Notas iniciais
Ran: Povinho, bateu vontade de postar enton aki estamos.
Resultado parcial da votação:
Eiri: 3
Freiya: 1
IKki: 3
Shun: 21
A votação ainda tá continuando, e vocês ainda podem votar...

Mel: Pois é... segue mais um capitulo... Meus sinceros agradecimentos pelos comentários, atenção e carinho.
Ah, e que fique bem claro que essa ideia de votação foi da Ran, se dependesse de mim o Hyoga ficaria com o Ikki e fim de papo...

O astro-rei já estava no céu, avisando a todos que era hora de acordar. Milo abriu os olhos preguiçosamente, para encontrar Kamus o abraçando de maneira amorosa. Docemente começou a acordá-lo.


– Kyu...? – Em resposta só foi recebido um muxoxo baixinho, mas o ruivo começou a acordar.


O escorpiano se sentou na cama, se espreguiçou e bocejou porem ao se lembrar do dia anterior se levantou bruscamente, assustando seu marido.


– E o Hyoga?! – Perguntou, preocupado.


Camus sentou-se na cama


– Calma mon ange, o Hyoga está bem. Ele veio para casa ontem, mas você já estava dormindo.


– Ele esta bem? Ele comeu alguma coisa depois que voltou? Sabe para onde ele foi? Por que não me acordou, Kamus?! – O loiro continuava preocupado.


– Calma Milo, ele está bem, não te acordei por que você precisava descansar, e já estava tudo resolvido. Eu não sei para onde ele foi, mas o que importa é que ele está em casa e bem.


Milo suspirou aliviado


– Bem, então hoje eu e ele iremos ver uma escola enquanto você vai trabalhar ok? — Dá um beijo em Kamus e vai tomar banho e fazer sua higiene matinal.


O ruivo foi atrás de Milo


– eu posso tomar banho com você hoje? Se não eu vou me atrasar...


O loiro, que estava tirando a camisa, olhou para o amado sorrindo.


– Claro!


Camus começou a se despir vagarosamente, sem tirar os olhos do esposo.


Milo percebeu o olhar de Kamus sobre si e riu baixinho, começando a tirar lentamente sua calça e a cueca, fazendo questão de se abaixar e rebolar o traseiro para atiçar o francês.



– Mi... Assim eu não vou trabalhar hoje – O ruivo tinha a voz rouca, os olhos brilhando de desejo.


– Não estou fazendo nada, Kyu... – Retrucou o escorpiano, enquanto entrava no boxe e começava a se banhar, fazendo questão de massagear lentamente seu membro para Kamus ver.



Camus não resistiu mais, abraçou Milo por trás, roçando seu falo semi-ereto nas nádegas do esposo, aproximando seus lábios do ouvido dele e sussurrando.


– eu disse pra você não provocar — leva as mãos ao membro do loiro, fazendo leves movimentos de vai e vem enquanto distribui beijos no pescoço bronzeado, e movimenta o quadril, fazendo Milo sentir toda a sua excitação.


Milo gemeu baixinho.


– K-Kamus... Ahh... — Fecha os olhos, apenas gemendo e sentindo Kamus o masturbar.


– Hnn... Eu adoro te ouvir gemer sabia? — fala de modo sensual, em seguida dando uma lambida no pescoço do loiro.


– Ahhnn... E-Então me faz gemer mais... Kyu... Ahnn


Camus cessou os movimentos, virando Milo de frente para si, encostando o loiro na parede, o prensando com seu corpo, pressionando seu membro ereto contra o dele.


– Você é uma delicia Mi — em seguida toma os lábios do loiro, um beijo sensual, lascivo, cheio de desejo.


Milo passou os braços pelo pescoço de Kamus, aprofundando o beijo.


– Vem, Kyu, quero te sentir dentro de mim, vem...


Camus leva as mãos as nádegas de Milo apertando com força, em seguida o levanta, fazendo as pernas do loiro rodearem sua cintura, enquanto posiciona seu membro na pequena entrada, mas sem penetrar.


