Notas iniciais
Ran: Hello minna-san o/ Aqui está o cap novo o/
Mel: Segue mais um capitulo da fic... queria deixar claro que eu amo muito Saga e Shura... e agradeço a minha amada Ran por topar escrever com esse casal que não é lá o favorito dela.
Ah, e agradeço aos reviews... amei todos e fiquei feliz por terem aceitado bem o meu amado Ikki.
Ran: Considerem o "Não é lá o favorito dela" como "Ela não gosta desse casal", ok? 8D

Camus estava no restaurante com um de seus sócios, Saga, ambos esperando os pedidos chegarem.

- então Saga, como vão as coisas com o espanhol?

- Vão bem. Estou pensando em pedir ele em casamento... – murmura — E como vai o Mi?

Camus arregalou os olhos, engasgando com o vinho.

- c-casamento?

- Sim... Agente já vive junto há seis anos. Fora os ataques de ciúmes dele, não têm muitas brigas. O que acha? Devo pedi-lo em casamento?

- Err... Casamento não é fácil Saga, às vezes eu penso que ter um papel assinado só piora as coisas. Quando não se tem isso tudo é mais leves

- Se o Mi ouvir isso ele pira, Kamus. – sorri divertido — Mas teria um lado bom, ele viria correndo para os meus braços e eu iria consolá-lo, o abraçando e secando suas lagrimas.

Camus estreitou os olhos

- O nome dele é Milo! E se você encostar um dedo nele considere-se um homem morto. – Kamus mantinha o tom frio e sério de sempre.

Saga não estava nem ai para as palavras do ruivo, bebia seu vinho calmamente.

- Tanto faz. Mas e ai, como ele está? To com saudades do meu Mi.

- Saga, às vezes eu acho que você perdeu a noção do perigo — bebe um pouco de vinho — Ele é MEU, e está ótimo. Lindo como sempre.

- Em uma coisa você tem razão, ele é lindo. E ai, como vai aquela historia de adoção? Conseguiram?

Camus bufou, Saga nunca deixou de ser abusado.

- Sim, nós adotamos o Hyoga... Ele foi para nossa casa há uns dias. Mas as coisas não estão muito fáceis... Ele tem um gênio difícil.

- Huh... Vou dar uma passada hoje lá na sua casa para conhecê-lo.

- Claro. Leve o Shu, estou com saudades dele.

- Pode deixar, ruivinho — Bebe o vinho — Ahh, até que enfim vou ver meu Mi de novo, já estava com saudades daquele anjinho sem asas.

- Saga, eu já disse e vou repetir, eu não gosto quando você se refere assim a ele. Ele não é seu! Mon Dieu, quando você vai parar com isso? Agora você vai casar, então deixa meu marido em paz.

- Ruivinho, ele foi meu antes de ser seu. Certos costumes persistem com o passar do tempo

- SAGA! O que importa é o presente, e no presente é a mim que ele ama e pertencemos um ao outro. Portanto, respeite-o e a mim também. Não me faça ter que abrir mão da sua amizade.

Saga ria com gosto.

- Calma, ruivinho, só estou brincando. Tenho meu Shu, sabia?

- Não gosto desse tipo de brincadeira e você sabe. Com ou sem Shura, chegue perto do meu marido e não viverá para contar a história. – Kamus faz a ameaça com o mesmo tom impessoal de sempre.

Saga revirou os olhos.

- Tanto faz. Mas ainda não me contou, Kamus, como é o garoto? Ele está se adaptando a nova casa?

- Na verdade não. Ele não gosta de homossexuais. Ou pelo menos diz que não gosta. Mas eu acho que o problema dele não é bem esse...

A garçonete trouxe os pedidos, se retirando logo em seguida. Ambos começaram a comer.

- Huh... E qual o problema?

- Sinceramente eu não sei... Mas a vida dele com certeza não foi fácil, e isso influencia. O que mais me incomoda é a forma como ele trata o Milo.

Saga estreitou levemente os olhos.

- Como ele trata o Mi?

