Criminal
8 All The Right Moves
Notas iniciais
Todos os amigos certos em todos os lugares certos
Então sim, nós vamos afundar
Eles têm todos os movimentos certos nos rostos certos
Então sim, nós vamos afundar
Apenas pinte a imagem de um lugar perfeito
Eles tem o melhor do que qualquer um que te disse
Eles serão o Rei de Copas, e você a Rainha de Espadas
E nós lutaremos por você como se fôssemos seus soldados
Eu sei que nós temos é bom
Mas eles estão prontos
E a grama está ficando cada dia mais verde
Eu sei que as coisas estão melhorando
Mas logo eles irão nos afundar
antes que alguém saiba os nossos nomes.
Eles tem todos os amigos certos nos lugares certos
Então sim, nós vamos afundar
Eles tem todas as jogadas certas e todos os rostos certos
Então sim, nós vamos afundar
Eles disseram, todos sabem, todos sabem onde estamos indo
Sim, nós vamos afundar
Eles disseram, todos sabem, todos sabem onde estamos indo
Sim, nós vamos afundar
― Mikael só pode ter enlouquecido, se ele quer acabar com a sua família é apenas me pedir que mato um a um sem problemas. ― A voz carregada de arrogância de Baltazaar afirmava. Com um copo de whisky na mão ele assistia ao discurso de Mikael sobre quem comandaria sua família de agora em diante.
― Não faça julgamos precipitados, Baltazaar. Os Mikaelson tem a mania irritante de surpreender as pessoas. ― Seu braço direito, Marcel Gerard, sussurrou para ele.
― Surpreender? Com o que eles surpreedem? Suas putas e seu dinheiro? Porque eu não vejo nada além disso. Essa estúpida mania sobre sangue puro e nenhum deles presta. Mikael deveria se envergonhar de ter que colocar o filho do falecido como sucessor. O que o filho dele faz da vida mesmo? Ah, me lembrei... limpa a bunda com dinheiro e fode as putas mundiais.
― Baltazaar está certo. Niklaus não é racional, ele não sabe agir como um chefe de família. Os Mikaelson vão cair, eles vão ir a decadência se Niklaus realmente chegar assumir o poder. ― Sophie Anne Deveraux afirmou a palavra de seu comandante.
― Oh, agora devo acreditar com você afirmando, certo? ― Marcel sorriu, bem humorado. ― Afinal, você é uma especialista em Mikaelsons, já esteve na cama de quantos deles? ― Ele a provocou, pois sabia que a garota já teve um passado com alguns dos rapazes Mikaelsons.
― Não é da sua conta, Marcel! ― Ela cuspiu de forma ríspida.
― Passa a ser da minha conta quando envolve minha família.
― Não me chame de família.
― As duas crianças podem, por favor, calar a maldita boca? ― Baltazaar interrompeu a briga infantil dos dois com um rosnado.
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― Caroline? ― A voz de Stefan chamou o meu nome. Mas estava tão distante, era como quando você tem água no ouvido e não consegue ouvir direito ou quando você está com muito sono e simplesmente não consegue juntar as palavras numa frase e elas parecem simplesmente confusas, como eu poderia confundir o meu próprio nome?
― Caroline, você está bem? ― Pisquei algumas vezes seguidas para finalmente conseguir enxergar o rosto de Stefan na minha frente novamente. Atrás dele eu vi os rostos conhecidos de Elena e Damon, a preocupação era evidente nos olhos de Elena.
― Caroline? Caroline? Está me ouvindo? ― As vozes de Elena, Damon e Stefan se misturavam numa só, enquanto Stefan me segurava pelos ombros tentando me fazer voltar.
― Eu... eu apenas, eu preciso resolver isso. ― Falei sem nem entender as palavras que saiam da minha boca.
― Você não vai fazer nada. Olhe para mim, fique calma... ― Era Elena.
― Eu só... eu preciso sair daqui. ― Falei respirando fundo e voltando a realidade. Tirei as mãos de Stefan dos meus ombros e dei as costas para os três, saindo dali e começando a caminhar em direção a multidão, enquanto Stefan me seguia tentando me impedir e chamando meu nome.
