Could It Be Another Change
3 Capítulo II
Notas iniciais
Annabeth
Deitou-se no sofá da sala do apartamento e respirou fundo. Tentava não se importar muito com as dores nos pés por causa das milhares de subidas e descidas nas escadas do apartamento. Nunca fizera uma faxina tão pesada quanto essa em casa.
No dia anterior seu namorado, Luke avisou que faria uma pequena reunião com seus velhos amigos do colégio e da faculdade. Mas acabou que a pequena reunião virou uma baita confusão. Luke sempre bebia um pouco, mas Annabeth nunca vira o namorado beber tanto quanto ontem. Quase desmaiou, brigou com um de seus amigos, apanhou bastante e por fim ainda beijou uma mulher que Annabeth nunca vira na vida.
A raiva corroía a loira por dentro, mas ela sabia que não podia perder o controle, sabia do que Luke era capaz de fazer com ela se explodisse.
Sim, Annabeth estava em um relacionamento totalmente abusivo. Era um cu, mas ela não sabia disso quando começara a namorar com ele. Ele era fofo, romântico, lhe trazia flores no trabalho e no fim do dia se deitava abraçado com ela e a ouvia falar sobre o seu dia cansativo. E na época, Annabeth amava tudo isso, se sentia a mulher mais sortuda da face da Terra e pelo visto era, já que suas poucas amigas que namoravam nunca falaram sobre ter um namorado tão perfeito quanto Luke.
Mas tudo isso pareceu mudar drasticamente quando Luke começara a andar com pessoas... diferentes dos seus amigos antigos. Começou a ir a festas e no começo, levava Annabeth junto, e por mais que não gostasse ia para não deixar Luke causar problemas. Mas um dos novos amigos via que Annabeth impedia Luke de ser um deles, então avisou ao loiro que se ficasse trazendo a namorada, não daria certo, e quando Luke lhe disse isso ainda incrementou que com ela por perto, não podia se divertir o bastante como homem.
Ela ficara estática na hora mas não disse nada, tinha certeza de que com o tempo Luke perceberia que aqueles amigos não se importavam com ele, e sim, queriam o levar para o mal caminho. Mas estava enganada, já faziam dois anos que ela estava envolvida nessa palhaçada. Odiava tudo que estava passando mas mesmo assim tinha medo do que aconteceria se arriscasse não passar.
Se arrependia todos os dias por ser tão fraca.
Antes que começasse a chorar, ouviu a porta do apartamento sendo aberta. – Ei, gostosa. – era Luke, totalmente bêbado, como sempre, e com uma marca de batom no pescoço. – Eu estava com tanta saudade de você, amor. – ele chegou perto e Annabeth sentiu vontade de vomitar pelo cheiro que ele inalava. – Vem aqui.
—Luke, você está muito bêbado, de novo. Tem que se deitar. – ela avisou, mas não importava realmente, só sabia que se ele não deitasse e dormisse, iria querer fazer outras coisas, com ela.
—Que isso linda. Eu nem bebi muito hoje. – Luke agarrou seu pescoço, depositando mordidas um pouco agressivas lá. – Eu quero tanto você. – ele agarrou uma de suas coxas e Annabeth apertou os olhos, apreensiva.
—Luke , p-por favor, hoje não. – no mesmo momento em que resolveu abrir a boca, se arrependeu.
—Não, Annabeth? – Luke perguntou, sínico e Annabeth já sentia seu coração acelerar de desespero. – Não? O que foi, não me quer mais?
—N-não, não é isso, é que...
—Não precisa explicar. Eu já entendi. – ele sorriu e pegou em sua bunda, apertando muito forte. – Você está cansada. – dessa vez, deu até uma risada, passando as mãos por seu corpo. – Eu sei que sou o máximo, e não se preocupe Annie, vou mais devagar hoje.
Annabeth não pôde falar nada, Luke a agarrou e eles se deitaram no sofá, já que ele estava bêbado o bastante para não conseguir subir as escadas. Ela sempre sabia o que aconteceria se ele não dormisse, e mesmo assim, ficava assustada. Não tinha como se acostumar com aquilo.
