Criando Um Monstrinho

3 Dito-cujo me Perseguindo.


Notas iniciais
Er... Desculpe a demora. '3'
Nada a dizer, boa leitura.

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Hm... Onde eu parei? ... Ah sim, a escadaria... Depois casa... Depois banho e por último minha cama.

Havia dormido feito pedra, pois convenhamos... Raramente eu me esforçava daquela maneira.

Acordei no segundo toque do despertador, que, aliás, sempre tocava às 6hrs da manhã. Com o modo soneca, o segundo toque seria 6h10min. E ah... Que sono.

Estava realmente parecendo um zumbi com aquelas olheiras e minha falta de disposição. Se não bastasse ser estranha por ser nerd, hoje eu seria estranha sendo uma nerd-zumbi.

Após ter dado uma passadinha no banheiro e me arrumado para a escola, fui até a cozinha tomar o café da manhã... Minha mãe estava encostada na pia, tomando sua caneca com leite calmamente enquanto lia uma revista.

Após me ver abrira um sorriso costumeiro, afastando a caneca de seus lábios. – Bom dia querida. Como está se sentindo? – Perguntou ela, logo após eu me sentar na cadeira.

Dia. Um pouco... Cansada.

– Adolescentes... Vivem cansados, não entendo. – Mamãe se aproximou de mim, depositando um beijo em minha testa. – Vou trabalhar agora, tenha um bom dia na escola.

Assenti, dando um ultimo gole no copo de café com leite.

Sinceramente, acho que eu precisava mesmo era de tomar um litro de café puro, pois o sono estava de matar.

Ok, ninguém precisa saber que andei feito um bêbado no caminho da escola e que cai uma vez na guia da calçada quando fui atravessar a rua, então vamos pular essa parte para a que cheguei ao portão da escola.

De repente senti um puxão violento em meu braço logo após ultrapassar o portão. O sujeito entrelaçou um de seus braços em volta de meu pescoço e usou a mão para tapar minha boca – Como se eu fosse perder meu tempo e gastar minha mínima voz gritando -.

Parecia ser uma pessoa relativamente alta, por estar se curvando para me prender.

Apenas mantive minha calma de sempre, embora estivesse um pouco aflita.

– Você é uma espiã?! – Sussurrou o sujeito.

... Parando para raciocinar: Ele era meio burro. Se taparmos a boca de uma pessoa, provavelmente é para a mesma não dizer nada. Aí estou dentro desse caso e ele me faz uma pergunta? –Dane-se a lógica, certo?-.

Mantive meu silêncio até que ele finalmente se tocou e me soltou do agarre. Assim pude ver quem era o aparvalhado dito-cujo projeto de loiro aguado.

– Agora me responda...! – Ele continuou a sussurrar, mas francamente, se sua intenção era ser discreto, já havia fracassado.

– E porque eu perderia meu tempo te espionando, seu troglodita? – Indaguei ao rapaz.

– Togl o qu... Então porque foi a minha casa ontem? O que queria comigo?! Há algum tipo de localizador naquela pasta? – O rapaz espreitou os olhos.

– Não seja ridículo.

Minha resposta o fez arquear a sobrancelha como um tique nervoso. Sabe aqueles momentos que você tem a leve impressão que iria levar um soco, mas não quer demonstrar que está com medo disso? É, considerem-me neste conceito.

Ajeitei meus óculos, dando as costas para o dito-cujo. – Se não tem mais nada a dizer, com licença, mas eu tenho aula.

Evitei olhar para trás. Talvez se eu desse ibope para o projeto de loiro aguado as palhaçadas continuariam. E eu odeio palhaços.

Quando cheguei à minha sala, já havia algumas pessoas, que claro, me encaravam com medo.

Como disse antes, parecia que estava sendo mais temida que o valentão ali.

Sentei em meu lugar, achando que teria um momento de paz... Até aquele garoto uke do dia anterior aparecer novamente. Ele praticamente se jogou de joelhos ao lado da carteira, choroso.

– E ai? E-Entregou a pasta...?

– Sim – infelizmente -, entreguei. – Fitei-o sem interesse.

– E-Eh? O-Obrigado Srta. M-Mari! – Ele me agradeceu, segurando em minhas mãos.

Será que as pessoas não entendem que não importa o que façam, eu nunca vou deixá-las de olhá-las inexpressiva?

O professor não tardou em entrar na sala e automaticamente enxotar o “shota” dali.

Francamente, até o modo de o dito-cujo uke andar era suspeito...

Minutos depois deu início a aula, juntamente com o sinal que tocara.

Como sempre, eu estava isolada no canto dos fundos da sala e ninguém havia coragem o suficiente de me encarar nos olhos. – Torceremos por uma geração onde os nerds são temidos, e não vítimas de bullying! ... Só que não. –

Mas falando sério; o modo que o restante pensa de mim ou me olha, sequer me importa. Estou na escola somente para estudar, não para desfilar ou ficar reparando em alguém, certo?

Tudo estava indo bem, com silêncio e tranqüilidade... Fitei brevemente a cadeira ao lado, que estava vazia. Para falar a verdade não era o único lugar desocupado, mas isso não importa.

De repente a porta lateral da sala foi aberta violentamente, revelando o dito-cujo projeto de loiro aguado – Não canso de repetir isso. – com o semblante intimidador.

Todos os alunos se assustaram, e mais ou menos uma meia dúzia usou a porta dos fundos para fugir de uma possível confusão.

– Sr. L-Lupus... – O professor citou tal nome tremendo de medo e recuou lentamente. – O q-que o trás aqui...? – Tentou sorrir.

O rapaz nada respondeu; se dirigiu aos fundos da sala, fitando um por um e logo se sentou folgadamente na cadeira ao meu lado.

O olhar amedrontado de todos, incluindo o do professor, não fora o suficiente para intimidá-lo ou impedi-lo de colocar seus pés sobre a mesa e cruzá-los.

– N-Não deveria... E-Estar em sua sala...? – Indagou o professor.

– Aqui é minha sala agora. Dá logo a aula ai, to esperando. – Lupus respondeu grosseiramente, fazendo o homem a frente suar frio. – E nem pense em me tirar daqui. – Continuou ele. – Ao menos se quiser apanhar, claro.

Um sorriso de canto surgiu em seus lábios. Aquilo definitivamente não iria prestar.

– Tenho assuntos pendentes com determinada pessoa.

Embora eu estivesse com o olhar fixo na lousa, senti os olhos rubros do encrenqueiro e do restante da sala cair sobre mim. Sequer me senti intimidada.

Sobretudo, não parava de pensar o quanto não iria prestar ter sua presença ali. Desde que não atrapalhe meus estudos, o restante da escola pode desmoronar que sequer vou ligar.

Mas que não é legal sentir um dito-cujo mentecapto te encarando a aula toda não é, ok? Ok.



Notas finais
Enfim, deixem reviews.
E outra, escrevo as fics pra quem gosta, quem não gosta ai já não é problema meu. Agora nem venha tacar pedras no review por que eu vou deletá-lo. Só avisando.