Crime quase perfeito
7 Capitulo 7
Notas iniciais
Catherine congela ao ver sua pupila ali. Achava que ela havia morrido no acidente de carro que acontecera há alguns meses. Sua feição era de susto, mas percebe que era ela mesmo. A mulher solta algumas lágrimas e caminha até Catherine. Ela a abraça com toda a força que tinha naquele momento.
–Meu Deus, você está viva! -Catherine chorava. Ela se desfaz do abraço e olha para a mulher. Ela percebe que seu rosto estava inchado. Haviam marcas em seu rosto, suas mãos e estava com o olho machucado. Por trás daqueles olhos verdes, o vermelho do sangue das veias estouradas estavam em evidência. Catherine senta, a puxando para se acomodar ao lado dela. A mulher apoia a cabeça nas pernas de Catherine e ambas ficam em silêncio por alguns instantes. Catherine acariciava seus cabelos cacheados e decide quebrar o silêncio.
–Aonde estava? -Veronika se levanta e olha fixamente para Catherine.
–Em algum lugar perto de San Diego. Não sei direito. -Ela respira fundo e continua a falar. -Eu sai do rio a nado. Eu sabia que estava machucada e deitei na margem. A última coisa que me lembro é de um homem parado ao meu lado e então eu acho que desmaiei. Eu acordei... -Ela tenta puxar da memória o dia que acordou. Ela não queria contar que matou um homem, mas talvez tivesse que fazer isso.
–Acordou... -Catherine tenta ajudá-la a concluir a história.
–Acordei há três dias. -Veronika observava a expressão de espanto que Catherine apresentava.
–E como conseguiu vir para Vegas?
–Eu peguei uma moto. Primeiro eu passei em casa para tomar banho e descansar. Peguei algumas roupas, dinheiro, as chaves do carro e vim para cá. -Veronika sorri e Catherine retribui o sorriso.
–O que você fez para o Hodges? -Catherine estava desconfiada e esperava uma resposta de Veronika.
–O careca com cara de idiota? -Catherine confirma. -Bom... Só apontei meu canivete para ele é disse que iria tirar os testículos dele. -Catherine a repreende. Os membros da equipe entram na sala e Catherine rapidamente se posiciona com Veronika para apresentá-la para a equipe, mas assim que ela avista DB, puxa a arma que Catherine carregava na cintura e aponta para a testa de DB. Rapidamente, Catherine entra na frente dela.
–Veronika, não precisa disso... -Catherine tentava tirar a arma da mão dela, mas ela estava irredutível.
–Ele é mais alto... Estou mirando nesse topete ridículo que ele usa. -Greg entra na frente de Catherine, ficando cara a cara com Veronika e a arma que ela apontava.
–Você não precisa fazer isso... — Ele respirava fundo.
_Por que acha que eu não irei atirar em você?
–Não acho! Eu estou com medo... Muito medo! — Veronika sorri e abaixa a arma. Greg respira aliviado enquanto Catherine retirava a arma dela. Elas se posicionam uma ao lado da outra e Catherine decide apresentá-la.
–Bom gente... Essa aqui é Veronika Brown... Ela é filha do Warrick. -Todos a olham surpresos. Sara e Greg eram os mais confusos e se perguntavam o motivo de não saberem da existência dela.
–Eu acabei de ficar na mira da filha do Warrick... -Greg cogela.
–Por que eu não sabia dela? — Sara pergunta, ainda confusa.
–Na verdade... Poucas pessoas sabem... -Catherine diz.
–Além da Catherine, só o Nick, o Jim e o Grissom... Ah, e o meu pai. -Veronika conclui.
–Então... Grissom não me contou sobre você... -Sara se mostra confusa. -Interessante...
–Bom, eu soube da série de assassinatos que vocês estão investigando... Eu gostaria de ajudar! — Veronika diz a espera de uma reação dos que estavam presentes.
–Eu não vejo nenhum problema, Russel. -Morgan se pronuncia a favor de Veronika.
–Nem eu! — Agora é a vez de Finlay se pronunciar.
–Vai ser interessante! -Sara diz, não gostando da ideia.
–Concordo com vocês. -Greg fala. Veronika olha fixamente para DB esperando uma aprovação.
–Eu posso ficar, Russel? — Veronika fala esperando a resposta de DB.
–Você vai apontar uma arma para mim de novo?
–Eu não prometo nada! — DB encara todos ali presentes e, em seguida, olha para Veronika e acena, confirmando o pedido de Veronika. Todos caminham até a sala de evidências para informar a nova integrante da equipe sobre os casos. Quando chegam, Catherine entrega um jaleco e um par de luvas para Veronika enquanto DB iniciava a explicação.
–Bom Veronika, nosso primeiro caso é um capanga de um bandido que foi encontrado morto em um cassino. A princípio, achamos que Ele havia morrido com um tiro no peito, mas descobrimos que ele foi envenenado com uma grande quantidade de Beladona.
