Criminal

12 11 ~ Take it to next level


Notas iniciais
Só pode ser praga tudo o que aconteceu, juro. Mas eu não esqueci de vocês C:
~~ Reescrevi esse três vezes por não saber como ele deveria soar, mas acho que tá bom. Ou não.

Deitei no colchão velho e “abracei” a mim mesma do jeito mais desajeitado possível. Chaz me olhou preocupado e passou a mão nos meus cabelos e sorrindo levemente.

– Tá tudo bem Lind?

Eu pensei em usar uma ironia e ser grosseira, mas desisti. Chaz era uma das poucas pessoas que não merecia isso, apesar de tudo.

– Tá tudo okay, é só o choque mesmo. – sorri – Pra onde o Ryan levou ele?

– Ah, eles estão lá fora, o Justin vai ficar no carro mesmo. – fiz uma careta, achava melhor o Jus ficar aqui dentro, mas ninguém me escutou. Chaz revirou os olhos. – É melhor assim, você vai ver. Acho melhor você dormir agora.

Após isso, Chaz se levantou e saiu, eu estava sozinha naquele lugar sujo. Eu não queria pensar nisso, mas talvez eu devesse ter ido embora quando ele deu a chance. Suspirei, isso era ridículo. Mesmo assim eu não podia parar de pensar que ficar no meio da uma guerra entre o vingativo do Christian e eles poderia resultar no pior pra mim. Fechei os olhos e adormeci.

–--

Justin

Justin estava nervoso ao extremo. Que merda eu fui fazer?, pensava ele.

– Em boca fechada não entra mosca né Biebs? – Ryan disse no melhor jeito irônico, típico dele. Eram sete da manhã e a cabeça de Justin latejava de dor, ele não estava com paciência pra isso.

– Cala a boca Ryan.

– Eu tenho algo pra te contar. É importante, tem a ver com ela.

– O que é?

– Ontem, enquanto tu tava doidão da vida contando tudo, eu resolvi ligar pro pai dela, sabe como é. E adivinha só? O cara resolveu pagar. Agora é só marcar o lugar e a data.

Justin encarou Ryan, essa era a pior notícia que ele podia receber agora. Uma hora ela ia ter que ir, então apenas deixe – pensou. Antes que você se apegue ainda mais.

– Ela já sabe disso? – perguntou Justin. Ryan balançou a cabeça negativamente. Justin suspirou. – Então me dá aí um celular, eu quero logo acabar com isso.

–--

Lindsay

Acordei tossindo, minha garganta estava doendo um pouco. Ainda com os olhos meio fechados, me levantei. Mas eu não conseguia andar, tinha algo puxando minha perna: uma corda. Engoli em seco e comecei a puxar a minha perna que nem uma idiota e a gritar por Justin, que prontamente apareceu.

– O que foi? – perguntou ele.

– Justin?! Porque diabos eu tô presa aqui?

– Será se é porque você está sequestrada? – ele respondeu com um sorriso malicioso e irônico. Revirei os olhos.

– É, mas tipo: agora eu era “livre”, lembra? Podia andar por aí e tal.

– Jura? Falou certo, você “era”. Não é mais.

– Porque? É sério seu babaca, me desamarra.

– Não.

– Ah é? – falei revoltada. – Então eu mesma me solto.

Me abaixei junto à corda e comecei a tentar me desamarrar, ia levar um tempo mas eu ia conseguir. Admito que tava fazendo isso de birra, eu não iria a lugar nenhum se conseguisse me soltar, mas a situação também era desconfortável.

– Por Deus Lindsay, será que você nunca aprende? – ele disse, fingindo estar desapontado. Nesse momento eu queria atirar nele. Justin se aproximou e me pegou pelo braço com firmeza, me levantou e me jogou contra a parede, colando o rosto dele com o meu e segurando meus braços. A proximidade me causava arrepios, admito. – Eu que mando aqui vadia. Se eu te amarrei, você vai ficar amarrada entendeu? – Ele olhou nos meus olhos, mas eu desviei. Manter o foco, é.

