Criando Laços
15 Capítulo 15
Notas iniciais
Mel: Chuva Gótica sua linda, muito obrigada pela recomendação!! Adorei... me emocionei... Ç Ç. Ah, se quiser ch especial é só pedir também!
Ran: Oh, sim. Chuva Gótica, sua recomendação foi linda demais...! Gente, eu nunca pensei que escreveria uma fic que ganharia 5 recomendações! qq
Mel: Pois é menina... que coisa não? É isso aí gente, ch novo e se tudo der certo logo sai o proximo. Muitos beijos pra vocês e boa leitura!!
Ran: Boa leitura o/
Camus saiu de casa dizendo para Milo que tinha coisas a resover, e de fato tinha. Coisas estranhas estavam acontecendo, como por exemplo, aquelas fotos que o Eliot havia lhe entregado. Precisava tirar toda essa historia a limpo com o sogro. O que Eliot queria afinal? O que ele sabia e como havia descoberto tantas coisas? E por que de entregar aquelas fotos para si? Tinha alguma coisa nessa historia e estava disposto a descobrir.
Chegou ao pequeno prédio na periferia suja da cidade, por intermédio de Kanon descobrira o endereço de Eliot. O edifício não tinha portaria, o portão estava aberto então foi entrando. O apartamento era no primeiro andar e o prédio não tinha elevador. Chegando lá viu como todo o prédio era sujo e de aparência desorganizada. Tocou a campainha mas a mesma parecia não funcionar, então decidiu apenas bater na porta.
Eliot estava tomando uma cerveja, apenas de cueca, em seu sofá enquanto lia o jornal. Escutou a batida na porta e de início pensou em ignorar, achando que era novamente o síndico querendo saber do aluguel, mas o irritante barulho continuou. Apenas vestindo uma cueca, se levantou e foi para a porta, irritado.
– O que é?! – falou ríspido abrindo a porta quando viu o ruivo ali e olhou-o curioso — Camus...?
Sério, frio, indiferente... pelo menos por fora. Era essa a imagem de Camus ali, olhando aquele homem asqueroso. Mas por dentro estava se segurando para não quebrar a cara dquele sujeito.
– Eliot... Será que poderiamos conversar? – soava mais com uma affirmação que como uma pergunta.
Eliot deu de ombros e fechou a porta, se encostando nela pelo lado de fora do apartamento.
– Fale.
Camus ignora os trajes, ou falta de, do sogro e vai direto ao ponto.
– O que você quer? O que há entre você e Cristal?
O mais velho arqueia uma sombrancelha, olhando desconfiado para o genro.
– Eu e o seu irmão não temos nada. Só estou seguindo ordens.
– Ordens? Ordens de quem? Quem tem interesse em destruir minha família?! – perguntou o ruivo estreitando os olhos.
– Não vou falar.
Camus olhou dentro dos olhos do sogro, apenas sentindo o asco que nutria por ele aumentar a níveis estratosféricos. Zeus, como desprezava aquele homem!
– Eu poderia acabar com você aqui e agora, mas não sujarei minhas mãos com um verme como você! Passe bem.
Deu as costas indo em direção à escada. O mais importante descobrira, aquele imbecil estava mentindo, e com certeza ele sabia onde Cristal estava. Precisava descobrir o que eles queriam. Contrataria um detetive particular. O mais importante era proteger seu marido e filho, não permitiria que Eliot ou Cristal fizessem nenhum mal as duas pessoas que mais amava nesse mundo.
Já Eliot ria enquanto via Camus ir embora. Entrou dentro de casa, sorrindo. Havia conseguido tirar aquele idiota do seu pé por um tempo com uma mentira tão tola. Aquele ruivo se deixava enganar muito facil. Pelo menos era isso que pensava o pai de Milo.
oOoOoOo
Alguns dias haviam se passado desde a primeira ida de Hyoga ao psicólogo e o encontro de Camus com Eliot. Passavam das sete da manhã e nesse dia seria a segunda consulta com Mu, mas antes o jovem teria aula com o professor particular. Passavam das sete e precisava se apressar ou se atrasaria.
Camus e Milo não estavam dando folga para o loirinho. Estava mais ocupado agora que quando estava simplesmente estudando, tomou um banho rápido e desceu para o café da manhã, ja encontrando o casal sentado à mesa. Tomou seu lugar sem ao menos cumprimntar ninguém e passou a tomar seu desjejum.
