Credo Do Assassino
5 Capítulo 5
Alguns dias depois ...
- Ele está acordando, veja. — Havia duas garotas a frente de Aliis, uma delas falara, enquanto a outra retirava um saquinho de gelo da testa de Aliis. -
- Qual é seu nome, moço? — Falou a outra garota.
Ele não respondeu, levantou um pouco atordoado, mas logo caiu na cama de novo, com dores.
- Você não pode se esforçar. A bala foi retirada, mas você precisa repousar.
- Onde eu estou? — Ele falou, olhando para as garotas. -
- Calma moço. Você está em um ferro velho, nós fomos levar coisas inutilizáveis para vender, e encontramos você em um beco, no meio do lixo, sangrando, e desacordado. Nós te trouxemos pra cá, e cuidamos de você...
- Que dia é hoje?
- vinte e dois de junho.
- Como assim, vinte e dois de junho? Quer dizer que...
- Sim, você ficou desacordado por uma semana.
- Droga, eu preciso ir.
- Moço, encontramos isso em suas vestes. — Ela lhe entregou a roupa, lavada, de Aliis, e os braceletes com as lâminas.
- Porque você utiliza isso? — A outra irmã perguntou. -
- Olha só, vocês vivem da venda do ferro velho, certo?
- Sim, disseram elas.
- Eu lhes dou comida, abrigo, lhes ensino a lutar, utilizar armas, e lâminas, se vocês aceitarem lutar junto comigo.
- Como assim, lutar junto com você?
- Eu sou um assassino. Sou líder, e mentor de uma ordem de assassinos... — e assim Aliis foi explicando tudo para elas. — ... e agora tenho de
reagrupar esta ordem.
- Oque acham?
- Bom, você nos pegou de surpresa. — Falou uma das irmãs. -
- Nós não temos muito oque perder, Júlia. — Disse a outra irmã. -
- Mas Laura... — Júlia não estava muito afim de tal " trabalho ".
POW — A porta da casa de Laura e Júlia caiu no chão, Aliis estava na cama se vestindo, ele colocou os braceletes, sem deixa-los visíveis e observou os
homens que entraram na casa.
- Fiquem parados e em silêncio, que deixamos vocês vivos. — Disse um dos quatro homens.
- Quem são vocês, e oque querem de nós? — Falou Júlia, amedrontada.
- Fica calada ai, mocinha, nós só queremos seu dinheiro, e... talvez dar uma apalpadinha nessa sua bundinha. — Ele falou olhando ao bumbum de Júlia -
- Ladrões. — Aliis suspirou, observando os homens que estavam armados com barras de ferro, e um deles usava uma arma de fogo.
- Cala a boca ai também, o seu idiota. Se não nós te queimamos vivo em.
- Bom, eu faço algo bem pior, com quem assalta mulheres indefesas. — Ele retirou de suas vestes sua pistola, e destravando-a apontou contra o homem
que falara com ele.
- Você é um homem armado. E nós somos quatro homens armados. — Falou ele, apontando a arma para Aliis também.
- Bom, — ele ativou sua lâmina oculta direita, deixando com que os homens vissem o sangue dela. — vamos dizer que agora está quatro contra dois.
- Do mesmo modo não é suficiente. — O Ladrão destravou sua arma. -
- Tem razão, — Aliis guardou sua lâmina oculta, e em um momento de descuido do homem, chutou sua mão, lançando a arma para cima, que caíra
nas mãos de Aliis.
- E agora, será que está comparado? — Ele apontou as duas armas para os homens.
- C-calma moço, por favor, deixe agente ir embora.
- Sinto muito, tarde demais. — Ele atirou contra a cabeça de dois homens, em seguida jogou a arma dele no chão, destravou a sua novamente atirando contra o peito do outro homem.
Ele guardou sua arma, e se aproximou do ladrão que conversava e suplicava para Aliis o deixar vivo, segurou seu cabelo, sacou sua lâmina, e a cravou
no pescoço do homem.
- Você escolheu esse destino. E infelizmente ele te trouxe até a mim. Descanse em paz. — Aliis fechou os olhos do morto, e o deixou ali.
