dele demoradamente com meus lábios ainda molhados de whisky enquanto isso ele entrelaçava seus dedos nos meus cabelos, trazendo meu rosto para mais perto. Com sua mão livre ele não hesitou em deslizar ela até a minha cintura. Deslizando minhas mãos pelo seu peito envolvi meus braços em torno do seu pescoço, arranhando a sua nuca bem devagar. Ele envolveu seu braço em torno da minha cintura me apertando contra ele. Nossos corpos pressionados um no outro não parecia ser o suficiente para ambos, queriamos mais, bem mais. Eu queria sentir ele por inteiro, cada pequeno pedaço e essas roupas pareciam ficar no caminho.
― Tire sua blusa. ― Grunhi baixinho com meus lábios no dele, enquanto já puxava sua blusa para cima. Eu o ajudei a tirar a blusa e joguei longe como se não quisesse que ele a vesti-se nunca mais.
Deslizei as mãos pelos seus braços longos e naturalmente fortes, sentindo sua pele macia. Beijei seu peitoral e pude sentir seu cheiro. Com as mãos na minha cintura foi ele quem puxou minha blusa dessa vez, eu até facilitei para ele o ajudando a tirar.
― Eu a quero tanto. ― Klaus segurou em minha nuca com uma mão, enquanto beijava a minha mandíbula e meu pescoço. ― Quero tocar cada pedaço do teu corpo que te de prazer... ― Ele fez uma pausa e entrelaçou nossos dedos da mão. ― Quero estar dentro de você me movendo para dentro e para fora, sentindo você me apertar. ― Foi inevitável não soltar um gemido após ouvir as suas palavras.
Ele começou a me empurrar pela cintura até a sua cama onde eu trombei na mesma e cai deitada, Klaus veio para cima de mim, com uma mão e pernas de cada lado do meu corpo. Me apoiei nos cotovelos para que eu pudesse ficar na sua altura novamente e beijá-lo. Ele ficou deitado entre minhas pernas enquanto esfregava seu membro ainda vestido contra minha virilha.
― Klaus... ― Eu gemi na sua orelha. Isso o fez sorrir.
Tirando o cabelo que ficou agarrado na lateral do meu rosto com cuidado, ele se inclinou para baixo capturando meus lábios em um beijo promissor, fazendo-me esquecer o mundo a minha volta. Fiz um movimento para cima com meus quadris, lhe dizendo que queria mais e nesse ponto, estava tudo muito bom para parar.
― Faça aquilo com o dedo de novo. ― Pedi de forma manhosa.
Klaus assentiu surpreso e com um sorriso nos lábios, eu não fui capaz de dizer mais nada enquanto ele levava suas mãos lá para baixo, nos botões da minha calça. Meus lábios ainda nos dele enquanto ele abria um botão e empurrava o zíper para baixo com o dedo indicador. Ele deslizou suas mãos por todo o meu corpo antes de mais para baixo. Quando a mão dele entrou dentro da minha calça eu mordi o lábio inferior com força o suficiente para deixá-lo vermelho, soltei um gemido agoniante quando seus dedos tocaram meu sexo. Nós dois respirando pesadamente.
Klaus manteve seus olhos fixos no meu rosto enquanto ele me tocava, me observando enquanto sentia o quão molhada eu estava por ele. Klaus pressionou o seu polegar contra meu clitóris fazendo movimentos em circulos nele, me fazendo gemer alto.
― O que você quer que eu faça mesmo? ― Ele disse mordiscando a minha mandíbula, me torturando.
― Quero seus dedos dentro de mim!
Foi a única coisa que consegui dizer antes de voltar a beijá-lo novamente, ocupando sua boca com outra coisa e assim ele pudesse fazer o que eu estava pedindo. Ele deslizou seu dedo indicador e me penetrou lentamente com o mesmo. Arqueando minhas costas de tanto prazer soltei um gemido abafado. Movimentado seu dedo dentro de mim para frente e para trás bem devagar, deixando eu me acostumar. Mas eu não queria me acostumar, eu queria mais e queria agora. Empurrei meu quadril para a sua mão, lhe dizendo que eu queria bem mais. Klaus então aumentou o ritmo com os dedos e acrescentou mais um que ao senti-lo me penetrar fez eu me contorcer de prazer.
― Ai meu Deus... ― Eu gemi ofegante. Apertei meus lábios me segurando para não dizer mais nada ou eu ia gritar.
Eu já estava me contorcendo toda pela cama e puxando o lençol com as mãos, Klaus sabia que eu estava quase lá e então aumentou a velocidade com os dedos. Quando eu estava quase chegando ele simplesmente parou.
― O que está fazendo? ― Me apoiei nos cotovelos e o olhei, sem acreditar que ele realmente havia parado na melhor parte.
― Você vai ver. ― Ele me deu um rápido selinho antes de começar a descer pelo meu corpo, beijando cada pedaço. Mandíbula, pescoço, peito, seios, barriga e quando finalmente chegou na minha calça, ele a puxou até baixo até nos meus tornozelos.