Sentiu uma dor intensa quando Luke entrou dentro de si e mordeu seu seio esquerdo. Não estava vendo nada de devagar naquilo, e sinceramente, havia parado de sentir prazer a muito tempo. Agora que reparara que Luke estava mais bêbado do que pensava, ele era muito mais grosseiro quando estava bêbado, mas o seu lado sóbrio já decorava de fato, o que falar para Annabeth, quando chegasse em casa e o que fazer.
Isso era totalmente nojento.
—Vira. – ele pediu, sussurrando em seu ouvido e Annabeth obedeceu, sentindo as lágrimas correndo pelo seu rosto.
Lembre-se. É só mais um dia normal. Pensou Annabeth, com desgosto.
Percy
Percy acordou com duas mãozinhas em suas bochechas, as apertando, formando um bico em sua boca.
—Papai!Papai! – Agnes chamou – Acorda!
Percy abriu os olhos com um pouco de dificuldade e raciocinou o que estava acontecendo, que dia era e que horas poderiam ser. 7:47.
Quando olhou para o relógio, pulou da cama, assustando sua filha e desesperado, pois estava atrasado.
—Deuses, será que nenhum despertador que eu comprar vai funcionar? – perguntou para o nada, bravo. – Wallece vai me matar. – gritou ele pegando seu terno e se preparando para ir ao banheiro quando Agnes perguntou, inocentemente:
—Papai, hoje é domingo, por que o senhor tem que trabalhar hoje? — a loirinha perguntou franzindo a testa e Percy suspirou. Estava com a cabeça no mundo da batata, só podia.
—Desculpe amor, papai esqueceu que hoje é domingo. Não tenho que trabalhar.
—Que legal! – a pequena exclamou, pulando na cama fazendo o pai sorrir. – Então hoje nós podemos ir ao parque? O senhor prometeu que ia me ensinar a andar de bicicleta. – Agnes abaixou o olhar. – E todo mundo da minha sala sabe andar, menos eu, eles ficam falando que sou bebê. – a garota fez um bico enorme e cruzou os braços. – Eu não sou bebê.
Percy sorriu, e pulou na cama como uma criança, pegando a filha e a jogando para cima.
—Olha, para mim você sempre será bebê. Meu bebê. – Agnes fez cara de brava e Percy riu. – Mas se você quer tanto aprender, podemos ir lá.
A loirinha comemorou e os dois desceram e fizeram sua rotina normal de domingo. Que quando Lily estava, era muito mais organizada. Ninguém assistia televisão enquanto comia, as camas eram arrumadas na mesma hora em que eles acordassem, os dentes escovados antes e depois do café da manhã e de jeito nenhum, nunca, nunquinha, never poderiam deixar a pia suja.
Mas agora que ela não estava, tudo ficava mais complicado, Percy não conseguia pensar em tudo de uma vez, sempre fora meio lerdo, e agora sem sua esposa ficava pior ainda, porque sua cabeça que já não era muito espaçosa não conseguia lembrar de fazer nenhuma das tarefas que faziam quando Lily era viva.
Sem que percebesse, já eram quase uma da tarde e Percy e Agnes ainda estavam de pijamas, lembrando naquele momento que era melhor escovaram os dentes. Nunca havia pensado que sem Lily raciocinaria tão devagar.
—Papai agora podemos ir até o parque? – perguntou a pequena entrando na suíte do pai. – Papai, você ainda está de pijama?
—Desculpe filha, nós vamos ao parque sim.
Esqueceu os pensamentos sobre Lily e se trocou descendo e pegando a bicicleta cor de rosa que dera para a filha no ano passado, mas nunca teve tempo o suficiente para ensiná-la a andar. Eles saíram de casa, e Percy apreciou a lindo dia que estava, não muito ensolarado mas um clima bem agradável.
