Creation
8 واد
Notas iniciais
VAMOS PARA O CAPÍTULO! o/
Estávamos sentados no sofá. Eu lhe contava uma velha história sobre a minha adolescência. Ela ria fraco e quase que por educação. Queria trazê-la mais uma vez para o meu mundo, era importante para mim, mas... Parecia estar cada vez mais distante.
-Então eu disse: Hey, garoto. Por que não veste minhas meias molhadas em um dia nublado e conversamos sobre o que é ser corajoso?
Seu olhar estava fora da conversa.
-Mia.
Se dirigiu a mim.
-Oi. Eu estou ouvindo. Pode continuar.
-Não, não está. Sei que isso está um pouco entediante, mas parece estar com a cabeça nas nuvens.
Sorriu como uma criança sendo descoberta após uma travessura.
-Eu só queria entender, Jared, o motivo de você estar aqui.
Direta.
-Ah... –Soltei um riso frouxo. –Bem, acho que dessa parte já passamos, certo?
-Disse que tinha saudades e tantas outras coisas, mas eu não acreditei. O que quer? Por favor, peço que seja claro.
-Quero que volte para casa.
-Estou em casa.
-Sua casa é do lado dos seus filhos e do meu.
-Perdeu seu tempo.
-Nunca perco meu tempo. Vou te convencer disso.
-Sinto muito. Acho melhor você ir.
-Não vou a lugar algum, Mia. Chega! Cansei de ter que aturar as suas negativas.
-Se existem negativas é por que há alguma coisa de errado.
-Pra você sempre TUDO está errado. Nunca fui o bom o suficiente para ser seu marido. Erros, erros e mais erros. É só o que sabe apontar.
-E o que está fazendo aqui, han? Se isso te incomoda tanto não deveria dar o fora e ficar com as suas modelos? Não foi sempre o que fez na sua vida?!
-NÃO QUERO NENHUMA MERDA DE MODELO!
-QUER SIM! VOCÊ SEMPRE QUIS! Fala de mim que só quero a perfeição, mas é outro que também procurou pelo mesmo. Afinal, por qual razão um homem de quarenta anos não teria se casado alguma vez? Me diz, Ó PODEROSO E SUPREMO JARED LETO!
-Sabe o porque. Naquelas mulheres só havia beleza.
-Jura? Grande descoberta. E o que acha que eu tenho de tão interessante?
-Nada.
Silêncio.
-E tudo.
-... Vai embora.
Expirei forte. Com relutância peguei minhas chaves e caminhei lentamente para a porta. Ela deu as costas, porém permaneceu na sala. Recuei e de novo fui ao seu encontro.
-Disse para ir... –A calei com um beijo.
A levei para o quarto. Deitei seu corpo suavemente na cama. Os seus olhos demonstravam como desejosa e entregue estava. Tinha docilidade, calma e paixão. Tirei a camisa em sua frente. Tocou meu abdômen contornando os traços e espalhou beijos sutis. Acariciei seus cabelos e apreciei a sua maneira. Impedi que tirasse o vestido que vestia. Era uma tarefa que eu gostava de exercer. A lingerie delicada deslizou facilmente pelas minhas mãos. Tinha tanto para lhe falar e mostrar como amava tocar qualquer pedaço seu.
Soltou um pequeno gemido ao tocar sua feminilidade e se contorceu esperando mais do meu contato.
-Jay.
-Ainda não. –Aprofundei dois dedos dentro dela percebendo o quão molhada se encontrava. Retirei-os e forcei sua entrada com o meu membro.
-Por favor.
-Querida. –Adentrei pacientemente degustanto cada momento. –Como pode não perceber o quanto eu te amo? –Arremeti forte para lhe lembrar todos nossos momentos de selvageria e delicadeza.
Envolveu-me com as pernas.
-Me mostre o tamanho desse amor.
O tempo só me provou que a pequena Mia agora era definitivamente uma mulher com seus próprios feitiços.
O pedido se intensificou em seus atos. Havia desafio e confiança em nossos movimentos. Rápido e controlado. As mãos rasgavam minhas costas e procuravam um novo lugar para marcar.
Atingimos o ápice. Segurou minha nuca me beijando com força e gemendo entre arfares.
-Bom menino. –Gracejou quando nossos olhos se encontraram.
Se passaram horas em puro ambiente sem som. Não dissemos uma palavra. O momento parecia impróprio e ela tinha de novo a cabeça fora da situação.
