Creation
3 مفاجأة
Notas iniciais
Então vamos lá!
Sem sugestões de música pra hoje.
Divirtam-se! o/
–Surpresa? Pensei que ao menos fosse ficar feliz.
Neguei com a cabeça.
–Não estou entendendo.
–Não se preocupe. Está tudo sob controle. Sente-se e te explico tudo. –Virou para o meu advogado. –Pode nos deixar a sós, por favor?
–Sim, claro. –Saiu me confundindo ainda mais.
–Aceita uma bebida? –Voltou-se a mim.
Olhei para o líquido que até então me livrei há poucos dias pela falta de Mikhail e renunciei.
–Não, obrigada. –Engoli a seco. –Vamos logo acabar com isso.
–Como queira. –Sentou-se a minha frente.
Constatando que eu ainda continuava em pé, se preocupou.
–Acredito que sua fase de crescimento já tenha passado, não adianta querer mais alguns centímetros.
–Estou bem de pé. Pra um acontecimento desses eu tenho de estar pronta pra correr.
Sorriu sensualmente.
–Falando assim mal parece que gemeu meu nome com tanto prazer em apenas algumas horas atrás.
–Eu não sabia que tinha caído numa emboscada.
–Mas ainda não sabe do que se trata.
–Tudo que vem de você é como uma promessa maldita e eu deveria ter lembrado disso.
–Pode me dar o direito da palavra ou terei que pedir auxílio do meu advogado?
–Fale logo, Jared!
Demonstrou defesa.
–Quando fui para Grécia eu estava sim disposto a ver como estava, mas também a lhe contar uma grande novidade.
–Novidade?
–Sim. –Levantou-se. –Não sei se anda acompanhando os noticiários, mas estou conseguindo o que eu tanto sonhei em todos esses anos. Meu nome está tomando grande proporção, não sou mais apenas um cantor e ator. As pessoas me conhecem, Mia.
–Ótimo. Quer uma medalha?
Ignorou minha sátira.
–Então é lógico que a partir do momento em que tenho poder econômico e social pra apostar em coisas novas, eu vou fazê-lo.
–Seja direto.
–Você colocou tudo o que pertencia a Mikhail a venda. Eu comprei.
–... Como é?
–As ações dele me pertencem. E o espaço de artes também.
–Então por isso que nunca soube o nome do negociante?
–Esperta.
–Você é louco.
–Não tanto quanto a sua pessoa. Nunca negociaria com alguém que mal soubesse os dados.
Suspirei.
–Certo. Então eu só devo assinar os papéis e ir embora?
O mesmo sorriso sedutor apareceu novamente.
–Não, a questão é mais complexa do que imagina. A minha proposta é a seguinte: eu terei as ações, mas não faz muito sentido alguém que só entende de cantores, músicos e dinheiro administrá-las, concorda?
Mantive silêncio.
–Te quero como minha primeira bailarina. Que me ensine como lidar com todo esse universo.
–E se eu declinar?
–Serei obrigado a fechar o Centro.
–Não pode fazer isso. E os artistas?
–Está em suas mãos.
–Sabia que eu tinha decidido abandonar a minha carreira como bailarina.
–Eu não sou louco de te deixar fazer algo parecido.
Como sempre Jared Leto me tinha onde queria. Onde ele achava que eu deveria ficar.
–Posso pensar?
–Claro. Cinco minutos.
–Você não tem esse direito! Não pode aparecer na minha vida e me mandar tomar decisões que pra mim já eram passado!
–Pensei que com todo esse tempo tivesse aprendido que gritar não vai me fazer recuar. Anos de casamento...
–Que foram um massacre pra mim! –Interrompi. –Com a merda da sua rotina infernal. E pra variar nada mudou.
–Quando há amor não existem pedidos de mudança para qualquer parte da relação.
–Então deveria seguir o próprio pensamento. –Levantei. –Preciso de mais do que cinco minutos. Telefono quando eu puder.
–E quanto as crianças?
Aquela pergunta me parou por um instante.
–Nada do que tenha acontecido nessa sala vai mudar os meus planos pra hoje à tarde.