- Ele o trata mal e a mim também, porém o Milo é mais sensível a isso. Ele sofreu quando foi expulso de casa e a família o deserdou... Eu me sinto culpado por isso Saga. E agora eu me sinto culpado pelo que Hyoga está fazendo ele passar.

- Já conversou com o garoto? Por que se ele tratar o Mi assim na minha frente, Kamus, eu não vou me controlar, eu não sou você que resolve tudo com calma.

- Conversei sim, e deixa que do meu marido e do meu filho cuido eu!

Saga ignorou a ultima parte.

- E o que ele disse?

- Nada... Mas eu sei que ele vai pensar duas vezes antes de ofender o Milo. Saga, eu não me importo que ele me trate mal, mas ao Milo eu não permitirei. O único problema é o Mi... Você o conhece bem... Ele é muito carinhoso e o Hyoga não é receptivo.

Saga suspirou

- Kamus, a questão não é "Eu não me importo que ele me trate mal", a questão é que você não pode deixar que ele te trate mal. O Milo já é crescido, ele tem seus limites também, se você se preocupar tanto assim com ele, e tão pouco consigo, acha que vai adiantar de alguma coisa?

- Não é bem que eu não me importe com a forma como ele me trata... Mas nessa historia toda acho que o Milo é o único inocente, e eu não quero que ele saia ferido. Quanto a mim, eu sei o que estou fazendo.

- Kamus, o Milo se faz de inocente, mas isso ele não é. Você mesmo já disse que ele sofreu muito quando os pais o mandaram para fora de casa, e ele sofreu muito mais que isso na vida, acredite, e com essas experiências ele cresceu e amadureceu. Não é porque ele gosta de se fazer de inocente, que ele realmente seja inocente. Ele sabe se cuidar, Kamus.

- Eu sei bem o que ele passou Saga! . E ele não se faz de inocente, mas ele é sensível, principalmente quando o assunto é a rejeição por parte de alguém que ele ama.

Saga apoiou a cabeça nas mãos, olhando fixamente para o ruivo

- Kamus, você não pode protegê-lo para sempre. Sei muito bem que você ama o Milo, e muito, mas um dia você terá de deixar ele andar sozinho. E essa é uma ótima oportunidade, ele ira aprender a se virar e a lidar com a rejeição. Deixa-o se virar sozinho, Kamus.

- Mas que inferno! Saga eu juro que não te entendo! — agora o ruivo parecia nervoso — você é bipolar, tem dupla personalidade ou o quê? Há meia hora você queria esganar o Hyoga por machucar o Milo, e agora você quer que eu o deixe sofrer, para que ele possa amadurecer!!! O que você quer afinal? Dá pra ter uma opinião só, por Deus!!!

-... Se eu contar uma coisa, promete não contar para o Mi?

Kamus revirou os olhos.

- Diz logo de uma vez.

- A mãe e o pai dele... Vão vir para a cidade...

- Mon dieu...

- O Mi, ele não tá preparado para isso ainda...Se ele não consegue nem aturar a rejeição de um garoto, imagina dos pais, Kamus... Eu não quero que ele passe por aquilo de novo, mas ele precisa começar a se defender sozinho, a encarar os pais... Tenho certeza que eles virão vê-lo.

- Isso era tudo o que não precisávamos agora.

- E acha que eu não sei? – Suspira — Se dependesse de mim aqueles dois nunca mais chegariam perto do Mi... Kamus, eu estava ao lado do Milo quando ele decidiu se assumir de vez, eu vi como ele ficou depois do que os pais fizeram com ele, eu vi ele durante toda a depressão, quando ele não tinha ninguém. Eu o namorei durante essa época da vida dele, Kamus, quando ele não tinha mais ninguém... O que ele passou quando você não estava, quando eu estava ao lado dele... Aqueles dias jamais sairão da minha mente, Kamus... Jamais...

Camus ficou em silencio por alguns instantes

- Saga, não precisa me lembrar disso certo? Eu sei que eu não estava, e me culpo a cada segundo por isso. Eu só tenho medo da reação dele quando souber...