― Caroline, pare! ― Eu ouvi a voz dele bem atrás de mim, mas não era isso o que as minhas pernas faziam. Eu só queria correr para longe, eu não queria estar ali na mesma sala com aquela gente ou eu iria vomitar.
― Só me deixe ir, Stefan. Eu preciso de ar. ― Lhe respondi ainda de cabeça baixa, caminhando mais rápido ainda e esbarrando em algumas pessoas.
― Você não pode ir agora! ― Ele me segurou pelo braço e me deu um puxão firme, me fazendo parar e ir de encontro para o seu peito. Uma mão fechada em meu braço como se ele fosse um pedaço de vareta que ele poderia quebrar com facilidade mas o segurava com cuidado com medo de quebrar. Enquanto a outra estava envolvida em minha cintura me segurando presa a ele. Minhas mãos involuntariamente foram parar sobre o seu peito que subia e descia com sua respiração acelerada.
― Não saia. Não pode ir agora. Recomponha-se, não deixe te colocarem para baixo. Você é melhor do que a maioria dessas pessoas nesta sala, não se sinta menor pelo pior tipo de gente. ― Ele sussurrou porque não foi preciso falar normalmente para que eu escutar, afinal, ele estava tão próximo de mim que nossas respirações já eram uma só.
― Como ele pode fazer isso, Stefan? ― Sussurrei, mordendo os dentes de raiva e sentimentos, meus olhos lacrimejarem. ― Você sabia disso?
― Eu sinto muito mas é o que nós fazemos, Caroline. Não existe bondade, não existe misericórdia... eu espero que você entenda um dia para que não tenha que sofrer dessa forma. ― Ele disse como se realmente se importasse comigo, era evidente. Não era fingimento como qualquer outra pessoa faria, era realmente atenção. ― O amor é irrelevante para pessoas como nós... eu espero que não tenha que ser assim para sempre.
― Ninguém vai matar a minha família. ― Falei com a voz falhando. Não por um crime que meus pais não cometeram. ― Ninguém vai machucar a minha família.
― Você tem um coração bondoso, Caroline. Não deixe eles tomarem isso.
― Eu não tenho um coração bondoso. Não vou ter misericórdia. Não quando se trata da minha família, eles vão até o inferno uns pelos outros? Eu posso ir além disso pelos meus pais! ― Especialmente sabendo que eles eram inocentes. Stefan respirou fundo, soltando um suspiro longo e cansado. Ele não estava disposto a discutir comigo porque ele sabia que eu falava sério.
― Dance comigo. ― Ele deslizou sua mão pelo meu braço até que ela chegou na minha mão, ele a segurou na posição correta e ajeitou sua mão nas minhas costas. ― Eu a tiro daqui logo em seguida.
Eu estive tão cega e focada nas minhas palavras de ódio e vingança que nem percebi que todos a nossa volta estavam em pares e em posição de dança clássica. A beleza do salão era maravilhosa como um dos salões de festa do século XVIII, a graça das pessoas ali. Era mágico.
música: http://www.youtube.com/watch?v=qrOeGCJdZe4
A música começou no momento certo, como se estivesse programada exatamente para começar na hora em que todos estivessem prontos para dançar. Agradeci a Elena mentalmente que me obrigou a fazer aulas de dança clássica com ela para o baile, que não teve serventia nenhuma porém, estava ajudando muito agora. Dizem que ao dançar com uma pessoa você pode conhecer muito dela e acho que isso é verdade. Stefan era... um tigre. Ele estava sempre tenso e alerta a tudo a sua volta, como se nunca baixasse a guarda. Apesar da confusão de sentimentos guardados para si mesmo que ele era, ainda sim tinha um que era evidente... bondade. Ele também era um ótimo dançarino no tempo perfeito, me perguntei onde ele aprendeu a dançar sendo um soldado americano.
