Notas iniciais
Surpreendi todos vocês no capitulo passado, não é mesmo? Bom, aqui está mais um...

DB e Finlay estavam na delegacia a espera de Vartan. Ele rapidamente se aproxima da dupla e juntos seguem até o hotel para conversar com o mais novo suspeito. Quando chegam, saem a procura de Tomás no intuito de apenas conversarem, mas quando Finlay o encontra, Tomás sai correndo para tentar despistar a polícia, mas rapidamente é alcançado por Vartan, que o algema e o coloca dentro da viatura e voltam para a delegacia. Quando chegam, Tomás é colocado na sala de interrogatório e permanece lá por alguns minutos até DB e Finlay entrarem para conversar com ele.

–Então... Por que correu de nós? -DB se posiciona em frente a ele, no intuito de obter uma resposta rápida, mas ele havia optado pelo silêncio.

–Quer saber, não importa se você não quiser falar, porque quando nós olharmos as suas coisas, vamos encontrar as seringas com agulhas e a beladona. -Finlay diz se posicionando ao lado de DB e ambos o encaram. Ele, por sua vez, solta um sorriso sarcástico e não demonstra mais nenhuma reação. Finlay e DB saem da sala de interrogatório e encontram Veronika e Catherine paradas no corredor da delegacia.

–Ele não falou nada... -Finlay diz, mostrando-se irritada com a situação.

–Posso tentar? -Veronika se candidata para conversar com o suspeito. -Sei como conversar com esse tipo de gente... -DB nada fala, apenas acena em sinal positivo confirmando a entrada de Veronika dentro da sala. Ela entra e se senta na cadeira em frente a Tomás e fica ali, sem falar nada, até que ele decide falar.

–Você vai ficar aqui sem falar nada?

–Estou esperando você falar quem te pagou para matar o Marchal... -Ela retira seu canivete do bolso e começa a riscar a mesa com ele. Tomás apenas sorri sarcasticamente. -Sabe como eu sei que te pagaram para matar o Marchal? -Veronika o encara firmemente e continua com o seu relato. -Conrad Marchal era um dos capangas de um homem poderoso e, junto com mais dois colegas, ele roubou uma grande quantia em dinheiro e heroína do armazém dele. Eu também sei que McGee mandou homens atrás deles, mas Marchal fugiu e voltou para Vegas há três meses... Então eu sei que esse mesmo homem que teve seu dinheiro roubado é o mesmo homem que te contratou... -Ela termina o seu relato e é aplaudida por Tomás.

–Uau! Você está informada... Mas eu não fui contratado por ninguém... -Tomás responde.

–Então porquê matou o Marchal? -Veronika pergunta enquanto espera uma resposta convincente. -E não me diga que foi por causa de Vivian Grace, porque eu te observei de lá de fora e sei que nem de mulheres você gosta... -Tomás a encara. Se perguntava como ela havia adivinhado.

–Como descobriu? -Tomás pergunta aflito.

–Se chama técnica de observação de igualdade em gêneros... Aprendi na faculdade... Sabia que animais também podem se acasalar com seres do mesmo sexo? -Veronika observava a confusão que Tomás entrará naquele instante. -E então? Não mataria um homem sem raiva ou dinheiro no meio... -Ele hesita, mas começa a falar.

–Um dia desses, um cara apareceu no cassino a procura do Sr Marchal. Quando se encontraram, o cara deu um soco nele e disse que o Sr Marchal devia muito dinheiro para ele. O cara foi retirado do cassino, mas ficou observando o lugar até eu sair e então me chamou de canto e fez a proposta. 200 mil pela morte do Sr Marchal. Ele me deu uma droga e disse para eu trocar pelos comprimidos que ele tomava, então eu fiz. -Ele falou tudo de uma vez.

–E o nome dele?

–Eu não sei. Juro que nem o rosto dele eu vi direito. -Veronika se levanta e sai da sala para encontrar com os outros. Logo que se aproxima, começa a falar o que havia escutado.

–Ele confessou, mas não soube descrever o mandante. Eu faço uma boa ideia de quem seja esse mandante.

–E quem seria? McGee? -Finlay questiona.

–Não... Talvez seja Brendan Durst... O segundo na linha de sucessão do Império que McGee acha que tem. Só não posso provar que ele tem alguma coisa a ver com isso...

–Bom, não chegaremos a lugar algum com suposições. Esse caso está resolvido, mas temos um assassino a solta. -DB se pronuncia e segue até o elevador. Finlay, Veronika e Catherine o seguem sem se pronunciarem. Quando chegam no laboratório, todos, com excessão de DB, seguem para o lock.

