Crazy in Love
15 Capítulo 15
Notas iniciais
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Capítulo 15
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POV Christian
Foi difícil sair do apartamento de Ana e deixa-la sozinha. Ultimamente temos ficado muito apegado um ao outro, todas as vezes que tenho que viajar é difícil deixa-la.
Agora que consegui o divorcio poderei seguir em frente. Foi um alivio quando Ana disse para mim que o resultado do exame de DNA deu negativo. Qualquer ligação minha com a Leila seria um desastre. Fico aliviado depois de anos conseguir sair daquela vida monótona que eu tinha com Leila, meu casamento com ela foi algo imprudente, tanto minha família quanto a mídia estavam em cima de mim para que eu me casasse logo e já que na época eu estava junto com Leila decidimos casar logo. Ser uma figura publica as vezes faz com que você faça coisas apenas para agradar os outros, ou apenas para manter a sua imagem. Mas agora eu estava livre.
Eu estava sentado no banco de trás do carro com o jornal que peguei no apartamento antes de sair, claro que eles já tinham uma noticia do meu divorcio.
“ Parece que as crise no casamento de Christian Grey e Leila Grey (que já não é mais uma Grey) chegou ao extremo. Nesta Quinta-Feira Christian Grey e Leila Williams se divorciaram. Segundo fontes próximas aos Grey’s, o casal já não conviviam mais juntos há tempos, nossa fontes nos disse que Leila (Williams) continuava morando no apartamento onde vivia com o Grey (Christian), e o Grey estaria morando com sua atual namorada Anastasia Steele em seu apartamento. Não sabemos o real motivo da separação. Alguns acham que é por causa da namorada do Grey...”
Parei de ler a noticia. Esses jornalistas conseguem ser mais estúpidos do que qualquer outra pessoal no planeta. Agora estão envolvendo o nome de Ana na matéria sobre o divorcio?! Isso é um absurdo. Pego meu celular e disco o numero do Caio, que atendo do segundo toque.
– Caio, acho que você já viu o que publicaram no jornal hoje. Quero que você mande-os tirarem o nome de Ana dessa porra de matéria e se eles se recusarem, quero que meta um processo nesse jornalzinho de merda e em qualquer outro jornal ou revista que venha envolver o nome de Ana no meu divorcio – digo.
– Tudo bem, Grey – fala Caio.
– Ok, tchau – encerro a ligação.
Começo a ler alguns e-mails, até que sou interrompido por Taylor.
– Chegamos Sr. Grey – avisa-me Taylor.
– Obrigado, Taylor. Nos vemos mais tarde em Portland – digo ao sair do carro.
Sai do carro e fui em direção ao prédio onde o Charlie Tango estava.
Assim que a porta do elevador se abre caminho apressadamente até o Charlie Tango. Joe vem em minha direção assim que me vê. Nós trocamos um aperto de mão.
– Tudo pronto, senhor. Ele é todo seu! – grita ele por sobre o ruído do motor.
–Já fez todas as verificações?
– Sim, senhor.
– Certo – falo e me direciono para o Charlie Tango.
Eu me sento e afivelo meu cinto, em seguida, faço todas as checagens de segurança.
– Torre, aqui é Charlie Tango, Golf-Golf Echo Hotel, pronto para decolagem, destino Portland, via Aeroporto Internacional de Portland. Por favor, confirme, câmbio.
O condutor do tráfego aéreo responde.
– Aqui é a torre; Charlie Tango está liberado.
O voo demorou menos de uma hora até Portland. Ao chegar lá, eu fui direto para o Hotel onde eu estava hospedado e também era onde aconteceria a reunião. Ainda estava cedo, a reunião só começaria daqui uma hora, então fui para o meu quarto e tomei um banho.
Uma hora depois, me encaminhei para a sala onde seria a reunião. Como sempre, foi aquela chatice. Enquanto um babaca estava falando besteira peguei meu celular e o liguei, tinha me esquecido de liga-lo quando cheguei. Me assustei quando vi que tanto minha mãe quanto Taylor, até mesmo Mia tentaram me ligar inúmeras vezes. Eu ia retornar a ligação de mamãe, mas ele já estava me ligando.
– Com licença, senhores, mas eu preciso atender – digo e todos na mesa assentem. Eu saio da sala.
Já fora da sala eu atendo a ligação.
– Christian, Graças a Deus! – fala minha mãe desesperada. Isso já começa a me preocupar.
– Mãe o que aconteceu, algo com o papai? – pergunto.
– Não, Christian – ele estava chorando – É...é a Ana –fala ela. Se eu estivesse em frente a um espelho aposto que minha aparência é pálida.
– O que tem a Ana, mãe? – Eu pergunto com medo do que ela irá falar.