― Com licença. ― A voz tão conhecida e com sotaque evidente se intrometeu entre a melodia da música e entre mim e Stefan. Afastando Stefan para longe, Klaus literalmente me tomou dele. Como uma criança toma um brinquedo da mão da outra. Ele me segurou da mesma forma que Stefan mas Klaus... Klaus era um lorde, ele era gracioso em tudo o que fazia. Não precisa se esforçar em nada para que saísse perfeito, não precisava de aulas. Ele nasceu na realeza. Ele era bonito, ele era charmoso e gracioso. ― O que está fazendo dançando com ele? ― Klaus arqueou as sobrancelhas e me olhou com deboche.
― O que está fazendo tentando matar meus pais? ― Não estava de bom humor para lhe aguentar.
― Oh, por favor doçura, não vamos começar com isso de novo. ― Ele sorriu, bem humorado.
― Não fale comigo dessa maneira! ― Eu parei de movimentar meus pés e falei um pouco mais alto do que o normal. ― Eu não sou sua puta para você fazer de mim o que quer e a hora que quer.
― Caroline, não é hora para isso. ― Ele começou, escolhendo bem as palavras. Tentando me controlar diante de todos os olhares que estavam direcionados a nós.
― Você está certo, não é hora para isso. Se eu ficar aqui mais um pouco eu posso vomitar, de tanta repulsa que você está me dando. ― Fiz uma pausa, apenas observando a sua reação ao me ouvir falar. Foi silêncio, ele apenas me analisou e se manteve em silêncio, como de estivesse decepcionado. ― Stefan, me tire daqui.
Eu me afastei de Klaus e passei bem ao seu lado, me afastando dali com Stefan. Enquanto ele ficou parado no meio do salão com todos os olhares direcionados a ele, a única pessoa parada ali, bem no centro do salão e sozinho... era Klaus. Stefan me acompanhou até a escada que levava ao andar de cima onde eram os quartos.
― Você precisa de alguma coisa? ― Ele perguntou educadamente com as duas mãos no bolso da calça.
― Não, eu só quero ir até o meu quarto e dormir. ― Dei um sorriso amarelo para ele. ― Obrigado por me acompanhar, Stefan.
― Por nada. Eu preciso voltar para a festa mas, se precisar de alguma coisa você pode dizer a um dos empregados. Boa noite, Caroline.
E assim ele me deu as costas, andando de volta para o ninho de serpentes que era aquela festa. Enquanto isso eu subi as escadas de mármore novamente até chegar na sala, eu ia passar direto por ali e não ver que Hayley estava ali se ela não tivesse se manifestado.
― A festa está tão animada para você quanto está para mim? Ela estava sentada com as pernas no sofá, não usava mais os seus sapatos de salto. Na mão tinha um copo de whisky e havia uma garrafa sobre a mesinha de centro.
― Você não sabe o quanto. ― Me arrastei até uma poltrona na sala e me joguei na mesma, aproveitando para tirar os sapatos de salto que já estavam apertando o meu pé.
― Quer uma bebida? Prometo que não vou colocar veneno. ― Ela riu. ― Ajuda a dormir e pela a sua cara horrível, é o que você mais quer agora.
― É, você está certa... ― Falei me levantando da poltrona com os sapatos na mão. ― Mas, eu vou passar essa.
― Caroline? ― Eu já estava saindo dali quando ela me chamou. Me virei e a olhei. ― Me desculpe por ser uma vadia estúpida com você, sua situação aqui já não é das melhores e acho que tornei as coisas piores ainda. ― Ela fez uma pausa e deu gole no seu copo. ― Só me senti ameaçada porque costumava ser eu no seu lugar e era evidente de que você era a garota dos olhos de Klaus.
― Eu nunca pedi para ser isso. Você pode ficar com ele todo para você... ele apenas não é como eu imaginava. ― Dei de ombros, me lembrando do que ele havia feito mais cedo.
― Bom, as pessoas que nós queremos nunca são as que nos querem de volta, não é mesmo? ― Ela sorriu, me deixando confusa. ― Elijah costumava dizer isso, que nós não escolhemos quem amamos e quando a pessoa que você ama te amar de volta, você é a pessoa mais sortuda do mundo. Você gostaria dele, Caroline. Ele era o oposto de Klaus, ele era aberto, livre e maravilhoso. ― Mordi meu lábio inferior e apenas fiquei a olhando, sem saber o que dizer. Todos eles estavam sofrendo a morte de alguém que ainda estava vivo, alguém que ainda queria voltar para a casa com sua família. Como eu com meus pais. ― Esse é o momento em que você diz algo como: Sinto muito pela sua perda.