–Foi um longo caso. Sara e eu não sabíamos que seria um caso tão complicado. Você nos ajudou muito, Veronika. -Finlay diz em tom de agradecimento.

–Eu só fiz o que precisava fazer. E já que estou aqui enchendo o saco, porque não ajudar? -Veronika se mostra comprometida com o laboratório e também com as pessoas. Eram uma família e disso não podia duvidar.

–Eu estou cansada. Vou para a casa da minha mãe descansar. Quer carona, Veronika? -Catherine pergunta.

–Não! Eu pego um táxi... -Veronika responde. DB entra no lock e entrega um cadeado e uma chave para Veronika.

–Você pode usar aquele armário ali. -Ele aponta para o um dos armários do canto esquerdo do local.

–Está bem... -Veronika pega o cadeado com as chaves e se direciona para o armário. -Onde você guardou minha mochila, Catherine?

–Está aqui! -Catherine entrega a mochila para Veronika. A mesma de despede e segue para o elevador. Precisava dormir e o hotel onde ela se hospedava ficava ali perto. Era só o MGM Grand Hotel e o quarto dela era um dos mais caros do lugar. Ela entra em seu quarto, joga suas coisas em um sofá que havia no ambiente e se joga na grande cama do lugar. Não demora muito para cair no sono e precisava descansar, pois teria uma longa noite no laboratório...

...

Já era noite em Las Vegas... A grande maioria da equipe já estava concentrada no laboratório.... E todos os que estavam ali, se encontravam no lock. Estavam se organizando para mais uma noite de puro trabalho. Veronika aparece na porta com sua mochila nas costas e um saco de papel em mãos. Dentro dele tinha comida vegetariana... Queria conquistar Sara pelo estômago, sabia que ela não havia se agradado com a presença dela e então tentaria agradá-la com comida.

–Boa noite! -Veronika saudava todos naquele ambiente e rapidamente todos a cumprimentam também. Ela segue para o seu armário e escuta Greg fazendo uma observação sobre ele.

–Esse armário era... Do Warrick! -Catherine e Sara olham em direção ao armário e soltam um leve sorriso. Veronika também sorri, então se vira em direção a Sara e a observa.

–Será que podemos conversar, Sara? -Veronika sacode o saco de papel com comida para Sara.

–Sobre o que? -Sara não estava mais olhando para ninguém, apenas para a comida que havia no saco de papel.

–Sobre o Grissom... Será que você consegue falar sobre ele comigo? -Veronika balançava o saco de papel de um lado para o outro e Sara seguia o balançar com a cabeça.

–O que tem no saco?

–Tem uma porção de salada de batata, milho cozido, um sanduíche de tomate e ricota e um suco de morango... Você quer? Eu não consegui comer tudo... -Veronika fazia a inocente. Queria conquistar a confiança de Sara. Ela entrega o saco de papel para Sara, que pega, sem desconfiar das intenções da morena. O celular de Veronika toca... Ela olha para o visor e se retira do lock ao mesmo tempo em que DB entra no ambiente com alguns papéis em mãos.

–Boa noite! -DB saudou todos no ambiente e rapidamente foi cumprimentado por todos.

–Alguma novidade? -Catherine pergunta enquanto observava DB organizando os papéis que segurava.

–As evidências do caso Carolyn Spencer chegaram... E temos outro caso. -DB direciona seu olhar para Morgan. -Recebemos um chamado de um possível homicídio na Strip. Morgan e Finlay, quero vocês duas no caso. -Finlay se mostra interessada no caso, mas Morgan parecia não ter gostado do que acabará de ouvir.

–Achei que eu estava com vocês no caso de Carolyn Spencer...

–E você está, mas Finlay ainda não está cem por cento... E também, não precisamos de você agora. -Veronika volta para o lock com o celular ainda em mãos e é questionada por Catherine.

–Quem te ligou?

–Um amigo... Ele está pensando em vir para Vegas e eu disse que era uma ótima época para isso. -Veronika fala rapidamente. Catherine apenas acena positivamente e volta a se concentrar em DB.

–Veronika, será que você pode acompanhar Finn e Morgan em um caso na Strip? -DB fala e ela se mostra interessada.

–Sobre o que é o caso?

–Um possível homicídio...

–Trabalhar com uma futura colega de bar e a Morgan? Tudo bem! -Veronika sorri e segue para o estacionamento, seguida por Finn e Morgan. DB, Greg, Sara e Catherine, por sua vez, seguem para a sala de evidências para analisar as novas provas.

...

