Crime quase perfeito
6 Capitulo 6
Notas iniciais
Morgan e Greg estavam na sala de convivência... O caso deles estava estacionado, e sem nenhuma nova evidência, não conseguiam trabalhar. Ainda esperavam a resposta de Nick a respeito de Carolyn Spencer, mas não sabiam quanto tempo iria demorar.
–O que faremos agora? — Morgan estava na porta da geladeira olhando o que havia lá dentro de cinco em cinco minutos.
–Eu não sei. — Greg estava sentado na mesa olhando para o nada.
–Estou entediada! — Morgan senta ao lado dele.
–Podemos ajudar Sara no caso dela. — Ele sugere. DB, Sara e Catherine entram na sala de convivência. Todos pareciam chateados e Sara olhava em direção a mesa, onde estavam Greg e Morgan.
–Vocês estão muito bem... Digo, estão descansados... Nem parece que temos um possível serial killer em Vegas. — Sara comenta enquanto Catherine entrega um copo de água para ela.
–Não temos nenhuma nova evidência e Nick ainda não nos deu nenhuma resposta sobre a moça com quem Anthony conversava. -Greg responde.
–Já pensaram em ligar? — Catherine perguntava ironicamente.
–Nick disse que iria solicitar uma vídeo conferência conosco para falar sobre a moça. -DB responde.
–Mas e o seu caso, Sara? -Morgan pergunta, se mostrando interessada.
–Deu uma reviravolta incrível e agora parecemos uma cobra-cega dentro dele. — Sara boceja enquanto coloca o copo encima da pia.
–O que quer dizer? — Ela pergunta novamente.
–Nossa vítima morreu de overdose e não por uma bala no peito como imaginávamos. — DB explicava. Greg e Morgan prestavam atenção de cada detalhe contado sobre aquele caso.
–E Finlay está analisando algumas evidências que encontramos no quarto de Marchal. — Sara conclui. Nesse instante, Finlay entra na sala de convivência com os resultados de DNA dos "brinquedinhos" encontrados no quarto da vítima.
–Ainda bem que eu encontrei vocês. Eu tenho os resultados dos DNA's dos brinquedinhos. Em alguns, eu encontrei o DNA do Marchal e em outros, o DNA da nossa Vivian Grace. — Todos se olham e DB se pronuncia.
–Ótimo... Finn, chame o Vartan e convoque a moça para depor. Eu encontro vocês na delegacia. — Finn acena e segue para a delegacia. O celular de DB vibra. Ele pega o celular, vê a mensagem e guarda no bolso. — É o Nick... Ele está aguardando para uma vídeo conferência. Vamos? — DB sai andando até a sala de vídeo, seguido por Sara, Catherine, Greg e Morgan. Chegando lá, todos se acomodam e DB caminha até o notebook. Nick já estava no Skype esperando e DB o passa direto para a smart TV. -Pronto Nick. — A imagem de Nick aparecia para todos que estavam naquela sala e então ele começa a falar.
–É um prazer rever todos vocês! -Nick demonstrava felicidade ao ver todos os seus amigos. — Que bom te ver de novo, Catherine.
–Estou com saudades, Nick. — Catherine sorri.
–Sara, Greg, Morgan... Estou com saudades de vocês também...
–Sabemos disso... — Greg diz e todos sorriem.
–Onde está a Finn? — Nick pergunta e rapidamente DB o responde.
–Foi para a delegacia. Nós estamos em dois casos complicados... Mas vamos direto ao assunto... O que sabe sobre Carolyn Spencer?
–Eu sabia que já havia escutado esse nome antes, mas somente depois da pesquisa eu pude ter total certeza. — Nick respira e rapidamente continua o seu relato. -Carolyn Spencer foi encontrada morta na casa dela. — Todos se surpreendem com a notícia e Catherine decide se pronunciar.
–Como ela foi encontrada?
–Uma vizinha nos ligou no meio da noite. Disse que ouviu a Carolyn gritando e depois não ouviu mais nada. Quando chegamos, Carolyn estava pendurada com um cinto no pescoço e a três metros de altura. -Nick responde. DB olhava para os colegas enquanto pensava em algumas teorias.
–Quais evidências foram encontradas? — Era a vez de Sara o questionar.
–Uma receita médica no nome de Francesca Milani. — Greg e Morgan se olham.
