Notas iniciais
suas leeeemdassss, aqui está mais um com muito amor ♥
tô me esforçando, mas esse ficou bem meia boca, aviso logo :C
muito obrigada pelos reviews no cap passado, amo/sou vocês *~*

3 dias depois

Justin

Justin suspirou e abriu um dos olhos, ainda confuso. Que merda de lugar é esse?, pensou. Olhou pro lado e viu um cara com a perna quebrada e com uma faixa na cabeça. Confronto de gangues, quase certeza. Ele levantou uma das mãos e sentiu um leve puxar na pele, um cateter. Tentou levantar um pouco a cabeça para observar melhor o ambiente, mas sentiu uma leve tontura e retornou a posição original. Suspirou e sentindo uma leve dor na região das costelas, lembrou do que havia acontecido. Ele não tinha sentido nada, quando foi viu já estava no chão e com o sangue escorrendo pelo corpo. Justin estremeceu quando pensou em Lindsay, mas logo deu uma risadinha. O rosto dela no momento era cômico, os olhos arregalados demais, estava aterrorizada enquanto dava gritos de estourar os tímpanos. Bem, isso provava que ela se importava com ele. O pensamento o aqueceu um pouco. A vontade era de chorar até morrer, mas ele já havia passado por coisa pior. Agora ele só ia pra cadeia, só isso. Só isso. Muitos não se preocupariam, mas ele já escutou estórias horríveis sobre aquele lugar, sem contar que sem o dinheiro para um bom advogado, só a defensoria pública pra salvar. Merda, merda, merda.

E Ryan? E Chaz? E ela? Ele sorriu tristemente. Aonde aqueles dois imprudentes foram parar? Será que foram presos? Justin mordeu os lábios, nervoso. Ele havia desmaiado pouco tempo depois e não se lembrava de muito. Mas bem, ele lembrava do que estava prestes a fazer com Lindsay ali. Sorriu maliciosamente, durante alguns segundos. Se ele pudesse, a teria naquele momento. Ali naquela cama de hospital mesmo, no banheiro, no mato, em pé, pendurados, não importava. O que importava era que ela estivesse ali.

- Já acordou? – uma enfermeira mal encarada perguntou para ele enquanto entrava com pressa no quarto. Ele respondeu um tímido sim, enquanto ela trocava as medicações que iam ser administradas através do soro.

- Ér, o meu caso é muito grave? – Justin sussurrou e a enfermeira o olhou de cara feia. Putz, ele estava amedrontado sem nem saber direito o que dizer e com certeza aquela enfermeira louca não ajudava.

- Deveria ter pensado nisso antes de ter molestado aquela menina. – ela disse, visivelmente com raiva. O QUÊ?! Ok que ele havia agredido ela – e se arrependia dia após dia por isso – mas ele tinha sido bom pra ela dentro das circunstâncias.

- Como?

- Vai dizer que você se preocupa com ela. – ela deu uma risada de escárnio. — Mas, respondendo a sua pergunta, você não merece a sorte que tem. Vai se recuperar rápido, a cirurgia foi sucesso.

A enfermeira saiu do quarto e Justin estava surpreso e preocupado. Precisava urgentemente saber sobre ela e sobre os seus dois melhores amigos, Ryan e Chaz. Mas em uma coisa ele concordava com a enfermeira louca: ele não merecia a sorte que tinha.

Lindsay

Encarei o teto branco com impaciência.

- Oi linda, vim trazer o seu cafezinho na cama hoje hein? – Felipe disse, com um sorriso lindo daqueles. Isso é tão injusto. Com ele, comigo. Porque diabos eu não posso só relaxar e aproveitar a presença dele? Ah, é porque tem um cara que eu gosto muito no hospital. Ah, e também porque tem outros dois caras que eu gosto muito largados pelo mundo, sendo procurados pela justiça. Apesar disso, sorri para o moreno alto e lindo que se sentava ao meu lado agora. Me sentei também.

- Valeu Lipe. Mas eu acho que você não fez nada mais que a sua obrigação. – disse, sem tirar o sorriso do rosto. Ele riu alto.

- Você não muda mesmo né? – ele falou e me encarou durante alguns segundos, me analisando. Ah não.

- O que foi hein Felipe? Também acha que eu tô com a tal síndrome de Estocolmo [*]?

- Não, eu tenho certeza que não. Tua mente é bem forte, eu sei. Mas eu te conheço e alguma coisa aconteceu. Tá muito... diferente.

- Diferente como?

- Assim, você sabe... Sei lá como explicar, mas eu vou ser bem direto como sempre fui. Tá apaixonada?

A pergunta que o Felipe fez me desarmou e eu não pude evitar o choque. Caramba. Corei levemente, será que tava tão na cara meu “encantamento”? Porque eu não considerava isso como uma paixão, longe disso.

- Claro que não Lipe. Até parece.

- Parece mesmo. — ele disse e eu o encarei com raiva.

- Quer que eu diga a verdade?

- Sim, por favor. – ele parecia ansioso.