– Qual é o teu problema? Primeiro tu me conta todos os teus problemas e tá tudo bem, depois me amarra aqui sem dar explicações. A gente tava indo super bem, eu tava até colaborand...

Justin me calou com um beijo. Eu esperava a violência e a agressão, mas não era um beijo como os outros onde praticamente nos engolíamos, era incrivelmente lento e muito doce. Aos poucos, o beijo foi esquentando. Ele tirou um canivete do bolso e cortou a corda que me prendia, passando a mão pela minha coxa e me fazendo arrepiar. Os lábios dele se moldavam aos meus com perfeição e meu coração batia como se fosse sair meu peito; isso quebrou a minha resistência, se eu estava irritada antes, nem lembro. Não lembro nem meu próprio nome, não lembro nem como se respira...

– Lind, o que foi?! – Ele me sacudiu me trazendo de volta a realidade e rapidamente me colocou no colo e me deitou no colchão, me olhando com preocupação.

– O que foi digo eu! Porque você parou?! – perguntei irritada e incrédula.

– Você desmaiou, Lind. – Justin me olhou como se eu fosse louca. — Sua cabeça tá doendo? Tá com frio? – ele colocou uma mão na minha testa, verificando algo. Sério mesmo que eu desmaiei? Nem tinha percebido. Podia ter caído uma bomba atômica aqui que eu nem teria ouvido sequer a explosão. Ele nem esperou minha resposta e saiu correndo pela porta e voltou logo depois com uma garrafinha de água mineral, a qual ele praticamente enfiou na minha boca. Bebi mais da metade da garrafa, mas rejeitei o resto mesmo estando com sede.

– Tá sentindo alguma tontura, acha que vai desmaiar de novo? – Justin perguntou.

– Estou perfeitamente bem – disse entredentes. Ele ergueu uma sobrancelha e um sorriso malicioso se espalhou pelo lindo rosto. Aquela era a situação mais ridícula da minha vida. Ele me beija e eu desmaio de tanta emoção, que lindo. Isso era algo que alguém apaixonado faria. Eca, eca, que nojo. Apaixonada? Eu? Ha-ha. Jamais. Corei de vergonha.

– Caramba, você tá vermelha. – Justin disse cheio de sarcasmo.

– E daí?

– Ui, que stress.

– Oi? – Nem terminei de falar e ele me pegou nos braços e saiu me carregando, eu poderia ter dado um ataque mas ainda estava confusa demais pra isso. Assim que chegamos lá fora, ele me jogou em um carrinho de mão. Bati minhas costas como resultado do bom tratamento.

– Caralho, será que não dava de ser pelo menos um pouco suave?! – gritei.

– Não. Você é muito pesada pra eu ficar carregando por aí.

Ergui as sobrancelhas. Ele me chamou de gorda? Foi isso mesmo? Fechei a cara de vez enquanto ele me empurrava pela trilha em direção ao rio. Estava confusa e também muito estressada, como ele disse. Talvez fosse pelo beijo anterior. Ridículo. O provável era que fosse TPM, eu sempre fico insuportável nessa época. Franzi o nariz pensando em como ia ser apavorante meu ciclo menstrual aqui, mas antes isso do que nada afinal eu não tinha usado camisinha nas minhas últimas experiências. Ficar grávida era a última coisa que eu queria.

Quando chegamos bem perto, ele começou a correr. E eu a gritar, tava quicando que nem uma louca ali por conta do caminho rústico. Ele ria igual uma criança e até eu comecei a rir também, me lembrava a minha infância, uma época verdadeiramente feliz. Até ele me despejar literalmente no rio, em uma parte meio funda. Mergulhei com tudo e logo comecei a me debater para voltar à superfície. Justin mergulhou logo depois de mim e me pegou pela cintura me trazendo de volta.

– Esse lance de não saber nadar é um problema, se eu não tivesse aqui você poderia morrer.