― Você não o perdeu, em algum lugar ele ainda está com você. ― Eu sabia que aquilo não ia parecer ter muito sentido para ela agora, mas ainda ia ter. Ia ter porque eu ia trazer Elijah de volta para a sua família e eu ia voltar para a minha. ― Boa noite. ― Lhe dei um sorriso amigável e sai dali.
Hayley era uma versão escura de Rebekah. Ela também era só uma garota que cresceu no cenário errado, se apaixonou pelo cara errado e não teve tempo de viver como uma garota normal. Mas diferente de Rebekah, Hayley parecia guardar todos os seus sentimentos para si mesma e construia essa fachada de vadia. Mas bastou uma conversa que não fosse uma troca de insultos entre eu e ela que finalmente consegui a entender.
Fui até meu quarto e assim que cheguei joguei os sapatos de salto no chão e soltei meu cabelo, desfazendo o coque maravilhoso que as garotas tiveram tanto trabalho para fazer antes. Depois tire que virar o vestido no meu corpo para conseguir abrir o zípper e tirá-lo, assim que tirei o joguei sobre uma poltrona no canto do quarto.
Vestindo só as roupas de baixo fui até o enorme closet que havia no meu quarto e analisei as poucas roupas que eu tinha, que por sinal, eram muito luxuosas. E percebi que não havia nada muito confortável para dormir ali. Vesti a primeira combinação de roupas que encontrei e sai do quarto, descalço. Hayley definitivamente teria alguma roupa de dormir e acho que depois da conversa que tivemos ela não veria problema em emprestar.
― Hayley? ― Chamei seu nome quando já estava chegando na sala. ― Hayley, você... ― Mas fiquei em silêncio ao ver que não era Hayley ali, era outra pessoa.
Era um homem. Ele vestia terno e definitivamente estava na festa, era alto e forte. Ele se virou para me olhar e eu pude ver seu rosto finalmente. Seu cabelo estava penteado para trás com gel, era preto tão escuro que chegava a parecer azul. Seus olhos eram azuis e apertados. Ele definitivamente não passava dos quarenta anos. Quando me viu até tombou a cabeça para o lado como se quisesse me olhar melhor.
― Você está aqui para a festa? Não é permitido subir aqui. ― Falei engolindo o pouco de saliva que eu tinha na boca, eu tinha um pressentimento no estômago de que ele não era boa gente.
― Oh, perdão querida. Nós não conhecemos ainda, conhecemos? Deixe eu me apresentar, sou Baltazaar. ― Ele deu um passo na minha direção que valia por dois meus e eu dei um pequeno para trás, esbarrando na parede.
― Você está bem, querida? Parece assustada.
― Eu acho que é melhor você descer. ― Falei em tom amargo, amedrontada apenas de olhar para ele.
― Bom, como você disse, não é permitido vir aqui... ― Ele deu um sorriso repugnante e mais um passo na minha direção, tentando me encurralar. ― Então, se você está aqui, posso deduzir que você é uma das putas Mikaelson.
― Se fosse for tão inteligente quanto pensa, é melhor calar a boca agora. Eu sou a última pessoa que você vai querer irritar hoje. ― Cuspi as palavras como se fosse uma cobra soltando veneno, eu já estava cansada de tudo isso e agora vinha mais um para acabar com o meu dia. Isso o fez rir alto, como se eu tivesse contado a melhor piada do mundo.
― Eu não recebo ordem de putas Mikaelson.
― Isso é ótimo porque a única puta que está aqui é você. ― Revirei os olhos e lhe dei as costas para sair dali mas ele foi mais rápido.
