Aliis logo pegou o telefone, após terminar de ler o livro que seu ancestral havia deixado justamente com um propósito; ele ler.

Discou um numero, apressadamente.

- Alô? Gu?

- Sim, sou eu Aliis, oque de tão importante te faz me acordar as duas horas da madrugada?

- Desculpa cara, mas, você precisa vir aqui em casa, agora.

- Ir na sua casa? Agora? Aliis, que loucura é essa? Amanhã nós dois temos que ir ao parque cedo, ou se esqueceu do

" Desafio " que o Mike e os amigos dele fizeram?

- Cara, tenho certeza de que a descoberta que fiz, é mais importante do que uma competição de Parkour.

- Descoberta? Bom, estou curioso, e espero que seja mesmo mais importante. Chego aí em dois minutos.

É, o melhor amigo de Aliis, Gustavo, não aguentou a curiosidade, e foi a casa do amigo. Aliis não perdeu tempo, o puxou

pelo braço para seu quarto, onde pegou o grande livro, das aventuras de Aliud, abriu desde o começo, e começou a explicar

tudo que havia descoberto para Gustavo, que fascinado pela história, não duvidou de seu amigo.

Passaram os dois, 4 horas e meia, no total, para terminar o livro.

A mãe de Aliis abriu a porta do quarto:

- Aliis? Já são nove horas, você não tem que ir ao Parque brincar?

Sonolento, ele respondeu a mãe:

- Já vou mãe, e não é brincar, é uma competição. Hmpf

- Tá certo, " Sr. da competição ", agora levanta e ... — Ela percebe a presença de Gustavo, debruçado no livro, sobre a mesa,

babando sobre a mesma, onde dormira ali.

- O Gustavo dormiu aqui? Não fugiu de casa de novo né?

- Não mãe... — Respondeu Aliis, explicando — ... nós estavamos, ahn... Armando estratégias, a noite, a senhora já tinha ido

dormir, e ele acabou dormindo aqui. Mas a mãe dele sabe, ele a avisou.

- Certo, então acorde ele, e venham tomar café, os dois.

Ela fechou a porta do quarto, a porta de madeira batera em seu encaixe com força, acordando Gustavo, que se levantara assustado.

- Cara, não acredito que meu melhor amigo é um Assassino... — Interrompeu a si mesmo, franziu a testa, e falou -

- Pensando bem, eu acredito, depois de tu do isso que li.

- Você vê isso como diversão? Cara, o mundo está prestes a ser governado, e nós temos que reerguer a Ordem! — Exclamou Aliis -

- N-Nó-Nós? — Gaguejou Gustavo, ao falar, parecia maravilhado, seus olhos brilhavam, então, continuou a pergunta -

- Quer dizer, que... eu também sou um Assassino?

- Bom, você é bom em " trepar " nas coisas, é silencioso, e já matou uma barata. Acho que pode ser, desde que entenda

o significado de ser um assassino. — Respondeu Aliis a ele, com um sorriso -

- Aliis, nós temos 16 anos, mas mesmo assim, acho que não estamos preparados para sair por aí recrutando pessoas. —

Gustavo alerta Aliis, franzindo a testa, olhando com um olhar sério para o mesmo -

- É, tem razão. Acho que devemos estudar, e compreender mais, antes de tudo. Mas, agora, que tal irmos tomar o café?

- Certo, vamos lá.

Os dois saíram do quarto, indo a fazer suas necessidades e tomar o café da manhã...

Aliis e Gustavo saíram de casa, e puseram-se a andar rumando ao parque.

- Então, Aliis, quer dizer que se conseguirmos reerguer a ordem, vamos atrás daquele bagulho, e você será o mentor?

- Bagulho não, Maçã do Éden. E não sei se eu vou ser o mentor, agirei pela ordem, mas se não tiver a capacidade de

instruir os assassinos, creio que alguém mais maduro e que compreenda melhor que eu, deverá ser.

Eles pararam de andar então, onde viraram a direita, esperaram o carro passar, então atravessaram a rua, adentrando ao Parque.