– Ela foi sequestrada meu filho! – é como se o mundo inteiro parasse. Como assim?! Não pode ser...
Eu não conseguia pronunciar uma palavra se quer.
– Christian? Christian? Você ainda está ai? – pergunta minha mãe.
– Estou voltando para Seattle agora – digo e encerro a ligação, sem esperar por resposta.
Faço minhas ligações, e em menos de duas horas eu estava em Seattle. Taylor me esperava assim que eu cheguei. Fomos direto para o apartamento de Ana.
Ao chegar lá, na porta tinham alguns repórteres querendo informações, eu passei por eles ignorando todas as suas perguntas tolas. Assim que entro no apartamento vejo todos ali. Mamãe, meu pai, Elliot, Kate, Mia e Ethan. Provavelmente o pai de Ana estarão ali daqui a pouco. Minha mãe assim que me viu veio me abraçar.
– Filho! Nós precisamos conversar – fala minha mãe.
– Tudo bem mãe, mas antes tenho que resolver uma coisa – digo a ela e saio de perto dela, nada do que ela tenha a dizer é mais importante do que Anastasia neste momento.
Tinha alguns policiais pela a sala. Chamei Taylor, eu precisava saber tudo o que tinha acontecido.
– Taylor, me diga como isso tudo aconteceu? – pergunto a ele.
– Eu não sei de tudo Sr. Grey, só Sawyer poderia me contar, mas ele levou um tiro e está em uma cirurgia- fala Taylor – Mas, com base no que a Sra. Grey me disse, a Srta. Steele estava indo ao hospital na hora que saiu... Então creio eu que quando ela estava descendo para encontrar Sawyer para ele a leva-la até o hospital, foi quanto tudo aconteceu...
– Pera ai, minha mãe disse para você que a Ana estava indo ao hospital? – pergunto. Não entendo, para que Ana precisava ir ao hospital? Ela estava bem. Eu precisava falar com a minha mãe agora.
– Exatamente, senhor – fala Taylor.
– Depois você termina, eu tenho que resolver outra coisa agora. Qualquer pista que os policiais encontrarem, você me mantem informado – digo para ele e depois vou até minha mãe – Mãe, podemos conversar agora.
Ela assenti e nós seguimos para o quarto de Ana.
– Que história é essa de Anastasia estar indo ao hospital? – sou direto.
– Vou contar a você desde o inicio – fala minha mãe olhando para mim com os olhos vermelhos de tanto chorar – Ontem eu estava chegando no meu plantão e encontei a Ana e a Kate lá no hospital. Perguntei à elas o que faziam ali, ela tentaram me enrolar mas não conseguiram.
– O que elas estavam fazendo lá? – pergunto.
– Estavam esperando o resultado de um exame de sangue...
– E de quem era esse exame, e pra quê?
– Era a Ana, Christian. A Ana está gravida – falar isso fez minha mãe chorar ainda mais. Eu estava paralisado com a noticia que tinha acabado de receber – Você precisa tira-la de lá, você precisa tirar meu neto de lá, Christian – fala mamãe aos prantos.
– Gravida? – falo – Mas como? Ela toma anticoncepcional – eu digo.
– Anticoncepcional não são 100 % confiáveis . Você não lembra de nenhuma gripe que Ana possa ter tido? – pergunta ela.
Sim, claro, uns dois meses atrais ela pegou um resfriado, mas isso não nos impediu de fazer amor. Eu já tinha visto que alguns remédios cortavam o efeito dos anticoncepcionais, mas eu não me liguei e acabei esquecendo disso. Agora por causa desse descuido meu nós teremos um filho e que agora corre perigo jundo com a Ana, e tudo isso por minha causa.
– Sim – digo respondendo a pergunta de minha mãe.
– Os remédios que ela tomou, devem ter cortado o efeito do anticoncepcional.
Eu não conseguia parar, eu andava de um lado para o outro. Agora eu não só tinha que arrumar só um jeito de tirar Ana viva de lá, mas também precisava tirar meu filho de lá, seja lá onde eles estão.
Só depois eu percebi que estava chorando. Eu Christian Grey chorando? E tudo isso por causa de um filho da puta qualquer.
Eu iria tirar a Ana e meu filho de lá a salvos, ou eu não me chamo Christian Grey.
Taylor bate na porta.
– Desculpe Sr. Grey, é que pegamos as imagens das câmeras do prédio e o senhor precisa ver algo.
Não penso nem um minuto a mais e sigo o Taylor até a sala.