- Você não vai contar nada para ele, Kamus – o semblante pesado — Ele não vai saber que eles estão vindo.

- Eu não vou mentir pro meu marido saga. Mas eu posso omitir.

- Certo, faça como quiser. – suspira — O que eu não faço pelo Mi...

- vai começar de novo?

- Não estou começando nada, Kamus, você que é muito ciumento.

- Eu não sou ciumento, você que é inconveniente. Como você se sentiria se eu ficasse o tempo todo chamando o Shura de Shu, e dizendo que ele é meu?

- O Shura é o ciumento da relação, não eu. – Sorri, se levantando — Então, vamos? Nosso horário de almoço acabou.

Camus o acompanha em silencio. Se não fosse tão amigo daquela peste, já o teria matado. Mas, acima de qualquer ciúme, vem a amizade que os une, que é forte e sincera.

oOoOoOo

Como estava preocupado com a mãe, Shun foi para casa antes de voltar para a do pai.

Abriu a porta com cuidado, e fechou-a, começando a procurar a mãe.

- Mamãe? Esta em casa?

Esperou alguns minutos.

- Mamãe? — Chama mais alto. Sobe até o andar de cima, onde ficam os quartos — Mamãe?

Ayumi, nervosa por ser interrompida em seu momento intimo, saiu de cima do namorado.

- Que inferno de moleque irritante! — sai na porta do quarto vendo Shun — O que quer menino? Não vê que estou ocupada?

Shun corou ao ver a mãe totalmente pelada e com uma coisa branca descendo pela perna. Rapidamente desviou o olhar

- M-Me desculpe mamãe... É-É que a senhora não aparece em casa há algum tempo... Eu estava preocupado...

- Onde você se meteu moleque? Eu cheguei em casa e nem comida pronta tinha.

- O-O Ikki... Ele me levou para a casa do papai.

- Aquele maldito!! Vocês dois me pagam, agora vai fazer alguma coisa pra eu comer... Anda, chispa daqui!

- M-Mas o papai disse que era para eu ficar com ele essa semana...

Ayumi segurou Shun pelo braço, o apertando.

- Escuta aqui seu imbecil, não ouse me desobedecer, quem manda em você sou eu e vai logo fazer o que eu to mandando... — empurra o garoto sem o menor cuidado.

Shun estava assustado.

- M-Mas mamãe...

- Ayumi... vem logo... – Uma voz falou de dentro do quarto.

- Já to indo Cris — vira para Shun — vai logo, anda seu moleque insolente, vai fazer algo pra mim e pro meu namorado. Agora!!

- M-Mas...Se eu não voltar para a casa do papai... Ele vai ficar preocupado...

- Foda-se o seu pai! Eu estou me lixando pra você e pra ele. Quero mais é que vocês morram, mas antes de morrer vai logo fazer o que eu mandei!! Ou eu te arrebento garoto.

- M-Mas mamãe...

Ayumi se descontrola e dá um tapa na cara do garoto, deixando a pele com a marca de sua mão.

- A G O R A! VAI!!

Shun estava tão assustado que sequer conseguia se mover. Ele sussurrava o nome do irmão, querendo que ele viesse ajudá-lo.

- Ayumi, deixa esse moleque aí e vem terminar o que você começou – A pessoa no quarto gritou, parecia muito irritada.

Ayumi deixa Shun no chão e entra no quarto, mas antes de fechar a porta dá o ultimo recado.

- Daqui a meia hora eu quero tudo pronto e você vai servir o almoço pra gente, sem dar um pio.

- T-Ta... — Shun afirma, correndo para preparar o almoço logo em seguida.

OoOoOoO

Milo estava na cozinha, cantarolando algo baixinho, enquanto faz o jantar.

- Boa noite – O ruivo saudou o marido, enquanto entrava na cozinha.

- Ah, oi Kyu. Boa noite – sorri — Como foi seu dia?

Kamus se aproxima de Milo, dando um selinho demorado.