Milo sorriu para Camus e acompanhou o ruivo até a porta. O amado iria para um de seus compromissos misteriosos que ainda não havia lhe dito o que é, mas tinha confiança nele. E hoje seria o dia que tanto esperou.
Assim que Camus foi embora, o escorpiano voltou a se sentar na mesa, de frente para o loirinho.
– Hyoga, Mu me ligou e disse que houve um imprevisto, então não poderá comparecer ao consultório hoje, remarcou sua sessão.
– Menos mal. — Resmungou o menor, não estava nem um pouquinho a fim de ir à consulta nenhuma mesmo. Pelo menos o psicólogo havia lhe devolvido o seu celular. Ou melhor, entregou para Shaka, que entregou para Camus, que entregou para Milo que devolveu para si. Sorte que o mesmo era protegido por senha e assim sabia que ninguém fuçou suas coisas.
– Sim... Ele remarcou a consulta para sexta. — olha o relogio — Logo o seu professor deve chegar, eu vou ficar lá no meu ateliê durante a aula, quando terminar, vai lá me ver, tá? Tenho uma surpresa para você.
– Surpresa? Que surpresa?! — será que tinha algo a ver com Shun? Meneou a cabeça negativamente recriminando-se pelo próprio pensamento. Por Zeus, cadê o Hyoga que odeia aquela... aquele garoto que se fez passar por uma mulher? E pior ainda, por que a ele não conseguia tratar da mesma forma como se referia a Misty, Afrodite ou até mesmo Camus e Milo? Alguém devia ter feito lavagem cerebral em si. Era isso, só podia ser.
Milo sorri diante da afobação do filho.
– Se eu contasse não seria surpresa... Terá de esperar até depois da aula para saber.
– Odeio surpresas. – resmunga baixinho.
– Sério? Por que? Surpresas são divertidas.
– Só se for pra você! — terminou de tomar seu café ao mesmo tempo que a campainha tocou — Deve ser o professor Aiacos. Depois da aula eu vou lá. — se levantou indo atender a porta.
– Eu estarei esperando. – Milo sorri e se levanta. Passou pela porta e cumprimentou o professor, antes de subir para seu ateliê. Tinha uma idéia para um quadro e não iria desperdiçá-la.
Hyoga viu que o professor não tirava os olhos de Milo enquanto ele subia as escadas e não gostou nadinha daquilo.
– Ta olhando o que professor?!
– Hm? — Aiacos voltou à realidade quando ouviu a voz de seu aluno. Tirou os olhos da bundinha perfeita daquele loiro e voltou a olhar para o pequeno — Oh, desculpe... Me distraí. E então, onde paramos na aula passada? — indagou, querendo mudar de assunto.
– Com certeza não foi na bunda do meu pai! — disse rispido. Era só o que lhe faltava, seu professor secando Milo com aqueles olhos famintos! Cadê Camus numa hora dessas?
– Oh, sim, desculpe... — pigarreia de leve, se sentando no sofá da sala e fazendo um sinal para Hyoga se sentar ao seu lado. — Vamos continuar a estudar sobre a Segunda Guerra mundial, sim?
Sem dizer mais nada Hyoga abre o livro na página onde haviam parado e começa a prestar atenção à aula.
Aiacos continuou a lição normalmente, como se nada tivesse acontecido. Após as três horas de aula que lhe pagavam, arrumou suas coisas e se despediu de Hyoga, iria para a próxima aula que teria de dar.
Após a saída do professor o jovem loiro juntou seu material o deixando ali mesmo, na mesinha de centro, subindo para o ateliê do grego. Queria saber que raios de surpresa era aquela.
Ao chegar lá fica uns minutos parado na porta observando o loiro absorto em seu trabalho.
Milo estava pintando um quadro enquanto uma suave musica tocava no aparelho de som que ficava em cima de uma cômoda, junto com outros equipamentos eletrônicos. Ficou aquelas três horas ali, concentrado em seu mais novo quadro: Um quadro dos Sete Anjos do Apocalipse.
– Posso saber qual a surpresa agora? – perguntou o loirinho já se cansando de ficar ali parado e não ser notado.
O grego se assustou com a aparição repentina de Hyoga, logo suspirou e sorriu, fazendo um sinal para ele se aproximar.
