Crime quase perfeito
13 Capitulo 13
Notas iniciais
Catherine estava no quarto junto com Veronika, que havia acabado de sair da cirurgia e naquele momento dormia serenamente, quando ouve batidas na porta e, antes que pudesse autorizar a entrada, Grissom abre a porta e entra no quarto, se colocando ao lado da cama de Veronika e de frente para Catherine.
–Como a Sara está? -Catherine pergunta sem desviar a atenção de Veronika.
–Está bem! Ela pediu para vir ver como a Veronika está. -Grissom acaricia o rosto de Veronika e, em seguida, olha para Catherine. -Sara vai poder ir para casa amanhã pela manhã.
–Veronika só será liberada daqui há duas semanas. -Catherine sorri.
–Cinquenta dólares que ela vai fugir em menos de quarenta e oito horas. -Grissom diz desafiadoramente enquanto olha para Catherine, que apenas sorri. -Olhando para ela dormindo, até parece inocente... E dócil! -Ele conclui e consegue tirar um sorriso maior de Catherine.
–Eu preciso avisar o Nick e pedir para ele vir buscar as evidências que elas recolheram. Fica com ela por dois minutos? -Catherine pergunta receosa. Grissom apenas sorri e confirma e então, ela sai do quarto com o celular em mãos e digitando o número de Nick. A ligação começa a chamar, mas Catherine não obtém nenhuma resposta e então, ela digita o número de Greg, que atende no segundo toque. Ela consegue explicar em poucas palavras o acontecido e termina a ligação pedindo para Greg não demorar. Quando Catherine volta para o quarto, observa Grissom com a mão enterrada nos cabelos de Veronika, que sorria enquanto permanecia com os olhos fechados.
–A felina acordou! -Grissom avisa se referindo a Veronika.
–Que bom! Como se sente? -Catherine pergunta.
–Estou com algumas dores nas costas e sinto meus olhos pesados. -Veronika reclama enquanto ainda recebia o carinho de Grissom. -E como está a Sara e o bebê? -Ela vira o rosto para Grissom.
–Estão bem... E ela me pediu para vir te ver. Ela ficou muito preocupada e me contou o que aconteceu. -Veronika começa a abrir os olhos e vê os grandes olhos azuis de Grissom e Catherine direcionados para ela.
–E quando eu vou embora daqui? -Pergunta fazendo careta.
–Daqui a duas semanas... -Catherine responde tranquilamente e consegue perceber o fio de irritação tomar conta de Veronika.
–É por isso que eu odeio hospitais. -Veronika retruca e consegue arrancar dois largos sorrisos dos acompanhantes.
...
No laboratório, DB já tomava seu posto devido aos recentes acontecimentos. Enquanto Greg seguia para o hospital para buscar as evidências do apartamento de Douglas Hummer, Finlay e Nick analisavam o carro dele no intuito de encontrar ainda mais evidências.
–Alguma coisa no porta-malas? -Finlay pergunta enquanto analisava o interior do carro.
–Está aparentemente limpo. -Nick responde. -Mas eu ainda não vi tudo. -Ele pega uma tesoura e começa a cortar o carpete do porta malas. Quando termina, ele abre e se surpreende com o que vê.
–Finn, Eu achei uma coisa... -Finlay sai do carro e caminha até Nick, ficando ao lado dele e olhando na mesma direção.
–Três pacotes de cocaína. -Nick diz.
–Muito suspeito. Será que ele estava traficando? -Finlay questiona.
–Veronika nos falou que Douglas Hummer tinha uma ficha criminal... -Nick fala se afastando do porta malas.
–Sim, mas você acha que ela está escondendo algo? -Finlay se aproxima dele.
–Eu acho que a Veronika descobriu mais do que nos contou sobre ele. -Nick a olha nos olhos e volta para o porta malas.
–E o que te leva a pensar nisso?
–Ela é esperta! E a Catherine vive escondendo ela embaixo de sua própria asa. -Ele se encontra no porta malas já fechado e olha para os pacotes de cocaína que estavam sobre a mesa.
–E você acha que a Catherine esconderia algo assim? -Finlay volta a questionar.
–Eu não sei!
...
Catherine continua no hospital com Veronika, que naquele instante estava devorando o pote de gelatina. Elas ouvem dois toques na porta e em seguida, um rosto familiar aparece, arrancando um largo sorriso de Veronika.
