P.O.V. Hope.

Não sei a quanto tempo estou neste lugar horrível. Mas, sei quem está no comando. A mulher.

—Você tem um nome?

—Lilith.

—Pensei que era estéril.

—Não acredite em tudo o que lê.

Sabia que meus amigos estavam do lado de fora. Podia ouvir os pensamentos deles. E isso me trazia conforto.

Infelizmente, Lilith também sabia que eles estavam lá.

—Você quer ressuscitar a sua filha não é? Algum tipo de feitiço de ressurreição demoníaco que eu desconheça.

—Você é esperta. Muito inteligente. E poderosa. Uma garota como você... inteligente, poderosa, virtuosa.

—Me escolheu porque sou virgem? Serei o seu sacrifício?

—Muito inteligente.

Ela me levou mais pra dentro daquela casa lotada de demônios de toda a sorte, havia um altar de pedra com velas e muito sangue encima. Os cadáveres em volta ainda estavam apodrecendo. As garotas que haviam sumido. A polícia Estadual estava procurando por elas a meses. Contei treze. Porque demônios gostam tanto do número treze?

—Não vai lutar?

—Eu lutaria. Mas, se prometer deixar meus amigos e família em paz... te darei sua filha de volta.

—Vê? Virtuosa.

Alunas modelo, boas filhas, provavelmente virgens. Era como ela escolhia as vítimas.

—Porque demônios gostam tanto do número treze?

—Porque não é exato.

Chame de palpite, mas acho que este pente agulha que ela enfiou no meu cabelo... pode acabar com ela.

Lilith começou a pronunciar um encantamento numa língua que eu não reconhecia e me causava calafrios na espinha. Parecia silvos de cobras e quando ela chegou perto o suficiente... puxei o pende do cabelo desfazendo o coque e meti nela. Aquilo atravessou o peito dela.

—Morra sua vadia!

E ela morreu com um sorriso.

—Obrigado.

Ela queria morrer?

—Você queria morrer? Porque iria querer morrer?

—Assim minha filha poderia viver novamente. Eu a amei mais do que qualquer coisa.

Eu não era o sacrifício. Ela era.

P.O.V. Thomas.

É chocante saber que o seu sangue é a única coisa que pode derrubar uma barreira mágica demoníaca. E é ainda mais chocante ver uma garota assassinar um demônio num altar de pedra e outro sair de dentro duma espécie de tumba. Um caixão de pedra.

O caixão era o altar e visse-versa.

Uma mão ensanguentada agarrou a Hope e ela berrou.

—Socorro! Tira essa coisa de perto de mim!

Ela lutou e conseguiu liberta-se daquela mão que a apertava.

—Credo!

O meu pai puxou a arma.

—Espera. Não sabemos o que ela é. Talvez seja uma feiticeira, como o Kyle. Se ela é filha da Lilith, recebê-la a tiros não vai ajudar em nada. Só vai fazê-la nos atacar.