― Quem você acha que é, vadiazinha? Vai pagar por ter uma boca grande! ― Ele me segurou pelo pescoço com um mata leão, cortando totalmente a minha respiração. Sussurrando essas palavras em meu ouvido. Eu não tinha nem metade da sua força e definitivamente não conseguiria lutar contra ele. ― Vou te ensinar uma lição a nunca mais responder a quem é superior a você... puta. ― Ele fez questão de falar a palavra ''puta'' bem devagar. Soltando meu pescoço eu dei um suspiro de alívio, finalmente conseguindo respirar, como quando alguém fica muito tento embaixo da água e quando sobe de volta a superfície dá aquele suspiro. Eu tossi ao sentir o ar de volta ao meu corpo. Com uma mão ele segurou as minhas duas mãos sem esforços e com a outra segurou meu rosto, o apertando e me obrigando a olhá-lo. Olhei com a maior cara de nojo e desgosto que já consegui fazer, desviando meus olhos para todos os lugares que não fosse o rosto dele. Movendo sua cabeça até o meu pescoço ele começou a beijar e chupar aquela região. Senti meu coração parar e minha barriga tremer quando ele puxou a minha blusa para baixo a rasgando pela metade.
― Não, por favor. ― Sussurrei com minha voz tremendo em desespero, tentando me soltar dele.
― Por favor. ― Eu implorei, com meus olhos já lacrimejando. Ele respondeu com uma mordida forte em meu pescoço que me fez gritar de dor, obviamente ficaria roxo ali. ― Por favor, não faça isso. Me desculpe, por favor.
― Não está confortável porque? É isso o que as garotas Mikaelson fazem, elas fodem. Eu pago você depois. ― Ele sorriu para mim e levantou o rosto, então se aproximou de mim tentando me beijar enquanto eu virava meu rosto freneticamente.
― Socorro! ― Comecei a gritar com toda a força dos meus pulmões. ― Socorro! Hayley! Alguém. ― E ria a cada vez que eu gritava.
― Ninguém vai te socorrer, querida. ― Ele assobiou, bem humorado e terminou de rasgar a minha blusa completamente. Ele apalpou um dos meus seios expostos sobre o sutiã e começou a massagear o mesmo enquanto tentava beijar a minha boca.
― Não, pare! ― Eu gritei. ― Por favor. Por favor. Eu faço qualquer coisa, eu imploro, por favor... ― Eu já estava chorando, as minhas lágrimas escorriam do meu rosto e isso parecia dar mais prazer a ele.
Eu estava em pânico, a morte seria menos dolorosa para mim do que aquilo. Ele não iria parar, não importa quantas vezes eu pedisse. Ele continuou fazendo o que ele queria, me fazendo chorar cada vez mais. O pior de tudo era que ele não era rápido, ele estava me torturando sendo lento, o seu objetivo era me fazer sentir dor e ele estava conseguindo. Quando senti sua mão sobre o botão da minha calça foi quando eu comecei a gritar desesperadamente, fazendo qualquer coisa para impedir ele de continuar. Impaciente, ele me deu um tapa na boca cortando os meus lábios por dentro e tampou a minha boca logo em seguida.
― Por favor, por favor... ― Implorei em desespero com a mão dele sobre a minha boca. Ele apenas sorriu.
Comecei a mexer as minhas pernas, tentando acertá-lo com um chute mas ele pressionou seu corpo contra o meu me deixando imóvel.
― Pare de se mexer! ― Ele gritou antes de me acertar um tapa no rosto. ― Você ainda não entendeu? Eu vou foder você com força e não há nada que você possa fazer para impedir isso.
― Ela pode não fazer nada mas eu posso! ― A voz de Hayley atrás dele fez meu coração voltar a bater e o som que veio logo a seguir me aliviou. Hayley bateu com força na parte de trás da cabeça dele com um abajur de ferro, fazendo ele desmaiar na hora.
― Eu acho que vou precisar daquela bebida. ― Falei respirando fundo e olhando o corpo desacordado de Baltazaar no chão.
― Desculpe a demora. Eu estava lá embaixo. ― Ela disse olhando o trapo que virou a minha blusa.
― Ele te machucou?
― Não. ― Ele disse cerrando os dentes e lhe deu um chute no saco com o calcanhar e o corpo dele tremeu de dor no chão. ― Mas eu machuquei ele.
― Vem, vamos te arrumar uma blusa e chamar os Mikaelson.