Foi então que ele foi puxar minha calcinha para baixo e eu congelei, segurei suas mãos e não permiti que ele a puxasse. Klaus me olhou surpreso e sem entender.
― Qual é o problema? ― Ele perguntou.
Eu apenas fiz uma cara que deixava bem claro, minhas bochechas estavam coradas e isso o fez rir.
― Você está com vergonha? Não precisa ter vergonha nenhuma anjo. ― Ele sorriu, paciente e divertido. ― Tudo bem, podemos parar por aqui hoje. É só você me dizer, me desculpe se eu fui rápido demais.
― Não! Não! Eu não quero parar. ― Me apressei a dizer e ele riu, me deixando mais envergonhada ainda. ― É só que... foi meio que de surpresa. Eu quero fazer isso. ― Enquanto eu falava soltei suas mãos as deixando livres para fazer o que quisesse comigo.
― Tem certeza? Você não me parece muito certa disso.
― Vamos, apenas faça isso! Você parou na melhor parte. ― Falei impaciente e ele gargalhou.
― Tudo bem, então apenas relaxe e aproveitei. ― Klaus piscou.
Ele começou a puxar minha calcinha para baixo bem devagar, se assegurando de que seus dedos deslizarem por toda a extensão das minhas pernas junto com a calcinha. Afastou minhas pernas uma da outra até que ele pudesse se deitar entre elas, eu estava com tanta vergonha mas ela foi embora a partir do momento que ele me tocou com sua língua umida.
― Meu Deus, continua! ― Eu gemi alto e me contorci, segurando em sua cabeça com as duas mãos.
Então ele começou a chupar e a lamber, alternando entre essas duas coisas e me levando a loucura. Entrelacei meus dedos entre seus fios de cabelo curtos e puxei, fazendo ele sorrir e chupar com mais vontade ainda. Ele penetrou sua língua em minha entrada e começou a bombar ali com a língua da mesma forma que fez com o dedo, o que me levou a excitação máxima.
Klaus levantou a cabeça do meio das minhas pernas e me olhou, eu estava de olhos fechados e derrotada, tentando recuperar minha respiração de volta ao normal.
― Então, foi bom? ― Ele perguntou rindo.
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― Que diabos é essa gritaria na minha casa? ― Esther descia pela escada, com uma mão deslizando pelo corrimão, assistindo com curiosidade a cena que se desenrolava na sua sala de entrada.
― Aí está! A cadela velha saiu da toca e veio me receber pessoalmente, finalmente! Você foi domesticada Esther? Onde está Baltazaar? ― Sophie Devereaux gritou do fim da escada para Esther.
― Onde estão as pessoas dessa casa? Alguém coloque essa mulher para fora daqui, por favor? ― Esther disse olhando em volta, procurando empregados.
― Eu não vou sair daqui até você me dizer o que fez com Baltazaar! ― Ela gritou.
― Oh, tudo bem. Você me acompanharia, por favor? ― Esther fez uma pausa e revirou os olhos, olhou novamente a sua volta, não havia ninguém ali. Ela tinha visto uma oportunidade e não iria perdê-la de forma alguma.
Sophie aceitou a proposta de Esther apenas por uma resposta do paradeiro de Baltazaar que foi visto pela última vez entrando na casa dos Mikaelson. Esther a levou até seu quarto sem que ninguém pudesse ver e lhe serviu uma bebida, enquanto lhe dava as respostas que ela queria.
― Bem, você me perguntou o que eu fiz com Baltazaar. Eu definitivamente não fiz nada, eu não toquei em um fio do belo cabelo preto dele. Porém... eu sei de alguém que fez algo muito ruim contra ele.
― Eu não acredito em você. ― Sophie sussurrou.
― Você não acredita? Então porque está aqui? Por favor, não seja burra. Baltazaar tem mais inimigos do que se é possível contar, ele é uma das piores pessoas no planeta, ninguém gosta dele. Fica bem claro que você esteja aqui sozinha sem ninguém da família dele ao seu lado.
― Eu sou a família dele! ― Sophie gritou, se sentindo ofendida.
― Não, você é só uma garota sem família que ele ficou com pena o suficiente para criar no chiqueiro dele. ― Esther disse de forma superior.
― Você é doente! Pode achar que ninguém sabe o demônio que você é mas eu sei.
― É claro que você sabe, fui eu quem ordenou a morte de sua família. Morte? Não, morte é uma palavra gentil para o que eu fiz com sua família. Ela foi massacrada, na verdade. Bastou eu dar a ordem e pum... sumiram como se nunca tivessem existido. E o pior de tudo foram os créditos do meu grande feito terem ido para o meu marido idiota mas fazer o que. Sabe porque eu matei sua família?
― Porque você é uma doente? ― Sophie cuspiu.
― Não! ― Esther fingiu desapontamento pela resposta dela. ― Porque eles não eram mais necessários, tudo que eu queria era um favor e assim que eles cumpriram eu tive que matá-los. Era a sua família ou a minha. Mas dessa vez, não fui eu, eu juro. Não tenho nada a ver com o que aconteceu com Baltazaar.