Na tela do computador eu vejo tudo o que aconteceu. Sawyer estava parado na porta do hall de entrada do prédio e assim que vê algo estranho tira a arma que estava em sua cintura e mira em alguém, mas antes mesmo de ele apertar o gatilho ele leva um tiro no peito seguido de outro. Em outra imagem vejo Ana descendo pelo o elevador e assim que as portas se abrem e que ela vê Sawyer desmaiado no chão uma expressão de horror domina sua face e logo em seguida o homem, que antes tivera atirado em Sawyer, bate na cabeça de Ana com o cano da arma e ela desmaia.
Eu estou horrorizado com as cenas que acabo de vê, mas isso não me deixa de prestar atenção em cada mínimo detalhe.
– Volte um pouco mais o vídeo – digo para o policial que está ao meu lado – pare – digo. Lá estava a cara do babaca.
Seu rosto não me era estranho, mas não consigo lembrar quem era aquela pessoa q tinha sequestrado a minha mulher e meu filho horas atrás.
– O senhor o conhece Sr. Grey? – pergunta o policial.
Eu precisava lembrar quem era aquele homem. Ah claro!
– Esse é Jack Hyde... – digo ao policial.
– o senhor tem certeza disso? – pergunta-me.
– Certeza absoluta – eu quero matar esse desgraçado!
Meu celular começou a tocar.
– Quem é? – perguntou o policial ao meu lado digitando alguma coisa no computador.
– É desconhecido – digo
– Atende, vamos tentar rastreá-lo.
O policial manda todos da sala ficarem quietos.
– Alô – atendo.
– Ora, ora Christian Grey!
– Seu desgraçado filho da puta! Cadê a minha mulher?! – grito par ao aparelho que eu segurava entre os dedos.
– Calminha Grey, se continuar me insultando assim ficarei ofendido — fala Jack do outro lado da linha.
– Anda, diga logo o que você e deixa a Ana em paz – vocifero.
– O que eu quero? Bom... Eu quero 7 milhões... – ele é interrompido.
– Tudo bem! Terá 7 milhões em sua conta agora solta a Ana – digo desesperado. Sei que eu não deveria mostras desespero mas não me contive.
– Calma Grey, eu ainda não acabei. Continuando, e eu quero também que você passe a Grey Enterprises Holdings para o meu nome – Eu não conseguia acreditar no que ele estava me pedindo. Mas eu não tinha escolha, eu precisava salvar Ana.
– Tudo bem Jack – digo.
– É muito bom negociar com você Grey.
– Chrisitan, Não faça isso – escuto Ana gritar do outro lado da linha – Deixa ele em paz seu desgraçado – ela grita para ele.
– Cala a boca sua puta vendida! – grita Jack para ela e logo em seguida escuto um barulho e um gemido que deve ter vindo de Ana. O que será que ele fez com a Ana?!
– O que você fez com ela seu desgraçado?!
– É, eu tive que dá um jeito nela, ela estava me irritando – fala Jack
– Maldito! Não encosta na minha mulher seu idiota!
– Grey, calma eu entregarei ela viva à você...
– Eu quero falar com ela!
Não, eu não sei se eu deveria deixar você falar com ela.
– É isso ou nada feito.
– Tudo bem, tudo bem, mas tem que ser rápido – Ele fala.
– Christian – fala Ana com a voz a abafada pelo o choro.
– Ana! Eu vou te tirar daí, amor – eu falo desesperado – Eu prometo, você confia em mim? – pergunto.
– Sim. Eu amo você – Isso era tudo o que eu precisava ouvir, era como musica para os meus ouvidos.
– Eu também amo você! Eu vou tirar vocês daí, eu juro Ana – eu falo, agora já chorando.
– O que você disse?
– Mamãe, me contou ... –Digo a ela . Agora ela sabia que eu já sabia que nós teríamos um bebê – Amor, confia em mim, eu tirarei você daí, nem que eu tenha que abrir mão de tudo.
– Não, Christian, você não pode passar a GEH para o nome dele. Não faça isso! – Ela fala desesperada do outro lado da linha– Eu te amo, Christian – fala ela logo em seguida.
– Eu também te amo – eu digo, mas parece que o telefone já foi tirado de suas mãos.
– Pronto Grey, já deixei você falar com ela agora chega – fala Jack – Te ligo daqui 4 horas para saber como vão as papeladas para a transferência — fala e encerra a ligação logo em seguida, sem esperar pela a minha resposta.
Aquele desgraçado pagaria por tudo o que esta causando a minha e a minha família.
– E então... – fala par ao policial que estava ao meu lado.
– Consegui rastrear o numero – diz ele ainda digitando algumas coisa.
– Onde eles estão? – pergunto.
– Parece ser uma casa velha, não muito longe. Eles estão na S Holgate St – fala o policial.
– Então vamos – Digo me levantando.
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