Finlay, Morgan e Veronika chegam ao local do crime. Os policias já estavam presentes e conversavam com pessoas que passavam por ali. A cena de crime já estava isolada, mas a fita amarela não impedia que curiosos tentassem olhar para aonde o corpo estava. As meninas olhavam o corpo. Era um homem branco, com aproximadamente 1.80m, careca, corpo grande e que trajava uma calça social, um tênis de corrida e um casaco de moletom. Em volta dele, não havia sangue, mas havia um copo descartável de café, um saco plástico, um celular e um taco de golfe.

–A arma do crime? -Veronika perguntava para si mesma enquanto Finlay cuidava do corpo e Morgan olhava próximo a uma caçamba de lixo.

–Sem sangue... Pode ter sido uma desova... Ele está com o rosto desfigurado... Não tenho certeza de que tenha sido com isso. -Finlay explicava enquanto Veronika colocava a luva de látex e pegava o taco de golfe.

–Sem sangue no taco... Sem deformações no cabo... Não é a arma do crime! -Veronika conclui.

–E o que está fazendo aqui? -Morgan pergunta se aproximando do corpo.

–Talvez tenham colocado aqui para despistar. -Veronika entrega o taco para Morgan, que o embrulha e o leva para o carro. A mesma, pega o copo de café descartável e começa a cheirar o interior dele. -Avelã, canela... Laranja? -Ela para de cheirar o copo e volta em seguida. -Não... É limão siciliano. -Ela guarda o copo em um saco de evidências. Em seguida, recolhe o saco plástico e observa o interior dele. -Tem cola dentro do saco plástico... -Veronika guarda o saco plástico em mais um saco de evidências. Morgan volta para a cena acompanhada por David, que novamente havia se atrasado.

–Desculpem... Eu estava no hospital... -Ele cumprimenta Veronika e começa a analisar o corpo.

–Homem branco, 1.80m, possui fratura visível no crânio... Tatuagem no pescoço... -Ele dizia para si mesmo enquanto Finlay observava a vítima.

–A vestimenta não condiz com a ocasião... Não sabemos se ele estava praticando esportes ou indo para uma festa. -Finlay conclui.

–Sem identidade... -David seguia com suas observações. Morgan estava ao seu lado e recolhia o celular para análise. Depois de um tempo, David segue com o corpo da vítima para o IML, enquanto as meninas continuaram por ali analisando todo o perímetro durante toda a noite.

...

No laboratório, DB, Sara, Catherine e Greg analisavam as evidências que haviam sido enviadas de San Diego.

–Aqui está o relatório de Carolyn... Foi encontrada morta em sua casa, pendurada por um cinto em sua escada. A vizinha dela, Eda Domingues, escutou gritos e ligou para a polícia, que quando chegou, encontrou Carolyn. — DB lia o relatório inicial do caso.

–Quando a polícia chegou na cena, encontraram a casa completamente limpa, porém o quarto de Carolyn estava todo revirado. Haviam roupas no chão e um bilhete na cama. — Catherine lia o segundo relatório enquanto Sara procurava o bilhete. Rapidamente, ela encontra a embalagem com o bilhete. — O conteúdo do bilhete era duas letras... R.V e não havia mais nada escrito.

–O relatório da autópsia diz que ela morreu estrangulada por um objeto que, segundo a análise, não conduzia com o cinto. Marcas de defesa foram encontradas nas mãos e por toda a extensão torácica dela. -Greg dizia em voz alta o que estava escrito no relatório.

–No cinto, não havia nenhuma digital. As iniciais no bilhete não combinavam com nenhuma amostra do sistema e não havia nenhum indício de que alguém entrou na casa, embora o corpo da vítima esteja dizendo o contrário. -Sara concluía a leitura do relatório. Todos se olhavam sem entender o que passará com Carolyn naquele dia.

–O relatório da autópsia dizia que Carolyn tinha ferimentos de defesa, mas o relatório policial dizia que não poderia ter ninguém na casa naquela noite. -DB se questionava esperando que alguém pudesse esclarecer o que havia se passado.

–O assassino de Carolyn soube limpar a cena, mas esqueceu das marcas que ficou no corpo dela, incluindo a marca das mãos dele no pescoço dela. -Catherine observava.

–Quanto ao bilhete... Encontramos bilhetes nas cenas anteriores com essas mesmas letras. Poderia ser uma assinatura do assassino. -Sara supunha.

–Nick chegará amanhã pela manhã, então poderemos esclarecer a história. -DB informou. Eles não poderiam esperar muito... Quanto mais demoravam para solucionar o caso, maior era a chance desse assassino cometer mais um crime...

Notas finais
Espero que gostem desse e não deixem de comentar...