― O que aconteceu com ele?
― Eu posso te dizer o que aconteceu com ele e quem fez... ― Esther sorriu. ― Meu querido sobrinho Niklaus está disposto a substituir meu marido no comando dessa família e de acordo com suas palavras sua primeira conquista é acabar com a família Barletta e com a ajuda da sua namoradinha. Não com a ajuda, na verdade ela mesma fez o serviço, queimou Baltazaar vivo. Deus foi horrível, o quarteirão inteiro escutou ele gritar até a morte.
― O que? ― Sophie perguntou sem acreditar.
― Exatamente o que você ouviu. Acho que você assiste televisão e sabe sobre a garota que foi sequestrada, certo? Bem e se eu te disser que essa garota é a mesma que matou Baltazaar? Eu posso te dar ela e então você decide o que faz com a idiotinha e do meu sobrinho, eu mesma cuido. Então, temos um acordo? ― Esther deu seu sorriso diabólico e ofereceu sua mão para a menina apertar.
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― Hayley? ― Ela estava de costas para mim, olhando uma fileira de fotos sobre uma mesa numa das salas de estar da casa.
― Ei garota, bom ver você! ― Ela sorriu e se virou para mim. Enxugando os olhos rapidamente. Tenta disfarçar que estava chorando. ― Como você está?
― Eu estou bem. Vim agradecer por salvar minha vida, não tive muito tempo para isso. Acho que você ouviu sobre os boatos. ― Cruzei os braços um pouco envergonhada.
― Oh eu definitivamente ouvi, não se preocupe, Esther é uma cadela velha. ― Ela riu, mas seu riso era desanimado e até triste. ― Então, somos amigas agora?
― Sim, se isso não nos torna amigas eu não sei o que é... ― Dei uma risada nervosa. ― Muito obrigado por fazer isso por mim. ― Fiz uma pausa, decidindo se ia perguntar o porque dela estar chorando ou não. ― Você está bem? Você estava... Me desculpe, eu não quero ser intrometida.
― Não! Tudo bem! ― Ela sorriu. ― Eu estava me lamentando aqui... esse é Elijah, acho que você não o conhece ainda. ― Hayley me entregou um dos portas retratos, havia uma foto de Rebekah, Klaus e Elijah.
Diferente dos irmãos, Elijah tinha cabelos pretos e olhos castanho e um belo sorriso, que por sinal era o único com um grande sorriso na foto. Ele era muito bonito. Não do estilo garoto como Klaus ele era mais como um ator dos filmes 007.
― Ele é bonito. ― Confessei. ― Se parece mais com Kol.
― Sim, o bom humor também. Na verdade, ele é o mais bem humorado dos Mikaelson. Está sempre fazendo piadas nas horas erradas. Ele costumava dizer que suas piadas eram para deixar as pessoas felizes, porque o mundo é um lugar fodido e se ficarmos sempre sofrendo pelas coisas ruins nunca vamos ser felizes. ― Eu olhei para o rosto dela e seus olhos estavam cheios de lágrimas. ― Oh meu Deus, eu estou chorando de novo. ― Ela deu uma risada nervosa. ― Me desculpe.
― Não se desculpe, você não tem que se desculpar por sentir a falta dele. Está tudo bem, me conte mais sobre ele... ― Pedi com um sorriso. Eu gostaria mesmo de saber afinal, eu estava indo tirá-lo da forca hoje a noite e eu gostaria de saber o tipo de pessoa que eu estava dando uma segunda chance.
― Ele não é como Klaus sabe? Frustado. Ele é leve, ele faz piadas, ele cuida dos irmãos com carinho evidente... ele mantinha essa família unida. Deus, ele era meu melhor amigo e eu sinto tanto a falta dele.
― Algo bom vai acontecer. ― Falei sem perceber.
― O que? ― Ela perguntou confusa.
― É só um presentimento que algo bom vai acontecer. ― Tentei disfarçar, eu queria muito contar a ela que Elijah ia voltar mas eu tinha medo do que poderia acontecer se eu contasse.
― Oh tudo bem, eu vou esperar por isso. ― Ela sorriu.
― Então, eu tenho que falar com Rebekah agora mas nos vemos na festa hoje a noite, certo?
― É claro. ― Ela disse colocando a foto de volta no lugar.
Eu sai da sala e fui procurar por Rebekah que estava no seu quarto. Assim que entrei ela praticamente surtou.
― Você me deixou todos esses dias sem dizer nada! Caroline, está me deixando louca. Quando eu vou ver o meu irmão? ― Ela perguntou quase me atacando.
― Se tudo correr como o esperado hoje a noite, eu ainda preciso falar com Alaric... ― Mas Rebekah não me deixou continuar.
― Com Alaric? Você está tramando isso com Alaric? ― Rebekah fez uma pausa e revirou os olhos. ― Alaric não é a pessoa mais confiavel do mundo, de qualquer forma, como vocês chegaram nesse acordo?