Nós fomos até o quarto de Hayley onde ela me emprestou um short jeans e uma camiseta grande enquanto ela ligava para Klaus e contava o acontecido, assim que saímos do quarto dela. Klaus, Mikael, Stefan e Damon já estavam lá em cima. E Elena também estava, assim que ela me viu veio correndo na minha direção e me abraçou.
― Você está bem? Ele machucou você?
― Eu estou bem. ― Forcei um sorriso para ela. Assim que olhei para os rapazes, Klaus e Stefan me olhavam com certa preocupação no olhar.
― Caroline, você está bem, querida? ― Mikael me olhou dos pés a cabeça.
― Sim, eu estou bem. Obrigado. ― Fiz uma pausa e vi que o corpo de Baltazaar ainda estava no chão.
― Quem é ele? ― Olhei para Mikael.
― É Baltazaar Barletta, é o chefe de sua família. Seu pai faleceu recentemente. Ele é um porco sujo.
― O que vocês vão fazer com ele? ― Todos os homens na sala olharam um para o outro.
― Estou disposto a deixar que você decida que punição deve ser aplicada a ele, Caroline. ― Mikael deu um passo em minha direção, com as mãos no bolso da calça e parou ao meu lado. ― Como sua iniciação na família, vamos permitir que você o mate.
Aquilo fez meu sangue ferver, eu queria matá-lo porque eu estava com tanta raiva e nojo pelo que ele fez comigo e pelo que ele queria fazer. Mas eu não sei se eu ia conseguir matá-lo, não sei se ia conseguir matar alguém com tanta frieza e facilidade, independente de quem fosse e o que fez a mim. Já tinha coisas o suficiente para me preocupar e agora mais uma, eu teria de matar um homem.
Com a desculpa que eu estava muito cansada e precisava dormir eu sai da sala e mandei eles o prenderem por enquanto. Hayley me levou uma garrafa de whisky para me ajudar a dormir e ela estava certa, funcionava melhor do que chá. A primeira dose é terrível, o cheiro e o gosto horrível, mas dali por diante melhora. Eu não sei como eles conseguem beber isso o tempo todo. Depois de três doses, eu já estava tão alta que dormi feito uma pedra até a manhã seguinte. Eu acordei com o som da fechadura da porta do meu quarto sendo fechada.
― Caroline, acorde! Não temos muito tempo. ― Era Alaric, ele estava se aproximando de mim e parou de pé ao lado da minha cama. ― Anda, acorda.
Me sentei na cama esfregando os olhos, tentando acordar completamente.
― Alaric? Alaric, Klaus vai matar meus pais! ― Foi a primeira coisa que eu me preocupei.
― Não, não vai... pelo menos, por enquanto. Eu tenho um plano mas não posso fazer sozinho. Eu preciso da sua ajuda.
― O que? Como você vai impedir Klaus? ― Perguntei confusa.
― Como nós vamos impedir Klaus. É simples, eu vou disputar o trono de minha família com Klaus, enquanto ele estiver muito ocupado brigando comigo pelo trono, não vai ter tempo nem de matar uma mosca. Ele é muito... ― Ele fez uma pausa, procurando a palavra certa. ― louco. Eu sou o primogênito de Mikael e isso fez de mim o legítimo herdeiro, apesar de não ter o mesmo treinamento que ele, isso vai deixar meu pai em conflito por tempo o suficiente para você realizar a sua parte no plano.
― Certo, e qual a minha parte no plano? ― Você precisa ligar para os seus pais e convencer eles a trazer Elijah, agora! Seus pais estão surtando, Caroline. Você está em todos os canais de televisão e isso não deixa minha mãe nada contente, especialmente com você dentro da nossa casa. Você precisa fazer isso o mais rápido possível. Sua cabeça é um passaporte para a terra prometida, as famílias estão se matando para conseguir pegar você e entregar você aos seus pais por uma ficha limpa em troca.
― O que? ― Fiquei chocada com as informações que Alaric estava me passando, eu não tive muito tempo para assistir televisão nos últimos dias mas isso era assustador.