– Ahhnn... Kyu... Não me torture assim... – O grego fala ofegante, abraçando Kamus pelo pescoço e deitando sua cabeça em seu ombro, com a respiração acelerada.


– Mas eu non estou te torturando Mi... — Camus deixa o corpo de Milo deslizar pela parede sobre seu membro, o penetrando lentamente — Ahh. — deixa um gemido escapar de seus lábios ao sentir-se dentro a cavidade quente e macia


O escorpiano mordeu o lábio inferior, tentando conter um gemido de dor.


– Ahhnn Kamus... Hunnhhh...


O francês fica parado, esperando Milo acostumar-se com o volume dentro si, as pernas do loiro em volta de sua cintura, e seu próprio corpo o sustentando de encontro à parede, as mãos acariciando todo o corpo de Milo, enquanto distribui beijos pela face, descendo pelo pescoço, mordiscando a pele de leve.


– V-Vai, Kamus... Ahhhnn... — Rebola de leve, querendo que o outro começasse a se mexer logo.


– Ahhh – Kamus geme rouco ao sentir Milo se movimentar, dando inicio as estocadas — ahh Milo... — vai aumentando o ritmo, enquanto captura a boca do loiro em um beijo lascivo, as línguas brigando por espaço, o som dos corpos se chocando, gemidos abafados em meio ao beijo.


– Ahh, Kamus, vai, assim mesmo! Vai mais forte mais rápido! Ahhnn! — Geme sem nenhum pudor — Vai, Kamus! Ahhnn!


– Hunnn, é assim que você gosta, é? — Camus aumenta o ritmo, arremetendo-se em um ritmo acelerado dentro do loiro, indo cada vez mais e forte e mais fundo, leva uma mão ao membro pulsante de Milo, masturbando na mesma velocidade das estocadas, enquanto com a outra o segura pela cintura, apertando, deixando marcas avermelhadas — Ahhhh Mi... como v-você é apertadinho


– Ahhnn... I-Isso, assim mesmo, Kyu... Ahhh... E-Eu não vou... Aguentar mais... Ahhhnnn!! – O grego beija Kamus enquanto goza na mão do ruivo, sujando seu abdômen e o do amado


– Ahhhhhhh – O francês gozou dentro do loiro ao sentir seu membro sendo esmagado pelo canal apertado do amante. Beija os lábios carnudos de Milo, mas agora um beijo mais terno e carinhoso — eu te amo — diz enquanto sai de dentro do outro, diminuindo a pressão contra o corpo de Milo, fazendo com que fique de pé.


O grego abraça Kamus e o beija docemente


– Também te amo, meu gelinho gostoso.


Os dois então continuaram a se banhar normalmente, trocando apenas algumas caricias leves, aproveitando aquele momento.


Milo acabou de tomar banho antes de Kamus, então se secou e se vestiu.


– Vou fazer o café. É melhor andar logo ou vai se atrasar, ruivinho. — Manda um beijinho para Kamus e sai do banheiro — Ah, e acorda o Oga pra mim? — Fala, antes de sair do quarto.


Camus afirmou, acabando de tomar seu banho, se vestiu e foi até o quarto do filho, batendo de leve na porta.


Esperou alguns minutos. Não houve resposta. Bateu mais forte.


– Hyoga, está na hora de acordar — às vezes se perguntava se era mesmo necessário acordar o loirinho tão cedo, mas a disciplina tinha que ser mantida, e acordar cedo fazia bem pra saúde, e o mais importante, as refeições tinham que ser feitas em família.


– Huh...Tá bem... – O loirinho respondeu porem ainda estava dormindo. (N/A: Ran: Sabe quando c ta dormindo tão bem, mas tão profundamente bem, que tu non acorda por nada nesse mundo, mas seu cérebro parece que responde por você, mesmo tu non acordando? Pois é xD)


–estamos te esperando pra tomar café, não demora – Kamus falou, descendo para tomar café.


Milo estava acabando de colocar as coisas na mesa.


– E ai, ele acordou?


– sim, disse que já está vindo – O ruivo respondeu, sentando-se a mesa, servindo-se de café — Milo, eu queria te pedir uma coisa.


– O que? — Fala descontraído, enquanto comia.


