Could I Touch The Sky?
14 Capítulo 12 - Parte I
Notas iniciais
Vou ser boazinha e compensar esses dias todos sem atualização ♥ Espero que gostem. Boa leitura ♥
Após algum tempo, nós pudemos visualizar uma placa que dizia "Bem Vindo a Joplin, Missouri". Foi então que percebi que mal havia visto o tempo passar. Respirei fundo, e almejei do fundo da alma que tudo desse certo na nova vida que eu levaria. E logo meus pensamentos foram para os meus pais... O que eles deveriam estar pensando agora? A polícia viria me procurar? Meu sorriso se desfez ao pensar nessa possibilidade. Eu não queria voltar... Eu não podia. Chris percebeu, e olhou fixamente para mim, suspirando, e murmurou.
– Você me deixa pensativo quando faz isso. — Ele me tirou de meus devaneios, e eu o olhei fixamente. Deveria contar? Não... Não era a hora certa. O que ele iria pensar de mim? Que eu sou uma louca que não assume suas próprias responsabilidades? Uma fraca, que não enfrentou o problema e decidiu fugir por achar que seria mais fácil? A ideia de contar a ele me perturbou. Eu estava sozinha, não podia estragar tudo logo agora que havia conhecido alguém.– Não é nada... É só meus pensamentos que voltam, uma hora ou outra, a me assombrar. — sussurrei, esperando que ele não entendesse o fim da frase.– Não vou pedir pra me contar nada agora. Contar certas coisas para quem você conheceu há um par de horas não é muito... Confortável. — Sorri, e ele sorriu de volta. Me senti aliviada, por ele não me pressionar — Já sabe pra onde vai? Tem onde ficar? — Eu não soube bem o que dizer... Bem, para onde iria afinal? Alguma pensão pequena na cidade até eu encontrar uma casa? – Eu não tenho muita certeza... Eu não conheço nada por aqui, e você é a unica pessoa que eu conheci dessa cidade. – Bem, Joplin é pequena. Não tem muito o que precise conhecer por aqui, logo você se acostuma... Mas... Olha — Disse um pouco envergonhado — Eu sei que pode parecer abusado da minha parte, mas... Não quer ficar em casa? Quer dizer, só até você se instalar na cidade. Eu moro sozinho, e calma — ele riu exageradamente ao olhar minha expressão assustada — Eu não irei fazer nada com você. – Não sei... Olha, não me leve a mal, mas eu não quero incomodar você. — Eu temi... Mas ele não me parecia alguém que me machucaria. – Entendo. Bom, então, de qualquer forma minha proposta está de pé ainda, ok? — Pensei um pouco, e suspirei e respondi vencida:– Ok. Mas se eu achar que estou incomodando, eu vou embora tá?– Sem problemas, "encrenca". — Ele sorriu, saindo do ônibus junto comigo.
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