– Se você não estivesse aqui, eu nem correria risco de vida na verdade.

Ele sorriu sincero e disse que ia ensinar a nadar assim que tivesse oportunidade. Mas não agora, ele só queria flutuar um pouco. Eu como sempre fui um desastre verdadeiro tentando mas ele me disse que era só pra me deixar levar. Quando eu finalmente consegui, ele fez o mesmo e ficamos lá flutuando. Olhei o céu rapidamente, o dia estava nublado. Meu tipo preferido de dia, eu nunca gostei muito do sol na verdade. Deviam ser umas cinco e meia da tarde agora.. Respirei fundo e senti a mão dele tocar a minha levemente, apenas sorri. Perdi a conta de quantas horas ficamos ali, até ele finalmente quebrar o silêncio.

– Sabe Lind, eu vou sentir falta de ti até.

– Hm, pena que eu não possa dizer o mesmo. – falei brincando e ele apenas deu uma risada alta, como quem diz “até parece”.

– Sério, espero te encontrar por aí de novo algum dia. Você é boa de cama, sabe.

– Hm... – falei lembrando das nossas lindas sessões de sexo. Mas eu não entendia porque ele tava falando isso agora, eu não tinha nem previsão pra ir embora. Ou tinha? Um nó se formou na minha garganta e eu me desestabilizei, afundando novamente. Ele me pegou e me levou até a margem, me encarando.

– O que foi?

– Que papinho é esse de “eu vou sentir tua falta”, hein? Tem alguma coisa que tu não me contou. – acusei, encarando-o. Senti ele enrijecer de repente, mas logo sorriu. Um sorriso que não era verdadeiro, e sim conformado.

– Que curiosa, hein. Olha que a curiosidade matou a gata... – disse ele e chegou mais perto. O sorriso quase chegou aos meus lábios, mas eu me mantive séria. Justin suspirou. — Amanhã você vai Lind. Então... quero que você tome banho pra que eu mostre o quanto cuidamos bem de você e tal.

Olhei pra ele com pavor, mas logo disfarcei.

– Aleluia. – disse eu. Me afastei um pouco dele e pedi o sabonete, sentindo o olhar dele em mim enquanto eu tirava a camisa velha de Justin que me servia de roupa mas sem jamais olhar no rosto dele. Eu devia estar alegre e saltitante, mas não podia. O Chaz que tinha sido praticamente o irmão que nunca tive, fazendo me esquecer o fato de que ele tinha me agredido no primeiro dia. Ryan... que babaca. Mas ele me ajudava pra caramba também, me divertia até. Justin... um capítulo a parte só pra falar dele. Nunca na vida pensei em conhecer alguém com um personalidade assim e caramba... tinha mais. Não que eu tivesse preparada pra admitir isso, mas eu gostava dele, talvez até mais do que devia. Mordi o lábio e terminei com a minha sessão de higiene e ele me jogou um lençol, passei-o em volta do corpo e lavei a camisa, seria com ela que eu voltaria para meu lar novamente.

– O Chaz pegou uma roupa pra ti, faz parte do lance todo ir com uma roupa de verdade.

Ok, então talvez eu voltasse bem vestida pro meu lar. Não que eu confiasse muito no instinto de moda dele. Sorri torto.

– Pronta? – perguntou ele.

– Sempre.


Notas finais
A única notícia boa de todo esse tempo sem internet é que eu escrevi pra caramba, então a fic tá praticamente finalizada e pá, eu vou liberando aos poucos pra vocês mas sem muita demora. ESPERO. Eu me dediquei mesmo, fiz capa nova e tal, quase morri de raiva por ter escutado o Believe só mais de um mês depois de lançado but okay.
Não vou pedir desculpas porque esse meu discurso já é batido e a culpa nem foi minha também de ficar tanto tempo longe KLJKJKÇL´ÇL~]
Enfim, escrevam o que acharam, recomendem, me xinguem, sl. Senti muita falta de vcs, até o próximo ♥