–Oi Greg. -Ela diz colocando a última colherada da gelatina Verde na boca.
–Como se sente? -Ele pergunta se aproximando da cama.
–Dolorida. -Ela responde.
–E como está a comida? -Ele torna a perguntar e dessa vez, fazendo careta.
–Uma delícia, apesar do pouco sal. -Ela ironiza. -Mentira, essa comida é horrível e é por isso que eu não gosto de hospital. -Fala tentando se levantar, mas logo volta para a posição em que estava e, com as mãos na costela, Ela olha furiosa para Catherine.
–E é por isso que você precisa de duas semanas no hospital. -Ela volta a ler a revista que segurava.
–Já viu a Sara? -Veronika pergunta procurando uma posição mais confortável.
–Já é ela parece bem... E também me contou sobre o bebê. Fiquei meio chocado, mas ela está feliz e isso também me deixa feliz. -Ele sorri para Veronika, que retribui com outro sorriso.
–Catherine, o DB quer falar com você. Ele tentou ligar, mas você não atendia... -Catherine o encara e depois encara Veronika.
–Pode ir Catherine, Eu vou ficar bem... -Catherine então sorri e sai do quarto em seguida, deixando Veronika e Greg sozinhos. -Você vai me ajudar a sair daqui? -Ela pergunta.
–Como? Não... Claro que não! Você precisa repousar. Fraturou três costelas e provavelmente vai ter que usar um colete ortopédico... Não pode sair! -Greg a adverte e ela se encolhe na cama.
–Até você me dando bronca... -Ela sussurra.
–Não é bronca, é cuidado! Catherine está muito preocupada com você. -Greg fala acariciando os cabelos de Veronika e ela solta um grunhido. -Eu tenho que ir também, preciso levar as evidências para o laboratório, mas eu volto para te ver a noite. Pode ser? -Ele pergunta se afastando lentamente.
–Claro! -Ela sorri. -Quando sair apague a luz que eu quero voltar a dormir. -Greg balança a cabeça e Veronika fecha os olhos para voltar a dormir.
...
Catherine caminhava pelos corredores do laboratório em rumo ao escritório de DB, que a aguardava na porta deste com cara de poucos amigos e segurando o relatório de Morgan sobre Heather.
–Alguma novidade? -Catherine pergunta parando em frente ao supervisor.
–Morgan me entregou o resultado da mordida nos órgãos genitais das nossas vítimas... Tem alguém colhendo o depoimento dela? -DB pergunta olhando para Catherine por cima dos óculos.
–Não. Creio que Grissom iria falar com ela, mas Sara e Veronika sofreram um acidente e estão no hospital agora. -Ela responde. DB, por sua vez, abre espaço para que ela entre em seu escritório e a segue, sentando a frente dela.
–E não havia ninguém para interrogá-la?
–Não encontrei Nick ou a Finn, Morgan estava ocupada com a análise das mordidas e uma de suas CSI's está no hospital e só está viva e bem por causa da Veronika. E precisamos de mais provas sobre ela, não podemos colocá-la em nenhuma cena de crime, apenas provamos que ela mordeu nossas vítimas. -Catherine explica enquanto DB não tirava os olhos do relatório. -Greg está voltando do hospital com as evidências que as meninas recolheram na casa de Douglas Hummer e iniciaremos as análises logo que ele chegar. -DB olha para a porta, onde Nick estava parado pronto para entrar e acena autorizando sua entrada.
–Boas novas?
–Achei três pacotes de cocaína no porta-malas do carro de Douglas Hummer. -Nick inicia. -Mas acho que tem mais coisa por trás dessa evidência. -Ele desvia seu olhar para Catherine.
–E o que sugere, Nick? -Catherine pergunta sarcasticamente.
–Acho que a Veronika está omitindo alguma coisa é também acho que você está a acobertando. -Nick olha para DB e para Catherine, que o olha irritada.
–Tem razão! Veronika na verdade é uma infiltrada do McGee que está aqui para exterminar todos os membros do laboratório. -Ela termina de falar e revira os olhos. Nick, por sua vez, à encara seriamente antes de sair andando do escritório de DB. -Nick! Eu vou explicar tudo, mas quero que você vá visitá-la antes. -Nick concorda e volta a caminhar.
–Vai precisar me explicar também... -Catherine concorda e se acomoda na cadeira para contar as descobertas de Veronika.
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