– Eu queria que você fosse mais firme com o Hyoga. Milo, ele precisa te respeitar, ou nós perderemos totalmente o controle sobre ele.


Milo não responde nada, apenas desvia o olhar e continua a comer.


– Isso é muito sério Milo. Você mais do que ninguém sabe o quanto eu sempre quis adotar uma criança, e nós decidimos adotar o Hyoga, mesmo sabendo que ele não nos aceitava por nossa opção sexual. Mas nós tínhamos conversado sobre isso, e combinamos em ter pulso firme com ele... E você não está tendo.


– Eu estou tentando, Kyu, tentando da minha forma. Você sabe muito bem que não consigo ser como você. Minha... Mãe sempre me dizia isso antes de me expulsar de casa, sempre dizia que eu era muito sentimental.


– Milo... Eu estou falando para ser firme não para não demonstrar sentimentos. Ele não pode te ofender e você deixar por isso mesmo. Ele precisa nos respeitar.


– Eu irei conseguir o respeito dele da minha forma, Kamus. Não como alguém que só impõe regras, que é firme, mas como alguém que demonstra carinho até nas horas mais difíceis.


– Você está dizendo que eu não sei ser carinhoso? Por acaso faltou carinho e atenção para você durante os anos que estamos juntos?


– Não estou falando isso, Kamus...


– Foi exatamente isso que você disse. — levanta-se — Eu vou trabalhar. — disse o ruivo, saindo da cozinha.


Milo se levantou e correu atrás de Kamus, o abraçando por trás, escondendo seu rosto em suas costas largas.


– Me desculpe Kyu... Eu apenas não sei como agir... Me desculpa... — a voz saiu chorosa.


Camus suspirou, virando-se e ficando de frente para o esposo.


– Milo... — abraçou forte o outro, sussurrando em seu ouvido — hei... Eu estou aqui, viu? Pra você e por você, sempre. — beijou ternamente os lábios macios do loiro.


Milo deixou cair algumas lagrimas.


– Eu não sei como agir, Kyu, não sei o que fazer... Eu quero me aproximar dele, mas ele não deixa...


– Mon ange, em primeiro lugar você tem que conquistar o respeito dele. Aí depois o carinho. Milo, a gente só ama quem a gente respeita e admira, se você continuar o deixando fazer e falar o que quiser as coisas só tende a piorar.


–... Eu vou tentar...


– Você consegue. — deu um selinho no amado e despediu — se, realmente precisava trabalhar.


Milo ficou observando-o ir embora, abraçou seu próprio corpo, sorrindo tristemente.


– Eu espero Kyu...



oOoOoOo


Em algum lugar um pouco mais ao norte de onde ficava a casa de Milo e de Kamus, Ikki Amamiya etava na casa da mãe há alguns bons minutos, vendo o irmão distraído no sofá, pensativo. O pequeno ainda nem percebera sua presença.


– Shun! – Chamou, já farto daquilo.


Shun deu um pequeno pulinho o ouvir a voz do outro.


– IKki! Desde quando você tá ai? Assustou-me...


– Eu já estou há bastante tempo. Posso saber em que você tanto pensa pra estar tão distraído? — senta ao lado do irmão, virando um pouco o corpo de frente para o outro — desembucha!


– é que... A mamãe não voltou ontem para casa...


– Aquela vadia! – Ikki exasperou-se — Eu não entendo por que você insiste em morar aqui Shun, como certeza ela deve estar com um homem por aí e esquece que tem um filho pra cuidar.


– Ikki, não fale assim, ela é nossa mãe! Eu só estou preocupado porque ela geralmente liga quando não volta para casa... Ela não voltou ontem, nem anteontem... Faz mais de uma semana que não a vejo, Ikki...


– O que foi que disse?!


– Eu disse que faz mais de uma semana que ela não volta para casa... Eu liguei para o trabalho dela, ninguém a viu, os bares que ela geralmente frequenta, ninguém a viu também...