- Foi cansativo... Almocei com o Saga, ele e Shura vem jantar conosco hoje, desculpa não ter avisado antes, é que não tive tempo

- Tudo bem, é só fazer algumas coisas a mais. Mais e ai, como vai o Saga? Tudo bem com ele?

- Ele está bem, mas continua o mesmo pervertido de sempre... Não deixa ele se aproximar muito de você. Pelo bem dele!

- Para de ser ciumento, Kyu – Milo riu baixinho — Hoje eu e o Hyoga fomos ver a escola. Já fiz a matricula. E encontramos o Shun e o Ikki.

- Que bom... E como eles estão? O Shun me preocupa, a Ayume anda cada vez mais ausente.

- Não falamos sobre isso na frente dele, mas o Ikki me disse que ela ficou uma semana fora, e o Shun ficou ali, sozinho, esperando ela voltar...

- Mon Dieu... Não entendo por que o Albion não luta pela guardo do Shun. Ele é muito jovem pra passar pelas coisas que Ayume o obriga. – O ruivo respirou fundo, não gostava de se envolver na vida dos outros, mas viu Shun nascer, e realmente ficava penalizado por tudo que ele era obrigado a passar — E o Ikki, como está? Faz tempo que não o vejo.

- Está como sempre. Agente passou a tarde juntos, ele foi embora agorinha.

- Sei... – A voz de Kamus mostrava claramente que estava enciumado — vou escolher um vinho e depois tomar banho.

Milo o abraça por trás

- O que foi? Está com ciúmes do passarinho?

- Eu não sinto ciúmes Mi, só cuido do que é meu... — se vira no abraço, beijando o outro onde foi prontamente retribuído.

- Então agora solte um pouco o que é seu que tenho que fazer o jantar.

Camus sorri e dá um ultimo selinho no outro antes de soltá-l.

- E o Hyoga, onde está?

- Trancado no quarto. E não quer sair de jeito nenhum.

- E o que houve dessa vez?

- Não sei. Ele chegou em casa, correu pro quarto e se trancou lá.

- Sei... Eu vou falar com ele. Saga e Shura querem conhecê-lo, vou falar pra ele se arrumar pro jantar. – Kamus vai até a adega, que ficava na cozinha e escolhe um vinho e o deixa na bancada, por ser tinto tem que ser servido à temperatura ambiente.

- Tente não forçar muito isso. Você pode até o fazer vir, Kyu, mas fazê-lo gostar é outra historia.

- Não vou forçar Milo, mas não seria educado ele ficar trancado no quarto enquanto recebemos visita.

- Você e sua educação rígida. – Milo soltou um sonoro suspiro — Vai lá tirar ele do quarto que já estou acabando o jantar.

- Não sou rígido Milo, apenas precisamos passar alguns valores para o Hyoga, e educação é um deles.

O ruivo então saiu da cozinha, deixando o esposo acabar o jantar, e foi até o quarto do filho, batendo levemente na porta.

Hyoga o ignorou e Camus bateu mais forte.

- Hyoga...

- Vai embora! – O loirinho falou, de dentro do quarto.

Camus colocou a mão na maçaneta e a girou, vendo que a porta está destrancada, a abriu.

- Hyoga... Ta tudo bem?

Hyoga sequer de seu o trabalho de olhá-lo. Falou friamente:

- Está.

Camus se sentou na cadeira da escrivaninha, que fica próximo a cama.

- Não parece... Aconteceu alguma coisa?

- Não te interessa.

- Engano seu. Tudo que diz respeito a você me interessa. Mas em todo caso se não quer conversar comigo, eu entendo.

- Se entende então saia do meu quarto e me deixe em paz! Porra, nem sozinho posso ficar mais?!

- Olha o vocabulário garoto! — repreende o menor — lembra-se da nossa conversa de ontem? Se não lembra eu posso te refrescar a memória! — levanta-se — Só vim te avisar que temos convidados para o jantar. Então esperamos você lá embaixo daqui a meia hora.

Hyoga revira os olhos, levantando-se e cruza os braços.

