Criminal

13 12 ~ That's how the world ends


Notas iniciais
Olá pessoas, aqui está mais um cap pra vocês: o mais óbvio de todos, vcs já leram isso aqui antes hehe s2s2s2

Você nunca sabe exatamente o real impacto que causa na vida das outras pessoas. Me pergunto então se eles faziam ideia do impacto que tiveram na minha. Principalmente ele, aquele que eu nem ouso dizer o nome, mas que nesse exato está me encarando enquanto brinca com uma arma nas mãos. Eu estava desconfortável ali, então fiz uma careta de dor esperando a piedade dele. Nada veio. Nada que eu já não esperasse.

Eu estava extremamente angelical no meu vestido curto e florido: curto demais, daquele tipo que qualquer movimento é arriscado e também florido demais. Se Chaz soubesse o quanto odeio estampas florais... Remexi meus pés, nervosa. Não sei se já mencionei o fato de que desde hoje, quando acordamos, Justin está intragável. Ele quase não fala e eu não sabia muito sobre o plano deles. “Na hora você saberá”, disse Ryan quando fiquei só com ele e Chaz nas primeiras horas da manhã. Humpf. Eu tentei me despedir, mas Ryan praticamente deu um tapa na minha ao dizer que não tinha necessidade de se despedir de alguém tão insignificante. Ele falou tão sério que eu quase pensei que era verdade, até ele próprio rir e dizer que odiava despedidas. Logo depois sorriu cheio de malícia enquanto ficamos a sós por alguns segundos, dizendo que odiava despedidas, mas que adorava outra coisa. Eu queria mais, mas não passamos de amassos fortes. Eu tinha acabado de retirar a camisa dele quando Chaz chegou, sorrindo como quem se desculpa. Ryan vestiu a camisa e saiu sem dizer nenhuma palavra, até chegar na porta e dizer mais uma vez meu apelidado dado por Jus, o famoso “Lind”; após isso deu uma gargalhada e saiu. Com Chaz foi diferente, eu aproveitei pra dizer como ele era especial e que devia procurar sair dessa vida. Ele sorriu e me abraçou forte, dizendo que tinha um leve pressentimento que nos veríamos novamente. Depois me deu um doce beijo nos lábios e saiu, dizendo que a única coisa que lamentava era não ter tido a oportunidade de provar minhas qualidades na cama. Ha-ha.

Enfim, o que eu sabia era que Ryan e Chaz iam pegar o dinheiro em algum lugar completamente sigiloso e Justin ia me soltar em algum lugar. Eu já havia prometido que não ia contar nada sobre eles, e mesmo que não tivesse sido veemente ameaçada – de brincadeira, claro – eu não contaria. Ninguém jamais saberia de nada do que houve aqui, se dependesse de mim. Nem o Lipe.

– Just...

– Calada putinha.

Ah claro, ele tinha voltado a me tratar por vagabunda e tudo o mais. Fechei os olhos e suspirei. Comecei a imaginar a minha vida daqui pra frente. Podia me imaginar casada com o Felipe e de certa forma, sendo feliz. Eu pegaria quem quisesse e ele faria o mesmo, manteríamos a pose para a sociedade e graças ao nosso dinheiro, viajaríamos o mundo todo. Seríamos jovens pra sempre, exatamente como prometemos a cinco anos atrás no dia em que ele me pediu em namoro, no dia do meu aniversário de 16. Eu não teria filhos, pois Felipe tinha horror a crianças. Sorri levemente ao lembrar meu amigo, o melhor de todo o mundo. Eu até tinha outros, mas ele era o único pra mim. E se eu conhecesse outro cara? Tipo, e se eu conhecesse o Chris Evans, o Capitão América lá? Que gostoso, na boa. Ele ia me conhecer em uma première em Nova York e eu ia conquista-lo lá mesmo. Eu iria a todos os lançamentos, seria rica – claro e como sempre – famosa e ainda teria ele todo só pra mim. Mordi o lábio. Mas e se eu, digamos... ficasse o Justin no final das contas? Só na imaginação, claro. Vasculhei minha mente atrás de um futuro possível, mas não vinha nada. Só um vazio imenso, porque eu não sabia o que esperar. Não sabia nem se ia durar cinco horas no mundo dele. Só sabia que teria muito sexo e isso por si só já me faria feliz... Dei um pequeno grunhido e abri os olhos. Justin me encarava como se eu fosse uma louca, mais uma vez. Que ridículo. Ele é o louco aqui de não dar o que eu quero. Meu único receio era o de que Ryan e Chaz ligassem pra ele, dando o sinal, eu não queria atrapalhar; mas eu tinha que arriscar não tinha?