– E você ficou aqui sozinho esse tempo todo? Por que não foi lá pra casa? Você só tem quinze anos, não pode ficar só! – O mais velho não se importava com a mãe, Shun era a pessoa que mais amava no mundo, e só de pensar que por irresponsabilidade dela ele havia ficado em perigo sentia seu ódio por sua genitora aumentar.


– Sabe como a mamãe volta para casa, Ikki... Se ela voltasse e não encontrasse ninguém, iria quebrar tudo...


– Mais um motivo pra você não ficar aqui. Shun coloque algumas roupas em uma mochila e vamos para a casa de papai. Você não vai ficar aqui.


– Mas e se a mamãe voltar, Ikki? Ela não pode ficar sozinha!


– Ela, uma mulher adulta dona do próprio nariz não pode ficar sozinha... Mas você, um adolescente de 15 anos, pode?


–... – O mais novo não responde nada, apenas abaixa a cabeça e fica olhando para o chão.


– Vamos Shun, arrume suas coisas e vamos pra casa. Quando ela aparecer com certeza vai lá te procurar e aí a gente decide o que fazer.


–... Tá bem espera só um pouco... – Mesmo a contra gosto, Shun fez o que lhe foi mandado. Pegou uma mochila e a encheu de algumas roupas, pegando também um pequeno quadro que sempre levava consigo quando saia da casa da mãe, um quadro com uma foto de como eles eram antes da mãe cair nas tentações dos pecados.


Logo volta para junto do irmão


– Então vamos – Ikki passa um braço protetoramente pelos ombros do mais novo. Shun era seu bem mais precioso, e o protegeria de tudo e de todos. Até mesmo de sua dor por ser um filho maravilhoso, mas ter uma mãe que não sabia dar valor ao filho maravilhoso que tinha.


oOooOo



O pequeno Hyoga estava em um quarto escuro, lá fora a chuva caia torrencialmente. Sentia muito sono, mas o medo de dormir o assolava. E se ele viesse a seu quarto e o obrigasse de novo? Sentia muito medo. Fechou os olhos com força ao ouvir passos ecoando pelo corredor. Logo depois a porta de seu quarto foi aberta e sentiu alguém aproximar-se de sua cama.

Mãos frias acariciavam seu tornozelo subindo pela perna, parando nas coxas roliças onde apertou com vontade. O jovem não se mexia, os olhos cerrados, lágrimas silenciosas escapando-lhes, uma sensação de repulsa crescente. De novo, mais uma vez sabia que seria tomado a força, sem carinho, sem amor. Mais uma vez... Soluçou ao sentir seu membro pressionado pelas mãos frias do homem mais velho.

Seu corpo tremia, eram tantos sentimentos conflitantes... Odiava-se por seu membro reagir aquele toque. Aquilo era errado...

– Vamos, Oga, eu sei que não está dormindo — Ouviu ele sussurrar em sua orelha, de forma lenta e sensual — Olhe para mim, vamos...

O loirinho não se mexeu, não conseguia.

– Eu mandei olhar para mim! — O homem gritou não muito alto para a casa toda acordar, mas alto suficiente para fazer o medo do outro aumentar. Hyoga sentiu-se ser virado na cama de forma agressiva enquanto via o outro puxar sua coberta.

– Você sabe o que eu quero, por que insiste em me desobedecer? — O homem perguntou enquanto rasgava o pijama do garoto. O pequeno nada respondeu

O homem mais velho, mesmo sem ouvir a resposta do outro, sorriu, enquanto descia lentamente e mordia-lhe o mamilo, fazendo-o sangrar. Com uma mão abria sua calça, e com a outra tampava a boca do garoto para ele não gritar.

Hyoga queria gritar de dor, pedir por ajuda, mas não conseguia, um terror tomava conta de si. Não agüentava mais aquela situação, será que seria assim para sempre? Ao sentir o membro do homem posicionado em sua entrada, começou a se debater. Era inútil, sabia, mas mesmo assim queria lutar com todas as suas forças. Grossas lagrimas escorriam por sua face pálida, os olhos demonstrando todo o pavor que sentia e o corpo miúdo debatendo-se, tentando afastar o monstro que mais uma vez o violava.

Isso parecia atiçar ainda mais o outro, que impulsionava o quadril tentando adentrar a cavidade apertada.