– Gosta de Evanescence?
– Sim, minha banda favorita. Por quê?
– Eles irão fazer um show aqui na cidade hoje à noite... Eu ia com o Camus, mas ele vai ter que fazer hora extra hoje... Quer ir comigo?
– Claro! – respondeu o menino com os olhos brilhando. Mas sua animação só durou até digerir o que o outro havia dito — Você ia com o Camus e iam me deixar sozinho em casa? Legal! Desculpe mas eu não nasci pra ser a segunda opção! – seu tom era sarcástico.
– Quê? Não... Compramos os ingressos três meses antes de te adotarmos... Pensamos que a adoção iria demorar mais um pouco, e iamos ao show... Desde o segundo que confirmaram a adoção, tentamos comprar outro ingresso para você, mas estavam esgotados... Eu ia deixar o meu para você, mas o Camus me falou para ir, e ele passaria o dele, mas daí ele mesmo não podia ir de qualquer forma. Em nenhum momento pensamos em te deixar sozinho em casa para nos divertirmos sem você.
O loirinho diminuiu o bico. Não queria sair com Milo, mas não queria perder esse show por nada. Faria esse sacrificio.
–Tudo, bem eu vou. Que horas é o show?
– Hoje as dez. — sorriu mais, feliz por Hyoga ter aceitado. Mu havia dito que seria bom para eles se Hyoga saisse com eles as vezes, fazendo coisas que gostasse — Posso te pedir um favor?
– Poder você até pode, só não garanto que farei. – respondeu dando de ombros.
– Posso pintar um quadro seu?
– U-um quadro meu? E pra quê você iria querer uma quadro meu?
– Para ter uma lembrança sua... Mas se não quiser, eu vou entender, tá? – o loiro realmente queria aquilo, mas não forçaria Hyoga a nada.
– Já que insiste... quer tirar uma foto para pintar a partitr dela? – perguntou o loirinho, não aguentaria horas posando pra um retrato.
Milo sorriu feliz por Hyoga ter aceitado. Pela primeira vez naqueles dias estava sentindo que estava tendo algum progresso com o filho. Hyoga ainda não o tratara mal e estava até mantendo um diálogo normal consigo. Aquilo era mais do que esperara.
– Se você prefere assim. – o loiro mais velho levantou e foi até uma pequena cômoda que tinha no recinto, pegando a câmera fotográfica — Podemos tirar no jardim? A luz de lá é melhor.
– Pra quê tanta boiolagem pra tirar uma foto? – perguntou o menor revirando os olhos — Tudo bem, vamos.
Apesar do insulto, Milo continuou sorrindo, seguindo-o até o jardim com a câmera na mão.
– Não é boiolagem.. Você não quer sair bem na foto?
Hyoga resmungou qualquer coisa ininteligivel logo ficando embaixo de uma arvore fazendo uma pose desajeitada.
– Assim? – perguntou para o pai.
– Perfeio! – Milo sorriu começando a tirar várias fotos dele, hora ou outra fazendo ele mudar de posição. Queria ter varias opções para ele escolher depois.
Após um tempo o loiro termina a sessão de fotos, entrando com o loirinho em casa
– Qual delas você prefere? – perguntou mostrando as fotos para ele escolher a que mais lhe agradasse.
Hyoga olhou uma a uma, todas estavam muito bonitas, não podia negar, Milo era um excelente fotográfo, mas o loiro jamais saberia que achava isso dele.
– Essa aqui é a menos pior. — disse mostrando uma em que ele estava ao sol, algumas nuvens como plano de fundo, e a mão na testa. Parecia tão natural, à vontade.
– Será essa, então. – o loiro mais velho salvou as fotos e desligou a câmera, depois as passaria para o computador e imprimiria — Bem, agora se arrume que irei te levar para o escritório de seu pai. Como não teve psicólogo você pode ir trabalhar
– Vocês não me dão folga mesmo, não é? Que saco!
O loirinho foi resmungando para o quarto a fim de tomar um banho e se arrumar, seu dia ainda seria longo. Mas pelo menos teria o show a noite. Só isso faria tudo valer a pena.
Milo suspirou, sabia que estava sendo duro com Hyoga, mas era preciso. Precisava impor limites, e se o liberasse do castigo, pelo menos um dia que fosse, estaria colocando a perder todo o trabalho que estavam tendo para educar o menino.