– Justin... – falei baixinho. Ele me olhou cansado, juro que não sei o que ele tem pra ficar assim. – Ainda falta muito?

– Na verdade, eles estão demorando demais.

– Hm... Será que eles vão demorar muito?

– Espero que não.

Fiquei calada por uns instantes. Eu estava completamente amarrada, minhas pernas e meus braços. Isso dificultava um pouco. Gemi baixo e me retorci um pouco, fingindo mais uma vez estar com dor. Justin virou o rosto pro outro lado, mas eu podia ver que ele estava sorrindo. Claro que estava, eu não tinha perdido meu sex appeal de um dia pro outro.

– Ai Justin, eu tô sentindo uma dor aqui...

– Logo vai ter uma liga de médicos pra te tratar, relaxa.

– Mas essa dor é do tipo que nenhum remédio pode curar, Jus.

Ele me olhou, sorrindo com malícia.

– Sabe Lind, eu devia te processar. Eu nunca vi uma vadia assim, juro.

Ele se levantou andando na minha direção e eu encarava ele sem pudor nenhum. Ele se abaixou perto de mim e traçou uma linha na coxa, enquanto eu sorria.

– Tu tem uma cara de anjo... quem vê nem imagina a vagabunda por trás desse rostinho.

Mordi o lábio e ele se aproximou do meu pescoço, me dando um cheiro.

– Eu tinha prometido que eu não ia tocar em ti mais. Juro que eu tentei. Eu juro – ele sussurrou no meu ouvido e depois encostou os lábios nos meus de leve. – Mas Lindsay, você é a pior e a melhor ao mesmo tempo. Porque tão tentadora?

Ele me olhou fundo nos olhos e me beijou com vigor. Eu teria puxado ele pra mais perto, mas como se estava amarrada? Eu já estava quase sem fôlego e ele passou pro meu pescoço, distribuindo mordidas e chupando com força ao mesmo tempo em que apertava as minhas coxas e passava a mão pelo meu corpo todo. De repente, ele se afastou e me deu uma boa olhada. Corei de prazer, ele me fazia sentir como se eu fosse a mulher mais perfeita do universo.

– E a propósito... eu adoro esse vestido em ti. Perfeito.

Ele cortou as cordas que amarravam meus pés. Peguei um deles e esfreguei nele, como se estivesse pagando uma com o pé. Ele mordeu de leve a minha perna.

– Tá doida pra dar pra mim né?... Aposto que o teu namoradinho não faz metade do que eu faço... – dei uma risadinha cheia de escárnio e ele ergueu uma sobrancelha. – O que? Vai dizer que ele é melhor que eu?

– Claro, ele é mil vezes melhor. – respondi, falando bem alto. – Ele faz cada coisa que... hm... – mordi o lábio.

– Veremos. – disse ele, sério.

Justin pegou meus pés e começou a massageá-los levemente, pressionando nos pontos certos. Eu adorava aquilo, ele fazia tudo com muita suavidade e firmeza ao mesmo tempo, de um jeito que me relaxava e excitava de uma só vez. Dei um gemido involuntário, eu já sabia o que viria depois daquilo. Ele continuou me massageando e depois suas mãos foram subindo devagar pelas minhas pernas, minhas coxas até chegar a minha intimidade. Abri as pernas e ele afastou a minha calcinha um pouco para o lado e começou a massagear meu clitóris lentamente. Rebolei um pouco para tentar aumentar a velocidade dos movimentos dele, mas claramente o que ele queria era me torturar.

