A revolta despejava a subjetividade

de um trauma tão banal.

Os relatos eram murmúrios distantes.

No jogo da vida há sorte e azar...

Nunca lhe ocorreu que na loteria do destino...

aquele era o argumento de um ato sádico

Sacramentado sobretudo por terror e desengano.

Nunca tão óbvio, a maldade não tem face.

Os retalhos remontam a história proibida.

Antecipando a conclusão de um mundo destruído...

Apenas outro depoimento esquecido na estatística...

Outro sofrimento minimizado por remorso...

A impunidade canta pneus, estudando a próxima vítima.

Tantos consentimentos estropiados pelo egoísmo...

Tantas inocências defloradas por compulsão...

E tantas perguntas perdendo o sentido...

Buscar respostas é mergulhar

na loucura da insensibilidade...

Um ato inteiro dedicado a refazer outro...

Notas finais
Não custa nada frisar: MEXEU COM UMA, MEXEU COM TODAS!