– Hyoga? – Milo o chamou após bater algumas vezes na porta, como não houve resposta, entrou no quarto, o encontrando dormindo ainda — Hyoga, acorde... — Toca em seu corpo de leve, querendo acordá-lo.


– Nãao!! – O mais novo acordou assustado, sentando na cama em um pulo — Não me toca, sai daqui, some daqui, não me toca – O pequeno chorava, mas proferiu essas palavras com um profundo ódio.


– H-Hyoga, o que aconteceu?! – O grego estava preocupado. Sabia muito bem que havia prometido a Kamus não deixar que Hyoga falasse daquela forma com ele, que tentaria ser mais duro com o loirinho, mas ele estava chorando, lógico que não se importaria com esses detalhes!


Hyoga estava ofegante, tentando controlar as lagrimas.


–"foi só um sonho, só um sonho"– Repetia mentalmente, como um mantra. Olhou para Milo como se só agora o percebesse em seu quarto — Me deixa em paz, sai daqui, me deixa... Eu não quero nenhum veado maldito perto de mim SOME DA MINHA FRENTE!!!!



Milo se afastou um pouco, mas não parou de olhar para o filho.


– Hyoga... Você tá bem?


O pequeno tentava controlar a respiração. Lembrou-se da conversa que teve com o ruivo. Se destratasse aquele loiro intrometido iria causar problemas para si.


– Apenas me deixa sozinho, por favor...


–... Ok. — Mesmo a contra gosto, vai saindo do quarto — Só se arrume e vá comer algo, vamos sair daqui a pouco, ok? — Fala docemente, saindo do quarto e fechando a porta logo em seguida.


Quando Milo sai de seu quarto, Hyoga vai para o chuveiro. Precisava de um bom banho pra esfriar a cabeça.


Enquanto a água caia por seu corpo em formação, lembrava-se das palavras de Camus, malditas regras impostas pelo ruivo. Mas o melhor que podia fazer era segui-las. Quando chegasse o dia da visita da assistente social eles iam ver.


Lembrou-se da discussão com Milo, sentiu ganas de voar no pescoço daquele loiro maldito, mas precisava ser paciente. Um dia eles veriam do que ele, Hyoga era capaz.


Terminou seu banho e se vestiu, descendo em seguida para tomar café. Além de tudo ainda seria obrigado a sair na rua com um gay... Isso só podia ser um pesadelo. Se pudesse matava os dois com requintes de crueldade. Não. Isso era pouco.


oOoOoOo



Quando Milo saira do quarto de Hyoga, foi para o seu próprio se arrumar para sair, depois de um tempo desceu, encontrando Hyoga na cozinha.


– Ótimo, já esta pronto. Acabe de comer que logo sairemos.


Hyoga revirou os olhos e terminou de tomar o suco


– Vamos


– Certo. Vamos andando, a escola não é muito longe. – O escorpiano abriu a porta para ele sair, sorrindo — Vamos?


O aquariano saiu, e logo os dois estavam andando em direção a escola. O loiro mais novo mantinha certa distancia dele e se mantinha em silencio


– Então... Para onde você foi ontem? Kyu disse que você estava bem, para eu não me preocupar, mas mesmo assim estou curioso. – Milo tentou criar um dialogo com o aquariano. Queria conhecer mais coisas sobre ele.


– dei umas voltas por aí.


– Eu fiquei preocupado... — Olha para Hyoga — E ai, fez alguma amiga enquanto tava dando algumas voltas por ai?


– não — mentiu. — "Será que essa bicha não sabe ficar calada não? Mas que saco"


– Você não sabe mentir, sabia? — Ainda sorrindo — Então, qual o nome dela?


– pense como quiser — Quem o outro pensava que era pra querer saber de sua vida? Era só o que faltava... Ter que falar da sua vida pra aquele escandaloso


Milo sorriu triste. Queria tentar conversar com Hyoga, ter uma conversa com ele, mas nem isso conseguia. Que tipo de pai ele era, afinal? Nem ter uma conversa com seu filho conseguia...