–Nos temos uma suspeita detida que confessou ter atirado nele, mas eu não acho que ela tenha injetado a droga nele. -Finlay conclui.
–O que ela faz da vida? -Veronika pergunta.
–Ela é camareira do Excalibur Hotel Cassino. -Sara responde.
–Bom, acredito que uma camareira não tenha acesso a uma droga tão letal como essa, quer dizer... -Veronika olha para Catherine. -Nem os agentes corruptos do FBI tem acesso a essa droga, então por que uma camareira teria? -Ela conclui a observação plantando uma dúvida na cabeça de todos. Greg se manifesta, dando início a explicação do segundo caso em que trabalhavam.
–Bom... Sobre o outro caso, temos três vítimas que aparentemente não se conhecem, mas que foram brutalmente assassinadas. Nossa primeira vítima chama-se Charles Watson. Foi encontrado morto em sua casa com dois tiros, um na perna e o outro na cabeça. Nossa segunda vítima chama-se Anthony Milani e também foi encontrado morto em sua casa. Sua mão foi mutilada pela lâmina de um liquidificador. -Greg termina e observa Veronika pegando e olhando para a lâmina.
–E a terceira vítima? -Ela pergunta sem tirar os olhos da lâmina.
–Não sabemos muito sobre ela, já que ela foi encontrada em San Diego... A única coisa que sabemos é que o nome dela é Carolyn Spencer e foi encontrada morta pendurada por um cinto a três metros do chão e por isso Nick está vindo para Vegas para nos ajudar no caso. -DB conclui. Veronika guarda a lâmina do liquidificador e começa a olhar para a parede, tentando pensar em algo.
–Liquidificador... Arma... Cinto... O que essas coisas tem em comum? -Veronika pergunta é rapidamente levanta a curiosidade de todos presentes.
–Nada? -Greg questiona.
–Vamos... Vocês são CSI's... Metade de vocês trabalharam em mais de 300 cenas de crime... -Veronika fala esperando algo mais do que Greg havia acabado de falar. — Conseguem pensar melhor...
–Objetos metalicos? Sabe, a arma, a lâmina, a fivela do cinto... -Morgan arrisca um palpite e olha para Veronika, que balança a cabeça sinal de reprovação.
–Eram objetos que haviam em casa? — Sara tenta uma resposta e Veronika sorri em sinal de aprovação. -Assim ele não precisaria levar nenhum objeto e seria mais difícil para a polícia encontrá-lo. -Sara estava certa. Aquele assassino fazia de tudo para não ser encontrado. Depois de muita discussão e suposições sobre o caso, os CSI's se retiram da sala de evidências. Greg, Morgan e Sara iriam para suas casas, enquanto DB e Finlay, junto com Catherine iriam interar Veronika sobre o caso de Conrad Marchal.
–Conrad Marchal foi encontrado morto no meio do cassino do hotel Excalibur. A princípio achávamos que ele havia sido morto por um tiro, mas descobrimos que ele havia sofrido um ataque de overdose causado por uma droga muito forte. -DB termina sua análise e observa Veronika. Ela não demonstrava nenhuma reação com o relatado por DB.
–Nós temos uma suspeita detida. Ela confessou ter atirado no Marchal. -Finlay conclui e novamente nenhuma reação vinha de Veronika até que ela junta todos os relatórios e os organiza em sua frente.
–Estudo os funcionários do McGee há mais ou menos um ano... Conheço todos eles e sei de cada passo que eles dão. Sei dos vícios, dos consumos, da família... E o Marchal morreu pelo próprio vício. Já pensaram na hipótese de suicídio? -DB e Finlay olhavam incrédulos para a frieza dela. Catherine não parecia surpresa, embora a atitude de Veronika a tivesse assustado um pouco.
–O Dr Robbins examinou o corpo e havia um buraco de agulha no braço dele. -DB explica.
–Infelizmente não havia nenhuma seringa no quarto ou no lixo. -Finlay conclui a explicação de DB.
–Então alguém esteve no quarto dele... Quem tinha acesso ao quarto, Finn? -Veronika pergunta.
–Além de Marchal, a camareira do hotel, Vivian Grace e... -Finlay se interrompe e pensa na outra pessoa que tinha a chave do quarto. -Tomás Presley... Ele é o chefe das camareiras e tinha a chave de todos os quartos... Resolvemos o caso! -DB encara Veronika, que solta um breve sorriso.
–Vamos falar com o Vartan... -DB e Finlay se retiram da sala de reunião e seguem para a delegacia, deixando Catherine e Veronika sozinhas.
–Eu não vou me intrometer na sua investigação pessoal, mas eu não quero que sua obsessão pelo McGee atrapalhe o caso. -Veronika acena positivamente para Catherine. -Aonde você vai dormir?
–Em um hotelzinho...
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