― Isso não importa mais agora, o que quer dizer com ele não é confiável? ― Perguntei em duvida.
― Caroline, ele é filho de Esther para começar! Só isso já é meio caminho andando, sabe a velha doidinha que te fez matar e escolher um dos seus pais para morrer? Então, ela teve um bebê com meu tio que eu tenho quase certeza de que ele é doidinho como ela. Ele passou a vida toda sem dar a mínima para essa família e na primeira oportunidade que ele tem para subir no conceito disso ele vai lá e luta por ela com unhas e dentes.
― O que? Não! Alaric só está se metendo nisso porque ele quer distrair Klaus para não matar meus pais. Se eu não for mais contar com Alaric eu não posso contar com mais ninguém e nunca vamos conseguir Elijah de volta. ― Comecei a me desesperar.
― Ele te disse isso? Se Klaus quisesse matar seus pais ele faria isso com ou sem Alaric na disputa, ele não fez isso porque sabe que você nunca o perdoaria, ele está prolongando isso até encontrar uma outra saída. Alaric mentiu para você e achou a desculpa perfeita para se passar por inocente. ― Rebekah disse quase tão desesperada quanto eu. Então Klaus não havia matado meus pais por conta própria, porque ele não queria. Ou seja, ele pensou em mim de qualquer forma, ele não foi tão egoísta assim.
― Eu preciso ligar para os meus pais. ― Comecei pelo principal, eu precisava ligar para eles e decidir o que fazer para pegar Elijah.
― Tudo bem... espere ai. ― Ela foi até a sua cama e pegou seu celular e me entregou. ― Eu tenho um plano, ligue para eles e faça exatamente o que eu disser. Diga que quer encontrá-los hoje no London Eye a meia noite em ponto e que ele deve ir sozinho.
― E como exatamente vou fazer isso?
― Apenas faça o que eu disse, Caroline! ― Comecei a digitar os números rapidamente com os dedos tremendo feito bambus. Apertei o botão de ligar e esperei.
O celular chamou apenas uma vez e meu pai atendeu, diferente da outra vez.
― Pai! ― Falei desesperada, respirando como se estivesse tendo um ataque cardíaco.
― Caroline! Graças a Deus! Você está bem? Care... ― Eu o interrompi ou ele nunca ia parar de falar.
― Pai, pare de falar e me escute com atenção porque eu tenho pouco tempo. Eu estou bem, muito bem na verdade, não se preocupe. Escute, esteja hoje a meia noite em ponto do London Eye com Elijah, vá sozinho, por favor. Tudo isso acaba hoje, amo você e mamãe. Esteja lá... ― Antes que eu pudesse dizer mais alguma coisa ela pegou o celular da minha mão e jogou no chão.
― Espero que eles não tenham rastreado. ― Rebekah disse um pouco arrependida, se dando conta de que talvez tenha quebrado o celular cedo demais.
― Eu acho que você não deu nem tempo para eles pensarem nisso. ― Olhei para o celular no chão e depois para ela. ― E agora, o que eu faço?
― Agora vamos ter um novo plano, um que não envolva Alaric para começar. Você não precisa dele para acabar com isso se tudo correr como eu espero.
― E como eu vou fazer isso? Você vai me ajudar?
― De certa forma sim, estou te dando o plano. Basta você saber como dirigi-lo. Meu Deus, Caroline! Não seja tão ingenua assim, está numa família de mafiosos e não na família Dó Ré Mi. Estamos sempre tentando um passar por cima do outro para conseguir o que queremos, somos um bando de babacas egoístas. Não se esqueça disso e vai se sair bem. Esse é o melhor conselho que você vai ouvir aqui.
― Então porque eu estou confiando em você?
― Porque compartilhamos interesses mas eu não estou te ajudando, estou te dando um plano para você ajudar a nós duas mas não vou participar disso. É tudo por sua conta, bem vinda a família. ― Ela sorriu.
Rebekah me apresentou seu plano de forma bem detalhe, como ele iria ocorrer e como ia acabar, se ocorrer como ela espera é claro. O único problema era que eu não poderia fazê-lo sem Klaus e colocar alguém como ele em um plano não é uma boa ideia. Klaus é instável, você nunca sabe o que ele vai fazer até ele fazer e não acho que seja tão fácil assim fazer ele colaborar com o plano, ainda mais sem eu não dar informação nenhum até que já esteja finalizado. Estamos jogando cara ou coroa apostando vidas.
Ela decidiu também que eu deveria ir com ela até a festa de noivado, isso me manteria afastada de Alaric de certa forma e quando chegassemos lá ele não se aproximaria de mim com toda aquela gente a nossa volta.