O resto do trajeto foi feito em silencio. Chegaram à escola alguns minutos depois, onde foram recebidos pelo diretor. Milo fez a matricula de Hyoga, e em seguida o diretor os levou para conhecer o prédio. Após uma meia hora, eles já se encontravam na rua. Tudo resolvido, agora tinham a manha livre.


– Então... Quer tomar um sorvete, Hyoga?


– não


– Pois eu quero. — Indo em direção a sorveteria que havia ali perto


Hyoga bufou e seguiu o loiro, agora pra piorar a merda de seu dia que já estava ruim, tinha que tomar sorvete com aquele cretino, como se fossem pai e filho... Um sorriso estampou a face do loirinho ao chegar a sorveteria e ver a garota que havia conhecido no parque. Ela estava com um rapaz, será que era namorado dela? Sentiu uma certa irritação, mas não entendia por que


– Quer sorvete de que? – Milo perguntou, percebendo que o filho sequer estava o ouvindo, estralou os dedos na frente dele, querendo chamar sua atenção -Hyoga? Tá ai?


– que foi?! – O aquariano diz rispidamente, saindo do transe


– Perguntei que sorvete vai querer. Tá olhando para que, afinal? — Segue o olhar o loirinho — Para eles?


– chocolate — tentando mudar de assunto — é o meu favorito


– Ok. Vai sentar em alguma mesa enquanto pego os sorvetes.


Hyoga afirmou, mas ficou indeciso, sem saber onde sentar. Queria falar com Shun, mas não queria ser visto com um viado, porem... Tinha que admitir que Milo não era do tipo que dava pinta, se ele não falasse, ninguém ia desconfiar. Acabou indo sentar em uma mesa próxima ao "casal"


Antes mesmo de ele tomar coragem suficiente para ir falar com a amiga, Shun acabou o vendo e foi em sua direção, sorrindo


– Hyoga? Hyoga é você mesmo!


– Err... Oi. Não imaginei que te veria de novo tão cedo


– Eu também não! Vem, senta aqui com agente! – Shun pegou a mão dele e o faz sentar-se ao seu lado, de frente para o homem que estava sentado consigo — Então, o que veio fazer por aqui?


– Eu... Fui ate a escola com o meu responsável legal fazer a matricula e conhecer o colégio — disse rápido, não sabia como se dirigir a Milo. Jamais o chamaria de pai.


– E onde o seu "responsável legal" esta? — Perguntou rindo, achando engraçada a atitude do outro.


– foi pegar os sorvetes – O loirinho olhou para o moreno mal encarado que estava sentado a sua frente de braços cruzados, só o encarando, e depois para a amiga, em um pedido para que fossem feita as apresentações.


– Ah sim, Hyoga, esse é meu irmão Ikki. Ikki, esse é Hyoga .


– oi Ikki, prazer em conhecê-lo.

Ikki o ignorou e olhou para Shun


– quem é ele? Quem são os pais? Onde mora? De onde vem? De onde se conhecem?


Hyoga arregala os olhos diante das inúmeras perguntas, realmente só podiam ser irmãos. Lembrou-se quando conhecera Shun e foi bombardeado por perguntas.


– Por que não pergunta para ele essas coisas, Ikki? – Shun sorria gentilmente para os dois.


Enquanto isso, Milo procurava Hyoga, suspira aliviado quando o achou na mesa dos irmãos. Foi até eles


– Ai está você, foi difícil te achar, sabia?


– hunf – A indiferença que Hyoga o tratava era visível.


– Oi pra você também Milo. – Pela primeira vez Ikki sorriu, um sorriso pequeno e discreto, mas ainda assim um sorriso — Não vai me dizer que está traindo o Camus com esse fedelho??


Hyoga ao escutar aquelas palavras, crispou os olhos de raiva e indignação. Quem aquele idiota pensava que era pra insinuar que ele era gay? Abriu a boca varias vezes sem conseguir dizer uma palavra.


Milo sentou ao lado de Ikki e entregou o sorvete para Hyoga

– Oi passarinho, a quanto tempo! — Se vira para Shun — Oi Shunny, tudo bem com vocês?