—Tudo bem Ag, você vai ter que ser paciente e se cair vai ter que levantar, não vai adiantar cair e desistir de primeira, combinado?
—Combinado.
—Tudo bem, agora eu vou te ajudar a subir na bicicleta e eu vou te empurrar enquanto você pedala e quando já estiver equilibrada eu te solto.
E assim foi o processo da aula de bicicleta, que nas primeiras quatorze vezes não deu muito certo. Mas finalmente, na décima quinta vez, quando Agnes já estava toda ralada, Percy a soltou e ela seguiu o caminho.
—Papai não me solta ainda. – gritou ela, mas mal sabia que o pai estava longe, sorrindo e vendo a filha andando sozinha de bicicleta pela primeira vez.
__________________________________________________________________________
—E você lembra de quando me soltou e eu continuei pedalando sem cair? – perguntou animada e Percy confirmou seguindo o caminho até o parque que no momento, se localizava do outro lado da rua onde estava. – Papai agora que chegamos eu posso pedalar sozinha por ai?
—Pode, mas fique no meu campo de vista.
—Tá. – sorriu mas depois de meio segundo seu semblante se tronou confusa. – O que significa campo de vista?
—Significa que você pode pedalar, mas só por onde eu consiga te ver, entendeu? – perguntou e a filha assentiu, pedalando sozinha pelo grande parque.
Percy sorriu e caminhou pelo parque, sempre com um olho em cima de Agnes, e em um dos momentos em que a vigiava bateu de frente com uma pessoa, que caiu no chão enquanto Percy permaneceu em pé. Quando saiu do seus dois segundos de transe, estendeu a mão para a pessoa que agora, olhando direito, seria uma mulher.
—Deuses me desculpe, estava distraído, não te vi. – se desculpou enquanto a mesma se levantava.
—Não, tudo bem, me desculpe, eu... – a mulher focalizou os olhos em Percy e parou. – Percy?
—Annabeth? – perguntou surpreso, a loira estava vermelha e com os cabelos dourados lhe cobrindo um dos olhos. – Me perdoe, eu estava distraído.
Annabeth que estava paralisada, sorriu timidamente e balançou a cabeça.
—Não tem problema, eu também não estava muito concentrada. – ela olhou para baixo Percy acompanhou seu olhar, vendo um livro caído e um café derramado na grama.
—Oh, eu sinto muito por isso. – ele disse, pegando o livro e dando uma rápida olhada, “O Futuro de uma Ilusão “. Claro. – Posso comprar outro café para você?
—Não, imagina, nem estava tão bom. – ela disse, corada e Percy sorriu mais ainda.
—Então esse é só mais um motivo para comprar outro café.
A loira sorriu e Percy se hipnotizou pelo sorriso, nunca reparara que ele era tão lindo. Ou melhor, que ela era tão linda. Agora, vestida com roupas normais sem seu jaleco, e o cabelo bagunçado, Percy se perguntou se aquela mulher era Afrodite em sua forma humana.
—Tudo bem. – os dois sorriam mas logo o semblante de Annabeth se tornou pensativo. – Você deixou Agnes com alguém?
Percy arregalou os olhos e olhou em volta, procurando por sua filha. Como apenas alguns minutos com Annabeth o faria perder Agnes em um parque. – Deuses, ela estava por aqui agora mesmo. – disse ele, desesperado.
—Acalme-se Perseu, te ajudarei a procura-la. Ela não deve ter ido longe. – disse ela, colocando sua mão no ombro do moreno o tranquilizando.
Mas não durou muito, o maior medo de Percy não era que ela tivesse ido longe, mas sim que alguém tivesse a levado. Como poderia ser tão estúpido? Gritou o nome da filha correndo pelo parque com o coração na mão, quando escutou a voz de Annabeth.
—Percy. – a chamou, e o homem olhou para atrás e visualizou Annabeth com um dos braços por cima de um dos ombros de sua filha. Percy soltou o ar e correu até o encontro das duas e abraçou Agnes.