–Nem os meus. Ainda a terei na minha cama gemendo de novo o meu nome.
–Gosta de ser repugnante na maior parte do tempo.
Riu.
–Gosto de ver como fica vermelha ao lembrar de quando fazemos sexo.
–Algo mais?
–Sim. Hoje tornarei a lhe cobrar a resposta dessa negociação. Se for negativa, essa sua visita aos meninos pode ser a última. Não se esqueça.
Com dor e raiva, bati a porta do escritório sem piedade.
Pequenos olhos gélidos
Por volta do fim da tarde ela apareceu. Abraçou os filhos com amor e brincou o quanto pode com eles. Pela noite eu pedi que os levassem para cama junto de mim. Seria mais fácil, como nos velhos tempos.
–Mamãe, você vai ficar aqui pra sempre? –Miguel perguntou.
Mia sorriu, mas demonstrou algum tipo de tristeza.
–Não. Eu venho visitá-los sempre, mas não vou morar aqui.
–Por que? –Fora a vez de Nina questionar.
–É difícil que você entendam. Agora durmam.
–Conte-nos uma história.
–História, deixe-me pensar. Ok... Era uma vez um uma bela princesinha chamada Nina que tinha um irmão também príncipe, Miguel.
–Eles eram filhos da mais bela mulher cigana do país junto do rei. –Interrompi.
–Mas a cigana estava muito chateada com o rei por descobrir que seus olhos azuis mentiam sempre que podiam.
–E ele também estava muito chateado com ela, pois fugiu quando precisou de sua ajuda e de seu amor.
–Era a única escolha dela. Não conseguia enxergar como ter liberdade sem que o machucasse ou mais a si mesma.
–Mas machucou. -A retive quando tentou sair. –Mas adoraria ser machucado outra vez desde que houvesse amor.
Olhou pras crianças que já dormiam.
–Vou embora. Já está no meu horário.
–E quanto ao fim da história?
–Ainda não pensei sobre.
–Sugiro que se apresse. Está chegando a hora.
–Boa noite, Jared. –Beijou as crianças e saiu do quarto.
A apanhei antes que fosse muito longe.
–Qual é a sua resposta?
–Eu preciso de mais tempo.
–Agora, Mia.
Em vez de protestar, falou ríspida.
–Aceito.
Calei sua reclamação seguinte com um beijo. Estávamos cansados de brigar, deu pra perceber pela sua entrega.
Eu poderia perdoar todas as suas faltas, mas tinha medo de que as cometesse continuamente.
–Faz amor comigo. Durma aqui essa noite.
–Não é certo.
–Por favor. Preciso de você comigo.
–Não. –Me empurrou suficiente para que a largasse.
Correu.
–Desculpe. Eu não aguento mais todo esse sofrimento.
Segui a trajetória do seu táxi. Fui para casa de Tomo e deixei a chave do meu apartamento com ele. Pedi que cuidasse da crianças por essa noite.
Voltei para o hotel dela, subordinei algumas pessoas para passar desapercebido e chegar onde se encontrava.
Batendo na porta, apareceu surpresa.
–Quem é?
–Serviço de quarto. –Ri.
Abriu desconfortável.
–O que faz aqui?
–Disse que ouviria gemer meu nome. Tenho tudo o que quero, querida.
–Não sou seu maldito objeto, porém se quer me ouvir dizendo seu nome aí vai: Oh, Jared! OH! JAY! Satisfeito?
–Obrigado por não ter feito com que eu viesse aqui a toa e aceitasse um não como resposta. –Puxei seu corpo com força, empurrando a porta.
Com alguns arranhões e mordidas se rendeu.
Movimentava-se febril aos toques. A pele vermelha pelo arrastar da minha barba a excitava.
Perdeu o ar quando suguei um mamilo, mas parei quando eu vi a marca de um pequeno “X” perto de seu pulso.
–O que é isso, Mia?
Seu rosto escureceu.
Notas finais
Não esqueçam de acompanhar a nossa equipe @LiveMissionMars para trazer o Mars ao Brasil!
Vejo-os em breve.
Beijoletos.;)
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