Foi até a cozinha, começando a preparar o almoço deles e, assim que o filho desceu, já arrumado, almoçaram. Acabaram de comer e o levou até o escritório, voltaria para casa e começaria o quadro.
oOoOoOo
Ikki estava no escritorio e, por conta do horario de almoço o local estava quase vazio. Não havia ido para a faculdade pois não tinha aula naquele dia, então estava no estagio para passar o tempo. Aproveitou aquele tempo livre para estudar um pouco, pois no dia seguinte teria uma prova muito importante. Esperava que ninguém viesse lhe importunar.
– Interrompo? – Kanon havia se aproximado felinamente do moreno que nem ao menos lhe notara. como ele ficava bonito concentado e usando oculos de leitura. Nem parecia o mal educado e prepotente de sempre.
– Interrompe sim, vai embora. — suspirou, sem sequer se dignar a olha-lo. Por que aquele idiota sempre aparecia quando estava estudando?
– Embora de onde? Da minha empresa?!
– Embora da minha frente, de preferencia. — suspirou novamente, tirando os oculos e o olhando — O que quer, Kanon?
– Na verdade o que eu quero você não pode dar. Mas poderia trabalhar e não ficar estudando, não acha? Isso me ajudaria a não jogar dinheiro fora pagando seu salário.
– Ainda não deu meu horário, só começo as catorze, e ainda não das treze. Agora vai embora. – colocou novamente os oculos, voltando a sua leitura.
– Está em seu local de trabalho! Aqui não é lugar de estudar, se quer mesmo fazer isso vai fazer lá fora ou onde quer que você queira!
Ikki ignora-o, virando a pagina e escrevendo algo em seu caderno que estava aberto sobre a mesa.
O loiro se irrita com a indiferença do moreno e arranca o livro das mãos dele.
– Ei! – Ikki olha-o, bravo, se levantando e tentando pegar o livro de volta — Me devolva!
Kanon ignora e se afasta um pouco para ler o titulo.
– Direito penal... hnm pensei que gostasse de direito empresarial.
– O que eu gosto ou deixo de gostar não te diz respeito! — se irrita e pula em cima dele, jogando-o no chão e sentando sobre seu peito, pegando de volta o livro, escondendo a carta que havia dentro dele. Não deixaria aquele idiota ver aquela carta!
– Hn assim eu me apaixono. – Kanon debocha fazendo uma careta de dor, bateu as costas com tudo no chão. Será que aquele moleque não entendia que ja não era mais um adolescente?! Quase quarenta anos nas costas, não dava pra ficar sendo jogado assim no chao daquela forma bruta.
– Calado. – o mais novo se levanta segurando o livro e arrumando as roupas, voltando a se sentar e voltando a ler. Precisava ignorar aquele idiota.
O loiro se levanta com um pouco de difculdade.
– Você sabe que por menos que isso eu já demiti muitos estagiarios, não sabe?
O moreno olha-o, arqueando uma sombrancelha. — Vai me demitir?
– O que está disposto a fazer para não ser demitido? – o loiro olha-o maliciosamente.
– O que está disposto a pedir para não me demitir?
– Que tal me acompanhar em um show que terá está noite? Tenho dois ingressos e estou sem companhia. — sorriu sedutor.
– Tenho escolha? — olha-o interrogativo.
– Na verdade tem. Eu te dou uma escolha Ikki, se não quiser ir ao show comigo eu te deixarei em paz... para sempre. O que me diz?
O moreno suspira. Aquilo lá era escolha?
– Certo... Nos encontramos lá as dez.
Kanon sorri e se aproxima mais dele se debruçando roubando-lhe um selinho.
– Agora volte ao trabalho. – ordena e vai para sua sala sem dar chance de resposta.
O leonino xinga-o mentalmente, limpando os labios após o inesperado beijo. Bufa baixinho e volta a se sentar. Queria estudar mais um pouco antes de voltar ao trabalho, afinal ainda não estava em seu horário de trabalho. Só estava no escritório por que lá era mais sossegado par estudar. Só por isso. Não tinha nada a ver com aquele loiro maldito que lhe tirava do sério.
oOoOoOo
O dia passou corrido para todos, Milo passou a tarde em seu ateliê, enquanto Hyoga servia cafezinho no escritório de Camus.