— Onde você estava? – perguntou, tentando se manter o mais calmo possível.
—Eu ‘tava gostando de pedalar sozinha, papai. – falou, com a cabeça baixa. – E eu não vi que tava longe, desculpa papai. Desculpinha por favor.
—Tudo bem. – ambos sorriram e Agnes abraçou o pai. – Mas preste mais atenção da próxima vez, e no final das contas, eu também tenho culpa, desculpe por não prestar mais atenção em você, filha.
—Eu te desculpo papai. E a Tia Annabeth conversou comigo. – seu sorriso aumentou mais ainda. – Ela disse que a gente ia tomar sorvete.
—Sorvete? – Percy perguntou, brincalhão olhando para Annabeth que sorria. – Tínhamos combinado outra coisa, mas acho que um sorvete não faria mal. – olhou para Annabeth mais uma vez enquanto se levantava e segurava a mão de Agnes. – Nos acompanha? – estendeu a mão para a loira que pensou por um momento, mas balançou a cabeça como se fosse um pensamento inútil e deu a mão para o moreno.
A sorveteria ficava a poucos metros do parque, por isso foram a pé enquanto conversavam, ou melhor, ouviam Agnes falar de como era pedalar sozinha e de como iria falar para todo mundo da escola que havia aprendido a andar de bicicleta. Percy e Annabeth riam das conversas atrapalhadas da menina e ambos reparavam que ela era muito especial.
O que não repararam, era que ainda estavam de mãos dadas. Era como se aquilo fosse normal, e por mais que não fossem chegados ou muito amigos, aquilo não fazia nenhum dos dois se sentir estranho, principalmente Percy, que não reparara em nenhum momento que estava de mãos dadas com Annabeth, não por que não se importava, mas sim porque aquilo era tão bom que ele preferira não questionar.
—Chegamos. – Percy avisou para que sua filha parasse de pular por um segundo. – Qual sorvete você vai querer Ag? – perguntou enquanto entravam na sorveteria. Percy a segurou para levantá-la até a bancada onde uma morena sorria para os três.
—Tem sorvete de panqueca moça? – perguntou Agnes, séria, enquanto os três adultos riram.
—Eu queria que tivesse, mas infelizmente não possuímos esse sorvete ainda. – falou gentilmente. – Mas temos muitos outros sorvetes! Você gosta de amora mocinha?
—Gosto! – ela sorriu abertamente. – Mamãe fazia vitamina de amora com morango quando a gente fazia o lanchinho da tarde com as minhas amigas. – Agnes contou e o sorriso de Percy vacilou. Annabeth também não sustentou o sorriso mas se pronunciou para não deixar um vácuo no ar.
—Tem de abacaxi? – a morena do outro lado da bancada assentiu e pegou um copinho, colocando duas bolas de sorvete de abacaxi no mesmo e entregando para loira. – Você vai querer de amora Agnes? – a loirinha assentiu e a morena fez o mesmo procedimento.
—Papai, você não vai querer sorvete?
—Não filha, não estou com muita vontade.
—Mas você adora sorvete. – ela insistiu e Percy não respondeu se sentando na mesa de quatro cadeiras, enquanto as duas loiras se sentavam também.
Comeram em silêncio e Annabeth reparara que Percy se sentira abalado pela história da mão de Agnes. E ele realmente se sentiu, naquele momento Percy achou que a dor nunca passaria. Com uma ideia em mente, Annabeth sussurrou no ouvido de Agnes quando Percy estava para um ponto fixo e não reparara. Em um momento, Percy sentiu algo gelado em seu nariz e dispensou seus pensamentos. Passou a mão e verificou; sorvete de amora.
—Você gostam de aproveitar da minha lerdeza não é ? – ele perguntou com humor e as duas riram, passando um pouco mais de sorvete na cara de Percy, que quando já estava com a cara toda lambrecada pegou duas colheres e uma na testa de Agnes, que ficou vermelho e outra na bochecha de Annabeth, que mal se importou, ficou feliz por fazer Percy sorrir.
