Could I Touch The Sky?

15 Capítulo 12 - Parte II


Notas iniciais
Ninguém tá lendo né? Nha :c
To sem reviews novos, que pena. Se tiver algum fantasminha aí, eu sei que a preguiça ou então a vergonha é grande de postar alguma coisa (como leitora, eu sei) Mas eu ia ficar bem feliz de receber algo.
Boa leitura ♥

Ri de meu novo apelidinho ridículo, mostrando a língua para ele, e logo caímos na gargalhada. Nós descemos do ônibus, e ele me ajudou a pegar minhas coisas, já que ele levava apenas uma mochila um tanto gasta nas costas, com um símbolo da paz desenhado no centro, tapando o símbolo da Nike já um tanto apagado que havia na mesma. Nós fomos andando para sua casa, que não passava de 2 quadras dali. Entramos em uma rua tranquila, com Carvalhos derrubando suas folhas que começavam a ficar secas por estarmos próximos ao outono. Algumas delas caiam no chão, formando uma bela paisagem, Até que ele parou em frente a um sobrado simples, todo branco, com uma varanda na entrada.

- É aqui. Vem — disse ele, com uma chave na mão, abrindo a porta e já tirando os mocassins que usava ficando descalço logo na entrada da casa — Tire os sapatos se isso fizer você se sentir mais confortável. Eu não gosto de sapatos, só coloquei para não chamar a atenção na volta.

- Você anda descalço? Tipo, o tempo todo? — Ele assentiu com a cabeça, rindo do meu espanto — Inclusive pela cidade?

- Sim, pela cidade também. Todo mundo aqui depois de um tempo se acostumou. — Deu de ombros, pegando um cigarro e acendendo, e dando uma longa tragada — Quer um?

Pensei em aceitar, mas logo lembrei do bebê. Neguei com a cabeça, tirando os sapatos também, e ele olhou para os meus pés e riu. Dei de ombros. Já que estava em sua casa, tinha que me acostumar com seus modos. Talvez fosse melhor assim. Olhei pelo o que parecia ser uma sala. Havia um sofá velho, uma televisão e uma mesinha de centro com algumas roupas em cima e um cinzeiro cheio, um caderno rabiscado, e umas 2 xícaras de café vazias. Estava uma bagunça, mas ele não se importava. Vivia como bem entendia, e eu o admirei por isso.

- Vem, vou te levar pra onde você vai dormir. — Ele subiu as escadas com minha mala pesada nas mãos, e com seu cigarro no canto da boca. Ao chegar no topo, me levou ao último quarto do corredor, que estava com a porta encostada. — São das minhas irmãs, mas elas não moram comigo. Tem um banheiro, e um closet, pode colocar suas coisas nele, se preferir. — O quarto era simples. Paredes brancas, e carpete, com uma varanda que dava para a vista de um dos grandes carvalhos que haviam na rua. Duas camas, com edredons e travesseiros, e alguns pôsteres colados na parede. Lembrava um pouco meu antigo quarto, em Seattle. Sorri para ele, vendo ele dar o último trago em seu cigarro batendo as cinzas no chão de madeira do corredor, sem se importar se deixaria marcas. — Te vejo mais tarde?

- Sim. — Ele sorriu, e já ia descendo as escadas quando eu disse — Chris? — Ele parou, já acendendo outro cigarro, e olhou para mim. — Obrigada.

- Não se preocupe com isso. — Ele tragou seu cigarro, e me olhou com uma expressão realmente fofa. E desceu as escadas.

Guardei minhas coisas da melhor maneira que pude, e fui tomar um banho. Lavei os cabelos, e tentei relaxar. Coloquei a mão em meu ventre, acariciando-o. Sai do banho, colocando uma camiseta qualquer e um shorts e deitei em uma das camas, completamente exausta. Dormi num sono profundo, e sem sonhos.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.