Crônicas de um caderno engavetado

9 Bagunças e verborragia


Curitiba, 03 de abril de 2017.

Utopias consomem a essência das noites.

Postura conveniente correr de todos os perigos.

Ocorre que os pensamentos, seres sem asas,

Jamais sinalizam me deixar em paz.

As perguntas se recolhem em tópicos, provocativas.

As conclusões são sempre borrões num bloco qualquer.

Não gosto de passá-las a limpo, admito.

Às vezes até o definitivo me enche de medo.

Uma mente pensante, de certo modo, é uma arma.

O gatilho de culpas e contestações me intimida.

Controlar os trâmites do destino, o desafio.

Olhar para dentro de mim com sobriedade.

A negação frutifica a potência desse querer...

Suaviza, talvez, o maior de todos os impasses...

Há uma infinidade de porquês entre querer e não querer...

Notas finais
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