- Eu sou grata porque eu não fui tããão maltratada. Eu de certa forma, acho meio injusto ele sofrendo e eu não, quando ele nem me machucou. Muito. – disse eu, bem baixinho. Era verdade, mas não totalmente. Ninguém podia nem sonhar com os detalhes sórdidos. Na verdade, no início eu fui burra por demonstrar minha preocupação na cara, daí vieram as suspeitas da tal síndrome lá. Mas agora eu estou me controlando, me medindo. Mentindo também. Disse pra polícia que passei o tempo todo vendada e amordaçada, sozinha também, que não sabia quantos eram e até aleguei estar em choque – fazendo de tudo para não comprometer ninguém. Mais tarde tinha de ir ao psicólogo, e não tinha ideia do que fazer mais. Estava enrolada até o pescoço e a ponto de explodir, sem contar que eram raras as notícias que chegavam de Justin. O que eu sabia era que ele foi operado pois tinha uma bala alojada no abdômen entre duas costelas, “nada muito sério”. Claro né, ele tinha três costelas quebradas e não é nada sério? O tiro no ombro foi de raspão, aleluia. Boatos garantem que ele até acordou. Mas vejam só, ele vai direto pra penitenciária assim que tudo acabar.

- Olha só, eu disse. Já tá no “Fantástico Mundo de Lindsay” de novo.

- O que? – falei rindo, tenho que admitir que esse lance de “Fantástico Mundo de Lindsay” que ele inventou era meio engraçado.

- Esquece. Vem deitar aqui comigo, vem...

Mordi o lábio, a tentação é grande e eu não sou santa, mas a minha cabeça tá longe demais. Me levantei e inventei a velha desculpa da dor de cabeça. Eu preciso mesmo resolver essa situação.

---

- Tem certeza que a senhorita quer mesmo que eu faça isso?

- Sim, absoluta – falei, cheia de segurança.

- Mas senhorita...

- Sem mais, você será pago muito bem pra isso, sim? – me aproximei e fitei o jovem advogado que era um dos melhores do país – Por favor, eu não sei a quem recorrer. Eu preciso que defenda a ele, eu sei o que digo. Acredite em mim.

Ele me encarou e analisou a situação por alguns instantes. Eu não podia demorar, afinal tinha fingido que ia ao psicólogo. Sim, me deixaram na porta do consultório e assim que o motorista virou a esquina, tratei de pegar um táxi e vir direto pra cá, agindo totalmente por impulso. Doutor Marcos Azevedo, era conhecido da minha família e já tratou de causas do meu pai, sem contar que como já disse, era um dos melhores do país mesmo sendo bem jovem. 25 anos, apenas. Eu precisava que ele fizesse o que fosse possível para ajudar Justin.

- Tudo bem, senhorita. Se tens certeza, então...

- Obrigada doutor. – Sorri radiante e começamos a discutir os detalhes. O combinado era que ele apoiasse Justin, mas sem dizer quem o estava pagando por isso. Claro que essa era uma péssima ideia, pois o preço não era nada barato e todos iam desconfiar, mas o que eu posso fazer? Estou de mãos atadas, essa foi a primeira alternativa.

Saí do escritório direto pra casa, assim que a minha não presença na consulta fosse anunciada a todos, eu me foder lindamente. Parabéns Lindsay, sua babaca. Peguei o táxi e coloquei meus fones de ouvido, me fechando de vez para qualquer contato.

- “Girl you know I miss you, I just wanna kiss you...” – cantei juntamente com a música, enquanto o taxista entrava na rua da mansão. Meu pai tinha até cogitado uma mudança, mas eu não queria. Eu sempre odiei aquela casa, porque ela era branca demais, fria demais, mas agora tudo o que eu queria ela um lugar assim pra ficar, que me trouxesse alguma tranquilidade, sei lá. Chega de mudanças.

- Moça, chegamos. – O taxista disse, visivelmente irritado. A quanto tempo esse pobre coitado estava tentando se comunicar comigo? Balancei a cabeça e tentei me concentrar, abrindo minha carteira e pagando o que devia a ele. Desci do táxi e observei o carro ir embora, com um certo ar de nostalgia. Estava cansada de me sentir assim. Talvez eu estivesse caindo em um depressão severa.

- Psiu, ei ruivinha!

Tinha alguém sussurrando baixinho. Oi? Eu podia jurar que tinha alguém falando comigo, mas a rua estava vazia. Olhei para os lados e não vi ninguém. Ai meu Deus, tô tendo alucinações também, talvez eu devesse mesmo ter ido procurar ajuda.

- Não dá pra ser paciente mesmo... Sua retardada, é aqui encima porra!

Peraí eu conheço essa voz?!... É do... Oh não. Olhei pra cima, e finalmente vi ele empoleirado em uma árvore. Desejei que ele caísse de lá por me chamar de retardada, quem ele pensa que é? Mas o mas importante: que merda o Ryan tá fazendo aqui?!

Notas finais
KKKKKKKKKKKK torimd da minha falta de criatividade, me matem pfvr X__X
contem o que acharam, a opinião de vcs é muito importante e o objetivo aqui é agradar, não é mesmo?
de fato, prometo melhorar okay Ç_Ç
sem mais, até o próximo ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.