-Sabe... Eu te admiro, Jared.
Sorri com galanteio.
-Ah, é mesmo?
-É. Você sabe lutar pelas coisas que gosta, se esconde e camufla em diversos fatores.
-Onde quer chegar?
-Gostaria de saber como faz isso.
-Tenho foco. Nada consegue escapar quando miro.
-Interessante. Seu foco agora sou eu?
-Sempre. As crianças sentem sua falta, Mia. Volte. Precisamos de você.
Me olhou com pesar.
-Desculpe, mas eu não estou pronta ainda para esse passo. Quero pensar e tomar uma atitude com calma.
-Pensar? Não me ama mais?
-Meus sentimentos estão confusos. Pode ter paciência?
Mirei o teto por alguns segundos e saí do seu lado.
-Preciso ir.
-Certo. Nunca aceita um não como resposta.
-Não aceito essa sua fuga todas as vezes.
-Ok, é melhor ir. Feche a porta quando sair.
Turrona!
-Cinco, seis, sete e oito. –A contagem mesmo que finita parecia interminável. Mia participaria da próxima aula de ballet da companhia.
-Ai! –Uma bailarina havia se acidentado depois de um salto. Nada muito grave, mas que necessitaria de repouso.
Tendo em vista o atendimento o restante que faltava para o próximo grupo entrar passou. Mia entrou confiante na sala e fora saber como estava a colega. Era a mais quieta, quem a olhasse pensaria que não seria sociável, porém eu sabia o quão comunicativa se mostrava com pessoas de confiança. Especialmente comigo.
Exercícios de barra, logo os de centro. Diagonais esplêndidas só demonstravam que aprendeu bem com o melhor.
Mikhail.
-Solo. –Falei alto em anotações.
-... Como é? –A marcadora perguntou.
-Eu quero um solo.
Sem mais, se posicionou para a coreografia. O improviso era excelente. Pedi para que dançasse sem qualquer intenção profissional, apenas... Sexual. Sabia como me seduzir com o corpo e por menos que tentasse era próspera e me fazia rijo.
Percebi como completava a vista da cidade já que todos de fora do prédio poderiam assistir os bailarinos treinando. Seus olhos pararam embaixo como se avistando alguém. Prendeu um sorriso e terminou saltando a minha frente, agradecendo.
-Algo mais, Sr. Leto? -Perguntaram.
-Não.
-Dispensada, Mia.
Saiu apressada e suando.
-Com licença. –Levantei da cadeira e a segui.
Se vestia conforme corria para a saída. Meus pés ficavam pesados quando tentava manter o mesmo ritmo. A perna direita me traiu e me fez parar, logo o suficiente para contemplar a cena.
Apaixonados olhos
-Hey, garotinha. Te vi dançando e acabando com os outros lá. Isso é maldade. Tinha gente com o maxilar torto.
-É o meu trabalho. Dar o melhor.
-É algo a se pensar. –Prendi uma mecha sua solta de cabelo atrás da orelha. –Já terminou?
-Sim. Estou livre hoje.
-Hum... –Mordi o lábio. –Quer sair pra comer?
-Vou começar um período de ensaios, Shann.
-Ah.
-Mas... –Ajeitou a minha jaqueta com um olhar sorrateiro. –Nós podemos pedir uma pizza em casa.
-A menina boa ficou esperta. –A puxei pelo quadril. –Então nós pedimos uma pizza e depois... –Beijei discretamente seu pescoço.
-É bom não planejar.
A beijei na boca sabendo do risco que corria.
-Shannon, seu irmão está no prédio. Pode nos ver.
-Não me importo muito, mas vou me controlar. Só não deu para... Resistir. –Ri. –Malditos trajes de bailarina.
-Vamos?
Veias sem olhos
Tudo ficou bastante claro. Mia não aceitava voltar para sua antiga vida, pois tinha Shannon. Era de se esperar. Um interesse mútuo sempre fora perceptível.
Apertei meu pulso para não deixar algumas lágrimas rolarem. Ninguém poderia ver minha fragilidade em um local público.
"Jared... Você está sozinho agora. As duas pessoas que mais amava se apreciavam também. Era só ti."
Vale a pena acordar?
Por todos esses anos em que pertenceu a mim... Sim.
Vale.
Notas finais
See ya,
Beijoletos. ;D
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