- Se eu falar que não quero vai fazer alguma diferença? A minha opinião faz alguma diferença, afinal? – aponta para a porta — Se é só isso, saia.

- A sua opinião faz diferença, desde que ela tenha cabimento. Te espero lá embaixo. — pára na porta — ah, só pra você saber, eles são um casal gay. Então, respeite-os, por favor — se retira fechando a porta, não dando direito de resposta mal criada por parte do loiro.

Quando o ruivo saiu, Hyoga deu um soco nervoso na parede. Sua raiva estava no limite. Quem aqueles caras pensavam que eram para fazer tudo aquilo?! E agora ainda teria que aturar mais deles?! Porra, por que eles simplesmente não morriam e o deixavam em paz?!

- Que droga!!

Mesmo a contra gosto, o loirinho foi tomar banho, xingando mentalmente aquelas duas bichas de todas as coisas que podia pensar, imaginando mortes lentas e dolorosas para cada um deles. Esses pensamentos o fazia rir com gosto.

Depois de alguns minutos, ele desceu, e foi direto para a sala. Sentou-se no sofá e ali ficou, mas não antes de mandar um olhar mortal ao Milo e Kamus quando passou pela cozinha.

oOoOoO

Camus e Milo estavam na cozinha, acabando de ajeitar as coisas. O ruivo ouviu a campainha e foi atender.

-Oi Saga, Shura — cumprimenta os amigos, após abrir a porta – Entrem, por favor.

Shura entregou uma garrafa de vinho para o ruivo.

- Como vai Camus?

- Bem, obrigado.

Saga entrou e foi direto para a sala, onde Milo estava o abraçando logo em seguida.

- Oi, Mi! Que saudades! Faz muito tempo! Tudo bem com você? O ruivo malvado não fez nada com você, anjinho?

Milo o abraçou também, sorrindo.

- Oi Saga! Faz bastante tempo mesmo — Ri levemente, do jeito já conhecido do outro.

Camus revira os olhos, diante da "ousadia" de Saga.

- Sabe Shura, se não fosse por você eu já teria castrado esse idiota. — fala sério como se fosse capaz de fazer isso mesmo.

-Não se preocupe Camus, se ele continuar assim pode deixar que eu mesmo o castro.

- O que foi vocês dois? Vão ficar ai nos olhando com cara de paisagem pelo resto da noite? – Saga falou, ainda abraçando Milo.

- Isso. O que foi, hein Kyu? Tá com uma cara estranha. – Milo concordou, rindo.

- Nada mon ange. — olha para Saga — você poderia largar meu marido, por favor?

Shura olha para Saga estreitado os olhos, mas não diz nada.

- Por que, ruivinho? Eu gosto de abraçar o Mi – Saga disse, o abraçando mais forte, ainda sorrindo.

Milo apenas riu um pouquinho, abraçando Saga. Gostava do geminiano, ele o ajudou em um momento muito difícil em sua vida. Não que nutrisse um amor maior do que sentia por Kamus, isso nunca, mas gostava dele como se Saga fosse seu irmão mais velho que sempre o protegia e o amava.

Os quatro ouviram Hyoga bufar. O loirinho revirou os olhos, além de bichas, ciumentos. "Eu mereço" dizia mentalmente.

Shura apenas olha para o namorado com uma expressão séria, mas que mostrava seu desagrado. Era um homem sério, não era dado a escândalos, mas esse carinho todo de seu companheiro por Milo o desagradava.

- Saga, é melhor você maneirar nas demonstrações de afeto com homens casados. – Advertiu Kamus.

Saga em fim solta Milo. Adorava irritar Kamus.

- Ok, ok, ruivo. Mais e ai não vão apresentar seu filho?

- Ah, claro... — Milo iria apresentá-los, porem seu celular toca. O pega e olha na tela, fica com um olhar distante e meio assustado por alguns instantes, mas logo volta a realidade — E-Eu já volto. — Diz, antes de sair da sala e ir para um cômodo mais afastado, para poder ter mais privacidade.