- Cara, isso é, é FANTÁSTICO. - Gustavo elevou sua voz, ao pronunciar isso, Aliis deu um sorriso de canto de boca, Gustavo

estava realmente maravilhado, e adorando a situação... mas Aliis, parece estar tenso, como se isso fosse um fardo, como

se ele estivesse tirando suas conclusões sobre o futuro daquilo, e aquilo não fosse tão bom como ele esperava, como se

ele tivesse que se desapegar de algo, e ele estava certo, teria que de toda maneira, abrir mão de sua vida habitual...

Uma voz surpreendeu os dois, vindas de próximo a uma fonte no centro do parque.

- Ora Ora, atrasaram quinze minutos, achei que as mocinhas iriam desistir. — Mike, um garoto da rua de Aliis e Gustavo, ele

era bom em parkour, desafiou os dois para uma espécie de campeonato, para provar quem é o melhor.

Mike disse que faria e serviria oque os dois quisessem, por um mês. E assim, valia para os dois, se os mesmos perdessem.

- Nós perdemos a hora, mas já estamos aqui. Então, qual é o circuito? — Explicou Aliis, ajustando em sua mão esquerda sua

luva de couro meio dedo, e assim fez com sua outra mão, subiu um pouco sua calça de moletom negra, e puxou a manga

de sua blusa azulada pouco ao encontro das luvas, em sua mão ele carregava uma touca cinza, colocando-a na cabeça,

deixando pequena parte de seu cabelo para fora da touca, fazendo uma curvinha para cima.

Ele estava pronto, Gustavo iria percorrer com seu amigo, fazendo Parkour também, porém com um cronômetro ao bolso

marcando o tempo do seu amigo, o mesmo seria feito por 2 garotos que andavam com Mike.

Eles eram bons, tanto Aliis e Gustavo, quanto Mike e os dois " seguidores " que andavam com ele, estavam sempre juntos.

- Vamos lá, quando o sino da igreja tocar, sinalizando dez horas, a competição começa. — Gustavo disse, olhando ao relógio que

faltava exatamente um minuto para o sino da igreja tocar -

- PIIIN, PIIN — O Som do sino batendo ecoou pela redondeza, Mike e Aliis olharam um aos olhos dos outros, e POW

Sairam disparados, escalando escadas, por cima das casas locais, caindo ao chão, rolando ao mesmo, saltando sobre

obstáculos pequenos, obstáculos grandes, assim foi toda a corrida até a ala norte do bairro, próximos a um riacho, Aliis

se atrapalhou ao saltar um obstáculo, ficando um pouco para trás, a bandeira cravada em um tronco furado esperava pela

mão do vencedor que teria de pega-la, é, Mike avançava, seu suor caia ao chão, ele apoio sua mão a esquerda, apoiando ao

vidro de um carro que estaria parado, ele saltou sobre o mesmo, porém seu corpo foi afrente dos pés, ele caiu de joelhos ao

chão, tentou se levantar, porém olhou para cima, e viu por cima de si, Aliis dando um salto perfeito ,caiu a frente do mesmo

realizou um rolamento, onde foi até a pequena bandeira pegando-a, olhou a Mike, dando um sorriso cansado, seu suor

escorria pela sua fonte, Mike se levantou, coçando os joelhos, tentando disfarçar a dor, em seguida chegaram Gustavo

e os outros dois amigos de Mike, Nicholas e Igor.

- MINHA NOSSA — berrou Gustavo abraçando o amigo. — você fez tudo isso em dois minutos e quarenta e oito segundos.

- Mike, por míseros segundos você não vence ele. — Disse Nicholas com o cronômetro em mãos.

- Pronto, Mike, já provei que sou o melhor. — Aliis disse isso, triunfante pela vitória, porém sabia, e guardava com ele mesmo

que Mike era tão bom quanto ele, só lhe faltava disciplina e inteligência. — mas você também é bom, e como eu venci...

- Já sei, nós três temos que te servir...

- É isso ai, bom, vou para casa, tenho que almoçar, vamos Gustavo.