― Todo mundo viu você na festa ontem, especialmente depois do seu showzinho com Klaus no meio da dança. Caroline, nós precisamos trazer Elijah de volta e devolver você aos seus pais o mais rápido possível, ou uma guerra entre famílias e a polícia vai começar. ― Ele falava tão rápido que eu mal podia calcular tudo o que estava acontecendo a minha volta. ― Ligue para os seus pais desse celular e o quebre assim que terminar. ― Alaric me entregou um celular. ― Caroline, eles precisam vir. Faça os vir e trazer Elijah, por favor. Eu preciso ir, conversamos depois.
Antes que eu pudesse fazer qualquer outra pergunta ele saiu do quarto e fechou a porta. Olhei para o celular nas minhas mãos e depois para a porta. Então rapidamente comecei a discar o número do celular do meu pai, assim que começou a chamar eu fiquei tão feliz. Eu ia falar com meus pais, eu finalmente ia conversar com eles e eles iam vir me ajudar, tudo isso ia acabar rapidamente. Chamou, chamou, chamou, por favor, atenda! Chamou e então caiu na caixa de mensagem.
― Pai e mãe, sou eu... Caroline. ― Foi impossível não me emocionar. ― Eu estou bem, não tem com que se preocupar mas, eu encontrei uma forma de ir para a casa mas por favor, eu preciso da ajuda de vocês. Só façam o que eu digo e vai acabar tudo bem. Eu preciso que vocês tragam Elijah até Londres. O mais rápido possível ou eu posso nunca mais voltar para a casa. Eu amo vocês e vou voltar a ligar, mas por favor, façam o que eu digo.
Logo em seguida desliguei o celular e apaguei a chamada do aparelho, então fui até o banheiro do quarto e abri a torneira, coloquei o celular embaixo da mesma e deixei a água correr até ele parar de funcionar, assim que parou eu o coloquei no chão e o amassei com o salto de um sapato. Peguei o que sobrou e enrolei em papel higiênico e coloquei dentro do lixo. Espero que isso seja o suficiente.
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Ele nem percebeu que havia caído no sono até abrir os olhos ao som da porta de ferro rangendo e passos passando por ela. Se esquecendo de que estava amarrado uma cadeira ele tentou se espreguiçar. Tudo que ele enxergava era preto devido ao saco que estava em sua cabeça, mas você sabe que quando um sentido seu é tomado, outro fica duas vezes mais atento. Ele não podia ver mais ouvia com tanta clareza, que sabia que haviam cinco pessoas naquela sala. E haviam passos masculinos se aproximando dele, pisando firme, o que era um sinal de raiva. A capuz foi tirado da sua cabeça com um puxão e a luz branca e forte queimou seus olhos.
― Oh meu Deus, meus olhos! ― Elijah gemeu e fechou os olhos.
― Cale a boca! ― Um soco na boca do seu estômago fez ele gemer de dor mais alto ainda.
― Vocês não precisam me bater toda vez que eu abrir a minha boca! ― Ele abriu os olhos e viu os rostos ali. Três eram guardas já conhecidos, os irmãos Lockwood, Mason e Tyler e o outro ele ainda não conhecia, também havia o detetive Bill Forbes e o chefe do departamento de polícia, Richard Lockwood.
― Sim, nós precisamos. ― E logo em seguida veio um soco em seu rosto dos punhos de ferro de Mason Lockwood, fazendo ele cuspir sangue.
― Então, vocês vão ficar só me batendo ou o quê?
― É hora de ir para a casa, seu pedaço de merda Mikaelson. ― Disse Bill.
― Oh, obrigado Bill! Eu já não suportava mais essas acomodações, você sabe, cadeiras não são os melhores lugares para se dormir. E será que você poderia me arrumar um terno? Eu realmente não gostaria que minha família me visse assim. ― Ele sorriu para Bill que lhe respondeu com um soco no rosto.
― Cale a boca, seu desgraçado. Você tem sorte de ainda estar vivo, eu só não te matei ainda porque vou conseguir minha filha de volta.
― Então isso é sobre a linda Caroline? Eu tenho certeza que ela está sendo muito bem tratada pela minha família. ― Elijah deu um sorriso ensanguentado para Bill.
― É melhor que ela esteja mesmo, porque se não eu sou estrangular você com as suas tripas e mantê-lo vivo para assistir.
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