Camus lança um olhar significativo para Saga, que não passou despercebido por Shura e Hyoga

- Esse é Hyoga, meu filho. Hyoga, esses são Saga e Shura, amigos da família.

Saga estende a mão para o loirinho em cumprimento, no que é ignorado.

- Prazer em conhecê-lo, Hyoga... Kamus falou muito sobre você.

- Olá — Shura o cumprimenta. Era um homem de poucas palavras, mas nem por isso mal educado — prazer.

- Oi – Hyoga os cumprimentou seco. Sentia vontade de sair correndo dali após mandar aquele bando de gays se foderem, mas precisava fingir que era educado, ou o ruivo iria pegar ainda mais no seu pé.

O geminiano, vendo que ele não iria retribuir seu comprimento, recolheu o braço.

- Então Hyoga, o que achou de sua nova família?

Hyoga não queria briga, mas esse loiro era pior que o Milo em se tratando de intromissão na vida alheia.

- Posso ser sincero ou você prefere que eu minta? — ao perceber o olhar intimidador do ruivo resolve amenizar um pouco — Eu estou sobrevivendo...

Shura observava a tudo calado. Pensava onde os amigos foram se meter, pois aquele loirinho com cara de anjo não parecia ser fácil.

O aquariano sequer prestava atenção aos três, estava mais preocupado com Milo, será que era a mãe dele ao telefone? Como ela teria descoberto o numero do celular do loiro?

Saga se sentou ao lado de Hyogae olhou para Kamus.

- O que foi Kamus? Preocupado com algo?

- Nada de importante... O Milo esta demorando...

- Não se preocupe ruivinho, o Mi não tá te traindo nem nada do tipo. — Olha para Shura — O que foi, Shu? Vem, senta aqui do meu lado...

- Eu sei disso Saga, confio em meu marido acima de tudo. Só me preocupo por que pode ser Eleonor...

Shura descruza os braços e senta ao lado do namorado, mas sem encostar-se a ele.

- Não se preocupe tanto com isso Camus, não se deve sofrer por antecipação – Shura falou de forma calma e sábia.

Saga passou o braço pelo pescoço do capricorniano.

- Exato. Além do mais, ela não ousaria fazer isso. Ela sabe muito bem que eu não permitiria que ela sequer chegasse perto dele novamente – Saga concordou com o amado.

- Perto de quem? – Milo volta nesse instante, um pouco tremulo e os olhos levemente marejados, quase que imperceptivelmente.

- Nada não Mi... Não se preocupe. – O geminiano garantiu, deitando a cabeça sobre o ombro de Shura.

Camus conhecia muito bem o esposo pra saber que tinha acontecido alguma coisa, faz sinal com a mão, o chamando para sentar-se ao seu lado.

- Mon ange, está tudo bem?

Shura afagava as madeixas loiras do amado, enquanto observa o semblante preocupado do ruivo

Milo sentou-se ao lado dele, forçando claramente um sorriso.

- Estou bem, Kyu, por que não estaria?

Saga somente olhava os dois. Havia falado para Kamus não falar sobre a visita dos pais a Milo, pois não queria alarmá-lo para algo que sequer tinha certeza quando aconteceria, mas se "aquelas pessoas" o haviam contatado, pois bem, começaria a agir com ou sem o consentimento de Kamus.

- Quem era ao telefone? – O ruivo perguntou, temeroso.

-...Ninguém.

- Milo... Depois conversamos. — Se tinha uma coisa que o ruivo odiava era que Milo mentisse para ele.

Milo não responde. Levanta-se, dando um belo, mas falso sorriso.

- Bem, que tal irmos comer algo?

- Claro, foi você quem cozinhou ? Espero que sim, por que se foi o Camus a gente pode pedir uma pizza. – Saga tentava amenizar um pouco as coisas, dá um leve sorriso ao perceber o a cara indignada do ruivo.

- Não se preocupe, não morreremos de intoxicação alimentar ainda – Milo riu. Se aproximou de Hyoga e pegou seu celular — Vamos comer agora, Hyoga, depois você mexe no celular novo.