Eu convidei Elena e ir comigo e com Rebekah, o que Rebekah achou ótimo e uma bela desculpa para irmos juntas. Tempo de garotas, tempo de fofocar, ninguém ia dar a mínima para isso mesmo, o único que não gostou muito da ideia foi Klaus que insistia em dizer que eu deveria chegar com ele mas acabou sedendo no final. Eu só descobri quando chegamos que a festa seria na mesma boate em que estivemos na noite que chegamos em Londres. Por volta das nove da noite nós chegamos lá.
Nós entramos e fomos direto para o camarote e todos já haviam chegado. Klaus estava sentado em uma mesa com Stefan e Damon, os três bebiam. Essa não era um reunião tão social quanto a última, os trajes de todos ali eram até mais confortáveis. Todas nós usamos vestidos curtos e os rapazes não usavam gravatas, apesar de ainda estarem de roupa social. Klaus ao me ver sorriu para mim e eu caminhei com Rebekah e Elena até a mesa.
― Preto? Está indo para algum enterro? ― Foi a primeira coisa que ele disse, não muito contente com a cor do meu vestido mas ainda assim bem humorado.
― Eu sei que estou linda, obrigado por dizer. ― Falei ignorando o seu comentário desnecessário.
― Você sabe que eu não preciso dizer, todos aqui temos olhos. ― Ele pegou sua dose de whisky na mesa e deu um pequeno gole.
― Você está linda, Caroline. Foi o que Klaus quis dizer. ― Stefan disse educado.
― Obrigado Stefan, você é um cavalheiro. ― Agradeci Stefan com um sorriso gentil que me fez revirar os olhos.
― Você também está linda mais que Caroline, mais que qualquer outra mulher. ― Damon olhou para ela e deu uma piscadinha, com um sorrisinho no canto dos lábios. Se tinha uma coisa eu exalava de Damon era charme, ele era como um cara saído dos anos setenta, com jaqueta de couro e cheiro de loção pós-barba, eu entendia porque Elena estava tão apaixonada por ele.
― Obrigado! ― Elena deu um sorriso bobo para ele, nisso ele esticou o braço e pegou na mão dela a puxando para mais perto.
― Olha só quem está aqui, o homem mais bonito da noite. ― Rebekah falou e nos olhamos para ela, enquanto Henrik estava parado ao seu lado e ele não tinha uma cara nada animada.
― Belo suéter. ― Klaus disse rindo da cara de infeliz do irmão e do suéter que ele usava. Henrik era um menino adorável. Ele tinha cara de inocente, estava sempre gargalhando e tinha os olhos azuis Mikaelson.
― Cale a boca, Nik! ― Ele riu também, Rebekah o abraçou pela cintura, mesmo ele sendo seu irmão mais novo ainda era alguns centimetros mais alto do que ela.
― Porque você não está sorrindo? Hoje é um grande dia para você também. ― Rebekah falou.
― Porque é um grande dia para ele também? ― Perguntei sem entender e por curiosidade.
― Ele também está ficando noivo essa noite. ― Klaus respondeu.
― O que? ― Perguntei espantada. ― Está brincando comigo? Quantos anos ele tem, treze?
― Oh, desculpa ai senhora vinte e sete anos. Eu tenho dezessete e também não concordo com isso. Mas você tem dezoito e está falando o que? ― Henrik me cutucou com os dedos na costela me fazendo rir.
― Quem é essa namorada que eu ainda não conheço? ― Perguntei.
― Oh, relaxa. Você também não está sozinha nessa. ― Ele falou.
― Não seja mal educado, Henri. ― Rebekah disse cautelosa.
― Ele está ficando noivo de Davina, Caroline. ― Klaus respondeu novamente.
― Mas ele não é tipo... tio dela? De sangue? ― Elena disse, olhando com uma careta para Klaus.
― Exatamente! ― Henrik falou.
― É uma tradição em nossa família, Elena. ― Klaus respondeu. ― É assim que mantemos o sangue Mikaelson geração após geração o mesmo. Esther e Mikael são primos, os pais de Esther também.
― Que tradição mais... nojenta. Me desculpem. ― Falei ainda confusa.
― É feio porque você não foi criada assim. ― Klaus sorriu. ― Pergunte para os nossos garotos Salvatore aqui, eles fizeram a mesma cara feia quando descobriram.
― Vocês deveriam se chamar família Addams ou não, nem a família Addams é tão estranha assim. ― Falei enquanto pegava o copo de Klaus e dava um pequeno gole.
A cada minuto que se passava eu ficava mais perto da hora e eu ainda nem tinha falado com Klaus. Quando o relógio marcou 22:50 da noite, Rebekah disse que era hora. Assim que ela se afastou de mim eu fui até Klaus, ele estava em um canto mais afastado do camarote sozinho, era agora ou nunca. Caminhei até o seu lado e ao me ver chegar perto ele sorriu para mim.
― Você está linda, mesmo com esse vestido de enterro.
― Obrigado. ― Sorri com seu elogio, me sentindo boba por ele. Como ele dizia linda com seu sotaque. ― Klaus... ― Comecei a falar, levei minha mão até o rosto, como se não quisesse falar. Mas eu precisava ter coragem. ― você confia em mim?