A noite caiu e os dois loiros estavam se arrumando para o tão esperado show.
Milo se olhou uma ultima vez no espelho. Estava com os cabelos loiros presos em um rabo de cavalo alto, uma calça jeans rasgada nas pernas, uma camisa preta colada em seu corpo que deixava seus musculos viziveis e um tênis preto. Após pegar os ingressos, o dinheiro e as chaves, desceu para a sala para esperar Hyoga. Tinham que se apressar ou se atrasariam
Hyoga já estava na sala a espera de Milo, quando o viu descer as escadas levantou em um pulo do sofá.
– Pensei que não vinha mais! Parece ate uma noiva no dia do casamento. – p jovem estava revoltado. Meia hora esperando o loiro na sala. Qual era o misterio em colocar uma calça camiseta e sapato? Precisava demorar tanto pra se arrumar. Na verdade estava muito ansioso, nem esperara tanto.
Milo sorri diante o nervosismo do outro. — Desculpe... Não estava achando os ingressos. — e era verdade. Demorou uns bons vinte minutos para achar os malditos ingressos.
Hyoga não respondeu e já foi em direção a porta, estava apressado, não queria chegar após o show começar.
– Vamos, estamos atrasados!- Mal via a hora de ver seus idolos. Esse era com certeza o melhor dia desde que fora morar ali com aqueles dois.
– Relaxa, ainda temos tempo. — revira os olhos e tranca a casa, seguindo com o loirinho até o carro e logo começando a dirigir até onde seria realizado o show.
Já no carro, Hyoga olhava a vista pelo vidro de sua janela.
– Só mesmo Evanescense pra me fazer sair de casa com um velhote. – resmunga.
– Ei, eu não sou tão velho assim... Tenho só trinta e quatro anos. – disse Milo fazendo bico. Estava tão mal assim?
– Ou seja, é um velho! — E ainda queria discutir consigo. Trinta e quatro anos ja estava bom de se aposentar.
Milo resmunga baixinho, ficando quieto com um bico enorme. Não era tão velho assim.
Hyoga segue o resto da viagem em silencio, apenas contemplando a paisagem e ansioso para chegar logo.
Após algum tempo, enfim chegam ao show. Demorou alguns minutos para conseguir estacionar, mas logo estavam no camarote.
– chegamos.
– Sim, finalmente. – Hyoga sorria deslumbrado.
O show durou algumas horas, com a banda cantando seus maiores sucessos. Logo os dois loiros estavam voltando para casa.
Milo ia cantando baixinho enquanto dirigia. Havia se divertido muito, apesar de todas as mulheres dando em cima de si, mas as ignorava. Foi muito divertido ficar com o filho aquele tempo, e ele lhe respeitou muito, mesmo ficando emburrado com as investidas de algumas mulheres para cima de si.
– Que showzasso! – o loirinho falou sorrindo abertamente. Nunca em sua vida se divertira tanto. Na verdade nunca fora num show, muito menos em algo tao grandioso. Boa parte de sua vida foi em orfanatos ou ate mesmo na rua. Nunca antes experimentara algo daquela magnitude.
– Não foi? – Milo sorria também. Havia adorado o show, e adorado o tempo com seu filho — Eu adorei quando eles cantaram My Immortal.
– Foi o melhor momento. — fica um pouco menos sorridente, seria tao bom se tivesse tida a companhia de... não concluiu o pensamento. Não podia estar pensando isso. Não agora!
Milo percebe o silencio do outro e suspira, achando que ele voltaria a ignora-lo. Estacionou o carro na frente de casa e abriu as portas, vendo que todas as luzes estavam desligadas.
– Camus ainda não chegou...
– Onde ele esta ate essa hora? — arqueia uma sobrancelha. Sera que aquele ruivo estava traindo Milo? Se fosse isso ele se veria consigo!
Milo respira fundo e entra na casa com Hyoga, acendendo as luzes da sala.
– Ele esta no escritorio, fazendo hora extra... Ele faz isso quando quer pensar. Se atola de trabalho e de noites sem sono até achar uma resposta para sua pergunta.
– Hunf... muito facil pra ele. Se atolar em trabalho e te deixar sozinho! – não entendia como Milo aceitava aquilo.