Saga percebeu que Milo escondia algo e suspirou, se levantando logo em seguida.

- Por que não vão vocês? Quero falar com você rapidinho Kamus, se não se importar.

Todos foram para a sala de jantar ficando na sala apenas Saga e Camus.

- O que você achou? – O ruivo perguntou em tom preocupado.

- Ele está escondendo algo, isso tá na cara...- Suspira — Será que eles ligaram para ele?

Camus estava claramente impaciente

- Que ele está escondendo algo eu sei, conheço meu marido. Não quero nem pensar nisso Saga, o que ela iria querer com ele afinal?

- Ela não precisa de motivos maiores do que "Eu não aceito que meu bebe vire algo sujo como um gay", você bem sabe.

- Ai, nem me lembre disso. Não quero que ela o faça sofrer mais Saga. Meu Milo não merece uma mãe como aquela.

Ficaram em silencio por alguns minutos. Saga foi o primeiro a se manifestar, porem não olhava para Kamus.

-... Lembra-se do pai dele?

- Oui... – Kamus espera que o outro continue

- Eu acho que você não sabe disso, pois foi na época que você já havia ido embora, e o Mi odeia falar dele mais do que da mãe... Ele foi preso, Kamus, e sabe por quê?

- Por quê? – O ruivo estava surpreso, nunca ficou sabendo desse acontecimento.

- ...- Saga vira o rosto e, com muito custo fala — No dia que o Milo falou para eles que era gay, que oficialmente se assumiu, o pai surtou e avançou sobre ele. Começou a xingá-lo de todas as coisas possíveis, bateu nele. O Milo ficou um bom tempo no hospital para se recuperar. Teve um traumatismo craniano, pois ele o empurrou da escada, uma perna e um braço quebrado, uma perda enorme de sangue, fora a fratura nas costelas. A mãe não fez nada, apenas ficou olhando, a policia chegou e prendeu o pai dele. A mãe foi inocentada e o Milo ficou no hospital.

Camus arregalou os olhos em espanto. Zeus... Sabia que eles eram cruéis, mas não imaginou que chagariam a tanto, estava em choque, como seu Milo sofreu nas mãos daquelas pessoas.

- Eu falei para o Milo pedir uma ordem de restrição para os dois, pois é certo que o pai não vai ficar feliz quando sair da cadeia... Mas ele não quis. Ele disse que eles eram seus pais, que não podia fazer aquilo com eles... Mas hoje de manhã recebi um telefonema de Kanon, ele trabalha na mesma empresa que a mãe de Milo... Bem, o pai dele foi solto...

- Mon Dieu... Se ele procurar o Milo... Eu o mato se ele encostar em um fio de cabelo do meu marido!

- E quem você acha que era no telefone, Kamus? Já viu o Milo tão assustado como estava?! Tá na cara que era ele!

- Zeus... — estava assustado. Era muita informação. Milo havia escondido muita coisa de si, e precisava tirar toda essa historia a limpo.

Nesse instante Milo entra na sala com um sorriso, ainda tremendo levemente.

- Ei vocês dois, vão vir comer ou não? A comida vai esfriar!

Saga sorri e faz um leve cafuné em Milo

- Claro que vou, Mi, estou esperando desde cedo para comer sua comida! — Dá uma ultima olhada em Kamus e entra na cozinha, fechando a porta logo em seguida.

Milo olha para Kamus

- O que foi, Kyu? Esta com uma expressão estranha...

- Não foi nada, ange. – tenta disfarçar.

- Você é meu marido. Eu sei quando acontece algo sério com você... Vai Kyu, me conta o que aconteceu?

- É Milo eu sou seu marido. Mas às vezes parece que eu só eu lembro disso. Depois a gente conversa agora tem convidados pra dar atenção.

Continua...

Notas finais
Ran: E o resultado da votação é:
Eiri: 3
Freiya: 1
IKki: 4
Shun: 28
A votação ainda tá rolando, minna. O par dele ainda non foi decidido, vocês ainda podem votar =3
Kissus e até a próxima o/