― O que? ― Ele riu, confuso. ― Que tipo de pergunta é essa?
― Responda, você confia em mim? ― Olhei no fundo dos seus olhos, séria.
― Não me leve a mal anjo, eu não confio em muitas pessoas. Você sabe, quanto mais pessoas você se importa, mais fraco você é.
― Mas você se importa comigo, não é? O suficiente para não ter matado os meus pais.
Klaus ficou em silêncio ao me ouvir dizer isso e virou seus olhos para longe, em silêncio sobre o que eu havia dito.
― Klaus, escute com atenção e não perca o controle se ainda se importa comigo. Nós precisamos sair daqui agora e disfaçadamente, meu pai está no London Eye nos esperando a meia noite sozinho com Elijah. Elijah não está morto, ele nunca esteve, o corpo que meu pai te mostrou era um condenado a morte que foi tatuado como seu irmão, foi um golpe bem pensado. Vamos comigo buscar seu irmão e acabar com toda essa merda agora. Eu te dou a minha palavra.
― Elijah não está morto? ― Klaus sussurrou, com a mesma expressão de desespero que Rebekah teve quando descobriu.
― Você quer encontrá-lo? Temos meia hora para chegar ao London Eye.
― Então não vamos mais perder tempo.
Klaus agarrou em meu pulso e praticamente saiu me arrastando dali. Todos estavam intertidos em suas conversas mais interessantes para prestas atenção em nós que estávamos mais afastados, então sair não foi problema.
Assim que saímos da boate Klaus pediu ao manobrista por seu carro, nem um minuto depois lá estava o manobrista estregando na mão de Klaus um Bugatti Veyron Super Sport, completamente preto e reluzente com vidros fumê. Eu nem sei porque ainda me surpreendo, ele é Klaus Mikaelson.
― Entra no carro. ― Klaus ordenou e eu obedeci.
Ele se agarrou ao volante do carro com força, saiu dali cantando pneu e alcançando os noventa por hora em segundos apesar de estarmos dentro da cidade.
― Eu acho que você... ― Eu ia dizer para ele dirigir mais devagar mas ele me cortou antes mesmo de eu terminar a frase.
― Não me diga o que fazer, Caroline. ― Ele fez uma pausa e acelerou mais. ― Segure o volante para mim.
Ele mal terminou de dizer e soltou o volante, eu praticamente tive que me jogar para segurar, enquanto ele acendia um cigarro. Evitei conversa pelo resto do caminho, ele estava pior do que o normal com suas mudanças de humor constantes e estava muito ansioso com a situação, ambos estavam e discutir agora não era o melhor a ser feito. Quando Klaus parou o carro, ele abriu o porta luvas do carro e tirou uma arma dali de dentro.
― Você não vai precisar disso, não hoje a noite. ― Segurei sua mão sobre a arma.
― Você não sabe nada sobre isso.
― Eu disse que você não vai precisar disso! ― Repeti, firme. Tirando a arma da sua mão.
― Eu não confio no seu pai! ― Ele respondeu, furioso. Tentando pegar a arma da minha mão mais eu a desviei.
― Confie em mim! Confie em mim! ― Repeti firme, olhando no fundo dos seus olhos. ― Confie em mim porque eu sou a sua rainha e se você cair, eu vou cair junto com você.
Eu aproximei nossas testas até que elas estivessem coladas, ambos estavamos de olhos fechados. Suas mãos deslizaram pelas minhas costas até os meus quadris, seu hálito quente contra o meu rosto e eu não podia desejá-lo mais. Klaus umideceu os lábios com a língua e eu nem podia respirar.
Ele me beijou, a textura quente e molhada de seus lábios no meu era fora do normal.
Já era quase meia noite e pelo o que eu conhecia meu pai ele estava lá desde as onze. Klaus saiu primeiro e sem a arma mas eu não, segurei a arma dentro do bolso do meu casaco e sai. Ninguém ia se machucar hoje a noite, eu não ia permitir. Klaus caminhamos lado a lado em silêncio até o centro do London Eye.
O lugar estava cheio como sempre, haviam famílias, casais felizes e idosos. Todo o tipo de gente ali, um tiroteio ali machucaria muito inocentes. Rebekah tinha feito uma boa escolha. Nós caminhamos ali por pelo menos cinco minutos até encontrar meu pai. Se isso fosse antes eu sairia correndo chorando e me jogaria nos braços dele sem pensar nas consequências e em nada. Mas essa vida me deixou cautelosa, eu tinha que pensar cinco vezes a frente em cada movimento meu.
― Klaus. ― Falei baixinho e ele olhou na direção dos meus olhos.
Elijah estava ali. Vestindo um terno sujo e amarrotado mais parecendo um mendingo, ele tinha hematomas espalhos pelo rosto e seu cabelo estava bagunçado, nada parecido com o rapaz bonito e sorridente das fotos.
― Eu vou até lá. ― Klaus ia dar um passo mas eu o impedi.