–Francesca Milani é mãe de uma das nossas vítimas, Anthony Milani. — Greg comenta.
–O que será que uma receita médica no nome da mãe de Anthony estaria fazendo na casa de Carolyn? — Morgan questiona e Sara toma partido na conversa.
–Encontramos m pedaço de papel na pia da casa de Anthony que estava manchado com suco, mas depois de passar pelo grafotécnico, descobrimos ser uma receita médica. — Conclui.
–Sabemos o nome do médico que passou a receita? — DB pergunta diretamente para Nick.
–Zachary Norman. Na época, conversei com ele e me disse que Carolyn sempre aparecia com a Sra. Milani no consultório dele. E as vezes, Carolyn aparecia com um homem por lá.
–Podia ser o Anthony. -Morgan supõe.
–Onde esse médico mora? — Catherine pergunta.
–Los Angeles. — Nick responde e Catherine pega o seu celular. Ela manda uma mensagem para um dos membros de sua equipe.
–Nick, será que tem como você enviar as evidências para o nosso laboratório? — DB pergunta.
–Posso fazer melhor... DB, será que eu poderia participar do caso? Eu posso ir a Vegas pessoalmente com as evidências e tratar dos trâmites para a exumação do corpo de Carolyn, caso necessário... — Todos se mostram empolgados com a notícia. DB rapidamente acena a cabeça como sinal de confirmação. Nick se despede e todos se retiram pouco a pouco da sala. DB e Sara iriam encontrar Finlay na delegacia, para o depoimento de Vivian Grace, enquanto Catherine iriam tratar de pegar as informações do caso com Greg e Morgan.
...
DB e Sara já estavam na delegacia acompanhando de fora da sala de interrogatório o depoimento de Vivian Grace para Finlay e Vartan. Ela não queria falar, mas Finlay tocou no assunto do DNA dela nos objetos de prazer sexual de Conrad Marchal.
–Nós encontramos seu DNA nos objetos de prazer do quarto de Marchal. Você quer falar agora? — Finlay a encara firmemente esperando uma resposta. Ela hesita, mas acaba falando.
–Marchal me pagava para ser a prostituta dele. No início, eu achava que ele gostava de mim, mas depois que ele disse que podia me comprar, eu o ignorei. Eu estava com nojo dele... Aquele homem era asqueroso... -Vivian termina e percebe que Finlay e Vartan não paravam de olhar para ela.
–Então... Você talvez estivesse com raiva dele por tudo o que ele te fez passar e então o matou... -Supõe Vartan. Vivian o encara com sangue nos olhos e não hesita em responder.
–EU NÃO ATIREI NELE!
–Vivian... Ninguém aqui falou em tiro... Conrad Marchal morreu de overdose. Havia uma quantidade muito grande de uma droga perigosa no organismo dele. -Finlay fala e Vivian se encolhe. Ela sabia que havia confessado. Finlay sai da sala e caminha até DB e Sara. Dalí, eles vêem Vartan algemando a suspeita. Eles saem dali e seguem para o laboratório. No elevador, Finlay e DB começam a discutir sobre o caso.
–Ela confessou! -Finlay afirma.
–Mas só podemos provar que ela atirou nele. -DB conclui. -Enquanto não tivermos provas que ela injetou a droga em Marchal, só podemos prende-la por tentativa de assassinato. — Eles chegam no andar do laboratório e caminham até a sala de evidências para encontrar Catherine. Quando chegam, se acomodam um ao lado do outro e observam Catherine com a agenda telefônica de Charles Watson.
–Essas evidências estão me instigando... — Catherine observa. -Acho que deveríamos falar com uma especialista.
–Alguma sugestao? — DB pergunta.
–Bom... Sim, mas... -Catherine olha para Sara. -Eu posso te contar em uma outra hora. -Catherine volta a olhar para a evidência que segurava. Pouco tempo depois, Hodges entra na sala com uma expressão assustada e todos o olham.
–Me desculpem, mas... -Ele respira fundo. -Tem uma mulher lá na sala de convivência que quer falar com você, Catherine. — Ela demonstra preocupação e rapidamente tira o jaleco e as luvas e caminha só até a sala de convivência. Sua expressão facial muda de preocupada a assustada quando vê a figura que estava ali. Ela se embaraça com as palavras até que apenas uma sai de sua boca.
–Veronika!
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