– Mais rápido Justin!

– Quem manda aqui sou eu putinha. – ele sussurrou no meu ouvido e eu senti algo na minha cabeça: uma arma. Engoli em seco. – Fala mais alguma coisa que eu atiro.

– Você não teria coragem, não depois de tudo...

– Você que pensa. — Justin pegou a arma e disparou perto dos meus pés, os mesmos que ele antes tinha massageado com perfeição. – E é por essas e outras que você jamais serviria pra essa vida. Nunca aprende.

Ele fez o que eu tinha pedido e aumentou a velocidade dos movimentos, enquanto fechei os olhos e voltei a relaxar sob os seus dedos. De repente, ele parou. Abri os olhos novamente e vi Jus me olhando com mais malícia do que o costume, se é que isso é possível. Lancei a ele um olhar de dúvida e súplica.

– Dessa vez eu não vou te desamarrar. Vai fazer tudo que eu mandar do jeito que está.

Sorri cheia de malícia também. Ele me deu um tapa e mandou que eu me ajoelhasse. Fiz o que ele pediu com um pouco de dificuldade, mas ainda sorrindo. Diferente do início, eu adorei quando ele fez isso. Se fosse pra ser, que fosse bem selvagem. Depois ele fala de mim, mas quem vê aquele rostinho de anjo, mal pode imaginar que existe um demônio por trás dele. Fiz o que Justin mandou e ele começou a abrir o zíper da calça.

– Vamos! Vamos! – Vozes irreconhecíveis começaram a falar do lado de fora da casa. MAS QUE MERDA?! Nos olhamos com desespero. De uma forma ou outra eu sabia que isso iria acabar, que alguém viria me resgatar, mas eu esperava que fosse diferente, tudo como o planejado; mas e agora? Mas e ele...?

– Corre Justin! Foge! – falei o mais baixo que pude, com urgência.

Justin pegou a arma e saiu correndo em direção à única janela que havia ali e que ainda por cima, estava fechada. Só com muita sorte ele conseguiria escapar. Ou não, já que ele misteriosamente abriu aquela velharia com rapidez.

Mas a esperança se foi: Os policiais arrombaram a porta no exato momento em que Justin se preparava para pular da janela e dispararam contra ele. Tentei me desamarrar enquanto gritava como uma louca, e Justin revidou disparando contra eles também, mas era tarde demais, conseguiram atingi-lo. Um tiro no ombro e outro nas costelas, Justin caiu do lado de fora da casinha. Eu olhei incrédula aquilo e o que sei é que meus gritos abafaram todos os outros sons, eu não escutei mais nada além deles. Apenas continuei a tentar me desamarrar, precisava fazer alguma coisa, tentar de alguma forma ajudar a ele. Será que ele morreu? Será esse o fim definitivo de tudo isso?

Notas finais
ADOOOOOOOORO ;DDD
atenção:::: SE HOUVER UM PROBLEMA NA FORMATAÇÃO TIPO O NYAH ENGOLINDO MEUS ENTERS OU ALGO DO TIPO, ME AVISEM OKAY.
atenção²:::: BORA ANIMAR NÉ GENTE, EU VEJO OS LEITORES SUBINDO E PÁ MAS NÃO VEJO NEM METADE DEIXAR REVIEW :C NÃO CUSTA NADA COLOCAR PELO MENOS UM "CONTINUAAA" ALI NÉ??? SO C'MON, NÃO ME DECEPCIONEM PQ É SÓ ISSO QUE EU PEÇO A VCS ♥
E enfim, é isso aí. Na próx semana - sábado ou domingo - eu posto mais, até pq cap o tempo todo enjoa.
Bjsss ;3