― Não, você fica aqui e eu vou até lá. ― Eu dei a ordem dessa vez. ― Eu sei o que estou fazendo.
Comecei a me afastar dele lentamente e dar passos bem devagar na direção do meu pai, sem perceber meu pai deixou Elijah ir. Ele passou ao meu lado andando lentamente também, quando cheguei na frente do meu pai me joguei em seus braços, abraçando-o.
― Minha filha! ― Meu pai sussurrou me abraçando, emocionado. Nós nos seguramos tão forte que achei que iamos quebrar um ao outro no meio. ― Você está bem? É claro que não está, eles machucaram você?
― Eu estou bem, pai! Nada de ruim aconteceu comigo ou vai acontecer. ― Sussurrei aproveitando aquele abraço enquanto podia, guardando seu cheiro novamente. ― Como mamãe está?
― Ela está bem. ― Meu pai disse me soltando. ― Brava por não estar aqui. ― Ele disse me fazendo sorrir.
― Pai... ― Comecei a falar, mas apertei meus lábios me segurando para não desabar. ― Eu sinto muito. ― Olhei nos olhos dele e os meus estavam cheios de lágrimas.
― Qual o problema, meu amor? ― Meu pai perguntou preocupar sem imaginar o que viria a seguir. ― Está tudo bem agora. Você está indo para a casa.
― Não, não está. Eu... ― Gaguejei. ― Eu não estou indo para a casa, pai. Um dia eu irei mas não hoje, me perdoe e diga a mamãe que a amo. ― Me estiquei e beijei seu rosto antes de me soltar de seus braços.
― Não! Caroline! ― Ele me segurou pelos braços, tentando me impedir de ir mas eu tirei a arma do bolso e a pressionei na sua barriga. ― Me perdoe, por favor. Eu sinto muito.
― O que você está fazendo? ― Ele questionou, me soltando e me vendo ir para longe, ainda com a arma apontada para ele.
Eu comecei a caminhar na direção de Klaus e Elijah que estavam parados lado a lado, assistindo com surpresa eu me afastar do meu pai e caminhar até eles. Só abaixei a arma quando já estava do lado Mikaelson.
― Vamos embora.
Virei as costas para o meu pai limpando as lágrimas do meu rosto, enquanto nós três andavamos para longe. Mesmo se sentindo a pior pessoa do mundo, mesmo me sentindo horrível e egoísta, de alguma forma eu sabia que aquela era a coisa certaa a se fazer. Eu só espero que meus pais entendam.
Klaus se manteve em silêncio, ele já sabia quando falar e quando não falar, então ele fez exatamente a coisa que deveria ser feita naquela momento, segurou minha mão.
― Então você é a famosa Caroline. ― Elijah se manifestou pela primeira vez, dando um sorriso charmoso para mim.
― E você o famoso Elijah, ouvi bastante sobre você. ― Sorri de volta para ele, apesar dos olhos ainda cheios de lágrimas.
― Também ouvi bastante sobre você e a maioria das coisas vinham acompanhadas de um soco logo em seguida. ― Ele disse fazendo eu e Klaus rirmos. ― Mas eu não levei pelo lado pessoal, acho que podemos ser amigos. ― Elijah piscou para mim.
Nós somos direto para a casa, só nos três. Elijah foi direto para o chuveiro que ele desejou o caminhou todo e eu e Klaus fomos até a sala. Eu me joguei em uma confortável poltrona querendo me afundar nela até desaparecer mas infeliz isso não era possível. Klaus serviu um copo de whisky para mim e para ele. Enquanto ele se sentou em outra poltrona de frente para mim.
― Caroline? ― Klaus me chamou uma vez mas eu estava tão distante que nem ouvi. ― Caroline? ― Chamou novamente.
― Oi! Me desculpe. ― Olhei para ele.
― Você está bem? ― Ele perguntou realmente preocupado.
― Apesar de toda a culpa eu estou sim, estou feliz por vocês terem o seu irmão de volta. ― Dei um pequeno gole no copo.
― Não estou falando sobre isso, estou falando sobre você ter voltado. Porque você fez isso? ― Klaus ainda não entendia.
― Você confia em mim agora?
― Você fez isso para eu confiar em você?
― Não, eu fiz isso porque vocês são minha família também e eu não quis deixá-los ir. ― Dei de ombros e isso fez Klaus sorrir.
― Nik? Caroline? ― Rebekah entrou na sala junto com Hayley, os olhos espantados por não ver Elijah ali. ― Onde... ― Mas ela nem precisou terminar.
― Você não vai me dar um abraço? ― Todos nós olhamos na direção da voz e pela a outra porta da sala estava Elijah. Seu cabelo ainda estava molhado do banho e ele vestia roupas limpas, tinha feito a barba e até os seus hematomas pareciam ter melhorado.
Rebekah ficou imóvel do outro lado da sala sem acreditar no que via até voltar a realidade e correr para o irmão, se jogando nos braços dele como mais cedo eu me joguei nos do meu pai.