Eles se despediram, Gustavo e Aliis sairam a caminhar de volta para casa, Aliis limpava a palma de sua luva esquerda,

que se sujara ao segurar em uma barra de ferro para completar um salto -

-Então, Aliis, oque vamos exigir desses dois? — Disse Gustavo com um sorriso largo na face, com uma cara de abusado -

- Hmpf. Pode esquecer, não vamos pedir Milk Shakes diários para o pai do Mike. — Acabei com a alegria do viciado

por Milk Shakes do Gustavo. Ele parou de sorrir, e disse nervoso; Cara, você é um estraga prazeres. -

- Eu tenho outros planos, Gustavo, mais importantes do que Milk Shakes.

- Aposto que vai pedir umas fotos da irmã do Igor pelada, aposto.

- Até que não seria uma má ideia, hahaha. — Os dois cairam na gargalhada, e repentinamente Gustavo parou de rir, olhou para

Aliis — Você vai pedir as fotos, não vai?

- Cara, será que dá pra você pensar em outra coisa que não seja Milk Shakes e a irmã do Igor nua? — Aliis repreendeu o amigo

dando um sorriso de canto de boca, balançando a cabeça horizontalmente -

- Com você fazendo todo esse suspense, não dá não, hmpf.

- Tá certo, escuta só... — Ele parou em frente sua casa, e puxou o ombro do amigo, virando o mesmo para ele, continuou a falar -

- ... Nós precisamos reerguer a ordem, e creio que não temos muito tempo para isso, pois a cada dia que passa, sinto que algo de ruim está ficando ainda pior, e esses templários

podem estar armando algo diferente, e conquistando novos lugares. E nós temos que descobrir, quem são os templários,

entendeu?

- Sim, entendi. — Respondeu Gustavo, prestando bastante atenção nas palavras do amigo — E como vamos fazer isso? — Continuou -

- Bom, eu ainda não sei, mas precisamos de mais pessoas, e Mike, Nicholas e Igor podem ser de grande ajuda, entendeu?

- Porra, agora sim entendi. Mas tem um problema...

- E qual seria?

- Você acha mesmo que os três vão acreditar nisso?

- Bom, talvez se explicassemos a eles tudo que está acontecendo. Mas não podemos nos esquecer de uma coisa, Gustavo.

- E oque é, cabeça de bagre?

- Armas. Na era medieval, quando o Aliud vivia, naquela época usavam lanças, e lâminas como armas.

- Sim, e daí? — Perguntou Gustavo, um pouco confuso com a situação -

- E daí que agora, nós temos armas de fogo, dã... 38, 12, BAZOOCAS — Elevou a voz ao falar nisso -

- Putz cara, é mesmo, e como vamos conseguir essas coisas?

- Cara, você não entendeu, o problema não é como conseguir essas armas, e sim como nos defender delas.

- Pois é LÒGICO que os templários as tem, entendeu? Precisamos usar Coletes flexíveis, e uma roupa flexível também,

e roupas descentes né? Pra ocultar nosso rosto, utilizamos capuzes, ok?

- Certo, por cima do colete, podemos utilizar aquelas blusas bem justa sabe? Eles chamam de " Segunda pele ".

- E para uma roupa que nos camufle, minha vó pode fazer umas leves, e com pano bom.

- Certo — Concordou Aliis, entusiasmado com as ideias -, ahn, pano bom?

- Sua vó fez uma camisa de retalhos cara. — Ele olhou para Gustavo, com uma cara de desapontado -

- É cara, mas aquela camisa era pra por pro meu cachorro dormir, enfim, nós compramos o pano e damos pra ela, beleza?

- Certo, amanhã começamos a providenciar isso, e depois que darmos o pano a sua avó, vamos na casa do Mike,

conversar com ele.

- Firmeza, até amanhã. — Gustavo seguiu em frente, rumando para sua casa que ficava a alguns metros dali, enquanto

Aliis abriu o portão, e subiu as escadarias da varanda, adentrando em sua casa...