– Tudo sim, Mi. Como conhece o Hyoga? – Shun era curioso, isso já era de conhecimento de todos.


– Hyoga é o menino que eu te falei, que eu e o Kyu adotamos.


– Passarinho é a mãe. E que pena que ele é seu mais novo filho, já estava pensando na cara do ruivinho gostoso quando eu dissesse que você estava traindo ele. Quem sabe assim eu pegava aquela delicia uma vez né? – Ikki adorava provocar o loiro.

O aquariano estava abismado, mudo. Mas que porra estava acontecendo ali? Então Milo conhecia Shun? E eram próximos? E aquele moreno com cara de delinquente juvenil era gay? Só podia ser um pesadelo.


– Quieto ou vira passarinho assado – Milo estreita os olhos. Se vira para Hyoga e vê a cara dele — Não se preocupe, Hyoga, ele está apenas brincando.


– O Ikki é assim mesmo, você se acostuma. – Shun ria com gosto.


– Sabe Milo, toda brincadeira tem um fundo de verdade, acho que se o ruivo experimentasse a minha pegada você já era.


“- tá, é um pesadelo" – Era a única coisa que o loiro mais novo conseguia pensar.

Milo percebeu que Hyoga estava muito desconfortável com aquilo — Hã... Ah sim, Shunny, você e o Hyoga vão estudar juntos.


Shun Sorri, muito feliz.


– Serio? Que legal! Você já conheceu a escola, Hyoga?


Ikki volta a tomar seu sorvete, era engraçada a cara de espanto do loirinho... Pelo jeito ia ter com quem se divertir agora, já que com Milo não tinha graça, ele nunca caia em suas provocações.


– Conheci, e parece legal, ir pra escola vai ser a melhor parte do meu dia – Hyoga disse a ultima parte mais para si do que para os outros.


Milo abaixou a cabeça, triste


– Que tal vocês dois mostrarem o bairro para o Hyoga? Ele ainda não conhece muita coisa por aqui e eu tenho que ir trabalhar.


– Por mim tudo bem. — Shun concordou muito animado. Havia percebido que Milo tinha se abalado com as palavras de Hyoga, conversaria com ele depois — E para você, Ikki?


– Eu que não vou ficar de babá de vocês dois o dia todo. Podem ir, mas Hyoga eu estou de olho em você. E Milo, está precisando de um modelo pra um nu artístico?


– Huh... Quem sabe. Que tal ir lá para casa pra ver se eu acho um trabalho para você fazer? — Não que Milo fosse fazer ele posar nu, só não queria passar o dia todo sozinho abalado do jeito que estava. Ikki sempre o compreendia, mesmo sendo mais novo que ele. Precisava de alguém para conversar, só isso — Hyoga, quando acabar volte para casa, ok? — Se levanta e vai indo para a saída, meio cabisbaixo.


– Se cuidem – Ikki se despede dos garotos e segue Milo. Não confiava em deixar seu irmãozinho com estranhos, mas como o garoto era filho de Milo e Camus, com certeza era confiável. — Agora me diz loiro, o que tá pegando? Que cara é essa?


–... Eu só não sei mais como agir, Ikki...


– É o loirinho? — apesar de todas as brincadeirinhas, Ikki era um homem serio e responsável, no alto de seus 18 anos — ele até parece filho de vocês sabia? loiro como você, e serio como o Camus. Combinação perfeita.


– Tenho certeza que se ele ouvisse isso iria falar muito sobre "Jamais serei filho de dois veados como esses dois"


Ikki surpreendeu-se com as falas do amigo


– Ele fala assim com vocês? E vocês permitem? Mas o que esse garoto tem cabeça?


– O Kyu conversou com ele, ele não tá falando mais coisas assim, mas... A forma que ele age, Ikki, a indiferença, o ódio que eu vejo no olhar dele quando ele olha para nós... Isso dói, Ikki...


– Milo... Se ele não gosta de vocês, então por que o adotaram?


– Eu não sei... Mas a forma que o Kamus olha para ele, Ikki... Kyu realmente ama o Hyoga como um filho, mesmo ele fazendo tudo isso... Não tem como eu ser contra ele dessa forma. Eu também amo o Hyoga como meu filho mas... Não sei se consigo... Eu não sou forte como meu ruivinho, Ikki...