― Você está vivo! ― Rebekah ria e chorava ao mesmo tempo.
― Vaso ruim não quebra. ― Elijah disse rindo e dando um beijo na cabeça da irmã. ― Onde está Henrik, Kol e o resto da família?
― No clube. Henrik está ficando noivo hoje a noite. ― Klaus respondeu.
― Está falando sério? Sem chance e eu perdi isso! ― Elijah disse desapontado e Rebekah o soltou.
Hayley ainda esperava do outro lado da sala, um pouco envergonhada e com os braços cruzados mas assistindo tudo com um sorriso no rosto.
― Você é de quem eu mais senti falta. ― Elijah disse com um sorriso e caminhando na direção dela.
― Cale a boca seu idiota, eu chorei achando que você morreu! ― Hayley mesmo chorando deu risada do que ele disse.
― Esse é o jeito de dizer que sentiu minha falta também? Me desculpe mas eu preciso muito beijá-la agora. ― Elijah segurou o rosto dela com as duas mãos e lhe deu um beijo, fazendo todos nós rirmos.
E foi assim o resto da noite, toda a felicidade do mundo na casa dos Mikaelson. E a festa aumentou quando o resto deles chegou em casa e viu Elijah ali. Alaric não parecia muito contente por eu ter feito isso sem ele mas de qualquer maneira ja estava feito, então...
Pelo menos uma vez estava tudo bem.
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Ao se casar, um homem dá sua palavra à esposa, de sempre amá-la e ser fiel. A palavra de um homem é uma das coisas mais importantes em qualquer família, não só na máfia mas em toda família. Se ele a trair, não cumpriu sua palavra. Um homem que não cumpre sua palavra não é um homem honrado e muito menos confiável. Você se deitaria toda noite ao lado de um homem sem honra?
Esther olhava pela fresta do banheiro a imagem da cama em seu quarto onde Mikael estava num sono de roncar. Ela então olhou para o que segurava na mão, uma seringa que estava cheia com um líquido amarelo. Uma lágrima escorreu pelo seu rosto sem que ela pudesse evitar, passou a mão pelo rosto limpando a mesma rápidamente. Ela caminhou pelo banheiro até o quarto, vestindo apenas uma camisola de seda vermelha e seus melhores diamantes que ela já ganhou do marido Mikael. Com cuidado e delicadeza para não acordar o marido ela subiu na cama e se ajoelho seu lado, segurando a seringa.
Então em um reflexo rápido e sem precisar pensar muito, ela enfiou a seringa no pescoço do marido e empurrou a mesma até o final, depositando todo o líquido em sua corrente sanguínea. Mikael acordou na hora mas... ele não se moveu. Ele não poderia. Ele não podia nem mover os olhos, tudo ele olhava era para o rosto de Esther, o medo era evidente em seus olhos assim como a surpresa.
― Não perca seu tempo, não vai conseguir se mover. ― Esther sussurrou com outra lágrima escorrendo pelo rosto. ― Eu estou te matando, Mikael. Da mesma forma que você fez comigo todos esses anos, como se sente? Sem poder fazer nada? Apenas assistir e guardar tudo para você. ― Ela fez uma pausa, fechando os olhos por um momento. ― E tudo isso por culpa de uma criança com o pai errado. Sabe, eu não ligava de você foder com ela porque eu sabia, eu sempre soube, você fodia com ela na nossa cama e toda noite quando eu ia dormir o perfume dela estava no meu travesseiro mas eu não me importava, eu sinceramente não me importava, até o dia que ela disse que estava grávida e Robert não estava na cidade. Ela pode ter enganado Robert com aquele papinho de já estar grávida há um tempo mas ela não enganou a mim. E quando Niklaus nasceu? Meu Deus, o cabelo loiro e olhos azuis como os seus e os dela mas ele cresceu e confirmou minhas suspeitas, ele era você. Igualzinho a você mais jovem, eu vi ele crescer e você passar mais tempo com ele do que comigo ou nosso filho, você amou mais o filho dela do que ao meu. Você não cumpriu seu papel como pai ou marido. Eu sei o que você vai dizer que nunca deixou nada faltar para mim mas faltou, faltou amor. Amor que para ela tinha de sobra, tanto de você quanto de Robert. Matar ela foi o ponto alto da minha vida, sim é isso mesmo, fui eu. A matei e faria de novo, ela mereceu. É claro que eu tive a ajuda da família Deveraux mas eu pude atirar na cabeça dela e foi o melhor momento da minha vida. Você sofreu quando ela morreu mas agora vou te fazer um favor, vou matar você primeiro assim não vai precisar assistir eu matar o filho de vocês. ― Lágrimas escorreram pelo o canto dos olhos de Mikael. ― Vou matar todos eles, matar todos os malditos filhos da puta. Agora vocês podem foder de novo... no inferno.
Esther puxou um dos travesseiros da cama e o colocou sobre o rosto paralisado de Mikael, ela pressionou cada lado do travesseiro com as mãos tampando o rosto dele e o sufocando até a morte.
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