Crazy Love

2 Capítulo 2


Notas iniciais
Então é assim:
Passará a ser uma fic* de 20 capítulos, tá ?
Então, é isso...
Obrigada a quem comentou e espero que gostem de novo.

10 de Setembro de 2011

Estava uma bela tarde de sol quando o meu telefone toca…

— Alô? – Falei enquanto esperava que alguém do outro lado da linha me respondesse.

— Slash? – Eu conhecia aquela voz, era a mesma que me atormentava todas as noites, que me fazia ter sonhos e acordar a pensar que tudo aquilo poderia ser verdade.

— Pamela?! É você?

— Sou eu, sim…

— Você deixou de me telefonar porquê?

— Eu estive muito apertada com a escola até Junho e depois fui passar férias fora e o custo da chamada era muito mais caro.

— Tudo bem. Então, como estás?

— Eu estou bem e você?

— Também…

— Não há novidades?

— Bom, separei-me de Perla e agora vivo aqui eu, Cash e London.

— Na mesma morada que me deu?

— Sim… A propósito, Cash tem muitas saudades tuas.

— Óh, eu também tenho muitas saudades dele.

— Eu direi isso a ele.

— Slash?

— Sim?!

— Daqui a uma semana começo aí a faculdade…

— E queres ajuda com a casa?

— Sim, foi também por essa razão que eu te liguei. Lembrei-me que você quando voltou para L.A disse que me ajudaria…

— E vou ajudar.

— Obrigada.

— Chegas quando mesmo?

— Daqui a dois dias.

— E aterras mesmo aqui? No aeroporto internacional de Los Angeles?

— Sim, por volta das 18:00h.

— Então, esperar-te-ei.

— Mais uma vez, obrigada. Agora tenho de ir…

— Tá. Até depois, Pamela.

— Até depois, Slash.

Desligámos o telefone, não ouvia a sua voz há tantos meses que até parecia que este telefonema tinha sido mais uma alucinação minha. Durante meses não tive nenhuma informação sobre ela, não tive nenhum contacto, não sabia sequer se ela estava bem ou não.

Eu sentia a saudade de ter alguém ao meu lado, sentia a saudade de algo inesperado e completamente genuíno, sentia a saudade do amor e isso, ninguém pode, nem ninguém poderá algum dia controlar.

Os dois dias seguintes ao do telefonema passaram devagar, uma lentidão assustadora, jamais pensei que iria alguma vez, ficar tão nervoso quanto fiquei.

Neste preciso momento, estou à espera do avião que vem de Barcelona e aterrará aqui, dentro de algumas horas. Cash e London estão a passar o resto da tarde de Domingo com Perla, para eu poder vir buscar ao aeroporto Pamela. Sei que Cash ficaria radiante em vir buscá-la, mesmo só em saber que ela viria ele delirava, porém, Pamela disse-me que queria fazer-lhe uma surpresa e eu aceitei, claro.

Daqui a alguns dias, começa a escola, tanto para os meus dois filhos, tanto para a minha nova inquilina, que depois de muito tempo de insistência minha, decidiu ficar lá em casa, mas segundo o que ela quer, será só por uns meses.

Passei duas horas no aeroporto, definitivamente o avião estava atrasado, durante esse tempo, varias pessoas me reconheceram e vieram ter comigo para lhes dar um autógrafo, ou tirar fotografias. Finalmente, depois de mais meia hora de espera, ouso anunciarem que o avião que vinha de Barcelona, acabara de aterrar, passado algum tempo, vejo ao longe Pamela e corri até ela.

— EI, PAMELA?! – Gritei

— SLASH? – Aproximei-me mais, estávamos ainda a uma média distancia um do outro, quando finalmente cheguei mais perto…

— Pam, como estás? – abracei-a

— Um pouco cansada e você?

— Bem melhor agora… — Não deveria ter falado isto.

— O que disse?

— Nada… não era para … nada… — Definitivamente, deveria ter estado calado.

— Tudo bem então…

— Queres ajuda com as malas?

— Quero. Leva essa… e essa… e essa… e só mais essa. – Nunca entendi porque razão as mulheres trazem tantas malas.

— O carro está perto da saída 2…

— Ela foi andar na frente. – Quando cheguei perto do carro, percebi que ela já me esperava à algum tempo. Porém, não falei nada, apenas arrumei as malas e liguei o carro… Depois de pagar o estacionamento, finalmente pude começar a levar-nos para casa. Não falámos nada durante o caminho, só lhe disse que antes de ir mesmo para a minha casa, tinha de ir buscar Cash e London, assim foi…

Quando Cash chegou ao carro:

— Pamela?! Você voltou pra mim, beleza?

— Voltei sim. Acha que eu ia deixar uma riqueza como você, muito tempo longe de mim?

— Eu pensava que você me tinha esquecido… — Cash fingiu um beicinho e eu comecei de novo a conduzir…

— Eu?! Nunca o irei esquecer, fofo…

— E você rançoso?! Não vai falar com a Pam? – Cash perguntou pra London, enquanto lhe dava grandes murros na barriga.

— Falar o quê?

— FALAR O QUÊ? DIGA OI

— oi…

— AAAAH, VAI DAR UMA VOLTA, LONDON.

— eii, Cash, não seja tão mal educado , oras… — Não falámos mais nada durante todo o caminho, quando chegámos em casa, Cash e London guiaram Pamela até ao quarto e ela arrumou toda a sua roupa, jantámos e depois de muita insistência de os miúdos para não irem pra cama, lá acabaram por ir…

Pamela já estava lá em casa à dois meses, os meninos estavam radiantes, mas mais Cash que London, varias vezes encontrei London sozinho pela casa, começou a isolar-se de nós e até do seu próprio irmão. Voltando a Pamela, ela estava por cá à 2 meses e ontem veio pedir-me conselhos, pois encontrou um namorado na escola. Ela não me disse o seu nome, não me disse a sua idade nem qualquer tipo de identificação. Acho que ela não quer que eu saiba quem ele é, a razão é que eu desconheço.

Confesso que me sinto um pouco mal, não é uma coisa que eu consiga explicar, só sei que ela ter vindo para cá me causou sentimentos diferentes, não que seja de amor, mas é sem duvida, de ternura, sinto que a tenho de proteger e que os seus pais me confiaram a sua pequena menina, é uma sensação estranha, por um lado, as vezes sinto vontade de a abraçar, outras quando ela tem uma pior nota, tenho vontade de ralhar com ela, como faço com os meus filhos.

Tenho de entender o que se passa comigo…

Notas finais
Se quiserem podem propor-me algum desafio para eu fazer, para mudar aqui a rotina das notas finais/notas iniciais.
Até daqui a Domingo (;
Beijão*