- Obrigado por nos salvar, mas, você os matou.
- É, por isso sou um assassino.
- Tudo bem, vamos com você. — Disse Laura correndo a seu quarto. — Vou arrumar minhas coisas.
- Eu também. — Disse Júlia indo junto da irmã.
- Espero vocês lá fora.
Aliis saiu da casa, e levou os corpos até um latão de lixo aberto, ele os jogou lá, e o fechou em seguida. Olhou para o carro que os ladrões usavam,
adentrou nele, viu que tinha chave, documentos, o ligou e fez um contorno, deixando o carro de frente para a saída.
As meninas logo chegaram.
- Onde você arrumou isso? — Falou Júlia. -
- Eu peguei emprestado dos meus amiguinhos ali.
- Haha, — Laura sorriu, adentrando na parte de trás do carro. -
Júlia entrou no carro, ao lado de Aliis.
- Como você se chama?
- Meu nome é Aliis.
- Lindo nome, Aliis. — Comentaram elas. -
- Heh.
Ele acelerou o carro, rumando as estradas para a mansão.
- Aliis, tem certeza de que te ajudando nessa ordem, será o suficiente para lhe agradecer por salvar nossa vida?
Júlia colocou suas mãos nos genitais de Aliis, e mordeu o lábio inferior.
Ele logo parou o carro, freando rapidamente.
- Sabe oque é, J-Júlia né?
- É Sim.
- É que eu t... — Ela beijou Aliis, e se sentou no colo dele, a irmã ficou na parte de trás do carro, olhando para o vidro, constrangida.
- Espera. — A garota já estava semi nua, quando Aliis a impediu de tirar as partes íntimas de sua roupa. -
- Olha, não sei porque está fazendo isso, mas eu tenho namorada, e ..., precisamos ir né?!
- Ah. — ela ficou envergonhada, e começou a vestir suas roupas, enquanto Aliis dirigia o carro. — Me desculpe, Aliis, eu não sabia, e ...
- Tá tudo bem Júlia. heh
- Aliis. — Laura o chamou, na parte de trás do carro. -
- Sim, Laura?
- E para onde vamos exatamente?
- Vamos para a mansão. A base dos assassinos fica lá, é lá que eu vivia, a dois meses atrás, junto de outros assassinos, antes dela
ser invadida por templários, como mencionei.
- Certo.
Eles prosseguiram o trajeto até a mansão, Aliis parou o carro do outro lado da rua, a frente da mansão, e olhou a ela, ele estava com
receio de entrar no local, não imaginaria oque encontraria lá, ou melhor, quem encontraria lá.
- Tá certo, fiquem aqui dentro do carro, e usem isso se precisar. — Ele entregou sua arma a elas, e saiu do veículo. -
- Eu volto logo. — Sua voz ficou um pouco rouca, e baixa. Ele não queria chamar atenção.
- Tá certo Aliis, se precisar de " reforço ", nos chame.
Ele acenou com a cabeça, e se encostou no muro da mansão, havia uma câmera acima do mesmo, ele foi cuidadosamente andando
encostado pelo muro, até chegar as costas da mansão, subiu as escadarias que levava-o para o telhado da mansão, ele andava com
cautela sobre o mesmo, analisando a cada pisada que ele dava, até que encontrou uma janela, virada para o sótão, ele adentrou a
mesma, e se escondeu atrás de uma coluna, havia dois templários conversando, sentados em um banquinho, próximo a escada
que descia ao segundo andar da casa, no corredor dos quartos.
- Cara, aquele idiota do Igor caiu como um patinho, e depois que entregou os assassinos, Brock o matou. haha
- Pra você ver, ele foi manipulado facilmente. Em breve aquela maçã estará conosco. E cara, nós vamos ficar aqui vigiando a mansão
enquanto o mestre e o capitão Billy irão executar os assassinos?
- Sim, infelizmente. Gostaria de vê-los morrer. hahaha
- hahahaha.
Aliis saiu da coluna, e saltou entre os dois homens, ele ergueu suas duas mãos, e suas lâminas atravessaram os pescoços dos
templários, em seguida ele desceu, cauteloso, observando cada canto para ver se consegue mais informações.