—Eca papai, agora a gente “ta toda” lambrecada.
—Isso que dá, ficar aprontando comigo.
—Tudo bem gente. – pronunciou Annabeth. – Deixe-me só limpar aqui Ag. – pegou vários papéis e limpou a testa de Agnes, e com os outros que não ficaram sujos, limpou a própria bochecha.
Já mais felizes, levantaram e seguiram para o balcão. Annabeth esticou a mão para pegar o dinheiro no bolso quando Percy segurou seu braço. Ela balançou a cabeça mas antes de começar a falar Percy disse
—Eu faço questão Annabeth. Por favor, me deixe pagar.
A loira não iria se sentir bem com isso mais tarde mas aceitou. O fato de Percy pagar tudo, dava a impressão que isso era um encontro e isso a fazia se sentir estranha.
Seguiram para a rua onde Agnes pegava sua bicicleta que estava encostada no poste em frente a sorveteria, e Annabeth e Percy se entreolhavam.
—Então... – começou Percy. Nenhum dos dois sabia o que dizer.
—Então... hoje foi muito divertido, teria sido um dia bem entediante se não fossem por vocês. – ela sorriu e Percy apreciou seu sorriso. Jurava que nunca vira um sorriso tão bonito. – Então obrigada, mas acho que já está na minha hora.
—Não Tia Annabeth, fica por favor. – implorou Agnes.
—Desculpe-me Agnes, mas eu realmente preciso ir embora. – quando viu os olhos da pequena cheios de água, se ajoelhou em frente a ela. – Mas eu prometo que teremos mais dias assim, tudo bem?
Agnes assentiu a abraçou a loira que afagou seus cabelos. Percy apena olhava a cena, impressionado com a facilidade que Annabeth teve de se envolver com Agnes.
—Enquanto isso, cuide do seu pai direitinho, sim? – todos sorriram e Agnes assentiu. – E continue sendo você, com esse coraçãozinho maior que o corpo e esse sorriso maravilhoso. Até breve.
—Até. – Agnes beijou a bochecha de Annabeth e seguiu para sua bicicleta, esperando seu pai.
—Então nós nos vemos por aí. (N/A: Nois se ve por ai fjshojfljg) – disse Annabeth, esperando Percy dizer o mesmo, mas o moreno mudou de ideia e fez uma proposta interessante.
—Sim, mas... hm... Você gostaria de jantar comigo? – perguntou e Annabeth abriu um pouco a boca, surpresa com o convite. Queria aceitar mas não podia.
—Sinto muito Perseu, mas não posso aceitar. – respondeu de uma vez. Percy não entendeu o porque do não, haviam vários motivos pelos quais ela não teria aceitado. Resolveu insistir, queria muito sair com a loira, se sentia mal por ter feito tudo que fizera quando jovem e agora a mesma aparecia e o ajudava desse jeito.
—É apenas um jantar de amigos Annabeth, queria agradecer mais uma vez por tudo que tem feito por Agnes e por mim. – vendo a expressão confusa da loira se aproximou. – Não aceito não como resposta.
Annabeth sorriu e Percy levou isso como um sim. O moreno passou o dedo pela sua bochecha e ela corou. – Ainda tinha sorvete aí.
Os dois riram e se despediram, indo para caminhos contrários, ambos sorrindo. Percy gostava da loira, ela era gentil, amável, alegre e o perdoara, gostava de estar com ela, mas sentia que não era apenas isso. Tinha algo mais, e ele estava disposto a descobrir, e torcia que Annabeth estivesse também.
Ainda amava Lily, nunca deixaria de amar, mas ela com certeza não aprovaria que Percy ficasse sozinho por causa dela e no momento não tinha segundas intenções com Annabeth, e se sentia confuso. Sua cabeça ainda falava que não era uma boa escolha, ela não queria nada com ele e nem ele com ela .
Mas seu coração ainda perguntava o por que de limpar a bochecha de Annabeth, sendo que não havia nada lá.
Fale com o autor