– hun... Além de gostoso o ruivo é forte mesmo. Mas Milo... Você acha que o ruivo gosta dele como um filho?


– Acho.


– Sei... – O moreno tinha um semblante pensativo enquanto andava


– Por que a pergunta?


– Milo, me desculpa o que vou falar, mas você sabe que não sou homem de meias palavras. Você eu até entendo que ame esse moleque e tal, sempre foi uma manteiga derretida mesmo. Mas o Camus não é assim. Eu sei que o sonho dele sempre foi ter um filho, e quando você concordou em adotar ele ficou nas nuvens... Mas pensa bem... Desde quando o cubo de gelo francês aceita mal criação? Desde quando ele corre atrás de alguém assim? Tirando você claro.


–...Eu não sei. O Kamus apenas disse que já o amava como filho desde a primeira vez que o viu...


– Olha, a vida é de vocês, e eu não tenho nada a ver com isso. Só toma cuidado pra não se machucar tá legal? -chegando na casa de Milo, Ikki resolveu quebrar o clima tenso mudando de assunto — mas e aí, vai fazer o meu nu? Aí você dá de presente pro ruivo... Que tal?


– Cresça ai em baixo — Aponta para o meio das pernas de Ikki — Que irei pensar no seu caso.


Ikki leva a mão ao membro por cima da roupa.


– Se você fizer um carinho vai crescer, quer ver?


– Nem assim ele ficara maior do que o do meu ruivinho gostoso. – Milo ria enquanto ia para seu ateliê, sendo seguido por Ikki.



OoOoOoO


– Shun, de onde você conhece aquele... O Milo? – Hyoga perguntou após a saída dos mais velhos


–O Mi é um grande amigo meu e do Ikki. O papai gosta muito dele, a gente cresceu praticamente sendo criados pelo Mi. Ele é igual a um pai para mim.


Hyoga estava surpreso com aquilo, como assim era como se fosse um pai? Mas ele era gay. Como alguém poderia gostar de um gay?


– Mas shunny, ele é gay, e o pior, é casado com um homem, eles são nojentos.


– Eles são nojentos por que se amam Hyoga? Só por isso? — Shun ficou levemente irritado com aquelas palavras


– Não Shun. Eles são nojentos por que são homens que comem e dão para outros homens. Por Deus, todos os veados são promíscuos, eles só pensam em sexo. Duvido que se amem. Você mesmo viu seu irmão dando em cima do Milo e ele não recusou e ainda foi pra casa com ele. O que você acha que eles estão fazendo agora?


– Para sua informação, Hyoga, meu irmão respeita muito o Milo e o Kamus para sequer pensar em fazer algo assim. Eles sempre agiram assim, não é de agora, entendeu? E tem mais, o Milo e o Kamus são as pessoas mais maravilhosas que eu já conheci, eles me ajudaram muitas vezes das formas mais gentis que se possa pensar. Não vou permitir que fale assim deles! – Nervoso, se levanta e sai da sorveteria. Quem ele pensava que era para falar assim de pessoas que nem conhecia direito? De pessoas que sequer tentou conhecer?


Hyoga foi atrás dele, segurando-o pelo braço.


– desculpa, meu problema não é com você, é com eles.


Shun respirou fundo, tentando se acalmar.


– Me responda uma coisa Hyoga, qual é esse problema que você tem com eles? Você ao menos tentou conhecê-los melhor, antes de criar esse tal "problema"?


– Shunny, eu não quero falar sobre isso com você. Desculpe-me, eu sei que você os defende, e eu não os suporto. Não quero brigar com você por causa daqueles veados de merda.


– Veados de merda?! — Muito nervoso — Chega Hyoga! Vou embora, adeus! — Começa a se afastar dele, voltando para a casa da mãe.



– "mas será possível que ate nisso aqueles idiotas vão me atrapalhar?!" – pensou consigo mesmo voltando para casa com a cara emburrada, e um ódio mortal no olhar.


Continua...