Um dos templários estava falando ao telefone, ele se aproximou da parede próxima a ele, e ficou ouvindo.
- Tá certo, mas que horas vai ser a execução? Em vinte minutos? Tá legal, irei mandar os homens. Tchau, até logo.
O templário desceu a escadaria do corredor, e havia cerca de cinco templários se ocupando, no sofá, comendo tudo que tinha na
cozinha, e coisas do tipo.
- Ei vocês dois. — O templário que falara no telefone apontou o dedo para dois outros templários.
- Vão para leste daqui, a mais ou menos dois quarterões, tem uma construção. Um muro alto, e uns equipamentos, bem visíveis.
O capitão quer que vocês dois escolte ele e o mestre, na execução dos assassinos. Eles não querem que nada dê errado.
- Como quiser senhor. — Os dois templários saíram da casa, e prepararam o carro para irem a execução.
Aliis subiu tudo, adentrou ao quarto de Braad, e pegou algumas armas e lâminas, e saiu pela janela do sótão, desceu, e viu o carro saindo da mansão, ele correu por trás dos carros parados na rua, até
chegar ao carro que as meninas estavam.
- Eles vão executa-los. Tomem isto. — Ele deu a elas duas armas, e duas lâminas, elas colocaram tal acessório, e guardaram a
arma, em seguida Aliis acelerou, indo para o suposto local da execução.
- Quantos são? — Perguntou Júlia.
- Assassinos? São seis.
- E templários?
— Não faço ideia.
- Ahn, Aliis, esse carro que está atrás de nós, está nos seguindo desde que saímos de minha casa. — Comentou Laura.
- Sério?
- Sim, mas não consegui ver quem é.
- Bom, seja lá quem for, não da tempo de verificar, se for um templário, iremos ter de mata-lo de todo jeito. Agora vamos.
Ele cortava os carros, indo a toda velocidade ao local, ele parou o carro um pouco antes da construção, descendo do veículo, as
garotas o acompanhavam, já com as armas.
- Então, como vai ser? — Perguntou Júlia.
- Vocês duas vão a algum lugar que dê para ter visão de tudo lá. De preferência em cima de algo, porém, não deixem eles vêem
vocês duas. E quando verem que preciso de ajudo, vocês entram, e matam.
- Matar? — Perguntou Laura, com um pouco de medo.
- É, vamos limpar o mundo dessas pessoas. Agora vão. — Aliis deixou as garotas ali, e correu para cima de uma máquina de
construção, ele ficou dentro dela, observando agachado, e por baixo do capuz tudo que acontecia dentro de uma área de terra.
Bella, Braad, Mike, Gustavo e Nicholas estavam amarrados em cinco troncos preso ao chão. Dois templários, um de cada lado,
segurando uma sub metralhadora, o capitão templário de pé, atrás do mestre Assassino, que segurava uma faca.
- Isabella Harrington, uma bem sucedida produtoras de robôs, ora ora, que desperdício para o mundo, mas infelizmente terá que
morrer. Hahahaha.
- Braadiley Ruggles, filho de um dos homens mais ricos do Brasil. Ora Ora, quem diria que um filhinho de papai, iria se transformar
em um assassino.
- Mike Thompson, sua força física poderia ser usada a nosso benefício. Mas você parece ser leal demais aos assassinos. haha
- Nicholas Yoshida, pelo que sabemos você é ótimo no volante, e tem licença para pilotar um helicóptero. Ora Ora...
- E, ora, Gustavo. Você não é aquele, melhor amigo, do Aliis? — Ele frangiu a sobrancelha quando falou aquilo.
- É, sou eu. — Gustavo e os outros estavam de cabeça baixa, machucados, pareciam ter desistidos de viver. -
- Que desilusão, ele deixou vocês, e fugiu ...
- Ele não fugiu. — A voz de uma pessoa surgia, com seu capuz, e duas pistolas em mãos, Caíque adentrou ao local, de cabeça baixa.
- CAÍQUE. — Todos eles levantaram a cabeça, olhando o amigo, um pouco sujo, Caíque destravou sua arma, e apontou para o mestre
templário, ele pulou ao lado um pouco antes de Caíque atirar, o tiro acertou a testa do capitão templário, os outros templários logo
começaram a atirar contra Caíque, ele se escondeu em uma barragem.