Milon sorri e faz um cafuné em Hyoga, se sentando no sofá.
– Eu não estou sozinho... Tenho você aqui, não?
O loiro mais novo se afasta dele, que historia era quela que tinha ele? E por que mesmo que estava ali conversando com o homem a quem devia odiar? Sim, foram ao show juntos e foi maravilhoso. Mas não pela companhia de Milo e sim porque era sua banda favorita. Não era isso? Claro que era!
– Eu... vou dormir. — subiu as escadas correndo, precisava ficar sozinho. Estava muito confuso, era muita informção pra sua cabeça e em um espaço curto de tempo.
– Certo... Boa noite.
Milo sorriu e, após alguns minutos ali, sentado naquele sofá, foi para seu proprio quarto, deixando a porta aberta e a luz ligada. Iria esperar Camus voltar como sempre fazia.
Com um sorriso, foi até uma caixa ao lado da cama, pegando alguns albuns antigos que tinha ali e começando a folhea-los para passar o tempo até seu amado chegar*
Hyoga entrou em seu quarto e decide por tomar um delicioso e relaxante banho, vestiu seu pijama favorito e já estava pronto pra dormir. Estava morto de sono, mas estava igualmente com sede, e daquele jeito não conseguiria dormir. Decidiu descer para beber agua, saiu do quarto rumo à cozinha, mas ao passar em frente ao quarto de Milo viu a porta aberta. Camus ainda não voltara. Queria saber onde o ruivo se enfiara. Se Milo era tonto de engolir aquela historia de hora extra, ele não era! Resolveu entrar, o loiro parecia ver algo deveras interessante.
– O que esta vendo?
O grego o olha e sorri, fazendo um sinal para ele se aproximar e mostrando-lhe uma foto de um garoto ruivo com algumas espinhas, com uns óculos fundo– de–garrafa e um aparelho, o adolescente sorria para a camera, deixando o aparelho a mostra.
– Algumas fotos antigas... Camus odeia essa. – disse Milo sorrindo.
O mais jovem não conseguiu se conter e riu alto. Quem diria que aquele adolescente visivelmente na puberdade era o Camus? senta na cama e pega um dos albuns, começando a folhear em silencio. Estava cansado, mas as fotos eram todas tão interessantes que não conseguia parar de ver.
Milo sorri diante do interesse do loirinho, apontando para uma foto onde tinha um menino alto e sorridente, com os fios loiros soltos e um cachorro enorme em seus braços.
– Esse sou eu e o Hell, o meu cachorro. Isso foi quando eu itnha 13 anos.
– Nossa prece comigo... – o menor sorri ao constatar a semelhança entre o loiro ele — Eu queria um cachorro – completa bocejando, estava com sono.
– Quem sabe não compramos um... — sorri ao vê-lo obcejar, deitando-o na cama sem ele perceber enquanto olhavam outra foto: Milo com 14 anos, abraçado a uma mulher que lhe beijava o rosto — Essa foi a minha primeira namorada.
– Entao um dia você ja gostou de mulheres! Isso quer dizer que você ainda pode ter jeito... se bem que nunca ouvi falar de ex gay.
Milo ri baixinho, era engraçado ver Hyoga falar daquele jeito.
– Eu sou bi, Hyoga... Eu gosto de homens e de mulheres, mas me apaixonei pelo meu francês ruivo.
Hyoga fez uma careta com aquela declaração. Camus tinha algo que não lhe agradava, mas não sabia definir o que era.
– Hunf... puro mal gosto... tem algo nos olhos dele que me dá medo... — diz mais para si que para o loiro, fechando os olhos sem se dar conta.
– Camus também me dava medo no começo, mas ele tem uma parte meiga que é linda... — sorri ao vê-lo fechar os olhos, fechando o album e o colocando de volta na caixa sem ele perceber — Mas eu vou te contar uma coisa... Ele morre de medo de aranhas. Ele tem pavor delas.
– Lembrarei disso. – diz o loirinho se ajeitando na cama, adormecendo em seguida.
Milo sorri ao vê-lo adormecer e guarda todos os albuns, apagando a luz e se deitando ao lado do loirinho mais novo, cobrindo a ambos. Estava cansado, Camus entenderia se não o esperasse hoje. Aconchegou Hyoga em si e logo adormeceu, realmente feliz.
Continua...
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