- Maldição, vamos matar logo esses hipócritas.
- Negativo, " mestre ". Enquanto eu estiver vivo, ninguém põe as mãos nos meus assassinos. — Aliis saltou da máquina onde
estava, e caiu a frente dos assassinos, o mestre assassino caiu de costas, se levantando com cuidado, Aliis cortou as cordas que
prendiam os assassinos na coluna, os templários recuaram para trás do mestre deles, enquanto Caíque se juntou a Aliis.
- Aliis, por onde você andou? — Disse Bella, contente.
- Sabia que você não nos deixaria mano. — Falou Gustavo, sorridente.
- Explico depois, agora vamos acabar com eles.
- Acabar conosco? Haha, você e que exercito?
- O Exército dos Assassinos. — Aliis ergueu seus braços acima, Laura saltou de onde estava, parando ao lado esquerdo de Aliis,
Júlia saltou também, parando ao lado direito de Aliis, elas apontaram as armas para os templários, juntamente de Caíque.
- O-oque?
- Minha nossa, que delicia essas garotas e... — Braad sonhava, observando o bumbum de Júlia.
- Braad, agora não. — Bella cutucou seu braço.
- Atirem neles. — O Mestre templário disse aquilo, e saiu correndo, adentrando a seu carro, onde um templário dirigia, o tirando dali.
- Façam melhor, matem eles. — Aliis lançou suas duas pistolas que ele carregava acima, Gustavo pegou uma, Braad a outra.
Se esconderam em barricadas que estavam ali, e começou a troca de tiros, Bella correu junto de Aliis, tentando perseguir o carro.
- Aliis, depois quero explicações... Você me deixou por dois meses.
- Eu estava em coma Bella, eles me levaram na madrugada daquela noite em que dormimos juntos. Me obrigaram a ir, ou matariam
você. Eu fugi depois, e me acertaram um tiro. Aquelas duas garotas me acharam, me ajudaram, e decidiram lutar por nossa causa
também.
- Ah, certo Aliis. Esqueça, não dá pra seguirmos eles apé.
- Tem razão, vamos voltar e matar aqueles templários restantes, depois voltamos para a Mansão.
- Como quiser, chefe. Hehe
Eles voltara, Bella agarrou o pescoço de um templário que estava um pouco atrás, e o quebrou, eliminando-o.
Aliis ergueu os braços, e ativou o mecanismo de suas lâminas, cortando o pescoço de dois templários.
Os assassinos mataram os templários, após alguns minutos, sem receberem dano.
Alguns adentraram ao carro que Aliis trouxe, e outros pegaram um carro dos templários, indo até a mansão.
- Aliis, me explica oque aconteceu com você? — Gustavo falou apreensivo, recarregando a arma que roubou de um templário.
- Agora não Gustavo. Vamos expulsar aqueles idiotas da nossa casa. Bella e Mike, vão pelo telhado e os peguem por cima.
Júlia e e Braad fiquem aqui, quero que a Júlia leve os corpos para longe daqui, e Braad, vá com sua moto para trazer ela, para
vocês deixarem o carro lá. O resto vem comigo.
Ele saiu do carro, e destravou sua arma, adentrou com cautela no local, os templários se assustaram, e abriram fogo, eles
reagiram, por cima, Bella e Mike atiraram em sua nuca, os matando.
Aliis, Gustavo, Caíque e Laura carregaram os corpos até o carro, que estava na garagem, para evitar que se alguém passasse na
rua, visse tal cena, em seguida Júlia levou os corpos, rumando para o lixão. Braad acompanhava o carro, com sua moto.
- Caíque, configure o sistema de segurança. Nicholas, veja se nosso armamento e mantimento, ainda estão " vivos ".
Laura, ajude o Caíque. Eu vou tomar banho, e já volto para reorganizar as coisas.
- Mas, e eu Aliis? — Bella o olhava com desconforto. -
- Você, vem me ajudar, depois te ajudo a arrumar os quartos. haha
- Ora. Hmpf.
Fale com o autor